quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A INFORMÁTICA E OS RECEIOS

Jorge Tavares


A informática e os receios


Cheguei hoje ao meu escritório preocupado com a segurança dos meios informáticos da minha actividade, os quais contêm milhares de dados das empresas para quem prestamos serviços. A natureza dos dados - contabilísticos e fiscais, gestão de pessoal, correspondência, etc - pela sua confidencialidade, obriga a cuidados redobrados.

O parque informático instalado é o normal nestas empresas - determinado n'umero de computadores ligados em rede através de um server, que mais não é que um computador que centraliza a informação e faz a gestão de todo o software ( programas ) em utilização e as ligações entre os referidos computadores. Independentemente desta rede, cada computador é autónomo na utilização dos seus programas, desempenhando igualmente tarefas que não estejam no âmbito da rede.

Contactei a empresa fornecedora a quem estou ligado desde 1976 -J. M. Santos & Neto, Lda.- passo a publicidade, e coloquei a minha preocupação. Obtive as seguintes certezas:

TODOS os sistemas informáticos, estão como se sabe, sujeitos a violações e são do nosso conhecimento, nomeadamente em bancos, departamentos do Estado ( até nos EUA), redes de multibanco, etc.

É inevitável: Não se conhecem limites à imaginação humana e infelizmente, nem à perversidade! Todavia, as empresas, instituições e outrém, podem tomar as suas providências evitando estes "assaltos" e diminuindo o risco latente de invasão de espaço informático. Por exemplo: A nossa correspondência informática, circula através da Telepac ou de outros fornecedores, que funciona como uma estação de correios, onde nós vamos buscar a correspondência utilizando uma senha ou código ( password ). Porque pode existir software exterior que consiga obter essa senha ou código, instalamos no nosso computador programação que obrigue, diariamente, de dois em dois dias ou num outro qualquer período previamente definido, alterar este código, garantindo a segurança que precisamos. Uma das instituições bancárias com quem mantenho relações comerciais, utilizando a internet para movimentação da conta bancária, efectuar pagamentos, transferir ou efectuar outros movimentos, obriga-me periodicamente ( todos os meses ) a alterar a password ( código de acesso).

Quando terminei esta minha conversa com o Egnº. Tiago Santos da empresa referida, fiquei tranquilo. Sendo fiel depositário de tanta informação de terceiros, sei que seguindo as suas instruções, a mesma está protegida com a segurança possível. Transportando a minha micro-empresa para as grandes instituições particulares ou governamentais, como cidadão, fico igualmente tranquilo, porque certamente, os gestores desses parques informáticos, serão pessoas altamente conhecedores e responsáveis e procederão em conformidade com as regras de segurança e com a responsabilidade e exigências que esses sistemas obrigam.

Jorge Tavares

costeleta 1950/56


Recebido e colocado por Rogério Coelho

terça-feira, 29 de setembro de 2009

A CAMINHO DE NARBONE

VISITAR O MEU TIO LUIS ALCANTARILHA, UM ANALFABETO QUE FOI POFESSOR DA VIDA.

JOAO BRITO SOUSA

RAFAEL CORREIA - O EREMITA DA RÁDIO

José Carmo Elias Moreno
A propósito do trabalho com o título acima, da autoria da jornalista Fernanda Câncio, publicado no DN gente de Sábado passado e cuja leitura aconselho a todos os Costeletas; dei por mim a fazer uma revisão à minha galeria pessoal dos Meus Tipos Inesquecíveis, desde os meus tempos de caloiro; para tentar encontrar outros Eremitas, meus conhecidos e que sempre admirei, pela sua natural simplicidade e timidez nunca ostentando ou fazendo alarde da sua também natural e superior inteligência.
Só posso dar testemunho da minha experiência pessoal, e essa é a que relembro das interessantes e desinteressadas conversas dos verdes anos, entre mim, recém chegado montanheiro à cidade e fascinado com a amável recepção e simpatia daqueles colegas da cidade. Entre os que me acolheram dessa forma,estavam o Rafael das Neves Correia, o Fernando Marcelino Cartuxo, e o Helder Martins da Cruz, para citar só três. O Cartuxo não estudava. Lia. Dava uma vista de olhos sobre uma qualquer revista técnica da especialidade, e dissertava duas horas seguidas sobre Aviação, Marinha Cinema ou Astronáutica. God Bless You.O Helder Cruz (onde andarás meu amigo?) era do campo como eu, de Marim, mas estava hospedado em Faro, e era um poeta em estado de inquietude permanente. Do Rafael Correia só posso dizer que, poderá ser Eremita da Rádio, mas não lhe chamem bicho do mato, individualista ou tímido, porque isso ele não é. O Rafael era livre. Há lá maior liberdade do que falar abertamente e deixar falar o povo? Isso ele fazia como ninguém. Isso o Povo não vai nunca esquecer, nem perdoar a quem lhe retirou essa liberdade. Gde Abraço para todos.

JEM

Recebido e colocado por Rogério Coelho

TEMA LIVRE

A "Fateixa"

PESCA DO ATUM (2)


De Alfredo Mingau


A Armação da Pesca do Atum ao largo da Praia de Faro pertencia à Companhia de Pescarias do Cabo de Santa Maria, Ramalhete e Forte.
Pelos comentários dos Costeletas Maurício e Tavares, neste Blogue, entendi fazer uma investigação sobre este assunto, sem querer por em causa as informações dos comentaristas.
Quando se chegava à praia pela ponte do meio e voltando para o lado esquerdo, e andando cerca de um quilómetro, encontraríamos sete enormes barracões junto da Ria. Eram os barracões da Armação do Atum.
Hoje não existem, foram demolidos.
Todos eles estavam identificados por letras. Vivia-se dentro, separados por cortinas de pano, pendurados por cordas.
Um dos barracões era destinado à parte alimentar e era explorado por uma senhora de nome Antonieta que, segundo se dizia, a comida era muito má.
No arraial preparava-se as redes e tudo o que era necessário para a pesca. Existia, também, uma capela cuja padroeira era Nossa Senhora do Carmo.
As redes compunham a armação e eram colocadas no mar ficando na vertical, suspensas por bóias de cortiça, e criavam uma barreira para a marcha do atum, encaminhando-o para a “boca” donde não poderiam sair.
A armação das redes era fixa no local, e o corpo tinha três comprimentos a “câmara” o “buxo” e o “copo”.
As redes, bastante fortes, estavam presas por cabos de aço em que, no fundo, se encontravam presas pelas argolas, muitas e enormes ancoras e a que davam o nome de “fateixas”.
Quem mandava era o Mestre que, como mandador, mandava colocar as embarcações em círculo, “abocadas” em redor do “copo”, fixo, aguardando o início do “copejo”.
O peixe era encaminhado pela perícia dos homens e ficava encurralado no “copo”.
As redes eram levantadas ao som de apitos e os homens muniam-se com os “bicheiros” (arpões) atados aos pulsos.
Era então que se dava o “copejo” com gritos de entusiasmo:
“Ala!, ala!, gritavam em uníssono.
Quando os peixes já eram poucos, alguns homens, mais afoitos, largavam o “bicheiro” e saltavam para cima do peixe, perante o entusiasmo dos restantes com as roupas rasgadas e cobertos de sangue dos atuns. Uma “pega de caras”.
Os peixes eram contados, “guindados” dos “calões” para as “andainas”, utilizando cabrestantes e conduzidos para a lota em Vila Real de Santo António, única lota de atum no país.
No meio dos barracões encontrava-se um mastro onde eram içadas as bandeiras que indicavam a quantidade, em centos, do peixe pescado. Quando o pescado atingia as mil unidades, era içada a bandeira nacional.
As principais famílias donas desta armação eram Mateus da Silveira, Raul Bívar, Justino Bívar conde do Cabo de Santa Maria, Domingos Guerreiro…
Recordemos, para finalizar, o terrível predador de atuns:
O “ROAZ”


(Nota do autor: Achei que o blogue esteve esquecido por toda esta semana; resolvi escrever esta crónica que já me andava no pensamento)
Recebido no mail da Associação e colocado por Rogério Coelho

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O SONHO COMANDA A VIDA


A FRASE QUE SE IDENTIFICA COMIGO

SONHAR!... é tão belo sonhar... mesmo que no fim dê tudo errado, como diz o Jorge Palma. Projectos para quê... pergunta o cantor, se no fim sai tudo ao contrário. A vida é o resultado de encontos e desencontros, de alegrias e tristezas, de sims e de nãos, de estarmos bem ou de estarmos mal.
Sem projectos a vida não anda, não caminha, não se agiganta, não progride, não...

O sonho, situando-se no campo da ilusão ajuda-nos a ultrapassar certas dificuldades da vida. Normalmente, o sonhador perde, Lá diz o Aleixo, "UM HOMEM SONHA ACORDADO/ E SONHANDO A VIDA PERCORRE /E DESSE SONHO DOURADO/SÓ ACORDA QUANDO MORRE.


Talvez se conheça melhor uma pessoa pelo que sonha do que pelo que vive. Viver a vida é também sonhá-la.


Texto de
JBS

ANIVERSÁRIO DE ASSOCIADOS COSTELETAS



Fazem anos na 1ª quinzena:


OUTUBRO

02 - Hélder Sobral Silva Mendonça. 03 - Florentino Gomes Cavaco. 05 - Manuel Madeira Guerreiro; Vitor Manuel Carlos dos Santos. 06 - Irene Dinorah Coelho Lopes; Fernando Guerreiro Farias. 08 - Clarisse Maria Cabrita; Zélia Maria Cristino Cabrita; José Gonçalves Charneca Júnior; Maria Adelina Mendonça Charneca Modesto; Maria Eduarda Aleixo Mrtins Vargues. 10 - Manuel Francisco Sousa Belchior. 11 - José Correia Xavier Basto; Joaquim Eduardo Gonçalves Teixeira; Aurora da Visitação Moscão Carvalheira. 12 - Maria da Paz Lopes Santos. 13 - José Manuel d'Assunção Brucho; Dr. José Correia. 14 - Ludgero Manuel de Matos Roque. 15 - Maria de Lourdes Pinto Machado Matos; Ezequiel Correia Pereira.
OS NOSSOS PARABÉNS
Pesquisa e colocação de Rogério Coelho

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

ENCONTRO COM A POESIA


Maria Romana Rosa

Foi junto ao mercado municipal que hoje nos encontrámos; um abraço, um beijinho e, conversámos… de tudo um pouco. Falámos do Maurício, “mande-lhe um beijinho de amizade”. Prometeu enviar-me algumas crónicas para publicar no Blogue. E despedimo-nos com um beijinho.
É de uma grande simpatia a nossa grande amiga “Costeleta” Maria Romana Rosa.
Aqui fica, para comemorar o nosso encontro, estes dois lindos poemas.
Obrigado e até sempre, Maria Romana!
Rogério Coelho
Divina Mensagem

Que esta nova Era, nos traga a mudança
À Luz da harmonia e não sofrimento;
E em nosso Planeta exista a esperança
Que o Homem não seja cruel... mas isento;
Abrande a loucura e o ódio profundo,
Despolua a mente, vislumbre a verdade...
Que seja a injustiça banida do mundo!
A vida sorria, com mais dignidade
E a terra se anime de Sol refulgente;
Que os jovens, crianças... envolvam direitos,
Em firmes espaços e verde ambiente
E não de amarguras... nem sonhos desfeitos!
Que os homens se entendam, com muita humildade,
Dissipem a guerra... que tudo desfaz;
Que os Povos se inspirem, cantando amizade,
Em hino perfeito, a chama da Paz!
A FILOSOFIA DO TEMPO

o meu tempo, não tem tempo
De alcançar meu horizonte ! ...
Eu bem tento, ter mais tempo,
Mas esse tempo se esvai;
As palavras vão com o tempo,
Desse tempo que o silêncio,
Leva tudo, com o tempo!
Maria Romana

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

TEMA INTERNET

Gostam de rir - Gostam de anedotas - Ver vídeos e fotos humorísticas?

Abram o seguinte blogue:

http://bloogle-humoristico.blogspot.com/

E divirtam-se

Rogério Coelho

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

FALAR DOS NOSSOS.....

Jorge Tavares


No passado sábado, o Diário de Notícias publicou na sua revista - NS - uma entrevista com um dos nossos: O costeleta Mário Zambujal.

Deliciei-me com a sua leitura. O MZ é de facto um costeleta de referência, cujo carácter tenho de enaltecer.

Nas suas respostas, a humildade é factor dominante. O Mário é um homem culto, inteligente, conhecedor da vida, vivido, contudo a simplicidade está patente em todos os actos da sua vida.

Obrigatoriamente tenho de transcrever alguns excertos da entrevista, pela beleza das suas respostas:

- "... Não esqueço nunca que um livro é um acto de comunicação. E se há coisa que fiz na vida com inteiro prazer foi comunicar, desde a prosa de um jornal até à história que contei à minha filha...""...Sou um homem de contradições. Posso ser um piegas e chorar, posso apaixonar-me por causas, fazer tudo por um amigo. Cultivo muito o estatuto da amizade, mas posso estar em total oposição a um amigo e defender as ideias de um tipo que não me diz nada. Por exemplo, sou Presidente do Clube de Jornalistas e não tenho nada de corporativo. Até acho alguns jornalistas umas grandes encomendas..."."...O primeiro dinheiro que ganhei na vida foi a escrever poemas, quadras e sonetos, que vendia aos meus colegas para eles darem às namoradas. ....Também cheguei a vender aguardente de bagaço..."."...Publicar é tornar público.

Recordo sempre um comentário de um professor da Universidade de Coimbra que se tinha divertido tanto a ler a CRÓNICA DOS BONS MALANDROS, que a lera duas ou três vezes. Mas o gajo que me lavava o carro, o Senhor Aníbal, dissera-me o mesmo. É o maior prazer que me podem dar...".
A família e a nossa escola, foram os alicerces da educação, da verticalidade, e do saber do "nosso" Mário.

Como ele, tantos outros costeletas de que nos podemos orgulhar. Nem todos serão este exemplo, mas ainda assim, embora conhecedores dos seus defeitos, é nosso dever, continuar a afirmar: " Este é um dos nossos. É um costeleta!".

Jorge Tavares

costeleta 1950/56

domingo, 20 de setembro de 2009

BOM DOMINGO PARA TODOS

RUA DA PALMEIRAS,

O Domingo é o dia destinadoao descanso.
Por isso um bom descanso para todos.
Com as saudações costeletas habituais.

João Brito Sousa

sábado, 19 de setembro de 2009

PLACAS TOPONÍMICAS
























Reportagem fotográfica do descerramento das placas toponímicas em memória do saudoso Professor Franklin da Ascenção Rodrigues Marques, uma Praceta e uma Rua, que marcam uma recordação, que desejamos seja eterna, do Homem, do Professor e dum grande amigo
Franklin Marques
Sempre presente

DESCERRAMENTO DAS PLACAS

Placas Toponímicas em nome de
Franklin Rodrigues Marques

Hoje, dia 19 de Setembro, foram descerradas as duas placas Toponímicas, uma rua e uma praceta com o nome do saudoso Professor Ftanklin Rodrigues Marques.
Na impossibilidade de colocar as fotografias da reportagem, deixo apenas esta mensagem, para que todos os que aqui navegam tenham conhecimento

Rogério Coelho

ME TIME

O MEU TEMPO,

Parte dele, no dia de hoje, será para o jovem FRANK e lá estarei, se Deus quiser, no local onde será colocada a


Placa Toponímica
Sábado
19 de Setembro
Pelas 11 horas
Na zona da Horta do Ferregial
Vai ser descerrada uma placa toponímica
em memória do saudoso Prfofessor
Franklin da Ascenção Rodrigues Marques


Será com muita honra que lá estarei a recordar o melhor homem do mundo, como eu lhe dizia que era.

Colocação de
João Brito Sousa

BY THE WAY

RUA DAS PALMEIRAS número oitocentos e tal
O texto ,


Meu caro João
Escrever para um blogue não se pode expandir, uma escrita, para 300 páginas.
Seria um absurdo!
E seriam necessários muitos minutos, e não os 15 que demorei a fazer este texto.
Claro que a história poderia continuar, até concluir com um desfecho feliz.
Até porque as boas histórias teem que acabar bem. O leitor gosta.Alfredo Mingau


É um comentário do FRED a um comentário meu ao seu texto INSPIRAÇÃO.


AL FRED O, mon ami.


Quando eu te falei nas 300 páginas, é lógico que a escrevê-las seria fora do blogue. Absurdo será admitir escrever 300 páginas num blogue, um espaço que comporta dez ou quinze linhas.

15 minutos mano Fred? O Eça, garanto-te, levava um dia inteiro a escrever aquela página. E é assim que num ano se faz o tal romance de 300; writIng one page a day. ..

Fred, o romance pode não acabar bem, nem isso é o fundamental. O que deve ser explorado e bem, até ao fundo, e isso é que agarra o leitor e é o fundamental sim, é trabalhar bem o texto na área das emoções, que no fundo são as alegrias e as tristezas sentidas por cada um de nós no dia a dia.

FRED desculpa lá, mas essa das boas histórias terem de acabar bem, porque o leitor gosta, não. Isso é novela TIDE …

O bom romance é aquele que traz as alegrias e as tristezas que sentimos, para o interior do leitor amarrando-o aí, No O INVERNO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO, o Steinbeck pôs lá isso tudo.

O Jogador, o Crime e Castigo, Ana Karenine (aliás, todos os clássicos soviéticos) o Vermelho e o Preto, Montanha Mágica e muitas outras, são obras que ficaram na história da Literatura porque trataram os problemas da vida, num certo sentido, do Homem em particular, com saber e competência.

Viste o filme O PRÉMIO? O Paul Newman aparece lá com uma osga…

Um bom romance pode levar anos e anos a escrever. Houve um prémio Nobel que levou sete.

O filósofo/psicólogo William James, lá na sua Teoria das Emoções, explicou que o que há a saber é se, ao ver um leão na nossa frente, primeiro fugimos e depois é que temos medo ou primeiro temos medo e depois é que fugimos.
E agora o nosso Damásio veio explicar o Erro de Descarte

Desculpem lá esta minha mania de dar uns palpites.

ALFREDO, agora sou eu que te peço. Dá-me aí o troco…. Concordas com o que escrevi ou não. Tens que ser espicaçado, pá.

Peço o mesmo a todos os costeletas.
E estou de acordo com o Maurício; tu tens talento e podias ser o maior.
A propósito, tens visto o Gualdino?

Aceita um abraço do
João Brito Sousa

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

MARCA COSTELETA

(café petersport)











PETER CAFÉSPORT

Estive no mês de Agosto na cidade da Horta na ilha do Faial, onde fica situado o famoso CAFÉSPORT propriedade do senhor JOSÉ HENRIQUE AZEVEDO.

Entrei lá, porque toda a gente entra para comer uma sopa, uma bifalhada e coisas assim e, estando sentado numa das muitas mesas que o estabelecimento dispõe, chamei o proprietário, delicada e educadamente, claro e, porque nas paredes havia muitas bandeiras e acessórios de outros países e dos costeletas nada, disse-lhe: vou fazer um soneto ao seu estabelecimento e o senhor coloca-o aí na parede, pode ser? E o senhor disse, faça.


E o trabalho é este que aí vai.

PETER CAFESPORT


Toda a gente que foi ao Faial conhece
O estabelecimento do Peter e a Lojinha
A minha namorada que nunca o esquece
Disse-me quando soube que eu cá vinha

JOÃO, vai ao Peters não te esqueças
É a catedral onde vão os que chegam
E onde Deus os abençoa sem pressas
Todos …. mesmo os que não prestam.

O Peters é um lugar sagrado onde vão
Muitas pessoas, talvez mais de um milhão
Gente de todos os lugares e de toda a sorte

E quando você volta você vem feliz
Porque você afinal viu o que quis
Ou seja a casa PETER CAFESPORT



João Brito Sousa/ COSTELETA / Faro/ 1952 a 59

Obs- mail recebido do senhor José Henrique Azevedo




Caro Sr. João Brito Sousa,

Lembro-me de si e do seu poema. Agradeço este novo soneto. Gostei muito!

Até a uma próxima visita,

José Henrique Azevedo

Colocação
JBS

PLACA TOPONÍMICA




Placa Toponímica


Sábado

19 de Setembro

Pelas 11 horas

Na zona da Horta do Ferregial


Vai ser descerrada uma placa toponímica

em memória do saudoso Prfofessor


Franklin da Ascenção Rodrigues Marques

TEMA LIVRE

INSPIRAÇÃO

De Alfredo Mingau


23.00 horas.
Ligo a TV, corro todos os canais e não encontro programa que me satisfaça. Desligo o aparelho.
23.30. horas
Pego na esferográfica, no papel e… fico suspenso pensando no tema que possa abordar. Irrito-me!
Não consigo inspiração…!
Não me costuma suceder. Agarro na esferográfica, olho-a e penso: “odeio este objecto”. Não me dá uma ajuda… Caramba! Maldita esferográfica. Descarrego nela a minha irritação, torço-a, dobro-a, insisto com mais força… estilhaça-se. Fico suspenso; abro a gaveta da secretária e agarro noutra. “Isto nunca aconteceu. Que se passa comigo?” “Sinto necessidade de escrever e não consigo”. Saio para a rua. As horas passaram a correr.
O2.00 horas.
A noite já ia longa. Não sentia sono. A noite estava fresca, fazia uma brisa suave; sentia-se um cheiro a maresia. Peguei na chave do carro e arranquei; As ruas estavam desertas, não se via vivalma; sai da cidade sem rumo certo e arrumei o carro no estacionamento de uma discoteca. Uma música moderna, do agrado da juventude, fazia-se ouvir. A porta estava fechada, bati. O postigo abriu-se e entrevi um rosto que disse “estamos quase a fechar”, “ficarei até fechar” respondi. A porta abriu-se, entrei. O som era bastante alto, do agrado da juventude; o recinto estava cheio, dançava-se.
Encostei-me ao balcão do bar. Pedi um whisky com duas pedras de gelo. Agarrei no copo e deambulei por entre a multidão; olhando de lado dei um encontrão noutra pessoa. O copo caiu ao chão, estilhaçou-se..
- Está a dormir de pé?
- Desculpe, olhava para o lado, não a vi.
- É o que dizem todos!
- Acabei de entrar, é a primeira vez que aqui venho, e está um pouco escuro…
- Entrou?, eu estou de saída!
- Porquê, não está satisfeita? Perguntei, notando que a minha interlocutora era uma mulher jeitosa e com uma certa beleza.
- Sem companhia isto torna-se insípido.
- Estou condenado a passar pelo mesmo? Também estou só, podíamos dançar, até fechar, que acha?
- Não era má ideia mas…, tire o cavalinho da chuva se pretende avançar com outras ideias…
- Pode estar descansada, não pertenço a essa categoria.
Dançamos; a música era lenta, um slow que convidava a relaxar. Ela era boa dançarina. Dançamos até à hora de fechar. Olhámo-nos, sorrimos.
- Gostei da companhia, disse ela.
- Estou de acordo consigo, adorei, acho-a uma mulher simpática para esquecer o encontrão, meu nome é Alfredo, sou gestor de uma empresa e sou viúvo, apresentei-me...
- Muito prazer, sou Ana Maria, trabalho no turismo e, sou uma mulher divorciada.
- Em vez de virmos sozinhos, poderíamos combinar um encontro neste mesmo sítio, o que acha? Perguntei...
- Acho bem, respondeu Ana Maria, com um sorriso aberto.
E despedimo-nos, com um beijinho, depois de apontarmos o número dos telemóveis.
04.00 horas
Regressei a casa.
Faltou-me a inspiração para escrever, não me tinha acontecido. Porque não substituir a escrita pelo convívio, fazendo a vontade a quem não gosta de me ler? É fácil substituir a inspiração pela disposição…
Passem bem.
Recebido no mail da Associação e colocado por Rogério Coelho

COSTELETAS PRESTIGIAM A NOSSA GERAÇÃO

Jorge Tavares - noticiou














Aníbal Cavaco Silva * Mário Zambujal


Como é meu hábito matinal, dedico alguns minutos lendo os títulos do Diário de Notícias, uma ou outra notícia que de imediato me desperte interesse, e mesmo algum comentário, reservando o final do dia em casa para aprofundar a leitura.

Este passar de olhos, deixou-me profundamente feliz, por constatar que do nosso pequeníssimo mundo costeleta, dois dos nossos estiveram juntos num acto público bastante relevante: - 25ª edição do Prémio Gazeta.

- Um, Aníbal Cavaco Silva, na qualidade de primeiro magistrado da Nação;

- Outro, Mário Zambujal, como anfitrião do Clube de Jornalistas.

Todos nós, que partilhámos os bancos da nossa Escola, oriundos na sua grande maioria duma classe social caracterizada pelas dificuldades económicas da altura, devemos orgulhar-nos por alguns dos nossos ocuparem cargos de enorme prestígio na vida colectiva.

Em face desta realidade, termino reafirmando que fomos uma geração de ouro.


Jorge Tavares1950/56


Recebido e colocado por Rogério Coelho

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

UM TEXTO... DIÁRIO, SEMANAL, MENSAL... OU DE VEZ EM QUANDO

Jorge Tavares


SEGUNDA PARTE
RECORDAÇÕES DE FARO


A Esplanada do São Luis Parque era um espaço de lazer tipo multi-usos e iniciou as sessões cinematográficas com o filme "JOANA D'ARC", ao qual assisti depois de permanecer mais de duas horas na fila para comprar bilhete.

Em regra abria ao público em Junho e encerrava em Setembro, deixando de haver cinema no CSA durante esses meses.

Foi durante anos, no periodo do Verão, um lugar previligiado para a cidade e consequentemente para os farenses. A geral, feita de bancadas em pedra, tornava obrigatória a colocação de algo que permitisse amaciar a dureza e desconforto do assento. A rapaziada tinha como seu lugar favorito, a bancada que ficava por debaixo do edifício onde estava instalada a sala de projecção e que nos protegia nas noites de grande cacimba. A plateia, equipada com cadeiras de braços em ferro, tinha uma zona VIP com mesas, que permitiam aos utentes serem servidos do bar, por empregados de mesa: Um luxo!

Foi neste espaço, de boa memória para os costeletas da década de 1950/56, que decorreu o seu baile de finalistas, brilhantemente acompanhado pela orquesta "Night and Day".Infelizmente na nossa cidade, como noutras, a imobiliária e os interesses económicos, aliados à falta de sensibilidade cultural, têm eliminado grande parte do património que serviu o quotidiano da nossa riquíssima geração de costeletas. Felizmente, ainda algumas coisas perduram, e neste número e em primeiríssimo lugar, a nossa ESCOLA TOMÁS CABREIRA...

Embora laico, desejo que Deus lhe dê muitos anos de vida!

Jorge Tavares

costeleta 1950/56


Recebido e colocado por Rogériop Coelho

VIAGENS NA MINHA TERRA


(o posto da Sacor no Patacão; foto de A. Gabadinho)

No meu tempo de rapazote, o empreendimento mais significativo lá da terra era a bomba de gasolina da Sacor , como era chamada nesse tempo ou o posto da gasolina. Depois da Sacor, havia a curva da estrada, mais perigosa quem vinha de Loulé, onde se deram alguns desastres. Depois os moços que se juntavam no Largo da bomba e mostravam as suas máquinas a pedal ou a motor. Falavam dos bailes de domingo à noite, das tampas que apanhavam e da música das tabletes.

A terra fica situada a 5 Kms de Faro, virando à direita vai dar ao Chelote, passando pelos Braciais e Mar e Guerra, se se for em frente vai dar a Santa Bárbara de Nexe e vindo de Faro virando-se ligeiramente para a esquerda vai dar a Loulé.

Eis o Patacão, a terra onde reside a menina Cristina e eu cresci.

Gente costeleta dali, eram o Custódio Julião, que jogava a ponta de lança no clube da terra, o Custódio filho do cabeleireiro senhor Serafim que reside no Canadá, onde ganhou o euromilhões, o Manuel Pires Victória e um pouco mais afastados, nos Braciais, eu, os meus primos Carlos , o Zé e o António Louro Rodrigues, a Susana Guerreiro e mais à frente o Zé Dias Rafael, o primo Joaquim e o Zé Martins Baptista e depois já no Chelote o Moreno da Marinha Mercante, que era bom no desenho e o Matinhos que foi dos primeiros a ir para Lisboa, frequentar o Instituto Industrial na Rua Buenos Aires, onde já lá estava o Bernardo Estanco dos Santos, dos Braciais, que estudava nocafé do Jardim da Estrela.

Tenho saudades da minha terra e desses tempo.

Uma vez jogámos à bola no terreno do Martinho Jacinto contra uns tipos de Faro e ganhámos três a dois e o melhor em campo foi o Zé Raimundo, que hoje explora um estabelecimento comercial ou tasca, que fica situado à esquerda, quem vem do Patacão para os Braciais, logo no primeiro cruzamento, no local onde antigamente se situava a venda do Zé Manelinho.

Na outra esquina está hoje um barbeiro alentejano.

Lembro-me do casamento do Agostinho que foi empregado na Sacor e faleceu derivado de uma infecção surgida, quando uma vez estava a encher de ar um pneu numa carroça e o aro soltou-se, vai em sua direcção e partiu-lhe o braço, foi parar ao hospital e a coisa complicou-se....

Chovia muito no dia do casamento do Agostinho..

Recordar o costeleta da noite, meu primo, bom no desenho e que foi emigrante em França, o Sebastião de Brito.

A minha terra é a minha saudade.

(continua)

texto de
JBS

TEMA LIVRE

Dicotomia Cesário Verde/João Brito de Sousa

De Alfredo Mingau

“Para Cesário Verde, ver era perceber o que se esconde na realidade, era captar as impressões que as coisas lhe deixavam e, por isso, percepcionar o real minuciosamente através dos sentidos e reflectir essa mesma impressão que o exterior deixa no interior do sujeito poético. Ou seja, o real exterior é apreendido pelo mundo interior que o interpreta e recria com grande nitidez, numa atitude de captação de real pelos sentidos, com predominância dos dados de visão: cor, luz, o recorte e o movimento”
De pessoa bastante delicada Cesário Verde empregou técnicas impressionistas, com extrema sensibilidade ao retratar, como João Brito de Sousa o faz, os seus amigos, a pessoa, cenário predilecto, na forma mais material possível.
Tal como Cesário Verde, João Brito de Sousa apresenta-nos uma afinidade de realismo que nos dá uma outra dicotomia de realidade/inspiração.
A Força do João Brito de Sousa pelas suas figuras, na poesia, lembra-nos uma afinidade com o realismo em que revela sentimentos e sensações, servindo de suporte às ideias e sentimentos como poeta.
Tem imagens extremamente visuais que nos dão uma realidade em que mistura o físico e o moral e que podemos considerar mais uma dicotomia ao tratar estes espaços como pessoa/amigo.
Por tudo o que referi, poderei dizer que, na minha leitura destes dois poetas, existe uma afinidade que me apraz registar. E, por aquilo que tomei conhecimento, os pais do João Brito de Sousa e do Cesário Verde eram lavradores.Gosto da poesia de Cesário Verde… gosto da pçoesia do João Brito de Sousa...
Bem Hajas!
…………………….
Teus olhos imorais,
Mulher que me dissecas,
Teus olhos dizem mais
Que muitas bibliotecas!
Cesário Verde
………………………
Agarrem num bom baraço
E façam que vão rabiscar
Façam o mesmo que eu faço
Vão às que estão p’ra apanhar.
João Brito de Sousa
………………………..
Inté
Alfredo Mingau

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O CICLISMO E O CICLISTA JOSÉ MARTINS


O CICLISTA PADERNENSE, ZÉ MARTINS, sócio do Vila Real


Gostava de citar nesta crónica, o nome de alguns ciclista algarvios de antigamente, que, apesar de não conhecer, sei que foram grandes na modalidade e falar um pouco de ciclismo em geral, apesar de não ser especialista na matéria.

O ciclismo é uma modalidade muito apreciada no Algarve pelo seu cunho popular e o Algarve teve muito bons praticantes. Sabia que o Zé Martins tinha sido grande, mas não o sabia de Paderne. Nas conversas com outros apaixonados da modalidade, acerca de corredores de antigamente, nunca me falaram do Zé, mas sim do Cabrita Mealha, que era de Messines, um corredor vocacionado para longas distâncias, com grande poder físico mas franzino, que, quando arrancava, deixava tudo e todos para trás, de tal forma, que ficou célebre o dito "Arranca Mealha!", que ainda é do meu tempo.

Outro grande ciclista que passou ao lado de uma grande carreira, foi o Joaquim Apolo do Louletano. Corredor tipo Mealha e fisicamente poderoso. Outro igualmente grande, foi o Ildefonso Rodrigues, do Sporting e natural de Faro, um "sprinter" de categoria internacional e também os irmãos Palmeiras, o Manuel e o Rolandino, este último poderoso na montanha, todos grandes corredores.

Se juntarmos a estes, o nome do Zé Martins, aí está um conjunto de meia dúzia de ciclistas do melhor que houve em Portugal dos quais apenas o Zé ganhou as Voltas a Portugal de 1946 e 1947. No plano internacional, em 1946 e 1947, as grandes vedetas do ciclismo eram o francês Jean Robic, vencedor da Volta à França de 1947, os italianos Fausto Coppi vencedor em 1949 e 52 e Gino Bartali vencedor em 1938 e em 48, os suíços Ferdi Kubler vencedor em 1950 e Hugo Kubler vencedor em 1951.

Nos três anos seguintes venceu o grande Louison Bobet, francês. Nos últimos anos houve grandes ciclistas na Volta à França, entre os quais cito o francês Jacques Anquetil, o belga Eddy Merckx, o francês Bernard Hinault, que ganharam todos cinco voltas mas não seguidas, o espanhol Miguel Indurain que ganhou cinco voltas seguidas e o norte- americano Lance Armstrong que ganhou sete voltas seguidas.

Na minha opinião, o melhor de todos foi o espanhol Miguel Indurain, bom em tudo, no plano, na montanha e no contra-relógio. O nosso Zé Martins foi do tempo do Jean Robic, do Gino Bartali e do Fausto Coppi.Correr no pelotão da Volta à França, com 250 corredores ou mais, ou na Volta a Portugal com 130, é uma tarefa para autênticos campeões.

Os portugueses sempre deram provas de grande habilidade em cima da máquina, como foi o caso daquela equipa do Sporting que correu com Joaquim Agostinho, na Volta à França, e que deixaram os franceses de boca aberta, tal era a habilidade demonstrada.

Um dos grandes feitos, contado pelo jornalista Carlos Miranda, dos corredores portugueses na Volta à França, foi protagonizado por Joaquim Agostinho, que, uma vez, em que o pelotão partiu, ficou no meio, e não apanhou os da frente nem foi apanhado. Parece fácil mas não é; é neste comportamento do corredor que está a beleza do ciclismo.

E com estas pequeníssimas recordações, quis homenagear um grande ciclista: o Padernense José Martins creio que já falecido.

Em tua memória ó campeão!

texto de
JBS

TEMA LIVRE - Remédio Insólito

O “PENTELHINHO”



De Alfredo Mingau



O “Moce”, costeleta dos bons, de seu nome... chamemos-lhe “Gualdino”, tinha a residência ali pr’ós lados da Galvana. Era agricultor de profissão, no amanho das suas terras, casado, com cinco filhos, produto de cinco anos de casamento. Acabara de nascer o quinto. Os filhos davam-lhe muita despesa, preocupação e perda de tempo para conseguir dirigir a bom termo os seus trabalhos agrícolas. Tinha que cuidar dos filhos, para ajudar a mulher. Cinco!

Levou bastante tempo a pensar e, por fim, tomou uma decisão. Vestiu o fatinho de ver a Deus e saiu de casa sem dar cavaco à mulher. Dirigiu-se para a cidade.

Naquele tempo havia o consultório de um médico, na rua de Santo António, de seu nome, salvo erro, passe a publicidade, porque, com certeza já não existe, “Formozinho”, especializado em vias “urinárias”.

O médico, no seu gabinete do consultório, disse à empregada que introduzisse o próximo cliente. Com a ficha de inscrição na mão, observou o cliente e disse:

- Faça favor de se sentar senhor Gualdino. Qual é o seu problema?

- Doutor, em cinco anos de casado, tenho cinco filhos e o trabalho não me chega para tanta despesa. Queria que me receitasse qualquer coisa para não engravidar a mulher.

O médico ouviu com atenção e disse:

- Use o preservativo senhor Gualdino, é uma decisão eficaz.

- Qual quê senhor Doutor. Não! Eu se pudesse até tirava a pele.

O médico sorriu e avançou com a solução de, no acto da ejaculação, retirar.

- Retirar?! Eu, se pudesse, introduzia mais...

O médico coçou a cabeça, pensando ter na presença um paciente de difícil solução mas, gostaria de o ajudar e teve a seguinte ideia:

- Senhor Gualdino, experimente fazer o seguinte. Quando estiver no acto da ejaculação, puxe por um “pentelhinho” da sua mulher, com a dor ela torce-se e... fóra!

- Gualdino ouviu, pensou e disse que iria pôr em prática essa solução.

- Depois diga-me alguma coisa.

E despediu-se do cliente.

O tempo foi correndo o seu ritmo normal. Passaram-se dois meses. O médico já não se lembrava daquele cliente e do seu problema. Ao pegar na ficha para mandar entrar o próximo, recordou aquela situação insólita.

- Olá senhor Gualdino, sente-se. Então a solução deu resultado?

- Foi a melhor solução que o doutor me podia receitar. Tenho-me sentido mais descansado e sem os problemas que me afectavam.

- Óptimo senhor Gualdino, então continue com o “tratamento”

- Não posso doutor e, é por isso que estou aqui.

- E qual é o problema?

- O problema, senhor Doutor, é que esta noite arranquei o último “pentelhinho “ da mulher...!

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A história acaba aqui, não iremos continuar a devassar o problema conjugal e a privacidade do senhor Gualdino. Mas uma ilação se poderá tirar desta insólita e anedótica história; os Costeletas que queiram fazer um planeamento familiar, poderão pôr em prática esta solução.

Inté

CONCURSO DE QUADRAS DE NATAL

Maria José Fraqueza


XIV CONCURSO INTERNACIONAL DE QUADRAS NATALÍCIAS-FUSETA 2009
"VAMOS CANTAR NATAL "



ORGANIZACÃO - A organização deste concurso cabe à Casa Museu Profa. Maria José Fraqueza Directora Cultural do Sport Lisboa e Fuseta. Com catorze anos consecutivos de organização, atingiu desde a primeira hora uma enorme dimensão além fronteiras, dada a temática do mesmo, celebrando Natal e fomentado a união entre poetas, num elo de amizade universal. Natal será sempre uma data festiva que aproxima as famílias, neste caso a família dos poetas, na imensa corrente poética que lhes dita a alma ­cantando Natal - nos seus poemas ... Daí o tema geral do concurso


"VAMOS CANTAR NATAL"
As normas para admissão a este concurso estão à disposição dos concorrentes


IN Jornal "Correio Meridional"

INFORMANDO

Na inauguração do "Monte Algarvio", na "Mansão da Soalheira", foram abertas as portas do "museu da Garrafa".
Maria José Fraqueza, Poeta, escritora e fadista por devoção, alegrou este convívio com algumas canções acompanhada por João Marques e Jorge Ferro Rosa.

O Cposteleta e Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, inaugurou em Querença a Fundação Manuel Viegas Guerreiro.

O Costeleta Querençano Professor Daniel Farias, fez entrega ao Presidente de algumas fotos onde figura o seu falecido pai Teodoro Gonçalves da Silva.
A Costeleta Dra. Maria José Fraqueza, faz entrega do "Diploma de Honra" à ilustre Edil Silvence, Dra. Isabel Soares, no decorrer da Feira Medieval de Silves, agraciada como "Autarca Algarvia de 2008


Colocado por Rogério Coelho

UM TEXTO...DIÁRIO, SEMANAL, MENSAL...OU DE VEZ EM QUANDO


Jorge Tavares

RECORDACÕES DE FARO...


Como podemos falar da cidade, sem lembrar aquele que foi o centro de reunião dos farenses de todas as idades, durante décadas?

O Cine Teatro Farense e o São Luís Parque, fazem parte do imaginário da nossa juventude. Diria mesmo que, de todos os costeletas, que desde a década de quarenta frequentaram a nossa Escola.

O Cine Teatro Farense, grandiosa sala de espectáculos, permitia aos jovens frequentá-la, comprando o seu bilhete para a geral - bancada de madeira, tipo "ponta-pé nas costas" - e deliciar-se com os filmes do Tarzan, Fu-Manchu (em dois dias seguidos), Edi Constantine, etc.. Na composição da sala, a plateia estava equipada com cadeiras de madeira e separada da geral por um gradeamento, tipo corrimão, forrado a madeira no topo, e com mais ou menos um metro de altura. Antes de iniciar a projecção dos filmes, as luzes apagavam-se e, aproveitando o escuro total, a rapaziada mais afoita alçava a perna e instalava-se nas cadeiras da plateia. O nosso duplo entusiasmo, ver o filme e ocupar a plateia, terminava com a orelha presa na mão do Sr. José Maria, fiscal do CTF ( e também funcionário do BNU) e com o consequente regresso à geral e um sério aviso, de que prevaricar, equivalia à expulsão. Este homem, era pai do "nosso" Alex.

Nos primeiros anos da década de cinquenta, esta sala foi demolida e foi iniciada a construção duma nova sala de espectáculos, que viria a denominar-se "Cinema Santo António". Esta orfandade temporal foi convite para a instalação dum cinema pré fabricado no Largo das Mouras Velhas. Os seus proprietários, figuras conhecidas da cidade - José Martins e Vila Real -, proporcionaram durante bastante tempo o cinema de que todos gostávamos. José Martins, ex-corredor de bicicletas, e Vila Real o homem fornecedor dos fritos nas feiras e mercados, também exploraram a esfera da morte ( uma versão do poço da morte, em bicicleta). A rapaziada, divertindo-se com os filmes, tudo lhes servia de galhofa.

Numa determinada noite de invernia em que soprava um vento forte que entrava pela frestas das chapas do pré-fabricado, e numa cena de intenso dramatismo, ouviu-se um grito vindo da geral: Ó VILA REAL, FECHA A PORTA DO QUINTAL, QUE ESTÁ A FAZER CORRENTE DE AR - Gargalhada generalizada!!!

O novíssimo Cinema Santo António, fazendo jus à sua situação geográfica, passou a ser o ponto de encontro social da cidade, especialmente aos fins de semana: Assistindo aos filmes, passeando no lounge, tomando café na cafetaria, à porta da entrada, ou nas suas imediações, nomeadamente na Pastelaria Gardy, todos nos encontrávamos.

A rapaziada estrategicamente instalada à entrada do cinema, aperaltadíssimos, cheirando a lavado e a fixador "BrilCream", tentava na troca de olhares com esta ou aquela rapariga, o erotismo a que tinha direito. Quando a linguagem muda do olhar, era mais intensa e repetida, glorificávamos o momento, com a expressão: " Ela está a dar-me sorte"!

Neste tema, não posso deixar de falar no gerente desta sala: O Marques da Silva, poeta lírico, vulgo "Marmelada", que para além da poesia também escrevia para o jornal "O Algarve" sobre acontecimentos citadinos. Impecavelmente vestido, em regra de fato azul, cravo vermelho na botoeira do casaco, bengala pendurada no braço, era o alvo predilecto das reclamações sonoras na sala de espectáculo, quando a fita se partia, havia atrasos no começo do filme, etc.

Dele recordo este verso, que passou gerações de farenses e que o acompanhará na sua imortalidade:

Marques da Silva... já eu conhecia,

Marmelada da Silva, confesso...desconhecia! Muitos estudantes na altura ( costeletas ou bifes e nos quais eu também me incluí ) fizeram parte da lista interminável de leitores de filmes em " voz alta". Passo a citar: O cidadão farense ainda vivo e de alcunha "TECA", porque era analfabeto, convidava indiscriminadamente este ou aquele, para a troco duma ida gratuita ao cinema, lhe fazer a leitura das legendas. No decorrer da sessão, frequentemente o leitor, entusiasmado com o filme, esquecia a leitura em voz alta, e o Teca, dando uma boa cotovelada, reclamava: " LÊ PÁ, LÊ PÁ" .

FIM DA PRIMEIRA PARTE


recebido e colocado por Rogério Coelho

ANIVERSÁRIO DE ASSOCIADOS COSTELETAS



Fazem anos na 2ª quinzena de Setembro


. 16 - António Serafim Barão. 17 - Custódio Manuel Santos; Jorge Manuel Matos Roque. 18 - Carlos Manuel Sousa Eloy Guerreiro; José Madeira Guerreiro Mealha. 19 - José Horta Viegas Nascimento; António José Carvalho da Silva e Costa; Dra. Maria José Chamiço Guilherme; Apolinário Farias Geada. 20 - José Manuel Pontes Gonçalves; José Domingos Parreira. 21 - Maria do Carmo Negreiros. 22 - Eugénio Estêvão Filipa Dionísio. 23 - Aníbal Aleixo Filipe; Lucília Maria Campos Carneiro Telo Pereira. 24 – Maria Valentina Aleixo Martins. 25 – Lídia Rosa Nunes. 27 - José Egídio do Rosário Gouveia. 28 - Wenceslau Pinto Nunes; Manuel Pires Vitória; Maria Celeste Gonçalves Pereira; Diogo Costa de Sousa. 29 - Manuel Palma Pires. 30 - Assunção Vargas Brito Dores. 31 - Virgílio Nicolau Pires.
OS NOSSOS PARABÉNS
Pesquisa e colocação de Rogério Coelho

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A TABERNA DO CATARRO E OUTRAS












As tabernas ocupavam o seu espaço nos bairros, porque os cafés se situavam nos centros das localidades. Não havia cafés de bairro, como hoje, mas sim a Taberna de A, B, C, ....Estes locais, que serviam de ponto de encontro aos operários, pescadores, trabalhadores agrícolas etc, eram apenas frequentados por homens e a estadia, praticamente era ao balcão.

A bebida mais fornecida era o chamado "copo de cinco" isto é, um copo cheio de vinho, em regra tinto, que era acompanhado por tremoços, alcagoitas, pedaços de linguiça, ou semelhantes.

Atendendo à excepcional qualidade da "murraça", aliás do vinho, com dois ou três copitos, o bebedor ficava semi-grogue. Acredito que hoje, bebendo as excelentes qualidades de vinho que se produzem em Portugal, qualquer daqueles bebedores, jamais ficaria naquele estado.

A taberna,? historicamente, terá sempre uma ligação a determinada classe social, como se cita no segundo parágrafo.

Não conheci a taberna do Catarro de que fala o Jorge Tavares, mas conheci uma taberna que se situava perto da estação, numa esquina, saindo-se em direcção ao Hotel EVA, no topo da primeira rua, que me deixou algumas marcas de humanismo, porque trabalhava lá o meu amigo ZAC, um senhor africano, de cor, de nome Zacarias.
Um dia destes vou contar a história do Zac.
Trago aqui o tema TABERNA porque foi um local que desempenhou uma função social muito importante, de tal modo que escritores como Baptista Bastos e Zola o trataram literariamente.

Vejamos o excepcional diálogo, escrito por Baptista Bastos em O Cavalo a Tinta da China.:

- A Taberna? Trata de quê?, de vinho, de bêbados?
- Não. Trata da vida, da vida de pessoas infelizes.
- Faz chorar? - Faz pensar.
- Pensar?
- Sim, a Taberna é um livro que ensina.
(Hemingway, o mestre do diálogo na literatura contemporânea não faria melhor)

Emílio Zola escreveu também a sua “A Taberna”, uma obra de 478 páginas. Quando um jornal se referiu ao livro, atacou o autor com uma brutalidade nunca vista, denunciando e acusando-o de todos os crimes, o que o obrigou, de certo modo, a explicar que, afinal, quis apenas, pintar a fatal decadência de uma família operária francesa.
A Taberna era, nesse tempo, um estabelecimento duvidoso. A Gervásia andava por lá.
È um romance sobre o povo em que não há fantasia, cheira a povo e relata a realidade.

Texto conjunto de

Jorge Tavares e
Brito de Sousa

TEMA LIVRE

PEPINOS E “BECHOCOS"

De Alfredo Mingau

Naquele dia Francelina pensou fazer aquela deliciosa sopa de feijão com massa e alguma couve lombarda. O desejo aliado à saudade de se deliciar com a saborosa sopa que a saudosa mãe fazia, e lhe ensinara,, levaram-na, com certo custo, a dirigir-se à dispensa. “Que maçada, como é que eu deixei acabar o feijão”. O desejo foi mais forte que a comichão e irritação que a apoquentavam na anca. Nem com pomada os furúnculos desapareciam. E a Francelina, com certo custo, vestiu o casaco, pegou na mala e saiu de casa.
O senhor António, sentado por detrás do balcão da sua loja, ali para os lados do Alto de Rodes, pensava no negócio que ia mau, e que, a falta de clientela, era sinónimo de crise que tardava a normalizar.
A loja do senhor António englobava três vertentes, taberna, mercearia e lugar de frutos e legumes.
Olhando para a rua, pela porta da mercearia, vê entrar Francelina com certa dificuldade no andar.
- Bom dia senhor António.
- Bom dia Francelina, que bons ventos te trazem?
- Ai, lamentou-se a Francelina, não me fale em bons ventos que eu estou muito mal.
Nisto e, de rompante, a conversa é interrompida pela entrada de duas “malucas” que se dirigem para o lugar dos legumes expostos, cochicham, e diz a mais gorda olhando para o senhor António:
- Senhor “Toino”, queríamos dois pepinos.
O senhor António, aproximando-se e percebendo o desejo delas, com ar muito sério, respondeu
- Só vendo pepinos ao quilo.
- E quantos pepinos tem um quilo senhor “Toino”?
- Depende do tamanho, são mais que dois, no mínimo uns três.
- E agora, “gorda”, o que é que fazemos, exclama a mais magra.
A mais gorda olha para os pepinos, pensa, e responde com um sorriso.
-Utilizamos dois pepinos e fazemos uma salada do restante. Pese os pepinos senhor “Toino”
O senhor António sorriu, pesou os pepinos, meteu num saco, recebeu o dinheiro da venda e ficou olhando-as sorridentes a dirigirem-se para a saída.
Regressando à mercearia onde a D. Francelina se encontrava sentada num saco de cevada exclamou:
- Então Francelina, apareces a mancar, o que é que te doi?
- Ora, tenho uns “bechocos” na nádega que me dói e dão comichão.
- Mostra lá Francelina, talvez eu possa ajudar.
- Não queria mais nada, mostrar-lhe o meu rabo?
- Só te queria ajudar, o que é que te trás por cá?
- Pensei fazer uma sopa à antiga, quero um quilo de feijão catarino e uma couve lombarda.
O senhor António aviou o feijão e a couve, entregou à Francelina que, levantando-se com certo custo, se dirigiu para saída enquanto dizia:
- Ponha na minha conta senhor António e tenha um bom dia.
- Está bem Francelina, vai em paz com as melhoras.
E, sentando-se, atrás do balcão, circunscrevendo com os olhos pela loja, deserta de clientes, pensou “isto é que vai uma crise”

COMPLEMENTO


COMPLEMENTO AO TEXTO DO ALFREDO MINGAU.

À entrada de Faro ( em frente do hoje Hostital Privado, e que foi em tempo palácio Mateus da Silveira) vindo de Loulé,ficava a sede da Companhia de Pescarias Cabo de Santa Maria Ramalhete e Forte, cujo administrador era o coronel Sampaio.

Neste local, que tambem servia de armazens para todo o equipamento destinado à armação do atum, ficava uma torre encabeçada por um mastro para içar bandeiras. Os farenses sabiam sempre a quantidade de atuns que eram pescados diáriamente, porque a Companhia içava as bandeiras correspondentes. Lembro-me que a bandeira nacional, significava que a pesca fora superior a 2.000 atuns. Toda a cidade vibrava!.

Vivi neste bairro, e muito perto da taberna do Catarro,aonde os pescadores da ria "matavam o bicho antes de ir para a faina ". Os que se dedicavam à pesca na armação, ficavam a residir três a quatro meses nos barracões existentes na ilha.

Jorge Tavares

domingo, 13 de setembro de 2009

OBRIGADO MARIA JOSÉ


A FRANQUEZA DA FRAQUEZA

Para o Rogério Coelho e Almeida Lima.


Amiga...que bom foi receber notícias
De ti mulher, que tanto nos aproximas.
E que nos presenteias com as delícias
Dessa excelente poesia de belas rimas

Excedeste o que hoje é enorme raridade
Nessa mensagem que por mail enviaste
Onde falas de grandiosidade e de amizade
Que notaste nesses com quem trabalhaste

E referes-te concretamente a dois rapazes
Que eu acredito que são pessoas capazes
De criar bom ambiente a todos colegas ...

Fico honrado por ter uma colega assim
E eles certamente também dirão que sim
Obrigado, és grande mulher não o negas

JBS

Eis o mail que recebi da colega Maria José Fraqueza.

Prezado Amigo Brito Sousa

Venho agradecer a publicação dos meus dois sonetos dedicados ao saudoso Franklin, colega que desde os bancos da escola conheci e convivi. Além de que foi depois de adultos meu colega do mesmo grupo na Escola Tomá Cabreira, juntamente com o meu grande amigo e ex-colega Joaquim de Sousa Almeida Lima e mais tarde em Olhão com o Rogério Coelho, os melhores colegas da área que conheci durante a minha vidaprofissional.

Esses sonetos sempre pensei um dia declamá-los,quando fosse aapresentação do livro do Franklin, mas tal não aconteceu, porque estava comprometida com uma sessão dissertação sobre a Obra do Padre António Vieira que decorreu no mesmo dia e à mesma hora, em Moncarapacho e cargo do Elos Clube de Faro e Olhão e Associação local.

Eu mandei há algum tempo ao Rogério, dois regulamentos dos meus concursos literários em andamento para quem estivesse interessado porque há muitos poetas a escrever no blogue dos costeletas que poderiam colaborar porque estes concursos (não sendo daqueles dosconsagrados) mas sim para os amantes de poesia em geral, há muita gente a fazer boa poesia e que gosta de conviver.

Estes concursos promovem encontros de amigos e de novas amizades, sem contudo deixar de conter o caracter justo de avaliação dos concorrentes.

MEU COMENTÁRIO

Em minha opinião, eis aqui neste mail recebido da colega, costeleta e amiga MARIA JOSÉ FRAQUEZA, o que entendo dever ser o verdadeiro sentir costeleta. Ser justo na apreciação do comportamento dos colegas, porque, parece ser indiscutível, que o Rogério e o Almeida Lima, merecem esta deferência..

Nem sempre tem sido assim.

João Brito Sousa

ESTÁ LÁ ? É O ROGÉRIO COELHO?


PARA O ROGÉRIO COELHO

Eu mandei há algum tempo ao Rogério, dois regulamentos dos meus concursos literários em andamento para quem estivesse interessado porque há muitos poetas a escrever no blogue dos costeletas que poderiam colaborar porque estes concursos (não sendo daqueles dos consagrados) mas sim para os amantes de poesia em geral, há muita gente a fazer boa poesia e que gosta de conviver.

Estes concursos promovem encontros de amigos e de novas amizades, sem contudo deixar de conter o caracter justo de avaliação dos concorrentes.

Relativamente a isto, não sei se o Rogério os recebeu porque não tive nada de resposta que o confirmasse.

Por hoje beijos aos costeletas amigas e continuem a enriquecer o blogue com os seus escritos valiosos.

Grata
Maria José Fraqueza

COLOCAÇÃO DE
JBS

sábado, 12 de setembro de 2009

EM MEMÓRIA DO FRANKLIN


Ouvimos LUÍS CACITO

O Dr. Luis Cacito, que hoje é licenciado em Direito, foi colega de curso no Magistério Primário de FARO do prof. Frankhlin, que, por sua vez, começou a sua actividade profissional na escola do Montenegro.

Eram seus colegas desse tempo, o professor Alberto Trindade, mais tarde de ginástica, o F. Zambujal, o João Leal, o Artur de Matos Marques, o Zé Clérigo do Passo e outros.

Falamos com o Luís Cacito sobre isso. Disse que estava ao corrente do falecimento do colega e que eram bons amigos. A vida é assim, rematou.


HÁ POESIA NO CÉU
por Maria José Fraqueza
Dedicatória especial ao Saudoso Franklin Marques.

O Céu abriu as portas par em par…
Os anjos receberam com Amor…
A Poesia cantada num altar…
Cada poema é bênção do Criador
O Franklin meu amigo vou louvar,
Que o meu poema seja como flor…
Meus olhos já cansados de chorar
Por andar a carpir a minha dor!
A dor, esta saudade tão sentida…
Com a mágoa dolorosa da partida,
Que se sofre, num elo de Amizade!
O Seu corpo desceu à terra fria,
Mas na Terra ficou a Poesia…
Por ele há-de falar eternamente!


F R A N K L I N
por João Brito Sousa

Franklin, o teu nome está presente,
Tu sempre foste Amigo de Verdade
Por isso, estarás eternamente…
No nosso coração cheio de saudade!


Franklin, eu bendigo sinceramente
Pelo percurso lindo de amizade…
Como Jesus amaste firmemente
Praticando na Terra a irmandade!


Por isso, a recordar o costeleta
A tua grande amiga da Fuseta
Na sua poesia mais sentida…


No grandioso espaço universal,
Tu foste companheiro sem igual
Porque és Imortal, Além da Vida!

João BRITO SOUSA

A PESCA DO ATUM

A PESCA DO ATUM
De Alfredo Mingau
Dizia o meu grande amigo Maurício, sobre a pesca do atum ao largo da costa Algarvia, mencionando a existência de vários barracões e grandes âncoras espalhadas pelo areal. Os barracões foram demolidos e as ancoras, algumas servem de decoração na praia de Faro.
E, aproveitando esta deixa, falarei sobre a pesca do atum.
Naquele tempo muitos atuns eram encontrados no areal da praia e outros, entrando pela barrinha ficavam encalhados nos cabeços da Ria e, ficando em seco com a baixa-mar, acabavam por morrer. Este facto devia-se, segundo ouvi contar, ao grande inimigo do atum, uma espécie de golfinho, o “Roaz”. Este peixe atacava os cardumes para se alimentar e, o atum aterrorizado, na sua fuga desordenada, para se livrar do inimigo, uns enfiavam pelo areal da praia, outros entrando pela barrinha encalhavam nas águas pouco profundas da ria.
A armação do atum, da qual o maior accionista, suponho, e administrador era o então Major Sampaio.
Nesta pesca, que teve os seus tempos áureos nos anos 30 e 40, as redes ficavam sediadas e armadas, ao largo da praia de Faro, captando a passagem do atum que se dirigia para o Mediterrâneo para a desova, “pesca de direito” ou captando atum no regresso da desova “pesca de revés”.
Naquele tempo não havia telemóveis, pelo que, a indicação para terra da quantidade apanhada era indicada e transmitida, pela colocação, como bandeira desfraldada, de peças de roupa, cerolas, camisolas, cuecas, enfim… e em terra, com os binóculos, porque a armação estava à vista, tomavam conhecimento da quantidade pela indicação da respectiva “bandeira”.
A pesca era feita com uma rede de malha grossa, para apanhar só peixe graúdo, e para não rebentar com o peso e investidas dos atuns. Em cima, umas centenas de bóias de cortiça, mantinham a rede a flutuar.
Quando as barcaças fechavam o cerco e puxavam as redes, os pescadores com um gancho puxavam os peixes para dentro das barcaças. A esta operação era dado o nome de “copejo do atum”.
E quando restavam poucos exemplares, dentro da rede, era ver os pescadores, com alegria estampada no rosto, lançarem-se para cima da rede, com água pela cintura, a tentarem fazer uma “pega de caras”. E até faziam apostas para ver o primeiro a abraçar o peixe.
Era assim a pesca do atum ao largo da Praia de Faro.
Dizem que já não há cardumes nos “mares” do Algarve. Emigraram para os “mares” da Madeira.
Esta história está contada à minha maneira, pelas recordações do que ouvia e que, na altura, era um garoto. Outros poderão contar de outra forma.
Aqui fica para o Maurício, e não só…
Tem graça!
“Comecei como cronista,
Agora, sou historiador.
Também como romancista
E fiz poema, como autor.”
(nota: o poema foi um comentário dirigido ao m/grande amigo Brito Sousa. Vejam em PORQUE SERÁ)
Inté
Alfredo Mingau

POESIA




Aqui me tendes! Julgai-me
pelo que fiz (ou deixei
de fazer), na hora certa.
A ambição não desperta,
em mim, o desejo de mudar.
Sou como sou. Bem o sei.
Aceitai-me,
ou rejeitai-me.
Assim nasci
e vivi.
Pouco saberei,
mas sei
Que igual a mim próprio morrerei

IN “O LIVRO”
Autoria de Franklin Marques
colocado por Rogério Coelho

LITERATURA


VICTOR HUGO, ORIGENS

Em 1770 vivia em Nancy um mestre marceneiro, Joseph Hugo, que gozava do privilégio da madeira transportada pelo Mosela e possuia, além dos seus cabedais, alguns pequenos prédios na cidade. Era um homem duro e de mau génio. Filho de um lavrador de Baudricort, vizinho das pradarias lorenas onde nasceram Joana d´Arc e Claude Gelée, fora na juventude, porta estandarte de cavalaria ligeira da guarda real.

Em seguida, depois de ter trocado o arado pelo sabre deixara o sabre pela plaina. O nome de família, de origem germânica, era vulgar na Lorena. No século XVI, um certo George Hugo fora capitão da guarda real e recebera n título de nobreza; um outro, Luís Hugo, foi abade de Estival e depois bispo de Ptolomaida.


Existiria um laço de parentesco entre o marceneiro e o bispo?


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Falar dos escritores como pretendes são mais de 300 páginas e isso é difícil de fazer, está fora dos nossos horizontes e não há espaço.

Percebeste agora?

texto de
JBS