quarta-feira, 27 de maio de 2020

GENTE DA TOMÁS CABREIRA



DRS. PERAL, ESQUÍVEL E COROA
- MÉDICOS ESCOLARES

                  Na nossa memória são três os médicos que prestaram serviço, quer clínico quer docente na nossa Escola. O primeiro de que nos lembramos foi o Dr. José Peral, ainda na Técnica Elementar de Serpa Pinto (1947/ 1948), que residia num rés-do-chão, hoje inexistente, na Rua João Lúcio, frente ao extinto café «A Brasileira», tão profundamente ligado ao universo dos «costeletas». Exercia o seu mister no «Gabinete Médico» situado no átrio da entrada principal, oposto à Secretaria e tinha como sua auxiliar a «senhora contínua», como então se dizia e hoje auxiliar administrativa Menina Lurdes. Mais tarde tivemos como Médico Escolar, já na Tomás Cabreira o farense Dr. João Esquível, que residia na Rua Lethes, frente ao Palacete Fialho e estava ligado, não só pela sua origem como pelo casamento com D. Maria Francisco Esquível (co-fundadora do Asilo de Santa Isabel e da Creche Jardim Nossa Senhora de Fátima) a importantes famílias algarvias (Sanches, Inglês, etc.). O Gabinete Médico funcionava na Secção Industrial, no Largo da Sé (pátio do Seminário) e o Dr. Esquível lecionava também a cadeira de «Noções de Higiene». Ocorre-nos ainda como Médico Escolar da Tomás Cabreira e professor daquela disciplina, com inovações pedagógicas que causaram alguma surpresa, o saudoso amigo e grande interventor cultural o Dr. Emílio Campos Coroa, com quem partilhámos algumas das nossas «aventuras cívicas em prol da Comunidade» (Grupo de Teatro Lethes, Jardim Escola João de Deus, Monumento ao Doutor Silva Nobre e outras) . 

                                                          JOÃO LEAL

terça-feira, 26 de maio de 2020



POEMA



Relembrando o Poeta, grande amigo e Costeleta 
ORLANDO AUGUSTO DA SILVA

CARÍCIAS

Corro uma pena de colibri, fina leve,
Sinto teus dedos correndo no meu rosto, 
Qual brisa suave que sopra a meu gosto 
Numa carícia de festa, sempre breve.

Corro um raio de sol que se atreve
A escorrer carícias de ouro do seu posto,
Que mata a fome e deixa bem disposto
A quem dessa fome e sede sempre teve.

Digam as palavras que queiram dizer, 
Certas palavras, de muito bem querer,
 E, que nenhuma delas as leve o vento!...

Sentir carícias e palavras que apetece 
Num percurso macio e doce que se tece, 
É nascer, e viver num só momento.

IN 27 JULHO 2011

segunda-feira, 25 de maio de 2020



NOTÍCIAS DO TURISMO ALGARVIO

Foram 87 as praias algarvias galardoadas com a «Bandeira Azul», símbolo da União Europeia, que define as estâncias com excelência de qualidade e que será hasteada no dia 15 de Junho. Relativamente a 2019 é menos uma «Bandeira Azul» das 322 outorgadas este ano já que Lagos ficou com menos duas (Praias da Batata e do Camilo) e mais uma a Portimão (Marina).
A Câmara Municipal de Lagoa vai investir quase 400 mil euros numa requalificação urbanística na Urbanização Algarvesol, o que não acontecia há meio século.
«Choose Guadiana» é um novo programa turístico da Associação Odiana, lançado no «Dia Europeu do Mar», que se prolongará até finais de 2021, com um investimento de 300 mil euros financiado pelo CRESC Algarve 2020, com o apoio dos Municípios de Vila Real de Santo António, Alcoutim e Castro Marim e que visa incentivar as apetências turísticas do Baixo Guadiana.
A ocupação hoteleira algarvia bateu um record em Abril com uma taxa de 1%, nos 11% de camas então em funcionamento e ficando 42,7% abaixo do mesmo mês no ano anterior.
O Grupo Finlandês PONTOS começou a investir 30 milhões de euros na construção das «VILLAS ALCEDO», com 12 moradias de luxo e ao gosto do cliente no «UMBRIA RESORT», em Querença (Loulé).
Em Faro o carismático Hotel Eva, ora denominado de «EVA SENSES HO-TEL» reabre no dia 5 de Junho após obras de renovação e por via da pandemia. O «EVA MARKET» será uma das inovações, constituindo «um novo conceito de espaço de experiências... e um ponto de encontro virado à cidade».
Encontra-se em fase de consulta pública na Câmara Municipal de São Brás de Alportel o Estudo do Impacto Ambiental do Loteamento Turístico «MONTE DA RIBEIRA», ocupará uma área de 50,5 hectares a quatro quilómetros daquela Vila.  
A AGIGARVE (Associação dos Guias Intérpretes do Algarve), no decurso de um encontro virtual com a RTA (Região de Turismo do Algarve) apresentou o «Manual de Boas Práticas Convid 19», um instrumento de traba-lho daqueles profissionais.
O projecto de construção de mais 3 hotéis na Ponta João de Arens, em Portimão, volta a estar em consulta pública até 19 de Junho após a CCDRA (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região do Algarve) ter dado parecer negativo.
Os Deputados Algarvios eleitos pelo PSD à Assembleia da República apresentaram a solicitação da TAP Air Portugal realizar mais voos do que os previstos para o Algarve.

                                        JOÃO LEAL 




CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE
DE MONCARAPACHO
OS MELHORES AZEITES DO MUNDO



Mais uma vez e foi no pelo oitavo ano consecutivo os «Azeites Monterosa», produzidos na Vila de Moncarapacho, alcançaram no que é considerado «o maior e mais prestigiante concurso internacional de azeites», duas medalhas de ouro e duas de prata. Aconteceu no afamado «New York International Olive Oil Competition», realizado na «Big Apple», a metrópole norte-americana que «nunca dorme», com a participação de 900 azeites concorrentes e oriundos de 26 países produtores, entre os quais Portugal.

Foi nesta propriedade, ali bem próximo dos míticos Serros de São Miguel e da Cabeça, que há décadas o ilustre cidadão sueco Detlev von Rosen iniciou a génese desta glorificação do solo olivícola olhanense. Veio fixar-se em 1969, entre nós, com o objectivo de se dedicar à produção de fruto - hortícolas, ante a impossibilidade de o fazer no Norte Europeu face às rígidas condições atmosféricas invernais. A excelência dos terrenos moncarapachenses e uma tradição milenar da cultura da oliveira e da preparação de azeites, deixada pelos romanos, como o comprovam quer exemplares vegetais e o resto de lagares, levou o sr. von Rosen à «sua maravilhosa aventura».
Desde 2016 que complementou com o olivoturismo, ou seja a apetência para o turismo do «apaixonante mundo da oliveira e do azeite», como uma atração para atrair visitantes, que o foram no ano passado em 5 mil turistas. Tudo se centraliza ou distribui, durante o percurso de 75 minutos pelo percurso do olival, do lagar e da sala de provas, com minuciosas explicações a cargo de técnicos credenciados.
Em Nova Iorque o «Azeite Virgem Extra Monterosa», produzido na terra olhanense de Moncarapacho chamou a si a glória do ouro e da prata!

JOÃO LEAL

«LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM»




«AS MAIS ANTIGAS RECEITAS DE BATATA DOCE»

PROFESSOR DOUTOR JOSÉ ANTÓNIO MARTINS

                   Veio a público a 2º edição, revista e actualizado inédito livro «As mais antigas receitas de batata doce nos livros de culinária dos séculos XVIII e XIX», da autoria do conhecido investigador olhanense Professor Doutor José António de Jesus Martins, técnico superior da Câmara Municipal de Lagos e um dos mais operosos intelectuais algarvios do nosso tempo.
                  Editado pela Associação de Defesa do Património Histórico e Arqueológico de Aljezur, concelho que é solar da produção da melhor bata-ta doce, contou esta edição com o apoio, para além daquele município, das juntas de freguesia do Rogil, de Odeceixe, de Aljezur e da Bordeira.
                  Na contracapa aprecia-se a reprodução da folha de rosto do primeiro tratado de cozinha publicado em Portugal e da autoria de Domingos Rodrigues (1637 / 1719).
                  José António de Jesus Martins fez a licenciatura em História na Faculdade de Letras de Lisboa (1985), o Mestrado em História Medieval pela Faculdade de Letras do Porto (1993) e o Doutoramento na Universidade da Beira Interior (2015).
                  É Director do Departamento de Educação, Cultura e Informação da Câmara Municipal de Lagos e tem realizado investigação relacionada com a História, Cultura Portuguesa e Gestão do Património em Universidades de todo o Mundo (Paris VII, La Sorbonne, Berna, Park/Ridge, Nova Iorque, Sevilha, Sofia e Mato Grosso).

                                                                                       JOÃO LEAL

domingo, 24 de maio de 2020

«COSTELETAS CUJA LEMBRANÇA É UMA SAUDADE»




                    JOSÉ ANTÓNIO GUERREIRO CAVACO

            Natural de Salir, em cujo cemitério se encontra sepultado o «Zé Cavaco» fez parte da famosa geração louletana dos «Cavacos da Tomás Cabreira», constituída também pelos mediáticos Aníbal António Cavaco Silva (presidente da República), Casimiro Cavaco Correia de Brito (poeta), Horácio Cavaco Guerreiro (presidente da Região de Turismo do Algarve) e Manuel Cavaco (empresário). José António Guerreiro Cavaco nasceu a 19 de Março de 1939 (Dia de São José e daí talvez a razão do seu nome) e faleceu a 3 de Novembro de 2013, constituindo o seu funeral uma sentida manifestação de pesar. Frequentou a nossa Escola (Curso de Carpinteiro / Marceneiro, sendo um dos «meninos do Mestre Guerreiro») e foi um hábil e entusiasta jogador de futebol no Sport Lisboa e Faro, o atual Faro e Benfica. Pela vida em fora se houve como empresário, desportista e político, quer em Portugal como em Angola, onde fundou o Sport Benfica e Huam-bo, sendo nesta cidade angolana presidente da respetiva Associação de  Futebol. Foi Vereador, Vice - Presidente e Presidente da Câmara Municipal de Loulé (1985/89) e Governador Civil do Distrito de Faro (1995), bem como dirigente do Sport Faro e Benfica, Sport Lisboa e Benfica, Sport Huambo e Benfica, Associação de Futebol do Algarve, Sporting Clube Farense, Federação Portuguesa de Futebol, Louletano Desportos Clube, Quarteirense, Salir, etc. Em 2011 o Presidente da República e «costeleta» Professor Cavaco Silva impôs-lhe a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique já que o «Zé Cavaco» desempenhava as funções de Vice - Presidente da FPF e liderou a comitiva que na Colômbia conquistou o título de Campeã do Mundo em Sub - 21.

                                          JOÃO LEAL 

NOTÍCIAS DE JOÃO LEAL



NOTÍCIAS DO TURISMO ALGARVIO
  «É tempo de voltar a voar na Europa», define a companhia aérea Ryanair, a de maior expressão no fornecimento de turistas para o Algarve, ao anunciar a retoma dosseus voos em Julho próximo. Estes serão reduzidos a cerca de 40%, bem como uma redução do pessoal.
     «A minha tese é que não temos turismo a mais, mas sim os outros sectores a menos», afirmou Vítor Neto, presidente do NERA (Núcleo Empresarial da Região do Algarve, acrescentando que «O próprio turismo tem de se preparar para os desafios que aí vêm».
       O discutido projeto da «Cidade Lacustre de Vilamoura» volta à consulta pública até 21 de Maio, após a reprovação conhecida em Setembro último. Os promotores deste mega empreendimento de muitos milhões de euros e com uma área superior aos 57 hectares apresentaram várias alterações.
         A OMT (Organização Mundial do Turismo) assegurou que estão paralisadas as atividades turísticas a 72% em 156 das 217 regiões de todo o Mundo e que «até agora nenhum destino levantou ou facilitou as restrições de viagens, sendo osector o mais atingido por esta crise».
         O multimilionário Duncan Barmatyne, do programa de televisão «Dragon,s Dew» colocou milhares dos seus trabalhadores em férias e voou, em jato privado com a família, para a sua casa de luxo, avaliada em 3 milhões de euros, no Algarve.
         Segundo a famosa revista norte-americana «Forbs» na reportagem «Onde viver a reforma depois do coronavírus?» o Algarve é um «dos três melhores destinos mundiais para o fazer». Para além da nossa Região são apontadas Magattan, no México e Cayo, em Belize.
                                        JOÃO LEAL  

CRÓNICA DE FARO - JOÃO LEAL




O MENINO ZÉ
      Desde quase o instante inicial em que ao Mundo veio que o Zé Zambujal, ora tão prematuramente desaparecido, fez parte afetiva do nosso viver. Era, há sessenta anos, o menino concretizado no amor dos sempre lembrados Natércia e Chico, companheiros de estudos, de sonhos e de vida profissional, vivida ali na Escola de São Luís. Depois era-o na tertúlia várias ve-zes acontecida ao dia na frequência quotidiana da lembrada «Brasileira». Foi-o, vida em fora, o vermos assumir a sua alegria de viver, de ser e de a todos albergar na generosidade do seu coração. Deixou-nos, na sequência de uma terrível doença, que não distingue nem idades, nem amores, nem ondas de permanente entrega. Morreu nesta cidade, onde para orgulho de todos nós, seus amigos (quem não podia ser amigo do Zé?) e conterrâneo, ele vira a luz do dia há 60 anos. Como foi, justamente referido, «era conhecido por ser um apaixonado pela vida», «um homem de talentos com um grande coração…que se multiplicou em ser e em fazer (professor de educação física, jornalista, produtor de concertos, guionista de programas televisivos, fotógrafo free lancer, assessor de imprensa, realizador de tournées mundiais de grandes artistas – Dulce Pontes, Cesária Évora…eu sei lá) numa curta vida em que tantos «impérios» construiu. Generoso até final deixou-nos, pouco tempo antes de morrer, mais exatamente a 26 de Abril último esta mensagem – abraço para todos nós: 
                    «E se não for pedir muito, feliz gostava que ficassem por  ter feito parte das vossas vidas, como feliz vou partir para esta última viagem, por vos ter na minha vida».
                     Obrigado, Zé! 
João Leal 

quarta-feira, 20 de maio de 2020


CORRUPÇÃO

A palavra corrupção deve ocupar lugar cimeiro, na linguagem escrita e falada, nos últimos anos em Portugal.
Os media, com especial relevo para os audiovisuais, diariamente divulgam situações de “alegada” corrupção, em instituições públicas e privadas, praticada por pretensos corruptos, que o Ministério Público e a autoridade policial que o suporta ( Policia Judiciária ) se encarregam de averiguar e canalizar para os tribunais ou não, conforme as suas conclusões finais.
Ignoro se existem registos que historicamente possam garantir quando é que os primeiros Homens se deixaram corromper.
Atrevo-me a afirmar que a corrupção é própria  da génese humana, sem que por isso possamos definir como e quando começou.
Por que se trata duma palavra com um significado altamente pejorativo, dificilmente aceitaremos que o acto  de corromper, possa ter qualificações variadíssimas.
A condenação da sociedade ao acto de corromper, conjuga-se proporcionalmente ao benefício recebido, embora a entidade corrompida também sirva de classificação, para a opinião pública.
Poderia caracterizar e enumerar os actos de corrupção que se praticam no dia a dia, embora o corrupto e o corruptor, não o considerem como tal, antes entendendo o acto como um “favor” que se solicita e que é correspondido.
A propósito deste tema ocorreu-me uma história, que embora pareça ficção, é real.
Há largos anos, um amigo que ocupava um cargo de director num organismo público, de pouca importância e sobretudo de muito pouco contacto com o exterior, aceitou o convite  para exercer o cargo de director numa outra instituição pública, de maior relevo e  autonomia distrital.
Este seu novo cargo, pela responsabilidade e distância da instituição, originou um afastamento involuntário e  deixámos de nos ver.
Largos meses depois, finalmente o encontro de amigos, para uma actualização do dia a dia da nossa vida profissional e pessoal.
À pergunta que fiz, como se estava a sentir no novo cargo, respondeu-me que tinha pedido a demissão e tinha criado a sua própria empresa.
Surpresa e pergunta natural: Mas porquê? Nem sempre se deixa um cargo de director duma entidade pública.
É verdade, respondeu o meu amigo...! e completou com esta frase “As “solicitações” eram tantas e tão constantes, que corria um sério risco de me transformar num corrupto, se lá continuasse!“
Os anos passam, mas este exemplo fica sempre na minha memória e serve-me de consolação para os péssimos exemplos diários, que leio, vejo e oiço.
Que bom seria que os bons exemplos tivessem a mesma divulgação pública, especialmente como elemento educativo e preparatório, da juventude.
Não devemos perder a esperança. Apostemos na inteligência humana. 
-Quadra solta do poeta António Aleixo
-   --Vinho que vai para vinagre
    --Não retrocede o caminho
    --Só por obra de milagre
    --Pode de novo ser vinho

Jorge Tavares
 Publicada no semanário Noticias de São Brás em Março/20



GENTE DA TOMÁS CABREIRA 

 A ISABEL E O ROGÉRIO 

 Desde sempre foram uma presença marcante na sua comunidade, o popular e carismático bairro de São Luís, então num dos extremos povoados da capital sulina. Era num tempo, tantos anos são volvidos, em que um dos pontos referentes se situava na «tia Murta», uma taberna no canto fronteiriço do Campo de São Luís e a Estrada da Penha e onde, aos domingos, no intervalo dos jogos do Farense, que então equipava de preto e branco aos quartos, ia beber um pirolito ou fazer um chichi. Sempre foram meninos queridos entre as gentes do seu bairro (com a sua marcha nos santos populares, o seu clube filial do Porto e onde os Dragões se deslocavam sempre que ao Algarve vinham para jogar em Olhão quando era presidente o saudoso Sr. Amaral, a festa do Padroeiro no primeiro Domingo de Outubro e a vigília em redor da mediática Igreja, o salão de cabeleireira do pai da Isabel a fábrica de cerâmica do Barrocoso, o cemitério dos Judeus e tantas outras referências). A menina Isabel, linda, linda, linda como sempre foi e é em nossos dias e o Rogério (o nosso estimado Roger), um rapaz aprumado, delicado e estudioso, que hoje é um dos veteranos «costeleta s» e que, com todo o garbo exibia a sua farda de cadete aviador, quando aos fins de semana retornava a Faro. Ao longo da vida, este casal a quem o amor uniu e deu vidas à vida (uma lembrança muito amiga para a filha Lisa, minha colega na Região de Turismo do Algarve e conceituada técnica de informação turística). Hoje e nestes anos vividos a Isabel e o Rogério têm sido colunas sustentadoras da nossa Associação, à qual têm prestado os mais relevantes e importantes serviços, sempre presentes e vivendo a cada instante o lema tão «costeleta» de vitalidade, solidariedade e vitalidade, neste tributo ao que tem sido a sua permanente disponibilidade em prol da nossa união. 

 JOÃO LEAL 


RESPOSTA:  "Duas palavras apenas: OBRIGADO JOÃO - Isabel e Rogério"

quarta-feira, 13 de maio de 2020

PAI ?




                            VALENTINA

Uma menina na flor da sua infância,
Que lhe roubaram os sonhos de criança,
Num maldito desfecho horrorizante,
Que o progenitor, sem pesar levou avante...

Ocultou o corpo inerte, em floresta,
Julgando que, assim, livrar-se-ia
Do hediondo crime que cometia,
E, a madrasta, também, assim s'apresta... 

Na cumplicidade desta morte,
Assim, tiraram a vida e o suporte
Da triste menina, que a mãe queria ver!

Valentina arrancaram-te a tua vida,
Onde poderias ter tido guarida
No seio materno, cheio de bem-querer!

                Maria Graciete Tardão Felizardo
                12/05/2020

sábado, 9 de maio de 2020

MAIS UM AMIGO QUE PARTIU


 José Zambujal, 

Partiu

filho do humorista desportivo Francisco Zambujal


José Zambujal era conhecido por ser um apaixonado pela vida. Era um "jovem" com apenas 60 anos, mas não resistiu à doença que levou um dos farenses mais admirados na região


À familia e amigos o Presidente da Associação apresenta sentidos pêsames

DESCANSA EM PAZ JOSÉ ZAMBUJAL

terça-feira, 5 de maio de 2020

FALANDO PORTUGUÊS


HOJE
5 DE MAIO

DIA MUNDIAL DA
LÍNGUA PORTUGUESA

260 milhões falam português
Em 9 países do planeta

Um arranjo de Roger

COSTELETAS CUJA SAUDADE É UMA LEMBRANÇA



PROFESSOR AMÉRICO,
SEMPRE PRESENTE!
Se vivo fosse e excelente seria, para todos nós, pela força moral que representa­va e continua a iluminar-nos, completaria o seu 99° aniversário natalício no dia 4 de Maio (2ª feira), esse que foi um grande mestre e um dos maiores amigos que na vida temos havi­do, o professor Américo José Nunes da Costa. Falecido, ainda não hã um ano, a 14 de Se­tembro de 2019 (faltou um para atingir o «clube dos centenários), o prof. Américo criou uma elite de gentes, no mais positivo sentido da frase, que prosseguem o seu ideário vida fora e lhe dão continuidade plena entre nós. Porque o homem que um dia definiu «vitalida­de, solidariedade e fraternidade» como uma trilogia a viver e a unir os «seus meninos» permanece vivo na nossa lembrança, na nossa saudade e na nossa gratidão. Este ano não teremos o grato e sempre lembrado ensejo de escutar a sua voz, quando neste 4 de Maio, lhe cantávamos o «parabéns a você». Mas sentimos a sua presença, como uma saudade que dói mas sabe bem. Parabéns, professor Américo e obrigado por tudo o que, por nós, fez!

DOUTOR JORGE FERREIRA MATIAS,
UM MESTRE INSIGNE!
Foi um dos grandes professores do Ensino Técnico Profissional, a nível do País, o Doutor Jorge Ferreira Matias, que na nossa Escola e a partir do início da década de 1950, lecionou as Cadeiras de Física e Química. Foi Subdiretor da Tomás Cabreira, pautu­ando-se pelo sentido de disciplina e de diálogo, Exígente no aproveitamento era um consu­mado mestre no dificil explanar das matérias que estas disciplinas das Ciências Naturais comportavam. Aliás era da sua autoria o compêndio oficial utilizado, assim como, em co­laboração com outro insigne professor, o doutor Leopoldino de Almeida, da co-autoria do livro da cadeira de «Mercadorias». Entre a malta estudante era conhecido pela alcunha de «Banana», dada a constante utilização que fazia deste termo. Ainda no exercício das suas funções docentes, o Dr. Jorge Ferreira Matias, assumiu a direção da Escola Secundária do Ateneu Comercial de Lisboa. A lembrança de um dos grandes professores, de entre os muitos, que constituíram o corpo docente da Escola Tomás Cabreira.

JOÃO LEAL

domingo, 3 de maio de 2020

CORREIO DO BLOGUE


Olá Amigos Costeletas!
É um prazer estar convosco.
Mas o prazer será maior com uma colaboração vossa. Não custa nada... E agora até arranjam mais facilidade com o "isolamento" em casa, por culpa do virus.
Peguem no lápis, escrevam umas linhas: mandem informações ou comentem o que se publica, e enviem aqui para o e-mail da Nossa Associaçáo: aaaetcabreira@gmail.com
E será imediatamente publicado no BLOGUE, com o vosso nome. Fico esperando!
Um abraço Costeleta do 
Roger



LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM





«LIVRO DAS PERGUNTAS» PABLO NERUDA
«Quais são os trabalhos forçados/ de Hitler no Inferno ... » - esta é parte de uma das interrogações / poemas / mensagens que o poeta chileno Pablo Neruda (Prémio Nobel da Literatura- 1971) insere no seu «Livro das Perguntas». Publicado entre nós pela Edi­tora «Campo das Letras» em 2008 a obra veio agora às mãos nestas voltas pela biblioteca a que a pandemia nos obriga. Merece a pena uma releitura porque a mensagem é sempre actual ( «É verdade que as esperanças/ devem ser regadas com orvalho?»). Pablo Neruda, nome literário de Ricardo Eliézer Neftali Reyes (1904 / 1973) foi escritor, poeta, diploma­ta e político, havendo sido um dos fundadores do PCC (Partida Comunista do Chile). Entre outros escreveu os livros: «Os versos do capitão», «Canto Geral» (Grande Prémio de Tra­dução Literária - 1998), «As uvas e o vento» e «Fulgor e morte de Joaquin Murieta» (tea­tro).

«PADEIRA DE ALJUBARROTA»
MARIA JOÃO LOPO DE CARVALHO
É um excelente e completo romance histórico sobre a farense Brites de Almeida, «mulher de armas e heroína de Portugal» este da escritora Maria João Lopo de Carvalho («Virada do avesso», «Marquesa de Alorna», etc.) que surgido em 2016 é, segundo a jornalista Helena Sacadura Cabral «a história invulgar de uma mulher do povo que consegue domar o seu próprio destino». Vale a pena lê-lo e rê-lo, de modo próprio para nós farenses e algarvios sobre esta nossa conterrânea que é uma das referências maiores da Batalha de Aljubarrota.
«CICLO DE SABORES DO MERCADO»
Na ocorrência do 52º aniversário da inauguração do Mercado Municipal de São Brás de Alportel o Município deste Concelho lançou a edição digital da obra «Ciclo de Sa­bores do Mercado». Oportunamente surgirá em livro impresso contando 75 receitas algumas das quais da autoria de conhecidos «chefs» com produtos vendidos naquele espaço sambrazense.
JOÃO LEAL

DISCO DE "ZECA AFONSO"



EDITADO EM ONLINE DISCO DO «COSTELETA» JOSÉ AFONSO

Pela primeira vez encontra-se disponível a conhecida canção da autoria do «coste­leta» e mediática figura da vida portuguesa o saudoso Dr. José Afonso dos Santos (Zeca Afonso) - «Oh Vila de Olhão». Inclui-se a mesma no disco «Cantares de José Afonso» e está disponível nas plataformas digitais, numa edição da Valentim de Carvalho. Foi composta e gravada nos inícios da década de l 960 quando o seu autor e intérprete leccionava na nossa Escola. Os acompanhamentos à viola são de Rui Pato e a canção foi proibida pela Censura.
JOÃO LEAL

INFORMANDO



NOTÍCIAS DO TURISMO ALGARVIO
ARTA (Região de Turismo do Algarve) prepara, em colaboração com as Associações Empresariais do sector, a edição do «Manual de Boas Práticas», um documento - base contendo medidas que visam reforçar a segurança do destino e a confiança dos turistas, trabalhadores do turismo, hotelaria e similar e dos residentes.

Está paralisada a 95% a frota automóvel dos rent - a - car do Algarve, segundo a respe­tiva Associação Regional, constituída por 45 empresas locais, que comportam 1 500 trabalhadores permanentes e alguns milhares sazonais.

Completou 50 anos de existência o órgão regional de turismo, a atual Região de Turis­mo do Algarve (RTA), constituída com o nome de CRTA (Comissão Regional de Turismo do Algarve) pelo Decreto Lei 114/70, de 18 de Março de 1970.

O Parque Natural da Ria Formosa é um dos sete itinerários de excelência propostos pela lndie Campers ( empresa de aluguer de autocaravanas da Europa, nascida em Portu­gal), afirmando a propósito: «Quem gosta do Sol e do Mar encontrará nas ilhas da Ria For­mosa verdadeiros paraísos por descobrir.
Numa ação conjunta da Tour 10 e da RTA decorre uma ação formativa online para agentes de viagens sobre as potencialidades do destino turístico algarvio.

Organizado pela EHTA (Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve) decorreu o «Open Day», referindo que: «Não se abriram as portas fisicamente mas abriram-se janelas virtuais para dar a conhecer a Escola e os seus Cursos aos mais jovens».

«O Algarve Turístico pós Covid como será a retoma?» foi o tema da Web Conferên­cia promovida pela RTA e pela revista «Publituris», a decorrer em todo o País, cuja pri­meira reunião teve lugar em Faro. No final o Presidente do Turismo Algarvio, Dr. João Fernandes disse: «Temos que esperar que os nossos clientes voltem a ter confiança em sair à rua, voltem a ter confiança em viajar, para que então o turismo recomece e saía dos cui­dados intensivos em que hoje está».
JOÃO LEAL


3 DE MAIO

HOJE, DIA DA MÃE

MEU CARO "COSTELETA"
Se ainda tens...

NÃO TE ESQUEÇAS DE LHE DAR UM BEIJINHO!



💐 DIA DA MÃE 💐

Este ano, tal como o Dia do Pai, é diferente. 
É silencioso. 
É longínquo nos abraços, nos beijos e nos afectos palpáveis. 
É estranho...tão estranho... 

Contudo, não é por isso menos sentido.

Sorte dos que têm uma mãe a quem soprar um beijo, emoldurado em palavras de amor,. 
Sorte de todas as que têm filhos de quem os receber.

O meu beijo soprado de longe, hoje, vai para os filhos que já não têm mãe a quem acarinhar, e para as mães de colo vazio por terem perdido os seus filhos. . 
Vai, também, para aquelas que, com ou sem filhos fruto do seu próprio ventre, tomam como seus os filhos dos seus maridos , namorados , companheiros.
E ainda para aquelas que não sendo mães de corpo, têm a maternidade naquilo a que se chama instinto. . 

Feliz Dia da Mãe ❤


Margarida Vargues 
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PARABÉNS A VOCÊ...

MAIO                                ANIVERSÁRIOS             

01 -  Maria Madalena Mendes Maia Ferreira. 02 - Júlio Bento Piloto; Maria dos Remédios Basílio Mendes; Maria Teresa Guerreiro Gomes Rodrigues. 03 - José Augusto Piloto. 04 - António Joaquim Martins Molarinho. 05 - Máximo Cabrita Oliveira; Jorge As­censão Mendonça Arrais. 06 – Miguel Damasceno Jesus de Brito. 07 –João Manuel Lisboa; Laura Correia Almeida Teixeira; Joaquim José Costa; José Coelho Jerónimo. 08 - Manuel Miguel Bordeira Casinha; Maria José Viegas Conceição Fraqueza. 9 - Maria do Carmo Vítor da Silva Gabadinho. 10 - Maria João Sousa Quintas; Vitaline Maria Estêvão Ferreira. 11 - Fernanda Maria Mendes Maia Cruz; Luisa Maria Correia Martins. 12 - Walton Coelho Contreiras. 14 – Rogério Sebastião Correia Neto; Maria Gertrudes da Assunção Gaspar. 16 - João Simão Jesus Sebastiana; João Nuno Correia Arroja Neves; Luís Filipe da Cruz Quinta Gomes. 17 - Olga Maria Albino Oliveira Caronho. 18 - Noémia Maria Jacinto Fragata; Casimiro Afonso. 19 -José Francisco de Jesus Gabadinho; Bertino Sequeira Nunes. 20 - Joaquim António Ramalho. 21 – Vitor Venâncio Conceição Jesus.. 26 - Maria Marta Viegas Mendonça Saias; José Cândido; Maria Elsa Santos Palmeirinha. 27 – Manuel Assis Guerreiro Ferro. 28 - Fernando Germano Faleiro Drago; José Paulo Inácio Quintino.  31 - José António Oliveira;  Romualdo Cavaco.

domingo, 26 de abril de 2020



      TALVEZ

        Pior que a convicção do não é a incerteza do talvez. É o talvez que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter vindo e não veio. Quem talvez pudesse ganhar ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem talvez tivesse morrido está vivo, quem talvez amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

        Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até talvez pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, talvez sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O talvez nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

        Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos, talvez, somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar talvez, a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor talvez não seja romance. Não deixemos que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfiemos do destino e acreditemos em nós. Talvez gastando mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo ou, talvez, quem quase vive já morreu…


           Talvez seja o “vírus”, que nos isola, nos apoquenta com tudo isto…

            Talvez…?

Um arranjo do Roger