terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

CARNAVAL COSTELETA - Para Recordar














O Carnaval Costeleta 2008, no dia 2 de Fevereiro, foi muito alegre e divertdo. Publicamos mais algumas fotografias.
(Reportagem fotográfica de Rogério Coelho)

ORGULHO DE COSTELETA




FROM WASHINGTON

UMA HISTÓRIA QUE NOS ENCHE DE ORGULHO
por Diogo Costa Sousa e Engº João Paulo Sousa

O Diogo Costa Sousa e o filho, o Engº aero espacial João Paulo Sousa são costeletas.

Diz o costeleta DIOGO,

Como te disse, fui ao aniversario do meu Segundo mais que tudo e, falámos .. falámos e veio a’ baila a escola, os blogs e o meu filho Paulo, falando em quanto tinha aprendido na ESCOLA, quão bons professores tinha encontrado, falou-me de uma passagem, já aqui na Universidade em como a NOSSA escola o havia preparado para se sobressair um pouco nos Laboratórios e algumas outras matérias….e contou-me, aliás, perguntou-me; - Papá, tu lembras-te que fiquei um ano como professor assistente? --- ao que, claro, lhe respondi que sim. - E ,sabes porque?
Respondi-lhe que sim; porque tu eras bom aluno!!!...não foi só por isso, respondeu-me .FOI QUANDO COMECAMOS AS AULAS DE LABORATORIO, CONSISTIA TAMBEM EM UTILIZAR UMAS MÁQUINAS FERRAMENTAS QUE LA HAVIA E EU FEZ-ME FALTA UM PARAFUSO...

AGARREI NO TORNO E FI-LO….O ENGEHEIRO VIU E PERGUNTOU-ME ONDE E’ QUE EU HAVIA APRENDIDO A FAZER UM PARAFUSO... E LÁ LHE DISSE:
FOI NAS OFICINAS DA ESCOLA TÉCNICA EM FARO COM O MESTRE MENDONÇA.

A PARTIR DAI’ CAI - LHE NO GOTO E PASSEI A SER O MENINO BONITO DELE…..a rapaziada Americana, sabia comprar um parafuso mas não tinham a menor ideia de como fazer um……e todos eles estudantes em engenharia aero especial como eu
Isto mostra que não somos piores que os outros e, que o nosso ensino técnico professional era muito bom.
ALABI... ALABÁ... BUM.. BÁ... ESCOLA, ESCOLA, ESCOLA.

João Brito Sousa
Costeleta sempre

ALMA COSTELETA .. AFINAL... COMO É?...

( a beleza e a ESCOLA)
COSTELETA É HONRADEZ
(sugestão do costeleta Jorge TAVARES)

João...recordar é viver.
Um abraço e vamos à procura da "ferrugem"

Recebemos do nosso bom amigo, costeleta e colega Jorge TAVARES, algumas sugestões no sentido de pôr a malta, a velha malta, a trocar ideias ou experiências de vida, AQUI, no blogue, porque este espaço é nosso, de todas as idades e tempos, de todos os “costeletas” que sentem orgulho por terem tido a oportunidade de frequentar a Escola, de terem tido professores carismáticos como o Dr. Jorge Monteiro, o Dr, Uva, o Dr. Zeca Afonso, Mestre Olívio e Mestre Mendonça, o Professor Américo, o Sub Director “Banana”, o Dr. Zé Correia, o Dr. Tavares de Matos, Engº Coroa e outros, que nos transmitiram os valores da honradez, da amizade e da solidariedade.

Deste estabelecimento de ensino, donde saíram poetas e prosadores de nomeada, políticos, engenheiros e doutores, administradores de empresas e até daqui saiu o a actual Presidente da República, pensamos que a plêiade aqui citada, não pode ficar indiferente ao seu espaço bloguista e tem o dever de contribuir com o seu ponto de vista, acerca do contributo da nossa Escola, na sua formação de homem, de profissional, de esposo e também de avô agora.

Do costeleta Jorge Tavares recebi esta nota:

“Seria interessante colocares no blogue um desafio, para que os costeletas que frequentaram o curso industrial, apôs a Serpa Pinto -1952/1956-, e que foram grandes técnicos especializados das Oficinas Gerais da Aeronáutica em Alverca, que contactem o blogue, http://oscosteletas.blogspot.com/ pois será interessante conhecer o que foi o seu projecto de vida e sobretudo que "apareçam".

Lembro alguns: - Fernando Ferro (meu primo), Salsinha, Filipe e tantos outros, que algumas "brancas" da memória não ajudam a lembrar.

Meu caro JORGE, já abordei esse assunto com o

VICTOR VENÂNCIO DE JESUS, que me prometeu não esquecer o dito.

E do costeleta Jorge Tavares, ainda:



“Outro assunto e um pouco ao correr da pena, sem grande preparação literária.

Faz parte dos meus dizeres, quando me refiro à nossa geração, rotulá-la de "geração de ouro".

Nascemos durante a guerra, vivemo-la, não participando directamente, mas sofrendo o seu impacto na economia do País, e consequentemente na dos nossos pais. O pós-guerra e o principio do desenvolvimento industrial da década de cinquenta. A guerra do ultramar, que nos "apanhou" na década de sessenta e principio da de setenta. A revolução do 25 de Abril de 1974, com a implantação do regime democrático. A aprendizagem da vida democrática e consequentemente a participação cívica. As grandes transformações de Portugal, que se iniciaram na década de oitenta, e por fim a grande evolução tecnológica que se inicia na década de noventa, com especial relevo para a saúde. A era da tecnologia em que vivemos, e que continua duma forma acelerada neste século, contribui , colocando permanentes desafios à nossa geração...e, meu caro João, mais uma vez estamos a corresponder. Basta na internet consultar o Blogue da AAAETC.( Associação dos antigos alunos da Escola Tomás Cabreira, ou
http://oscosteletas.blogspot.com/ clicar em cima )

Esta geração que frequentou a Serpa Pinto, a Comercial e Industrial , a Tomás Cabreira, e o Magistério Primário, em Faro, os Institutos Comerciais e Industriais em Lisboa, são um exemplo vivo do que é ser jovem, com todas as suas irreverências, grandes dificuldades, contestações e construir um futuro de que se podem orgulhar. Esse orgulho, devíamos ter transmitido aos nossos filhos e, quem já os tiver, tambem aos netos. Fi-lo!


QUEM FALA DESTES TEMAS?


FERRUGEM E OGMAS: FERRO, SALSINHA, FILIPE E VICTOR VENÂNCIO...

MAGISTÉRIO PRIMÁRIO, Franklin... vamos a isto..

INSTITUTO INDUSTRIAL, Aló Victor Cunha, aló Bernardo Estanco..

INSTITUTO COMERCIAL, Serôdio ou o Charrinho ou o autor das Institutas


Espero que não digam não.

Ao dispor.


João Brito Sousa e
Rogério Coelho
NOTA: Os artigos do Romualdo e do António Gabadinho serão publicados amanhã.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

QUADROS ALGARVIOS - continuação

(arco da vila)
Capítulo 4. A Presença Àrabe

Vamos agora ocupar-nos da presença árabe no termo de Ossónoba.
Na designação árabe, a mais vulgarmente utilizada,, incluem-se muitos povos que, na maior parte dos casos, só tinham de comum o serem muçulmanos. Efectivamente, como salienta J. Garcia Domingues, no Algarve estiveram presentes iemenitas, hadramitas, maharitas,, coreixitas, calcitas, ansaris, azditas, gassânidas, lácmidas, eg´pcios, berberes...
Para já não falar de muladis e moçárabes.
Um autentico mosaico!
Os árabes começaram a cobiçar a Península por virtude da fraqueza que sempre caracterizou o império visigótico, minado por divergências várias, designadamente relacionadas com lutas de sucessão dinástica.
Foi no âmbito de mais uma dessas crises, ocorridas em 710, que o governador árabe do Noroeste de África se terá decidido pela conquista. Um desembarque de reconhecimento teve lugar em Julho de 710, na zona onde hoje se situa a localidade andaluza de Tarifa, assim designada, aliás, em função do nome (Tarif) do comandante daquele primeiro destacamento muçulmano de cerca de 400 homens.
Os invasores beneficiaram, como viria a suceder depois, de diversos apoios internos, entre os quais o dos judeus, que eram vitimas de perseguição religiosa por parte dos visigodos.
O reconhecimento de Tarif terá sido um êxito, já que em Abril/Maio de 711 Tariq ibn Ziad, comandante de tânger e lugar tenente de Muça ibn Noçair, desembarcou perto da actual Gibraltar à frente de 7.000 guerreiros, predominantemente bérberes, a que pouco depois se juntaria um outro contingente de cerca de 5.000 homens.
Rodrigo, o último rei visigodo, fez-lhe frente à testa de um exército bem mais numeroso mas pouco disciplinado. A batalha teve lugar em Guadalete (perto do rio Barbate) e Rodrigo foi derrotado e provavelmente morto. Estávamos a 19 de Julho de 711 – data que ficou a assinalar o desmoronar da organização central dos visigodos.

Libertário Viegas


A seguir: 5. O INSTÀVEL PODERIO ÁRABE


(Colaboração escrita de Rogério Coelho)

SOU DO TEMPO DO VIEGUINHAS DE PECHÃO

(ria formosa)

A MALTA DO MEU TEMPO NA ESCOLA COMERCIAL E INDUSTRIAL. DE FARO

Quando me iniciei lá na Escola Comercial e Industrial em Faro em 52, pertencia à primeira turma, o que queria dizer que pertencia à turma dos melhores alunos de acordo com o indicador “primeira turma”.

Éramos uma remessa deles e vinham moços de todos os lados. De Estoi, de S. Brás, do Patacão, de Loulé, de Tavira, da Fuzeta, de Pechão, de Santa Catarina, de Faro, de Olhão e de mais não sei quantos lados.

O Chefe de turma era o Célio Martins Sequeira que andou por lá pouco tempo.

A sala onde tínhamos as aulas era a sala 18 no primeiro andar.

Os alunos eram: fila do lado da janela, primeira carteira, para dois alunos. Do lado da parede era o José Bartílio da Palma de Olhão e do lado do corredor, ficava o Luís Manuel Rebelo Guimarães de Lisboa que era simpatizante do Belenenses e já tinha visto jogar o Matateu..

O Luís, que era pequenino, apresentava-se na sala de aula muito bem engravatado e vestido a rigor. Nunca mais soube nada dele. .O Zé Bartílio terminou a carreira profissional no BNU aí em Faro, onde se reformou.

Na segunda carteira ficava do lado da parede, o Reinaldo Rodrigues Neto de Estoi, grande keeper de andebol e o maior da turma para a porrada e o Herlander dos Santos Estrela de Faro, que se licenciou em Economia no Quelhas, foi Secretário de Estado das Finanças e funcionário superior da Banca tendo chegado a ser Vice- Governador Administrador do Banco de Portugal.

Na terceira carteira do lado da parede ficava o Humberto José Viegas Gomes de Olhão, hoje reformado da banca e grande jogador e treinador de basket e do lado do corredor ficava o António Inácio Gago Viegas de Pechão, a quem chamávamos o Vieguinhas... hoje grande industrial da construção civil.

Atrás destes ficava (um desconhecido) ao lado do João Baptista de Faro, que nunca mais o vi e atrás destes ficavam o Joaquim André Ferreira da Cruz de Olhão que era ao tempo o melhor aluno da turma, professor primário e hoje reformado do ensino secundário e o Manuel Cavaco Guerreiro da TÔR, homem igualmente ligado à construção civil.

Seguiam-se José Vitorino Pedro Rodrigues de Boliqueime, funcionário da banca reformado e José Mateus Ferrinho Pedro do Rio Seco, igualmente reformado da banca.

Lá para trás, havia ainda o IVO de Olhão e mais dois ou três que já não me lembro quem eram.

O José Bartílio era muito amigo do Zé Ferrinho Pedro e estudavam a História do Dr. Furtado, tipo brincadeira. Faziam esse estudo na Alameda onde atiravam piropos à burguesia. O Ferrinho era uma brincalhão de primeira e ficou célebre aquela cena na aula da doutora Florinda, quando ele foi chamado ao quadro, em Contabilidade, creio e deu uma “casa” do catano...

Depois de fazermos o curso comercial mais ou menos lado a lado, o Ferrinho entrou no mundo do trabalho e foi colocado no Banco da Agricultura no Seixal onde chegou a gerente e aí se reformou.

O Zé Bartílio fez o curso do Magistério Primário comigo mas creio que não chegou a leccionar. Fez carreira na banca, BNU, e hoje é um gajo rico na área da imobiliária.

João Brito Sousa

domingo, 10 de fevereiro de 2008

AGENDA COSTELETA - ANIVERSÁRIOS


Esta semana fazem anos os seguintes associados Costeletas:
Dia 10
- Joaquim Claudio Gonçalves;

- Maria Isabel Dias Pereira;
- Zélia de Jesus da Silva;
- Natália Joaquina das Dores Pires Caetano.
Dia 12
- Maria Suzete Amaro Pavão Romeiro Casaca;
Dia 13
- Alberto Conceição Trindade;
Dia 14
- Maria da Conceição B. Lourenço Dias;
- José Rosário da Silva;
Dia 15
- Natália Maria Soares Marum;
- Maria Filipe Vieira de Sousa Guerreiro;
Dia 16
- António da Cruz Bica;
- João José Machado;
- Eduardo Octávio Abreu Neves.

OS NOSSOS PARABÉNS e FELICIDADES

(Recolha de Rogério Coelho)

QUEM SE LEMBRA DELE ?

(café ALIANÇA em FARO)

JORGE DO CARMO TAVARES.

Caro amigo,

Viva.

Não nos vimos há muito tempo, por isso te perguntei há dias se ainda te lembravas de mim. Que sim, disseste.

Fiquei radiante.

Para aqueles que não o conhecem bem, quero dizer que o JORGE foi um brilhante aluno em todas as matérias.

Residia no Largo de S. Sebastião onde era o maior.

Como o JORGE era bom aluno em tudo, combinámos com ele como é que ele havia de safar a gente no exercicio de francês com o Dr. PROENÇA.

E foi assim como vai no soneto a seguir.

FOI A FRANCÊS...

Ó Tavares, lembras-te daquela vez ...
Em que eu e uns quantos pedimos,
Para fazeres o ponto de Francês?...
E que grande vitória ..conseguimos .

A última janela devia ficar aberta,
Era na aula do Proença vejam bem!
Estava tudo preparado e um alerta
Para te dizer o que o teste contém.

E tu Jorge que eras de actos resolutos
Resolveste o teste em vinte minutos
E... pela mesma janela veio a resolução.

Houve um que teve catorze; eu tive dez
Hoje voltaria a fazer o mesmo outra vez
Foi um momento de enorme satisfação ...

João Brito Sousa

sábado, 9 de fevereiro de 2008

QUEM SE LEMBRA DELE ?


(rua de Santo António)
RAFAEL CORREIA

UM COSTELETA BRILHANTE
(A IDEIA VEIO DO COSTELETA JORGE TAVARES)


CAROS COSTELETAS,

Conheço bem o Rafael Correia e conheço o seu programa que oiço com muito agrado. Mas, à semelhança do que aconteceu com o Luís Cunha, também nunca falei com ele e por isso não tenho muita coisa para dizer, porque o que sei, ouvi dizer.

Mas ouvi dizer bem, muito bem mesmo, por isso reconheço-lhe o mérito porque honrou os costeletas. Aliás , como todos os outros que aqui temos lembrado..

Fiz umas consultas, por email, colocando esta redacção,

O COSTELETA RAFAEL CORREIA DE “UM LUGAR AO SUL”
QUEM CONHECEU E TEM UMA HISTÓRIA PARA CONTAR ?

Favor mandar para

jbritosousa@sapo.pt ou rogerio1930@gmail.com

para publicação no blogue

BS

Primeiramente recebi do costeleta JORGE TAVARES, que deu a ideia, o seguinte mail::

Olá João,

“Lembro-te um costeleta brilhante e do chamado nucleo duro 1950/1956.

Rafael das Neves Correia- Familiar dos gemeos, tambem costeletas, filho do sr. Correia, cobrador da Camara Municipal de Faro e depois de reformado, auxiliar no Notário (para testemunhar determinados actos oficiais

O melhor em Inglês, afilhado do Dr Cruz, professor dessa lingua e suponho que seu padrinho.

Dos primeiros funcionários do Banco Pinto & Sotto Mayor em Faro, juntamente com Casimiro de Brito, na Rua do Chiado ( Rua Conselheiro Bivar) .

Esteve emigrado em França, e regressou ingressando na Emissora Nacional, hoje RDP.
Mantem o programa -Lugar ao Sul - que há mais tempo está no ar naquela estação de rádio ( suponho com mais de 25 anos).

Premiado (infelizmente com alguma dificuldade e já "velho")

Costeleta de valor e com um programa delicioso, e excelentemente feito.

Já tive a honra de assistir a uma montagem...maravilha.

Ultimamente o Rafael "ausentou-se" do nosso convívio. É pena...mas vale a pena pesquisar e falar dele e da sua obra.”..
Jorge Tavares
Depois, recebi este comentário do
Prof. Manuel Pinto da Universidade do Minho, que diz:

“Artista no modo de entrevistar, Rafael Correia entra frequentemente num jogo subtil de cumplicidades, a que não falta a argúcia e o humor, conseguindo documentos magistrais de um país que os holofotes da moda mantêm escandalosamente na sombra. E costura, depois, um programa de duas horas, acompanhado do melhor da nossa música, erudita e popular".

E retirei o
artigo que se segue, do Pedro Graça,
do http://adefesadefaro.blogspot.com/, respeitosamente

“Foi numa tarde chuvosa, no já distante Outubro de 79, que, a mando do meu pai, entrei pela primeira na casa de Rafael Correia, de quem era amigo. O objectivo era aprender inglês mas rapidamente me apercebi que naquele apartamento, ali mesmo na pontinha, não morava um qualquer professor de inglês. Os livros que se amontoavam nas estantes eram em francês e ao seu lado mostravam-se diversas bobines de áudio, enormes, toda etiquetadas. Os cigarros consumidos eram muitos mas o método era quase infalível. Avançávamos firmemente através de traduções e retroversões, em frases pautadas de duas linhas, onde o método era quase musical, com a caneta vermelha do maestro a explicar onde tínhamos errado. Afinámos rapidamente o diapasão gramatical e depois veio a descoberta das palavras desconhecidas e todo o mundo de uma nova língua, que foi para mim uma revelação e um extraordinário legado que ainda hoje me acompanha. Mais tarde, apercebi-me que o Rafael Correia falava também um excelente francês e que afinal, a aprendizagem de uma língua tinha muito a ver com um certo ouvido para a música e para a memória dos sons. Rafael Correia não era propriamente um professor de línguas mas alguém que captava com uma agilidade espantosa os sons e os reproduzia com facilidade e de forma organizada.

Compreende-se assim, facilmente, porque é que alguém que ama os sons da humanidade e percebe a sua mais valia tenha receio de os perder…e se ponha a gravá-los para que a voragem dos tempos não os engula. Depois vem a catalogação, a organização e a sua difusão, própria de quem tem um espírito elevado, uma cultura cosmopolita e percebe a importância social e cultural da sabedoria popular. Foi assim com Michel Giacometti, que sendo natural da Córsega, (também ele um lugar ao sul), andou a estudar pela Suécia, doutorou-se na Sorbonne e acabou os seus dias a percorrer o nosso país, ao longo de 30 anos gravando centenas de cantares e músicas tradicionais, dando origem àquele que é, até hoje, o mais exaustivo levantamento da cultura musical portuguesa. Neste sentido e a par de Giacometti, Rafael Correia é também um etnógrafo de excelência, recolhendo a memória algarvia e alentejana que desaparece dia para dia, arquivando-a para que um dia possamos ser melhores cidadãos. É este o trabalho que ele vem a realizar de forma competente, meticulosa e apaixonada, ao longo dos últimos anos, no seu “Um lugar ao Sul” que se pode ouvir na Antena 1, todas as manhãs de sábado. Álvaro Ferreira escreveu recentemente que: “tal como o Prof. Manuel Pinto, o jornalista Adelino Gomes e outros distintos ouvintes, tenho a honra e o prazer de pertencer ao número daqueles para quem o “Lugar ao Sul” se tornou um programa de culto. Ouvir o “Lugar ao Sul”, sábado após sábado, constitui para mim uma experiência litúrgica, quase xamânica, que me alimenta a alma.” A nós farenses, alimenta-nos duplamente, pelo facto de sabermos que este Homem ímpar mas simples, sobe e desce a
Rua de Santo António diariamente.

e

diz JOÃO BRITO SOUSA, nos comentários ao artigo do Pedro no http://adefesadefaro.blogspot.com

PORTO, 2006.10.02BOM DIA FARO. Parabéns ao Pedro Graça pelo excelente texto acerca de um farense ilustre como é o Rafael Correia, que foi meu colega na Escola Comercial e Industrial. Nunca falei com ele porque andava à minha frente (talvez do tempo do Zeca Bastos, o Pepe, o pensador ou o camisa dez da equipa de futebol da Escola), mas sei bem quem é a pessoa, não só por causa do inglês, onde era realmente fera, mas também por ser tio dos gémeos Mário Octávio, estes sim mais do meu tempo.
Com a devida permissão do responsável por este espaço, uma vez que um dos gémeos faleceu, queria lembrar que esses gémeos ganharam um prémio não sei de quanto, a propósito de uma iniciativa do Dr. Amílcar de Estói, professor de Técnica de Vendas lá na Escola, que preparou os alunos para a criação de um slogan publicitário destinado a um concurso da CIDLA que os gémeos ganharam com esta frase "GAZ CIDLA, um sucesso no progresso".
e, um
Anónimo disse...

O Rafael Correia é uma lenda viva no mundo da rádio. Faro já devia há muito tentar adquirir o arquivo dele que se vai perder não sei onde nas mãos não sei de quem. Em vez de andarem a gastar dinheiro em macaquices e performances da treta por certos artistas. Gostei do texto, sim senhor.

E o Victor Venâncio Jesus disse...

Parabéns Pedro Graça, um comentário magnifico á genialidade do nosso companheiro e amigo Rafael Correia, uma figura ímpar no cenário da nossa cultura. Bem haja.Não há duvida que tudo deve ser feito, para que o seu magnifico espólio seja preservado para a posteridade.


E do PROF. Franklin MARQUES, recebi

Meu caro João

Eu conheci o Rafael Correia nos tempos de Escola. Mas, quanto a uma história... isso é que é pior. Nada feito, portanto.
Sucede que eu nunca fui seu companheiro de turma, pois o Rafael era, salvo erro, um ano mais novo do que eu.
Sei, no entanto, que foi um aluno excepcional em Inglês. Um dos poucos que alcançou a média final de 16, a mínima que, na altura permitia a dispensa do exame final da disciplina. Não sei se foi o único do seu ano a consegui-lo. Mas, certamente, se o não foi, muito poucos o teriam acompanhado. (No ano anterior, 1952/53, o meu ano de finalista, houve, se não erro, apenas 3).
Tratava-se, efectivamente, de uma proeza...
Sei, também, que, como profissional da rádio, se iniciou no então, Emissor Regional do Sul, limitando-se à leitura do Noticiário Algarvio, época durante a qual foi, na cidade um disputado explicador de Inglês, já que os seus explicandos, normalmente alunos externos do Liceu (mas não só) conseguiam sempre elevadas classificações nos exames a que se sujeitavam.
Depois, andou "lá por fora", pricipalmente pela França.
Regressou. E mantém aquele programa há umas dezenas de anos. Franklin

Parabéns de mérito ao Rafael Correia.

Saudações costeletas.

João Brito de Sousa

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

RECORDANDO O "A AÇOTEIA"


NÓS, as raparigas

Título: Escrevo para vocês,,,

Colegas! É para vós que escrevo estas poucas linhas; porém, sinto-me sèriamente atrapalhada. O que vou eu escrever que vos seja estranho? Nada! E, principalmente, a vocês raparigas que, como eu, temos problemas tão comuns?! Queria falar-vos dum problema familiar. Ao mesmo tempo receio pegar na caneta. Eis que uma amiga vem para mim com um ar amargurado, vestígios de lágrimas ainda. Senta-se a meu lado e diz-me: «... Gostava tanto de ter uma mãe diferente que fosse para mim uma irmã mais velha, que compreendesse os meus problemas...»

Apenas disse como resposta: «gostavas? e que fazes para que ela seja diferente...» e um «NADA» gelado sai dos seus lábios trémulos. Nada! Sim! que fazemos nós para que isso aconteça?

A nossa mãe, à primeira confidência que lhe façamos, será para nós um mundo novo, raparigas! Assim o espero e o desejo,... principalmente! Então, com a minha colega, combinei: vamos mudar o ambiente de nossas casas. E, para vós, vai a mesma proposta.

«Vamos!» Responderão algumas, E que faremos para dar realidade a este desejo? Apenas isto: não mais veremos nas nossas mães umas pessoas severas, com ideias antiquadas, sem carinhos.

Combinado? Não mais ficaremos caladas, acabrunhadas, com medo de falar.

Serão elas, no futuro, as nossas confidentes, a irmã mais velha, a amiga.

Assim reinaria a compreensão em todos os lares e isso «Depende de nós!»...


Maria Joana M. Pitti

(IN A AÇOTEIA - Ano I - Nº 4 - Fevereiro de 1963)


Uma recolha de Rogério Coelho

NOTA: Em todos os Artigos recolhidos, respeitamos os "Direitos de Autor" e, transcrevemos na íntegra, como foram publicados no "A Açoteia"

RECORDANDO O "A AÇOTEIA"

Entrada principal da Escola
Título da notícia:

"OS PORTÕES DA ESCOLA E A DISCIPLINA"


Com a distribuição das entradas e saídas dos alunos e das alunas por dois portões afastados resolveu-se um importante problema disciplinar da nossa Escola.


Acabou-se com o espectáculo verdadeiramente deseducativo e indecoroso, provocado pela afluência, junto do portão principal, de enormes magotes de alunos turbulentos e indisciplinados e evitaram-se os vexames a que se sujeitavam as colegas e até pessoas estranhas à Escola.


Verificou-se posteriormante que alguns alunos aproveitavam a circunstância dos portões se encontrarem abertos para sairem nos intervalos e se postarem junto do portão das alunas molestando as colegas com palavras e atitudes menos correctas.


Em consequência, deram-se ordens para uma maior vigilância e para que os portões só fossem abertos nas horas das entradas e das saídas.


O portão principal ficou reservado para os casos imprevistos e justificados, a qualquer hora.


Pretende a Direcção que todos os alunos e alunas colaborem, no sentido de prestigiar a Escola e a si próprios, não tentando iludir ou sufismar as normas estabelecidas e procurando facilitar a tarefa dos empregados.


Sabemos que muitos alunos são respeitadores, educados, auto-disciplinados. Mas, infelizmente, não há processo de os distinguir dos outros, dos muitos que não possuem ainda essas qualidades. As normas têm de ser extensivas a todos.


O que não é possível é fazer educação e ensino sem um mínimo de ordem, de respeito e de disciplina.


O ideal seria que a ordem e a disciplina se conseguissem expontâneamente, sem coacção.


Está nas vossas mãos, jovens que frequentam a Escola, contribuirem para que nos aproxtmemos desse ideal dando sempre exemplos de uma conduta digna, particularmente os mais idosos e os que têm já uma personalidade formada.


O corpo directivo da Escola acolhe sempre com toda a atenção e interesse os alunos que se lhe dirigem expondo os seus problemas e procura solucioná-los dentro do possível e do razoável.


Não pode, porém, abster-se de chamar à ordem aqueles que, pelo seu comportamento anti-social, põem em perigo a obra educativca da Escola.


Contudo, todos, sem excepção, podem contar com a nossa boa-vontade e compreensão mesmo quando prevaricaram arrastados, quantas vezes, por impulsos momentâneos que não souberam ou não puderam controlar.


O Director

Jorge Monteiro


(IN AÇOTEIA - ANO I - Nº 3 -Maio de 1962)


Recolha de Rogério Coelho
NOTA: Algo se falou dos portões da Escola para alunos e alunas, achei que esta notícia do "A AÇOTEIA" vinha em altura própria.


ESTABELECIMENTO COMERCIAL

(este texto é dedicado à memória do Luís Cunha, que faleceu sem me conhecer. E tínhamos combinado que nos havíamo de encontrar. Mas já não foi possível...)

E ainda para a Nely Cunha, Engº Víctor Cunha, Joana Cunha e Norberto Cunha, todos costeletas..

FELIZARDO & GLORINHA
(amigos dos costeletas que muito ajudaram)

"Quando eu cheguei a Faro em 52 o estabelecimento" comercial FELIZARDO & GLORINHA, já lá estava instalado de armas e bagagens na rua da PSP.

O estabelecimento era dividido, se bem me lembro, em duas áreas comerciais, uma de mercearias e outra, digamos assim, de comes e bebes.

Além de toda a clientela do bairro, havíamos nós, os alunos da Escola Comercial e Industrial, que consumíamos da zona dos comes e bebes, as célebres sandes de atum, de cavala e de outros.

Para nós, a designação do estabelecimento era indiferentemente chamado de estabelecimento do Ti Felizardo ou o estabelecimento da Ti Glorinha. Dizer vamos à do Ti Felizardo ou dizer vamos a da Ti Glorinha era a mesma coisa.

Todavia, em termos de carinho recebido da parte do patronato, a D. Glorinha era como se fosse a nossa mãe, sempre atenta à nossa estadia ali, sempre preocupada com o que nos pudesse acontecer na cidade, sendo que, esta atenção, era mais direccionada para os montanheiros, como eu e éramos muitos, que não percebíamos nada do que era a Escola nem o que era a vida na cidade

È claro que faziam lá o seu negócio, como faziam também o senhor Manuel dos bigodes e o Coelhinho, que lá iam vender sorvetes e pinhões e um tipo de Olhão, que ia lá vender ratos, um rebuçado grande feito à base de mel, que a gente gostava muito.

Mas na loja da Ti Glorinha é que era bom e a gente ia lá tratar da nossa saúde. Comíamos umas sandes, bebíamos qualquer coisa e toca a andar.

Ainda hoje, falando com os alunos da Escola do meu tempo, quando nos encontramos, lá vem sempre uma referência de saudade das sandes da TI GLORINHA e do TI FELIZARDO.

Por isso tudo, o que quero realçar nesta crónica é o acolhimento que nós recebíamos dessas pessoas, digo FELIZARDO e GLORINHA, que antes de serem comerciantes eram seres humanos e que igualmente nos tratavam como tal A nossa vida estava mais facilitada com a sua presença no terreno. Em caso de necessidade nós sabíamos que eles estavam lá.

Não é porque nos emprestassem dinheiro a juros, não é porque nos vendessem as sandes fiado, não é porque nos fizessem descontos nas encomendas ... nem por quaisquer outras milhares de razões... Nada disso.... nada

Nós íamos à do Ti FELIZARDO porque dos proprietários deste estabelecimento recebíamos... tão só... um pouco de carinho e amor ou seja, um pouco mais de calor humano... que foi muito importante para todos nós, que nos estávamos a iniciar na complicada caminhada da vida.

Agora que já terminei esse percurso e estou reformado, quero dizer-lhes muito obrigado Ti FELIZARDO e TI GLORINHA.

É a minha opinião e recordo-os com saudade.

Estejam lá onde estiverem, aí vai para eles, um ALABI... ALABÁ... BUM.. BÁ....que era o grito dos costeletas lá da Escola Comercial, onde aprendemos os rudimentos do Comércio ou os rudimento da Indústria.

Mas o outro aspecto da vida, começámos a aprender no TI FELIZARDO.

O que é que queres?

Cinco tostões de cigarros, Ti FELIZARDO.

E lá vinham três Hight Life, ou três Três Vintes, ou três Paris, que eram as marcas de tabaco mais populares desse tempo.

Eram outros tempos.

Agora já não fumo mas o estabelecimento ainda lá está, gerido agora por um neto, a quem peço o favor de honrar a memória dos avós."

Respeitosamente

João Brito Sousa

QUEM SE LEMBRA DELE ?

(poderia ser o Urbano)
O URBANO
Nota recebida do “Costeleta” Jorge Tavares

“Tenho lido com alguma atenção os relatos, lembrando costeletas que foram bons desportivamente, particularmente no futebol e andebol.

A falta de referência aquele que foi um dos melhores guarda redes de andebol -Urbano -, obriga-me a recordá-lo pelo merecimento que lhe é devido.

Recordo que tambem era o bonitão das miudas - louro, cabelo cheio de ondas naturais, que não careciam de fixador e ou brilhantina-, notabilizava-se pelo elevado interesse que despertava no sexo oposto, com alguma pontinha de inveja da nossa parte.

Aonde estiver (suponho que no Brasil), um grande abraço

JORGE TAVARES”


NOTA DO BLOGUE,

Meu caro Jorge,

Viva.

Muito obrigado por te lembrares do URBANO que eu ainda vi jogar.

Acontece que por estarmos a preparar um texto sobre guarda redes de andebol da Escola, o nome do URBANO ainda não tinha aparecido.

Mas vai aparecer seguramente.

A todos, saudações costeletas e boguistas.

João Brito Sousa

ZÉ ALEIXO SALVADOR, S.BRÁS E BNU

(estádio de s.luís)

AO JOSÉ ALEIXO SALVADOR, velho amigo.


NO CAMPO DO FARENSE, COM O SALVADOR PARA VER JOGAR O JÚLIO ROSA DO SAMBRASENSE.

Eu e o Zé Aleixo Salvador, fomos parceiros de carteira num ano lá na Escola Comercial e Industrial de Faro e ficámos amigos para sempre. Gostávamos de futebol, ele sportinguista e eu benfiquista, como convinha, e lá tínhamos as nossas discussões futebolísticas.

Uma vez que o Sambrazense foi treinar a Faro, fomos ver o treino e vi jogar o Júlio Rosa, que era crack na equipa de São Bras. E ali a meio campo, jogava um irmão do Zé Aleixo Salvador, igualmente de nome Salvador, que, numa entrada apertada recebeu a ajuda oral do Júlio Rosa, com este... à vontade Salvador.

Esta crónica vem a propósito do Salvador me ter telefonado ontem à noite a perguntar por mim e pelo nosso blog. Achei piada pelo facto do Zé se interessar por estas coisas e porque é um grande amigo, aí vai um post dedicado a ele e à malta do nosso tempo.

Nós, eu e o Zé Aleixo, somos do tempo daquela equipa de futebol da Escola em Faro, onde alinhavam o Malaia, Joaquim Petroleiro, Caronho e Pinto Faria, Zeca Bastos e Julião, Nuno, Xavier, Eugénio, Parra e Honorato Viegas., que ganhavam tudo e a gente ia ver jogar contra o Liceu ao campo do FARENSE..

Quem andava sempre com a gente era o Vieguinhas de Pechão, o João Coelho Pencarinha de Loulé, o Zé Cristo que veio de Silves e era muito amigo do Zé Aleixo e mais um ou outro. Era mais ou menos esta equipa que ia ver as moças ao Colégio de S. Pedro.

Os professores desse tempo eram o Rebelo da Silva a Inglês, o PiriPiri a Francês, ambos umas anedotas do catano. Anda tivemos no primeiro ano do Comércio também a Francês o Dr. Proença, que era muito amigo do Helder Faísca, chamava-o ao quadro e dizia-lhe: anda cá Faísca que tu tens a mania que xabes...

Tivemos também a D. Florinda, que era uma jovem menina, competente em termos de conhecimentos, que nos dava Contabilidade e Cálculo Cmercial, mas que nunca amou os montanheiros, que nunca percebeu os sacrifícios que os nossos pais e nós próprios fazíamos para frequentar uma coisa que não sabíamos bem o que era, pois o nosso grau de montanheiro era muito elevado.

Noutras crónicas vamos falar do Vieguinhas, do Arnaldo Silva, do Zé Vitorino, do Firmino Cabrita Longo, do Xameca, aquele que chamou atletista afanado ao Firmino quando este foi correr uma prova ao Liceu e falhou....

E vocês contem também aí umas histórias. Alo Zé Bartílio, Joaquim Cruz e Ferrinho Pedro, velhos amigos.

Até lá, aí vai um abraço para todos os mencionados, em especial para o Aleixo e esposa, ambos costeletas.

João Brito Sousa

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

RELEMBRANDO O JORNAL "A AÇOTEIA"

(rua do comércio em OLHÃO)

Título do Artigo Publicado:

O que Invejo nas Aves

O que invejo nas aves são as suas asas, a sua liberdade.
Hoje estar aqui, amanhã cruzando o céu numa velocidade vertiginosa, estar acolá, naquele monte, bebendo a água que atravessa a planície.
Depois elevar-me, subir nu8m vôo de piruetas, juntar-me às outras aves e admirar a obra do homem, que cá em baixo segue apressado, sempre a correr.
Voar mais, muito mais, ver novos horizontes, novas terras, novas gentes, desfrutar de paisagens maravilhosas, bater as asas e desafiar o vento, voar, voar muito, percorrer vales, montes sem fim, saudar o sol mais de perto.Enfim voar.

Mário Proença

IN Açoteia nº 5 - Março 1963

(recolha de Rogério Coelho)

QUEM ERA MELHOR?

(o júlio piloto era assim...)
QUEIXINHO ou JÚLIO PILOTO

O Queixinho, melhor o Bernardino Martins e o Júlio Piloto, eram dois bons executantes de futebol e ambos jogaram na equipa principal da Escola.

Se bem me lembro, o Bernardino jogava à esquerda, na ponta, e o Júlio Piloto à direita mais recuado, ali para os lados de defesa/ médio.

Era no tempo que a Escola tinha uma boa equipa com o João Malaia, Júlio Piloto, Caronho, Julião e João Pinto Faria; Zeca Bastos e Xavier; Nuno, Eugénio, Jacinto Ferreira e Zé Félix.

Fiquei com a impressão, não sei porquê nem como, que, quando jogava o Júlio não jogava o Queixinho. Não sei como nem onde é que fui buscar isto. Falei nisto ao Zé Félix que diz não se lembra de ver jogar o Queixinho.

Nesta equipa da Escola, não coloco o Parra nem o Poeira, nem o António Barão porque não os vi jogar. Vi o Barão jogar andebol e futebol na TAP.

Mas para mim o melhor de todos a jogar a bola foi o Zé Gonçalves.

Quem dá ai mais uns empurrões nisto?

João Brito Sousa

QUEM SE LEMBRA DELES ?

(amendoeiras em flor em Pechão)
SOTERO, SANCHO CABRITA E O ZÉ PEREIRA

O Sotero e o Cabrita eram irmãos. Creio que já faleceram.. O Sotero trabalhou na TAP e era poeta, mais do tempo do Casimiro de Brito. O Cabrita foi meu colega de turma no 1º ano do Comércio enquanto o Sotero andava um ano à frente.

O Zé Pereira era da indústria e alinhava com os dois manos. Um dia apareceu lá na escola com uns chifres de carneiro na cabeça. Mais tarde em LISBOA, encontrei-o ali para os lados do Corte Inglês. Creio que era enfermeiro.

É bom não confundir este Zé Pereira, enfermeiro, com o outro José Pereira, também enfermeiro, que simpatizava muito com uma colega nossa. O primeiro Zé Pereira parece que não tinha tempo para isso.

Os manos Sotero e Sancho Cabrita, nos intervalos das aulas, refugiam-se ali para as traseiras, perto da cantina, a falar uma linguagem que só eles entendiam.

Encontrei o Sancho mais tarde em Lisboa, estávamos eu e o António Viegas no restaurante Índia, apareceu o Sancho que estava a trabalhar na Suíça.

O Sotero vi-o algumas vezes ai para os lados de Pechão, andava a pé,

Nunca mais os vi.

João Brito Sousa.

HISTÓRIAS DE OUTROS TEMPOS


OS VÁRIOS CARGOS DO Dr. Uva.

Dos vários a cargos que o Dr. Uva desempenhou na Escola, um deles foi o de professor de Francês. Talvez reminiscências da sua estadia na 1ª Guerra Mundial., onde os Franceses e Ingleses comiam as nossas conservas como leões e os Portugueses sem umas rodelas de cebola e uns pingos de vinagre não conseguiam.

A Francês o Dr. Uva, trazia um gramofone para a aula. É claro, em Faro falava-se a língua de Edith Piaf e Maurice Chevalier


O Dr. UVA, o JUSTO SOUSA e o ZÉ CONTREIRAS.

Diz o Dr. Uva, venha cá o Sr. Sousa, o Soisinha. Quem, eu?? .. Mas, mas eu??...diz o Soisinha . Sssim, vai já!!!.. diz o Zé Contreiras. E o Dr. Uva diz para o Soisinha, Tome lá dois mil e quinhentos e vá ao Sr. Dinarte, compre uma letra para Quinhentos Escudos. Já sabe, .. o selo é 2%, mais o custo do impresso, ainda sobra dinheiro...e diz o Sousinha, Mmmmas, Dinarte, será nome de .. gente ?!!! E o caminho para lá, se eu só sei o caminho do Apeadeiro de S. Francisco para aqui!!! e diz o Dr. Uva, já sabe, é na Rua da Marinha, ao lado do Hotel Aliança!!! E diz o Contreiras, Vvvai, pa!!!; È a Tabaqueira!!! E diz o Dr. Uva, para o Soisinha, olhe passe ainda pelo Banco de Portugal e traga uma proposta, e diz o Soisinha.. proposta??.. mas de quê.. coisa esquisita e diz o Contreiras para o Soisinha Pedes uma proposta de desconto é para uma reforma (papel comprido)

FIM DA AULA PRÁTICA.


Recolha de

João Brito Sousa

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

CARTA À MÃESINHA


(A Felicianita ao centro)
Esta carta escrita por Feliciana Grade, foi lida pela Suzete Casaca no Carnaval Costeleta


Minha crida Mãezinha do mê curassão

Muito istimo cáo arreceber a minha carta se incontre numa prefêta e feliz saude qué cá mais o mê Manel a gente tá fazendo todos os pussíveis pra istar bem , mas nim por isso a gente tem conseguindo...(um tá coxo das pernas, outro do brasso), mas prontos , pode ser que ,com os balhos do Carnaval cagente se ponha melhores. O mê Manel esse balha como uma avintuinha e atão ê cá, que istou quage coxa dos dois lados, custo a auguentar-me pra não partir o resto da mebíla...

Pôs Mãezinha, ê cá nã le tenho iscrevido porqué cá tenho istado a pruparar os fatos de Carnaval pra mim e pró mé Manel ... Olhe, o mê Manel vai vestido de Currêa lá do campo ò pé da casa da nha avozinha e é cá ,de menistra da Enducação.

Agora é cá tou tã triste que já nim mapetesse ir a lado denhum...Atão não viu o queles fizerem ó senhor qué cá fali lá im cima ?

Ai Mãezinha esta gente tá mesmo maluca!

Atão agora cu senhor tava a fazer as coisas como deviam de ser e inté uns senhores duma terra lá im cima qué cá agora não malembro do nome, tavam a preparar uma homenagem a ele quera pra le agradecerem o quele tem fêto por eles ... mas ele não acitou...Cualcule caté os bebés ficavam todos sastifêtos , porque ,mal nasciam, davam logo um passeio com as Mãmãzinhas deles...e mais os bombêros das embelainças, pró caso de aver algum encêndio pelo caminho, porque nunca se sabe...

Mas isto é assim :quanto mais a pessoa trabalha menos valor le dão.Dá-me cá uma raiva das pessoas serem umas mal agardeçidas!..

Veja lá cu senhor tinha alguns corenta e oito cursos ...Ora tinha mesmo que ser bom...Atão ai aí um menino que não tem nim um do tamanho da cabeçinha dum alfinetinho pecanino (e mesmo assim inté assinou uns prejectos de casas) mas prontos, foi pra fazer jêto a uns amigos e o Sr. Correia lá do campo, quera uma pessoa de valor não agradou às pessoas... Ora bolas, as pessoas são tão enzegentes !...Eu inté quage que chori quando me disseram cu senhor ia sair daquele imprego...

Com a falta de impregos que ai , como é que ele vai sustentar a melherzinha dele e os felhinhos também ? Não acha, Mãezinha ?

Ó Mãezinha veja lá cu senhor inté escreveu 5 livros !...

Bolas , Mãezinha, é cá cunheço uma menina qué minha amiga que iscreveu um e tava toda vaidosa e este senhor iscreveu 5 e ninguem o viu nim um pedaçinho vaidoso, veja lá , Mãezinha !

Coitadinho do senhor. Os médicos também tiveram um pedacinho de culpa... Cumessaram a dizer caquilo nas orgenssas dos hospitais era uma bagunssa dos diabos, que não ai lugar prós duentes e ainda por cima alguns são muita chatos e imbirram que istão duentes e ninguém les tira aquela maluqueira da cabessinha...e atão gritam, gritam e niguém os tira de lá...

Veja lá caté naquele jornal da nossa terra ,que ,como amecê sabe é a Avezinha, ficaram sabendo destas coisas e despois toca a falar do senhor...

È cá cria era vê-los lá, a ver o queles faziam... Era o fazes.!.. Veja lá cu senhor que iscreveu lá pró passarinho da minha aldeia inté disse ca assistência à saude no nosso Purtugal é uma lutaria ... Ó Mãezinha é cá não perssebo o cu senhor quer dezer mas é cá acho cu senhor quer dizer cagente ganha a lutaria quando istá duente purcagente nã paga nada e tem tudo logo ali à mão:chamamos uma embelância , chigamos ó hospital e intramos a currer lá pra drento e ó fim de prái 5 ó 6 oras já istamos cá fora e cheios de soidades de voltar ôtra vez....

E ontre dia ouve um senhor dótor que tá lá do Olcôtim. que disse umas mintiras muita grandes ,mas também binfêta cós despois um senhor daqueles da pulhítica , que só dizem as verdades ( pró caso é cá tou um pedassinho desquessida da cabessa e não malembro do nome dele ), e quando o senhor lá do Olcôtim disse cas orgênssas eram uma vergonha ,cas macas istavam todas atravancadas nos curredores e os médicos a correr pra cuidar dos duentes e os duentes afelitos a pedir as arrastadêras ,a pedir secorro, etecetra , etecetra, e claro cu senhor pulhítico disse logo que não, pois tá quelaro...alguma vez?

Atão prizemplo ele tinha ido lá com a Mãe dele e foi dum estantinho quele se despachou... e eu também...Chiguei lá uma vez com alguns .35 de atinssão ... Eram prai 7 oras da tarde e às 4 oras do dia a seguir já tava despachadinha ...

Atão praqué cas pessoas são mintirosas ,ora ?.

Quando é cá era mais pecanina, amecê punha-me malagueta na língua quando é cá dizia uma mintira ...Atão porqué que não se faz agora o mesmo ?

E também oje é cá vi na tlevisão um senhor a dezer coisas muito feias dos senhores grandes. daqueles que têm mais dinhêro ca eu e o mê Manel juntos, veja lá Mãezinha. Pois só cria que visse Mãezinha ! Era só dizer mal de todos ! Veja lá caté disse ca Justissa era só pra castigar os pobres ... ò Mãezinha, o senhor não istá bom da cabessa, coitadinho... Não acha , Mãezinha ?

É por isso qué cá já disse que só vou vutar se for no mê Manel ,porquele não diz essas mintiras , porqué um homem de respêto,!...Amecê bem sabe qué verdade...

E é cá gosto muito dos senhores pulíticos e nâ acradito no que disse aquele senhor qué dono dos advogados todinhos , porque os senhores dizem que não fizeram mal denhum ,é porque não fizeram ,tá claro...Não acha , Mãezinha?

E um senhor do jornal lá da nossa terra também disse que o povo diz que :Tão bom és tu como és tu....espero que eu e o mê Manel a gente não entre nesses quele diz

Ai as pessoas são mesmo má línguas...Chissa!!!...

Olhe Mãezinha é cá istou muito triste com isto tudo e não quero dezer mais nada, prontos!
Arresseba mil beijos desta sua filha que se chama Felicianita como amecê sabe e já agora não se isquessa de dar os meus comprimentos à nossa vezinha Nesvevinha

Felicianita

(Recolha de Rogério Coelho)

CARTA À MÃIZINHA

UM DESAFIO

A UMA COSTELETA

A senhora que é costeleta mais nova
Diga-me lá o que acha da orientação
Que estamos a dar ao blogue.. aprova?...
Ou como o estamos a fazer diz não!...

Espero receber uma história sua
Para eu publicar aqui no jornal
Pode ser a serenata à luz da lua
Que lhe cantaram às quatro e tal!..

Naquela noite, luarenta, de madrugada
Que só dava romântico e mais nada
E para isso o rapaz tinha muito jeito

Conte-me essa história de amor...
Diga-nos o que sentiu por favor
Para nós supormos o que terão feito...

João Brito Sousa


Às costeletas mais jovens que tenham força e garra suficiente para nos contar uma história romântica, em poesia ou rosa. A gente depois publica MANDEEEEEEEEEEEEEM QUELQUE CHOSE....

O MEU MELHOR PROFESSOR

(investigador algarvio)
O Dr. JORGE MONTEIRO.

Era o Director da Escola quando eu terminei as Secções Preparatórias. Creio que tinha chegado à Escola nesse ano. Leccionava Matemática e Física com a clareza de um autêntico Catedrático.

Na minha vida académica deveria ter tido aí uns cem professores, ensino superior incluído. De todos o Dr. Jorge Monteiro foi o maior. Conhecedor das matérias em absoluto, um poder de comunicação fantástico, uma dicção perfeita, uma lógica na apresentação das matérias, através do método dedutivo, coerente e objectivo, foi um grande professor.

Foi um professor que me deixou as melhores impressões, quer como professor , como homem e como amigo. Posso dizer que o Dr. Jorge Monteiro foi meu amigo.

Um bom professor é aquele que fala de frente para a turma e a domina. Não dá hipóteses ao falatório dos alunos pois prende-lhe a atenção de tal maneira que só o Professor fala e é ouvido.

O Dr. Jorge Monteiro tinha essas qualidades todas, e por isso o considero o melhor professor que tive em toda a minha vida.

Igual a ele, em competência e método, só o Dr. Pereira da Cruz (o Rufino), no Instituto Comercial de Lisboa, também professor de matemática.

Maus houve muitos e o pior foi talvez o Dr. Rebelo da Silva.


FAVOR ESCREVER UMA CRÓNICA INTITULADA “O MEU MELHOR PROFESSOR” para enviar para o blogue, ao cuidado do JOÃO BRITO SOUSA
jbritosousa@sapo.pt ou ao cuidado do ROGÉRIO COELHO, rogerio1930@gmail.com


Obrigado.

Fico à espera.

JBS.

QUEM SE LEMBRA DELE?


CAMISA 7; HONORATO VIEGAS,

natural do ALGOZ, casado, dois filhos, reformado do BNU, licenciado em Direito e advogado, residente em Almada, amante das coisas boas da vida, bom conversador, homem respeitado e respeitador, cumpridor dos seus deveres cívicos e no uso do seus plenos direitos de cidadania, camisa 7 na equipa de futebol da Escola, cumpriu o serviço militar na Guiné com o sargento Manuel Gonçalves, homem viajado pela Europa e outras coisas mais.

Pergunta-se: O que é que o Honorato fez de extraordinário na escola primária e qual era a característica principal na sua qualidade de jogador de futebol na equipa da escola.

Favor responder por mail para jbritosousa@sapo.pt ou rogerio1930@gmail.com

João Brito Sousa

OS MELHORES COSTELETAS NO ANDEBOL

(jogo de andebol)


IREI RECORDAR


alguns bons jogadores de andebol que praticaram essa modalidade na Escola, sob a batuta desse Grande MESTRE que foi o Prof. Américo.

Foi ele que nos preparou para a vida através do desporto.

É um lugar comum dizer-se que a Escola nos prepara para a vida. Mas acho que é verdade. A escola tenta ensinar-nos e nós tentamos aprender o melhor possível, transportando depois esse conhecimento adquirido para a vida fora da Escola.

Onde é a doer mas onde os alunos da Escola deram sempre boa conta do recado, mesmo o Machado que chegava sempre atrasado ao Banco.. Chefe, o barco balouçava muito, faz lá ideia...ouvi o Barradas contar isto na rua Bernardo Francisco da Costa em Almada, às cinco da tarde de um dia qualquer.

O andebol é um jogo onde a bola é jogada com as mãos e pretende-se introduzi-la numa baliza com rede, guardada pelo adversário, que para evitar isso, coloca lá um jogador, a que se dá o nome de guarda redes

O jogo é praticado por sete jogadores, seja, um guarda redes e seis jogadores de campo.

Falemos hoje dos jogadores de campo, já que para os guarda redes, está guardada outra crónica.

Vou indicar os seis melhores que vi jogar e que em minha opinião formavam uma equipa de campeões. Ei-los,,


CARONHO, dizia-se lá na Escola que era o melhor de todos.

CASACA, dizia-se lá na Escola que era um jogador fabuloso.

ZÉ GONÇALVES, simplesmente espectacular

ANTÓNO BARÃO, era grande quando queria; querendo era um espectáculo

GUERREIRO, um remate terrível

BARRACOSA, idem

JESUÍNO, idem

FIGUEIREDO, idem

AMARANTE, um grande defesa

JOAQUIM PADEIRO, idem


Temos dez jogadores seleccionáveis para seis lugares. A minha selecção era:

Defesas ANTÓNO BARÃO, CARONHO, e AMARANTE

Avançados ZÉ GONÇALVES, CASACA e JESUÍNO


Esta equipa era imbatível. O melhor jogador em qualquer modalidade desportiva era o ZÉ GONÇALVES.


VAMOS DISCUTIR ESTE ASSUNTO?

COMENTÁRIOS, esperam-se...

Fico a aguardar...


João Brito SOUSA

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

COSTOLETAS DE 53/54

(1º ano 1ª turma de 53/54)

LEMBRANÇAS DA ESCOLA

Lembro a minha adolescência na Escola Comercial e Industrial de Faro como se fosse hoje

Recordo e revejo as portas de entrada, cá em baixo para os Professores e lá em cima para os alunos, o pátio onde ficavam sediadas as oficinas do curso de Montadores Electricistas, as Oficinas do Ciclo Preparatório de Carpintaria e de Serralharia, as casas de banho e o pátio de baixo onde o Professor Américo algumas vezes nos punha a jogar andebol (foi dali que o João Cuco jogou a bola para o jardim da Alameda), ali ao lado das Oficinas do Curso de Serralheiros do Mestre Olívio

Entramos no núcleo principal do edifício, depois de termos descido as escadas do pátio de cima, passamos em frente ao Ginásio, que fica à direita, à esquerda uma bica para beber água, e lá estava de plantão o contínuo Armando. Mais à frente fica a porta de entrada para as aulas

Passamos a porta e à direita lá estão os cabides onde a contínua Libânia nos pendurava os cestos com o almoço e também os casacos. Viro à direita, passo a secretária da contínua Libãnia e subo ao primeiro andar, sala 18. Foi aí que tive as aulas do primeiro ano primeira turma e recordo que os primeiros a chegar fui eu e o Zé Júlio..

Os alunos eram:

Chefe de turma: CÉLIO MARTINS SEQUEIRA

José Bartílio da Palma,
Luís Rebelo Guimarães
Herlander dos Santos Estrela
Reinaldo Neto Rodrigues
António Inácio Gago Viegas
Humberto José Viegas Gomes
Manuel Cavaco Guerreiro.
Joaquim André Ferreira da Cruz
João Baptista
José Mateus Ferrinho Pedro
José Vitorino Pedro Rodrigues
Ivo
Francisco Gabriel Carvalho Cabritas
João António Sares Reis
Fernando Manuel Moreira
António Manuel Ramos José
Francisco Paulo Afonso Viegas
Manuel Geraldes
João Manuel de Brito de Sousa
Jorge Manuel Amado
João Vitorino Mendes Bica
Carlos Alberto Arrais Custódio
José Júlio Neto Viegas
Manuel
João dos Santos
José Pedro Soares
José Marcelino Afonso Viegas

Os professores eram: a Português ? , a Ciências Naturais a Drª Conceição Sintra, a Matemática a Drª Suzete, a Desenho D. Fernanda e a Trabalhos Oficinas de carpintaria o Mestre Mário e Mestre Roseta e Oficinas de Serralharia os Mestres Damião e Cruz.
As notas do primeiro período foram, Português 10, Ciências 8, Matemática 8, Desenho 9 e Trabalhos 9 .
Desta turma lembro os bons desenhos do Jorge Amado, os bons desempenhos académicos do Joaquim André Ferreira da Cruz, do Herlander Estrela, do Francisco Paulo Afonso Viegas, o Quicas, do Carlos Alberto Arrais Custódio, do João Vitorino Mendes Bica...e na porrada, do Reinaldo Neto, do João dos Santos de Santa Luzia, do Ivo de Olhão e do Zé Pedro Soares da Fuzeta .
Recordo esta época com saudade da rapaziada e dos professores. Havia uma grande solidariedade entre nós, tipo antes quebrar que torcer, tal qual como diz Daniel Sampaio no seu “Voltei à Escola”. Ainda hoje somos amigos, apesar de, alguns de nós, já não nos vermos há mais de cinquenta anos. Houve muitos bons momentos e alguns maus também. Mas o balanço foi positivo.
Ao sábado havia práticas de Mocidade Portuguesa. E o nosso Comandante de Castelo era o Zé Pudim Paixão.

João Brito Sousa

CRÓNICA DE WASHNGTON ( I )


Com a história que a seguir conto, quero recordar um grande,
grande amigo, já colega da primária em MAR e GUERRA e

costeleta como eu na Escola.

Esse HOMEM GRANDE é o CARLOS ALBERTO DO BRITO LOURO RODRIGUES, que já nos deixou, mas que foi um grande amigo e grande HOMEM.


QUE DESCANSES EM PAZ MEU AMIGO.
Diogo Costa Sousa

O PALHAÇO RICO E O PALHAÇO POBRE

Uma historia comigo passada numa aula de festa no meu primeiro ano primeiro período
No primeiro ano; caloiro;
No primeiro período, na grande escola, para mais de quem vinha do campo como eu, tudo era para explorar, investigar, meter o nariz indagar enfim...
As aulas de festa era coisa nova para mim….tinha amigos da primaria que já lá andavam, o BERNARDO ESTANCO, o saudoso CARLOS LOURO, o BRITO DE SOUSA e talvez outros mas ..

Estes de certeza . E o melhor para explorar a coisa era segui-los . La’ fui ver uma aula de festa da turma do Carlinhos Louro, meu amigo e protector até aquela altura…Salvo erro o professor era o Dr. UVA
A Festa gerava-se na maior parte a volta da figura de dois palhaços, o rico , o CARLINHOS e o pobre, o nosso amigo RABECA e um acordeonista que creio era o Bica, aqui posso estar enganado…o que não esqueço foi a partida que me pregaram.
Fui escolhido entre os presentes para vitima dos senhores palhaços que alem de tudo mais também eram ilusionistas
Eu tinha uma confiança desmedida no CARLINHOS,…o RABECA , eu conhecia-o bem como jogador de TABUINHA nos corredores….nada me fazia prever o que estava para mim guardado por aqueles safados
Praticaram em mim o tal trabalho de ilusionismo que consistiu em fazer desaparecer um objecto, neste caso um ovo cru que me puseram debaixo de uma boina, não creio que fosse minha….o RICO preparou a cena, veio por detrás o pobre inspeccionar a obra e claro, não precisou muito, partiu o ovo que me escorreu pela cara abaixo.
Ainda hoje me rio de mim mesmo naquela figura……essa praxe desapareceu da nossa escola

Um abraço costeleta
DIOGO

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

QUADROS ALGARVIOS - Continuação








(Ruinas de Milreu)
Falado no Capítulo 2


Capítulo 3 - O CASO DE TARTESSOS

Com a queda e destruição de Tiro pelos assírios, e, consequente esmorecimento da influência fenícia, assistiu-se ao incremento das actividades dos gregos (focenses) que, como já vimos, navegavam para Tartessos a partir de Marselha.
A presença dos gregos, que vinha sendo estimulada pelos governantes locais, como forma de atenuar a sua dependência em relação aos fenicios, foi particularmente encorajada por Argantónio ´soberano tartessio que reinou na primeira metade do século VI a.C.
As trocas por via marítima que, a partir de 584 a.C., eram dominadas pelos focenses, sofreram rude golpe quando, em 540, Ciro destruiu a Fócea, para serem praticamente aniquiladas aquando da batalha naval de Alalia (535 a.C.).
A partir desse confronto, os focenses, que foram derrotados por uma coligação de cartagineses e etruscos, abandonaram a zona.
Tartessos praticamente afundou-se, acabando por fraccionar-se numa série de pequenos estados facilmente dominados por Cartago.
O que então se afundava era uma sociedade culta, de cujos descendentes diria Estrabão que eram "os mais cultos dos iberos e têm escrita e escritos históricos em prosa e em verso, e leis em forma métrica que segundo se diz datam de há 6000 anos"
Para o estudo da escrita referida por Estrabão - "particularmente hermética, porquanto baseada nos antigos alfabetos fenício e grego" - terão contribuido os achados epigráficos recolhidos no Algarve por Fr. Manuel de Cenáculo e que apresentam caracteres identicos aos de uma estela anteriormente encontrada em Lora del Rio (Sevilha)
Continua no Capítulo 4 - Presença Árabe
Libertário Viegas
(colaboração escrita de Rogério Coelho)

AGENDA COSTELETA - ANIVERSÁRIOS

Fazem anos durante a semana corrente:
DIA 5
- Maria Célia Rodrigues Encarnação Revez
DIA 6
- Nair Ribeiro da Silva
DIA 7
- Eduardo Romualdo E. Martins;
- Dr. Manuel Inocêncio da Costa;
DIA 9
- Maria José Fernandes;
- Rosa Ana Maria Machado Martins

A EQUIPA DO BLOGUE DESEJA A TODOS, FELICIDADES SAÚDE E... PARABÉNS
Recolha de Rogério Coelho.

ISTO É COLABORAR


Bom dia João,

Li com agrado o teu escrito sobre Batista Bastos.

Homem de letras de há dezenas de anos, B.B. faz parte das minhas leituras - não tanto em livros- mas em crónicas nos jornais e ou revistas, aonde ele tem participado e continua a participar.
Confesso que nem sempre estarei de acordo com os seus escritos, embora no geral gosto dele. Particularizo a minha preferência em o ouvir, mais do que ler. Parece-me mais autentico.

Todavia, entendo que toda e qualquer referência ao homem de letras que é B. B., à sua irreverência e frontalidade, bem como ao conteudo dos seus escritos, é sempre merecida. Antes em vida... porque depois de mortos, e em regra, é só elogiar .

Um abraço
obs: BAPTISTA-BASTOS, não se lê apenas; estuda-se. Só assim se pode entender BB. A vida parecia normal e nada corria bem, é assim que começa o CAVALO A TINTA DA CHINA. Esta frase dá que pensar... Quem escreve assim é escritor. ...
SOLICITA-SE A TODOS OS COSTELETAS QUE DÊEM UMA MÃOZINHA NESTE ESPAÇO QUE É DE TODOS NÓS.
COLABORAÇÃO E CRÍTICAS, também.
João Brito Sousa

UM COSTELETA PILOTO


O curricculla do Engº JOÃO PAULO SOUSA foi publicado no jornal "NOTÍCIAS DE S. BRÁS" (na foto) e no jornal "A AVEZINHA" de Paderne.

O Engº JOÃO PAULO SOUSA é quadro superior da USNAVY, e filho de costeletas, o DIOGO COSTA SOUSA e a FILOMENA que residem em WASHINGTON.

O Engº JOÃO PAULO SOUSA, também ele costeleta, está convidado para o almoço dos antigos alunos em 8 de Junho próximo, ele que levou tão longe o seu estatuto de costeleta, a sua génese académica.

Aqui deixo para os PAIS e para o João PAULO, saudações costeletas.

João Brito Sousa

OS CONTÍNUOS COSTELETAS

(paisagem alentejana)

OS AUXILIARES DE EDUCAÇÃO COSTELETAS

Tarefa difícil aquela de nos controlar. Éramos talvez mais de 1 000 alunos no recreio, qual deles o melhor artista.

Para travar essa rapaziada nos intervalos, malta na flor da idade, traquina, endiabrada e de sangue na guelra como o João Cuco, o Fantasia que soltou os pintassilgos na aula, a malta do 2º ano 4 ª turma, com o Dias e o Ladari `a cabeça, o Alfredo Teixeira, o Nogueira e o irmão e o Rodrigues, todos de Olhão.. e mais uns cem alunos levados da breca, era preciso alguém para por essa malta na ordem.

Eram os auxiliares de educação que passamos a anunciar.

O ARMANDO, que estava colocado à entrada do ginásio. Era um bom homem, falava muito connosco, mas ás vezes tiráva-nos o número por causa do jogo da tabuinha nos corredores e dizia que ia levar os números ao senhor Director. Mas nunca levava nada.

O senhor VIEGAS, que era o chefe e trabalhava perto da cantina e era quem nos vendia as senhas para o almoço no dia seguinte. Era um homem disciplinador.

O senhor VÍCTOR, o grande amigo do Franklin, de tal maneira que, quando o via passar, lhe dizia: “Tu também eras do 2º ano 4ª Turma” Um bom homem.

O senhor CASTRO, que era o preferido das meninas .Bom homem

A D. LIBÂNIA, esposa do senhor Victor que tanta paciência teve para nos aturar.

A Menina LURDES que igualmente nos aturou com um sorriso, sempre.

Se me permitirem, gostava de referenciar aqui um livro do Dr. Daniel Sampaio, Voltei à Escola. Neste livro, uma vez mais, o centro da preocupação são os jovens. Desta vez, Daniel Sampaio, mostra-no-los, lá onde os grandes problemas dos «verdes anos» se manifestam talvez com maior clareza: a escola. A relação dos jovens entre si, a relação dos jovens com os adultos professores (e vice-versa). Aqui tudo está implicado, tudo se revela.

Tudo o que nós fizemos nesses idos tempos o Professor Daniel Sampaio conta no “Voltei à Escola”, tudo isso que nós fizemos. A porrada no recreio e o comportamento da malta, as alcunhas aos professores, em especial ao Raimundo a quem a malta do Liceu Camões, chamava o Ratimundo.

João Brito Sousa