sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Olá Costeletas Amigos.
Desejo a todos umas
BOAS ENTRADAS.
Neste momento, 22h25, encerro o blogue.
Até para o ano.
Um abraço para todos.
Rogério Coelho
HOJE, 31

Para todos os costeletas






Um voto e um desejo
De um ano novo feliz


Que a coisa se processe


Harmoniosamente


Em paz
E sossego


Com um grande abraço
Do
JBS
Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "PARA TER PRESENTE EM 2011 E...":

Curta, Sábia e portadora da eterna angustia humana de saber como encontrar maneira de conciliar o também sempre eterno dilema do Bom com o Mau.
Sendo também Sábia a convicção de que No Meio é que está a Virtude, esperemos que o netinho do velho índio,tenha sabido fazer a escolha acertada.
Eu, confesso que me tem sido muito difícil deixar de alimentar qualquer dos citados lobos.
Atribuo esta minha atitude ao meu profundo amor a todos os animais e criaturas da Natureza.
Mas vou estar atento.
Obrigado Rogério.
BOM 2011 para todos.


J.Elias Moreno
31/12/2010

A NOSSA ESCOLA

PARTICIPAÇÃO

É com profundo pesar, que venho participar a todos os colegas e amigos Costeletas, o desaparecimento do bloco arquitectónico do Ginásio da Escola Tomás Cabreira.
Ainda ontem de manhã ostentava garbosamente as suas linhas e estrutura elegantes, e hoje de manhã jazia já, transformado num monte de entulho, que enormes camiões se apressavam transportar para parte incerta, longe das vistas de um ou outro passeante boqueaberto de admiração, pela urgência da operação de logística.
Longe da vista...longe do coração!.
Naquele velho (ou nem tanto) Ginásio, qual moderno Pavilhão Multiusos, se anunciaram valores para o Desporto, se fez Teatro, Récitas, Exposições escolares e promoveram Eventos de grande valor Cultural.
Com o Ginásio foi o anfiteatro ,onde a professora D.Dinorah nos dava as suas aulas de Canto Coral, e a Sala da Mocidade, onde nos tempo livres e em são convívio, se praticavam o Ténis de Mesa, o jogo das Damas e o Xadrez .
Graças ao derrube de partes do muro envolvente da Escola, para acesso às obras em curso, pude hoje, como há sessenta anos o fazia, entrar na Alameda João de Deus pelo sítio do antigo portão monumental da Rua Manuel Arriaga, frente à Rua da Alameda, e caminhar em linha recta pela álea central deste maravilhoso jardim, até à Biblioteca Municipal António Ramos Rosa.
Com o Ginásio estão também a morrer as velhas palmeiras. Já aqui não está a mais assediada com auténticos campeonatos de "pedrada ao alvo", quando generosamente era a única que nos oferecia as suas grandes e exóticas tâmaras.
Ainda aqui estão o Ring de patinagem e o Cantinho dos namorados,a Raposa e a Cegonha, e o Lago dos Sapos enamorados.
Ainda paira sobre a Alameda a lembrança e a saudade do Sabino, do tio Pio com a ameaça das suas mangueiradas, sobre algum Costeleta mais irreverente ou reguila.
Agora que se processam grandes obras de aproveitamento de espaços na nossa Escola, faço votos para que se derrubem os desnecessários muros em seu redor, ficando assim os espaços envolventes integrados na prória escola ou a escola integrada nos espaços verdes.
Isto é o que me sugere a feliz idéia, que tiveram as Autoridades Autárquicas que transformaram um obsoleto Matadouro, numa magnífica Biblioteca Municipal, de que todos nos podemos orgulhar.
Esperemos que o Novo Ano nos traga algo de realmente Bom, e não continue como este velho e caduco, na senda da destruição das nossas esperanças.

Gde Abraço

J.Elias Moreno

Faro:31/12/2010

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Escuta Portugal

Escuta oh nobre Povo de Portugal;
Lembra as caravelas que partiram,
Desbravando o mundo num sem igual,
Olha esses valentes que te miram!


Não baixes a guarda –luta;
Foi o que eles sempre fizeram;
Existirá sempre quem tome a batuta,
E quem lembre os que morreram!


Esses prodígios não foram em vão,
São um exemplo para os de agora;
Não quereis desmerecê-los pois não?
Então em bloco uni-vos –é a hora!


O País está doente, muito doente,
Já vezes sem conta esteve em sarilhos;
Mas levantou-se sempre –serrai o dente,
Arregaçai as mangas dilectos filhos!


Que temos agora no negro horizonte?
Dívida enorme –a descrença campeia,
Então bebamos a água da fonte,
Força, trabalho, não qualquer panaceia!


Mobilize-se o País –toda a gente,
Para campos, fábricas, investigação,
Que a tal ninguém fique indiferente,
Vamos – lutemos pela Nação!

IN  VENTOS DO SUL de Manuel Inocêncio da Costa

PARA TER PRESENTE EM 2011 E...

Curta e sábia!

Uma noite, um velho índio falou ao seu neto sobre o combate que acontece dentro das pessoas.

Ele disse: - Há uma batalha entre dois lobos que vivem dentro de todos nós.
Um é Mau - É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho falso, superioridade e ego.

O outro é Bom - É alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.
O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô: - Qual lobo vence?

O velho índio respondeu:
- "Aquele que você alimenta!"

Colocado por Rogério Coelho

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

CERTIDÃO DE CASAMENTO DE
NATIVO GUINEENSE




Durante a minha segunda comissão militar na Guiné chefiei a Secretaria da Bateria de Artilharia de Campanha nº1, depois transformada em Grupo de Artilharia de Campanha, que instalou por todo o território inúmeras peças de Artilharia junto das unidades de Infantaria para lhes dar protecção.

Por determinação dos Comandos era obrigatória a entrega pelos militares nativos de documentos que comprovassem a  sua situação e estado civil, sem os quais não lhes era atribuido o Abono de Família, nem o aumento da dotação de arroz e outros género alimentícios que a Unidade concedia a esses militares e suas famílias.

O Soldado BRAIMA JALÓ, artilheiro destacado em Pirada, casou com MARIAMA UAGUÊ, em 28 de Maio de 1968, e como tal necessitou da respectiva certidão de casamento para apresentar na Secretaria da Unidade e, como casado, passaria e receber mais uma porção mensal de arroz, que a sua condição de militar casado tinha direito.

O original do documento ficou apenso ao seu processo individual, mas antes não resisti a fotocopia-lo para recordar mais tarde como funcionava a nossa Administração Civil na Guiné !



COM UM ABRAÇO DO MAURÍCIO SEVERO DOMINGUES

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

JANEIRO 2011  -  ANIVERSÁRIOS
DE ASSOCIADOS COATELETAS

1- Óscar Pereira Lopes. 2-João Francisco Manjua Leal; Cristiano Domingos Costa; Domitila Carmo Reis Nobre Melo Ughetto. 3-António Plácido Rita¸António Agostinho Santos Ladeira. 4-Maria Isabel Reis Correia Gonçalves. 6-Deonilda Conceição Graça Zurrapa. 7-Bernardo Estanco dos Santos; Vitor Manuel Afonso da Costa Mendes. 8-Libertário Santos Viegas; José da Conceição dos Matinhos. 9–Rui Manuel Santos Pereira. 10-Maria do Carmo Arvela Silva; Custódio Julião Carvalho Guerreiro. 11- Maria Justina Pereira Dias Gonçalves Arroja. 12-Maria Odete Carlos Carvalho dos Santos. 13–António Martins Barriga. 14-Casimiro de Brito; Francisco José Moreira Correia (Ervilha). 15-Joaquim Marreiros Bandarra; Maria Lopes E. Ferreira; Maria de Lourdes Ramos de Almeida; Ausenda Maria Cruz Pires Campos Silva; Iolália Mendonça Morgado Pereira. 16-Isabel Maria Lopes Roberto Coelho; Maria da Conceição T. Santos Maurício; Maria Celina Pereira Nunes Inácio. 17-Fernando Lopes Oliveira; Maria de Lurdes Borges Mendes. 18-Alda Conceição Lopes; Manuel Afonso Ramires; José Sousa Pereira. 20-Irene Duarte Louro. 21-Fernando Guerreiro Mendonça; José Eduardo Sousa Maurício. 22–Manuel Ricardo Anselmo. 23-José Afonso Martins de Sousa; Carlos Alberto Brito Louro Rodrigues; Jorge Seromenho Florentino. 25-Honorato Manuel Gonçalves Viegas; Joaquim Carlos Rocha Vieira; Maria Paula de Sousa Cabecinha; Emilia de Jesus Roberto Cansado; Bartolomeu Neves Caetano. 27–Lutília Neto Gonçalves Rocha; Reinaldo da Encarnação Moreno. 28-Joaquim Pereira Alves. 29-José Martins Palma; Constância Isabel P. Vieira; Francisco Arnaldo G. Gonçalves; Manuel Duarte Silva; Eugénia Maria Figueira Guerreiro. 30-Aníbal Guerreiro Correia; Armando Martinho Romão. 31-Maria Manuela Dias Jesus Simão; José Luís Vieira Fernandes Soares; João Manuel Jacinto Mateus.

PARABÉNS

Colocado por Rogério Coelho

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

MANUEL INOCÊNCIO COSTA


Obrigado pelas palavras. Obrigas-me a voltar á Rua Ventura Coelho nº 4 para recordar das primeiras vezes que nos vimos. Estavas tu na tropa, ias lá fardado de miliciano, se calhar não pensavas que virias a ser um grande poeta. A vida ensina-nos cada coisa...
Estiveste em Coimbra mas voltaste à nossa cidade. E tenho cada vez mais consideração por ti, porque me dás provas dum verdadeiro amigo.

Deixo-te um abraço

E a todos os costeletas também,


João Brito Sousa
UM SANTO NATAL E UM ANO NOVO CHEIO DE PAZ, ALEGRIA E QUE TODOS OS DESEJOS SE REALIZEM,
SÃO OS VOTOS DE

MÁRIO PROENÇA LEONARDO E FERNANDA LEONARDO

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Caro Brito de Sousa

É tempo de Natal! E, é tempo dum novo ano!Que um e outro sejam o melhor possível para ti e para todos os Costeletas, sobretudo no capítulo saúde, porque noutros aspectos os vôos serão sempre muito rasteiros!
Gostei da glosa da tua poesia.Continua. A poesia é o ilimitado, a sugerência, o que permite ao leitor algo que ele interpreta e vive.
Um abraço,do,
Manuel Inocêncio da Costa
FESTAS FELIZES


É o meu voto sincero
Amigos
É isso que quero
Para todos
Quer para os de maior rendimentos
Quer para os de menores
Mas o fundamental
È haver sentimentos
De amor
E de querer
Só assim podemos entender
O que é sentir faltas
E necessidades
É verdade que a vida é tudo isso
Também
Ou seja...
É levar a amizade mais além
Por dever
Por querer
Por sentir
Por intuição
Porque só assim
Posso abrir o meu coração
A ti
Que nunca te vi
Ou a ti
Que vejo todos os dias

Sim, é para todos
Que desejo

FESTAS FEIZES


São os meus votos.


João Brito Sousa

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

De:Rui Patrício Guerreiro
Para:aaaetcabreira



O endereço para ver o postal que foi-lhe enviado é:
www.postaisde.pt/viewcard.asp?cardid=gaoNyP6TQp214610564¬ifyme=yes

Se tiver dificuldades em visualizar o postal a partir do link ou se não quiser clicar no link por razões de segurança, pode levantar o postal em www.postaisde.pt, colocando o código - gaoNyP6TQp214610564 - no campo >>Levantar Postal<< Este postal foi enviado em Postaisde.pt. --- Publicidade --- Parabéns ao nosso visitante nº999.999! Veja os fabulosos prémios que está habilitado a ganhar, clique no link: ==> http://www.passatempo.info/
ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE ....

Mais um ano vai passar !
E vem á memória as primeiras páginas dos jornais humorísticos que há mais de 50 anos se encontravam há porta do Farracha , no início da Rua de Santo António com a Primeiro de Dezembro,
Nos mesmos um velho representava o ano que termina falando para uma criança recém nascida ( representando o novo ano ) que sua vida não vai ser fácil .
Não é necessário ser um Mago na Previsão para termos a certeza de que nada mudou .
O acentuado perder de compra da maioria dos Portugueses . constrasta com a degradação das Instituições camufladas com leis e medidas que de forma exagerada pretendem dar uma de modernidade na economia , quando a taxa do desemprego nunca esteve tão alta !
O apelo de solidariedade feito por JBS, foi num comentário que na realidade nada tem de pessoal mas , de institucional com o novo acordo Ortográfico .
O que uma coisa tem a ver com a outra ? É a evolução !
Natal perdeu aquele espírito de fé e Esperança , e passou a ser para a maioria da comunidade do consumismo a época da troca de presentes , como se fosse o unico dia mais importante do ano . Enquanto aqueles que atravesssam um mau Periodo da vida tem uma existencia difícil ! postos á margem pela Sociedade por diversas razões que levaram a uma pobreza envergonhada e Ignorada , pela maioria dos frequentadores dos Shoppings ostentando suas compras , que na seu Egoísmo pessoal acham que cumpriram sua função de solidariedade ao depositar nos pontos existentes nos locais um receptáculo para doações de diversas Instituições que ainda praticam a solidariedade .
Esquecem que como se fala ( nem só de pão vive o Homem ) que num periodo mais ou menos curto podem mesmo perder o emprego e o suporte há qualidade de vida que desfrutam atualmente , como envelhecem , adoecem etc.
Nessa altura sentem falta do calor humano ao terem como companhia a solidão numa evolução motivada pelo prolongamento da média de Esperança de vida , em consequencia as familias se desagregam e os amigos se afastam .
Recordem-se que :
vida é como...............

Jogar uma bola na parede.
Se jogar uma bola verde,
ela voltará verde; se for jogada azul, ela
voltará azul.
Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca,
se a bola for jogada com força. ela voltará com força:

Por isso, nunca " jogue uma bola na vida", de forma
que não esteja pronto para recebe-la.

A vida não dá nem empresta; não se comove nem se
apieda.
Tudo que ela faz é.....

Retribuir e transferir......
.......aquilo que nós lhe transferimos.......

A. Einstein...

da minha parte :


.UM SANTO NATAL PARA TODOS

Saudações Costeletas
António Encarnação
Data: Faro, 20-12-2010

De: Elos Clube de Faro - Associação Cultural
"Em defesa da Língua e Cultura Portuguesas"

Mensagem de Natal

Companheiros e Amigos,

As palavras podem ser as mesmas, há quem as julgue gastas mas nem
assim, à força de tanto as repetirmos, conseguimos ainda banir a tristeza e
as desavneças e por isso vamos repeti-las com convicção para que o
amor , a paz, a prosperidade e a fraternidade possam ocupar em
plenitude os nossos corações e todas as nações.

Se todos nos orgulhamos de cumprir leis e regras saibamos a partir
de agora cumprir apenas uma e decerto todas as outras serão
desnecessárias: "Ama o próximo como a ti mesmo" e que esta Lei
permaneça no testemunho de cada um de nós e perdure por todos os
Natais de cada vida, todos os dias de cada existência.

Neste Natal ofereçamos amor, ajudemos quem mais precisa, abracemos
quem está longe e passado o mês de Dezembro esqueçamo-nos de rasgar o
calendário e que seja Dezembro todo o ano.

Abraço cada um de vós com muito carinho e amizade.



Dina Lapa de Campos
Presidente da Direcção do Elos Clube de Faro

domingo, 19 de dezembro de 2010

SOLIDARIEDADE, SIM
Por João Brito Sousa


A propósito de não haver um único comentário dos costeletas ao meu post SOLIDARIEDADE, SIM!... em favor de TOMAS BORGES, não vem confirmar a solidariedade que parecia resultar do post.


No blogue dos cadenses isso foi notado. São de lá estes comenários.

"SOLIDARIEDADE SIM...

Palavras para quê .....

Muito simpática esta mensagem de solidariedade dos Costeletas da Escola de Faro.
Fui dar uma espreitadela no Blogue e surpreendeu-me a quantidade de colaboradores. Com tantas e boas publicações, são raros os comentários. É pena porque alguns não vão além de duas ou três linhas.
Há dias visitei o Blogue da Freguesia de Tornada http//:afreguesiadetornada.blogspot.com Em dez publicações seguidas não vi um único comentário.
Penso que todos os "fazedores" de Blogues gostarão de ver o seu trabalho comentado.

Também não conheço o Tomé, mas daqui lhe envio o meu abraço com os desejos de rápidas melhoras.

Fernando Santos..............18-12-2010"

sábado, 18 de dezembro de 2010

BOAS FESTAS








NATAL DEVERIA SER TODOS OS DIAS.


O NATAL

Que não seja apenas o dia que sabemos
Ser no dia 25 de um determinado mês.
Que sejam todos os dias que vivemos
Hoje, amanhã e depois, Natal outra vez

Porque se todos o considerarmos assim
Temos mais possibilidades de ser feliz
Meu amigo, vem daí e junta-te a mim
Consulta o coração e vê o que ele te diz

Penso que a resposta deverá ser afirmativa
E se as respostas a toda a gente for positiva
Então sim, estamos no bom caminho, afinal!

Deixo a todos esta mensagem de esperança
E se o mundo fosse costeleta tinha confiança
Que todos, mas todos os dias seriam de Natal


UM SANTO NATAL PARA TODOS
João Brito Sousa

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

QUATRO POEMAS DE NATAL

"Deus é Amor! ..."


Deus ... Plenitude do Amor
Sentimo-Lo a cada instante
Em tudo que nos rodeia;
O Senhor Omnipotente
Dessa "calma" Natureza,
Que a cada hora e momento
Nos transmite o Seu amor:
Nas estrelas cintilantes,
À noite, no firmamento
E no sol cheio de fulgor,
Irradiando alegria,
Dando à vida o esplendor,
E o milagre do nascer
Que surge no dia a dia!...

E porque Deus é amor
Está presente nos montes,
Nas serras e nas florestas
E nas formosas giestas
No perfume das flores,
Nas paisagens muito belas,
Nos seres inanimados,
Nos ingénuos animais,
Na influência das nuvens ...
Na imensidão dos Mares,
Nos Oceanos e Lagos...

A Sua Obra é constante
De grande complexidade ...
E, porque Deus é Amor,
Enviou Seu Filho à Terra,
Como nosso salvador!...

UM SANTO NATAL PARA TODOS
Maria Romana Rosa
Natal

Nasceu
O Salvador;
Confiemos,
No Senhor;

Foi um farol,
Que se
Acendeu
No negrume
Da noite
Dos tempos;

Aqui, então,
Neste planeta,
Angustiado
Achamos
Um rumo
Renovado

Intemporal;
Navegamos
Sem bússola,
Nem bornal;

Não precisamos!
Vamos
Vislumbramos,
Um caminho,
De luz;

Iluminação
Tão bela!
Basta-nos Seguir
A estrela!

UM SANTO NATAL PARA TODOS
Manuel Inocêncio da Costa
Hinos de Natal

Natal! Era menino - eu me lembro!
Da ânsia de quem espera, e da magia,
Existente entre nós nesse dia...
- O mais belo de todos em Dezembro.

Soavam os hinos de alegria
E, cantando todos a uma só voz,
Ao Menino-Jesus, que trazia para nós,
Uma esp'rança renascida, que viria.

E os meninos felizes e contentes
Esperavam alegres os presentes;
Ofertas que estavam a chegar...

De um menino que nasceu na Galileia,
Num deserto onde tudo era areia,
Pobrezinho, mas com tanto para dar.

UM SANTO NATAL PARA TODOS
Orlando Augusto da Silva
ESTRELAS DE LUZ



Há em cada estrela
A luz do amor...
Que cada um atiça
Em cada vela ardente...
A paz, a justiça social
A amizade fraternal
Essa luz sem igual
Num mundo tão carente!
Eu quero um mundo diferente,
Onde a virtude...
Se erga na Caridade infinita
Que em minha'alma habita
Está é atitude
Que nos leva ao sentimento
O bom comportamento
A luz bendita
Que nos insufla a alma
Que nos dá calma
Que a minha alma conduz
A Divina Luz...
Que ilumina os nossos corações,
Que em todas as Nações
Surjam estrelas aos milhões
Na eterna trajectória
A saudar o Rei da Glória,
Como a Estrela de Belém
A mensageira
E que a Terra inteira
Siga na Rota do Bem
E prossiga no bom caminho
Uma vela acesa, símbolo de caridade
Da Paz, do Carinho, da União,
Que ficará para sempre
Em cada Coração!


UM SANTO NATAL PARA TODOS
Maria José Fraqueza

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010


VAMOS APOIAR O TOMÉ BORGES.


SOLIDARIEDADE SIM ...

A Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomaz Cabreira de Faro, está ao lado do Tomé Borges, do curso de serralheiros 1969 /70 da Escola Bordalo Pinheiro das Caldas da Rainha.

De acordo com o blogue da Escola Caldense, que visito por vezes, passo a citar:

"Hoje fui a uma festa de anos de um amigo dos tempos de Escola.
Quem foi finalista em 1969/70 conhece bem o Tomé Borges.
O facto não era muito relevante, não fosse o caso de este amigo dos "Serralheiros" de há quatro anos a esta parte, travar uma luta feroz pela sobrevivência, pois foi-lhe diagnosticado um tumor cerebral.
Pois bem, o meu amigo Tomé, mandou às "malvas" os prognósticos mais pessimistas dos médicos e tem recuperado a olhos vistos.
Para toda a malta que me tem perguntado pelo Tomé, aqui está ele na foto, já agora com a companhia dos amigos de infância.
Em pé o Valter e eu (Zé Ventura). Sentados o Tomé e o Mário Morgado.
Aproveito este espaço no blog para transmitir um recado que o Tomé me pediu.

Podes dizer à "malta" que EU VOU VENCER."



VAIS VENCER


Ao Tomé Borges




Caro Tomé, o caminho é em frente
A "malta" de Faro está ao teu lado
E um voto de melhoras cá da gente
Vai aí nestes versos embrulhado ...


Saúde é aquilo que mais precisamos
Dinheiro, sim, para umas coisinhas
De que serve ter muito se o gastamos
Em medicamentos e outras mezinhas


O Coelho foi hoje, disse agora na TV
Com 66 anos de idade, jovem já se vê
Claro, isto um dia vai-nos acontecer ...


Mas Tomé, és um serralheiro forte
Com um bocadinho de calma e sorte
Acredita meu amigo que vais vencer


Na foto, de pé Valter e Zé Ventura, em baixo Tomé Borges e Mário Morgado.


Ab.
JBS

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

             "Biografia" de João de Deus


Maria Romana


João de Deus Nogueira Ramos, poeta algarvio, nasceu em São Bartolomeu de Messines (Silves), em 8 de Março de 1830. Frequentou a Universidade de Coimbra, onde se formou em Leis, ao fim de dez anos, tantos como a guerra de Tróia, como ele mesmo dizia, por motivos de dificuldades familiares e a vida de boémia que levou...

A sua figura ficou ligada ao meio estudantil coimbrão, onde as suas líricas, o seu jeito para o desenho e as sátiras ao meio académico, lhe granjearam amizades, que mais tarde lhe viriam a proporcionar um lugar como deputado e a publicação do seu primeiro livro" Campo de Flores". Foi esta obra compilada por Teófilo Braga sob orientação do autor, que normalmente improvisava, cantando acompanhando-se à viola e que raramente escrevia as poesias que assim ia criando. A esse trabalho davam-se os seus amigos, entre os quais Antero, que frequentava o 10 ano quando João de Deus se licenciava e que não escapou ao sortilégio que exercia quantos dele se aproximavam. Ainda em Coimbra advogou durante três anos, a par da poesia, alimento para o seu espírito agitado.

Mudou-se para Beja, como redactor do periódico "O Bejense". Regressa à sua terra natal e colabora com a imprensa Algarvia. Passa para Lisboa integrando-se nos meios intelectuais... Casa-se com D.Guilhermina Battaglia que lhe deu alguma estabilidade e de quem teve quatro filhos. Com pouco jeito para a política, voltou-se para a poesia... Solicitado por um livreiro e pensando no elevado analfabetismo existente no País, dedica-se à preparação da sua Cartilha Maternal publicada em 1876 e que lhe confere enorme prestígio, simultaneamente, duras criticas ao seu método, ainda hoje tido como eficaz na aprendizagem da leitura. Faço aqui um parêntese para transcrever a célebre quadra da sua autoria que diz : - "Quem teve a grande desgraça de não aprender a ler, sabe só o que se passa no lugar onde estiver...”

João de Deus foi sócio de honra da Academia de Ciências ... Um ano antes da sua morte ocorrida em Lisboa, a 11 de Janeiro de 1895, recebeu a consagração nacional, promovida pela Juventude escolar, tendo-lhe o Rei Dom Carlos Primeiro colocado ao peito a grã cruz da Ordem de Santiago da Espada.

A sua morte foi sentida em todo o País, com funeral decretado pelo governo. Os seus restos mortais, repousam no Panteão Nacional.

Em referência a sua poesia - "Campo de Flores" é de notar uma simplicidade comovente, quase se diria a fala popular praticamente transposta. Não lhe encontramos nele recursos estilísticos, neologismos ou influências de escola mas, palavras simples de gente do povo e a ingenuidade quase infantil do ritmo que fazem que se integre no genuíno cancioneiro popular. A simplicidade dos temas e de recursos que poderiam ter condenado irremediavelmente a sua obra, deve paradoxalmente, João de Deus o facto de ele ter entrado no ouvido do povo que, o aceitou e acarinhou, como seu, sobretudo porque o compreendia e sentia, despido de artifícios literários, que faz normalmente a obra poética, algo de inacessível aos menos cultos. A brandura dos temas e os eufemismos que os seus impulsos sensuais, fazem dele o poeta dos simples e dos puros e assegura a perenidade da sua obra, como parte integrante da tradição oral popular.

João de Deus foi considerado o poeta do amor, a par de Camões.

Os temas fundamentais da sua lírica são - Deus, a mulher e as crianças...



BIOGRAFIA DE MARIA ROMANA

Maria Romana da Costa Lopes Rosa - Natural de Tavira, residente na cidade de Faro, Algarve, Portugal; Enfermeira aposentada ... Membro de várias Associações Culturais, algumas como sócia fundadora, tais como: AJEA (Associação de Jornalistas e Escritores do Algarve; Academia Antero Nobre; Clube da Simpatia; Associação dos Alunos e Amigos da Escola Secundária Tomás Cabreira - E, ainda Inscrita na Sociedade Portuguesa de autores, Lisboa e Direcção das Actividades Culturais, Lisboa. Sócia do Elos Clube de Faro; Associação de Poetas e Escritores da Baixada Santista. E, recentemente, sócia do Postal Clube - "O Jornalzinho" - Itaborai/RJ. Concorre, com alguma frequência, a Concursos Literários, Portugal - Brasil, tendo obtido diversos prémios, em prosa e em verso. Publicou três livros, um, em poesia e dois, histórias para crianças, todos esgotados. Tem imensos textos publicados em colectâneas e jornais - Portugal e Brasil. Escreveu letras para marchas Populares da Cidade de Faro, Freguesia da Sé e simultaneamente, madrinha das marchas.
romana.rosa@netcabo.pt


IN Postal Clube –Itaboraí – RJ - Brasil

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

SEDE DA ASSOCIAÇÃO

INFORMAÇÃO

A nossa Escola Tomás Cabreira vai para obras a partir do próximo dia 15.
Neste contexto, informamos todos os Associados Costeletas, que a nossa sede teve que sair do local (Gabinete) onde se encontrava, e hoje mesmo tirámos todo o equipamento para outro local. Enquanto não arrumarmos o novo gabinete provisório, não poderemos receber qualquer visita. Daremos notícia logo que tenhamos o espaço em condições com todo o equipamento electrónico ligado.

Prometemos pôr o gabinete provisório, em condições de funcionamento, o mais rápido possível.

A Direcção

VILA ADENTRO - O Espírito do lugar



VILA  ADENTRO
O Espírito do lugar

Os interessados poderão ver o vídeo do lançamento deste livro, editado pela Escola Secundária Tomás Cabreira.

Clickar sobre o link abaixo

http://www.digitalmaistv.com/videos/1474.html

domingo, 12 de dezembro de 2010

UM CONTO DE NATAL



Uma Família


 Maria Romana

A manhã acordava um pouco melancólica, porque o sol se escondia por entre as nuvens.
Na extensa planície, um rebanho pastava a erva coberta de orvalho, que tinha caído durante a noite.
Fazia muito frio, um frio cortante, pois estávamos em Dezembro, precisamente, na véspera de Natal, esse grande dia, em que se. recorda o Nascimento de Jesus, o Rei do Universo.
Uma criança saltitava de um lado para outro, descalça e andrajosa
Luís, era esse o seu nome, aproximou-se do rebanho um pouco tímido,
dirigiu-se ao pastor e pediu-lhe que o deixasse ficar ali ao pé dele, se possível.
António olhou, atentamente, para o miúdo e perguntou-lhe onde vivia e porque andava tão andrajoso. Logo ele respondeu que tinha ficado sem os pais havia já algum tempo e que não tinha ninguém que cuidasse dele; dormia em qualquer lugar: lapas, casas abandonadas ... e pedia esmola. Mas, como naquele dia era véspera de Natal, sentia necessidade duma companhia, de Alguém com quem conversar, além disso, também podia trabalhar em qualquer coisa, com oito anos podia ajudar a conduzir o rebanho.
O pastor ficou pensativo e, ao mesmo tempo, comovido com as palavras da criança e, passando a mão pelos cabelos louros, desgrenhados, disse-lhe que podia ficar e prometeu-lhe também que o levaria a passar a noite com ele e sua mulher, que, possivelmente, teria feito uma ceia melhorada.
Os olhinhos da criança brilharam de contentamento; há quanto tempo ele não tinha um pouco de conforto e de calor.
À hora do almoço, o pastor repartiu com o garoto pão, algumas azeitonas e um pouco de toucinho.
O dia passava, rapidamente, e já o sol se tinha posto, quando o António, o Luís, o rebanho e os cães de guarda chegaram ao outro lado dum monte.
Mariana, assim se chamava a companheira de António, já se encontrava à porta de casa, onde viviam, à espera dele, quando viu aquele menino, que vinha com o seu marido, e perguntou-lhe quem era; o pastor narrou-lhe, em poucas palavras, tudo o que sabia acerca do Luís.
A mulher ficou em silêncio, mas perturbada por saber que, ainda, existiam crianças abandonadas à sua sorte.
Entraram em casa, essa humilde casa, mas muito acolhedora.
No pequeno compartimento, que fazia de sala, logo à entrada, via-se uma pequena lareira acesa, onde o lume crepitava, suavemente, irradiando calor e bem estar; também a um canto estava um presépio alumiado com uma candeia de azeite; perto, uma mesa e sobre esta, alguns doces, frutos secos e outros como laranjas e romãs, também uma travessa com bacalhau guarnecida de couves e batatas.
Todo o ambiente estava enfeitado com plantas silvestres aromáticas, para lembrar que era noite de festa.
Já reunidos à mesa e de pé, agradeceram ao Senhor a dádiva daquela refeição, depois sentaram-se e comeram com apetite; conversaram muito. Por fim, encaminharam-se para junto do presépio e aí contemplaram a Sagrada Família, rezaram e beijaram o Menino Jesus e foram deitar-se, iluminados pela Santa Paz.
Quando Luís se encontrou só, pensou como seria bom ter um lar assim, mesmo pobrezinho, mas onde havia amor, compreensão inter-ajuda.
Dia de Natal, símbolo da família e ele teria que ir-se embora! Deixou-se dormir preocupado e por isso acordou muito cedo; mas uma grande surpresa esperava-o.
António e Mariana tinham trocado impressões sobre a sorte daquela criança e, depois de reflectirem muito, decidiram tomar conta dele.
Quando transmitiram ao Luís o que pensavam fazer, o garoto, num impulso muito espontâneo, agarrou-se a eles, beijando-os e abraçando-os com tanto ternura, que o casal deixou deslizar pelas faces algumas lágrimas de comoção.
A partir desse dia, Luís seria como um filho para eles; iria para a escola e nos tempos livres ajudaria António a apascentar o rebanho.
Agora a família estava completa, nela havia uma criança, que enchia aquele lar de mais vida e alegria, antes tão monótono para aquele casal, que ia entrando em idade.
Luís seria agora feliz; tinha uma família, que o rodeava de carinho, depositando nele a esperança duma velhice mais tranquila...
FESTIVAL  MUNDIAL DAS ARTES
E CULTURA NEGRA

Bom Dia.

De passagem por Dakar, acabo por ser surpreendido com a realizacao deste importante evento.
Nele estao representados 60 paises de todo o mundo, onde a onda da negritude suavemente se eleva.
Os meios de que dispomos actualmente, dao.nos a possibilidade de nos informar, e tirar ilacoes sobre a importancia destes verdadeiros acontecimentos culturais e nao so.
O espectaculo de abertura e os discursos dos anfitrioes e convidados, foram magnificos.
O programa e brochuras, sao redigidos em 3 linguas, Frances, Portugues e Ingles.
Em evidencia estao a Literatura, a Dança, o Cinema, o Desporto, o Teatro, a Musica, o design,a Fotografia, as Artes visuais, o Artesanato Artistico.
A RTP Africa e a Net devem estar a dar a devida cobertura, penso eu.
Abraco
JEM (José Elias Moreno)

sábado, 11 de dezembro de 2010

Associação dos Antigos Alunos da
Escola Tomás Cabreira

ALMOÇO DE NATAL COSTELETA
Sábado 11 de Dezembro
Restaurante - Quinta Senhora-Menina






 Mais uma vez a ROSINDA encantou-nos com a sua bela voz, acompanhada pelo marido Luciano Vargues










E a entrega das prendas iniciou-se pelo Presidente Joaquim Teixeira - por coincidència



 Mais uma vez, o senhor Director da Escola, Dr. Domingos Grilo e sua esposa, deram-nos o prazer da sua presença










Salvo uma ou outra gafe com a distribuição das prendas, todos ficaram satisfeitos com mais este convívio Costeleta
TERTULIA TODOS BEM
Por João Brito Sousa


Durante a semana pouco nos víamos. O Pedro Santos, que era natural de Almancil, tinha agora uma vivenda em Santa Bárbara de Nexe, onde residia. Pedro tinha tudo a rigor, piscina, flores por todo o lado, um pequeno regaço onde tinha plantado três ou quatro figueiras, outras tantas amendoeiras e uma alfarrobeira que o Pedro adorava por causa da sombra. De manhã, depois de tomar o pequeno almoço, em casa, ia pelo black coffee como ele dizia, à estação de serviço local, lia um jornal desportivo e às dez e trinta estava em casa. Dava uma olhada pelos afazeres que uma casa de campo sempre tem, arrumava aqui e ali e depois ia dar uma volta com o Carboni, o cão que tinha adquirido na serra da Estrela, uma vez que lá fora. Viva ali ia para quatro anos, não conhecia muita gente, mas já era próximo do senhor prior da freguesia, que na altura das procissões fazia questão que ele vestisse a opa para carregar com o andor. E eu ia e gostava daquilo, dizia o Pedro.
Tomás morava nos arredores da cidade. Moro na antiga horta do Catrunfa, que tinha três noras no passado e agora era só casario, dizia ele às vezes. Era um homem razoavelmente culto, tinha a paixão da poesia e lia bastante. A sua canção preferida era My Way cantada pelo Sinatra. Cuidava bastante do seu visual, sapatos engraxadíssimos no máximo, trabalho esse que estava entregue ao senhor Américo do Café Aliança de outros. tempos Agora era ele que fazia esse trabalho em casa.
O Artur Mendes era tavirense de gema, tinha herdado do pai uns euros largos e não fazia népia. Em jovem, acompanhou de perto a equipa de ciclismo do Ginásio, quando lá corriam o Inácio Ramos, o Jorge Corvo e outros. Tinha a mania que percebia de ciclismo e tinha dúvidas entre o valor do belga Edy Mercks e do espanhol Indurain. Explicava com clareza as vitórias do italiano Marino Basso, na ponta final das etapas, o chamado "sprint" e em Portugal tinha dúvidas entre o Emiliano Dionísio do Sporting e o Farense Ildefonso Rodrigues, quando este corria no Sporting.
Eu, era montanheiro mas vivia agora na cidade. De manhã ia até ao mercado, aparecia por lá a malta da minha geração, o Heliodoro e o Zé Graça e outros e recordávamos os velhos tempos, constatando que já tinham morrido muitos, o último foi o Zé Raimundo da venda, que jogava a defesa esquerdo na equipa de futebol lá da terra. Uma vez, demos três a um à malta de Faro e o Zé foi o melhor em campo. É a vida ...
Além de sermos colegas na Escola, tínhamos feito a tropa juntos em Tavira. O Artur, que era de lá natural, era um sorna dos diabos e o Tomás fazia-lhe a barba na cama, dava-lhe um toque nos sapatos e o Artur ficava-se. Vamos embora pá, olha que o Capitão lixa-nos se a gente chega atrasado. Uma vez aconteceu que o Artur apareceu na formatura super equipado, com as calças de pijama vestidas mais as de cotim da tropa. O Capitão topou aquilo e mandou a rapaziada fazer um crosse de dez quilómetros, ir e voltar até à Luz de Tavira. O Artur transpirava por todos os poros e às tantas, deitou-se debaixo de uma alfarrobeira. Mas teve azar que o Capitão viu. Foi o diabo.
Hoje é sábado e o Artur está a preparar a temática sobre os franceses para discutirmos na próxima quinta feira.
Fico-me por aqui, hoje.

jbritosousa@sapo.pt
PORTUGAL E GOA
Uma "bofetada" mão SEM
Vejam uma imagem e leiam o ANEXO in Texto. UMa Prova viva da Presença secular portuguesa Além Mar. Poucos paises se podem gabar disto. Pará reflectir ...

Enviado Por Domingues Mauricio




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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

PRÉMIO MELHOR ALUNO
2009-2010
Para

Maria Grego Esteves

Há três anos atrás entrei para o 1Oº ano na Escola Secundária Tomás Cabreira. A minha paixão pelas ciências em geral, mas sobretudo pelas ciências da saúde fez-me escolher sem hesitar o curso de Ciências e Tecnologias.
No primeiro dia de aulas lá estava eu, juntamente com outros colegas, ansiosa por conhecer os professores, a escola e as novas matérias que iriam ser leccionadas. Na aula de apresentação conhecemos a Directora de Turma, que entusiasmada e determinada nos motivou logo na primeira conversa para o trabalho que iria ser realizado ao longo deste ciclo.
Lembro-me que uma boa parte de nós não tinha a mínima noção do que iria ser o secundário, confesso mesmo que durante as primeiras semanas me senti um pouco "perdida" no meio de tantas novidades.
Foi então, num ambiente de muita aprendizagem, descobertas e dedicação que dia após dia ia tentando alcançar o meu objectivo, dar o meu melhor para conseguir terminar o secundário com a melhor classificação possível.
Foi uma tarefa árdua e que exigiu esforço, no entanto, com o apoio de meus pais, professores, funcionários e demais elementos da comunidade escolar consegui superá-lo. Posso então garantir que não se trata de um sucesso pessoal, mas sim de um sucesso colectivo e aproveito para agradecer a todos aqueles que me ajudaram e apoiaram durante estes três anos.
Sinto-me muito orgulhosa e feliz por receber o Prémio de Melhor Aluno 2009/2010 que mais do que premiar o mérito dos alunos pretende servir de exemplo e constituir uma motivação acrescida para os restantes alunos da comunidade escolar.
Considero que premiar o esforço e a capacidade de trabalho é fundamental para que todos os alunos compreendam que estudar compensa. Considero ainda que trabalho, persistência e esforço são valores que têm de ser revitalizados, sendo que iniciativas como esta são sem dúvidas importantes e merecedoras de grande consideração e louvor por parte de todos.
Agradeço assim ao grupo "O Costeleta" pela distinção que me foi atribuída e saúdo-os, não só por esta iniciativa, mas por todas as iniciativas que desenvolvem em prol da comunidade escolar. Muito obrigada.

Maria Grego Esteves
MENSAGEM NATALICIA

Maria José Fraqueza

Mais um Natal acontece ...
Sempre igual ao que passou!
 Mais uma esperança fenece,
Mais uma ave sem vôo!

Tal como uma andorinha
O Natal vai e regressa!
Para cada criancinha ...
Existe sempre a promessa!

Mas quando pára este mundo,
Nesta louca correria
Quando o mal é mais profundo
E a promessa mais vazia!

E veio Jesus à Terra
Ensinar a Humildade!
E jamais parou a Guerra,
E nunca existe Igualdade!

Todos reclamam direitos,
Sem cumprir o seu dever!
Quando há homens perfeitos,
Desde o nascer ao morrer?

A luta pelo poder...
Torna o homem desigual!
E jamais pode entender
A mensagem de Natal!

Ver tamanha perfeição
Naquela pobre choupana
Não entra no coração,
Perante a maldade humana!

Se neste mundo em redor
Todos unissem as mãos
Só reinaria o Amor
E seriam bons cristãos!

Ser cristão, amar Jesus,
Em Cristo, a melhor lição
Um Natal cheio de luz,
Havia em cada Nação!

Deixem que os inocentes,
Vivam um Natal mais puro!
Para que em todos continentes
Tenham um melhor futuro!

ACIDENTE - "Apagão"

INFORMAÇÃO

Caros Costeletas

Um acidente ocorrido hoje, com o computador da Associação, fez com que apagasse quaisque mensagens e/ou comentários que possam ter enviado a partir das 22 horas do dia 9 do corrente mês, até às 18 horas de hoje, dia 10.
Com as necessárias desculpas e, para que possa publicar o que foi apagado neste período de tempo, agradeço o seu reenvio.
Cumprimentos Costeletas

Rogério Coelho

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

SE POR MIM PASSARES
Manuel Inocêncio da Costa


Se por mim passares,
Não me deites olhares,
Para me seduzir:
Tu sabes que me encanta,
O teu sorrir.

Passa-me ao lado,
E não pares,
Para não me enlevares,
E, eu, não soçobrar;

Eu, não te posso amar!
Então, assim deve ser;
Se tal seria asneira,
Para quê sofrer?

IN VENTOS DO SUL - Inocêncio da Costa
HOJE, QUINTA

A TERTULIA TODOS BEM

Por João Brito Sousa


Durante a semana esperei que o "Portalegre" telefonasse e nada. Voltamos à leitaria e não tocamos mais no assunto. O Artur chegou e pediu o seu drink com gelo e água tónica, que ia bebendo aos golinhos. E diz a ele, quando estiveres doente, não vai são médico; é um Old Parr às quatro da tarde e já está. Artur vinha de pessoal da elite, o avô tinha sido um velho republicano seguidor de Afonso Costa e era um apaixonado pelos ideias da Revolução Francesa .que se batera pelo liberalismo e esteve ao lado das causas que julgava justas..

Entretanto chegaram o Tomás Marques e o Pedro. O Artur que embirrava com atrasos. Disse-lhes.

- Éhi, rapaziada, como é? atrasos não.

- Sabes, encontrámos o Chico Costa da nossa turma no terceiro ano, o que era guarda redes da nossa equipa de andebol, lembram-se.

- O Chico, aquele que dizia a toda a gente que namorava com a Lita, mas era mentira, perguntou o Artur.

- Sim, esse. Falou-me com saudade da Escola, daquele jogo com os serralheiros, quando o Vicente, que jogava pela equipa da Escola, saltou na área embalado, rematou coma bola a bater um pouco antes do risco e eu fui buscá-la, diz ele. E recordou o António José de S. Braz que gostava de olhar as pernas das moças. Diz que qualquer dia vem cá.

- Ou a gente vai a S. Braz ver o Toino Zé, disse o Artur.

- Ok, está explicado o atraso, disse eu. Temas para hoje, quem preparou?

- Eu o cábula, disse o Pedro.

- Sobre quê, perguntou o Artur

- Acerca dos franceses, disse Pedro

- A França, a minha segunda Pátria, disse o Artur. Aquela cena do Maurice Chevalier, em frente à Torre Eifel, dizendo-lhe - tu est ma frere, comoveu-me, sabem. Vive la France, disse ainda.

- Pedro, queremos ouvir falar dos franceses em Portugal nos fins do século XVIII, disse eu. Tens a palavra.

E numa improvisação brilhante Pedro disse.

- Os franceses em Portugal, num certo sentido, foram protegidos e graças a isso, alguns comerciantes franceses ligaram-se a empresas mais importantes estabelecidas em Portugal, entre as quais se contam os mercadores de livros, actividade essa que muito contribuiu, para a difusão em Portugal, das correntes do pensamento europeu.

- Mas esses livros entravam aqui facilmente, perguntou o Artur.

- Para a semana Artur, falas tu disso, ok. Hoje o tempo acabou

- Sim senhor, disse Artur.

 
jbirtosousa@sapo.pt