sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

DEBATE COSTOLETA

(a morte do rei D. Carlos I)

A TODOS MAS EM ESPECIAL AOS ALUNOS DO Dr. FURTADO

REGICÍCIO, OU O ACTO DE ASSASSINAR UM REI OU UMA RAINHA

O MINISTRO NÃO QUER A BANDA DO EXÉRCITO NAS COMEMORAÇÕES DO REGICÍDIO; E TU, SE FOSSES MNISTRO, COMO FARIAS....

SIM OU NÃO À IDA DA BANDA?...


FAZ HOJE CEM ANOS.


que EL-Rei D.Carlos I foi assassinado.

“A 1 de Fevereiro de 1908, no regresso de mais uma estadia em Vila Viçosa, o rei D. Carlos e o princípe herdeiro D. Luís Filipe, são assassinados em pleno Terreiro do Paço. De um só golpe, Costa e Buiça, decapitavam a monarquia portuguesa, deixando o trono nas mãos de um pouco preparado D. Manuel, sem capacidade nem margem de manobra para gerir uma situação política explosiva que culminaria com a queda da monarquia e a implantação da República a 5 de Outubro de 1910.”

O ministro da Defesa Nacional, Nuno Severiano Teixeira emitiu um despacho a 17 de Janeiro onde alertava que a instituição militar não devia participar em iniciativas de cariz político...

Pedro Santana Lopes ligou ontem a dois ministros do Governo de José Sócrates para os questionar sobre a proibição decretada pelo Ministério da Defesa ao Exército nas cerimónias de homenagem ao Rei D. Carlos e ao príncipe real D. Luís Filipe.

MEU COMENTÁRIO

A Banda existe, os ordenados estão pagos, foi assassinado a mais alta patente da nação e há comemorações do acontecimento.

Concordo e entendo que a banda deve ir às comemorações do evento.
João Brito Sousa

AGENDA COSTELETA - ANIVERSÁRIOS


Hoje, dia 1 de Fevereiro, faz anos

- José Inácio de Brito

PARABÉNS

Recolha de
Rogério Coelho

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

O DESENROLAR DAS PERAÇÕES, a pedido

Alves da Veiga e Sampaio Bruno



HISTÓRIA.

AINDA A REVOLTA DO 31 DE JANEIRO, a pedido.

Militares em evidência:

ALVES DA VEIGA que ainda proclamou a República, o sargento Abílio que ainda proferiu um VIVA A REPÚBLICA, sargentos e soldados, ladeados pelo povo anónimo e conduzidos por chefes como o ALFERES MALHEIRO, CAPITÃO LEITÃO, TENENTE COELHO” iam “às ordens dos chefes civis empolgados mas pouco preparados para o combate às armas”.

DESENROLAR DA OPERAÇÃO.

“No dia 31 de Janeiro de 1891, pelas duas horas da madrugada, vários regimentos de cavalaria, infantaria, caçadores e guarda fiscal convergiram no Campo de Santo Ovídio. Ao mesmo tempo, no quartel de infantaria 18, na actual Praça da República, duas companhias arrombaram as portas do aquartelamento e juntaram-se aos revoltosos. “Nisto aparece a música do 10 de infantaria, que forma à frente das tropas executando A Portuguesa. As cornetas tocaram, e as forças puseram-se em marcha, enquanto alguns populares a saudavam e os sinos da Lapa tocavam a rebate” (Ilustração Portuguesa, 1891).

Faz hoje precisamente 117 anos que Portugal fez a primeira tentativa para se livrar de vez da monarquia. É, e deverá ser para sempre, um dia de regozijo.

O golpe, como se sabe, correu mal. Vinte dias depois do programa do Partido Republicano ter sido aprovado, tropas e povo eram escorraçados num banho de sangue Rua de Santo António abaixo pela guarda municipal instalada nas escadarias dos balaústres da igreja de Santo Ildefonso. A República tinha durado uma manhã, proclamada por Alves da Veiga na varanda da Câmara.

Porque falhou? Porque, opina José Augusto Seabra, os revolucionários, “apesar da coragem dos oficiais, dos sargentos e dos soldados, ladeados pelo povo anónimo e conduzidos por chefes como o alferes Malheiro, o capitão Leitão ou o tenente Coelho”, iam “às ordens dos chefes civis empolgados mas pouco preparados para o combate às armas”. Ou porque, diz Maria de Fátima Bonifácio, “os maiorais do partido [Republicano] abandonaram à sua má sorte” os sargentos da guarnição do Porto que fizeram a revolta.

O 31 de Janeiro é, antes de mais, o movimento de pensadores como Sampaio Bruno, Basílio Teles e João Chagas, homens que estão nos fundamentos democráticos e socialistas que sempre tiveram abrigo na cidade do Porto e na base de uma das mais esquecidas e vibrantes aventuras intelectuais da segunda década do século XX, a Renascença Portuguesa.

Texto retirado da net
Recolha de
João Brito Sousa

A RUA ONDE MORO


A RUA ONDE EU MORO

A RUA DA CONSTITUIÇÃO é o nome da rua onde resido. Ando por aqui, É uma zona interessante onde não nos falta nada. Mercearias das antigas, cafés, restaurantes, bancos, lojas, salões de cabeleireiro, talhos e muitas coisas mais. Bom serviço a bom preço.

Eu já conhecia o nome da rua derivado das minhas leituras sobre futebol, uma actividade que sempre me apaixonou. E o nome de rua da Constituição ligou-me ao campo de futebol, o Campo da Constituição que foi o principal recinto do FCPORTO de 1913 a 1952, altura em que foi substituído pelo estádio das Antas. Hoje, é utilizado pelas equipas dos escalões de formação do clube

Aproveito a ocasião para citar dois nomes de jogadores de futebol que foram grandes glórias no FCPorto. Refiro-me ao extremo Henâni que vi jogar e que me deliciou e ao madeirense Pinga, que conheci apenas através da leitura. Certamente que haverá outros, mas estes dois são as minhas grandes referências.

A Rua da Constituição tem uma Universidade da Terceira Idade para malta a partir dos sessenta o que é relevante porque a cidade do Porto é uma cidade de cultura.
De manhã, eu e a minha mulher, vamos ao café dos «intelectuais» cá da área, lá estão sempre o Sô Manel, o Sô Lopes e o Sô Almeida, todos especialistas em palavras cruzadas.

A D. Mena é que nos serve os cafés. Normalmente lemos aí o jornal `a borla, o JN, que é um jornal que considero muito bom periódico.

Normalmente chegamos às dez horas e estamos por lá até às onze.


O SENHOR LOPES


Trabalho népia... nunca vi o Lopes fazer nenhum!...
Chega, cumprimenta com um bom dia na manhã amena
E vai ver do jornal; de lá do fundo vejo-o vir com um
E lá se senta e diz entretanto para a patroa, a D. Mena

É um pingo D. Mena diz ele já de jornal na mão..
E segreda-me: isto é um vício ler o jornal de graça.
Olha em redor e conta os fregueses que lá estão
E diz – me que já me dá o jornal porque sou boa praça.

E é pelo empresário Lopes que não paga para ler
E pelos outros todos que fazem igualmente por ser
Iguais ao Lopes porque o jornal não querem comprar...

Que está justificado a crise na bolsa de cada um
(Dizem que ano igual a este não virá mais nenhum)
Mas, enquanto houver estrada é para continuar

João Brito Sousa

UM POUCO DE HISTÓRIA

(revolta de 31 d ejaneiro de 1891)

O 31 de Janeiro e a cultura cívica europeia
por José Augusto Seabra

Não é possível que o Porto, "capital europeia da cultura", deixe na sombra um acontecimento-chave da sua história moderna, que o colocou por um momento à altura da Europa democrática mais avançada da época, como o foi a revolta republicana do 31 de Janeiro de 1891.

Culminando uma tradição de rebeldia cívica que emergiu da sua condição de "república urbana", émula da Flandres e da Itália, como o mostrou Jaime Cortesão, e que iria desembocar na revolução vintista de depois no movimento setembrista e na Patuleia, o levantamento militar e popular portuense contra o Ultimatum, liderado por figuras da têmpera de um Sampaio Bruno, de um Basílio Teles ou de um João Chagas, foi uma afirmação heróica e trágica não só de um ideal patriótico mas universalista, que a República, proclamada numa breve manhã de glória na varanda da Câmara Municipal por Alves da Veiga, emblematicamente simbolizava, na bandeira verde-rubra içada ao som da Portuguesa.

Se tivesse sido vitoriosa, o que a fatalidade e uma certa ingenuidade táctica não permitiram, a República do Porto seria, sem dúvida, uma das primeiras da Europa, desencadeando uma vaga idêntica noutros países, sobretudo do sul, que poderia ter modificado a geografia política do continente, como os emigrados republicanos, pela pena do Bruno, no seu Manifesto publicado em Paris, disso se afirmavam convictos. Vencidos no campo da honra, nem por esse facto eles deixaram de justificar assim o seu dever revolucionário, que como um imperativo categórico os impelira a saírem para a rua até serem afogados em sangue na ladeira fatídica de Santo António, apesar da coragem dos oficiais, dos sargentos e dos soldados, ladeados pelo povo anónimo e conduzidos por chefes como o alferes Malheiro, o capitão Leitão ou tenente Coelho, às ordens dos chefes civis empolgados mas pouco preparados para o combate das armas.

Em todo o caso, como escreveu João Chagas, o 31 de Janeiro foi "o mais luminoso e viril movimento de emancipação que ainda sacudiu Portugal no último século". E por isso mesmo Basílio Teles aduziu, em defesa dos republicanos do Porto, que "os erros que cometeram, prejudicando, tal vez, a obra concebida por inteligências mais lúcidas e ânimos mais decididos, a posterioridade lhos perdoaria em atenção ao que sofreram, enquanto a monarquia roubava". É que, com o seu sacrifício, os heróis do 31 de Janeiro fecundaram o húmus de onde iriam brotar as sementes vivas que no 5 de Outubro de 1910 haveriam de germinar na República democrática enfim vitoriosa.

Dar a conhecer essa jornada histórica é , pois, muito mais do que celebrar uma efeméride. Sem uma reflexão acerca do significado cívico do que foi a última grande oportunidade que o Porto teve de estar à frente do país, não ressurgirá nas gerações actuais uma consciência clara do peso que a nossa cidade sempre deve assumir na vida nacional e internacional. Teria sido, pois, de desejar que esse acontecimento fosse seleccionado como um dos que melhor representa a cultura europeia do burgo. E existem razões de sobejo para fazer do 31 de Janeiro não apenas um evento político mas intelectual, pois, as grandes figuras já citadas que o encararam foram paradigmas do que de melhor a cultura portuense produziu: desde a filosofia e a teodiceia do pendor esotérico de Sampaio Bruno à visão histórica e humanista de Basílio Teles. Sem esquecer o eco poético que com a Pátria de Junqueiro o 31 de Janeiro também teve, num dos poemas que Fernando Pessoa considerava uma "obra capital" da literatura portuguesa, ombreando com Os Lusíadas. E mesmo António Nobre, expatriado na sua "Lusitânia no Bairro Latino", vibrou com a revolta do Porto, ao dela lhe chegar a nova.

Nessa geração revolucionária entroncaram muitas das aflorações posteriores não só do republicanismo, nas suas várias tendências, mas do espírito ao mesmo tempo patriótico e europeu dos movimentos culturais portuenses. Ainda na sua estreia, a "Renascença Portuguesa" iria, já em plena República, fazer do Porto o centro de reencontro das grandes tradições nacionais com a modernidade pela conjunção da traditio e da revolutio que a caracterizou. Alérgica tanto ao centralismo jacobino como ao positivismo que enformou a República oficial, ela herdou do pensamento de um Bruno uma outra energia criadora, que se patenteia nas personalidades de um Jaime Cortesão e de um Leonardo Coimbra, republicanos heterodoxos, e assume um tom mitográfico na figura carismática de Teixeira de Pascoaes, republicano à sua maneira saudosista.

A evocação do 31 de Janeiro há-de ser para nós, hoje, não uma simples nostalgia, que continua a levar às campas dos Vencidos a fidelidade reconhecida dos correligionários irmanados dos ideais da liberdade, da igualdade e da fraternidade, mas também uma afirmação viva desta nossa Segunda República, continuadora das lutas que, ao longo de mais de um século e neste limiar de milénio, deram ao povo português a sua dignidade e autonomia cívica, sem as quais, quer no plano político quer no plano ético, não há democracia digna desse nome. Neste ano em que o Porto é uma das capitais europeia da cultura, façamos desta data um "sinal do ressurgir" de uma outra cidade que seja, acima de tudo, uma autêntica polis.


Texto retirado da net


Recolha de


JOÃO BRITO SOUSA

DO JORGE TAVARES

(a vida é dura)
RECEBEMOS O INCENTIVO, que muito agradecemos.

Diz o Jorge,

1 - Olá,

Acompanho diáriamente o teu esforço e do Rogério Coelho, para manterem o blogue vivo e actual. Para alem da "carolice", é necessário muita dedicação e disponibilidade mental.
Bem Hajam
Um abraço JORGE TAVARES

2 - Já disse ao Rogério Coelho que tenho fotos e lembranças, para participar. Todavia e porque ainda tenho vida empresarial activa, só nos pequenos intervalos posso fazê-lo. Fica a promessa, que é um aperto de mão de "negócio fechado".

Um forte abraço
JORGE TAVARES

É com muito agrado que recebemos estas notas positivas do Jorge Tavares.

MUITO OBRIGADO JORGE; ESTE ESPAÇO TAMBÉM É TEU.


João Brito Sousa e
Rogério Coelho

60 ou 65?..


IDADE DA REFORMA

O DIOGO TARRETA coloca esta questão. (Sobre ela quero muitos participantes e comentários)

Aí vai,

Estava ouvindo o nosso noticiário e ocorreu-me um pensamento relacionado com outro noticiário de há dias em que se falava de uma luta sindical entre a TAP e os pilotos, mais ou menos e se bem me recordo, o assunto era sobre a idade da reforma, uma vez que esta tinha aumentado para 65 anos em vez de 60 como, anteriormente era.

Aqui aflora a diferença de mentalidades EUROPA/AMERICA., uma vez que aqui, USA, os pilotos batem-se contra a lei/regulamento que os põe fora do cockepit em aviões comerciais aos 60, alegando que como o nosso vinho, quanto mais velho, melhor, quer dizer a experiência e a melhor escola é que aos 60 anos, um homem saudável não tem nada que o impeça de exercer a sua profissão assim ele o deseje.

A LUTA continua

……os nossos dão-lhe essa oportunidade e….batem-se como cães para que não vá avante
Comenta e convence-me.

MEU COMENTÁRIO

A minha opinião, vai ser dada na óptica do utilizador desse meio de transporte que é o avião, porque não conheço por dentro a realidade das exigências da profissão de piloto.
Como passageiro, eu prefiro um piloto com 60 anos a um de 65.
Porquê?

Em condições normais, penso que um piloto de 60 ou 65 anos resolverá cabalmente a missão durante o voo.

O pior é se ao piloto se depara uma situação anormal e aqui sou pelos de 60 porque estão mais frescos e em termos de experiência a coisa não deve ser muito diferente.

Não concordo com essa do vinho do Porto na pilotagem. Um piloto mais velho tem menos recursos físicos e o que hipoteticamente terá ganho em experiência, não justifica o risco que da idade poderá resultar.

Sou pela reforma aos 60.

João Brito Sousa

AGENDA COSTELETA- ANIVERSÁRIOS


HOJE, DIA 31, FAZEM ANOS

- Maria Manuela Dias Jesus Simão;
- José Luís Vieira Fernandes Soares;
- João Manuel Jacinto Mateus.

PARABÉNS

Recolha de
Rogério Coelho

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

O QUE EU DESEJARIA SER

(frezadoras que podiam ser da oficina do Zé Estelino)

SERRALHEIRO MECÂNICO
Título publicado no Jornal "A Açoteia" nº 3 ANO I - 1962

A minha maior ambição é conseguir ser serralheiro mecânico, ofício que há muito me fascina e de que todos também gostam na minha família.

A ideia de eu vir a ser serralheiro nasceu em mim já há muitos anos, quando eu ainda andava na escola primária e passava o tempo que os estudos me deixavam vago, a trabalhar numa oficina que havia ao pé da minha casa.

Gostei tanto que nunca mais se me tirou da cabeça a ideia de um dia vir a ser serralheiro mecânico.

Quando fiz exame da 4ª classe fui para essa oficina aprender o ofício e só no ano seguinte vim estudar para Faro. Mas, nas férias, vou sempre para lá alguns dias. Quero no entanto, fazer o quinto ano para ser um serralheiro competente e um dia mais tarde poder pôr uma oficina por minha conta, o que eu penso que conseguirei... não ignorando que para tal, ainda me falta percorrer um caminho bem longo onde esbarrarei, por certo com algumas dificuldades.

José Estelino dos Santos Ferreira

(Ciclo preparatório - 16 anos - 2º ano - 2ª turma)

Recolha do
Rogério Coelho

BALADA DA DESPEDIDA


Quem se lembra da Balada da Despedida?


I

Levamos muitas saudades

Da nossa vida escolar

Apesar das crueldades

Que nos fizeram passar

II

Para vencer os abrolhos

Cantaremos vida inteira

Com a saudade nos olhos

Esta modinha brejeira

---


Olha a Escola, olha a Escola

Onde nós tanto penamos

Não é minha, não é tua

É da idade em que a deixamos


Recolha do

Rogério Coelho

AGENDA COSTELETA - ANIVERSÁRIOS


Hoje, dia 30, fazem anos

- Aníbal Guerreiro Correia;
- Drª Sílvia Alves Ribeiro da Costa;
- Armando Martinho Romão.

PARABÉNS
Recolha de Rogério Coelho

UMA FRASE DE MESTRE

UM GRANDE EDUCADOR


"DEITO-ME À NOITE MAIS SÁBIO DO QUE QUANDO ACORDEI DE MANHÃ...

Mestre Olívio.

Nota: Foi o DIOGO COSTA SOUSA, que era da Indústria que me contou esta cena.

Recolha de
João Brito Sousa

ALA BI ALA BÁ BUM BÁ ESCOLA...ESCOLA..ESCOLA

(largo d Sé)

COISAS DA ESCOLA

1 - OS QUE ANDAVAM DOIS A DOIS

Havia alunos da Escola que, por serem muito amigos, andavam sempre juntos

São os caso do Rocha de Santa Catarina e do Zé Emiliano do Rio Seco/ do António José Guerreiro Leonardo de S Brás e do Neves, o filho da Recauchutagem Leopoldo/ do Carlos Alberto Brito Louro Rodrigues dos Braciais e o Armando Pereira Gonçalves, o Armandinho de Faro/ o Ferro do Alto Rodes e o Salsinha da cidade/ os gémeos Octávio de Faro e o Vitinha, cantor, de Faro/ o Cevadinha e o Jaime das Quatro Estradas de Loulé/ o Zacarias do Sítio da Areia e o Januário da Conceição de Faro e outros.....

2 - AS BICICLETAS MOTORIZADAS E A PEDAL.

Creio que a primeira foi o ALPINO do Zacarias. O outro ALPINO que lá havia era do Danilo de Pechão. Havia mais motorizadas mas não me lembro... Bicicletas a pedal havia mais de cem, que se guardavam numa sala ali para o lado das oficinas do Mestre Olívio. Foi lá que eu roubei umas Lâmpadas ao João Canal, que andava lá no recreio a dizer isso.. roubaram-me as lâmpadas...

3- Dr.JOSÉ DE SOUSA UVA e o respectivo método de ensino.

Aqui vai uma pequena história passada, se a memória não me falha, no ano lectivo de 1941/42.

3..1 -BONS TEMPOS

O Dr. Uva, era uma espécie de nosso Pai e dava-nos umas porradas para a gente não se esquecer que a vida é difícil e tínhamos que estudar.

Numa aula de Direito Comercial com ele, na Escola Industrial e Comercial de Tomás Cabreira, situada na Rua do Municipio, Vila-a-dentro, logo acima do Arco da Vila e onde hoje está instalada a Polícia Judiciária, a aula era dada numa sala pequena, no 1º andar, com as carteiras em fila encostadas umas às outras, em que ficávamos apertados e encostados uns aos outros, como sardinha em lata.

O Dr Uva dava a aula segurando um longo ponteiro que, da sua secretária onde se encontrava sentado, chegava à parede em frente. Quando fazia perguntas da matéria dada, colocava o ponteiro em cima da cabeça do aluno. Se o aluno respondia bem, colocava o ponteiro em cima de outro. Quando a resposta estava errada apanhávamos uma ponteirada na cabeça. E doía...
Estuda! Dizia ele.

BONS TEMPOS. Eu também apanhei, disse-me quem me contou a história.

3.2- O Dr. UVA DO MEU TEMPO

Eu tive o Dr. UVA p´rá í em 55/ 56, em Noções de Comércio, depois em Direito Comercial e depois em não sei quê.

Quem por lá andou sabe que o Dr. José de Sousa Uva não ensinava nada, o estudo que gerava o conhecimento era baseado na preparação dos cadernos para as chamadas orais. O velho entendia que, enquanto passávamos as matérias para o caderno o pessoal ia aprendendo.

Havia alunos que pediam para ser chamados no primeira aula do período escolar e depois era só sorna.

O desgraçado no meu tempo era o Donaldo do BESC.L . O velho chegava, sentava-se, fazia o sumário e, na sua voz pachorrenta perguntava: há algum voluntário. Não havia nunca ninguém.

Não há!.. então o velho jogava a caderneta ao ar e na queda abria numa ficha de aluno e aquilo era sagrado: venha cá o Pato..

Quem se apressava no primeiro dia de aulas do período para ser chamado era o Alex, ..

Sabem esta: - num exame de Direito Comercial, apareceu lá um tropa para fazer uma oral. O velho tinha mandado colocar uma cadeira em cima do estrado e disse ao candidato para se sentar. O tropa assim fez e assentou as botas nas traves da cadeira. ..
O velho viu e disse: Ouça lá, o senhor é de cavalaria ou de infantaria?
- Sou de cavalaria senhor Doutor.
- Então desmonte.. disse o velho.

Duas notas:.

1 – Tratar aqui o Dr. Uva por velho, não tem nada de pejorativo. O velho é nosso património académico e nós é que fomos a razão de ser da sua existência.

2- Disse-me o João Mário de Moncarapacho que é licenciado em Direito, que fez a cadeira de Direito Comercial praticamente com aquilo que aprendeu na aula do velho.

Portanto...

4 - E do MESTRE GUERREIRO, quem se lembra?..

Uma vez ele disse-me, com um cacete de cartão nas mãos: - Toma lá dinheiro e vai comprar um maço de cigarros Português Suave, ouviste? E não me apareças cá sem o tabaco. Mas eu apareci porque não havia o tabaco que o Mestre queria, e disse, bem ia a dizer, porque o Mestre arreou-me logo uma ripada com o cacete de cartão ..

João Brito Sousa..

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

AULA DE DESENHO

(foto de Romualdo Cavaco)
Professores Celestino e Batalha

Iniciado o distante ano-lectivo de 1952/53, uma nova comunidade nascia, num conjunto escolar amplo e moderno que, dignificando a cidade também haveria de proporcionar o ambiente para que desabrochassem muitos dos que vieram enaltecer o Algarve levando ao pódio as cores da Escola, fazendo jus à esperança que neles se depositava.
Quando no ano seguinte retomávamos as aulas e as anteriores amizades, um dos colegas não respondeu à chamada.
Já foi recordado o Vieira Alexandre.
Lembro agora o Filomeno Sebastião Boinho.
Reconhecendo ter dificuldade em descrever a arte inata nos dois colegas, lembro os seus nomes, na esperança de que algum dos costeletas ainda se lembre deles e os recorde em linhas mais pomposas.
Se a arte do Alexandre o inspirava para temas gerais de desenho, o Filomeno tinha especial apetência pela tauromaquia. Os seus dedos apontavam o lápis e os cavalos surgiam em qualquer posição e volteios no papel como só o J.B. Núncio saberia fazer na praça. Quanto aos touros, tudo era perfeito. Altamira seria uma rude cópia de touros alados vindos dos lados de Marim, Quelfes, Olhão!!!
Onde iria ele buscar tamanha inspiração???!!! Interroguei-me vezes sem conta. Se residisse na lezíria, aceitava. O Algarve dar-lhe-ia outra inspiração. Quando dominasse as cores teríamos artista a sério.
Senti a falta dos dois Olhanenses porque a minha mesa de desenho era próxima das deles e do João Canal.
Inúmeras vezes, em silêncio, me interrogava, porquê? – Porque partiram tão cedo levando consigo os seus segredos e tanta arte por revelar privando-nos de os admirar e aplaudir. – Serenava, pensando que, certamente, por serem bons, Deus os chamou.
Olhão e os Costeletas perderam dois artistas quais rosas em botão cuja forma e cor nunca chegaremos a ver.


Romualdo Cavaco
romualdo.cavaco@sapo.pt

AGENDA COSTELETA - ANIVERSÁRIOS

Hoje, dia 29, fazem anos:
- José Martins Palma;
- Constância Isabel P. Vieira;
- Francisco Arnaldo G. Gonçalves;
- Manuel Duarte Silva;
- Eugénia Maria Figueira Guerreiro

PARABÉNS
RC

DEPOIS DA GUERRA UM POEMA


Porto, 2008.01.29


AMIGO

Não metas mais balas no cano e não dispares!...
Não faças ao teu irmão... o que não gostarias...
Que te fizessem a ti .. porque ao não gostares
Contribuirás para o aparecimento de novo dia..

Que terá de vir porque não é com esta atitude
Que se fomentam a fraternidade e solidariedade
Só queremos o homem que com sabedoria mude
Toda esta monstruosa e miserável mentalidade

Porque a guerra nada resolve, não... ó camarada
Pensa bem, se trocares a espingarda pela enxada.
Podes sentir-te mais realizado.. mais homem..

E à tua vós de comando para dar ao gatilho..
Muda-lhe a rota... trata os canhões com a um filho
Sentir-te-às muito mais feliz se amares alguém...


João Brito Sousa

RETALHOS DE PENSAMENTO


INJUSTIÇAS SOCIAIS; A GUERRA
Por DIOGO COSTA SOUSA

A VISÃO DE UM COSTELETA


Este assunto “A GUERRA” do Joaquim Furtado, interessa-me e parece-me que está bem feito, factual, verdadeiro mas como qualquer obra, sujeita a diferentes interpretações…..mas neste primeiro episódio, devido à selvajaria, à desumanidade envolvida, faz arrepiar até um santo….e eu de santo não tenho nada. O que fez foi enraivecer-me….o esquartejar de uma criança de berço, o esventrar uma mulher grávida, o cortar os genitais de um homens meter-lhos na boca, não tem nada de Guerra justa ou justificação possível. E o pior e’ que depois da nossa largada, pós 25 de abril, a mesma desumanidade continuou entre aqueles que antes a haviam praticado contra

O branco colonialista ou ocupante….eu aqui tenho dificuldade em definir o termo exacto; outros não o terão….,eu fui educado com a definição de que PORTUGAL era uno e indivisível do MINHO a TIMOR

Ideologia? talvez, mas eu acreditei nela, fui embebido nela, tanto em casa como na escola; E’ discutível? Claro que e’……mas não o são quase todas as causas?...E os outros que tais?.....isso teria que ser tratado como qualquer outro caso de burla ou vigarice ;pelos tribunais….CLARO que não os havia e céleres para tratar de todos os casos….ainda hoje não há!!!! Toda a tirania me fere, venha ela de branco, preto ou amarela…..Será que sou um cavaleiro de triste figura, lutando com imaginários moinhos de vento….talvez. Mas sei que tenho razão e não é. por outros me dizerem que não que deixo de a ter…pela mesma razão que uma mentira acreditada por um milhão não deixa ser uma mentira!

É o que sinto em relação a este assunto

Não me sinto nem de direita ,nem de esquerda nem do centro….sinto-me consciente do mundo e da civilização que me rodeia. POSSO fazer algo?...claro que sim, como os outros podem se quiserem

DENUNCIAR e gritar que o mundo poderia ser melhor assim todos ou a maioria o queira

É assim, como eu vejo o mundo, com ideias que nos tempos que correm ate são consideradas pelos novos intelectuais de pacotilha como ultrapassadas e ate erradas.

Não estou de acordo nem um pouquinho com o que agora se decidiu chamar de “politicamente correcto”….ora este termo ou este estado de coisas a meu ver, veio acabar com a verdade….sim porque a verdade pode ofender e como tal politicamente incorrecta não se diz….deixa-se lavrar a mentira que dita muitas vezes ocupa o lugar da verdade e…passa a verdade corrente como de facto se passasse!....comigo não, uma mentira, repito é uma mentira ainda que acreditada por I bilião

O que escrevo ,escrevo como homem livre de pensamento, diria mais, de pensamento aberto…não é segredo o que penso, não me sinto retrógrado. tão pouco me sinto avançado. Sinto-me isso sim, repito, consciente e isso para mim é que conta.

Sempre aberto ao confronto de ideias……mas não as quero fixas, quero-as discutíveis e fico satisfeito quando alguém me prova que estou errado….nesse dia o meu espirito cresceu.

Recolha de

joão Brito Sousa

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

PARABENS


Hoje, dia 28, fazem anos:


- Joaquim Pereira Alves
PARABÉNS
RC

A GUERRA VISTA POR UM COSTELETA

(ida para o ultramar)

A GUERRA NO ULTRAMAR

Joaquim Furtado, tratou recentemente do problema referente à nossa guerra no ultramar. A matéria está a ser seguida pela minha geração que esteve lá no terreno.

Do APCGorjeios retiramos um texto referente ao 9º episódio.

“Explicadas as predisposições salazaristas teimosamente intransigentes quanto a qualquer possibilidade de entendimento com os movimentos macionalistas, estes lançaram-se na guerra em Angola e Guiné e após algum recuo perante a investida inicial das nossas tropas, no meio do ano de 64 já nos confrontavam militarmente e causavam sérios danos nas nossas forças militares, especialmente na Guiné, como vimos neste episódio. Assim, a narrativa fílmica vira-se para a descrição das operações de envergadura planeadas pelos altos comandos e executadas por grossos meios militares, como a ocupação da ilha de Como que este episódio nos dá a conhecer com pormenores dos acontecimentos contados por intervenientes directos de ambos lados. Vê-se claramente como uma tropa actuando com meios clássicos de deslocação e logística no meio da mata se torna pesado, de pouca mobilidade e rápido desgaste fisico e moral, restando-lhe quase sempre a necessidade de actuar apenas em sua defesa prória, ao contrário do guerrilheiro que, no seu meio natural, descalço e com uma arma às costas, se move na mata como uma lagartixa e ataca de surpresa.

Indo o estado da guerra já no ano de 64, forçosamente JF tinha de nos contar as causas e motivações do início da guerra em Moçambique que se deu em fins desse ano. Grande parte do episódio é dedicado a contar as peripécias internas dos movimentos e destes perante os chefes dos países africanos, já independentes, e que apioavam e exigiam a unidade dos movimentos de libertação para o lançamento e êxito da luta armada. Ficámos a saber que a FRELIMO nasceu da imposição africana dessa unidade que foi apenas feita ficticiamente no papel. A luta armada acabaria por iniciar-se à pressa e mal preparada só para haver um primeiro. E também com Moçambique, Lisboa perde uma nova oportunidade de enveredar por uma política apaziguadora. Mondlane bem esperou argumentando, junto dos seus, com dúvidas sobre a luta armada, certamente baseado nas promessas sonsas que Adriano Moreira lhe insinuava. Mais uma vez AM andou a semear esperanças que sabia não poder cumprir. Tal como em Angola com Deslandes, levou para Moçambique Sarmento Rodrigues cujo pensamento ia no sentido de uma abertura política dirigida para uma descolonização pacífica e integrada. Quando Salazar, avisado pidescamente, soube de tal idéia tida à sua revelia, despediu todos e colocou no seu lugar pessoal sem qualquer idéia ou pensamento descoincidente do seu.Outra vez, uns merdosos dirigentes liberais, se encolheram face a Salazar e a guerra abriu nova e longa frente para mal dos soldados de Portugal.

AGORA, O COSTELETA DIOGO COSTA SOUSA

Nada de novo até aqui……as atrocidades já por nós conhecidas….a confirmação de que Kenedy nos apunhalou pelas costas para aliviar a sua própria pressão interna relativa aos movimentos cívicos”

Dos anos 60, nada melhor do que mostrar que estava com a raça negra onde quer que fosse desde que se tratasse da emancipação da dita…..Furtado até aqui não me traz nada de novo.

Estou esperando pela análise política dos intervenientes que até aqui não foi alem de como eu disse dos massacres de inocentes sem discriminação de cor, sexo ou classe etária….tudo
Quem se movesse morria…….havia que aterrorizar, que utilizar a política da terra queimada ……mas salvaguardar a infra estrutura que essa ia ser redistribuída pelos activistas…..isto faz-me lembrar um pouco a nossa reforma agrária, uns anos mais tarde, com os resultados nefastos que conhecemos……Correu-se com o latifundiário, consumiu-se o que na herdade existia, quando se delapidou o espólio, abandonou-se a dita que foi entregue ao tal latifundiário que entretanto tinha envelhecido e sem fundo de maneio a vendeu aos ESPANHOIS que a estão a modernizar e a tornar rentável
Como se diz no nosso Algarve as conversas são como as cerejas….comecei em ANGOLA e já estou no ALENTEJO……mas ha uma certa analogia ou digamos parecenças com ambos os desenvolvimentos
Recolha de
João Brito Sousa

domingo, 27 de janeiro de 2008

NÓS... OS MAIS NOVOS.

(edifício da Escola Comercial)

Título do Artigo publicado no Jornal "A Açoteia" nº 3 - Ano I-Maio de 1962

NÓS, OS MAIS NOVOS UM INTERVALO... 10 MINUTOS

O retinir da campainha anunciando o fim da aula é acompanhado por uma movimentação extraordinária. Alunos e alunas dão largas à sua mocidade e alegria enchendo os corredores de jovialidade.

Eu gosto dos intervalos... Às vezes gosto até de observar as fisionomias dos que me cercam. Uns discutem o exercício escrito, outros vivem as alegrias duma boa chamada e ainda há os que se preparam à última hora para a próxima aula. Mas faz-me confusão, sobretudo ver os mais reservados; parecem-me, a mim, mais tristes, mais melancólicos e sobretudo mais pensativos.

Porque será?! Ninguém o sabe... Eles não mostram o que lhes vai na alma... Eu penso muitas vezes coisas e acho que os seres humanos são dificeis de compreender.

Célia da Conceição Carvalho (2º Ano - 8ª Turma - nº 1.545)

Recolha de

RC

AGENDA COSTELETA - ANIVERSÁRIOS


HOJE 27 de Janeiro fazem anos

- Lutília Neto Gonçalves Rocha;
- Reinaldo da Encarnação Moreno

RC - Parabéns

UM BOM DOMINGO

(hotel D. Pedro Golf)
UM BOM DOMINGO
Para os Costeletas todos em todo o lado
Um domingo com passeio `a beira mar ....
É o ideal depois de se ter bem almoçado,
Dar um passeio a pé para descongestionar.

Mas lembrem-se que temos reservado
Aqui na net para contarmos recordações
Um espaço que precisa ser alimentado
Com historietas recheadas de emoções

Da juventude já ausente mas inesquecível
E do antigamente recordemos o possível
Somos ainda moças e moços endiabrados!...

No 8 de Junho lá estaremos no almoço anual
Em Vilamoura, no Hotel D.Pedro Golf, o ideal
E vamos encontrar todos aqueles marafados...

João Brito Sousa

sábado, 26 de janeiro de 2008

QUADROS ALGARVIOS - (continuação)

(Igreja da Sé de Faro)
Capítulos publicados: 1. Os primeiros Povoadores.

2. Localização de Ossónoba
Nesta área alargada por onde se estendia o reino de Tartessos e onde a vida urbana terá existido desde a Cultura de Argar, ou seja desde o segundo milénio a.C., eram tidas como cidades· importantes Onoba e Ossónoba " ... que existiam no séc. VI a.C. e continuaram habitadas até à época imperial romana"
Claro que aquela por que mais nos interessamos é Ossónoba, embrião da que hoje é Faro, cujas riquezas agrícolas e marítimas serão muito realçadas por Heródoto, Pompónio, Estrabão e outros. /
A localização de Ossónoba foi um tema controverso, a dividir os investigadores. De um lado os que a situavam no local onde estão implantadas as ruínas romanas de Milréu (Fr. Vicente Salgado, Batista Lopes, Estácio da Veiga, Monsenhor Pereira Boto, Ataíde Oliveira ... ) e do outro os que a identificam definitivamente com a chamada "Vila-a-Dentro" - Abel Viana, Leite de Vasconcelos, Lyster Franco, José Neves JQr., Garcia Domingues, José Cabrita. Pinheiro e Rosa ...
Como exemplo do que pensam os estudiosos do segundo grupo, citamos: José Neves Jr. e Pinheiro e Rosa.
Para o saudoso professor do Liceu de Faro, os elementos arqueológicos acumulados eram "incontestáveis como prova da localização de Ossónoba no morro terreniano ... da Sé de Faro e nas camadas sedimentares do post-wurmiano recente que o rodeiam de perto" .
Para Pinheiro e Rosa são igualmente concludentes os argumentos arqueológicos que permitem gararitir que Ossónoba se elevava no local onde hoje se situa Faro. Com base em quarenta e três provas - "as aduzidas por Abel Viana e todas as mais que de então até hoje, têm sido descobertas" - o académico e fundador dos "Anais do Município de Faro" proclamava, em 23 de Março de 1980, no IV Congresso Nacional de Arqueologia, reunido em Faro: "Para mim, acho que já se pode afirmar com segurança: Estamos em Ossónoba
Libertário Viegas
RC


QUEM SE LEMBRA DELE ?...

(L.D:Afonso III)

O JOSÉ VITORINO NEVES DO ARCO ali do lado dos Moinhos do Grelha foi um muito bom aluno. Depois de fazer o Curso Comercial entrou para o BNU em MAFRA, mas depois perdi-lhe o rasto.

Tinha um bicicleta a pedal que levava para a Escola e que a malta às vezes dava umas curvas. Era um rapaz simpático mas muito calado.

Quem sabe mais coisas do Zé Vitorino?

Fico a aguardar por notícias...

João Brito Sousa

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

AQUI... HÁ SEMPRE LUGAR PARA MAIS UM.


COLABORADORES PRECISAM-SE.


Se tiveres uma história com o Dr.Uva, com o Mestre Guerreiro, com a Drª Florinda, com o Dr. Zeca Afonso ou com qualquer outro Professor ou Mestre, manda aí que a gente publica.


Podes mandar para



ou



Não te esqueças que este espaço é nosso.. .por isso

avança que serás sempre bem recebido.


JBS e RC

I N F O R M A Ç Ã O

(esta rosa é para ti...)
Para todos os que queiram fazer um comentário aos artigos publicados, poderão "clikar" sobre a palavra "comentário", inserida no final de cada artigo publicado

NAQUELE TEMPO "A AÇOTEIA"

(bibliooteca)

Título do Artigo Publicado no Jornal "A Açoteia" Nº 3 - Ano I - Maio 1962:

NÓS OS MAIS NOVOS

PORQUE ESTUDO
Eu estudo para um dia ser alguém, para um dia quando precisar de ler um jornal, uma revista, um romance, não necessitar de mendigar a quem mo leia.

As minhas ambições não vão demasiado longe; gostava de ser professora do Ensino Primário.

Estudo para o conseguir mas, sobretudo para compensar os meus pais do sacrifício que fizeram para me pôr a estudar - e bem grandes eles foram - para lhes dar uma grande alegria com as minhas médias que vão sendo regulares.

Quero também trazer contentes os meus professores que tanto se sacrificam e por todas as minhas colegas, o que nós, infelizmente não sabemos ou não queremos tantas vezes compreender.

É tão triste não compreender, não saber o que passa para além, para muito longe do lugar onde nos encontramos!...

Pobres daqueles que não tiveram quem os mandasse ensinar... Todas as pessoas instruídas os devem ajudar na medida das suas possibilidades como quem ajuda um cego a caminhar.

Nídia Maria Manjua Brás (Ciclo Preparatório-12 anos-1º Ano-7ª Turma)

---------------------


Uma pesquisa do Rogério Coelho

PARABENS EM POESIA


Dos que hoje fizeram mais um ano...
Conheço o primeiro e o último bem...
Ao Honorato e ao Bartolomeu Caetano
Desejo um dia bom e saúde também.

E aos outros costeletas igualmente desejo
Apesar de não os conhecer....felicidades!..
Se forem mais novos ... como eu os invejo ,
Mas devemos ter... as mesmas idades...

De uma maneira ou de outra um abraço.
De parabéns a todos porque eu também faço
No fim do ano mais um...já sou dos antigos ...

Mas o dia é vosso e nele ninguém se meta
Deixem-me enviar uma saudação costeleta
A todos vocês caros colegas e bons amigos..

João Brito Sousa

AGENDA COSTELETA - ANIVERSÁRIOS

Hoje, dia 25, fazem anos:
- Honorato Manuel Gonçalves Viegas;
- Joaquim Carlos Rocha Vieira;
- Maria Paula de Sousa Cabecinha;
- Emília de Jesus Roberto Cansado;
- Bartolomeu Neves Caetano
PARABÉNS
RC

COSTELETAS VIP


(Mário Zambujal e Casimiro de Brito atrás; Xico Zambujal e Franklin à frente)

A rapaziada da foto é pessoal da melhor qualidade que frequentou a nossa Escola. O de trás é jornalista e escritor, um homem dos sete ofícios, que também é poeta, pois tem muito jeito para fazer versos.

MÁRIO ZAMBUJAL

Autor de ficção, não leva esta actividade muito a sério, apesar dos dificilmente ignoráveis êxitos. Considera, por exemplo, o seu primeiro livro, Crónica dos Bons Malandros, "um trabalho de jornal que por acaso é ficção". Iniciou-se como jornalista profissional em A Bola, em 1961, e é apresentado como tal.

Costuma dizer que a história da sua vida se resume a anotar as etapas a partir dos jornais por onde passou. E foram muitos. Se tinha vinte e cinco anos quando entrou para A Bola, sete anos mais tarde ingressou no Diário de Lisboa, que deixou no ano seguinte (1968), trocando-o pelo Record, então dirigido por Artur Agostinho. Em 1970 entra para O Século, onde no 25 de Abril de 1974 era chefe de redacção; manteve-se nestas funções de chefia até meados de 75, altura em que assumiu a direcção do Mundo Desportivo ("fui-me embora para as Berlengas", segundo as suas palavras).

A convite de Vítor Cunha Rego, transitou para chefe de Redacção do Diário de Notícias, após os acontecimentos do 25 de Novembro. O Sete, de que foi o primeiro director, foi a experiência seguinte, e depois o trabalho na televisão, integrando actualmente o quadro da RTP. Incursão muito notada igualmente na rádio, no programa "Pão com Manteiga" (de que foi co-autor dos textos posteriormente reunidos em livro). Assume igualmente a co-autoria de alguns textos de teatro de revista como "Não Batam Mais no Zézinho", "Isto É Maria Vitória" ou "Toma Lá Revista".

Quanto aos seus livros de ficção, Crónica dos Bons Malandros (1980), que seria objecto de adaptação cinematográfica, é um percurso trágico-burlesco pelo mundo da marginalidade lisboeta, pela precaridade quotidiana dos vigaristas de pacotilha que sonham com "o grande golpe" que os arranque do pequeno submundo anónimo. Em Histórias do Fim da Rua, segundo livro de ficção editado três anos mais tarde, Mário Zambujal entrelaça histórias que têm a ver com a Rua de Trás, em demolição, sacrificada a um "progresso" protagonizado por especuladores imobiliários e, simultâneamente, por um casal - Nídia e Sérgio -, perfis muito característicos de uma perfeita dissolução, tanto no que diz respeito a uma geografia urbana como a uma relação sentimental com dez anos de vida.

O seu terceiro livro, publicado outros três anos mais tarde, intitula-se À Noite Logo se Vê e retomou o sucesso do primeiro, distanciando-se do relativo silêncio votado ao anterior. Quanto ao argumento, é exposto de rompante, logo na página 4: "No tempo inteiro de quatro anos, quatro, não nasceu nenhuma criança, uma que fosse, menino ou menina, na aldeia do Roseiral" e Mino Miralva, narrador de muitas histórias, começa a investigar. De resto, o autor continua a considerar-se como um jornalista que escreve para se divertir, com um humor infantil, matreiro, marcado por uma linguagem ágil e cheia de um humor genuíno e fresco, e uma prosa despretensiosa e criadora de personagens que só por si constituem todo um universo ficcional: "O Cacildo Tavares, sacrificado repórter da velha guarda", ou o "imparável fura-vidas Jacinto Rebite" são exemplos que fazem do último romance de Mário Zambujal, como disse uma crítica conceituada, "a fantástica recuperação de um risco que andava por aí perdido".

FRANCISCO ZAMBUJAL,

foi o mestre do humor desportivo em Portugal. Apesar do coração alentejano, que lhe dava uma bonomia inconfundível e um timbre de voz amável, foi em Faro que viveu boa parte da sua vida.

Recordo com nostalgia os tempos passados na sua salinha improvisada dentro do jardim, com o objectivo de se estudar matemática, ali para os lados de Sº Luís, já perto da estrada de Olhão. O tempo passava lentamente a olhar para a passarada até que ele começava a descrever ao cronómetro as batalhas épicas de algumas etapas da Volta a Portugal e o pessoal perdia o tino e empolgado pedia mais.

Quem perdia era a matemática, que ainda por cima, competia com “A Bola” e mais tarde com o “Pão com Manteiga” que secretamente espreitávamos sem ter a coragem de pedir um boneco ao “Mestre”.

Muitos dos meus amigos de então desenvolveram um gosto particular pela banda desenhada, que começou no “Mundo de Aventuras” passou pela “Tintim” e hoje ainda perdura quando aparecem novos álbuns de Dufaux ou Van Hamme.Alguém escreveu um dia que “ Em Zambujal pode-se perceber a linha-base do raphaelismo, doseada pelo modernismo da segunda geração, com os condimentos pessoais, que lhe dão um traço inconfundível.” Não sei o que quer dizer.

Apenas sei que o “Mestre” deixou muita saudade e uma vontade enorme de ver a cidade prestar-lhe uma viva e justa homenagem

FRANKLIN MARQUES,

Sei que como aluno foi assim-assim ... ..
Mas como homem não há melhor!..
Pouco mais sei de Mestre Franklin,
Mas ainda sei que foi bom professor...

Sei também que foi poeta e actor
E muitas coisas mais que eu não sabia
Por isso não lhe faço nenhum favor
Em colocá-lo nesta galeria..

E já agora trazer aqui também
Um pouco da sua poesia
.Para a qual o Franklin tem
Grande inclinação e simpatia

A GRAÇA É O LEMA
DESTE POEMA
DO FRANKLIN
QUE REZA ASSIM...

POEMA DE FRANKLIN MARQUES (amostra)

Recordar esta cidade,
Tal como eu a conheci,
Quando a modernidade
Andava longe daqui,
È contar um alonga história
De lugares e de gente
De que se guarda memória;

È trazer para o presente
O que aterra foi outrora,
E senti-la bem diferente
De como se sente agora...
.------------------------------------
.------------------------------------
Manhã cedo. Vão chegando
Sacadas vindas do mar
À ponte vão atracando,
Companhas descarregando
Peixe inda vivo a saltar

Lá pontifica o Marreco
De escutada opinião
E, com ele, fazem eco
O Toquim, o Alcatrão,
O Acarreta Pauzinhos
E mais o Santo Antoninho
Com o Zézinho Beirão


Na arcada do Hospital
Tanta moça já se avista!!!
- Deixem lá que não há mal,
O ajuntamento é normal
Porque é dia de revista...

CASIMIRO DE BRITO,

Poeta, romancista, contista e ensaísta.
Nasceu no Algarve, em 1938, onde estudou (depois em Londres) e viveu até 1968. Depois de uns anos na Alemanha passou a viver em Lisboa. Teve várias profissões mas actualmente dedica-se exclusivamente à literatura.

Começou a publicar em 1957 (Poemas da Solidão Imperfeita) e, desde então, publicou mais de 40 títulos. Dirigiu várias revistas literárias, entre elas "Cadernos do Meio-Dia" (com António Ramos Rosa), os Cadernos "Outubro/ Fevereiro/ Novembro" (com Gastão Cruz) e "Loreto 13" (órgão da Associação Portuguesa de Escritores). Actualmente é responsável pela colaboração portuguesa na revista internacional “Serta”.

Esteve ligado ao movimento "Poesia 61", um dos mais importantes da poesia portuguesa do século XX. Ganhou vários prémios literários, entre eles o Prémio Internacional Versilia, de Viareggio, para a "Melhor obra completa de poesia", pela sua Ode & Ceia (1985), obra em que reuniu os seus primeiros dez livros de poesia.

Colabora nas mais prestigiadas revistas de poesia e tem obras suas incluídas em mais de 150 antologias, publicadas em vários países.

Participou em inúmeros recitais, festivais de poesia, congressos de escritores, conferências, um pouco por todo o mundo.

Director dos festivais internacionais de poesia de Lisboa, Porto Santo (Madeira) e Faro. Foi vice-presidente da Associação Portuguesa de Escritores, presidente da Association Européenne pour la Promotion de la Poésie, de Lovaina e é presidente do P.E.N. Clube Português. Obras suas foram gravadas para a Library of the Congress, de Washington.

Foi agraciado pela Academia Brasileira de Filologia, do Rio de Janeiro, com a medalha Oskar Nobiling por serviços distintos no campo da literatura — entre outras distinções. É conselheiro da Associação Mundial de Haiku, de Tóquio.

A Académie Mondiale de Poésie (da Fundação Martin Luther King), galardoou-o em 2002 com o primeiro Prémio Internacional de Poesia Leopold Sédar Senghor, pela sua carreira literária. Ganhou o Prémio Europeu de Poesia Sibila Aleramo-Mario Luzi, com a sua antologia Libro delle Cadute, publicada em Itália em 2004.

Tem traduzido poesia de várias línguas, sobretudo do japonês e foi traduzido
para galego, espanhol, catalão, italiano, francês, corso, inglês, alemão, flamengo, holandês, sueco, polaco, esloveno, servocroata, grego, romeno, búlgaro, húngaro, russo, árabe, hebreu, chinês e japonês.

Em 2006, foi noemado Embaixador Mundial da Paz, no âmbito da Embaixada Mundial da Paz, sediada em Genebra
E esteve aqui.:

Na Colômbia, em Barranquilha, ocorrerá entre 16 e 20 de Janeiro,
alargado depois a outras Cidades, um Festival Internacional dedicado a
“A Reflexão como Espectáculo”,
com o apoio da Fundación La Cueva,
e com participação de criadores de vários países, entre eles: Lina Wertmuller,
Dario Fo, Héctor Abad Faciolince, Fernando Vallejo, Gonzalo Márquez Cristo,
Victor Ramil, Claude Michel Cluny, e muitos mais.
De Portugal foi convidado o poeta
Casimiro de Brito
que aproveitará a sua estadia na Colômbia para lançar a sua antologia
El Amor, La Muerte y Otros Vícios,
traduzida por Montserrat Gibert e
recentemente editada em Bogotá na colecção
“Los Conjurados”, onde já foram editados, entre outros, os poetas:
Roberto Juarroz, Adonis, Georg Trakl, Ungaretti, Rimbaud
e António Ramos Rosa

Recolha de João Brito Sousa