sábado, 31 de outubro de 2015



RICARDO MEALHA (1968-2015)
Filho do Atleta Costeleta
José Madeira Guerreiro Mealha

À família e a todos os amigos apresentamos o nosso profundo desgosto.

DESCANSA EM PAZ RICARDO

Lembramos do Ricardo:
A vida Portuguesa, Ministério da Cultura, Lux, Azeite Galo, BES e Casa das História Paula Rego são algumas das instituições, organismos e marcas cuja imagem foi delineada por Ricardo Mealha.
Morreu no Domingo, 25, vitima de um tumor cerebral. O Designer Português conquistou mais de 80 prémios em 14 anos. Tinha 47 anos e ideias fortes.
"Temos uma identidade que não conhecemos, que não conseguimos agarrar. Somos fado? O futebol? A língua? A Arte não existe, não há uma tradição portuguesa".
Afirmou ao público em 2009.
IN SÁBADO

Pesquisa de Roger

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

A L T E R A Ç Ã O

Mudança de data e pak
Associação dos Antigos Alunos
Da Escola Tomás Cabreira
DIA 19 DE DEZEMBRO DE 2015
(Sábado)
NO RESTAURANTE “SENHORA MENINA”-FARO
ALMOÇO CONVÍVIO DE NATAL COSTELETA
com pé de dança
15 €
COM TROCA DE PRENDAS
(Traga uma prenda SIMBÓLICA para receber outra)
Traga os seus amigos com a respectiva prenda
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Motivos alheios á nossa vontade
alteraram a data do almoço para o dia 19.
Por esse motivo, e sem alteração do menú combinado, conseguimos que a gerência da "Senhora Menina" baixasse o Pak para
15 €

MENU
Recepção com aperitivo e salgadinhos

Entrada: - azeitonas, manteiga, salada de cenoura algarvia, rissois, pasteis de bacalhau e.

1º prato:- bacalhau gratinado,
2º prato: - Carnes grelhadas mistas.
(servido à mesa)
águas, vinhos, café

Sobremesa: váriada em regime de buffet.

O músico já foi inteirado da nova data
INSCREVA-SE
TELEMÓVEL 919029068 - Isabel Coelho
965322599 - Conceição Sério
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DIA DAS BRUXAS

31 DE OUTUBRO
Hallwoeen

Bruxinha
Introdução

O Halloween é uma festa comemorativa celebrada todo ano no dia 31 de Outubro, véspera do dia de Todos os Santos. Ela é realizada em grande parte dos países ocidentais, porém é mais representativa nos Estados Unidos. Neste país, levada pelos imigrantes irlandeses, ela chegou em meados do século XIX.

História do Dia das Bruxas

A história desta data comemorativa tem mais de 2500 anos. Surgiu entre o povo celta, que acreditavam que no último dia do verão (31 de Outubro), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas, os celtas colocavam, nas casas, objetos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros.

Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a Idade Média, quando passou a ser chamada de Dia das Bruxas. Aqueles que comemoravam esta data eram perseguidos e condenados à fogueira pela Inquisição.

Com o objectivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval, a Igreja cristianizou a festa, criando o Dia de Finados (2 de Novembro).

Símbolos e Tradições

Esta festa, por estar relacionada em sua origem à morte, resgata elementos e figuras assustadoras. São símbolos comuns desta festa: fantasmas, bruxas, zumbis, caveiras, monstros, gatos negros e até personagens como Drácula e Frankestein.

As crianças também participam desta festa. Com a ajuda dos pais, usam fantasias assustadoras e partem de porta em porta na vizinhança, onde soltam a frase “doçura ou travessura”. Felizes, terminam a noite do 31 de Outubro, com sacos cheios de guloseimas, balas, chocolates e doces.

Pesquisa de Roger


CANTINHO DOS MARAFADOS

ACONTECE...


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

domingo, 25 de outubro de 2015

CANTINHO DOS MARAFADOS



Sobre a Vírgula

Muito bonita a campanha dos 100 anos da ABI
(Associação Brasileira de Imprensa)
Vejamos:

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere..

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.


Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!


Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.


Detalhes Adicionais:
COLOQUE UMA VÍRGULA NA SEGUINTE FRASE:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.



* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...

* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...
Coisas da virgula ...


sábado, 24 de outubro de 2015


MUDANÇA DA HORA

HORA DE INVERNO

Esta madrugada de sábado para domingo tem que atrasar o seu relógio uma hora, mas a maioria dos países do mundo não o faz. Uns já não o fazem e outros nunca o fizeram
A hora de inverno começa na madrugada de sábado para domingo. Às 02h00 deverá atrasar os seus relógios uma hora, ou seja, para a 01h00.
As mudanças de hora estão definidas por legislação nacional e comunitária e acontecem no último domingo de Outubro (hora de inverno) e no último domingo de Março (hora de verão). A hora de inverno mantém-se até à madrugada de 27 de Março de 2016, altura em que os relógios deverão ser adiantados uma hora.

Esta alteração aplica-se a todos os países da União Europeia e à maioria dos países do continente europeu. As únicas excepções são Islândia, Rússia, Geórgia, Bielorússia e Arménia.


Ginástica: 
Loulé volta a ser a capital 
mundial do trampolim

A cidade de Loulé prepara-se para voltar a ser a capital mundial do trampolim com a realização da sexta edição da Loulé Cup, prova da Taça do Mundo em Trampolins que se disputa de 29 a 31 de Outubro no pavilhão desportivo municipal.
A competição é organizada pela Associação de Pais e Amigos da Ginástica de Loulé (APAGL) e pela Federação de Ginástica de Portugal, com o apoio da Câmara Municipal de Loulé e com o alto patrocínio da Federação Internacional de Ginástica.
Paralelamente, realiza-se a 10.ª edição da Competição Internacional “Loulé Cup”, nas modalidades de trampolim, duplo mini-trampolim e tumbling.
As provas contam com cerca de 550 ginastas de 30 países e estão integradas nos eventos desportivos da “Loulé Capital Europeia do Desporto 2015”.

Na competição “Loulé World Cup 2015”, irão participar cerca de 150 ginastas de 26 países, entre os quais  Portugal, Bélgica, Grã-Bretanha, Rússia, Itália, Espanha, Argélia, Japão, Canadá, Brasil, Egipto, Dinamarca, Suécia, Grécia, Geórgia, Irlanda, Alemanha, Bielorússia, Austrália, Nova Zelândia, Azerbeijão, França, Suíça, Holanda, República Checa e Turquia.



Um lugar para “Zeca Afonso”

Um singelo monumento, tão de igual com o inesquecível carácter do homenageado, esteve patente há algum tempo e durante vários dias, junto ao auditório ao ar livre e nas instalações modernizadas na Escola Tomás Cabreira. Tratava-se de um rememorar para a posteridade e com um cunho pedagógico para a juventude escolar “costeleta” (nome dado aos que frequentam ou se houveram como alunos da mesma) de um dos maiores do “Portugal de Abril” e que é ali foi mediático professor, ou utilizando uma linguagem actual, “um professor de proximidade”, o dr. José Afonso dos Santos, universalmente conhecido por “Zeca Afonso”.
De profundo sentir se revestiu esta acção inaugurada com a presença, entre muitos outros, dos antigos estudantes – cantores do fado de Coimbra e onde, em simultâneo, foi lançada a criação da Casa da Lusa – Atenas no Algarve.
A memória escultórica lembrando Zeca Afonso, que com a sua canção “Grândola, Vila Morena”! deu início a um tempo novo num Portugal novo, estava ladeada pelo símbolo vivo da fraterna azinheira.
Foi porém, como o povo diz na sua milenar sabedoria, “Sol de pouca dura”, isto porque, ao que aceitamos crer, “questões burocráticas” determinadas pelas entidades escolares, levaram a que o monumento – presença fosse retirado da Escola Tomás Cabreira de onde irradiou uma vaga inapagável da sua saudosa lembrança,
Tudo foi levado para, ao que nos informaram, os armazéns municipais, onde jazz à espera de um local onde possa ser implantado.
Sabemos agora que decorrem acções, lideradas por dois “farenses” que, não havendo nascido em Faro, o são de “alma e coração” e têm prestado à cidade capital sulina um vasto rol de serviço, para colocar a referida “lembrança a Zeca Afonso”, na praça que ostenta o seu honrado nome na urbanização cooperativa de habitação social, na popularmente chamada, por via da sua anterior ocupação militar, por “Carreira de Tiro” ou “Espaldão”.
São dinamizadores da iniciativa o eng. Augusto Miranda, antigo vereador do município, professor aposentado da Escola João de Deus e preside ao Clube Farense e à Casa de Coimbra no Algarve e esse artista plurifacetado e exímio guitarrista José Maria de Oliveira, criador e mentor, há décadas, do “Grupo de Fados de Coimbra”.
A placa elevada, em plena zona central, lá se encontra, como que aguardando a lembrança escultórica de quem tanto diz a este País e com um sentido afectivo especial a Faro.

João Leal

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

POESIA



Para recordar
E para quem desconhece


a nau catrineta

 De Almeida Garrett

Lá vem a Nau Catrineta,
que tem muito que contar!
Ouvide, agora, senhores,
Uma história de pasmar."

Passava mais de ano e dia,
que iam na volta do mar.
Já não tinham que comer,
nem tão pouco que manjar.

Já mataram o seu galo,
que tinham para cantar.
Já mataram o seu cão,
que tinham para ladrar."

"Já não tinham que comer,
nem tão pouco que manjar.
Deitaram sola de molho,
para o outro dia jantar.
Mas a sola era tão rija,
que a não puderam tragar."

"Deitaram sortes ao fundo,
qual se havia de matar.
Logo a sorte foi cair
no capitão general"

- "Sobe, sobe, marujinho,
àquele mastro real,
vê se vês terras de Espanha,
ou praias de Portugal."

- "Não vejo terras de Espanha,
nem praias de Portugal.
Vejo sete espadas nuas,
que estão para te matar."

- "Acima, acima, gajeiro,
acima ao tope real!
Olha se vês minhas terras,
ou reinos de Portugal."

- "Alvíssaras, senhor alvissaras,
meu capitão general!
Que eu já vejo tuas terras,
e reinos de Portugal.
Se não nos faltar o vento,
a terra iremos jantar.

Lá vejo muitas ribeiras,
lavadeiras a lavar;
vejo muito forno aceso,
padeiras a padejar,
e vejo muitos açougues,
carniceiros a matar.

Também vejo três meninas,
debaixo de um laranjal.
Uma sentada a coser,
outra na roca a fiar,
A mais formosa de todas,
está no meio a chorar."

- "Todas três são minhas filhas,
Oh! quem mas dera abraçar!
A mais formosa de todas
Contigo a hei-de casar"

- "A vossa filha não quero,
Que vos custou a criar.
Que eu tenho mulher em França,
filhinhos de sustentar.
Quero a Nau Catrineta,
para nela navegar."

- "A Nau Catrineta, amigo,
eu não te posso dar;
assim que chegar a terra,
logo ela vai a queimar.
- "Dou-te o meu cavalo branco,
Que nunca houve outro igual."

- "Guardai o vosso cavalo,
Que vos custou a ensinar."
- "Dar-te-ei tanto dinheiro
Que o não possas contar"

- "Não quero o vosso dinheiro
Pois vos custou a ganhar.
Quero a Nau Catrineta,
para nela navegar.
Que assim como escapou desta,
doutra ainda há-de escapar"

Lá vai a Nau Catrineta,
leva muito que contar.
Estava a noite a cair,
e ela em terra a varar.

João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett 
e mais tarde 1.º Visconde de Almeida Garrett, (Porto, 4 de fevereiro de 1799 Lisboa, 9 de dezembro de 1854) foi um escritor e dramaturgo romântico, orador, par do reino, ministro e secretário de estado honorário português.
Grande impulsionador do teatro em Portugal, uma das maiores figuras do romantismo português, foi ele quem propôs a edificação do Teatro Nacional de D. Maria II e a criação do Conservatório de Arte Dramática.
Nasceu a 4 de fevereiro de 1799, na antiga Rua do Calvário, n.ºs 18, 19 e 20 (actual Rua Dr. Barbosa de Castro, n.ºs 37, 39 e 41), na freguesia da Vitória, no Porto, filho segundo de António Bernardo da Silva, selador-mor da Alfândega do Porto, e Ana Augusta d'Almeida Leitão.[1] Passou a sua infância, altura em que alterou o seu nome para João Baptista da Silva Leitão, acrescentando o sobrenome Baptista do padrinho e trocando a ordem dos seus apelidos, na Quinta do Sardão, em Oliveira do Douro (Vila Nova de Gaia), pertencente ao seu avô materno José Bento Leitão. Mais tarde viria a escrever a este propósito: "Nasci no Porto, mas criei-me em Gaia". No período de sua adolescência foi viver para os Açores, na ilha Terceira, quando as tropas francesas de Napoleão Bonaparte invadiram Portugal e onde era instruído pelo tio, D. Alexandre, bispo de Angra. De seguida, em 1816 foi para Coimbra, onde acabou por se matricular no curso de Direito. Em 1818 adoptou em definitivo os apelidos Almeida Garrett (Garrett seria o apelido da sua avó paterna, que tinha vindo para Portugal no séquito de uma princesa), pelos quais ficou para sempre conhecido, passando a assinar-se João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett. Em 1821 publicou O Retrato de Vénus, trabalho que fez com que fosse processado por ser considerado materialista, ateu e imoral, tendo sido absolvido.
Almeida Garrett participou na revolução liberal de 1820, de seguida foi para o exílio na Inglaterra em 1823, após aVilafrancada. Antes casou-se com uma muito jovem senhorita Luísa Midosi, que tinha apenas 14 anos. Foi em Inglaterra que tomou contacto com o movimento romântico, descobrindo Shakespeare, Walter Scott e outros autores e visitando castelos feudais e ruínas de igrejas e abadiasgóticas, vivências que se reflectiriam na sua obra posterior.

Pesquisa de Roger.



quinta-feira, 22 de outubro de 2015

SOBRE A CASA DO ALGARVE



A propósito do artigo publicado hoje no  blog sobre da “morte” da Casa do Algarve, transcrevo de seguida o email que enviei para o presidente da Assembleia Geral no dia em que recebi a convocatória.
Agradeço publiques, como reflexão ao tempo de vida da nossa Associação, quando a “velha guarda “ for desaparecendo.  Um final que nenhum costeleta desejaria...
ouçamos o Requiem ( Mozart ) em ré menor, na missa fúnebre à Casa do Algarve.
Um abraço
 
Jorge Tavares
costeleta 1950/56
 
 
Bom dia,
 
É com profundo desgosto que recebo esta noticia.
O Algarve e os algarvios têm muitas virtudes, mas bairrismo não existe.
Espero que esta vossa comunicação encontre eco nas instâncias que podem colaborar na manutenção com vida da Casa do Algarve...nem o facto do PR ser algarvio...que lástima.
Também é verdade que a Casa do Algarve não se aproximou nas novas gerações, mantendo-se com o mesmo formato: Há que renovar e atrair os novos que possam dar continuidade.
Cumprimentos




O fim da Casa do Algarve não pode ser

A notícia vinda a público dá conta de que a Casa do Algarve, com 85 anos, vai encerrar. E como uma das explicações para o caso, também se dá conta de que os autarcas algarvios viraram costas à instituição, e que, uns atrás de outros, os municípios foram deixando de pagar as quotas de associados colectivos. A isto juntou-se o divórcio dos algarvios residentes na capital, o desinteresse sistemático dos deputados eleitos pelo Algarve, a apatia dos estudantes algarvios e o alheamento da intelectualidade, sobretudo da que reclama profunda ligação à Província natal. Também, pelo que subiu ao noticiário quotidiano um tanto incorrectamente, a própria AMAL (Comunidade Intermunicipal do Algarve) terá optado por não responder a um último apelo de sobrevivência, mas, ao que se sabe, a AMAL disponibiliza-se a receber uma delegação da Casa do Algarve para avaliação da situação. Isto não invalida reparos a alguns autarcas algarvios que, perante a premência de uma representação cívica do Algarve na capital, confundem causas com efeitos.
……………………………………………………………………………………………

IN Carlos Albino – Jornal do Algarve.


OS BONS PETISCOS

“O Berbigão” (1)

Hoje resolvi projectar a minha escrita para este delicioso marisco.
Recordar o belo berbigão da nossa Ria Formosa.
Era assim, segundo me conta o “Moce”.
Geralmente era ao Domingo. O “Moce” pedia “dois tostões” à mãe; pegava no cabaz “tipo lancheira”; deslocava-se à rua da Barqueta, em Faro, e comprava ao senhor Manjua, o cabaz cheio, com aquela importância.
Podem crer que o cabaz, segundo o “Moce”, tinha capacidade para cerca de 5 quilos.
À tardinha, preparava o fogareiro a petróleo, colocava uma chapa em cima, metia ar dentro do fogareiro, colocava o berbigão na chapa e, sentado em frente ia-se regalando à medida que se abriam.
Hoje, poucos têm fogareiro a petróleo e, os que o possuem, não os utilizam.
Uma delícia para fazer crescer água na boca a todos os que me lêem.
O pãozinho caseiro e o imprescindível copo de vinho tinto, naquele tempo feito “a martelo”. O Júlio da Nortenha era um especialista e “fazia” vinho delicioso.
O “Moce” sou eu. Vai um berbigão!?

Rogério Coelho


 (1) O saudoso Dr. Cândido de Sousa dizia-me: é o único marisco que não faz mal. Tem mais vitamina C que a laranja.


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

COLABORANDO


Recebido por e-mail que transcrevemos:


A MINHA ESCOLA

É aquilo que é e vale o que vale. A palavra aos antigos alunos. Sob anonimato. O meu!

Devo dizer que a minha escola, Tomás Cabreira, não era apenas um edifício, não era apenas um conjunto de espaços regidos por inúmeras regras e condições, não era simplesmente a construção da obediência nem da inteligência. Era sim a abrangência da sabedoria acumulada da humanidade, um local de novas experiências, novos mundos, novos horizontes, metas e estradas a percorrer. Por conseguinte, uma escola deverá exigir tempo. Tempo de encontro, de encanto, de lazer, de arte, cultura, discussão, de ética e nomeadamente estética, de bem-estar, beleza e alegria. Por vezes nem sempre é assim pois o Homem – criador de tudo o que nos envolve, nomeadamente de uma simples escola - tanto tem em seu poder a criação e o embelezamento, como a destruição e a degradação da mesma.»

A escola, na visão dos alunos (na minha, portanto), teria que ser perfeita, se possível o mais simples e o menos trabalhoso. E a minha foi… Muitas vezes, o colega que estava ao meu lado, ou mesmo eu, desconhecíamos a importância e o porquê de frequentar a escola. [...] Eu gostei da minha escola, foi lá que encontrei e conheci grande parte dos meus grandes amigos. Foi também na escola que aprendi imensas coisas sobre o Mundo, as quais desconhecia.


E onde reside a felicidade numa escola secundária? Não seria honesta e sincera se dissesse que a minha felicidade na escola se regeu pelos manuais ou pelas equações e fórmulas. Efetivamente, não. Seria necessário algo mais para que eu fosse plenamente feliz. E nesse espaço de felicidade que me faltava para ser feliz, encontrei professores com quem criei laços de amizade, que me apoiaram quando precisei e que fizeram da sua voz e sabedoria, mais do que um meio de nos ensinarem o que vem escrito nos manuais. As suas tarefas transformaram-se em fórmulas de experiência, em lições de vida, em vozes de amigos. E não com menos importância que professores, achei os amigos e colegas com quem me reencontro todos os dias e partilho risos e tristezas, troco ideias e impressões. Amigos com quem posso falar e conviver. Amigos, quem sabe, de uma vida inteira.

E este blog terá que ser “NOTÓRIO” e manter um elo de ligação que até aqui tem sido, para mim, apenas um DESEJO de leitura.

PS- “Notório” e sem “apelo” dos comentários.


Maria Costeleta, dos anos 50!