domingo, 22 de novembro de 2015


“Quando a poesia acontece”

De há alguns anos a esta parte, com uma persistência admirável e uma dedicação notável tem vindo o Elos Clube de Faro, na sua estatuária e assumida missão de defesa e promoção da lusitanidade e de modo especial do idioma português (“A minha pátria é a minha Língua…” – Fernando Pessoa) a promover, excepto no período de Verão, as participadas sessões de “Quando a Poesia acontece…”.
Sucede no auditório da Biblioteca Municipal António Ramos Rosa, com a valiosa colaboração desta entidade e ao cair da tarde em todas as segundas quartas-feiras de cada mês, sendo cada encontro dedicado a um tema ou a um escritor ligado aos países de língua oficial portuguesa.
Presenças, digamo-lo, “obrigatórias”, por adesão voluntariosa ou em função dos cargos que ocupam, lá encontramos sempre, as Drªs Sandra Martins (dedicada directora daquela biblioteca ou o seu colaborador Dr. Homero Flor) e Dina Lapa (assumida presidente dos elistas farenses) a professora Maria José Fraqueza e, entre outros e distinguidos poetas o salirense, há mais de quatro décadas residente em Faro, Isidoro Cavaco, a par do casal de aplaudidos músicos que são a Dra Rosinda Vargues e seu marido o eng. Luciano Vargues.
Na última sessão, que ocorreu um meados de Outubro, foi a mesma dedicada ao grande herói da luta pela independência de Timor Lorosae (o mais jovem país de língua portuguesa) e vate de grande reverência, que é o chamado “poeta guerreiro” Xanana Gusmão (“uma obra literária muito sentida”).
A matriz central era excerto de um dos seus poemas – “Pátria é a vida, orgulho e aliança, Da alegria, do amor do sentimento” em redor da sua poesia e de quanto se refere a Timor intervieram uma dezena de participantes.
Ali se recordaram, entre outras, as figuras dos algarvios Família Carrascalão (Machados – São Brás de Alportel), Major Vieira Branco (Faro), Padre Lopes da Cruz (São Brás de Alportel) e coronel Viçoso (Fuseta), numa vivência acontecida, por vezes em trágicas situações).
Certo é que nestas tardes do final do dia de todas as “segundas quartas-feiras” a poesia e com ela, quanto comporta de belo, de elevado, de liberdade e de solidariedade, acontece na Casa da Cultura que funciona junto à Alameda João de Deus.
João Leal


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