
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
AQUI... HÁ SEMPRE LUGAR PARA MAIS UM.

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I N F O R M A Ç Ã O
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NAQUELE TEMPO "A AÇOTEIA"
(bibliooteca)Título do Artigo Publicado no Jornal "A Açoteia" Nº 3 - Ano I - Maio 1962:
PORQUE ESTUDO
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PARABENS EM POESIA

Dos que hoje fizeram mais um ano...
Conheço o primeiro e o último bem...
Ao Honorato e ao Bartolomeu Caetano
Desejo um dia bom e saúde também.
E aos outros costeletas igualmente desejo
Apesar de não os conhecer....felicidades!..
Se forem mais novos ... como eu os invejo ,
Mas devemos ter... as mesmas idades...
De uma maneira ou de outra um abraço.
De parabéns a todos porque eu também faço
No fim do ano mais um...já sou dos antigos ...
Mas o dia é vosso e nele ninguém se meta
Deixem-me enviar uma saudação costeleta
A todos vocês caros colegas e bons amigos..
João Brito Sousa
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AGENDA COSTELETA - ANIVERSÁRIOS
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COSTELETAS VIP

A rapaziada da foto é pessoal da melhor qualidade que frequentou a nossa Escola. O de trás é jornalista e escritor, um homem dos sete ofícios, que também é poeta, pois tem muito jeito para fazer versos.
Sei que como aluno foi assim-assim ... ..
Mas como homem não há melhor!..
Pouco mais sei de Mestre Franklin,
Mas ainda sei que foi bom professor...
Sei também que foi poeta e actor
E muitas coisas mais que eu não sabia
Por isso não lhe faço nenhum favor
Em colocá-lo nesta galeria..
E já agora trazer aqui também
Um pouco da sua poesia
.Para a qual o Franklin tem
Grande inclinação e simpatia
A GRAÇA É O LEMA
DESTE POEMA
DO FRANKLIN
QUE REZA ASSIM...
POEMA DE FRANKLIN MARQUES (amostra)
Recordar esta cidade,
Tal como eu a conheci,
Quando a modernidade
Andava longe daqui,
È contar um alonga história
De lugares e de gente
De que se guarda memória;
È trazer para o presente
O que aterra foi outrora,
E senti-la bem diferente
De como se sente agora...
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Manhã cedo. Vão chegando
Sacadas vindas do mar
À ponte vão atracando,
Companhas descarregando
Peixe inda vivo a saltar
Lá pontifica o Marreco
De escutada opinião
E, com ele, fazem eco
O Toquim, o Alcatrão,
O Acarreta Pauzinhos
E mais o Santo Antoninho
Com o Zézinho Beirão
Na arcada do Hospital
Tanta moça já se avista!!!
- Deixem lá que não há mal,
O ajuntamento é normal
Porque é dia de revista...
Nasceu no Algarve, em 1938, onde estudou (depois em Londres) e viveu até 1968. Depois de uns anos na Alemanha passou a viver em Lisboa. Teve várias profissões mas actualmente dedica-se exclusivamente à literatura.
para galego, espanhol, catalão, italiano, francês, corso, inglês, alemão, flamengo, holandês, sueco, polaco, esloveno, servocroata, grego, romeno, búlgaro, húngaro, russo, árabe, hebreu, chinês e japonês.
E esteve aqui.:
Na Colômbia, em Barranquilha, ocorrerá entre 16 e 20 de Janeiro,
alargado depois a outras Cidades, um Festival Internacional dedicado a
“A Reflexão como Espectáculo”,
com o apoio da Fundación La Cueva,
e com participação de criadores de vários países, entre eles: Lina Wertmuller,
Dario Fo, Héctor Abad Faciolince, Fernando Vallejo, Gonzalo Márquez Cristo,
Victor Ramil, Claude Michel Cluny, e muitos mais.
De Portugal foi convidado o poeta
Casimiro de Brito
que aproveitará a sua estadia na Colômbia para lançar a sua antologia
El Amor, La Muerte y Otros Vícios,
traduzida por Montserrat Gibert e
recentemente editada em Bogotá na colecção
“Los Conjurados”, onde já foram editados, entre outros, os poetas:
Roberto Juarroz, Adonis, Georg Trakl, Ungaretti, Rimbaud
e António Ramos Rosa
Recolha de João Brito Sousa
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
«LENDAS ALGARVIAS»
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FRANKLIN MARQUES O «1º JUIZ»

A entrega do alto galardão, que justificou fortíssimos aplausos e elogiosas referências, aconteceu durante o jantar comemorativo do 45° aniversário da Associação de Atletismo do Algarve.
Para o Franklin, com aquele justificado orgulho de ser «costeleta», as felicitações da malta com um forte «Alábi, alabá, alabi. bum, bá ... ».
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«COSTELETAS EM ANTOLOGIA POÉTICA»
(Casimiro de Brito)Muitos são os antigos alunos da Escola Tomás Cabreira que são figuras destacadas da poesia seja-o a nível regional, do País ou mesmo além - fronteiras, com destaque para essa figura de vanguarda, que é Casimiro de Brito, um dos nomes maiores da arte poética portuguesa contemporânea. Foi, recentemente publicada, em Faro a «Antologia Poética», obra que assinala o 10° aniversário da «Tertúlia da Hélice», fundada em Maio de 1997, por três poetas ligados pela amizade, entre os quais o veterano «costeleta» Diamantino Barriga, com vários poemas neste livro, tal como os nossos colegas Célia Roque, Maria Romana, Luciano Vargues e o saudoso Vivaldo Beldade.
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CONVERSANDO COM CASIMIRO DE BRITO
(Casimiro de Brito)No passado dia 2008.01.17, escrevi um mail ao nosso colega e “COSTELETA” como nós, CASIMIRO DE BRITO, nestes termos:
ALÓ CASIMIRO. Não nos vimos há muito tempo, mas estive contigo na palheta há aí uns vinte anos no Saldanha, onde me disseste que a tua editora te dava dois anos para publicares um livro.
Enquanto alunos da Escola, fui contigo uma vez, no Verão, a um baile a Albufeira, num teu CAROCHA.
Não te tenho visto mas tenho sabido de ti.Venho convidar-te para que estejas presente no almoço anual da ESCOLA, no dia 8 de Junho próximo em Vilamoura e solicitar-te que escrevas umas notas para o blogue da escola que é http://oscosteletas.blogspot.com/e já agora dá uma olhadela no meu http://bracosaoalto.blogspot.com/ (é só clicar em cima)
Aceita um abraço do BRTO SOUSA
E o Casimiro de Brito
Presidente do P.E.N. Clube Português.
Rua Emb. Martins Janeira, 15-6º.Esqº. 1750-097 Lisboa Portugal
Novo telefone fixo - 309928481 *** TM: + 351 93 626 8878
Email: http://w15.mail.sapo.pt/dimp/
Email: http://w15.mail.sapo.pt/dimp/
Sites: http://casimirodebrito.no.sapo.pt/
http://penclube.no.sapo.pt/
Respondeu assim:
Meu caro,
Acabado de chegar da América do Sul (onde fui a um Festival Internacional
E lançar um livro meu na Colômbia) vejo o teu mail. Agradeço.
Mas não vou poder estar nesse tão saboroso jantar porque por esses dias
estarei no Japão, onde vou habitualmente pois sou um dos directores de uma
Organização Mundial de Poesia sediada em Tóquio.
Desejo-vos um óptimo convívio.
Abraço do
Casimiro de Brito, 23/1.
E enviou este poema.
Nada me separa da morte
pois o caminho que vai
é igual ao que vem.
Também a respiração contém
o perfume dos ciprestes.
A duração do diamante.
São as viagens do sangue
para a terra e da terra
para o sangue.
MUITO OBRIGADO Ó CASIMIRO
Ala Bi Ala Bá.. bum ... bá... Escola... Escola... Ecola.
JOÃO BRITO SOUSA
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
COISAS DE COSTELETAS
NAQUELE TEMPO
4º ano, aula de francês, Janeiro de 1957 logo após o Dia de Reis, dia acalorado apesar de tudo, a professora, senhora Drª Celeste entra na sala e as janelas, que eram três, continuavam fechadas. Lá dentro os matulões primos Fialho, Alex, Macedo, Eusébio, Jorge Barata, Justo Sousa, os dois Óscar, Vieguinhas de Pechão, José Vitorino, Edménio, Luís Isidoro, Romualdo Cavaco, Zé Contreiras e mais uns vinte.
A professora entra na sala dirige-se ao Luís Isidoro em francês et lhe a dit: mon ami Louis, sy vous plait ouvre les fenetres... oui, madame lhe a dit l´ eleve Louis.
Louis, dit la Professora, ouvre les fenetres?...: Madame j´ai dejá ouvre les fenetres TODAS.
Na aula de francês do 1º 1ª Turma do Curso Geral do Comércio, p´rá í 54/ 55, o nosso Prof. Dr. Proença disse à turma: - quem diz uma frase em francês?....Moi , disse o Joaquim Gonçalves Teixeira. E o Proença disse sy vous plait mon ami e o Joaquim disse, je suis un joli chien. Mas o Joaquim queria dizer j´ái un joli chien...
Nessa turma ainda, o Proença . simpatizava bastante com o Hélder Martins Faísca, tal como nós todos, porque o Hélder, natural de Benafim, era um bacano. E o Proença dizia-lhe: anda cá ao quadro ó Faísca que tu tens a mania que xabes....
Na aula de inglês com o Dr. Passos, o José Vitorino Pedro Rodrigues, em todas as aulas ou quase todas elas, com o livro de inglês aberto, TWO STEPS FORWARD, perguntava ao Prof. Passos -. Senhor Doutor, esta palavra pronuncia-se tomórrow ou tomorróu. E o Professor lá explicava, lê-se tomórrou senhor aluno
Nesse 1º ano 1ª turma, na aula do Palaré, o Isidoro levou para a aula um objecto que berrava como uma vaca quando o inclinavam. Não sei quem foi que passou pelo corredor e inclinou o aparelho, que fez logo ali uma berrada dos diabos.. mas o Palaré, prof de Geografia... moita carrasco. E a malta na risota.
No ano seguinte, na aula do Dr. Uva, o Firmino Cabrita de Albufeira vestia um casaco à cowboy que o Pai lhe tinha enviado de New York, com estrelas de xerife e tudo. O Firmino estava na galhofa com o Jacinto e às tantas o Uva, dissse: você aí de casaco de coiro, ó seu coirão... vá lá prá rua... e quando o aluno ia a passar diante da secretária do Mestre, este diz.. . ó senhor, passe lá de largo posso eu ainda lhe da algum bife..
João Brito Sousa
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008
CORREIO ELECTRÓNICO . SITE INTERNET
Do nosso associado Costeleta Jorge Tavares recebemos o seguinte MAIL que poderá interessar a todos os Costeletas:
"Criamos um site que está online na internet http://www.jcarmotavares.pt/
Sugiro a sua visualização, o que permitirá verificar a sua utilidade, em todas as vertentes fiscais e parafiscais, bem de consultório e informação generalizada.
Agradeço a sua opinião crítica, permitindo dessa forma melhorar o seu conteúdo (se fôr caso disso),, e também saber da realidade da minha sugestão.
Um abraço e cumprimentos
Jorge Tavares"
email-jctavares@jcarmotavares.pt
Consultório fiscal online em http://www.jcarmotavares,pt/
NR:- Todos os Costeletas interessados poderão contactar o Jorge Tavares.
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AGENDA COSTELETA - ANIVERSÁRIOS
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POESIA COSTELETA
ORLANDO AUGUSTO SILVAPor Isabel Coelho
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COSTELETAS EM CONVÍVIO
(costeletas reunidos onde? em que ano?..)O VICTOR VENÂNCIO É O QUARTO, DE ÓCULOS E BARBA, NA DIRECÇÃO DO CAMISA AZUL DE BRAÇOS CRUZADOS COM UMA PASTA ENTRELAÇADA..
FRANKLIM e GISELA à esquerda.... e ZÉ EMILIANO, ROCHA, e FAUSTINO à direita...
E QUEM MAIS ?...
Foto que me chegou às mãos de pessoal amigo.
Recolha de
João Brito Sousa
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
QUADROS ALGARVIOS
FARO (ria) Capital do AlgarveDe Libertário Viegas
1. OS PRIMEIROS POVOADORES
Ainda que abundantemente documentado por Estácio da Veiga, em “Antiguidades Monumentais do Algarve”, o quadro do povoamento pré-histórico da Região só ficou completo quando, em 1942, a equipa de Henri Breuil demonstrou, a partir de materiais recolhidos na zona costeira dos concelhos de Faro e de Loulé, que a presença humana remonta ao Paleolítico inferior
O mais antigo dos testemunhos escritos é um portulano grego do séc VI AC, geralmente atribuido a a Eutienes, que descreve as navegações de Marselha para Tartessos, um reino importante (de origem divina) cuja influência se estendia de Almeria ao Algarve.
Aquele periplo foi utilizado por Avieno (Rufus Festus Avienos, erudito romano do séc. IV) para escrever a sua Ora Marítima, poema em que se refere às costas ocidentais do Mediterrâneo e fala dos nossos antepassados – os cinetas ou cónios – que viviam entre o rio Anas e o Cyneticum Lugun (Cabo de S. Vicente), para além de citar ainda a ilha de Herma, que muitos identificam com a Armona, fronteira a Olhão.
O principal centro urbano da época seria Conistorgis, que é referido a partir de finais do séc. III AC e, embora se não defina a sua localização, muitos crêem que se situaria na linha que saindo de Mértola para Alcácer passa por Castro Verde e Aljustrel, enquanto o cónego José Cabrita considerava que “a hipótese mais sedutora é a que localiza Conistorgium em Alcoutim”. E Garcia Domingues garantia que a actual designação – Alcoutim – teria sido atribuída pelos árabes que com isso queriam dizer “a dos cónios ou dos cunetes” – “Alkunatin”.
Estamos a referir-nos a uma época de indecisões quanto à localização de alguns dos mais importantes centros urbanos, como é o caso da própria capital de Tartessos, uma pesquisa em que se têm empenhado muitos investigadores, nomeadamente o Prof. Adolfo Schulten, o tradutor de Avieno, que nessa tarefa infrutífera consumiu mais de trinta anos. Do que não restam dúvidas é que tartéssicos e fenícios, sobretudo depois que estes últimos se libertaram da dominação egípcia, mantiveram um largo intercâmbio mercantil.
Interessados em dominar a rota do estanho, que os tartéssicos detinham, os fenícios estabeleceram ao longo da costa uma série de feitorias, a mais importante das quais, Gadir (Cádis), terá sido fundada por volta 1100 AC. E tudo leva a crer que em época pouco posterior já os fenícios estavam presentes numa série de localidades algarvias – Beasuris, Balsa, Baltum, Ossónoba...
Ao mesmo tempo que trocavam os seus produtos por minérios (prata, estanho e zinco) os fenícios desenvolviam as pescarias, salga de peixe, metalurgia e ourivesaria, mantendo uma situação de predomínio até ao séc. VII AC, altura em que os assirios destruíram Tiro.
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POETISA E COSTELETA
(a dar autógrafos)MARIA JOSÉ FRAQUEZA.
Sobre o livro "Pragas Algarvias".
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domingo, 20 de janeiro de 2008
UMA POETISA COSTELETA

Impossível descrevê-la!
Um estrela de alvorada…
Não me cansava de vê-la!
O despertar matinal!...
Cantava com tanto amor
Com carinho maternal!
Que jamais posso esquecê-la!
Saudosas recordações…
Era a mais bonita estrela!
Com seu amor sem igual
Era a minha Estrela-Guia
Do Presépio de Natal!
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sábado, 19 de janeiro de 2008
RECORDAR LUÍS CUNHA

Porque raio te foste embora.. ó meu caro LUÍS!...
Para mim tu eras daqueles que ficarias eternamente...
E tens apenas uma atenuante se foi Deus que quis..
Levar-te, ó amigo tão cedo do convívio da gente!..
Mas devias pedir um adiamento ó Luís Cunha
Porque todas as coisas têm um momento para se fazer...
Recebeste a ordem de Deus e será que Ele dispunha
Para te levar para a outra margem da vida sem nos dizer.
Luís Cunha .foste agora é porque voltarás um dia.
Não tenhas medo de nada caro amigo a morte é ironia
E tu Luís que foste um amigo.. continua... persiste...
Mas não devias ter deixado iludir-te ó camarada...
Às vezes procuramos por nós e não encontramos nada
Mas essa de te ires embora LÚIS, deixou-me triste.
João Brito Sousa
E aí vai um texto que lhe dediquei e coloquei no meu blogue. ...
Ao LUÍS CUNHA,
A propósito do teu texto colocado no blog ”A DEFESA DE FARO” com o título “CARRETILHAS” , termo que não conhecia, direi que efectivamente só conheci dessas brincadeiras, talvez estúpidas, as bechininas e as bombas, que eram bastante perigosas, pois houve muita rapaziada que ficou com os dedos das mãos em muito mau estado, por falta de habilidade no manejo das ditas.
Aconteceu-me isso a mim, dei mecha na bomba larguei-a antes de tempo, joguei-a para fogueira, a bomba não rebentou.... fui buscá-la de novo e ela... pum... mas ainda consegui largá-la a tempo.
Bombas e bechininas de S. João nunca mais... jurei a mim mesmo.
CARRETILHAS, BOMBAS E BECHININAS
Essa coisa da “carretilha” ou pistolas de fogo
Que expeliam jactos faiscantes que desenhavam
Caprichosas figuras luminosas nesse jogo
Jogado entre os carretilheiros que as largavam
Confesso não saber o que são nem as conhecer,
Só conheci as becheninas e as bombas de S. João.
Que largávamos à fogueira e desatavam a correr
E as bombas largavamo-las antes de rebentar na mão.
És tu Luís que dizes que as ditas eram empunhadas
Por manipuladores que as jogavam naquelas noitadas
Onde desenhavam caprichosas figuras luminosas...
E dizes ainda que no barrocal algarvio havia
Combates de carretilhas até quase ao romper do dia
O que tornava aquelas noites mais saborosas.
João Brito Sousa
E agora o texto que eu escrevi e que o Luís mais gostou.
O ESTABELECIMENTO COMERCIAL
FELIZARDO & GLORINHA
Quando eu cheguei a Faro em 52 o estabelecimento comercial FELIZARDO & GLORINHA, já lá estava instalado de armas e bagagens na rua da PSP, como veio esclarecer agora o Luís Cunha.
O estabelecimento era dividido, se bem me lembro, em duas áreas comerciais, uma de mercearias e outra, digamos assim, de comes e bebes.
Além de toda a clientela do bairro, havíamos nós, os alunos da Escola Comercial e Industrial, que consumíamos da zona dos comes e bebes, as célebres sandes de atum, de cavala e de outros.
Para nós, a designação do estabelecimento era indiferentemente chamado de estabelecimento do Ti Felizardo ou o estabelecimento da Ti Glorinha. Dizer vamos à do Ti Felizardo ou dizer vamos a da Ti Glorinha era a mesma coisa.
Todavia, em termos de carinho recebido da parte do patronato, a D. Glorinha era como se fosse a nossa mãe, sempre atenta à nossa estadia ali, sempre preocupada com o que nos pudesse acontecer na cidade, sendo que, esta atenção, era mais direccionada para os montanheiros, como eu e éramos muitos, que não percebíamos nada do que era a Escola nem o que era a vida na cidade
È claro que faziam lá o seu negócio, como faziam também o senhor Manuel dos bigodes e o Coelhinho, que lá iam vender sorvetes e pinhões e um tipo de Olhão, que ia lá vender ratos, um rebuçado grande feito à base de mel, que a gente gostava muito.
Mas na loja da Ti Glorinha é que era bom e a gente ia lá tratar da nossa saúde. Comíamos umas sandes, bebíamos qualquer coisa e toca a andar.
Ainda hoje, falando com os alunos da Escola do meu tempo, quando nos encontramos, lá vem sempre uma referência de saudade das sandes da TI GLORINHA e do TI FELIZARDO.
Por isso tudo, o que quero realçar nesta crónica é o acolhimento que nós recebíamos dessas pessoas, digo FELIZARDO e GLORINHA, que antes de serem comerciantes eram seres humanos e que igualmente nos tratavam como tal A nossa vida estava mais facilitada com a sua presença no terreno. Em caso de necessidade nós sabíamos que eles estavam lá.
Não é porque nos emprestassem dinheiro a juros, não é porque nos vendessem as sandes fiado, não é porque os fizessem descontos nas encomendas ... nem por quaisquer outras milhares de razões... Nada disso.... nada
Nós íamos à do Ti FELIZARDO porque dos proprietários deste estabelecimento recebíamos... tão só... um pouco de carinho e amor ou seja, um pouco mais de calor humano... que foi muito importante para todos nós, que nos estávamos a iniciar na complicada caminhada da vida.
Agora que já terminei esse percurso e estou reformado, quero dizer-lhes muito obrigado Ti FELIZARDO e TI GLORINHA.
É a minha opinião e recordo-os com saudade.
Estejam lá onde estiverem, aí vai para eles, um ALABI... ALABÁ... BUM.. BÁ....que era o grito dos costeletas lá da Escola Comercial, onde aprendemos os rudimentos do Comércio ou os rudimento da Indústria.
Mas o outro aspecto da vida, começámos a aprender no TI FELIZARDO.
O que é que queres?
Cinco tostões de cigarros, Ti FELIZARDO.
E lá vinham três Hight Life, ou três Três Vintes, ou três Paris, que eram as marcas de tabaco mais populares desse tempo.
Eram outros tempo.
Agora já não fumo mas o estabelecimento ainda lá está, gerido agora por um neto, a quem peço o favor de honrar a memória dos avós.
Respeitosamente
È ESTA PEQUENA HOMENAGEM QUE QUIS PRESTAR AO AMIGO LUÍS CUNHA..
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
QUANDO ALGUÉM PARTE

O associado nº 55 - Luís Alberto Rosa Cunha partiu
Ainda ontem pensava em telefonar-lhe...
Queria saber dele .. no todo e em particular...
Como ia a sua saúde queria perguntar-lhe...
Queria saber se estava em casa ou a passear...
Não o fiz.. errei... mas devia tê-lo feito!...
Porque o Luís gostava daquilo que eu escrevia...
E eu queria ir vê-lo.. mas agora só no leito...
Deitado sempre .. como vou eu esquecer este dia!..
Perdoa-me ó Luís Cunha ... foste tu que me disseste
Que não me conhecias mas que os meus poemas leste
E gostavas .. mesmo desconhecendo quem era eu.....
E só porque ontem eu não fui perguntar por ti.....
Resolveste caro amigo Luís desaparecer daqui
Não... não acredito que o Luís Cunha morreu...
João Brito Sousa
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Os COSTELETAS Dr.
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
OS COSTELETAS NO BNU

Os trabalhadores bancários que operavam em Lisboa na rua Augusta no BNU, anos sessenta, muitos deles eram provenientes da Escola Comercial e Industrial de Faro e da Escola de Silves, onde havia grandes professores de contabilidade
Constava lá por Faro, nos meios académicos que a malta da Escola de Silves tinha muito bom aproveitamento em Contabilidade , pois havia lá bons professores da área, como o Dr. José Correia, o Dr. Serôdio e a Drª Alcina Palmeira
Da Escola de Faro é que havia muita malta a trabalhar no BNU em Lisboa.
O mais antigo que eu conheci foi o Zé Clérigo do Passo da Fuzeta, que foi aluno do célebre 2º ano quarta turma foi contemporâneo do Franklim Marques, do João Manjua, do Francisco Zambujal e de outros... e já possuía um carro.. O Zé começou como professor primário tendo ido para o banco mais tarde. Trabalhava nos serviços de Contencioso do Banco quando se reformou. O Matinhos também era dos mais antigos.
Depois o Zeca Bastos, El Pepe, que era como lhe chamavam por jogar muito bem à bola, sempre muito penteadinho e sempre com as botas muito engraxadas. O Pepe era um talento. Profissionalmente o Zeca era super asseado. Como trabalhava na Contabilidade tinha a secretária sempre com muitos papéis, mas tudo super arrumado. Uma vez comprou um casaco de lã de carneiro australiano que durou alguns vinte anos e o Zeca já estava danado com o casaco. Nunca mais a traça entrava no casaco.. Na equipa de futebol da Escola jogava a médio com o Julião de Carvalho
O Hélder, que estava nos serviços pessoal e é irmão do Donaldo e dizem que ia passear aos domingo para Cascais. O Zé Félix, talvez o maior, o Jorge Valente dos Santos e o Romualdo Cavaco, o Zé Aleixo Salvador dos cheques, a Edmunda e a Nely Cunha, o Remendinho e o Peixinho eram outros trabalhadores da sede do BNU
O Daniel Mendonça, que se licenciou em Direito, à noite e foi Director de Recursos Humanos no Banco e foi ele que organizou em Lisboa o primeiro almoço dos antigos alunos da Escola a que eu tive o grato prazer de estar presente, ao lado do Dr. Honorato Viegas, também bancário no BNU e em frente do Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva.
Na delegação de Faro, o gerente era o César Nobre, o caixa era o Zeca Nobre e nos serviços internos havia ainda o Zé Bartílio da Palma e o Xavier, todos costeletas..
Na Escola havia bons professores de Contabilidade Geral e, apesar de a contabilidade do Banco ser uma contabilidade especializada, os alunos da Escola Comercial e Industrial de Faro, fizeram um bom trabalho.
João Brito Sousa
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
ULTIMA HORA

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UM PROFESSOR DEDICADO
(J S Almeida Lima)JOAQUIM DE SOUSA ALMEIDA LIMA
O Almeida Lima, foi colaborador de ”O COSTELETA” , constituindo uma grande ajuda na execução e no engrandecimento do nosso jornal. Fez parte dos órgãos da Associação, sendo ainda hoje Presidente do Conselho Fiscal..
Foi professor na Escola e orientador de estágio dos professores do 12º grupo, tendo depois exercido funções no Ministério da Educação. Visitou várias Escolas, frequentou cursos de formação na Alemanha e na Suécia, no âmbito dos então cursos técnicos que mais tarde viriam a acabar,
Foi professor de Caligrafia, de Dactilografia e Secretariado, onde foi um inovador em Práticas de Secretariado, trazendo para a aula o que se fazia na vida real.
Isto é o que todos sabem do JOAQUIM DE SOUSA ALMEIDA LIMA, porque é o que foi visto no terreno da vida. Mas será tudo? Penso que não..
Antes de mais dizer que, o professor ALMEIDA LIMA, antes de professor - que tanto se preocupou com a formação dos seus alunos – foi o Homem que tentou compreender o mundo e as suas tendências, para que, no seu “metier” de professor, as pudesse transmitir aos seus educandos.
O Professor ALMEIDA LIMA, foi dos primeiros a perceber que a Escola não se pode confinar à sala de aula ou aos conteúdos das sebentas, tantas vezes mal elaboradas. A Escola tem de ser dinamismo, eficiência, aplicação e modernidade.
Foi um estudioso das coisas do ensino e percebeu que o mundo mudou, no sentido em que o amanhã começa já hoje. A vida é mais rápida, morre-se mais tarde e os alunos terão de querer aprender mais em menos tempo.
Não foi para que os alunos não soubessem a tabuada, que a máquina de calcular entrou nas salas de aula. Entrou, sim, mas para ajudar não a calcular percentagens mas para ajudar a calcular integrais e outros, que são morosos de fazer em cálculo mental. . Nem os alunos nem a escola perceberam isso. Mas o professor ALMEIDA LIMA percebeu.
Os alunos terão de perceber, que, no desempenho profissional a rotina já não tem lugar. e que o emprego hoje é precário em todo o lado. Hoje inova-se e investiga-se em todo o mundo. É a competição que assim o exige. Foi isso que ALMEIDA LIMA ensinou.
A globalização, a abolição de fronteiras, o aquecimento do planeta, a corrupção e fuga aos impostos, a pedofilia, o desemprego galopante, a falência e ciclo de vida das empresas são alguns dos milhentos problemas que a Escola tem de saber que existem .
Mas para que isso aconteça, essa consciencialização tem de ser, primeiro, dos professores.
Mas, Professores.. como o Joaquim Almeida Lima, que se interessou por estas coisas. Com outros professores....não..
Estas palavras são para o ALMEIDA LIMA que as merece, face a tudo aquilo que deu à Associação.
À Associação que lhe deve bastante..
João Brito Sousa
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terça-feira, 15 de janeiro de 2008
PASSAGEM DO ANO

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COSTELETAS DE 66/67

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ANIVERSÁRIO DA VICE-PRESIDENTE
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A AULA DO ALUNO FERRO
Diogo
Felizmente no activo.
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
POR OUTRAS PALAVRAS
(nesta praça era o edifício da Escola) SER COSTELETA é um estado de espírito, disse o Prof. Américo.
Por outras palavras, a forma de sentir-se costeleta, ou aluno da Escola, resulta do carinho, respeito e consideração que temos, por termos aprendido nessa mesma Escola. Fomos nós que fizemos a Escola ao mesmo tempo que a Escola nos preparou a nós. Nós somos um produto da Escola e a Escola é um resultado de nós. Há uma relação muito forte que nos aproxima mais e mais porque cada um de nós acredita no outro. Encarnamos a verdade do outro na nossa alma e a recíproca também é verdadeira. Daí o Professor Américo ter razão, porque a nossa alma ou estado de espírito veste a roupagem da alma da Escola. Ou, por outras palavras, estamos identificados com a Escola. Nós somos a Escola. E estamos gratos à Escola..
Ser costeleta... é amar a Escola que nos fez homens. Não será assim, senhor professor Américo?
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domingo, 13 de janeiro de 2008
A NOSSA ESCOLA

Já em pleno século XIX, Passos Manuel reconhece que “... não pode haver ilustração geral e proveitosa sem que as grandes massas de cidadãos [...] possuam os elementos científicos e técnicos indispensáveis aos usos da vida do estado actual das sociedades” (Preâmbulo do Decreto de criação dos Liceus Nacionais, de 17 de Novembro de 1836).Na sua actividade reformadora reconhece-se a sua percepção das novas realidades social e económica, decorrentes da Revolução Francesa e da Revolução Industrial inglesa.

Procurando ultrapassar o âmbito restrito da escola e captar as atenções e o interesse de um público mais vasto, institui, com esse fim e inspirado no Conservatoire National des Arts et Métiers de Paris, os Conservatórios de Artes e Ofícios de Lisboa (1836) e do Porto (1837), cujo fim principal “... é a instrução prática em todos os processos industriais...” (Decreto de 18 de Novembro de 1836) e “... promover o estudo das Belas-Artes, difundir e aplicar a sua prática às Artes Fabris” (Decreto de 22 Novembro de 1836).
Reconhecida a falta de professores qualificados em Portugal para exercerem este tipo de ensino, o Decreto prevê, no seu Art.º 4.º, a possibilidade de contratar, no estrangeiro, professores com reconhecidas competência e qualidade para o exercício deste magistério. Posteriormente, Emídio Navarro, ao promulgar o Plano de Organização do Ensino Industrial e Comercial (Decreto de 30 de Dezembro de 1886), continua a prever esta prática no Art.º 42, tendo sido considerável o número de professores estrangeiros então contratados, através de concursos abertos nas legações de Portugal em Berlim, Berna, Bruxelas, Paris, Roma e Viena de Áustria, em 1888, registando-se uma grande afluência de candidatos.
Dos muitos professores contratados nestes concursos, alcançaram reconhecido mérito e fama nomes como Silvestro Silvestri, Cesare Janz, Charles Lepierre e Leopoldo Battistini, que prestigiaram, pela inovação e qualidade, o ensino industrial.
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