quinta-feira, 30 de setembro de 2010

DO CORREIO ELECTRÓNICO

UM GRANDE POETA


ANTÓNIO SIMÕES JÚNIOR


Sou grande admirador das gentes de Olhão, sobretudo depois de tomar conhecimento dos 19 que foram ao Brasil informar o Rei da expulsão dos franceses. Hoje, depois de ter tomado conhecimento de alguns vultosda cultura olhanense, rendo-me à cidade, onde se passeou o poeta António Simões Júnior, o poeta sensível que tentou ser justo e tem toda a minha grande amizade e reconhecimento.

Apesar de Olhão ter outros poetas, é Simões Júnior que mais me encantae me entra na alma, sem desprimor para os outros, evidentemente. É um autor de palavras suaves, cuja melodia desliza docemente pelo seuinterior, conseguindo depois transmitir para fora de si, numa harmoniade palavras simples, essas imagens de criação poética fantástica e depoderoso encantamento. Como se pode ver a seguir.

“Eu sou o rapaz do café/ de lenço branco e cara amarela/ que de noite, a horas incertas/ venho sentar-me na mesa do canto”...

Este homem, que parece ter tido uma relação de felicidade com a vida,pelo menos parece-nos ver isso nos seus versos, foi um homem que lutoupara ganhar a justiça social primeiro e o bem estar social depois, emtempos difíceis da sua existência, tudo a favor dos outros.

A poesia tem a particularidade de nos tornar felizes, como eu fico depois de ler estes versos de Simões Júnior,

— E quando o criado vem,/ peço o clássico café/ e fumo cigarros/ num atordoamento/Concentro-me monotonamente e fico pasmado a olhar,a olhar;/ neurastenia de tudo quanto vejo, ou não vejo,/ neste antrode fumo, onde a alegria se perde…e o pilar do tédio a crescer, acrescer,/ ameaça converter-se numa tempestade horrível que não posso dominar!

Digamos que a poesia precisa da vida e a vida precisa da poesia, oudos poetas. Poeta é aquele que transporta consigo o problema dosoutros, que ao fim e ao cabo são os seus também, e os expõe numa formagraciosa e atraente. provocando a quem lê, uma certa dose de alegria e encanto. É essa a grande virtude de Simões Júnior, que se entende bem com essa forma de comunicar, tratando nos seus versos o problema do homem, a direcção e o caminho que a vida destes deve assumir, oproblema da solidão, da estupidez que é a guerra e outros.

Simões Júnior é um poeta que encanta, que merece o respeito de todos os olhanenses e a quem falta o devido reconhecimento público.

Eu gosto do que Simões Júnior nos canta, do percurso de Homem que teve e do enorme poeta que ainda é e, que, como tal, ficará consagrado pelas gentes da cidade de Olhão.

JBS.
Nota: Clik sobre a imagem e segundo clik para aumentar para o dobro
POSTAL  ILUSTRADO
CURSO DE FORMAÇÃO DE SERRALHEIROS
lembram-se deles?
Não? - Perguntem ao Venâncio
RC

POSTAL ILUSTRADO
Dos anos 40
 O saudoso Mónica Pereira atleticamente carregando com o Maurício Severo Domingues
Costeletas na Praia de Faro
RC
CASIMIRO DE BRITO
EM DESTAQUE NO FESTIVAL INTERNACIONAL
DE LITERATURA
DO ALGARVE
Acontecimento inédito na nossa região decorreu recentemente e durante 4 dias em várias localidade algarvias o «Festival Internacional de Literatura do Algarve», que contou com o alto patrocínio do escritor Gunter Grass (Prémio Nobel de Literatura).
Merecido e relevante destaque teve nesta iniciativa o «costeleta», sócio da nossa Associação e um dos mais destacados nomes da poesia europeia contemporânea Casimiro Cavaco Correia de Brito (Casimiro de Brito), que proferiu várias intervenções.
João Leal


MORREU O VALÉRIO QUINTAS RODRIGUES
A morte levou-nos mais um amigo dos bancos da Tomás Cabreiras, que frequentou no Comércio, nos finais da década de 40 e princípios de 50 do século XX. Desta feita foi o «costeleta» Valério Quintas Rodrigues, natural de Estoi, técnico superior das Finanças e um dos nomes mais famosos do acordeão algarvio, fazendo parte de várias orquestras, conjuntos e da sempre lembrada Orquestra Típica Algarvia, para além da animação que, com o seu primo Prof. António da Cruz Bica, motivava nos convívios e festas da nossa Escola.
Para o Valério a saudade da malta da Tomás Cabreira e que a sua alma descanse na paz de Deus .
.
João Leal
PAPÉIS TROCADOS
Por Norberto Cunha

Nos fins de 1960 e depois de muito instado, aceitei a inclusão do meu nome na lista da direcção do Cineclube, apresentada a sufrágio para o mandato seguinte. Mas fi-lo tão-só, exclusiva e declaradamente, para possibilitar o seu formal preenchimento. Estava longe de imaginar que tal precaução de pouco me iria valer e que um mero formalismo me levava de novo a colidir com Marques da Silva, embora desta vez de modo voluntário, ainda que indirecto, como da primeira. Poucos meses após a tomada de posse e, provavelmente, em consequência do despótico estatuto que por essa altura o regime pretendia impor aos Cineclubes, dos seis ou sete membros do órgão directivo restavam apenas dois: o tesoureiro Veríssimo Ninguéns… e eu, que, ao iniciar-se a debandada, arrepiara caminho para minimizar o descalabro. Conduzíamos o barco tão bem quanto sabíamos e podíamos, quando certa noite ele me alertou para um problema que se agravava: as receitas mal cobriam as despesas. Conferenciámos com o Sr. Martins (?), o cobrador, e concluímos que o número de associados com quotas em atraso vinha crescendo mais do que supúnhamos. Contudo, ao que nos parecia, o de espectadores nas sessões não tinha diminuído. Pelo contrário, mantinha-se, ou conhecia mesmo um ligeiro aumento. Conclusão: Ou os porteiros do cinema eram descuidados, negligentes, não conferiam, como lhes cumpria, a validade da quota exibida com o cartão ou (que sabíamos nós?) facultavam o acesso a não associados e até haveria ex-sócios servindo-se de cartão prescrito. A ideia de fiscalizarmos as entradas para delimitar o problema, foi do Veríssimo. E também a iniciativa de encomendar as braçadeiras vermelhas com a sigla CCF que, sem mais, atestariam a nossa autoridade para tal procedimento. Não aplaudi a ideia, nem a iniciativa, desagradava-me desempenhar um antipático papel de polícia, mas… o cineclube periclitava e se, até à hora de se passar o testemunho, eu queria contar com o Veríssimo, assim tinha de ser. E na primeira oportunidade lá estávamos nós. Mal chegámos, um pouco antes da hora, o meu colega comunicou por alto o nosso propósito aos visados que, para surpresa nossa, de bom grado o aceitaram, embora assegurando que sempre cumpriam à risca a sua obrigação e que apenas iríamos perder o nosso tempo. De facto, enquanto a afluência de associados foi escassa, tudo correu na perfeição. Mas quando começou a engrossar tornou-se difícil exercer a nossa vigilância. O pior, porém, estava por vir. Apesar de o átrio já estar pejado de gente, a dada altura avistei Marques da Silva no seio de um pequeno grupo que se dirigia para a entrada. Não me apeteceu cumprimentá-lo e, para evitar que ele me visse, desloquei-me para o lado e em sentido contrário ao dele, acabando por ficar nas costas do conjunto, que segui a pouca distância, até ao meu local de observação. Foi daí que a primeira ponta do véu se levantou. No momento, Marques da Silva dava duas palavras ao porteiro e de seguida todo o grupo passou, sem que fosse exibido qualquer cartão! Contudo, não quis acreditar que o que vira era mesmo o que parecia: uma borla abusiva. Preferi dar o benefício da dúvida ao suspeito, considerando a possibilidade de ele não ter agido de moto próprio e se tratar de um procedimento ocasional com motivo justificável. Porém, dos poucos que me ocorreram, só um me pareceu plausível, embora preocupante. Desde logo, por não ter reconhecido nenhum dos acompanhantes do mal amado poeta; depois, porque sinistros eram os ventos adversos ao Cineclubismo. Por outras palavras: os pseudo borlistas podiam ser agentes da polícia política… Mas a apreensão resultante da conjectura não durou muito. Não tinha decidido ainda que atitude tomar e, para meu espanto, de novo se aproximava Marques da Silva à cabeça de outro grupinho e logo achei que já seriam polícias a mais… Afastando-me um pouco, discretamente pus-me a observar a comitiva e verifiquei que a sua maioria era de gente conhecida e insuspeita. Esperei para ver e… à excepção das “duas palavras” ao porteiro, a cena de minutos antes repetiu-se! Quase corri para o Veríssimo que se encontrava de plantão na entrada ao lado. “Anda cá”, pedi-lhe, arrastando-o para dentro onde o grupinho acabava de parar, e perguntei-lhe: “Estás a ver aqueles sujeitos ali à conversa com o Marmelada?”. “Estou sim. E então?”. “Entraram todos à borla com ele”. “Tens a certeza?”. “Absoluta. E já não são os primeiros”. “O quê? Vamos já falar com o sacana”. Surpreendi-o com a minha recusa, mas prometi-lhe que depois lhe diria o motivo, e ele não perdeu tempo, arrancou. À distância, restou-me imaginar a azeda e atribulada conversa entre os dois pela forma como a postura, o gesto e a expressão de Marques da Silva evoluíam: Surpresa, altivez, sobressalto, embaraço, abatimento. E isto ao mesmo tempo que, um a um, e com um discreto aceno, os envergonhados borlistas se iam despedindo dele, invertiam a marcha e saíam. Só dias depois descobri que a gerência do cinema não tivera conhecimento prévio do nosso empreendimento. E, por um lado, ainda bem. Se assim não fora, não se teria consumado a troca de papéis entre mim (que de antigo transgressor passei a vigilante) e Marques da Silva (ao fazer o percurso inverso). E graças a ela, por um tempo, as borlas foram sustidas. Porém, por outro lado, o desfecho dessa troca, foi, talvez, mais penalizador para mim que para o desfeiteado gerente. Ele, por culpa própria, é certo, saiu humilhado. Mas eu fiquei com tanta pena daquele afável e conhecido gentleman apanhado em contra-mão, que logo decidi precaver-me de futuro contra toda e qualquer possibilidade de, por forma directa ou indirecta, voluntária ou involuntariamente, voltar a bulir com ele. Decisão severa, incómoda e problemática que no entanto sempre respeitei, por vezes com sacrifício de acalentados propósitos ou desejos.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

CORREIO ELECTRÓNICO

A CRISE. DOS NOSSOS TEMPOS


OPINIÃO

Meus senhores,

A crise de que tanto se fala, de natureza económica/financeira, anda por aí e já se começa a sentir o aumento dos preços nos minimercados, o que pode ser o princípio dos tempos difíceis que penso devem estar a chegar. E são estes pequenos indicadores, que levam os economistas a apelidar de crise, o momento que estamos vivendo.
Peguei hoje neste assunto, porque é uma matéria que penso os portugueses devem estar atentos, apesar da informação dada todos os dias pela TV.Costuma-se dizer que para salvar o crédito é preciso ocultar a perda, e é por aqui, normalmente, que a situação financeira das pessoas singulares ou colectivas se começa a complicar, isto é, é também por aqui, que conseguimos ver que as pessoas singulares ou as pessoas colectivas, acumulam dívidas que depois não podem satisfazer, uma vez que escondem os prejuízos e vão tentar obter mais dinheiro junto da Banca para pagar o perdido.
A ciência económica ou Economia, assenta, dum modo simplista, em três pilares fundamentais, a saber: Produção, Distribuição e Consumo. Se oconsumo baixa, esse comportamento reflecte-se imediatamente nos outrodois aspectos referidos, ou seja menor necessidade de distribuir produtos que não se consomem e por fim menor produção o que vai gerar o desemprego. E é aqui no desemprego que está o problema das famílias.
Adam Smith, na sua obra “A Riqueza das Nações”, já tinha referido asleis da oferta e da procura, que num certo sentido, querem dizer amesma coisa que disse atrás.
O curioso disto tudo, é que os economistas da nossa praça, procuram resolver as coisas com a redução dos salários ou pensões. ignorando a outra despesa pública, como consumir menos energia eléctrica ou outro consumo semelhante.
Não sou Economista, mas julgo-me com alguma sensibilidade acerca desta matéria. Dequalquer maneira, o que aí vai, é meramente uma opinião pessoal, sujeita a discussão, logicamente.
E creio que os Economistas poderiam explicar as coisas mais claramente trazendo-nos mais confiança e menos alarmismos. È por isso que o Professor de Direito Carlos Abreu Amorim diz que quando os ouve se vai deitar com uma dor de cabeça enorme. E eu acredito.


Ab.
JBS
jbritosousa@sapo.pt

POESIA

Oh minha amada!

Cai granizo,
É noite cerrada,
Lembro o teu sorriso,
Oh minha amada!

Vai caindo neve,
Ainda só uma camada,
Sopra aragem leve,
Oh minha amada!

Isto devias ver,
É tudo diferente,
É duro de roer,
O nosso é mais quente!

Vem qualquer dia,
Dar-me o teu calor,
E a alegria,
Que amortece a dor!

Vem estreitar os laços,
Apertar a laçada,
Estreitar-me nos braços,
Vem, minha amada!

Vem, amor do coração,
Mostrar-me teus desvelos,
Pegar-me na mão,
Afagar meus cabelos!

Um bebé espera,
Para começar jornada,
Sem tu não começa,
Vem, minha amada!

IN “VENTOS DO SUL”
Manuel Inocêncio da Costa

Colocado por Rogério Coelho

DO CORREIO ELECTRÓNICO

INFORMAÇÃO
Durante toda a primeira semana de Outubro próximo
terá lugar, em “Trois-Rivières” - Montréal, Canadá, o
FESTIVAL INTERNATIONAL DE LA POÉSIE
para que foi convidado o poeta
CASIMIRO DE BRITO.
Participam nesta 26ª. Edição do Trois-Rivières,
um dos mais prestigiados festivais de poesia da actualidade,
dezenas de poetas do mundo inteiro
e o poeta português actuará 12 vezes,
nos lugares mais variados
e os seus 50 poemas serão objecto de
leituras em português e francês,
projecções, acompanhamento musical, etc.


POESIA

DAS MUITAS RECEBIDAS


Receber provas de carinho de alguém
Enche-nos de alegria o ego e o coração
Dirão muito, nada … às vezes dividem
E não é bonito fazer disso divulgação …

Eu também recebi; outros dirão igual
Mas o que me interessa a mim é a união
E tenho nesse campo desempenho real
Pelo que trago sempre um sorriso à mão

Penso que sei o que faço e o que quero
O que pretendo, no fundo é ser sincero
Comigo e com os outros, simplesmente.

Mas para isso, tem de haver vontade
Porque elogiar uns só, não traz amizade
Por mim, não faria isso… poeticamente


João Brito Sousa

terça-feira, 28 de setembro de 2010

POESIA

HINO DE AMIZADE

A amizade é um dom
A falsidade é um espinho
Procura pois no caminho
A virtude de ser bom…
A amizade é carinho!

Deitar sementes à terra
À terra dos sentimentos
Uns provocam a guerra
Outros os ressentimentos…

Perdem-se umas no caminho…
Nem sempre se tem produtos
Há raízes de mal daninho…
Nem sempre se colhem frutos!

Não é bom quem não confia
E mau é, quem não venera
É um fruto de valia…
Falsidade, é vã quimera

Tu tens essa regalia,
Dentro do teu coração
Amizade é simpatia…
Que sentes p’lo teu irmão.

A mais bela sementeira
Que se dá sem exigir…
Para se dar a quem queira
Nossa Amizade a florir…

A amizade à distância,
Não desilude quem espera
Quem confia, quem venera
Renasce na nossa infância.

A vida pode parar
A vida deixa saudade
Mas a Amizade sim,
Nunca se aparta de mim
Tem no coração um Altar!

É do Amor a promessa
Da paixão continuadora
Vive e não se confessa
E é tão prometedora!

Na fusão dos sentimentos
Ela nada complica
Assiste a todos os momentos
E no coração nos fica!

Se eu pudesse mandar
Toda a riqueza da Terra
Para os pobres ajudar…
Eu acabava essa guerra.

Guerra de ódio e falsidade
Que domina o mundo inteiro
Minha pobre Humanidade
Sem ter amor verdadeiro!

Dinheiro, cheques, capitais
Numa luta sem igual
As posições sociais…
Não passam dum pedestal!

Não valem esse tesouro!
Em voos de liberdade…
Eu poria em Trono de Ouro
A Verdadeira a Amizade!

Maria José Fraqueza

DO CORREIO ELECTRÓNICO

DA EQUIPA DA ESCOLA QUE ESTÁ NA FOTO


VICTOR CARONHO UM SENHOR DENTRO E FORA DO CAMPO

Com um abraço aos gloriosos jogadores da Escola.


Uma pequena análise.

MALAIA e PALMINHA, guarda redes.


MALAIA jogou futebol federado, creio que no Alverca. Tinha a estatura
ideal para guarda redes. Voava bem e segurava bem as bolas. Fez uma
boa carreira.

PALMINHA Mais guarda redes de andebol, mas teve boas exibições no
futebol de onze.

JULIO PILOTO – Defesa direito de qualidade. Fazia o corredor todo, até
lá acima e era um batalhador.

VICTOR CARONHO – Um senhor na zona central da defesa. Um verdadeiro comandante.

PINHEIRO DA CRUZ – Um bom defesa esquerdo.

BASTOS (PEPE) – Médio direito excepcional com óptima visão de jogo e
rigoroso no passe. Um grande jogador.

CUSTÓDIO JULIÃO – Quarto de defesa que cobria bem a sua zona.
Batalhador incansável. Jogador mais em força mas muito útil.

HONORATO VIEGAS – Um bom camisa 7 com muita velocidade.

ORLANDO BICA – Interior direito de muito boa qualidade. Jogou no Serpa F.C.

EUGÉNIO –Camisa 9 e um bom goleador.

JOÃO PARRA – Camisa dez e pensador de jogo. Chutava forte.

JORGE GRALHO – A inteligência ao serviço do futebol.



João Brito Sousa

DO CORREIO ELECTRÓNICO

PREZADOS AMIGOS

www.jcarmotavares.pt


Acabámos de actualizar o site da nossa empresa.

Essa actualização incidiu basicamente na sua dinâmica, procurando proporcionar aos seus visitantes mais interessados uma visita motivadora e sobretudo, a vontade de voltar a visitá-la.

Igualmente, foi nossa preocupação que a página pudesse ser um veículo de acesso à informação específica da área da nossa actividade, bem como de notícias económicas da região e não só.

Pretendemos também que o nosso site possa ser um instrumento ao dispor de todos os que necessitarem e quiserem, consultando-nos nas matérias que conhecemos e a que responderemos, sempre que estivermos em condições de o fazer.

Desde já agradecemos a vossa visita


Maria Emília Tavares (Economista e TOC)
JORGE TAVARES (TOC)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

OS NOSSOS ACTORES


Acabei de ver o programa da Judite de Sousa na RTP 1, onde entrevistougrandes actores de teatro de antigamente e lembrei-me dos bons actoresda Escola.

No teatro, diz Harold Pinter, a verdade esquiva-se sempre. Nunca aencontramos por completo, mas é forçoso procurá-la. Essa busca éclaramente aquilo que guia os nossos esforços. É essa a nossa tarefa.

Na maioria das vezes é no escuro que tropeçamos na verdade, esbarramos nela, ou vislumbramos uma imagem ou uma forma que parece corresponderà verdade, muitas vezes sem nos darmos conta disso.

Mas a verdade verdadeira é que, na arte do teatro, não há nunca umaverdade única que possamos encontrar. Há muitas. Estas verdadesdesafiam-se mutuamente, fogem, reflectem-se, ignoram-se, espicaçam-se,são insensíveis umas às outras. Às vezes pensamos que temos a verdadede um momento na mão, e depois ela escapa-se-nos por entre os dedos edesaparece.

Sem ter grandes conhecimentos da matéria, atrevo-me a opinar sobre,


MARIA JOSÉ FRAQUEZA, a mulher de raça que ainda hoje é fez teatro na Escola dirigida pelo professor e médico Dr. Corôa. Representou ecantou, sempre bem. Mulher sem complexos, grande colega e grandeactriz. Quero felicitá-la ainda pelo que tem feito pela sua terra. Jávisitei a sua casa museu. Lindo. Como são os seus blogues. Às quintas feiras fala na rádio. E é poetisa, das melhores diz o catedráticoProf. Doutor José Carlos Vilhena Mesquita.

AURÉLIO MADEIRA – Um homem indiscutivelmente do teatro. Intuição,génio, habilidade, arte e tudo o que se queira dizer cerca do que é umartista de teatro o Aurélio tinha. Fez todos os Autos do Gil Vicente,do António Aleixo sob a orientação do Dr. Coroa. Senhor de uma dicçãoperfeita, de uma exigência pessoal enorme e de um grande rigor, oactor Aurélio Madeira foi um grande senhor do teatro e foi professor da arte.

JOAQUIM TEIXEIRA – O nosso Presidente foi um enorme actor e um excelente declamador. Fez igualmente os autos de Gil Vicente e do António Aleixo.

Dr. CORÔA – Um mestre.


Proponho uma distinção por mérito.

JBS

TEMPOS QUE JÁ LÁ VÃO

ANOS 40

Panela de Sopa ...

Ninguém faz ideia da trabalheira que dava, nos anos 40, confeccionar uma panela de sopa.

Tinha de ser programada de véspera e só comprar no próprio dia as quantidades a serem utilizadas.

Não havia frigorífico, por isso tudo tinha de ser bem equacionado para não surgirem sobras.

Se a sopa fosse de feijão ou grão, depois de escolhidos, tinham de ficar de molho em água até ao dia seguinte. O grão teria de ser esfregado com sal para retirar a pele e dar-lhe o gosto. Esses pratos levavam horas a ser cozinhados ...

Não havia fogão a gás ou eléctrico.

Os fogões eram de ferro, alimentados a lenha ou a petróleo.

Forno, pouca gente tinha. Lembro-me de ir, muitas vezes, ao forno de S. Pedro levar bolos ou cabrito já temperado e pronto para assar.

Mais tarde apareceu uma panela com um buraco ao meio cuja tampa tinha um vidro de observação, que fechava hermeticamente, e que dava para cozer bolos facilitando o trabalho.

O fogão a petróleo só tinha um bico. Se quiséssemos mais pratos para a refeição, teriam de ser cozinhados um de cada vez, ou ter dois ou três fogões. Eram incómodos por causa do cheiro a petróleo e entupiam com muita facilidade. Havia urna agulha para o desentupir e uma válvula para dar pressão e fazer com que o petróleo subisse e chegasse ao local da chama.

O fogão de ferro facilitava mais, embora tivesse de haver o cuidado de introduzir a lenha suficiente. Havia sempre água quente com esses fogões.

Voltando à sopa de grão ou feijão, a panela ia para o lume com a água, as carnes e os legumes secos. Só quando quase cozidos se introduziam os restantes ingredientes partidinhos aos cubos. A cozedura levava horas, tendo de haver o cuidado de não deixar secar a água, para não queimar. Se acontecesse esse percalço, dizia-se que o "bispo" tinha ido à cozinha ...

Para fazer purés, era outra trabalheira ...

Não havia"varinha mágica" ...

O puré tinha de ser feito esmagando a batata, a cenoura ou ° feijão, com o garfo, pacientemente, e ir retirando as peles. Quando apareceu o passe-vite, transformar tudo em papa continuava moroso, embora facilitasse o trabalho.

A tarefa da dona de casa não finalizava quando a sopa era comida. As dificuldades continuavam porque lavar a loiça era outro dos problemas. Não havia máquina de lavar loiça, nem abrasivos, nem detergente desengordurantes.

A louça era lavada com a utilização de dois alguidares, um deles com água morna. A tentativa de tirar toda a gordura, com sabão azul e branco e uma esponja de esparto, era desanimadora. Primeiro lavavam-se os copos, pratos, talheres, passando-os pelos dois alguidares, um para lavar o outro para enxaguar; por fim as panelas e tachos que depois de utilizados ficavam negros porque tanto a lenha como o petróleo sujavam imenso e todo o negrurne tinha de ser retirado com bastante paciência e sacrifício, recorrendo, às vezes, a areia que se comprava, à porta de casa, a um vendedor.

o arroz tinha de ser escolhido e essa tarefa era, geralmente, dada às meninas da casa. Aos rapazes nada era solicitado, pois logo a partir do berço, homem é homem e mulher é para ser dona de casa ... que honra!. ..•

A vida não era nada fácil para os nossos antepassados, mais
os femininos, que trabalhavam em casa como verdadeiros escravos.

IN “FARO RETRATOS À LÀ MINUTA”
De Lina Vedes
Crónicas na 1ª pessoa

Colocado por Rogério Coelho

domingo, 26 de setembro de 2010

POESIA

SENTIR, SIM


Aos costeletas,


Sinto que queremos ficar juntos,
Porque em cada texto publicado
Vejo versado neles tais assuntos
Que só podemos ficar lado a lado

Solidariedade, sentir, sim, tudo
Que seja para reforçar a unidade.
Eu até deixo um cravo, sobretudo
A quem duvide da possibilidade

De estarmos unidos e haver um
Que responda à chamada de algum
Que nos queira abordar para dizer

Sou costeleta por querer e devoção
Quero juntar-me aos que já o são
Tenho tudo a ganhar e nada a perder


JBS

POESIA

Sentir é preciso

Tu poeta, nunca serás um grão de areia
Perdido na duna humana, imensa ...
Onde cantas versos, que à luz da tua ideia,
Iluminam, mesmo na escuridão intensa.

Só tu tens o sentido de os cantar,
Porque sentes e entendes o sentimento
Do mar humano, - e do outro mar,
Que batem num contínuo movimento.

Ao abrires as janelas do sonho, essas...
Trazem na sua força o desenho de promessas,
Que passam p'lo tempo, e marcam jornada.

Se as ondas do teu mar rebentam a teus pés,
Tu poeta, eternamente serás, e és,
Um semeador do sentir, uma eterna alvorada.

INÉDITO   - De Orlando Augusto da Silva
DAQUI!... E DALI!

Faro: Câmara cede espaços a mais quatro associações


A Câmara Municipal de Faro aprovou na última reunião de câmara a cedência de espaços com vista à instalação de sedes e núcleos a mais quatro instituições no concelho, subindo para “mais de 30” os casos resolvidos.

A autarquia deliberou entregar espaços à Casa de Angola no Algarve, ao Movimento da Escola Moderna e à Associação Pais em Rede, que ficarão sedeadas em Santo António do Alto, e ao Clube de Caçadores do Malhão, cuja sede se estabelecerá na antiga Escola Primária do Azinhal e Amendoeira.

“Todos ganhamos dotando as associações de espaços condignos para empreenderem as suas iniciativas. Em causa estão instituições que no domínio cultural, social e recreativo têm acção de assinalável relevo”, refere a autarquia.

IN JORNAL DE NOTÍCIAS

Nota: - É caso para se dizer: "A nossa Associação com cerca de 600 associados, continua aguardando (há vários anos) que a respectiva autarquia nos ceda um espaço "condigno" para instalarmos a nossa sede.
PSICOLINGUÍSTICA

Preâmbulo

O tempo vai decorrendo para o blogue Costeleta. Verifica-se uma proliferação de temas à medida que decorre. E a psicologia tem acompanhado essa progressão, verificando-se aquilo que se deve rotular de “psicolinguística”. Psicologia e linguística uma engenharia de parentesco. Entendemos que a linguagem sempre foi estudada pelos psicólogos mas a sua relação com a linguística já é mais recente. A linguagem é uma forma do nosso comportamento como indivíduos e como membros de um grupo social e ser Costeleta é pertencer, necessariamente, a um grupo social. Já a linguística tende a identificar-se com a teoria da informação.
E é, dentro da síntese deste preâmbulo, que gostaríamos de fazer uma pequena exposição.

Teoria da Informação

Esta teoria fornece uma útil estrutura analítica à "psicolinguistica" que caracteriza todo o processo de comunicação em que a mensagem tem um destino. Quando ouvimos somos o “destino” e quando lemos podemos ser, também, o “destino”. A transmissão da mensagem será perfeita quando a recebemos e descodificamos correctamente (na perfeição em que é colocada em código) as suas características.
E é na fonte da informação quer enviada como respondida, que as características do código devem ser colocadas na perfeição. E aqui notamos os comportamentos estímulo-resposta do ser humano.
O valor das pessoas para melhorar a compreensão das interacções sociais, aliam~se às dificuldades e preocupações com o relacionamento humano para não entrarem em conflito, tem implicações óbvias para a educação a qualquer nível.
Não queremos ser mais “papista” que o “papa” ao afirmarmos que a controvérsia gera o conflito.
Dentro do grupo social Costeleta devemos ter sempre presente as suas três linguisticas fundamentais:
SOLIDARIEDADE – FRATERNIDADE – IGUALDADE
A que, com vossa permissão, acrescentaremos SOCIABILIDADE porque, nos parece, que poderemos dar graças ao BOM SENSO COSTELETA.

Alfredo Mingau

sábado, 25 de setembro de 2010

Até final de Setembro
Feira de S.Miguel anima Olhão
Teve início no dia 24, mais uma edição da centenária Feira de S. Miguel, um dos eventos com mais tradição no concelho. Até 30 de Setembro, na Quinta João de Ourém, haverá divertimentos e artigos para todos os gostos. A feira funciona das 13h00 às 00h00.
A Feira de São Miguel realiza-se anualmente no concelho de Olhão há cerca de 127 anos. As primeiras referências ao nome de São Miguel surgem por volta do ano de 1968. Quanto ao espaço ocupado pela Feira, em 1924 a mesma teve lugar no Largo das Prainhas e em 1928 estava localizada no largo anexo à litografia velha e Avenida Bernardino da Silva. Em 1983 funcionou junto ao estaleiro de Olhão. Posteriormente, tem-se realizado noutros locais, devido às condições do terreno não serem as melhores para o seu estabelecimento, como também devido à grande afluência de feirantes e visitantes que anualmente acorrem a esta tradicional feira.

RC.
DAQUI!... E DALI!

FACEBOOK
Nova rede social ameaça o "Facebook"
Já deverá estar on-line a nova rede social que afirmou vir a tornar-se numa alternativa ao "Facebook", mas melhor, mais segura e controlável por cada utilizador.
Trata-se da "Diaspora", com data de entrada em lançamento anunciado para o dia 15 de Setembro:
http://www.joindiaspora.com/
Esta nova rede tem gerado grande expectativa, em particular devido aos recentes "alarmismos" com alguma insegurança e falta de privacidade do "Facebook".

A justiça na Europa
Já está on-line o "Portal da Justiça Electrónica Europeia", com versão portuguesa. Este é um recurso onde todos podemos esclarecer as nossas dúvidas sobre o funcionamento da justiça em toda a Comunidade Europeia", conhecendo os nossos direitos e, quem sabe, avaliar as diferenças, pois por cá este é um tema que "já conheceu melhores dias":
http://e-justice.europa.eu/home.do

IN INTERNET

Lourinhã - Ameaça docente com tesoura
Um aluno de 11 anos ameaçou a professora com uma tesoura na sala de aula, anteontem, na escola básica de 2º e 3º ciclos Dr. Afonso Rodrigues Pereira, na Lourinhã. Na origem da tentativa de agressão terá estado uma discussão em torno do computador Magalhães.

Faro -  Luto académico cancelado
A Associação Académica do Algarve decidiu não avançar com os dois dias de luto académico, depois de ontem Macário Correia ter aceite que a ‘Alcoolização dos Perus’, na quinta-feira, se prolongue até às 05h00 de sexta-feira. A decisão surgiu depois de uma reunião entre o presidente da Câmara e o presidente da Associação Académica.

Braga - Aluno aposta salto de janela e parte perna
Foi um caso que causou grande perplexidade a toda a comunidade escolar da EB 2,3 de Nogueira, em Braga. Dois alunos, com cerca de 13 anos, terão feito uma aposta, num dos intervalos da tarde de ontem. O objectivo era saber se um deles teria coragem de saltar da janela do primeiro andar para o recreio.

IN CORREIO DA MANHÃ

RC.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

POESIA

A PAZ QUE SINTO EM MIM

Eu trago a Paz dentro da alma
Quando sinto o bater do coração
Quando escrevo o poema que me acalma
Quando posso controlar minha emoção!

Eu sinto em mim o grito da revolta
Quando vejo este mundo tão vazio
Eu queria ver Paz à minha volta
Sentir o Sol dourado no estio!

Sinto Paz quando rezo uma oração
Quando entrego minha alma ao Criador
Quando me dou de alma e coração
Aqueles a quem consagro o meu Amor!

Sinto Paz quando meu amor me beija
Quando contemplo o Sol dum novo dia
Quero sentir minha alma benfazeja
Sinto Paz quando escrevo uma Poesia!

A Paz que sinto em mim é de ternura
Na eterna magia dum sorrir...
Dessa Paz que em vão, ando à procura
Que o nosso Mundo tenta destruir!

Maria José Fraqueza

RELEMBRANDO


POSTAL ILUSTRADO

Equipa principal - Jogo contra os Bifes
Ganhámos por 2 - 0  em 1955
Estádio de S. Luís


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

DO CORREIO ELECTRÓNICO

Não há muito tempo alguém me chamava a atenção dizendo que eu não fazia comentários aos post's publicados. (Aceito o desafio)

Esta frase foi colocada pelo Rogério Coelho no seu comentário ao texto (continuo a preferir a palavra texto) POESIA "Verdades" do costeleta Orlando Silva do dia 22 do corrente.

Não sou por grandes elogios verbais ou escritos. Aprecio os actos. Tenho pelo Rogério Coelho e pelo seu esforço o maior respeito e consideração. A estima que nutro pela Isabel Coelho ( costeleta do meu tempo ), teria naturalmente de passar para o Rogério, mais não fosse por osmose, pois somos de períodos escolares com alguns anos de diferença.

Mas vamos à razão deste texto.
Não entendi quando o Rogério afirma que aceita o desafio. Porquê o desafio? A chamada de atenção que ele afirma ter-lhe sido feita, pode e deve ter algum fundamento.
O desempenho que assumiu como coordenador do blogue, publicando quer textos, quer comentários, de harmonia com o seu critério de análise, responsabilizam-no por comentar sempre com aquidade.
Como qualquer de nós, ele é costeleta leitor, muito embora seja também coordenador, o que lhe confere a responsabilidade de estimular a vida do blogue.
Escrevi há relativamente pouco tempo um texto, que não cheguei a enviar para publicação, porque grande parte do seu conteúdo, deixou de ter sentido, nesse intervalo de tempo. Hoje e a propósito deste tema, transcrevo do mesmo um parágrafo que com ele se relaciona:

"Sem sair deste tema, direi que como participante do blogue, (já o escrevi) os comentários aos escritos funcionam como um estímulo e são absolutamente indispensáveis à vontade de continuar. É demasiado evidente que os comentários existem e os estímulos também...mas só de alguns e para alguns. Textos interessantes têm sido ultimamente colocados no blogue, apesar de já terem sido objecto de anteriores escritos: A diferença entre eles é justamente o comentário, o estímulo e a personalização. Entendendo a causa! Preocupa-me o efeito!"

jorge tavares
costeleta 1950/56

DAQUELE TEMPO

POSTAL ILUSTRADO


No intervalo de uma aula de oficina

DO CORREIO ELECTRÓNICO

Porque talvez tenha interese em ver, aqui vão as imagem da capa do livro do Dr Gavão e da página com a dedicatória. Um abraço. Norberto.




Foto do livro de António Miguel Galvão, Dr. advogado, e da página com a dedicatória que o Colaborador Costeleta Dr. Norberto Cunha se refere no seu post PRESUNÇÃO E ÁGUA BENTA.
Rogério Coelho

Nota: clik sobre a imagem para aumentar e novo clik para o dobro.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

DO CORREIO ELECTRÓNICO

PAZ E AMOR COSTELETA


Firme no meu juramento de lealdade
Direi achar bonita a proposta acima
E quero contribuir para essa realidade
Com sentimento de autêntica estima.

Por todos; costeletas de hoje e de ontem,
Nos versos que vos deixo vejam saudade
E do resto já sabem não me perguntem
È tudo tão simples, não há perplexidade

Não quero que estes versos sejam tidos
Frases ao acaso de sentimentos perdidos
Mas palavras, de dedicação respeitável

Como se pede no título deste soneto
Toda a minha postura será, prometo
De autêntico costeleta, como desejável


JBS

POESIA



A estes burros de gema
É que eu destinava a obra,
E com tal gente o sistema
E palavrório de sobra
João de Deus – Campo de Flores II vol. pág. 103


Oh cidadão!


Como aguentas oh cidadão,
Tanto ultraje, tanta traição.

Como suportas o ser pisado,
Sem te teres fortemente rebelado.

Transformaram-te em vaca leiteira,
E suportas grande roubalheira.

Como tens tanta dignidade,
Mesmo sofrendo tanta iniquidade!

Tu que tens falta de emprego,
Tu que andas num desassossego.

Tu que às vezes tens que emigrar,
Para os teus poder sustentar.

Tu que a pulso tens que te fazer,
Para com denodo poder vencer

Cerra os dentes e avança cidadão,
Tu a quem os poderes pouco dão!

Vai – sobe a montanha até ao cume,
Vencerás – não deixes morrer o lume!

Dr. Manuel Inocêncio da Costa

“IN VENTOS DO SUL”
RC.

POESIA



VERDADES

Veneno é o ciúme,
Inveja é a desgraça,
Um queima como lume,
Outro fere onde passa.

Preguiça é erva daninha,
É coisa má sem igualha,
Tão inútil e mesquinha,
Vegeta, não trabalha.

Feliz quem os não sente,
E só tem ternura à mão;
Só é nobre, só é gente,
Quem tem bom coração.

Orlando Augusto da Silva

"IN FLORES E FOLHAS DE MIM"

POESIA


PEÇO A DEUS NUMA ORAÇÃO

Peço a Deus numa oração
Paz em todos continentes
E que em cada coração
Haja amor p’los inocentes

Deste mundo conturbado
Senhor! Tende compaixão…
Que ponha fim ao pecado,
Peço a Deus numa oração

Sem pecado original
Sem Evas e sem Adão
Que acabe com todo o mal
Peço a Deus numa oração

Maria José Fraqueza
DAQUI!... E DALI!



VEÍCULO ELÉCTRICO PORTUGUÊS
Criação de alunos da Universidade de Évora

Alunos da Universidade de Évora criaram uma viatura eléctrica que mistura os conceitos de carro e de scooter. O veículo tem autonomia para cem quilómetros e destina-se às cidades.


ALBUFEIRA
Megacaminhada

Uma megacaminhada a realizar dia 25 às 09h30, pelas ruas de Albufeira, assinala o Dia Mundial do Coração. O objectivo é sensibilizar para benefícios do exercício físico.

LOULÉ
Dia do Turismo

O planeamento serve de mote para as comemorações do Dia Mundial do Turismo, em Loulé, sob a égide da Edilidade. As acções decorrem durante o dia 27 de Setembro.

OLHÃO
Vendia droga junto à Escola

A PSP deteve, anteontem, um jovem, de 17 anos, por posse/tráfico de estupefacientes junto à Escola Secundária Dr. Francisco Lopes, em Olhão.
O Detido, que deambulava pela praça Agadir, tornou-se suspeito às autoridades. Passada uma revista, foram-lhe encontradas 30 doses individuais de haxixe, que se julga destinarem-se a venda.
A PSP, no âmbito da “escola segura”, tem desenvolvido vigilância junto aos estabelecimentos de ensino da cidade.

QUARTEIRA
Autarquia quer comprar antigo casino


A Câmara de Loulé quer adquirir o antigo casino de Quarteira, situado na rua Vasco da Gama. O imóvel encontra-se num estado de grande degradação, conforme foi confirmado numa recente vistoria.
“O antigo casino é um dos poucos edifícios emblemáticos de Quarteira, que é uma cidade relativamente nova”, afirma o Presidente da Câmara, Serúca Emídio, como justificação pelo interesse da autarquia na aquisição do imóvel.
Que hà cerca de 3 ou 4 anos foi feita uma tentativa de compra, não havendo acordo com os proprietários. Agora, vai ser feita uma nova avaliação.
IN CORREIO DA MANHÃ" - 22-09-2010
RC.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

DAQUI!... E DALI!

Amanhã celebra-se o 10.º ano do Dia Europeu sem Carros.
Em Portugal vão decorrer
várias iniciativas


Já lá vão dez anos desde que Bruxelas decidiu: a 22 de Setembro não se anda de carro. Bom, não é bem assim, mas quase. E, em prol do meio ambiente, vários países da União Europeia, incluindo Portugal, aderiram à iniciativa. Na altura, em 2000, houve um frenesim nacional e várias cidades "barraram" a circulação aos carros, que deram lugar a bicicletas, skates, patins e transportes públicos.

Este ano, e de acordo com o site mobilityweek.eu, meia centena de municípios portugueses, de norte e sul do País, participam no Dia Europeu sem Carros (DESC), que se celebra amanhã. O DN seleccionou algumas iniciativas que vão decorrer durante o dia e assinalou locais onde o trânsito estará condicionado (ver infografia).

"Agarre a bicicleta e celebre o dia sem carros!" é um dos apelos feitos por várias autarquias. Além da bicicleta (o meio de transporte a cujo uso mais se apela), há outros transportes disponibilizados para evitar congestionamentos e "alimentar" uma mobilidade mais sustentável.


Mas, afinal, qual a função utilitária deste dia?, quisemos saber. Em Almada, são peremptórios: "A maior parte dos municípios não tem bem consciência dos objectivos deste dia. Como é evidente, não se resolvem as questões da mobilidade num dia." No entanto, Catarina Freitas, directora do Departamento de Estratégia e Gestão Ambiental Sustentável, da câmara, garante que "esta não é uma causa perdida, desde que se assuma que há que sensibilizar a comunidade sobre os impactos negativos resultantes da mobilidade como ela está. Há que mudar e, para tal, começar por algum lado".

Já a arquitecta Catarina Pires, da Câmara de Santarém, assegura que "a ideia de haver alternativas a veículos a combustão está a cativar cada vez mais pessoas".

A campanha DESC surgiu na sequência de uma directiva europeia (Directiva 96/62/EC) relacionada com a qualidade do ar existente nas cidades.

IN DIÁRIO DE NOTÌCIAS
RC.

Conceição Jardim
- - - - - - - - - - - - - - - - -
Técnicas de Saúde
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Junta de Freguesia da Sé - Faro
Delegação da Penha
Rua Jornal "O Algarve" nº 39 8005-243 Faro
Tel: 289 803 416
Fax: 289 803 417
www.jf-se.pt

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Quarenta e sete!

Gosto de ver bom futebol.
Embora não seja um grande conhecedor das leis deste desporto, aprecio o espectáculo que o futebol proporciona, quando os artistas, o júri e os espectadores se aliam para transformar esta hora e meia num prazer aos nossos olhos.
A "aficion" futebolística é necessária para dar calor e vida ao espectáculo. A discussão e a polémica civilizada, do antes e do depois, é salutar. O júri, porque é indispensável para acompanhar a qualidade do acto, deve ser imparcial, profissional e honesto. Pode falhar, mas deve passar a imagem de que o fez por dificuldade de análise ou outra razão entendível, e nunca por falhar qualquer das suas características intrínsecas, de forma a garantir o bom espectáculo.
Os artistas? Imprescindíveis ao espectáculo! Como em qualquer outra arte, predominam os muito bons, os bons, os razoáveis, os menos bons e os maus.
O futebol permite colocá-los em agrupamentos mais ou menos equitativos, de harmonia com a sua qualidade artística e performance. Todavia, nem sempre esta qualificação, proporciona bom espectáculo.
Ontem instalei-me frente à televisão, para assistir ao grande derby. O telefone perto, afim de ligar aos familiares e amigos benfiquistas no intervalo, e uma pastilha elástica ( tipo Jorge de Jesus ). A Maria Albertina (minha cara metade) lado a lado, e embora opositores clubistas, preparámo-nos para ver um espectáculo de elevado nível artístico. Porque não? Bom júri, muito bons artistas e excelente público espectador, eram os ingredientes necessários para tal acontecesse.
Após 90 minutos, que desilusão!
Os excelentes artistas, foram afinal medíocres ( quesilentos, manhosos, maldosos, fingidos), excepção para os guarda-redes, porque não dão, antes levam "pancada".
O júri, porque entendeu que a sua autoridade se podia transformar numa sinfonia de apito, contribuiu para o deplorável espectáculo.
Felizmente, os espectadores cumpriram a sua obrigação: Souberam manter-se durante os 90 minutos a apreciar um espectáculo que atingiu um número apreciável de 47 faltas..., ou seja, uma falta por cada 2 minutos de jogo.
É obra!!!!!!

jorge tavares
costeleta 1950/56

DO CORREIO ELECTRÓNICO


PRESUNÇÃO E ÁGUA BENTA
Por Norberto Cunha
Anos volvidos sobre o episódio “Fu Manchu”, voltei a cruzar-me com Marques da Silva. Foi numa noite de verão na Sociedade Recreativa dos Artistas. Havia bailarico na esplanada e como cheguei cedo dirigi-me à pequena biblioteca da colectividade. Talvez lá encontrasse alguma coisa que valesse a pena ler, se não de imediato, numa outra ocasião, mas a escolha ficava feita. Despreocupado, iniciei a pesquisa na primeira estante. Só quando passava para a segunda reparei que, junto à pesada mesa de madeira exótica que servia mais de ornamento que de apoio à leitura, estavam de pé, à conversa, o Dr. António Miguel Galvão e a minha não intencional e indirecta vítima do passado recente. E por instinto dei meia volta para me escapulir. Mas era tarde. Em tom afectuoso, o conhecido advogado já me interpelava: “ Então Norberto? Chegue-se aqui…” Tratasse-se de outra pessoa, e o mais provável seria ter-me descartado com uma qualquer desculpa. Mas ele tinha grande simpatia e admiração por mim, até já me oferecera um exemplar autografado da sua “Historia da Companhia das Pescarias do Algarve”, e não tive coragem para tamanha desconsideração. Olhei para trás simulando surpresa e agrado, respondi “Desculpe. Não o tinha visto” e aproximei-me. Cumprimentámo-nos com um efusivo aperto de mãos e como o gesto não se repetiu entre mim e o seu acompanhante, logo nos apresentou: “ O meu amigo Marques da Silva; Norberto, o nosso jovem poeta”. “Muito prazer”, saudámo-nos então, e entre os três fez-se aquele breve silêncio que nestas situações precede o arranque de nova conversa mas que, na minha inquietação, me pareceu uma eternidade. Quem o rompeu, aliviando-me, foi o Dr. Galvão. Elogiou-me perante o amigo pelo meu “Panorama da Cidade” (modesta sátira rimada sem pretensões a poesia…) e informou-o do meu prémio de “Poeta Estudante”. Com algum desencanto meu, Marques da Silva, que durante o encómio não tirara os olhos de mim, não se pronunciou de imediato sobre o que acabava de ouvir. “Tem graça — disse, olhando-me desta vez como a um retrato antigo — tenho quase a certeza de que já nos conhecemos de algum lado…”. O alarme soava agora mais forte na minha cabeça e, à defesa, respondi: “Deve ser impressão sua, porque não tenho a menor ideia…. Deve ser de tantas vezes passarmos um pelo outro na Rua de Santo António…”. “Nnaaão.” — Contrapôs ele, alongando os fonemas da negativa em sinal de forte convicção. E quase entrei em pânico. Salvou-me de novo o Dr. Galvão, que atalhou: “Bom. Seja como for, agora que estão apresentados, um dia destes tiram a dúvida”. “Sim, com certeza” — Corroborou Marques da Silva, e de novo me dirigiu a palavra: “Para já, tenho é de congratular-me e de felicitá-lo. Ainda bem que, finalmente, aparece um jovem com talento para a poesia…”. Calado, expectante, não reagi e ele prosseguiu: “Como sabe, o Cândido Guerreiro já faleceu, o Emiliano está velho e muito doente, e eu…. eu também para lá caminho. E seria uma grande pena se não surgissem outros para preencher o nosso lugar.”• Fiquei varado. Que petulância! Que lata! Colocar-se ao nível daqueles conhecidos e prestigiados poetas? Achar que ao lado deles tinha algum lugar? Engoli em silêncio o indirecto mas convencido auto elogio, mas não deixei passar a aparente ignorância do meu interlocutor. “Desculpe — contestei de modo cordial — mas está a esquecer-se de que só aqui em Faro temos o Casimiro de Brito, o Gastão Cruz e, acima de todos o Ramos Rosa, que também ainda é novo mas até no estrangeiro já é conhecido…”. Ele começou por franzir a testa. Depois, com um olhar de condescendente superioridade, comentou: “Pois… Mas aqui para nós, o que eles fazem já nem é poesia…” Foi demais para mim. O que logo me apeteceu foi revelar-lhe onde, quando e como, ele me conhecera. Até imaginei a cara dele feita um bolo e tive de mobilizar todas as minhas forças para converter o sádico impulso num inofensivo e enigmático sorriso.
Como acabou a conversa, já não lembro. Apenas recordo que durante algum tempo, sempre que ela me aflorava à memória, dizia para comigo: “Não há dúvida, Presunção e água benta, cada um toma a que quer”.
DAQUI!... E DALI!

COMPUTADOR MAIS BARATO DO MUNDO

O governo indiano apresentou o protótipo de um computador portátil que será comercializado a partir de 2011. Até aqui nada de novo, não fosse o preço anunciado: apenas 35 dólares ( cerca de 30 Euros.
Este será o computador mais barato do mundo, e não fica a dever à falta de qualidade, pois possui 2 GB de memória, ligações USB e Wi-FI, vídeo conferência e todas as ferramentas Linux instalado.
Para mais detalhes poderão visitar esta página Web:
http://tinyuri.com/28o3vsz
Também este vídeo:

domingo, 19 de setembro de 2010

DO CORREIO ELECTRÓNICO

Data: Faro, 19-09-2010

De: Elos Clube de Faro - Associação Cultural
"Em defesa da Língua e Cultura Portuguesas"

NOTA DE IMPRENSA
================
ELOS CLUBE DE FARO ENTREGA PRÉMIOS DO I CONCURSO LITERÁRIO
INTERNACIONAL DO ELOS CLUBE DE FARO 2010 "O FADO É PORTUGAL"

Prosseguindo os seus objectivos de divulgação da cultura e da língua portuguesa,
o Elos Clube de Faro em colaboração com o Elos Internacional da Comunidade
Lusíada, realizou o I Concurso Literário Internacional Elos Clube de
Faro 2010, sob o tema "O FADO É PORTUGAL".
No ano em que o Fado é proposto para Património da Humanidade
pretendeu-se homenagear a alma maior do sentir Português.

Tema: O Fado é Portugal

O fado é português, navegador
A voz de Portugal que foi ouvida
Ultrapassou também o Bojador...
Aqui e além do mar, onda vencida

*Maria José Fraqueza

Terá lugar no próximo dia 24 de Setembro (sexta-feira), pelas 19,30 horas,
no Hotel Faro, em jantar-convívio, a cerimónia de entrega de prémios
do I Concurso Literário Internacional Elos Clube de Faro
2010 - "O FADO É PORTUGAL". (Lista de premiados em anexo)

Esta cerimónia será embalada pelo Fado, na voz da jovem fadista Sara
Gonçalves que, entre outros temas, interpretará "O Fado é Portugal".

Contaremos ainda com a honrosa presença do nosso companheiro
António Abraços do Elos Clube do Rio de Janeiro que connosco
partilhará a sua experiência além-mar.

Dina Lapa de Campos
Presidente da Direcção do Elos Clube de Faro

LISTA DE PREMIADOS
NO
CONCURSO LITERÁRIO DO ELOS CLUBE DE FARO
“O FADO É PORTUGAL”
O fado é português, navegador
A voz de Portugal que foi ouvida
Ultrapa s sou também o Bojador...
Aqui e além do mar, onda vencida
Maria José Fraqueza
GRUPO II
MODALIDADE – POESIA
1º PRÉMIO – Donzília da Conceição Ribeiro Martins - Paredes
2º PRÉMIO – Álvaro Manuel Viegas Cavaco - Loulé
3º PRÉMIO – Luís António Silvestre da Mota Filipe - Sintra
MENÇÕES HONROSAS:
– Fernanda Mulin de Assis – Ingá - Niterói - Brasil
– André Telucazu Kondo – Jundiaí – São Pauo - Brasil
– António Isidoro Viegas Cavaco – Faro
– Maria Romana Costa Lopes Rosa - Faro
– Glória Marreiros – Portimão
– Maria de Lourdes Amorim - Lisboa
MODALIDADE – PROSA
1º PRÉMIO – Ana Maria de Miranda Luna - São Paulo – Brasil
2º PRÉMIO – Ana Isa Mestre - Faro
3º PRÉMIO – Natália de Jesus Patrício do Vale Garcia – Leça do Bailio
GRUPO I
MODALIDADE – POESIA
MENÇÕES HONROSAS:
– Maria Beatriz Gil – Castro Marim
– Jessica Madeira – Castro Marim
ELOS CLUBE DE FARO, 21 DE JULHO DE 2010

DO CORREIO ELECTRÓNICO

Caros amigos

Cumprimento-os e felicito-os pela vitalidade do blogue.
Uma pequena montagem e uma interrogação?
A Rua de Santo António melhorou ou piorou com a transformação daquele belo edifício que a nossa geração certamente ainda não esqueceu.
Embora consciente que a vida não pára e que tudo está em transformação cada vez mais acelerada, digo sinceramente, que sinto uma certa nostalgia quando visito a minha terra e a vejo tão irreconhecível.
Um abraço
Jaime Reis
(Nota: Façam clik sobre a imagem para aumentar e novo clik para aumentar para o dobro)

sábado, 18 de setembro de 2010

POESIA

Minha querida amiga
Recorda-se desta foto?


Maria Romana

(clik sobre o poema para aumentar. um 2º clik aumenta para o dobro)

RC.



sexta-feira, 17 de setembro de 2010

R E L E M B R A N D O
È bom relembrar a decisão da Direcção da Associação (AAAETC) de que não serão aceites para publicação, quaisquer comentários ou post's que contenham polémicas estéreis, política, religião, ofensas a terceiros e palavras obcenas, porque serão de imediato excluídas. Decisão publicada no passado dia 15 e assinada pelo Presidente Joaquim Teixeira.
Excluirei, e não darei conhecimento do seu conteúdo a qualquer membro da Direcção, para evitar que o blogue seja encerrado.
Sem as considerações negativas apontadas tudo será publicado.
Queremos um Blogue sério, honesto e solidário para satisfação de todos os Costeletas.
Rogério Coelho

HOMENAGEM

MANUEL CAETANO
DISTINGUIDO PELA CÂMARA DE FARO

O «costeleta» e dedicado Presidente da Assembleia Geral da nossa Associação, Manuel Graça Caetano, foi no «Feriado Municipal de Faro» (7 de Setembro) distinguido pela Autarquia de Faro, em sessão solene realizada no Teatro das Figuras, com a «Medalha de Mérito Municipal» considerado tratar-se um dos «farenses que na sua terra ou fora dela ajudaram a engrandecer Faro e o seu orgulho colectivo».
Ao Manuel Caetano, com uma amizade mais de seis décadas, o nosso orgulho por esta merecida distinção e as efusivas felicitações da malta.
João Leal

POESIA

Portugal .. e o Mar!


Ó Mar! ... Deste Planeta, envelhecido!
Onde começas tu, onde terminas!?
Tu és a imensidão, mas atrevido ...
No palco singular, que tu dominas!

O sal, da tua essência, e o bramido,
Removem tuas águas bailarinas;
Em ondas alterosas és temido,
Mas, quando tu acalmas, são divinas!

Tu és, por excelência, a própria vida,
Em tua profundeza, colorida,
A riqueza, sem par, nos ultrapassa!

És sublime, arrogante e sonhador!
De estórias e lendas ... criador;
E a Dimensão ... que herdou a nossa Raça !

Maria Romana
DAQUI!... E DALI!

De Quarteira
PAREDES ESTÃO
A SER LIMPAS

Centenas de paredes com graffitis ou degradadas já foram alvo de intervenão em Quarteira, no âmbito do projecto “Mancha Branca”, desenvolvido desde Junho pela Câmara de Loulé e pela Junta local, com o apoio de empresas.
“Já foram gastos cerca de mil litros de tinta”, diz o Presidente da Junta, José Mendes, destacando que a população e visitantes têm elogiado a melhoria do aspecto da cidade.

Também nesta cidade o meio aquático e zonas terrestres envolventes ao porto de pesca são os alvos da limpeza subaquática que se realiza no próximo Domingo, a partir das 09h30.

De Olhão
BOLSAS DE ESTUDO

Os estudantes carenciados do Concelho de Olhão, inscritos em estabalecimentos de ensino superior, vão beneficiar de “Bolsas de Estudo” concedidas pela Autarquia.
As inscrições estão abertas até 31 de Outubro na Divisão de Acção Social da Câmara Municipal de Olhão, que presta todas as informações.

Via do Infante

BURRO EM CONTRAMÃO
LANÇA CONFUSÃO

Um burro lançou a confusão nesta via aos automobilistas que circulavam ontem de manhã, cerca das 08h30, próximo do nó da Guia, Concelho de Albufeira. Os automobilistas foram surpreendidos pela presença de um burro à solta em plena auto-estrada. O animal caminhava em contramão no sentido Faro Portimão. O burro seria retirado da auto-estrada pelos concessionários da A22.

Dos Jornais de hoje
RC.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

DECISÃO


FACEBOOK


Foi abusivamente invocado o nome da AAAETCABREIRA como fazendo parte do facebook. Em contacto com o Sr Manuel Madeira, promotor da acção, foi exigida a retirada da Associação do facebook


O Presidente

Joaquim Teixeira
A Associação GATO - Grupo de Ajuda a Toxicodependentes, foi fundada em 1991, pela Costeleta Gisela da Conceição Maria Marques, a advogada Margarida Gouveia e a psicóloga Margarida Guerreiro. Gisela ocupou o lugar de Tesoureira e presentemente ocupa o lugar de Presidente da Direcção.
No dia 9 de Setembro o GATO celebrou os seus 20 anos de existência e vão realizar, no próximo dia 1 de Outubro, um jantar de solidariedade, cujo programa temos o gosto de apresentar. Não faltem a este 1º Jantar de angariação de fundos.

Vice Presidente da Direcção AAAETCabreira
Fernando OLiveira


(Clikar esquerdo sobre as imagens para aumento. Clik de novo para o dobro para facilitar a leitura)

ESCOLA, ESCOLA, ESCOLA.


Acabei de ler o comunicado da Direcção que acho justo. Por isso parabéns ao Rogério pela confiança nele depositada.

As Escolas que frequentei, dum modo geral, todas me deixaram saudades. Fiz amigos nelas.

Hoje na minha condição de reformado, ocupo o tempo a escrever, prosa e poesia. E escrevo para jornais.

Neste momento, aí vai para publicação, o texto seguinte.


LEALDADE.


A lealdade é um dos pilares que sustentam o real valor do homem. Não estamos a falar de euros, mas sim do valor que o homem possui, tomando-se em consideração o somatório dos princípios éticos que pratica no seu dia a dia.. O homem veio para se instalar e cumprir um programa que lhe está anexado e que vai seguindo sem dar por isso. E nesse caminho que diariamente percorre vai encontrar dificuldades
inesperadas e de toda a ordem. Mas nem sempre as ultrapassa da melhor maneira. Porque não foi leal aos sãos princípios da convivência social.

Infelizmente é fácil, quase diria corrente, a mesma situação provocar num homem uma sensação de mentira e noutro, a mesma questão, coloca-lo perante uma situação que lhe parece de verdade. Seja, a mesma questão pode provocar no ser humano dois sentimentos opostos, o que traduz o modo de comportamento utilizado pela sociedade nos dias de hoje. È neste terreno que a sociedade assenta os seus arraiais, provocando prejuízos elevados na sociedade em geral, que facilmente são detectáveis na comunicação social, quer nacional quer internacional.

O mundo de hoje, está instalado em cima duma fábrica de material de guerra e todos os dias as armas disparam, porque infelizmente, há também fábricas de balas. E os dois, quando se juntam actuam e matam.

A humanidade deveria conhecer claramente o código dos valores de cidadania e as sãs normas de relacionamento para que, efectivamente o mundo vivesse com um sorriso nos lábios. Era óptimo que fosse assim.

E é por isso que quero deixar aqui escrito o meu juramento de lealdade e respeito à AAAETC.

Ab-
JBS

DO CORREIO ELECTRÓNICO

Numa prova de entrada
para a Universidade ...


Questão: Interpretar o seguinte trecho de poema de Camões

'Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói e não se sente,
é um contentamento descontente,

dor que desatina sem doer'

Uma aluna deu a sua interpretação, à seco XXI:

'Ah Camões, se vivesses hoje em dia,
tomarias uns antipiréticos,
uns quantos analgésicos
e Prozac para a depressão.

Comprarias um computador,
consultarias a Internet
e descobririas que essas dores que sentias,

esses calores que te abrasavam,
essas mudanças de humor repentinas,

esses desatinos sem nexo,
não eram feridas de amor,
mas somente falta de sexo!'


Teve nota máxima!


Foi a primeira vez, depois de mais de 500 anos, que alguém entendeu qual era a ideia do Camões


Enviado por Joaquim Teixeira

COMUNICADO DA DIRECÇÃO


Associação dos Antigos Alunos
Da Escola Tomás Cabreira

Em reunião de 15 de Setembro de 2010 e face a algumas alusões criticas em relação à “passividade” da Direcção da Associação sobre o funcionamento do Blogue, foi decidido manter a colaboração do Rogério Coelho, evitando polémicas estéreis que põem em causa a coesão da nossa Associação, muito embora entendamos a pertinência de algumas críticas.

O Presidente
Joaquim Teixeira

quarta-feira, 15 de setembro de 2010



PAIXÕES 2


É precisamente pelo Blogue que dou continuidade ao Titulo!
Existe neste momento dois Costeletas em foco , que tem dado muito ao mesmo sem outra retribuição a não ser a Paixão que tem pelo mesm.

Não sou Juiz, nem advogado de qualquer das Partes ,nem quero ser!
Pelo contrário tenho elevada consideração por ambos!
Sei que um gosta de debates, adepto do conceito de que da discussão nasce a luz , de vez em quanto deixa-se levar pela empolgação e se desvia , resultado como escrevi ontem uma situação de paixão avassaladora que o deixa sem rumo, sem chão, sem visão ! E leva o assunto como se a culpa fosse do outro lado, o que nem sempre é bem aceite .
Mas ao sair da contenta continua uma pessoa com a sua grandeza e também a humildade de reconhecer o excesso escrito , que nada tem de pessoal.

Quanto ao outro lado do artigo “ Orgulhosamente Parado “ foi uma situação infeliz, considerando que o visado também é pela Paixão que tomou a responsabilidade de estar á frente na parte executiva da área de publicações do Blog.
Na qualidade de colaborador como qualquer dos outros nomes que aparecem incluindo o meu em que não temos outra retribuição a não ser o de gostarmos do que fazemos livremente, em compensação não temos horários a cumprir, muito diferente da do moderador.
Se Contratado alguém de fora para a execução do Trabalho, a Associação dificilmente teria meios de custear os encargos trabalhistas, e o horário de trabalho nunca pode ir além dos vigentes em qualquer actividade.
Uma frase antiga que se falava na Primária (se soubessem quanto custa mandar etc.) pode aqui ter a metamorfose para “se soubesses a responsabilidade do desempenho“.
Torna difícil ser apontado mesmo de forma indirecta até se afirma que uma palavra dita ou uma bala disparada pode causar estragos mas jamais volta para trás!

Suponho que é de um filosofo Americano cujo nome não me vem á memória neste momento a frase de conta até 10 antes de dar uma resposta, ou até 100 se estiveres irritado.

É outro desabafo já que não é minha intenção criticar, nem atirar lenha na fogueira sobre outras situações semelhantes.
Todos somos livres para tomar nossas decisões desde que as mesmas não prejudiquem os outros!
Assim termino este texto torcendo para que tudo se resolva a contento de todos os lados , até que a motivação é precisamente a PAIXÃO que todos temos pelo Blogue.

Saudações Costeletas
Antonio Encarnação .

P. S. Se não acharem que seja conveniente a publicação, concordo plenamente!
Nota:- concordo com a publicação, porque, não acho este post "polémico", mas um desabafo dum Costeleta com "visão", um óptimo colaborador e com "paixão" pelo bom nome do nosso blogue.
RC


RIA FORMOSA


És vencedora em zonas marinhas
És a namorada da minha cidade
Estás igual; tudo o que tens já tinhas
Tens apenas um pouco mais de idade


A Ria Formosa está para a cidade de Faro como um filho está para um Pai. Diria que se amam, porque já não passam uma sem a outra. E agora pontuou na eleição das 7 maravilhas em Portugal.

A cidade de Faro nasceu e cresceu com a Ria e viveram juntas desde que a cidade surgiu. Ambas viram chegar povos antigos e a Ria oferecia-lhes o seu encanto. E peixe, marisco e sal. Uma verdadeira fortuna.
Diz Lourenço Castilho; "A ria de Faro, quando está espelhada e serena como um lago dormente, é um deslumbramento vista ao clarão desses ocasos gloriosos, jorrando uma luz ofuscante que se estampa na paisagem e no espelho das águas em matizes da mais caprichosa fantasia, em tonalidades policrónicas num predomínio do ouro ardente, até que o horizonte se inflama num intenso rubor sanguíneo, transfigurando magicamente a vasta lagoa, como se as suas águas cristalinas, luminosas, se tingissem de viva púrpura, ao mesmo tempo que, no mais intenso da ciclópica labareda, os barcos vogando ou estanciados na esbrazeada superfície, salamandras enormes vivendo no fogo, assumem um aspecto fantástico envoltos naquele incêndio límpido e inofensivo."
Do cais da cidade partem os “gasolineiros” que transportam gente que vem de todo o la do e vão até às praias que por ali proliferam. E outros pescam ou apanham berbigões ou cadelinhas.

È convidativo passear, de barco, na Ria, ao fim das tardes.

Não se esqueça de ir. Porque vai gostar.

Penso eu.

JBS

terça-feira, 14 de setembro de 2010



NÃO É JUSTO ESQUECER


Gisela da Conceição Maria Marques,

Não só porque é costeleta dos anos dourados da Escola, sem menosprezo por outras brilhantes gerações de bons alunos, também não só porque foi a esposa do Franklin, mas, sobretudo, quero recordá-la aqui, porque é a Presidente da Direcção do GATO, que vai assinalar agora o seu 20 º aniversário no dia 9 de Setembro próximo.

Para comemorar esta data e também para angariar fundos, vai esta Associação realizar um Jantar de Solidariedade em 1 de Outubro de 2010. Este evento que contará com um espectáculo da banda algarvia IRIS irá ter lugar na Quinta da Senhora Menina em Faro pelas 20h00.

A Associação GATO – Grupo de Ajuda a Toxicodependentes, foi fundada em 1991, pela costeleta Gisela Marques, a advogada Margarida Gouveia e a psicóloga Margarida Guerreiro, sendo a costeleta Gisela numa primeira fase tesoureira da Direcção ocupando presentemente o cargo de Presidente da Direcção.

È de assinalar a ocupação da costeleta Gisela, não só no condição de Presidente da Associação, mas sobretudo evidenciar a sua disposição e dispensa do seu tempo pessoal, consumido em prol de uma actividade humanitária, que é sempre de enaltecer.

O mundo precisa de todos e sobretudo de gestos e atitudes, onde sobressaia um sorriso amigo, um abraço forte, uma mensagem de esperança e um grito de confiança donde resulte uma forte condição de bem estar, instalada no coração de quem tais actos pratica.

O mundo tem que ser assim, aprender a viver em solidariedade.

Obrigado Gisela por essa demonstração sincera de humanismo. Os costeletas orgulham-se disso.

È o que eu penso.

JBS

DO CORREIO ELECTRÓNICO



Meu caro amigo

Peço-lhe que publique
Um abraço
Palmeiro

Depois de ter lido várias vezes, e pensar, resolvi publicar este "desabafo" do Costeleta Palmeiro. Reservo-me o direito de não publicar, a partir deste momento, tudo aquilo que possa desfigurar o blogue Costeleta. Na próxima reunião de quinta feira da Direcção, em que estarei presente; não faço parte da Direcção mas sou um dos elementos que me convidaram para a Comissão de Eventos, como se encontra registado em Acta, darei conhecimento dos factos. Factos que me entristessem profundamente para continuar. Entretanto colocarei, e só, tudo o que possa dignificar quer o blogue como quem os subscrever, em post's ou comentários.

Rogério Coelho

PARTINDO A LOIÇA

Certamente ainda não foi esquecido o episódio caricato de uma disputa verbal entre o signatário e o João Brito Sousa (JBS). Bem aconselhado pelo Rogério parei após um último comentário do João, beirando o insulto, achei sensato o conselho e acatei o mesmo.
Passados alguns dias recebi um mail do João, que havia solicitado o meu endereço electrónico ao Rogério. Nessa mensagem (que mantenho em arquivo) foi-me solicitado que dissesse o que tinha a dizer e assim fiz. Mais correio electrónico (que também mantenho em arquivo) onde me é dito que afinal não me conhecia bem, que eu tinha razão e que iríamos acertar as agulhas no futuro (o dito e o subentendido).
Não fiz mais qualquer comentário no blogue e vi publicada outra troca de correspondência, que entendi como a querer dizer “a paz foi selada”. Por mim foi, mas com um pé atrás.
Existem em todas estas guerras de comentários em que quase sempre os protagonistas são os mesmos, um aspecto que, parece-me, ainda ninguém avaliou com a seriedade que o assunto merece:
- O blogue “os costeletas” foi criado pelo Rogério que o colocou ao serviço da Associação, continuando como responsável pelo mesmo.
- Generosa e gratuitamente dedica ao mesmo, muitas horas diárias do seu descanso e da sua vida privada.
- O blogue tem na apresentação a fotografia da nossa Escola. Um estabelecimento de ensino respeitado e em que todos nos revemos.
Quem me levantou a questão foi o meu neto João Afonso de 11 anos de idade e aluno do sexto ano de uma escola idêntica.
Como costuma acompanhar-me aos almoços dos costeletas e conhecedor da existência do blogue, solicitou-me autorização para entrar e eu concordei. Navegou durante duas ou três horas e no final disse-me:
- Avô nunca mais quero entrar aqui!
- Porquê?
- Olha, muitos dos comentários que li, são tudo aquilo que tu me dizes para eu não fazer ou dizer. Sabes avô nunca mais quero ir contigo a almoços dos Costeletas.
As palavras dele martelaram na minha cabeça e fizeram-me pensar que certamente, crianças e jovens adolescentes, actuais alunos da nossa Escola, terão acesso também e acompanharão o triste espectáculo, das birras, dos acessos de fúria, faltas de educação e de respeito.
Que belo exemplo nós estamos dando!
Quero referir especificamente o texto “ORGULHOSAMENTE PARADO” do JBS e dizer-te João, este é o outro João de que te falei e as pessoas não podem estar sujeitas ao teu humor, ninguém merece isso e muito menos o Rogério.
Podes ser um bom escritor, és com certeza, podes ser um homem muito culto, também tenho a certeza que és, até mesmo um sobredotado, mas tudo isso não te dá o direito de dizer o que te vem à cabeça e desrespeitar ou ofender quem te apetecer.
Eu fico com a minha ignorância, mas respeitando o meu semelhante e exigindo também ser respeitado.
Acredita que não é ironia, é sim um conselho de amigo, procura ajuda porque não estás bem. A vida é stressante.
Em termos de opinião, é o fim da minha colaboração. Continuarei a enviar alguma coisa para o “cantinho dos marafados”, mas só isso.
Surpreende-me que os colegas não se tenham manifestado contra o texto do JBS e também me surpreende o silêncio da Direcção da Assossiação.
Estou disponível para participar em qualquer evento que possa minimizar e desagravar o que considero uma ofensa ao Rogério, bem como. que o autor faça um pedido de desculpas formal.

Um abraço a todos

António Palmeiro

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

DANOS COLATERAIS

Por Norberto Cunha

Creio ter sido na sequência dos anos áureos da “Luta Livre America-na” (modalidade em que o farense José Luís por mais de uma vez foi campeão) que em Faro vieram a alcançar grande popularidade os filmes de pancadaria, produzidos em série e a preto e branco, quase sem enredo e interpretados por actores de segundo plano. Mal se anunciava a projecção de um deles e os respectivos “quadros” eram colocados nas vitrinas do Cinema Santo António, se presumia que a lotação esgotasse. Se não a das “cadeiras” (plateia) por certo e seguro a da “geral” (bancada) e os candidatos a esta faziam fila junto da bilheteira muito antes da abertura. Os retardatários, que ficavam na cauda, amargavam com a espera. Quando soava que os ingressos já rareavam (embora emitidos em número que excedia a normal lotação…) e a paciência e a esperança lhes começavam a faltar, crescia-lhes a ansiedade e instintivamente (alguns, outros não) desatavam a comprimir e empurrar os da frente. O processo repetia-se, de cada vez a intervalos menores e com maior intensidade. E, empurrão atrás de empurrão, alguns dos que se encontravam no meio acabavam por ser cuspidos da fila. Daí que muitos já não precisassem ou não pudessem assistir à sessão, ou dela desistissem e do bilhete porque, não poucas vezes, a pancadaria começava logo ali. Mas na verdade, também não era só o puro interesse pelo espectáculo que a todos mobilizava. Havia quem apenas (ou sobretudo) pretendesse realizar um pequeno lucro com a revenda de bilhetes. Apesar de, ocasional e acidentalmente, ter presenciado algumas daquelas picarescas e intimidantes cenas, também eu vim a ser contaminado pelo entusiasmo dos apreciadores de tais filmes. E a dada altura surgiu a oportunidade de me estrear como espectador. Com uma sessão no Sábado e outra ao Domingo, ia ser exibida uma película cujo título não recordo com precisão mas era qualquer coisa como “A Vingança (ou o Regresso) de Fu Manchu” e cuja acção (porrada, sem tréguas nem quartel, e a um ritmo estonteante entre gangues rivais) decorria na China. Também já não sei que idade tinha e se, por via dela, a classificação etária dos espectáculos me permitiria, ou não, realizar o meu desejo. Mas ou eu desconhecia o condicionalismo, ou nunca dele me lembrei porque, com todas as minhas forças, queria ir… E pronto. Mas o meu pai, que desaprovava esse género de filmes, quando lhe pedi o dinheiro despachou-me com um “não” sem apelo ou prescrição. No Sábado, porém, pouco antes da sessão, descobri que um primo e amigo meu, um rapagão com o dobro da minha idade, já tinha bilhete. E logo me colei a ele, ignorando a paternal interdição. ”Ó Joaquim, leva-me contigo… Gostava tanto de ver aquele filme…” fui implorando por todo o caminho, com ele a responder-me “não posso” e a mandar-me embora. Já no átrio do cinema, passámos por um dos revendedores de bilhetes e insisti com quanta veemência pude, mas debalde. Ainda assim não desarmei, até que chegámos junto do porteiro e julguei perdida de vez a minha causa. Mas os dois eram amigos, não se viam desde a tropa, demoraram-se na troca de cumprimentos e eu, a um passo do lado de dentro e vendo o porteiro distraído, não resisti (a ocasião faz o ladrão) e para lá me esgueirei nas costas do meu primo. Lesto, meti-me entre outros que seguiam para a bancada e não mais vi o Joaquim, nem à saída. Mas vinha tão eufórico que até me vangloriei pela minha proeza e não dei a menor importância ao desencontro. Passada uma semana, ou pouco mais, reencontrámo-nos. “Ó pá, então eu julgava que te tinhas ido embora, e tu enfiaste-te no cinema sem o porteiro ver?” Atirou-me ele de rajada, sem me cumprimentar, e cortando-me a respiração como se me tivesse dado um murro no estômago. E não esperou pela minha resposta para disparar, de novo em tom acusatório: “Sabes o que aconteceu? Sabes?”. “Ó primo, não sei… mas desculpa lá.” Retorqui, surpreendido, atarantado, quase apavorado. E ele, mais pausadamente desta vez, esclareceu: “Olha: o Marmelada estava de olho lá atrás, julgou que o meu amigo te deixou entrar por ires comigo, discutiu com ele, chateou-o e no fim, por tua causa, o desgraçado foi parar à cadeia…’Tás a ver?” Não estava. De modo nenhum. Contudo, estranhei que por tão pequena e não premeditada travessura tivesse sido castigado um inocente e de modo tão severo. E retorqui, aceitando a acusação do Joaquim: “Mas porquê? Fui eu que tive a culpa…”.“Pois, pois… — corroborou ele — Mas o Marmelada não quis acreditar, pá. Chamou-lhe mentiroso e tanto lhe moeu o juízo, tanto o ralou, que ele perdeu a cabeça.” Também não entendi tão estreita relação entre a cadeia e tal perda, e de viva voz interroguei-me: “Perdeu a cabeça? Foi para a cadeia?”. “Não percebes pá? — retrucou o meu primo com repreensivo sarcasmo — Perdeu a cabeça, sim. O Alfredo ficou tão irritado que desancou o gajo à porrada! Partiu-lhe a cara toda! Deixou-lhe a cara num bolo…”Que da exibição de filmes da série “Fu Manchu” e congéneres resultassem “danos colaterais” como os que habitualmente se registavam na corrida às bilheteiras, era coisa que Marques da Silva bem sabia mas por certo desprezava face às avultadas receitas que proporcionava. Mas que, por acidental e involuntária intermediação de um puto como eu, viesse a sofrer no corpo o reverso dessa ganância, nunca lhe poderia ter passado pela cabeça. E, felizmente, também nunca o veio a descobrir. De contrário, seria a pedra no sapato que na primeira ocasião arremessaria contra mim, pois estava escrito que as nossas vidas tornariam a cruzar-se.