sábado, 31 de maio de 2008

DIA 8 de JUNHO É O ALMOÇO COSTELETA

(foto de campeão enviada pelo Pompílio Rombinha)


O NOSSO ALMOÇO

“É imperativo o reencontro com o sentido humano e espiritual da vida”....
Paulo VALLADA, ex Presidente da Câmara Municipal do Porto

À falta de melhor assunto, ocorreu-me escrever qualquer coisa que nos unisse, que nos tornasse mais humanos, mais compreensivos, em suma, mais tolerantes.

O nosso almoço é um bom tema, porque é hora de estarmos juntos e podermos dar as mãos e recordar velhos tempos.

O nosso almoço tem condições para ser um acontecimento académico de relevo, como creio que tem sido sempre.

Da minha parte tentei dar o contributo possível.

Juntamente com o Rogério tentámos trazer gente costeleta, estivessem eles onde quer que estivessem, porque o espírito “costeleta” é tudo aquilo que já se disse (e já se disse muito), mas é, em minha opinião, mais ainda.

Sim, porque o “Costeleta” é, em linhas gerais, o aluno responsável, que sabe que não pode falhar, que tem margem de manobra curta, que não verga, cerra os dentes e chega lá.

Vão estar connosco grandes figuras de homem e de costeletas.

Tenho muito orgulho nisso.

Assim como me orgulho de ter aí numa mesa, os nossos colegas costeletas, meus em particular, desse 1º ano 1ª turma de 52/53

E enviar daqui um grande abraço e votos de melhoras, para a esposa do Joaquim Cruz, tido como o melhor aluno desse 1º ano.

E dizer aos que não estão connosco nesse dia, que nós vamos lembrarmo-nos deles, porque queremos juntarmo-nos todos, talvez no próximo ano.
E tu ó TOINO, ou ANTÓNIO MANUEL RAMOS JOSÉ, que já foste vais estar cnnosco no dia 8.
Porque tu és um dos nossos. E também o MANUEL, nosso Keeper e velho amigo.

E o Professor Joaquim Cruz vai dar a aula.

Como só ele sabe.

Um abraço costeleta para todas, do

João Brito Sousa

sexta-feira, 30 de maio de 2008

O NOTÍCIAS DE S. BRÁS E OS COSTELETAS

(o costeleta engº João Paulo Sousa da USNavy)

NOTÍCIAS de S. BRÁS de ALPORTEL E OS COSTELETAS

O jornal O NOTÍCIAS de S. ALPORTEL, no nº 134 de 20.01.2008, publica na página 6 uma crónica do costeleta João Manjua Leal, intitulada, I - O BISPO DO SENHOR e II – UNIDOS EM CRISTO, na página 7 o costeleta João Brito Sousa escreve a crónica “AS TABERNAS E OS CAFÉS” em Olhar S. Brás de Alportel, na página 9 o costeleta Marcelino Viegas escreve “ LÁ SE VÃO AS ALFARROBEIRAS! ... E TAMBÉM AS OLIVEIRAS..., na página 11 a costeleta Maria José Fraqueza escreve os seus “VENDAVAIS DA ALMA”,

Dilúvios de dor,

Se meditassem mais no forte abismo ...
Na corrente da vida no seu curso
Não temerá sinal de qualquer sismo...
Quem apenas vê Deus, como recurso...

E quando nos acerca um cataclismo...
Ruge o mar mais feroz, no seu percurso
Há rezas, orações, puro lirismo...
De nada serve já, novo discurso!....

Mas quando sai a lava do vulcão...
O fogo arde mais, meu coração
Como arde activamente uma fogueira

E perante a tragédia que vivemos...
Tememos por vezes, esquecemos...
Os dilúvio de dor na Terra inteira!...

E na página 17, o costeleta João Brito Sousa, escreve a crónica “OS MONTANHEIROS VENCERAM”, acompanhada da foto do costeleta Engº João Paulo Sousa da US Navy, filho dos costeletas Diogo Costa Sousa e da Filomena Sousa, residentes em Maryland, USA.

Viva a Escola, viva os costeletas. alabi .. akabá .. bum ... bá...ESCOLA, ESCOLA ESCOLA..

Texto de
João Brito Sousa

quinta-feira, 29 de maio de 2008

PARABENS PARA A ISABEL E PARA O ROGER

PARABÉNS

AOS PAIS, AVÓS E BISAVÓS


ROGER, tu que tens tudo o que mereces
Tens agora essa bisnetinha linda, meu velho...
Parabéns aos pais e queria não esquecesses
De dar por mim um beijinho à bisneta Coelho.

Eurídice de nome próprio quero que saibam
Chama-se assim a bisneta da Isabel e do Roger
Por isso, quero-os felizes e que ambos sintam
A felicidade de ser bisavós dessa grande mulher..

E eu ... que também já sou avô como vocês...
Desejo para ti, esposa e neta... para os três
Que a vida seja cheia de felicidade e de amor

E vocês ... bisavós. não se esqueçam de voltar
A ser gaiatos outra vez e os bisnetos deseducar
Porque com os pais é que a educação é a rigor.

João BRITO SOUSA

quarta-feira, 28 de maio de 2008

HÉLDER FAÍSCA; UM GRANDE COSTELETA

( Lápide comemorativa do acontecimento, colocada ao lado na Câmara de Loulé)

RECORDANDO
(foto de ROMUALDO CAVACO)

O HELDER MARTINS FAÍSCA

foi um grande amigo e um grande costeleta.

"Anda cá FAÍSCA, que tu tens a mania que chabes", dizia-lhe o Dr. Proença de Viseu, professor de Francês e esposo da Drª CELESTE.

Apareceu-nos no 1º ano do Curso Geral do Comércio

Fez o Curso Comercial e depois empregou-se nos CTT em Lisboa.

Fez a tropa em ANGOLA

e uma granada levou-o....

MAS É UM DOS INESQUECIVEIS....

Um grande abraço para ti, amigo... e no dia 8, póximo, lá estaremos no almoço em VILA MOURA.

E traz-me notícias do JOVITO do LICEU, que uma vez disse: éh pá, precisava de dormir aí uns vinte anos seguidos... para normalizar..

E o teu amgo Dr. Proença, ja estará por aí?

Um grande abraço para ambos

Texto de

JOÃO BRITO SOUSA

terça-feira, 27 de maio de 2008

ALMOÇO ANUAL DOS COSTELETAS

Localização
Hotel D. Pedro Golf - Vilamoura


Está tudo a postos para, no próximo dia 8 de Junho (Domingo), realizarmos mais um grande almoço anual de convívio no Fórum do


Hotel D. Pedro Golf - Vilamoura


Esperamos por ti!

Trás uma companhia para dançar e na algibeira 25 € para comparticipares (por pak),
Iremos homenagear 3 entidades de renome internacional e votar o Relatório e Contas de 2007


Não faltes - inscreve-te!

Daremos notícias
Rogério Coelho

23º ANIVERSÁRIO DA ASSOCIAÇÃO DE BRAGA

Exposição de Lavores e Artes Decorativas

Associação dos Antigos Alunos da Escola Industrial e Comercial de Braga


No passado dia 18 de Maio, a nossa congénere de Braga (Associação dos Antigos Alunos da Escola Industrial e Comercial de Braga), festejou o 23º Aniversário.

O Presidente desta Instituição, Henrique Pereira, sublinhou que "Portugal não precisa apenas de Doutores", mas "também tem que ter" quadros intermédios. Tal como nós, achamos que o Ministério da Educação deveria reactivar o ensino técnico nas escolas industriais e comerciais.

A Associação de Braga, tal como a nossa, está a braços com o problema de uma séde própria. Nos propósitos desta Associação está a construção de um lar para acolher os associados com maiores necessidades, e com capacidade para 35 camas. Achamos que é uma ideia bastante louvável.

Muitos associados desta instituição ocupam os seus tempos livres em aulas de inglês, psicologia, ioga, cavaquinho, viola, pintura, artes decorativas e florais. Uma ideia que está no pensamento da nossa Associação mas, que é impossível pôr em prática, devido à exiguidade da nossa sede. A foto que reproduzimos respeita à exposição de trabalhos das actividades de lavores e artes decorativas, que integrou o programa oficial dos 23 anos da instituição.

O programa incluia, tal como nós, a atribuição de prémios aos dois melhores alunos do ano lectivo 2006-2007.

As comemorações iniciaram-se com uma missa de sufrágio pelos associados falecidos, exposição de trabalhos dos tempos livres e um almoço/convívio de aniversário.

A Direcção da AAAETCABREIRA de Faro, envia cumprimentos e parabéns pelo bom sucesso de mais este aniversário.



Extraído do Jornal "Diário do Minho", de 19 de Maio.



Colocado por Rogério Coelho

RECORDANDO UM COSTELETA


AO MANUEL INOCÊNCIO COSTA

Há quanto tempo não te via Manuel!..
Sabia que estavas por aí.. advogando, não é?....
Mas eu lembro-me bem de ti
Nos tempos em que eras furriel
E ias lá a casa .. à Ventura Coelho
Lembras-te disso meu velho!...

Foi uma bonita iniciativa... essa que tomaste
De vir aqui ao blogue falar assim
Dum amigo nosso.. amigo a quem dedicaste
Um poema de amigo.... ao amigo Franklin

Infelizmente....
Apenas poderemos lamentar
a partida ...
E de seguida
Aqui para a gente
Poderemos chorar
Ou deixar cair
Uma lágrima fria .. com sentimento
Em qualquer momento

E ..Manuel
Agora, não é o momento adequado
Mas quando tiveres tempo
Fala aí do teu passado
Do curso de Direito, do BNU
E de Coimbra do choupal...

Faço-te este desafio, Manuel
Que tal?

João Brito Sousa

CORREIO COSTELETA


OBRIGADO HUMBERTO

O meu artigo “a TERCEIRA IDADE”, publicado hoje no jornal "A AVEZINHA" mereceu do colega HUMBERTO GOMES, do 1º ano 1ª Turma de 53, o seguinte comentário.

Viva a 3ª Idade

Caro Brito de Sousa,

Apreciei muito o teu escrito na última edição da "Avezinha", particularmente na sua ponta final quando te referes a:
"E desculparmo-nos fazendo por nos perdoar a nós próprios de algumas decisões menos acertadas que tomámos.
E nessa sequência, fazer por amar as coisas e as pessoas."
Acredito que o praticas, até porque sempre foste mais do coração (grande!) ao pé da boca - com autenticidade -, do que engolires em seco.
E também nunca te terás esquecido, ao contrário de alguns outros que por ai vegetam, que: "o talento é um dom de Deus, sejamos humildes; a fama é um dom dos homens, sejamos gratos; a presunção é um dom de nós próprios, sejamos cuidadosos.
Permite-me que te sugira, para em próximo escrito, te referires ao nosso próximo encontro do dia 8, que tal?
Aquele Abração

HUMBERTO GOMES

Desse tempo éramos os seguintes:


Chefe de turma: CÉLIO MARTINS SEQUEIRA
ALUNOS
José Bartílio da Palma
Luís Rebelo Guimarães
Herlander dos Santos Estrela
Reinaldo Neto Rodrigues
António Inácio Gago Viegas
Humberto José Viegas Gomes
Manuel Cavaco Guerreiro.
Joaquim André Ferreira da Cruz
João Baptista
José Mateus Ferrinho Pedro
José Vitorino Pedro Rodrigues
Ivo Francisco Gabriel Carvalho Cabritas
João António Sares Reis
Fernando Manuel Moreira
António Manuel Ramos José
Francisco Paulo Afonso Viegas
Manuel Geraldes
João Manuel de Brito de Sousa
Jorge Manuel Amado
João Vitorino Mendes Bica
Carlos Alberto Arrais Custódio
José Júlio Neto Viegas
Manuel João dos Santos
José Pedro Soares
José Marcelino Afonso Viegas


Quem falta aqui?

João Brito Sousa

segunda-feira, 26 de maio de 2008

RECORDANDO

Manuel Inocêncio da Costa

P O E M A

A palavra ecoou - o Franklin partiu!

O foguetão que o levaria chegou,

A notícia a todos chocou

Amigo como tu raramente se viu

Viajando pelos espaços que seguiste,

Por lugares infinitos à beira dum jardim,

Um éden de flores e frutos sem fim

Te esperou desde que partiste!

As nossas turmas um dia reunirão,

Aí, recordando tempos grandiosos,

Cada um contará feitos os mais radiosos,

Como outros heróicos não se encontrarão!

O vento, o raio e o trovão levar-te-ão,

A nossa informação, a nossa saudade;

De vez em quando eles te recordarão,

Como prezávamos a tua amizade!

Com pedido de publicação

Colocado por Rogério Coelho


O JOÃO CANAL ERA COSTELETA


ESTOI; A TERRA DO JOÃO CANAL




A RUA JOÃO MANUEL PINHEIRO CANAL





UM GRANDE AMIGO E COSTELETA


Graças à gentileza do ROMUALDO CAVACO, que me enviou as fotos, aqui se presta uma pequena homenagem ao homem e ao costeleta, que perdeu a vida em defesa da PÁTRIA.

O JOÃO CANAL já tinha o Curso do MAGISTÉRIO PRIMÁRIO e aguardava colocação... mas...foi antes disso, parar à tropa... e não voltou.

ESTOI, a sua terra, colocou o seu nome numa das artérias mais concorridas.

Um abraço para ti João, de todos os costeletas.

Texto de

JOÃO BRITO SOUSA

domingo, 25 de maio de 2008

ANIVERSÁRIO DE ASSOCIADOS COSTELETAS








Fazem anos em Maio:


26 - Maria Marta Viegas Mendonça Saias; José Luciano Soledade Gonçalves; José Cândido. 27 – Manuel Assis Guerreiro Ferro 28 - Fernando Germano Faleiro Drago. 31 - José António Oliveira; Romualdo Cavaco.


Colocação de Rogério Coelho

OS PROFESSORES COSTELETAS


PROFESSORES A JOGAR À BOLA.

O desporto, o futebol nomeadamente, sempre foi uma actividade que aproximou os povos.
Esta foto foi-nos cedida gentilmente pelo costeleta ROMUALDO CAVACO, que para nós, alunos desse tempo, constitui uma autêntica relíquia.

Temos pena de não nos lembrarmos do nome deles todos, mas daqueles que conhecemos aí vão umas pequenas notas.

Assim, de pé a começar da esquerda:

Professor Batalha, professor de desenho ao segundo ano. Não o tive como professor pois o meu foi o prof. Celestino Alves.

A seguir, não sei ...

A seguir, o nosso querido Professor Américo, a quem a Escola muito deve, pelo seu trabalho brilhante, em prol da educação dos seus alunos de quem ainda continua amigo.

A seguir, o Director Dr. Fernando MOREIRA, professor de francês e um bom professor.

A seguir, não sei e não sei...

Agachados

Dr. Baptista da Farmácia, dos melhores professores que tive em toda a minha vida. Apesar de não o ter tido nunca como professor, foi ele que me disse, após uma oral de Cálculo Comercial, que eu sabia mais do que aquilo que pensava. E porque toda a minha vida foi assim, aqui lhe deixo um abraço de reconhecimento pelo palpite. Obrigado Mestre pelas palavras.

A seguir, lembro-me do professor mas não sei o nome. Creio que era professor da Indústria.

A seguir a ponta de lança, Dr. Jorge Ferreira Matias, o sub- director, o banana ou o professor de Matemática e Física, que não sendo meu prof. encontrei algumas vezes em Lisboa, apresentei-me a ele como costeleta e foi sempre uma simpatia.

Fui colega do filho Vasco Valdez Ferreira Matias como professor no ISCAL

A seguir, não sei...

A seguir Engº Coroa, professor da Indústria e irmão do médico escolar Dr. Emílio Coroa, homem das récitas escolares e do Teatro, que, uma vez sentido algma dificuldade em dar-me uma injecção me disse: - “ èh pá, tens pele de rinoceronte”...

Bem hajam professores.

Texto de
João Brito Sousa

sábado, 24 de maio de 2008

NOTÍCIAS DE COSTELETAS

Manuel Silo da Graça Caetano



Depois de ter conseguido divulgar e colocar a alfarroba nos mercados internacionais, Manuel Caetano quer dar novo impulso ao fruto e explorar as suas potencialidades na produção de biocombustíveis. Aproveitando o conhecimento das Universidades de Évora e de Faro, o Vice-Presidente da Associação Interprofissional para o Desenvolvimento da Produção e Valorização da Alfarroba, crê ter condições para avançar com a construção de uma unidade industrial de bioetanol em quatro anos e promete criar uma nova indústria no panorama económico do Algarve. A fábrica terá capacdade para produzir três milhões de litros de combustível


IN Jornal "Barlavento"


Colocado por Rogério Coelho

IMPRENSA JN e um COSTELETA


UM GRANDE COSTELETA

MÁRIO ZAMBUJAL, jornalista, escritor, poeta, contador de histórias, homem da rádio, televisão, cinema e teatro e outros, um homem do mundo. Foi ele que deu esta entrevista ao JN e que, respeitosamente, reproduzimos aqui.

"A ideia do prazer está muito associada a mim"

Mário Zambujal sempre se recusou dedicar por inteiro à escrita porque considera que essa é uma matéria que lhe apetece fazer por prazer. Diz que, depois de ter escrito a "Crónica dos bons malandros", em 1980, a obra se lhe colou à pele. Reconhece que foi para o jornalismo por paixão e que, de certo modo, o acaso faz parte da sua vida. Publica, agora, "Já não se escrevem cartas de amor".

Não esconde que sempre foi um romântico e que, nos tempos da juventude, escreveu tantas cartas de amor que até lhes perdeu a conta. Lamenta que hoje tenha desaparecido esse lado encantatório da carta e da caligrafia. Mas, dono de um refinado sentido de humor, brinda-nos com um sorriso franco e remata "Vivemos dependentes do telemóvel e do computador, mas mantemos as mesmas paixões".

O seu novo livro é um olhar melancólico sobre a Lisboa dos anos 50. Contudo, o autor avisa: "Não sou um saudosista".

Não tem sido muito assíduo a publicar...

Mário Zambujal
É verdade. Tive muito rompante de escrever quando lancei a "Crónica dos bons malandros", em 1980. Seguiram-se-lhe "Histórias do fim da rua" (1983) e "À noite logo se vê" (1986). Depois, estive muitos anos sem publicar, embora continuasse a escrever muito para rádio e televisão. É claro que essa produção não dá para pôr na estante....

Mas durante esses anos não lhe apeteceu publicar?

Houve uma altura em que fui desafiado para me dedicar por inteiro à produção literária. Mas a ideia do prazer está muito associada a mim. Sempre achei a liberdade de escrever uma coisa fabulosa. Mas mais fabuloso ainda é a liberdade de não escrever. Os livros que escrevi deram-me prazer. E lancei-os na convicção de que também daria alguma coisa às pessoas. Não penso que sejam livros de grande significado intelectual. Mas gosto que as pessoas acabem de ler e digam "gostei disto". Essa é também a minha grande satisfação.

Agora, está de volta com "Já não se escrevem cartas de amor". Um livro melancólico...Todas as pessoas, quando chegam a uma certa idade, têm saudades do tempo em que eram novas. E tendem a dourar esses tempos...

Se calhar, isso é uma estupidez. A grande riqueza dessa época era que eles eram novos e desfrutavam de tudo. As pessoas tendem a guardar o melhor que têm. E isso, se calhar, também me acontece. Mas não sou nada saudosista. É claro que não posso esquecer de quando tinha 20 anos e de como me divertia e de como gostava das raparigotas..

Este livro é autobiográfico?

Não sendo na totalidade, a verdade é que aquele gajo de 70 anos, o Eduardo, tem muitas coisas minhas. E as diferentes personagens são construídas com base em tipos que conheci. Porque, afinal, o que é uma personagem? É uma pessoa. E ninguém inventa personagens que não sejam parecidas com as pessoas que conhece ou que conheceu. As minhas personagens são inspiradas pela realidade das pessoas que me cercam. Portanto, ou são generosas ou maliciosas ou são aquilo que a gente sabe que existe. Não alteramos uma realidade. O desenho psicológico das personagens equivale àquilo que vemos que é a realidade humana.

Em "Já não se escrevem cartas de amor", há algumas referências à situação política da época.

Mas são apenas afloramentos....
Este livro não tem pretensão de ser um livro sobre a situação política da época. Não sou investigador. Por isso, afloro apenas algumas coisas. Acho deslocado falar-se dos anos 50 numa cidade, num país onde havia uma determinada realidade política e social e passar à margem disso. O livro não pretende ser um retrato dos anos 50, uma memória política dos anos 50, porque sobre isso já se escreverem muitos e bons livros. Mas, uma vez que a acção decorre nessa época e o cenário é Lisboa, preciso dar ao leitor algumas coordenadas.
Este é um livro cheio de referências afectivas a diferentes lugares de Lisboa, ao cinema, aos livros, à música da época....

O cinema foi uma das minha paixões. Não havia televisão e, quando passou a existir, mudou muita coisa. Antes, as pessoas saíam de casa de fatinho, iam aos chás dançantes, onde, obviamente, não tinham que se limitar a beber chá. Não havendo televisão, ficar em casa à noite era bom, mas era chato. Hoje, há isso tudo e muito mais e, mesmo assim, os jovens gostam de sair.

Como definiria este livro?

Acho que este é um livro sobre um tempo (até os capítulos estão divididos em horas...). É um acompanhar da memória através de um determinado período de vida de uma pessoa. É a viagem dessa pessoa, de 70 anos, que está bem com a vida e que, enquanto espera o regresso de alguém que lhe é querido, vai aos confins da sua memória, recorda e de novo regressa ao tempo actual. Nas últimas linhas do livro, as duas histórias tocam-se e resolvem-se.

publicação de
João Brito Sousa

sexta-feira, 23 de maio de 2008

O NOTÍCIAS DE S. BRÁS E UM COSTELETA


O NOTÍCIAS DE S. BRÁS E UM COSTELETA

MANUEL BELCHOR
EXPÕE NA GALERIA DO MUSEU DO TRAJO.

No nº 138 do NOTÍCIAS DE S. BRÁS de S. BRÁS de ALPORTEL, página 5, vem a notícia de que “O COSTELETA” MANUEL BELCHIOR, é um dos artistas que expõe até ao dia 9 de Junho na Galeria Nova do Museu do Trajo Algarvio, na Exposição “Artes Decorativas” . Pinturas e esculturas fazem parte da mostra que pode ser visitada.

Como se sabe MANUEL BELCHIOR é o autor da célebre escultura “O ALGARVIO” que se encontra na Biblioteca Municipal de S. Brás de Alportel.


QUEM É MANUEL BELCHIOR

MANUEL BELCHIOR é natural de S. BRÁS de ALPORTEL. Era ainda muito jovem quando tomou contacto com a Escola Tomás Cabreira em Faro, onde concluiu o curso Industrial.
Frequentou depois durante 3 anos a Escola Militar de Paço de Arcos.
Trabalhou cerca de 40 anos em laboratórios de engenharia electrónica na Alemanha onde fez algumas intervenções neste campo, paralelamente com a profissão. Faz exposições desde 1960 na Alemanha e Portugal, fazendo parte do grupo “prisma” (pintura e escultura).
Algumas das suas obras encontram-se em colecções particulares em França, Estados Unidos da América, Inglaterra e Portugal.
Em 1964 inicia o projecto “ AS PAREDES FLORESCEM”, cerca de 50 murais com 6 x 3 m em acrílico numa das grandes fábricas da Europa.
Expõe permanentemente em Munique, na Galeria “Die Goldschmiede” e tem grande tendência para o impressionismo, assim como para trabalhar em diversos materiais, metal, madeira, cimento e cobre, que constitui uma técnica muito própria.

O MANUEL BELCHIOR É COSTELETA.

Texto de
João Brito Sousa

quinta-feira, 22 de maio de 2008

A FRASE DO COSTELETA

VAMOS DISCUTIR A FRASE DO COSTELETA

Ele disse:

“Estou em total desacordo que se qualifiquem estas questões de pontos de vista”

É pena ser um costeleta anónimo, que não se identifica. Porquê pá.?... Diz lá quem és homem!...
Diz o colega que está em desacordo com o qualificativo das questões, portanto, quer dizer que não está de acordo quanto à verdade contida nessas questões.

Eu entendo que dizer “Estou em total desacordo” é dizer que o qualificativo não contém verdade alguma e por isso não é credível.

No fundo, o nosso colega não está de acordo que se qualifique de pontos de vista, as características de determinada afirmação.

Mas o colega, está em desacordo, mas não apresenta um argumento válido para tal.
Diz, apenas...
E isto assim não vale nada, porque a validade de um argumento é condição necessária, mas não suficiente, para que o levemos a sério.
A filosofia, interessa-se particularmente por argumentos sólidos. Ora, sabemos que um argumento pode ser válido, mas não ser sólido.
Se um argumento não é sólido, então não teremos que aceitar a sua conclusão, ainda que seja válido.

Portanto, o colega parece-me não ter razão acerca daquilo que diz

Texto de
João Brito Sousa

quarta-feira, 21 de maio de 2008

HOJE, DIA 21 DE MAIO DE 2008


Franklin da Ascenção Rodrigues Marques


Não podemos, não queremos, deixar passar esta data sem recordar este amigo. Hoje era o dia do seu aniversário. Todos os anos, neste dia, lhe telefonavamos. O Professor Franklin fazia hoje 72 anos.

Onde e quando, não sabemos! Mas acreditamos que um dia nos encontraremos.


Descanse em paz, Professor


Isabel e Rogério Coelho

UM GRANDE COSTELETA


TEÓFILO JOSÉ CARAPETO DIAS

Pode não parecer, mas é um excelente rapaz, um excelente colega, um excelente amigo ...

E é um costeleta dos grandes e dos bons.

Fomos colegas na Escola e nos TAP, onde desempenhou cargos importantes e com mérito reconhecido.

Ontem esqueci-me juntá-lo ao Barão, Zé Guerreiro, Zé Morgado e mais um ou dois lá nos TAP. E também fomos do tempo do Ludgero Farinha.

È natural de BOLIQUEIME e vinha no combóio com o Zé Vitorino Pedro Rodrigues, o Leonel (falecido) o Aníbal Cavaco Silva, os irmãos Palma e outros.

Foi do 1º ano 1ª TURMA com o Manel Zé Guerreiro de Paderne, que era o melhor aluno e que se formou em Economia no PORTO.

terça-feira, 20 de maio de 2008

UM GRANDE COSTELETA


UM GRANDE COSTELETA

JOSÉ GUERREIRO


Foi aluno do Instituto Industrial de Lisboa na rua Buenos Aires.

Fomos sempre bons companheiros porque o Zé Guerreiro era uma jóia de rapaz.

Frequentávamos a cantina do Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras ao Quelhas e era sempre um momento de boa disposição..

Era um bom costeleta porque estava sempre nos almoços da Escola.

Trabalhou na TAP com o Zé Morgado, o António Barão, o Zé Gago, eu e o Daniel Galvão Martins.

A última vez que estivemos juntos foi no Canal Caveira, ele de partida e eu de chegada. Estou a vê-lo, sorridente sempre, com aquele ar bonacheirão e de bonzão. Contou-me que tinha uma filha muito doente, mas que estava a passar ...

Quando estávamos juntos chateava-o sempre com aquela cena lá no Industrial com o Prof. de Química, o Nuno. Esse.... dizia ele.

Perguntou-me mais uma vez pelo João Vitorino Bica. Perguntava sempre, tens visto o Bica?

Quem me deu a triste notícia foi o Joaquim Coelho do Stand de Automóveis em Boliqueime, um velho amigo..

Quem conheceu o Zé sabe perfeitamente que não merecia esta partida tão rápida.

O Zé seria sempre o último a partir.

Mas já foi.

Para ele aí vai um abraço de todos os colegas do Instituto Industrial, colegas de trabalho e de todos os costeletas

O Zé merece e é homem credível.

Texto de
João Brito SOUSA

segunda-feira, 19 de maio de 2008

NOTÍCIA . ÚLTIMA HORA

Mário Zambujal

A Associação informa:

O nosso associado Costeleta Mário Zambujal participa numa acção a efectuar no dia 20 de Maio, pelas 12 horas, na Escola Secundária Pinheiro e Rosa em Faro

Rogério Coelho

O MEU PRIMEIRO PARCEIRO DE CARTEIRA


JOSÉ JÚLIO NETO VIEGAS DE SOUSA, ele mesmo.

Nunca mais o vi desde que saímos da Escola e não me lembro dele como colega de ano ou de turma nos anos a seguir ao primeiro ano.

Disseram-me que era, actualmente, Presidente da Junta de Freguesia da Ilha da CULATRA.

Foi aí um aluno do meu nível, de doze ou de treze valores. Creio que foi quadro superior da Caixa de Previdência, em Faro e colega da Antonieta, minha colega no Magistério Primário.

Gostava de saber do Zé Júlio e gostava que ele estivesse no almoço anual dos alunos da Escola a realizar em 8 de Junho próximo, porque é um bom amigo e porque estão lá mais 7 ou 8 alunos do nosso 1 º ano 1ª turma.

Deixo-lhe aqui o meuTM 96 373 64 04

O Zé veio da Luz de Tavira como eu vim dos Braciais.

Aí vai um abraço do

João Brito Sousa

domingo, 18 de maio de 2008

ANIVERSÁRIO DE ASSOCIADOS COSTELETAS






Em Maio fazem anos:



19 -José Francisco de Jesus Gabadinho; Reinaldo Santana Viegas; Bertino Sequeira Nunes. 20 - João Gonçalves Fernandes Resende; Joaquim António Ramalho. 21 - Franklin Ascensão Rodrigues Marques (já falecido); António José Santos Pereira. 22 - Belmiro Afonso Soares; Isilda Maria Gonçalves Teixeira; António Manuel Lindo Macedo. 23 - Maria Elsa Santos Palmeirinha. 25 - Maria Ana Marcos Ramos Cunha; Madalena Gregório Jorge Guerreiro; Romana Maria Dores Grelha Melo.



Pesquisa e colocação de Rogério Coelho

NAQUELE TEMPO...






Maurício Severo Domingos

Retalhos da vida da cidade de Faro






Contado pelo "Costeleta" Mauricio Severo Domingues



Viviam-se os anos quarenta e frequentava o 1º ano da Tomás Cabreira, no Largo da Sé, junto ao Seminário. FARO, a cidade mais importante do Algarve, a sua Capital, era centro de quase toda a actividade comercial, industrial e cultural da provincia.



A Escola Industrial e Comercial Tomás Cabreira e o Liceu João de Deus, junto à Alameda, eram praticamente os únicos Estabelecimentos de Ensino Oficial de todo o Algarve, e ainda a Escola Comercial de Lagos, cujos alunos vinham de Portimão, Messines, Olhão, Cacela, Tavira e Vila Real de Stº António. Era o comboio, a EVA, a Empresa Rodoviária Sotavento do Algarve que transportavam esses alunos durante o ano lectivo até à cidade.



A vida na cidade era calma, sem problemas de maior, os Cafés encerravam à meia noite, desconheciam-se as "Boites", as discotecas, a vida nocturna e outras actividades que o "progresso" instalou nos nossos hábitos. Pouco se falava da guerra que alastrava por todo o mundo, nem tal nos era permitido pelo regime instalado. A apatia era total e os poucos locais de lazer eram a praia de Faro, ainda sem ponte, para onde os veraneantes iam aos fins de semana num barco a motor, o "Isabel Maria", que partia do Cais da Porta Nova de manhã e ao entardecer fazia a última viagem de regresso à cidade. Além do Cinema Stº António e alguns cafés, poucos lugares havia para distrair a rapaziada, destacando-se o Café Aliança, ponto obrigatório da "malta" para beber um café ou um copo de água de Monchique, que se bem me lembro, custava vinte centavos (dois tostões) o copo.



Os Criados de Mesa, como se dizia na altura, eram simpáticos e condescendentes para com a "malta" da Escola (lembro-me do grandalhão -" Joaquim das Iscas") que ia fazer uma partidinha de bilhar, na sala ao lado, sempre vigiada pelo empregado e ainda o proprietário do Café e do Hotel Aliança situado na Rua da Marinha - o Senhor José Pedro da Silva - que se passeava pelas instalações à laia de fiscal.



O Café tinha um recanto onde se juntavam todos os dias os negociantes de amêndoas, alfarrobas e figos sêcos, que a rapaziada apelidava de "A BOLSA" dos montanheiros, onde se faziam grandes negócios e por vezes uma "partida" de amêndoas era vendida e revendida a seguir, sem que existisse uma amêndoa sequer!!! Entretanto, os vários intervenientes nos negócios iam ganhando dinheiro e só o vendedor finalista é que se tinha de desenrascar para arranjar as amêndoas. "Naqueles tempos" a vigarice já existia !!



O Sr. Francisco Pegos ( Chico Pegos) que o poeta popular Antonio Aleixo imortalizou nas suas quadras (Intencionais) tinha uma mesa "reservada" que todos nós conhecíamos pelas grandes cuspidelas que o grotesco negociante mandava para o chão, amareladas e cheias de baba, pegajosas, resultantes das pontas do charuto que mastigava enquanto fumava. Uma autêntica porcaria !



Várias outras figuras faziam "estação" junto do Café Aliança; eram o "Tóquim", o "Arpanço". o "Limpa-a-Proa" e outros que faziam pequenos recados, transportavam mercadorias e encomendas dos comerciantes da Rua de Stº Antonio para ganhar uns tostões.



O "Limpa-a-Proa"- homem alto e espadaúdo, possante, tinha pretensões a jogador de boxe e muitas vezes era escolhido pelo Circo instalado no Largo Lettes, junto ao Teatro , para transportar e colocar na esquina do Café Aliança os Placards com o programa do espectáculo. Tinha livre tânsito no Circo e lugar cativo na " Geral " á borla, claro, pois por vezes o gerente organizava uns combates de boxe, nos intervalos, para entreter os espectadores. " O Limpa-a -Proa" ganhava sempre ao Palhaço .



O "Arpanço", com deficiência e mal formação dos pés, já de nascença, nunca usou sapatos ou botas em toda a sua vida, andando sempre descalço. Também ele era frequentador do circo, beneficiando do mesmo estatuto do "Limpa-a-Proa", por distribuir os panfletos e outra propaganda do Circo por toda a baixa da cidade.



Uma noite, com a casa cheia, o Circo apresentou um programa de trapezistas, num número bastante arrojado e pedia-se muito silêncio para o momento em que o artista fazia o seu trabalho. A assistência seguia em silêncio o trabalho do artista e um tambor rufava baixinho para chamar a atenção do público. Nisto houve-se um forte espirro vindo da "geral", seguindo-se o comentário do autor do espirro : Porra ! Não posso saír um dia descalço constipo-me logo!! Toda a gente olhou para a Geral e viu que a expressão era do "Arpanço", que todos conheciam pela sua deficiência e que sempre andou descalço. Uma enorme gargalhada ecoou, sem que houvesse qualquer problema para o trapezista.



A graça correu célere por toda a cidade no dia seguinte.



Alguém se recorda disto ?



Coisas do antigamente que nunca mais esquecem.




Maurício Severo Domingues (com residência no Estoril)




Recebido e colocado por Rogério Coelho

BOM DOMINGO FELICIANA


HÁ TANTO TEMPO QUE NÃO A VIA...

Lá do Patacão
Ainda se lembra
da tasca do PASSOS,
do senhor MARTINS
da sacor
E do Ismael JANEIRA e
da irmã
E das minhas tias
filhas do José APOLO
da Fatinha do Guarda ROCHA
da Violante do INÁCIO MORENO
e do LUÍS GATINHAS
do AMÉRICO DO VALE
e de tantos outros.

Dia 8 lá estaremos, se Deus quizer.

UM BOM DOMINGO PARA TODOS.

João Brito Sousa

sábado, 17 de maio de 2008

O ESTADO DE ALMA DE UM COSTELETA


AINDA CHEGUEI AQUI



Eu e a minha esperança ...

de resistir


Há-de haver mudança


Pensava eu...

que seria tudo normal


mas não


foi tudo apenas pessoal


Mas sei que eles estão comigo

Anda hoje falei com um

que me disse


A vida


É para ser curtida


senão não vale nada


Deixa andar

e canta

para amanhã recordar


Texto de

João Brito Sousa


sexta-feira, 16 de maio de 2008

CARTAS À MÃEZINHA




Feliciana Grade



Faro, 16 de Maio de 2008

Minha crida Mãezinha do mê curassão:

Muito istimo cáo arreceber esta minha carta , amecê isteja bem de saúde na companha dos nossos vezinhos todos , qué cá mais o mê Manel a gente vai-se prá qui guvernando como a gente pode.
Atão como tem passado despois de ter ficado toda desquêxada de rir tanto quando tava a ver um programa dus pulíticos a falar de pulítica, qué só o queles sabem fazer...? O senhor tava a dizer quisto agora tá tudo muito melhor e cu senhor Chaves vai-nos ofrecer gasulina .O senhor é muito bonzinho e não quer cagente ande a pé ispissialmente quando agente partiu a ispenhela e também vai ofrecer uma caixa de charutos aquele senhor que manda nagente qué cá agora não malembro do nome ,daqueles que não deitam fumo nenhum, nem cheiram quando ele anda de avião...
Ó Mãezinha amecê nim diga isso a ninguém que não fica bem ...Atão os senhores falam tão bem , a gente fica tão contentes de os ovir e amecêia pôe-se a rir até desquexar os quêxos ? É cá não perco nim uma palavrinha, ispissialmente quando eles estão lá naquela casa muito grande caté parece um circo e ós despois cada qual fala o mais mal que pode do outro.
Quando aparece aquele senhor muito jêtoso cu senhor Jorge mandou ele ir para a buate acabar de balhar e ele se põe a falar da D. Manela do Lête uma senhora que pró caso tá um pedacinho istragada da má vida cu marido le dá ( não é como o mê Manel que todos os dias lava a loiça , põe a menza , tira a menza qué pra eu não ingurdar mais , faz a cama, infim.. ) e é cá gosto muito de os óvir falar, Mãezinha e a gente aprende muito e às vezes é cá
desquêxo-me a rir também! Mas claro que também gosto muito de óvir os senhores da Saúde ...Aí é quéu quase me desquêxo outra vez...Pudera ! Os senhores dizem que está tudo tão bunito qué cá fico feliz da vida e só mapetece bater purrada naqueles que dizem cas orgenssas parecem um enferno ... Ai Mãezinha grandes má linguas !!! Eles inté põem as pessoas todas im filas pra istarem mais quintinhas e aconchegadas ...e mal as pessoas dão um gemido aí istão logo dois médicos a assistirem e têm logo duas impregadas a precurarem se as pessoas querem alguma coisa...
E as criencinhas ? Essas cumessam logo a fazer piqueniques nas istradas porque não querem ir prós ospitais ficam logo a meio do caminho ó ar livre...com as Mãezinhas delas, claro...
Ai Mãezinha é cá tenho visto muitos pulhíticos e gosto muito deles todinhos e alguns também gostam muito de trabalhar e istão tão cansados que se deixam drumir na Assambleia da Répública aquela casa grande caté tem muitas cadêras e tudo, à roda tal e qual com o circo solei.E alguns também dizem lá coisas muitíssemo de ingrassadas prizemplo quando eles dizem cagente tá sempre a subir pra cima do nível de vida e qualquer dia a gente até pode cair com assubir tanto pra cima ...
É cá gosto muito dos senhores e uma amiga minha diz queles istão lá ó pra servirem os outros ó atão pra se servirem a eles e é cá acho quela tem razão mas é pra servirem os outros, coitadinhos . Por isso eles nim precisam de istar lá muito tempo, porque trabalharam tanto caté se desunharam todos e ós despois prontos , têm que ir se refurmar que já não aguentam mais e é uma trsteza vê -los despois na rua a pedir qualquer coisinha ... coitados ficam com uma reforma qué um vergonha...Mas de mim não apanham nada Mãezinha , não fossem istragadões e apoupassem-no pra comprarem os indicamentos quando já istão velhos . Ai Mãezinha , é cá tenho uma raiva ós velhos ... Quando é cá for grande não quero ser velha ... pulhítica ainda vá que não vá , mas velha !...nim pinsar.
Olhe Mãezinha vou a terminar esta carta, porque o mê Manel tá a chegar e vem sempre isgalfetado com fome e eu não quero cu homem se sinta mal com fome.
E agora arreceba muitas arrecumendações e muitos beijinhos e não se esquessa de precurar sa burra da vezinha Manela já tá melhor daquele quibranto que le deu o burro do compadre Manel da cabessa à banda.
A pobrezinha levava os dias a zurnar .Dés quêra quela já teja melhor.
Da sua filha que sassina

Felicianita



Colocado por Rogério Coelho

FUTEBOL COSTELETA


A MELHOR EQUIPA DE FUTEBOL DOS COSTELETAS

Houve grandes jogadores de futebol na Escola. A minha selecção, dos que eu vi jogar, eram:


CARLOS GAGO ; JÚLIO PILOTO JOÃO PINTO FARIA ;CARONHO JULIÃO; ZECA BASTOS

BARÃO e POEIRA, ZÉ GONÇALVES; LUDOVICO RIBEIRINHO

GUARDA REDES SUPLENTE: V ÍCTOR VENÂNCIO
Bem, esta equipa tinha que treinar muito.. porque o ZÉ GONÇALVES, O ZECA BASTOS e o POEIRA tinham talvez as mesmas características, ou seja, boa técnica e boa visão de jogo..

LUDOVICO e RIBEIRINHO são dois jogadores que sabem tudo de bola, mas que teriam de criar rotinas apesar de terem capacidade atacante.

O CARLOS GAGO foi o melhor guarda rede que eu vi jogar em toda a minha vida.. Era um autêntico YASHIN. Em elegância a jogar não lhe ficava a dever nada. Colocação, jogar na pequena área, sair da baliza, encaixar e socar, sabia bem o que tinha a fazer. Nos pontapés de canto era tudo dele. Comandar a defesa era com ele. Foi um grande guarda redes. Jogou no Farense e competiu em natação com bons resultados.

JÚLIO PILOTO Era generoso. Fazia todo o corredor direito. Cumpria. Acusado de ser duro a jogar. Foi júnior do Benfica e jogou no Vianense na segunda divisão

JOÃO PINTO FARIA O seu verdadeiro lugar é a central.. Adaptado à esquerda foi um grande jogador. Elegante a sair com a bola jogável.

CARONHO Nasceu para o desporto, futebol, andebol, baskett e tudo o mais, jogava bem a tudo. Autêntico comandante.

JULIÃO Quarto defesa autêntico, apesar de jogar em qualquer lugar e sempre bem. O Mário Coluna da equipa. Fez alguns golos e é daqueles jogadores que todos os técnicos gostariam de ter.
ZECA BASTOS Tecnicista, visão de jogo, o elemento óptimo para jogar no bico do losango. Ora jogava muito bem ora jogava muito mal.

A.BARÃO Rápido e tecnicista maravilha. Quando queria era o maior. Vinte minutos chegavam para partir aquilo tudo. O seu futebol era arte.

POEIRA Excelente jogador. Duma visão de jogo total. A bola nos seus pés era acariciada. Levantava a cabeça e entregava a bola jogável..

ZÉ GONÇALVES Numa boa equipa como esta, recheado de bons jogadores, o Zé, na minha opinião era o maior. Autêntico Maradona Jogou no Farense e teve grandes tardes.

LUDOVICO Goleador nato, tipo Fernando Gomes do FCPORTO ou Paco Fortes do Farense. Um autêntico rato de área.

RIBEIRINHO Jogou no Benfica e foi um grande jogador, tipo Albano dos violinos. Maravilhoso.


Texto de
João Brito Sousa

quinta-feira, 15 de maio de 2008

RECORDANDO UM GRANDE COSTELETA


PARA A CELESTE

O JOSÉ DUARTE MARTINS BAPTISTA, foi um costeleta do meu tempo.

Fizemos a escola primária juntos em MAR E GUERRA, andando eu, duas classes mais, à frente dele, talvez eu na quarta e ele na segunda. Lembro-me muito bem do Zé Duarte e do carinho que a D. Helena nutria por ele, óh menino José Duarte, então diga lá... e coisas assim.
Curiosamente não conheci o pai, apesar de saber que era o Damião Baptista, que morava, creio eu, ali perto do tio Serôdio, o pai do Custódio e do Tino, que emigrou para França.. Pelo menos é esta ideia que eu tenho.

Sei que o Zé tinha um irmão que residia em LONDRES e uma das últimas vezes que estive com ele, disse-me que tinha estado dois meses na casa do mano. Ainda me lembro das palavras que ele me disse:- João, cuida de ti não te descuides... a vida é curta... vive-a bem... .
Recordo aqui que o Zé foi dos primeiros dos nossos a possuir o telemóvel. Numa tarde em que fui fazer compras ao Jumbo de Alfragide, encontrámo-nos lá e o Zé disse-me, João toma lá o meu número de telefone, quando quiseres ligas para mim. Lembro-me que não quis ficar, porque eu não tinha telemóvel ainda e não percebia muito bem daquilo.

Quando me encontrava com o Zé Baptista era sempre com muito gosto que o fazia pois o Zé a conversar era um espectáculo. Uma vez encontrámo-nos na procissão do Senhor Morto na sexta feira de Páscoa, conversa para aqui conversa para ali, quando às tantas ele me diz: João, mas tu não evoluíste nada... estás na mesma... meu querido amigo como disseste a verdade e como eu me lembro dessas tuas palavras..
Conheci também a esposa do Zé, que residia li para os lados da Senhora da Saúde, penso eu e que andou connosco lá na Escola Comercial e Industrial de Faro, frequentou o Curso Comercial e foi funcionária do BNU, em Lisboa. Parece que é isto.
Sendo assim, quero deixar aqui um cumprimento especial para o velho amigo Zé Baptista, esteja ele onde estiver e que mande de lá uma história para a publicarmos aqui.
E disponha sempre deste espaço que é para os amigos.


Texto de
João Brito Sousa
João Brito Sousa

quarta-feira, 14 de maio de 2008

A CONVERSA COM O COSTELETA

(Mardona, o melhor camisa dez de todos os tempos)


MANUEL JOÃO POEIRA

Fui a Olhão saber novas do meu amigo Mercindo Guita, recém operado e dei comigo, frente a frente com o MANUEL.

Num café da rua do Comércio, o Manuel olhou-me de frente e eu a ele, quando estava a tomar um “black coffe” Eu disse-lhe, a Avelina foi minha colega de turma. E ele, costeleta?.. sim, disse eu.

E conversámos até as tantas e deu nisto.

Manuel, tocar saxofone, tocar orgão, guitarra clássica, coisas que tu sabes fazer bem ou jogar futebol com a camisa dez e fazer um passe a rasgar a defesa, qual destas situações te agrada mais realizar.

Éh pá, isso é muita coisa junta. Vê bem, eu joguei à bola desde os 7 ou 8 anos e quanto aos instrumentos, só comecei a tocar, praticamente quando me reformei. Mas eu vou responder, dizendo o seguinte.
No meu entender, o futebol será força (no jogo de um contra um e na marcação homem a homem), será astúcia ( perceber o que é que o adversário vai fazer), e será intuição que o praticante terá de ter... e há ainda o querer e muitas , muitas coisas mais...
Eu jogava com a camisola dez, no meio campo do adversário, que é o lugar mais intelectual do jogo e onde jogaram os melhores jogadores do mundo. Em Portugal talvez o Travassos do Sporting tivesse sido o melhor de todos. Mas houve o Arnaldo da CUF, o Rocha da Académica, o Hernãni e o Pinga do Porto e outros... que jogaram nessa posição.
Eu adorei jogar à bola. Jogava de manhã `a noite, faltava á Escola para ficar a jogar em S. Francisco, eu sei lá.
Em conclusão, eu gostava mais de jogar à bola.

Mas dá-me aí uma aula de futebol. Num Benfica Olhanense no estádio da Luz como è?

Sim, porque no Padinha a gente não perdia. Lá poderíamos levar três ou quatro ou mesmo ganhar... o futebol tem destas coisas, mas normalmente eles ganhavam..
Num Benfica / Olhanense, o nosso treinador montava uma estratégia defensiva com tendência atacante. A táctica dependerá sempre dos elementos que a equipa dispõe. Se houver um jogador rápido, a táctica é defender cá a trás com os quatro defesas, o médio direito e o camisa dez, o interior como se chamava no meu tempo e os extremos recuam.
Quando um determinado elemento tem a bola em seu poder, deve fazer chegá-la ao dez, porque este elemento deverá ter a capacidade suficiente para criar perigo na área contrária. Por exemplo, se eu tiver na equipa um extremo rápido, normalmente, é para esse que eu faço o lançamento...

Um grande jogador é diferente dos outros?....

O grande jogador é aquele que antes de receber a bola já sabe o que vai fazer com ela, como o Maradona, Platini, Didi, Rui Costa e outros.

E tu, não sabias.

Umas vezes sim outras não. Os que sabem sempre são os melhores.

Mas.. e arte no futebol, existe?

Bem, uns dirão que sim outros que não. Eu acho que sim. Por exemplo, dominar uma bola que vem do guarda redes pelo ar e segurá-la no peito, deixá-la correr até ao pés, levantar a cabeça e endossá-la com um passe rasteiro para golo, se isso for bem executado, como fazia o Cubillas, isso pode ser considerado uma execução artística, porque vai provocar emoções no espectador. É arte quando um determinado trabalho contem harmonia estética e a sua execução nos chama a atenção.

Mudando de assunto, apesar de podermos voltar a falar de futebol. Foste parceiro de carteira do Aníbal. Conta aí uma história.

Era um puto irrequieto igual aos outros, nada mais há a dizer. Bom aluno, não me lembro de mais nada. .

E agora, saxofone, órgão ou guitarra clássica.

Estou agora dedicado mais ao órgão, mas gosto de tocar tudo.

O Professor Américo, que tal?

Um grande professor, um grande homem e um grande amigo.

Conheces o nosso blogue, o http://oscosteletas.blogspot.com/

Sim, tenho entrado lá e gosto de ler aquela coisa..

Vais ao almoço da Escola próximo dia 8 de Junho?

Lá estarei

E assim nos despedimos.

Texto de
João Brito Sousa

terça-feira, 13 de maio de 2008

ANIVERSÁRIO DE ASSOCIADOS COSTELETAS








Fazem anos no mês de Maio:
11 - Fernanda Maria Mendes Maia Cruz; Luisa Maria Correia Martins; Maria do Carmo Soeiro Gerónimo. 12 - Walton Coelho Contreiras. 14 – Prof. Américo José Nu­nes Costa; Rogério Sebastião Correia Neto; Maria Gertrudes da Assunção Gaspar. 16 - João Simão Jesus Sebastiana; João Nuno Correia Arroja Neves. 17 - Olga Maria Albino Oliveira Caronho; Orlando Augusto da Silva. 18 - Maria Ivete Jesus Costa Moreno; Víctor Venâncio Conceição Jesus; Noémia Maria Jacinto Fragata.

Os nossos PARABÉNS
Colocação de Rogério Coelho

COISAS DE COSTELETAS


A ESTALADA

O nome da pessoa que me deu a estalada, por invasão de campo num jogo de tabuinha, no piso de cima da Escola, zona dos electricistas, ficará omisso na crónica, embora o texto, que vai a seguir, contenha aí uma pista bastante válida, para identificação do autor dela...
Publiquei essa cena num outra blogue e o costeleta que me deu, enviou-me um mail com esta prosa linda, que não resisto a mostrar-lhes.
Ei-la:

“Quanto ao episódio que relatas, de facto não me recordo. Tu sabes, há uma lei universal a que é sujeita a nossa memória dos anos da juventude: retêm-se melhor nomes e factos relacionados com pessoas mais velhas que nós do que com os mais novos. Sucede-nos a todos.

Dito de outra maneira: Recordamos melhor "das que levámos" do que "das que demos".

Visto à distância parece-me estranho que um "montanheiro" reservado e tímido, que eu creio que era, se abalançasse ao papel de agente primeiro de uma briga.

Mas, claro, que, pelas razões atrás apontadas, a tua versão é que deve estar correcta.

Como para tudo é bom haver sempre uma desculpa, aqui vão duas:
- ou se tratou de resposta a uma invasão de território (lembro que o último corredor, lá em cima, era nosso, dos electricistas) e nesse caso a legítima defesa justificou o uso – proporcionado - da força;

- ou eu estava já em estado de desorientação provocada pela "cabazada" que estava a levar do meu bom amigo e camarada (muito habilidoso como sabes) João Bico.

Fosse como fosse, resolvi ressarcir-te dos "danos físicos e morais" causados, oferecendo-te uma relíquia da minha juventude, quase só esquemática, uma vez que nem as caras se vêem bem de frente: trata-se de parte de uma "charola", em Bordeira, no final dos anos cinquenta, em que este teu amigo aparece a tocar "ferrinhos" logo atrás dessa figura mítica da música popular algarvia, o acordeonista bordeirense MESTRE José Ferreiro (pai), autor dos mais consagrados corridinhos do Algarve, entre os quais o já emblemático "Alma Algarvia".

Julgo ficar perdoado.”

Publicação de
João Brito Sousa

segunda-feira, 12 de maio de 2008

O 1º ANO COSTELETA


CRÓNICA DE WASHINGTON

por DIOGO COSTA SOUSA


Nos os sessentões ,cinquentões e mais novos, o que nos sobra em recordações falta-nos em tempo e vontade para as passar a escrito. E' humano. Também nos falta a inspiração, o bem saber e no meu caso o ...talento. Mas quero colaborar, quero dar uma mão aos administradores que se esforçam dia a dia por manter acesa esta chama que e' o nosso blog.....

Hoje ocorreu-me um tema, simples, não polemico e que todos se recordam: O nosso primeiro dia na nossa Escola. Ahn? Quem não se recorda das tais "caroladas" na "pinha" dada pelos "matulões" que já lá andavam há anos...a marcar passo mas que tinham um desporto favorito nos primeiros dias de aula de cada ano lectivo......"atacar" os caloiros era desporto para eles......

Não era raro ver rapazes de 14 ou 15 anos no segundo ano ou mesmo primeiro, Nada de anormal nisto, só o refiro porque esses "quase homens" aplicavam-se a fundo na caça ao caloiro descarregando neles a raiva contida no seu insucesso ....desde as tais caroladas na cabeça com os nós dos dedos dum punho fechado, roubando as boinas daqueles que ousavam usa-la, e eram quase todos os que vinham do campo, dar-lhes tesouradas no cabelo e, pior do que isso....mas que tinha o mesmo efeito, pregar-lhes pastilha elástica no cabelo.....que claro só saía com uma tesourada, normalmente dada em casa pela mãe....que não via outra maneira de se ver livre de tal cola ...que provavelmente nunca teria visto antes......

Eu não tenho muita razão de queixa.....tinha lá "guarda chuvas" onde me abrigar...amigos da primaria de Mar e Guerra que me defendiam, o Bernardo Estanco ,o Zé Elias, o saudoso Carlinhos Louro, o João Manuel [Brito Sousa] que ja era uma autoridade...um ano mais velho....

Não me queixo muito....fugia para junto deles.
Ah, não me recordo se existia a mesma praxe entre as nossas colegas? Não creio...mas se estou enganado...alguém que diga

DIOGO...ainda no activo


Publicação de

João Brito Sousa

domingo, 11 de maio de 2008

UM DOMINGO COSTELETA


A IDA À MISSA AO DOMINGO

Quando eu estava hospedado na casa da MÃE da costeleta Natércia Pires Correia Zambujal, na rua Ventura Coelho nº 4, aos domingos ia à missa à Igreja de S. Pedro e gostava daquilo.

A missa era às dez a manhã e o prior era o Padre José Gomes, meu padrinho do crisma, sacramento que já tinha tomado aí na Igreja, quando andei na catequese com o Zé Ventura, costeleta do curso de electricistas do tempo do Zé Pires de Estoi, que está aí agora a passar umas férias, já foi pagar as quotas à Associação e vai estar presente no almoço dia 08 de Junho. .

Era no tempo em que eu já tinha tirado os cursos todos da Igreja e percebia daquilo.

Chegava cedo, entrava na Igreja e punha-me a um canto a ver as pessoas entrar. Gostava daquilo.

Às dez e cinco a Igreja estava cheia e o senhor Prior subia ao púlpito. O olhar do Prior era acutilante, filtrava tudo e fazia crítica social, quando era preciso.

A cena do sermão era gira, porque continha sempre uma lição de moral.

O melhor que o Pior tinha era quando ia a casamentos. Contava cada anedota... que era de fugir.

Mas isso não pode ser contado aqui.

Texto de
João brito SOUSA

sábado, 10 de maio de 2008

O JARDIM DA ALAMEDA


CURSO GERAL DO COMÉRCIO 0; C.F. ELECTRICISTAS 1


Situa-se logo a seguir ao edifício da Escola. Tem um passado rico em história. Muitos namoricos que deram em casamento passaram por ali. É uma zona agradável para dar um passeio. Tem alguns bancos para nos sentarmos a descansar e observar uma flor, uma pessoa que passa, um pássaro que voa de um lado para o outro... calmamente, usando de toda a calma e beneficiando do facto de estarmos vivos,

Porque o mesmo não acontece com os irmãos Sabino, costeletas, ambos bancários e filhos do poeta jardineiro que nesse jardim vivia e ocupava o seu tempo, trabalhando, melhor, jardinando... na sua Alameda.

No meu quinto ano do CGC, fomos à final do campeonato interno entre turmas. O jogo era com a equipa dos electricistas do Tolentino e do Tony Casaca mais cinco.

A nossa turma alinhou com, Brito, Sabino , Teixeira, Teófilo, Vieguinhas, Cavaco e Jorge Barata.

Antes do jogo, o Jorge levou-me para a Alameda para me transmitir a táctica. Mas não chegou. Perdemos por um a zero, com remate de Tolentino.

Na bancada esteve o nosso adepto, Dr. Roldão, que lamentou a derrota.

Acontece, disse o prof.

Texto de
João Brito SOUSA

sexta-feira, 9 de maio de 2008

OS CAFÉS DOS COSTELETAS


O CAFÉ DO MARCELINO

Nos finais dos anos 50 e início dos anos 60, o pessoal começava já a estudar nos cafés.
A malta andava pela rua de Santo António, antes talvez tivesse passado pelo café “A BRASILEIRA”, passava pelos bilhares do ACORDEON, depois ia até a GARDY e o rumo era o salão de bilhares “O OLÍMPICO” na rua dos cavalos ou Tenente Valadim.

A Escola tinha bons jogadores de bilhar, talvez que o melhor fosse o João Jacinto da cortiça que estará agora em Lagos. Depois havia os irmãos Gabadinho, o Zé e o Xico.

Indo em direcção ao jardim Manuel Bívar, havia os cafés Atlântico, Marcelino e o café Aliança.

Eu estudava no Marcelino, o empregado de mesa era o Rato e iam lá os empregados da Casa Verde que faziam equipa connosco, eu e o Firmino Cabrita Longo de Albufeira.

O melhor estabelecimento de todos seria o café “A BRASILEIRA” onde apareciam mais professores do que alunos, pois creio que não seria possível estudar lá, ou se sim, pouca coisa. Quem lá aparecia era o Dr. Zeca Afonso, que ia lá ver os testes dos seus alunos, o Arquitecto Hermínio professor do Liceu e o explicador Gil.

Hoje não sei como é....

Texto de
João Brito Sousa

quinta-feira, 8 de maio de 2008

QUEM ERA TOMÁS CABREIRA?

Tomás Cabreira


A nossa Escola Secundária é Tomás Cabreira. A nossa Associação dos Antigos Alunos é Tomás Cabreira.
Pela força das circunstâncias, e porque a Associação nunca deu o merecido relevo ao seu Patrono, é nosso dever apresentar o currículo daquele que nos deu o nome.
Assim:
Tomás António da Guarda Cabreira, nasceu em Tavira, a 23 de Janeiro de 1865, veio a falecer a 4 de Dezembro de 1918. Era filho do General Tomás Cabreira e de Francisca Emilia Pereira da Silva Cabreira. Neto do ilustre Marechal-de-campo Tomás António da Guarda Cabreira, oficial miguelista que fora agraciado com os títulos de conde de Lagos e visconde do Vale da Mata, o pai era, por sua vez, senhor do morgado do Patarinho, General-de-Brigada e cavaleiro da Ordem de São Bento de Avis, havendo recebido, ainda, a medalha de Valor Militar.
Depois da instrução liceal que completou em 1881, assentou praça no Regimento de Infantaria em 14 de Setembro do mesmo ano. Segue-se a matrícula na Escola do Exército em 25 de Outubro de 1882, a qual deixou de frequentar, temporariamente, em 26 de Outubro de 1886, quando entra para a Escola Politécnica, onde faz o respectivo curso geral, com excepção da cadeira de Geometria Descritiva..
Antes, havia-se matriculado na Faculdade de Matemática da Universidade de Coimbra, em 1883, mas, persuadido em dar continuidade à sua carreira militar (alcançará, de facto, o posto de3 Coronel, em 1918), não prossegue esse curso, preferindo, em 1891, regressar à Escola do Exército, onde se habilita com a carta de engenheiro civil, no ano de 1893. Em 1898, é nomeado, a título definitivo, lente da Escola Poletécnica, depois de ter sido lente substituto provisório da mesma instituição, das cadeiras de Química Mineral e Orgânica.
Mais tarde, veio a ser declarado vogal fundador da Academia de Ciencias de Portugal, onde desempenhou o cargo de segundo-secretário desde 1907 até à sua morte.
Do seu currículo académico, destacam-se, ainda, a obtenção, em 1916, do grau de doutor pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa – onde, dois anos depois, é promovido a professor ordinário – e a Fundação da Universidade Popular de Lisboa, criada com o objectivo de ministrar assuntos diversos de utilidade pública. Politicamente iniciou-se no Centro Republicano Vieira da Silva, em 1881, e é considerado, poucos anos depois, como um republicano da esquerda radical, bebendo alguma influência no socialismo. Em 1894, é proposto a deputado republicano pelo circulo de Faro, mas, conquanto fosse eleito, a sua entrada no Parlamento valeu-lhe, anos mais tarde, um destacamento para Trás-os-Montes por parte da hierarquia militar. Enquanto exerceu a função de deputado, durante a Monarquia, participou nos projectos e propostas de lei que, a seu ver, interessavam à vida económica e financeira do país e, procurando criar condições para o florescimento do desejado regime republicano, funda o Grupo Republicano de Estudos Sociais.
Ainda antes da implantação da República, passa, em 1908, pela vereação da Câmara Municipal de Lisboa, onde estará até 1911. Neste mesmo ano, recebe o diploma de deputado à Assembleia Nacional Constituinte e, no ano seguinte, é eleito senador, cargo que exerce até 1913, quando é nomeado, em Setembro, vogal da comissão de estudo do local destinado ao porto franco de Lisboa.
Em 9 de Fevereiro de 1914, é a vez de ser nomeado ministro das finanças, cujo afastamento, verificado em 23 de Junho do mesmo ano, o próprio atribui a alguns dos seus correligionários. Tal facto, leva-o a demitir-se do Partido Democr+atico, a cujo Directório pertenceu, entre 1912 e 1914, e que chegou a dirigir em 1914.
É ainda chamado a integrar o governo chefiado por José de Castro, mas declina o convite, preferindo dedicar-se a actividades extrapartidárias, como sejam a presidência e vice-presidência da União da Agricultura, Comércio e Indústria, que fundou.
Pertencendo à Maçonaria, de que veio a ser presidente do Conselho da Ordem do Grande Oriente Lusitano Unido, acaba, no final da vida, por se aproximar dos ideais conservadores.
Ao mesmo tempo que ocupou um lugar de notariedade na Associação dos Jornalistas de Lisboa e na Associação da Imprensa Portuguesa, foi autor de uma obra extensa, dela se destacando os títulos sobre matérias económicas e financeiras, como o Problema Financeiro e a sua solução (1912), O Problema Bancário Português (1915), A defesa Económica de Portugal.
Reconhecido o mérito do político, do professor, do militar e do homem que foi Tomás António da Guarda Cabreira, e tendo em atenção o sentir de todos os algarvios, o Conselho Escolar da Escola Comercial de Faro, solicitou que este fosse designado seu patrono.
Escola Industrial e Comercial de Tomás Cabreira.
Assim o determinou o Governo da República através da portaria nº 2.576 de 17/1/1921, como justa homenagem à sua vida e obra; e é na mesma linha de coerência e pela portaria nº 608/79, de 22 de Novembro (D.R., I Série, nº 270, de 22/11/79, que a então “Escola Industrial e Comercial de Faro”, passou a designar-se por “Escola Secundária de Tomás Cabreira”, nome que mantém actualmente, homenagem encadeada que muito honra a comunidade educativa actual

Pesquisa, captação e colocação de Rogério Coelho.

Dr. QUEIROZ, UM PROFESSOR COSTELETA

O Dr. QUEIROZ,
veio da Escola de SILVES e deu-nos aulas de LITERATURA , baseadas na sebenta do A. J. Saraiva e do Óscar Lopes. Teve bom aproveitamento porque eu, o Firmino Cabrita, o Luciano Machado, o Zé Andrés, o Manuel Jacinto Paul Anka, a Celina Inácio e a Fátima Oliveira fizemos admissão ao Instituto Comercial de Lisboa com apoveitamento.

Eu a Helena Caravela e a Teresa Xufre, fizemos ainda exame de admissão ao Magistério Primário, igualmente com aproveitamento.

O Domingos Morgadinho e o João Mário entraram na Universidade por outro via, com a literatura que aprenderam com o Dr. Queiroz.

UMA AULA DO Dr. QUEIROZ, era mais ou menos assim.

Meus amigos , vamos estudar o texto lietrário.

E o Prof, começava:

"Um texto, é literário, quando consegue produzir um efeito estético e quando proporciona uma sensação de prazer e emoção no receptor."

Vejamos este naco que escreveu Raul Brandão.

OLHÃO de RAUL de BRANDÃO

Tenho de atravessar o Alentejo isolado e concentrado, para chegar ao Algarve. É uma província farta, mas a aparência esquelética, a árvore triste a quem arrancam a pele em vida, o monte solitário, meteram-me sempre medo. È a terra do ódio. Tudo em que a gente põe a vista é duro e hostil. Ainda o Alto Alentejo quer sorrir- mas o sorriso fica em meio, reservado e triste..

Os pinheiros mansos agrupam-se e conversam baixinho uns com os outros para fugirem à solidão do deserto ...

No Baixo Alentejo, porém, os sobreiros, a cor da terra esfarrapada, o céu esbranquiçado, as lascas de pedra que reluzem como vidros negros e polidos, enchem a alma de monotonia e pesadelo Uma grande fumarada levanta-se no fundo do deserto..

Os homens não se podem ver; um abismo separa o trabalhador do proprietário, que goza em Lisboa e que lhe deixa de vez em quando uma folha para desbravar. Desbravada, tira-lha. E esta solidão redu-lo a atroz realidade. Fica só e o ódio, sob a abóbada de pedra que encerra o extenso panorama, entregue ao tempo que não passa, `a morte que não vem, à secura das almas,

Excelente...

Raul Brandão, um autor que recomendo.

Publicação de
João Brito Sousa

quarta-feira, 7 de maio de 2008



Joaquim Almeida Lima



RECORDANDO


Fui aluno da Escola Tomás Cabreira no ano de 1944, 1945 e 1946
Penso que dei à minha escola todo o amor e carinho que ela merece.
Sou, talvez dos seus “filhos” vivos, um dos mais antigos.

Na minha (nossa) Escola aprendi muito do que sei. Aqui aprendi, principalmente, a disciplina e o amor fraterno ao próximo que julgo sempre me têm norteado ao longo da minha vida.

Mais tarde como mestre de grafias (assim se designava nesse tempo), continuei na minha escola ajudando a aprender muitos dos meus alunos e, o mais importante, aprendendo muito com eles.

Como foram maravilhosos esses anos, quer como aluno quer como mestre!
Além dos alunos de Faro, tive alunos oriundos de várias localidades do Algarve. OLHÃO, FUSETA, TAVIRA, VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO, LOULÉ, S.BRÁS DE ALPORTEL, ALBUFEIRA, etc. etc.
Como era bom voltar a rever muitos dos meus antigos alunos que ainda estão vivos!
Felizmente que tenho confraternizado com alguns.

Tive o privilégio de privar de perto com o nosso Franklin.Quando o conheci ainda ele era um catraio de calções

Fui, também, seu professor de Estenografia, na Tomás Cabreira. Ao logo dos anos, aprendi muito com esse querido amigo. Que pena a morte ser irreversível. Que pena!...

Ausente em Lisboa, na Direcção do Ensino Secundário, quando regressei a Faro, participei, durante vários anos, na feitura do nosso órgão “o Costeleta” como ele gostava que se chamasse.

Como recordo as horas, os dias e semanas que passámos na feitura do nosso jornalinho e como admirava todo o cuidado que o Franklin punha em tudo o que escrevia e as revisões que eram feitas antes das publicações. Nada podia estar menos bem: Nem uma vírgula, nem o assento ortográfico. Quantas vezes se refazia tudo de novo! Mas valia a pena. o “o Costeleta” saia sempre impecável!
Como é do conhecimento geral ele tinha uma veia poética bastante apurada. E, a prová-lo, está tudo o que ele escreveu, mas que nunca quis publicar. Quem sabe um dia os responsáveis pela Associação, com o acordo da Gisela – sua viúva - não o façam?!)
Conhecendo mais este predicado do Franklin, um dia disse-lhe: Franklin, temos que fazer um hino para a nossa Associação. Resposta: depois pensamos nisso. Ele, além de muito modesto, era um perfeccionista e não queria fazer algo, tão importante, sem ter a certeza que tudo saia na perfeição.
Mas eu, bem menos perfeccionista, era da opinião que o que interessava era transmitir a todos os Costeletas o que nos ia na alma! Com esta ideia fixa, um dia peguei no banjo (instrumento que toco há muitos anos) e compus letra e música a que pomposamente designei por Hino da Associação da Escola Tomás Cabreira. Mostrei-lhe e tive a percepção de que não achava mal de todo.
Entretanto adoeceu, foi operado, os anos foram passando e nunca mais se falou nisso.
Não sou músico nem compositor e muito menos me considero poeta.
No entanto, julgo ser da minha obrigação dar a conhecer a todos os Costeletas a letra desse hino que nunca chegou a sair mas que sempre esteve e está no meu pensamento.
Que me perdoem os poetas da nossa Associação (e há muitos e bons) esta imodesta na publicação da seguinte letra.


HINO DA ASSOCIÇÃO DOS ANTIGOS ALUNOS DA ESCOLA TOMÁS CABREIRA

I
EM TEMPOS QUE JÁ LÁ VÃO
NA CAPITAL ALGARVIA
NASCEU AQUELA QUE ENTÃO
NOS TEM DADO SABEDORIA
II
E OS FILHOS QUE ELA TEM
ESPALHADOS PELO PLANETA
TODOS HERDARAM DA MÃE (bis)
O NOME DE COSTELETA

Refrão
COSTELETAS, COSTELETAS
DESDE O ALGARVE AO MINHO
DESDE OS AÇORES À MADEIRA
ONDE HOUVER UM COSTELETA
LÁ ESTÁ A TOMÁS CABREIRA


III
MUITOS ANOS SE PASSARAM
DESDE A SUA FUNDAÇÃO
ALEGREM-SE COSTELETAS
JÁ TEMOS UMA ASSOCIAÇÃO

IV
QUE ELA DURE MUITOS ANOS
SÃO AS NOSSAS ORAÇÕES
E QUE SEMPRE SE MANTENHA (bis)
COM AS FUTURAS GERAÇÕES

Refrão
COSTELETAS, COSTELETAS
… … …
Creio ainda que nesta letra está contido algo que era o maior desejo do Franklin:
Que as novas gerações dessem continuidade à nossa Associação.
Pensem no desejo dele que, estou certo, é também o desejo de muitos de nós.


E a terminar direi numa simples quadra todo o sentimento que me vai na alma.


Querido amigo não morreste
Para quem te conheceu
Adormeceste na terra
E foste acordar no céu

E pelo Franklin:

ALABI! ALABÁ!
ALABI! BUMBA!
ESCOLA! ESCOLA! ESCOLA!
HURRÁ! HURRÁ! HURRÁ!

Joaquim de Sousa Almeida Lima




Recebido e colocado por Rogério Coelho



HISTÓRIA DE UM COSTELETA

Paixão Pudim


NAQUELE TEMPO

por Paixão PUDIM

Anos cinquenta em Faro... a “malta” estudantil frequentava a Brasileira em autêntica romaria... no prédio em frente, ao longo do dia, concentravam-se diversas beldades na papelaria e livraria ARTYS do Sr, Capela e, no 1º andar, existia uma residencial feminina, algumas nossas colegas... verdadeiras pérolas apetecíveis de contemplação. Lembro-me da graciosa Gabriela. Da escultural Odete e, outras jeitosas que nos permitiam “sonhar”... “cor–de-rosamente”... porque naquele tempo “os morangos com açúcar” de hoje eram, simplesmente, inimagináveis.

Uma bela tarde de sábado, não sei porquê, houve necessidade de “estravasar”... e um de nós alvitrou a hipótese de uma experiência que não era muito vulgar... ir a um baile fóra de portas. A Olhão não, porque o Caronho namoriscava, na altura, a Olhanense Isaura. O José Luís não lhe convinha ir a Loulé por causa da louletana Solange.

O Silvério e eu, por causa da Gabi e Fernanda, respectivamente, ... em Faro, nunca!... por conseguinte, só nos restava solicitar apoio de uma pessoa entendida para resolver estes repentinos casos... e não foi difícil encontrar o mais credível... o mais atencioso e amigo,... o espectacular senhor Napoleão, taxista, sobejamente conhecido dos estudantes “bifes e costeletas”... mais a sua “arrastadeira”... um velho citroêm que fazia as delícias da “malta” quando executava curvas apertadas no largo de S. Francisco.
Depois de várias “consultas e análises” aos programas sugeridos e, em conformidade com as nossas possibilidades financeiras, lá fomos a caminho de Sta. Bárbara de Nexe. Quando chegámos já decorria o baile e o ambiente estava convidativo para ficar.
As jovens “montanheiras”... como diria o nosso amigo Brito de Sousa “perdiam-se” com a rapaziada estudantil... por vezes, aproveitavam a nossa presença para castigar e originar cenas de ciúmes... e os namorados ou ex-namorados vingavam~se à pedrada no carro do Sr Napoleão...

E foi assim, que passados breves momentos, fomos aconselhados a abandonar o local por ameaças de retaliação de uma última vez, muito mal explicada, e que nada se relaciona connosco.
Para evitar complicações andámos mais uns quilómetros e fomos até Bordeira. Chegados ao local entrámos com “pezinhos de lã”.... o ambiente estava bom e agradável. Era uma semi-esplanada... as primeiras músicas ao som do acordeão, clarinete e bateria dava para apreciar e escolher as “moças” não comprometidas... mas, há que usar prudência adequada aos hábitos e costumes das pessoas que frequentam o local.

Assim combinámos e assim cumprimos.

Ocupámos uma mesa e ficámos a aguardar a próxima dança para avançarmos. Entretanto, um sujeito (espécie de empregado de mesa sem estilo) chegou perto de nós e perguntou-nos o que desejávamos beber. Lembro-me que olhei para os lados e vi algumas mesas com copos de vinho tinto, pirolitos e pasteis de nata. Nada daquilo nos agradava e um de nós pediu café e, logo a seguir, foi unânime a nossa escolha... – café para todos, dissemos a uma mulhersinha que chegara próximo de nós a pedido do tal sujeito... e fomos todos dançar.
Quando a dança terminou acompanhámos as “moças” ao lugar (para os mais novos, era assim que se procedia delicadamente)... e, escutámos os primeiros risos com sussurros à mistura... é que chegados à nossa mesa eis a grande surpresa que nos deixou espantados e boquiabertos... no centro da mesa, em cima de um capacho de abanar, estava uma cafeteira de esmalte, bastante usada com borras de café a transbordar, quatro tigelas maltratadas, com mossas e um cartucho de açucar com o gargalo cortado à mão... e uma colher de sopa meio encardida.
Foi uma risada geral... talvez, por isso, a tal mulhersinha um pouco acanhada aproximou-se de nós a perguntar se estava tudo bem... e se desejávamos um pouco de pão para fazer sôpas.

Foi um delírio... nunca mais esqueci esta cena. Na segunda feira quando chegámos à nossa escola as nossas “namoradinhas” sabiam tudo.

Bons tempos, belas recordações como realça muitas vezes a nossa querida e maravilhosa colega, excelente poetiza, Maria José Fraqueza.

Para ti, Zezinha, um abraço do
Paixão Pudim

Publicação de
João Brito Sousa