quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

CARTA À MÃIZINHA

UM DESAFIO

A UMA COSTELETA

A senhora que é costeleta mais nova
Diga-me lá o que acha da orientação
Que estamos a dar ao blogue.. aprova?...
Ou como o estamos a fazer diz não!...

Espero receber uma história sua
Para eu publicar aqui no jornal
Pode ser a serenata à luz da lua
Que lhe cantaram às quatro e tal!..

Naquela noite, luarenta, de madrugada
Que só dava romântico e mais nada
E para isso o rapaz tinha muito jeito

Conte-me essa história de amor...
Diga-nos o que sentiu por favor
Para nós supormos o que terão feito...

João Brito Sousa


Às costeletas mais jovens que tenham força e garra suficiente para nos contar uma história romântica, em poesia ou rosa. A gente depois publica MANDEEEEEEEEEEEEEM QUELQUE CHOSE....

O MEU MELHOR PROFESSOR

(investigador algarvio)
O Dr. JORGE MONTEIRO.

Era o Director da Escola quando eu terminei as Secções Preparatórias. Creio que tinha chegado à Escola nesse ano. Leccionava Matemática e Física com a clareza de um autêntico Catedrático.

Na minha vida académica deveria ter tido aí uns cem professores, ensino superior incluído. De todos o Dr. Jorge Monteiro foi o maior. Conhecedor das matérias em absoluto, um poder de comunicação fantástico, uma dicção perfeita, uma lógica na apresentação das matérias, através do método dedutivo, coerente e objectivo, foi um grande professor.

Foi um professor que me deixou as melhores impressões, quer como professor , como homem e como amigo. Posso dizer que o Dr. Jorge Monteiro foi meu amigo.

Um bom professor é aquele que fala de frente para a turma e a domina. Não dá hipóteses ao falatório dos alunos pois prende-lhe a atenção de tal maneira que só o Professor fala e é ouvido.

O Dr. Jorge Monteiro tinha essas qualidades todas, e por isso o considero o melhor professor que tive em toda a minha vida.

Igual a ele, em competência e método, só o Dr. Pereira da Cruz (o Rufino), no Instituto Comercial de Lisboa, também professor de matemática.

Maus houve muitos e o pior foi talvez o Dr. Rebelo da Silva.


FAVOR ESCREVER UMA CRÓNICA INTITULADA “O MEU MELHOR PROFESSOR” para enviar para o blogue, ao cuidado do JOÃO BRITO SOUSA
jbritosousa@sapo.pt ou ao cuidado do ROGÉRIO COELHO, rogerio1930@gmail.com


Obrigado.

Fico à espera.

JBS.

QUEM SE LEMBRA DELE?


CAMISA 7; HONORATO VIEGAS,

natural do ALGOZ, casado, dois filhos, reformado do BNU, licenciado em Direito e advogado, residente em Almada, amante das coisas boas da vida, bom conversador, homem respeitado e respeitador, cumpridor dos seus deveres cívicos e no uso do seus plenos direitos de cidadania, camisa 7 na equipa de futebol da Escola, cumpriu o serviço militar na Guiné com o sargento Manuel Gonçalves, homem viajado pela Europa e outras coisas mais.

Pergunta-se: O que é que o Honorato fez de extraordinário na escola primária e qual era a característica principal na sua qualidade de jogador de futebol na equipa da escola.

Favor responder por mail para jbritosousa@sapo.pt ou rogerio1930@gmail.com

João Brito Sousa

OS MELHORES COSTELETAS NO ANDEBOL

(jogo de andebol)


IREI RECORDAR


alguns bons jogadores de andebol que praticaram essa modalidade na Escola, sob a batuta desse Grande MESTRE que foi o Prof. Américo.

Foi ele que nos preparou para a vida através do desporto.

É um lugar comum dizer-se que a Escola nos prepara para a vida. Mas acho que é verdade. A escola tenta ensinar-nos e nós tentamos aprender o melhor possível, transportando depois esse conhecimento adquirido para a vida fora da Escola.

Onde é a doer mas onde os alunos da Escola deram sempre boa conta do recado, mesmo o Machado que chegava sempre atrasado ao Banco.. Chefe, o barco balouçava muito, faz lá ideia...ouvi o Barradas contar isto na rua Bernardo Francisco da Costa em Almada, às cinco da tarde de um dia qualquer.

O andebol é um jogo onde a bola é jogada com as mãos e pretende-se introduzi-la numa baliza com rede, guardada pelo adversário, que para evitar isso, coloca lá um jogador, a que se dá o nome de guarda redes

O jogo é praticado por sete jogadores, seja, um guarda redes e seis jogadores de campo.

Falemos hoje dos jogadores de campo, já que para os guarda redes, está guardada outra crónica.

Vou indicar os seis melhores que vi jogar e que em minha opinião formavam uma equipa de campeões. Ei-los,,


CARONHO, dizia-se lá na Escola que era o melhor de todos.

CASACA, dizia-se lá na Escola que era um jogador fabuloso.

ZÉ GONÇALVES, simplesmente espectacular

ANTÓNO BARÃO, era grande quando queria; querendo era um espectáculo

GUERREIRO, um remate terrível

BARRACOSA, idem

JESUÍNO, idem

FIGUEIREDO, idem

AMARANTE, um grande defesa

JOAQUIM PADEIRO, idem


Temos dez jogadores seleccionáveis para seis lugares. A minha selecção era:

Defesas ANTÓNO BARÃO, CARONHO, e AMARANTE

Avançados ZÉ GONÇALVES, CASACA e JESUÍNO


Esta equipa era imbatível. O melhor jogador em qualquer modalidade desportiva era o ZÉ GONÇALVES.


VAMOS DISCUTIR ESTE ASSUNTO?

COMENTÁRIOS, esperam-se...

Fico a aguardar...


João Brito SOUSA

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

COSTOLETAS DE 53/54

(1º ano 1ª turma de 53/54)

LEMBRANÇAS DA ESCOLA

Lembro a minha adolescência na Escola Comercial e Industrial de Faro como se fosse hoje

Recordo e revejo as portas de entrada, cá em baixo para os Professores e lá em cima para os alunos, o pátio onde ficavam sediadas as oficinas do curso de Montadores Electricistas, as Oficinas do Ciclo Preparatório de Carpintaria e de Serralharia, as casas de banho e o pátio de baixo onde o Professor Américo algumas vezes nos punha a jogar andebol (foi dali que o João Cuco jogou a bola para o jardim da Alameda), ali ao lado das Oficinas do Curso de Serralheiros do Mestre Olívio

Entramos no núcleo principal do edifício, depois de termos descido as escadas do pátio de cima, passamos em frente ao Ginásio, que fica à direita, à esquerda uma bica para beber água, e lá estava de plantão o contínuo Armando. Mais à frente fica a porta de entrada para as aulas

Passamos a porta e à direita lá estão os cabides onde a contínua Libânia nos pendurava os cestos com o almoço e também os casacos. Viro à direita, passo a secretária da contínua Libãnia e subo ao primeiro andar, sala 18. Foi aí que tive as aulas do primeiro ano primeira turma e recordo que os primeiros a chegar fui eu e o Zé Júlio..

Os alunos eram:

Chefe de turma: CÉLIO MARTINS SEQUEIRA

José Bartílio da Palma,
Luís Rebelo Guimarães
Herlander dos Santos Estrela
Reinaldo Neto Rodrigues
António Inácio Gago Viegas
Humberto José Viegas Gomes
Manuel Cavaco Guerreiro.
Joaquim André Ferreira da Cruz
João Baptista
José Mateus Ferrinho Pedro
José Vitorino Pedro Rodrigues
Ivo
Francisco Gabriel Carvalho Cabritas
João António Sares Reis
Fernando Manuel Moreira
António Manuel Ramos José
Francisco Paulo Afonso Viegas
Manuel Geraldes
João Manuel de Brito de Sousa
Jorge Manuel Amado
João Vitorino Mendes Bica
Carlos Alberto Arrais Custódio
José Júlio Neto Viegas
Manuel
João dos Santos
José Pedro Soares
José Marcelino Afonso Viegas

Os professores eram: a Português ? , a Ciências Naturais a Drª Conceição Sintra, a Matemática a Drª Suzete, a Desenho D. Fernanda e a Trabalhos Oficinas de carpintaria o Mestre Mário e Mestre Roseta e Oficinas de Serralharia os Mestres Damião e Cruz.
As notas do primeiro período foram, Português 10, Ciências 8, Matemática 8, Desenho 9 e Trabalhos 9 .
Desta turma lembro os bons desenhos do Jorge Amado, os bons desempenhos académicos do Joaquim André Ferreira da Cruz, do Herlander Estrela, do Francisco Paulo Afonso Viegas, o Quicas, do Carlos Alberto Arrais Custódio, do João Vitorino Mendes Bica...e na porrada, do Reinaldo Neto, do João dos Santos de Santa Luzia, do Ivo de Olhão e do Zé Pedro Soares da Fuzeta .
Recordo esta época com saudade da rapaziada e dos professores. Havia uma grande solidariedade entre nós, tipo antes quebrar que torcer, tal qual como diz Daniel Sampaio no seu “Voltei à Escola”. Ainda hoje somos amigos, apesar de, alguns de nós, já não nos vermos há mais de cinquenta anos. Houve muitos bons momentos e alguns maus também. Mas o balanço foi positivo.
Ao sábado havia práticas de Mocidade Portuguesa. E o nosso Comandante de Castelo era o Zé Pudim Paixão.

João Brito Sousa

CRÓNICA DE WASHNGTON ( I )


Com a história que a seguir conto, quero recordar um grande,
grande amigo, já colega da primária em MAR e GUERRA e

costeleta como eu na Escola.

Esse HOMEM GRANDE é o CARLOS ALBERTO DO BRITO LOURO RODRIGUES, que já nos deixou, mas que foi um grande amigo e grande HOMEM.


QUE DESCANSES EM PAZ MEU AMIGO.
Diogo Costa Sousa

O PALHAÇO RICO E O PALHAÇO POBRE

Uma historia comigo passada numa aula de festa no meu primeiro ano primeiro período
No primeiro ano; caloiro;
No primeiro período, na grande escola, para mais de quem vinha do campo como eu, tudo era para explorar, investigar, meter o nariz indagar enfim...
As aulas de festa era coisa nova para mim….tinha amigos da primaria que já lá andavam, o BERNARDO ESTANCO, o saudoso CARLOS LOURO, o BRITO DE SOUSA e talvez outros mas ..

Estes de certeza . E o melhor para explorar a coisa era segui-los . La’ fui ver uma aula de festa da turma do Carlinhos Louro, meu amigo e protector até aquela altura…Salvo erro o professor era o Dr. UVA
A Festa gerava-se na maior parte a volta da figura de dois palhaços, o rico , o CARLINHOS e o pobre, o nosso amigo RABECA e um acordeonista que creio era o Bica, aqui posso estar enganado…o que não esqueço foi a partida que me pregaram.
Fui escolhido entre os presentes para vitima dos senhores palhaços que alem de tudo mais também eram ilusionistas
Eu tinha uma confiança desmedida no CARLINHOS,…o RABECA , eu conhecia-o bem como jogador de TABUINHA nos corredores….nada me fazia prever o que estava para mim guardado por aqueles safados
Praticaram em mim o tal trabalho de ilusionismo que consistiu em fazer desaparecer um objecto, neste caso um ovo cru que me puseram debaixo de uma boina, não creio que fosse minha….o RICO preparou a cena, veio por detrás o pobre inspeccionar a obra e claro, não precisou muito, partiu o ovo que me escorreu pela cara abaixo.
Ainda hoje me rio de mim mesmo naquela figura……essa praxe desapareceu da nossa escola

Um abraço costeleta
DIOGO

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

QUADROS ALGARVIOS - Continuação








(Ruinas de Milreu)
Falado no Capítulo 2


Capítulo 3 - O CASO DE TARTESSOS

Com a queda e destruição de Tiro pelos assírios, e, consequente esmorecimento da influência fenícia, assistiu-se ao incremento das actividades dos gregos (focenses) que, como já vimos, navegavam para Tartessos a partir de Marselha.
A presença dos gregos, que vinha sendo estimulada pelos governantes locais, como forma de atenuar a sua dependência em relação aos fenicios, foi particularmente encorajada por Argantónio ´soberano tartessio que reinou na primeira metade do século VI a.C.
As trocas por via marítima que, a partir de 584 a.C., eram dominadas pelos focenses, sofreram rude golpe quando, em 540, Ciro destruiu a Fócea, para serem praticamente aniquiladas aquando da batalha naval de Alalia (535 a.C.).
A partir desse confronto, os focenses, que foram derrotados por uma coligação de cartagineses e etruscos, abandonaram a zona.
Tartessos praticamente afundou-se, acabando por fraccionar-se numa série de pequenos estados facilmente dominados por Cartago.
O que então se afundava era uma sociedade culta, de cujos descendentes diria Estrabão que eram "os mais cultos dos iberos e têm escrita e escritos históricos em prosa e em verso, e leis em forma métrica que segundo se diz datam de há 6000 anos"
Para o estudo da escrita referida por Estrabão - "particularmente hermética, porquanto baseada nos antigos alfabetos fenício e grego" - terão contribuido os achados epigráficos recolhidos no Algarve por Fr. Manuel de Cenáculo e que apresentam caracteres identicos aos de uma estela anteriormente encontrada em Lora del Rio (Sevilha)
Continua no Capítulo 4 - Presença Árabe
Libertário Viegas
(colaboração escrita de Rogério Coelho)

AGENDA COSTELETA - ANIVERSÁRIOS

Fazem anos durante a semana corrente:
DIA 5
- Maria Célia Rodrigues Encarnação Revez
DIA 6
- Nair Ribeiro da Silva
DIA 7
- Eduardo Romualdo E. Martins;
- Dr. Manuel Inocêncio da Costa;
DIA 9
- Maria José Fernandes;
- Rosa Ana Maria Machado Martins

A EQUIPA DO BLOGUE DESEJA A TODOS, FELICIDADES SAÚDE E... PARABÉNS
Recolha de Rogério Coelho.

ISTO É COLABORAR


Bom dia João,

Li com agrado o teu escrito sobre Batista Bastos.

Homem de letras de há dezenas de anos, B.B. faz parte das minhas leituras - não tanto em livros- mas em crónicas nos jornais e ou revistas, aonde ele tem participado e continua a participar.
Confesso que nem sempre estarei de acordo com os seus escritos, embora no geral gosto dele. Particularizo a minha preferência em o ouvir, mais do que ler. Parece-me mais autentico.

Todavia, entendo que toda e qualquer referência ao homem de letras que é B. B., à sua irreverência e frontalidade, bem como ao conteudo dos seus escritos, é sempre merecida. Antes em vida... porque depois de mortos, e em regra, é só elogiar .

Um abraço
obs: BAPTISTA-BASTOS, não se lê apenas; estuda-se. Só assim se pode entender BB. A vida parecia normal e nada corria bem, é assim que começa o CAVALO A TINTA DA CHINA. Esta frase dá que pensar... Quem escreve assim é escritor. ...
SOLICITA-SE A TODOS OS COSTELETAS QUE DÊEM UMA MÃOZINHA NESTE ESPAÇO QUE É DE TODOS NÓS.
COLABORAÇÃO E CRÍTICAS, também.
João Brito Sousa

UM COSTELETA PILOTO


O curricculla do Engº JOÃO PAULO SOUSA foi publicado no jornal "NOTÍCIAS DE S. BRÁS" (na foto) e no jornal "A AVEZINHA" de Paderne.

O Engº JOÃO PAULO SOUSA é quadro superior da USNAVY, e filho de costeletas, o DIOGO COSTA SOUSA e a FILOMENA que residem em WASHINGTON.

O Engº JOÃO PAULO SOUSA, também ele costeleta, está convidado para o almoço dos antigos alunos em 8 de Junho próximo, ele que levou tão longe o seu estatuto de costeleta, a sua génese académica.

Aqui deixo para os PAIS e para o João PAULO, saudações costeletas.

João Brito Sousa

OS CONTÍNUOS COSTELETAS

(paisagem alentejana)

OS AUXILIARES DE EDUCAÇÃO COSTELETAS

Tarefa difícil aquela de nos controlar. Éramos talvez mais de 1 000 alunos no recreio, qual deles o melhor artista.

Para travar essa rapaziada nos intervalos, malta na flor da idade, traquina, endiabrada e de sangue na guelra como o João Cuco, o Fantasia que soltou os pintassilgos na aula, a malta do 2º ano 4 ª turma, com o Dias e o Ladari `a cabeça, o Alfredo Teixeira, o Nogueira e o irmão e o Rodrigues, todos de Olhão.. e mais uns cem alunos levados da breca, era preciso alguém para por essa malta na ordem.

Eram os auxiliares de educação que passamos a anunciar.

O ARMANDO, que estava colocado à entrada do ginásio. Era um bom homem, falava muito connosco, mas ás vezes tiráva-nos o número por causa do jogo da tabuinha nos corredores e dizia que ia levar os números ao senhor Director. Mas nunca levava nada.

O senhor VIEGAS, que era o chefe e trabalhava perto da cantina e era quem nos vendia as senhas para o almoço no dia seguinte. Era um homem disciplinador.

O senhor VÍCTOR, o grande amigo do Franklin, de tal maneira que, quando o via passar, lhe dizia: “Tu também eras do 2º ano 4ª Turma” Um bom homem.

O senhor CASTRO, que era o preferido das meninas .Bom homem

A D. LIBÂNIA, esposa do senhor Victor que tanta paciência teve para nos aturar.

A Menina LURDES que igualmente nos aturou com um sorriso, sempre.

Se me permitirem, gostava de referenciar aqui um livro do Dr. Daniel Sampaio, Voltei à Escola. Neste livro, uma vez mais, o centro da preocupação são os jovens. Desta vez, Daniel Sampaio, mostra-no-los, lá onde os grandes problemas dos «verdes anos» se manifestam talvez com maior clareza: a escola. A relação dos jovens entre si, a relação dos jovens com os adultos professores (e vice-versa). Aqui tudo está implicado, tudo se revela.

Tudo o que nós fizemos nesses idos tempos o Professor Daniel Sampaio conta no “Voltei à Escola”, tudo isso que nós fizemos. A porrada no recreio e o comportamento da malta, as alcunhas aos professores, em especial ao Raimundo a quem a malta do Liceu Camões, chamava o Ratimundo.

João Brito Sousa

domingo, 3 de fevereiro de 2008

QUEM SE LEMBRA DELES?...

(a equipa da escoa a jogar aqui fazia oitos. Será o Palmnha?...)

ZECA BASTOS, CARONHO E JULIÃO

Era um meio campo maravilhoso, aquele da equipa de futebol da Escola de 53/54. A equipa tinha até alguns internacionais juniores como o Poeira, o Nuno e o Parra, jogadores de técnica acima da média.

Mas aquele meio campo era espectacular.

O ZECA BASTOS era o talento e a inteligência em campo. Cobria ali todo o lado direito do meio campo, tinha um sentido posicional enorme, que o levava a cobrir todo aquela zona. Jogava em antecipação, punha a bola no chão e fazia as aberturas para as pontas, jogando já na diagonal, enviando a bola do lado direito do meio campo para a ponta esquerda onde aparecia em velocidade o Zé Felix.

Zeca Bastos um estilista a jogar `a bola tipo Zé Maia Pedroto

O VICTOR CARONHO era central. Sempre muito concentrado no jogo tinha a seu lado a muleta que o ajudava muito que era o Julião, que jogava um pouco mais à frente descaído para o lado esquerdo e funcionava como primeiro tampão, ficando o Caronho para as dobras. O Victor tinha a altura ideal para a posição, tinha bom poder de elevação, boa dose de concentração e atenção ao jogo e era um líder em campo. Arrancou boas exibições nos jogos com o LICEU..

O CUSTÓDIO JULIÃO, era o quarto de defesa, tipo passa o homem não passa a bola. Leal mas um batalhador incansável Duma entrega ao jogo notável. O Professor Américo não o dispensava nunca. Sabia perfeitamente o que tinha a fazer em campo. Com a bola dominada .passava-a rateira ao Xavier que fazia o resto do trabalho.

Há outros jogadores notáveis da equipa da Escola que havemos de falar aqui..

Hoje recordamos o trio do meio campo.

João Brito Sousa

sábado, 2 de fevereiro de 2008

CARNAVAL COSTELETA

Recepcionistas-Ramalho-Rogério.João (A mesa do grupo de Setúbal
(o pé de dança-1º plano Presidente Assembleia)
(O Cesar Nobre e a Noélia) --------------------(Mesa de Foliões)

(O pagem ou o bobo da corte eleito)


(Os reis no trono - ao lado os reis cessantes)


(A valsa dos Reis)

Neste Sábado 2 de Fevereiro, fizemos o nosso almoço-dancing-convívio de Carnaval no AlgarCatering-Senhora Menina.

Foi uma jornada que decorreu com muita alegria. Bastantes destrajados e mascarados, como se pode apreciar nas fotos, deram brilho ao evento. Entre os presentes tivemos o prazer de receber 10 ekementos da Associação congénere de Setúbal, com o seu Presidente e nosso amigo Nelido Vagueiro. Como vem sido norma no nosso Carnaval, elegemos os Reis do Carnaval Costeleta e o melhor destrajado para pajem ou o "bobo" dos Reis. Os prémios, bastante "valiosos", constaram de uma sombrinha chineza para o pagem, um soutian gigante para o Rei e coroamos a rainha com um penico azul celeste. O Júri que elegeu os soberanos e o pagem era composto pela Laura Teixeira, o Almeida Lima e a Suzete Casaca, Os reis foram empossados por suas magestades cessantes. Os novos soberanos dançaram a "valsa real", tendo a respectiva corte acompanhado na dança.

Foi uma tarde bem passada.
Poderão apreciar algumas das fotos do evento. Como a colocação das fotos é demorada, iremos colocando dentro do tempo que temos disponível.

Para ver em ponto maior, clikar com a mãosinha na foto
Rogério Coelho

LITERATURA

(BAPTISTA-BASTOS não é costeleta mas é seguramente um grande escritor)


O MEU ESCRITOR PREFERIDO

BAPTISTA-BASTOS.
“... um grande escritor português do nosso tempo”

Manuel da Fonseca.

Baptista-Bastos é um homem sem medo e sério. O soneto que vai a seguir é testemunha disso e da grande admiração que nutro pelo escritor Armando Baptista-Bastos. Li toda a sua obra e percebo-a lindamente.

NÃO TENHAS MEDO ...

Se tiveres que lutar, luta... vai, não tenhas medo!....
Faz como o Baptista-Bastos e o Manuel da Fonseca fizeram.
Vieram dois e diz o Bastos:- Manuel, não é tarde nem é cedo.
Vai-te aquele que eu fico com este e logo ali começaram...

A porrada foi tanta que os dois saíram vencedores,
Não há hipóteses quando há seriedade, honradez e razão.
Características essas próprias destes dois grandes escritores
Que, apesar de tudo... no final, aos vencidos apertaram a mão.

É assim, não há alternativa, serás feliz se fores homem de bem
Exige-se ainda que nunca tenhas faltado o respeito a ninguém
Foi assim que procedeste?... Se foi , não tenhas medo de nada.

E olha em frente amigo e vais ver que te sentes bem contigo...
Fundamental!... só assim tens direito a ter esse porto de abrigo
Sabes, é a tua consciência a não a considerar a tua vida errada...

A sua obra é uma obra limpa, tecnicamente correcta, fresca e actual. Ler Baptista-Bastos é estar em contacto com a realidade e aprender. Aprender coisas difíceis. Diz ele, em tudo há associações de coincidências.

É a isso que muitos chamam sorte. Eu percebo-as como desígnios da Divina Providência. É preciso ser bom em Psicologia para se perceber tal. Sorte, qual sorte?!...Sorte é o destino que acompanha cada um de nós. BB diz que percebe isso na óptica do desígnio (tenção ou intenção) recebido da Divina Providência, ou seja do Além.

Gostava de poder captar a felicidade, diz um dos seus personagens. Mas é Tckékov que diz que a felicidade não se alcança, não se capta, está no patamar seguinte. Felicidade é um sentimento na óptica de BB e captar a felicidade é estar atento à passagem do sentimento do interior para o exterior.

Curioso é a opinião de BB sobre Aquilino Ribeiro, escritor que só agora pude ler (estou no quarto livro) e que admiro pela linguagem terra a terra que utiliza.

“- Conheces o Aquilino? Este é que tem uns colhões que descem o Chiado e chegam até ao Rossio. É contra a Situação, está sempre a conspirar. Até se diz que foi bombista; até se diz que era a terceira carabina do Terreiro do Paço quando do Regicídio. Se o Buíça e o Costa falhassem, lá estava o Aquilino de atalaia.” Aquilino, diz BB, regressa às fontes arcaicas e clássicas da nossa cultura, e diz-nos que a moral não é relativa. Salazar, Fernando de Sousa, Forjaz de Sampaio, o próprio Aquilino, são negadores, cada um à sua maneira de que a fé abraça várias verdades.

Como desmontar isto?

Aquilino foi um escritor que olhou para esses grandes de Portugal e pintou-os, como Velasquez fazia, com as tintas do arco-íris. Aquilino, todos o sabem, é um pesquisador do inédito.

João Brito Sousa

A DISCORDANCA DO JORGE TAVARES

(respeito...)

Diz o Jorge TAVARES,

"A PROPÓSITO DO TEXTO SOBRE O PROFESSOR Uva, fiquei incomodado com algumas imprecisões, devidas talvez à sua antiguidade.

Foi meu professor, e hoje classifica-lo-ia, como muito avançado para a sua época.

Nunca o vi agredir algum colega e eu próprio, que não era "flor que se cheire" somente apanhei raspanetes e uma expulsão. Digamos que a sua sabedoria, passava por um sentido de humor, invulgar, e por uma forma de ensino impar.

Com ele aprendi a servir-me das instituições bancárias (depósitos, reformas de letras, etc), porque todos nós tratavamos dos seus assuntos nos bancos.

Com ele aprendi a consultar códigos, interpretar as leis, mas nunca nos transformou em papagaios, como era apanágio do ensino na altura.

Com ele aprendi e diferenciar o professor com sentido prático da vida, daquele que transformava o ensino em mera teoria.

Obrigado Professor J. Uva.Jorge Tavares1950 a 1956 "

O MEU COMENTÁRIO

Foi Albert Camus que disse: “Não quero ser um génio... já tenho problemas suficientes ao tentar ser um homem”

Ora aí está. Fui eu que estruturei esse texto que o Jorge fala e será lógico que seja eu a esclarecer o que aí escrevi..

Assim,

1- O Jorge classifica o Dr.UVA como um professor muito avançado para a sua época. Trata-se de um ponto de vista pessoal, respeitável. Nada a opor.

2- Forma de ensino ímpar, diz o Jorge.. Pode ser discutível mas a opinião do Jorge não me agride.
Quanto à palavra agressão que o Jorge cita, certamente que o texto não quis dizer isso, quando nos referimos à utilização do ponteiro na sala de aula, com o instrumento auxiliar..

Quem me contou a história não é mentiroso, pelo que eu aceito a utilização do ponteiro como um método de ensino, que teve a sua época, com forma de ensino coactivo. Quem disse o que disse, acerca do uso do ponteiro, quereria criticar o método de ensino e nunca o nosso Dr UVA..

Era esta explicação que queria dar ao JORGE TAVARES e felicitá-lo por não se ter calado perante tal assunto.

A NOSSA POSTURA É DE HONRA; Não há aqui segundas nem terceiras intenções..

Um abraço para todos e um BOM CARNAVAL, são os votos do

JOÃO BRITO SOUSA

UMA HISTÓRIA DE CARNAVAL

(carnaval)

Estamos no Carnaval.

Mas, se pensarmos bem, o Carnaval de agora, não é nada que se pareça, com o carnaval de Outrora.

Às quintas e sábados, à noite, era um desfilar de mascarados pelas ruas da cidade que visitavam as sociedades recreativas, que eram bastantes. Recordo-me do 20 de Janeiro, do Musical, dos Artistas, do Ginásio, do Sport Lisboa e Faro, do Clube Farense...

As ruas, cheias de povo a assistir ao desfile, assemelhava-se ao passar das procissões.

Recordo-me, naquele tempo, e naquele ano, em que me resolvi mascarar para visitar todas as sociedades. Vesti-me de mulher com mascara na cara. Um travesti autentico. Entrei no Clube Farense, nunca lá tinha entrado, era só para os ricos, e ao subir a escadaria da entrada, encaro-me com outro/a mascarado/a que descia. Afastei-me para o lado e o outro mascarado colocou-se na minha frente. Afastei-me para o outro lado e a mesma coisa. – Este tipo está a gozar comigo, talvez por ser carnaval, pensei.

Afastei-me para o centro da escadaria e ele insiste. Levantei os braços, já irritado, e exclamei: - Então, passas ou não? Reparei que o outro levantava também os braços e então verifiquei que estava na frente de um grande espelho... fartei-me de rir.

Entrei disse umas “larachas” às madames da “fina flor” e saí. Depois de visitar algumas sociedades entro na sociedade do 20 de Janeiro, e aqui foi o bom e o bonito porque, o insólito aconteceu quando me dirigi a duas moças, sentadas na primeira fila. Eu não as conhecia, mas elas ficaram desconfiadas e diz uma para a outra: - “É uma mulher!” Responde a outra: - “É um homem bem disfarçado”. Discutiram por breves instantes enquanto eu dei uma volta pela sala e voltei a intriga-las e dancei com a que dizia que eu era uma mulher. A discussão entre as duas continuou e a que dizia que eu era mulher, diz para a outra: - “Vou já tirar a prova”. E ao dizer isto, mete a mão por baixo da minha saia e apalpa-me o sexo.

Dá um grito, e sai a correr na direcção do quarto de banho das senhoras. Não a vi mais. Gostou ou envergonhou?

Diz o povo que, no Carnaval, tudo vale...
Bons tempos
Bons Carnavais que não se esquecem mais!!!
Rogério Coelho

DO COSTELETA ROMUALDO CAVACO

(a recauchutagem ficava por detrás da Igreja do CARMO)

RECEBEMOS DO MONTANHEIRO DA CORTELHA, a propósito do meu texto DOIS A DOIS... as romualdinas que vamos publicar..

Ah Marfado Moço, que coisas ele se lembra!!!
Ias acertando na porta, mas é ao lado.
Quem vem do Refúgio para o Largo do Carmo, encontra o Dep.de Massas e Bolachasda Nacional, Recauchutagem Leopoldo, Dias (Distribuição de Mercearias) e vidrospara candeeiros (quer dizer lampadas para os mais novos entenderem) e depois éque é a Nova Agencia de Camionagem Algarvia,Lda. Os sócios da Nova Agência(represent.da HANOMAG e outras peças), eram o tio do José Loures Santinho e opai do Neves.
O Santinho era Chefe da Est.C.P. de Luzianes (Odemira). Eu tinha-o visitadohavia pouco tempo. Numa viagem próximo de Silves na curva da morte ficou ele, amulher, a filha e a sogra.
O Neves também tinha jeito para as artes. O Pai dele, Sr. Delores foi motoristada EVA na carreira de Faro/Lisboa, durante quase 100 anos. Depois de reformadoainda se fartou de vender HANOMAGUES.Um abraço.
Desculpa os algarviismos, mas a vida não pode ser levada sempre a sério.
Recolha de
João Brito Sousa

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

SECÇÃO DE HUMOR


Um homem depara-se com um funeral, seguido de uma inusitada procissão.

Primeiro vinha um caixão, depois um segundo caixão. Em seguida, um homem sosinho levando um "pitbull" pela coleira. Finalmente, atrás dele, uma longa fila indiana só de homens.

Sem conseguir conter a curiosidade, aproxima-se delicadamente do homem com o cão e diz:

- Os meus sentimentos pela sua perda... mas... eu nunca vi um enterro assim... o senhor poderia dizer-me quem é que morreu?

- Bem... no primeiro caixão está a minha mulher.

- Sinto muitissimo! o que aconteceu com ela?

- O meu cão... ele atacou-a...

- Que tragédia!... e o segundo caixão?

- A minha sogra... ela tentou salvar a filha...

Um silêncio consternado e pungente. Os dois homens olham-se nos olhos.

- Empresta-me o seu cão?

- Meta-se na fila...


(Da minha amiga Madalena Guerreiro)
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Sabem o que a palavra OTA quer dizer?

"Obra Transferida para Alcochete"
(contou-me o Almeida Lima)

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Uma recolha de

Rogério Coelho - para sorrir!

QUEM SE LEMBRA DELES?

(cêntimos)
QUEM SE LEMBRA DELES?....

O CARLOS ALBERTO DOS SANTOS E O LUDGERO GEMA, que andavam depois de mim, foram dois Costeletas notáveis, que ingressaram na Banca Comercial muito cedo, talvez ambos com a idade de 18 anos.

Entrar na BANCA aos dezoito anos era impensável.

Foi coisa que deu brado..

.E POR ISSO OS DESTACO AQUI.

Fizeram uma excelente carreira, elevando bem alto o nome da Escola. E por isso os felicito como colega e amigo pelo bom desempenho..

Foi uma conquista da Escola e de todos os professores, nomeadamente. Porque a contabilidade bancária é uma contabilidade especial, fora do POC. E a malta da Escola desempenhou com grande garbosidade esse trabalho, dispondo como ferramentas, as aulas de Noções de Comércio e o Direito Comercial do dadas pelo Dr. Uva, o Cálculo Comercial e a contabilidade da Drª Florinda e todos os outros professores..

Ao Carlos Alberto e ao Ludgero os meus parabéns pelo trabalho desenvolvido.

João Brito Sousa

AGENDA COSTELETA - ANIVERSÁRIOS


fAZEM ANOS EM FEVEREIRO
Dia 2
- Maria Emília Romano Escorrega Gonçalves Pego;
- Maurício Severo Domingues
Dia 3
~Heraclides Cabrita Silva;
- Francisco Henrique Gairito de Brito

PARABÉNS

Recolha de
Rogério Coelho

AGENDA COSTELETA - ANIVERSÁRIOS

fAZEM ANOS EM FEVEREIRO

dia 2

DEBATE COSTOLETA

(a morte do rei D. Carlos I)

A TODOS MAS EM ESPECIAL AOS ALUNOS DO Dr. FURTADO

REGICÍCIO, OU O ACTO DE ASSASSINAR UM REI OU UMA RAINHA

O MINISTRO NÃO QUER A BANDA DO EXÉRCITO NAS COMEMORAÇÕES DO REGICÍDIO; E TU, SE FOSSES MNISTRO, COMO FARIAS....

SIM OU NÃO À IDA DA BANDA?...


FAZ HOJE CEM ANOS.


que EL-Rei D.Carlos I foi assassinado.

“A 1 de Fevereiro de 1908, no regresso de mais uma estadia em Vila Viçosa, o rei D. Carlos e o princípe herdeiro D. Luís Filipe, são assassinados em pleno Terreiro do Paço. De um só golpe, Costa e Buiça, decapitavam a monarquia portuguesa, deixando o trono nas mãos de um pouco preparado D. Manuel, sem capacidade nem margem de manobra para gerir uma situação política explosiva que culminaria com a queda da monarquia e a implantação da República a 5 de Outubro de 1910.”

O ministro da Defesa Nacional, Nuno Severiano Teixeira emitiu um despacho a 17 de Janeiro onde alertava que a instituição militar não devia participar em iniciativas de cariz político...

Pedro Santana Lopes ligou ontem a dois ministros do Governo de José Sócrates para os questionar sobre a proibição decretada pelo Ministério da Defesa ao Exército nas cerimónias de homenagem ao Rei D. Carlos e ao príncipe real D. Luís Filipe.

MEU COMENTÁRIO

A Banda existe, os ordenados estão pagos, foi assassinado a mais alta patente da nação e há comemorações do acontecimento.

Concordo e entendo que a banda deve ir às comemorações do evento.
João Brito Sousa

AGENDA COSTELETA - ANIVERSÁRIOS


Hoje, dia 1 de Fevereiro, faz anos

- José Inácio de Brito

PARABÉNS

Recolha de
Rogério Coelho

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

O DESENROLAR DAS PERAÇÕES, a pedido

Alves da Veiga e Sampaio Bruno



HISTÓRIA.

AINDA A REVOLTA DO 31 DE JANEIRO, a pedido.

Militares em evidência:

ALVES DA VEIGA que ainda proclamou a República, o sargento Abílio que ainda proferiu um VIVA A REPÚBLICA, sargentos e soldados, ladeados pelo povo anónimo e conduzidos por chefes como o ALFERES MALHEIRO, CAPITÃO LEITÃO, TENENTE COELHO” iam “às ordens dos chefes civis empolgados mas pouco preparados para o combate às armas”.

DESENROLAR DA OPERAÇÃO.

“No dia 31 de Janeiro de 1891, pelas duas horas da madrugada, vários regimentos de cavalaria, infantaria, caçadores e guarda fiscal convergiram no Campo de Santo Ovídio. Ao mesmo tempo, no quartel de infantaria 18, na actual Praça da República, duas companhias arrombaram as portas do aquartelamento e juntaram-se aos revoltosos. “Nisto aparece a música do 10 de infantaria, que forma à frente das tropas executando A Portuguesa. As cornetas tocaram, e as forças puseram-se em marcha, enquanto alguns populares a saudavam e os sinos da Lapa tocavam a rebate” (Ilustração Portuguesa, 1891).

Faz hoje precisamente 117 anos que Portugal fez a primeira tentativa para se livrar de vez da monarquia. É, e deverá ser para sempre, um dia de regozijo.

O golpe, como se sabe, correu mal. Vinte dias depois do programa do Partido Republicano ter sido aprovado, tropas e povo eram escorraçados num banho de sangue Rua de Santo António abaixo pela guarda municipal instalada nas escadarias dos balaústres da igreja de Santo Ildefonso. A República tinha durado uma manhã, proclamada por Alves da Veiga na varanda da Câmara.

Porque falhou? Porque, opina José Augusto Seabra, os revolucionários, “apesar da coragem dos oficiais, dos sargentos e dos soldados, ladeados pelo povo anónimo e conduzidos por chefes como o alferes Malheiro, o capitão Leitão ou o tenente Coelho”, iam “às ordens dos chefes civis empolgados mas pouco preparados para o combate às armas”. Ou porque, diz Maria de Fátima Bonifácio, “os maiorais do partido [Republicano] abandonaram à sua má sorte” os sargentos da guarnição do Porto que fizeram a revolta.

O 31 de Janeiro é, antes de mais, o movimento de pensadores como Sampaio Bruno, Basílio Teles e João Chagas, homens que estão nos fundamentos democráticos e socialistas que sempre tiveram abrigo na cidade do Porto e na base de uma das mais esquecidas e vibrantes aventuras intelectuais da segunda década do século XX, a Renascença Portuguesa.

Texto retirado da net
Recolha de
João Brito Sousa

A RUA ONDE MORO


A RUA ONDE EU MORO

A RUA DA CONSTITUIÇÃO é o nome da rua onde resido. Ando por aqui, É uma zona interessante onde não nos falta nada. Mercearias das antigas, cafés, restaurantes, bancos, lojas, salões de cabeleireiro, talhos e muitas coisas mais. Bom serviço a bom preço.

Eu já conhecia o nome da rua derivado das minhas leituras sobre futebol, uma actividade que sempre me apaixonou. E o nome de rua da Constituição ligou-me ao campo de futebol, o Campo da Constituição que foi o principal recinto do FCPORTO de 1913 a 1952, altura em que foi substituído pelo estádio das Antas. Hoje, é utilizado pelas equipas dos escalões de formação do clube

Aproveito a ocasião para citar dois nomes de jogadores de futebol que foram grandes glórias no FCPorto. Refiro-me ao extremo Henâni que vi jogar e que me deliciou e ao madeirense Pinga, que conheci apenas através da leitura. Certamente que haverá outros, mas estes dois são as minhas grandes referências.

A Rua da Constituição tem uma Universidade da Terceira Idade para malta a partir dos sessenta o que é relevante porque a cidade do Porto é uma cidade de cultura.
De manhã, eu e a minha mulher, vamos ao café dos «intelectuais» cá da área, lá estão sempre o Sô Manel, o Sô Lopes e o Sô Almeida, todos especialistas em palavras cruzadas.

A D. Mena é que nos serve os cafés. Normalmente lemos aí o jornal `a borla, o JN, que é um jornal que considero muito bom periódico.

Normalmente chegamos às dez horas e estamos por lá até às onze.


O SENHOR LOPES


Trabalho népia... nunca vi o Lopes fazer nenhum!...
Chega, cumprimenta com um bom dia na manhã amena
E vai ver do jornal; de lá do fundo vejo-o vir com um
E lá se senta e diz entretanto para a patroa, a D. Mena

É um pingo D. Mena diz ele já de jornal na mão..
E segreda-me: isto é um vício ler o jornal de graça.
Olha em redor e conta os fregueses que lá estão
E diz – me que já me dá o jornal porque sou boa praça.

E é pelo empresário Lopes que não paga para ler
E pelos outros todos que fazem igualmente por ser
Iguais ao Lopes porque o jornal não querem comprar...

Que está justificado a crise na bolsa de cada um
(Dizem que ano igual a este não virá mais nenhum)
Mas, enquanto houver estrada é para continuar

João Brito Sousa

UM POUCO DE HISTÓRIA

(revolta de 31 d ejaneiro de 1891)

O 31 de Janeiro e a cultura cívica europeia
por José Augusto Seabra

Não é possível que o Porto, "capital europeia da cultura", deixe na sombra um acontecimento-chave da sua história moderna, que o colocou por um momento à altura da Europa democrática mais avançada da época, como o foi a revolta republicana do 31 de Janeiro de 1891.

Culminando uma tradição de rebeldia cívica que emergiu da sua condição de "república urbana", émula da Flandres e da Itália, como o mostrou Jaime Cortesão, e que iria desembocar na revolução vintista de depois no movimento setembrista e na Patuleia, o levantamento militar e popular portuense contra o Ultimatum, liderado por figuras da têmpera de um Sampaio Bruno, de um Basílio Teles ou de um João Chagas, foi uma afirmação heróica e trágica não só de um ideal patriótico mas universalista, que a República, proclamada numa breve manhã de glória na varanda da Câmara Municipal por Alves da Veiga, emblematicamente simbolizava, na bandeira verde-rubra içada ao som da Portuguesa.

Se tivesse sido vitoriosa, o que a fatalidade e uma certa ingenuidade táctica não permitiram, a República do Porto seria, sem dúvida, uma das primeiras da Europa, desencadeando uma vaga idêntica noutros países, sobretudo do sul, que poderia ter modificado a geografia política do continente, como os emigrados republicanos, pela pena do Bruno, no seu Manifesto publicado em Paris, disso se afirmavam convictos. Vencidos no campo da honra, nem por esse facto eles deixaram de justificar assim o seu dever revolucionário, que como um imperativo categórico os impelira a saírem para a rua até serem afogados em sangue na ladeira fatídica de Santo António, apesar da coragem dos oficiais, dos sargentos e dos soldados, ladeados pelo povo anónimo e conduzidos por chefes como o alferes Malheiro, o capitão Leitão ou tenente Coelho, às ordens dos chefes civis empolgados mas pouco preparados para o combate das armas.

Em todo o caso, como escreveu João Chagas, o 31 de Janeiro foi "o mais luminoso e viril movimento de emancipação que ainda sacudiu Portugal no último século". E por isso mesmo Basílio Teles aduziu, em defesa dos republicanos do Porto, que "os erros que cometeram, prejudicando, tal vez, a obra concebida por inteligências mais lúcidas e ânimos mais decididos, a posterioridade lhos perdoaria em atenção ao que sofreram, enquanto a monarquia roubava". É que, com o seu sacrifício, os heróis do 31 de Janeiro fecundaram o húmus de onde iriam brotar as sementes vivas que no 5 de Outubro de 1910 haveriam de germinar na República democrática enfim vitoriosa.

Dar a conhecer essa jornada histórica é , pois, muito mais do que celebrar uma efeméride. Sem uma reflexão acerca do significado cívico do que foi a última grande oportunidade que o Porto teve de estar à frente do país, não ressurgirá nas gerações actuais uma consciência clara do peso que a nossa cidade sempre deve assumir na vida nacional e internacional. Teria sido, pois, de desejar que esse acontecimento fosse seleccionado como um dos que melhor representa a cultura europeia do burgo. E existem razões de sobejo para fazer do 31 de Janeiro não apenas um evento político mas intelectual, pois, as grandes figuras já citadas que o encararam foram paradigmas do que de melhor a cultura portuense produziu: desde a filosofia e a teodiceia do pendor esotérico de Sampaio Bruno à visão histórica e humanista de Basílio Teles. Sem esquecer o eco poético que com a Pátria de Junqueiro o 31 de Janeiro também teve, num dos poemas que Fernando Pessoa considerava uma "obra capital" da literatura portuguesa, ombreando com Os Lusíadas. E mesmo António Nobre, expatriado na sua "Lusitânia no Bairro Latino", vibrou com a revolta do Porto, ao dela lhe chegar a nova.

Nessa geração revolucionária entroncaram muitas das aflorações posteriores não só do republicanismo, nas suas várias tendências, mas do espírito ao mesmo tempo patriótico e europeu dos movimentos culturais portuenses. Ainda na sua estreia, a "Renascença Portuguesa" iria, já em plena República, fazer do Porto o centro de reencontro das grandes tradições nacionais com a modernidade pela conjunção da traditio e da revolutio que a caracterizou. Alérgica tanto ao centralismo jacobino como ao positivismo que enformou a República oficial, ela herdou do pensamento de um Bruno uma outra energia criadora, que se patenteia nas personalidades de um Jaime Cortesão e de um Leonardo Coimbra, republicanos heterodoxos, e assume um tom mitográfico na figura carismática de Teixeira de Pascoaes, republicano à sua maneira saudosista.

A evocação do 31 de Janeiro há-de ser para nós, hoje, não uma simples nostalgia, que continua a levar às campas dos Vencidos a fidelidade reconhecida dos correligionários irmanados dos ideais da liberdade, da igualdade e da fraternidade, mas também uma afirmação viva desta nossa Segunda República, continuadora das lutas que, ao longo de mais de um século e neste limiar de milénio, deram ao povo português a sua dignidade e autonomia cívica, sem as quais, quer no plano político quer no plano ético, não há democracia digna desse nome. Neste ano em que o Porto é uma das capitais europeia da cultura, façamos desta data um "sinal do ressurgir" de uma outra cidade que seja, acima de tudo, uma autêntica polis.


Texto retirado da net


Recolha de


JOÃO BRITO SOUSA

DO JORGE TAVARES

(a vida é dura)
RECEBEMOS O INCENTIVO, que muito agradecemos.

Diz o Jorge,

1 - Olá,

Acompanho diáriamente o teu esforço e do Rogério Coelho, para manterem o blogue vivo e actual. Para alem da "carolice", é necessário muita dedicação e disponibilidade mental.
Bem Hajam
Um abraço JORGE TAVARES

2 - Já disse ao Rogério Coelho que tenho fotos e lembranças, para participar. Todavia e porque ainda tenho vida empresarial activa, só nos pequenos intervalos posso fazê-lo. Fica a promessa, que é um aperto de mão de "negócio fechado".

Um forte abraço
JORGE TAVARES

É com muito agrado que recebemos estas notas positivas do Jorge Tavares.

MUITO OBRIGADO JORGE; ESTE ESPAÇO TAMBÉM É TEU.


João Brito Sousa e
Rogério Coelho

60 ou 65?..


IDADE DA REFORMA

O DIOGO TARRETA coloca esta questão. (Sobre ela quero muitos participantes e comentários)

Aí vai,

Estava ouvindo o nosso noticiário e ocorreu-me um pensamento relacionado com outro noticiário de há dias em que se falava de uma luta sindical entre a TAP e os pilotos, mais ou menos e se bem me recordo, o assunto era sobre a idade da reforma, uma vez que esta tinha aumentado para 65 anos em vez de 60 como, anteriormente era.

Aqui aflora a diferença de mentalidades EUROPA/AMERICA., uma vez que aqui, USA, os pilotos batem-se contra a lei/regulamento que os põe fora do cockepit em aviões comerciais aos 60, alegando que como o nosso vinho, quanto mais velho, melhor, quer dizer a experiência e a melhor escola é que aos 60 anos, um homem saudável não tem nada que o impeça de exercer a sua profissão assim ele o deseje.

A LUTA continua

……os nossos dão-lhe essa oportunidade e….batem-se como cães para que não vá avante
Comenta e convence-me.

MEU COMENTÁRIO

A minha opinião, vai ser dada na óptica do utilizador desse meio de transporte que é o avião, porque não conheço por dentro a realidade das exigências da profissão de piloto.
Como passageiro, eu prefiro um piloto com 60 anos a um de 65.
Porquê?

Em condições normais, penso que um piloto de 60 ou 65 anos resolverá cabalmente a missão durante o voo.

O pior é se ao piloto se depara uma situação anormal e aqui sou pelos de 60 porque estão mais frescos e em termos de experiência a coisa não deve ser muito diferente.

Não concordo com essa do vinho do Porto na pilotagem. Um piloto mais velho tem menos recursos físicos e o que hipoteticamente terá ganho em experiência, não justifica o risco que da idade poderá resultar.

Sou pela reforma aos 60.

João Brito Sousa

AGENDA COSTELETA- ANIVERSÁRIOS


HOJE, DIA 31, FAZEM ANOS

- Maria Manuela Dias Jesus Simão;
- José Luís Vieira Fernandes Soares;
- João Manuel Jacinto Mateus.

PARABÉNS

Recolha de
Rogério Coelho