quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

QUEM SE LEMBRA DELES?


Quem se lembra deles? Nomes? Todos os conhecemos!
Ao centro, Director e Prof. Uva

Recolha de Rogério Coelho

DESPORTO DAQUELE TEMPO


1954/55 - Comércio X Indústria
(Vitória do Comércio)

Recolha do Rogério Coelho


BALADA DA DESPEDIDA


Salvo erro de 1954

I

Levamos muitas saudades
Da nossa vida escolar
Apesar das crueldades
Que nos fizeram passar

II

Para vencer os abrolhos
Cantaremos vida ionteira
Com a saudade nos olhos
Esta modinha brejeira


Olha a Escola, olha a escola
Onde nós tanto penamos
Não é minha, não é tua
É da idade em que a deixamos

(nota:- Da festa de finalistas)

Recolha do Rogério Coelho

QUEM SÃO ELAS ?


(finalistas do C.G.Comércio 64/ 65)

AÍ VÃO OS NOMES DAS NOSSAS COLEGAS FINALISTAS DO CURSO GERAL DE COMÉRCIO DE 64/ 65
(enviado por Diogo Costa Sousa)

Primeira fila....FILOMENA [minha mulher], DOMITILIA , de FARO, escapa, ANABELA, Olhão, escapa, MESTRE CAROLINO professor, CANDIDA, UMBLINA de Faro e NEUSA.

Em baixo…..ODETE, GRACA de Faro, escapa, escapa, ZELIA de Messiness, escapa, escapa.

E e’ tudo.

Recolha de João Brito Sousa

POSTAL ILUSTRADO - Recordando

Quem se recorda desta?
Almoço/conví vio/Costeleta - Hotel Vila-Sol
1º Plano
Matias e Joaquim Luís
2º Plano
Nuno - Paixão Pudim - Manuel Caetano - Parra - Hernani - Sebastiana - Belchior
3º Plano
Travassos-Venâncio-Florentino Cavaco-João Ramos-Bernardo Estanco-Marta Saias-Romão-Sebarrinha-Luís Cunha-Rogério Gomes- ? - José Palminha-Fernandes-José Emiliani-Zé Manel

Recolha de Rogério Coelho


AS NOSSAS COLEGAS NA FOTO ACIMA

(Escola Comercial eIndustrial de Faro)

As nossas colegas, da foto acima, são as finalista do comércio de 65.

Foram nossas colegas e, de alguns de nós, mais tarde namoradas, depois esposas e depois mães dos filhos.

As nossas colegas são as avós de hoje e as mulheres de ontem.

Só com as mulheres as gerações podem continuar

São elas a quem devemos tudo. A nossa existência veio delas, quando mães, porque foram elas que nos geraram e deram à luz.

Todos nós tivemos mães.

A primeira manifestação de amor vem da mãe.

As moças da nossa Escola pareciam-me felizes.

Alegres mas galhofeiras, quando algum de nós se lhes dirigia sorrindo E isso acontecia na Primavera.

Quando chegavam as andorinhas.

Ficaram célebres no passado os namoros da Natércia e do Xico Zambujal, costeletas já falecidos, e modernamente o namoro do Rogério Coelho e da Isabel., velhos amigos.

E a vida....

Aí vai um cumprimento especial para todas as nossas colegas.

E um pedido também.

Mandem uns textos para publicação.

Conto convosco.

Até sempre.

João Brito Sousa

O CORREIO DO COSTELETA

(estação de correios)

O CORREIO COSTELETA É UMA RUBRICA QUE CRIADA PARA AQUI COLOCAR OS DESABAFOS DA MALTA.

1 - Do JORGE TAVARES

Bom dia João,

Enviei um email para o Romualdo Cavaco, utilizando o endereço que me facultas-te.
Porque não tive feed-back até à data, agradeço me remetas novamente, para nova tentativa.

Breve "falaremos" sobre os citadinos e a sua divisão social, sobre os montanheiros, o seu espaço geográfico e tambem sobre a sua divisão social, e ainda sobre os serrenhos.

É um tema interessante e que vale a pena explorar.

A nossa escola, e a continuidade nos estudos direccionada aos instituto, podem servir de mote.
Estou aguardando oportunidade.

Responde-me à questão Romualdo

um abraço

JORGE TAVARES

2 – FROM WASHINGTON
Do Diogo Costa Sousa

2.1- CONVERSA AVULSO

João,

tu lembras-te de um moco que era o EUZEBIO, muito amigo e colega de turma do ANSELMO QUE INFELIZMENTE MORREU NO ULTRAMAR?

Também casou com uma colega costeleta….a FERNANDA RAMIRES de S.BRAZ…..estou so’ recordando costeletas que casaram entre eles……a Escola gerou muitos flirts, muitos amores que se prolongaram e geraram eles mesmos mais costeletas….creio que o filho do EUSEBIO e’ também costeleta…enfim…tu sabes o que escrever, isto não e’ mais que sugestão.

Um abraço

DIOGO…AINDA NO ACTIVO….FELIZMENTE

2.2- AS MOÇAS DO NOSSO TEMPO

Eh bom dia…..ok compõe um ramalhete bonita para as nossas colegas que têm sido um pouco deixadas para traz em todo o processo….muitas delas acabaram casando com costeletas em namoros começados na escola…..meu caso e muitos mais

Quanto ao REVÉS ,não me recordava que era de s.DOMINGOS…….mas sabia que era alentejano

Ate já.

Diogo

2.3 - “Que importa a morte se na vida houver segundos de amor satisfeito”... VERDADE PURA E NUA…..nada mais a acrescentar

2.4 – ANEDOTA

No Alentejo, um autocarro que transportava políticos chocou com uma árvore.Pouco depois chegou um jornalista e perguntou a um alentejano queestava por ali com uma pá na mão:- O Sr. viu o que se passou?
- Vi sim senhor. O autocarro com os políticos espetou-se no chaparro.
- - E onde estão os políticos?
- Enterrei-os.- Mas não estava nenhum vivo?
- - Alguns diziam que sim, mas o Sr. sabe como são os políticos...

2.5 – O PROFESSOR ARTUR E O JOAQUIM COELHO

Sim, sim o ARTUR foi meu colega de carteira no segundo primeira e seguiu o comercio e o magistério como tu embora um ou dois anos depois de ti

No meu primeiro ano do ciclo o meu parceiro foi o JOAQUIM PONTE COELHO que por qualquer razão não aparece na foto….ele era o 704 e eu 708

Bons tempos……o JAQUIM COELHO dedicou-se aos carros usados depois de ter passado pelo ensino como mestre de trabalhos manuais…grande amigo…ja’ depois de adultos, negociei com ele….sempre o mesmo homem honesto e frontal que já na meninice despontava

O tal abraço.

2.6 – DECLARAÇÃO DE HONRA

Tento e sou eu mesmo…..não mais, não menos. Continuo pensando e agindo pensando sempre nos outros antes de mim…tenho sido prejudicado? Talvez. Mas voltaria a fazer o mesmo porque o que fiz fi-lo em consciência .

Agora sim o tal abraço

Diogo
RECOLHA DE
João Brito Sousa

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

A FOTO QUE VEIO DE WASHINGTON,

(E.C.I.FARO)

AÍ ESTÃO ELES, os nomes dos da foto acima.

SEGUNDO PRIMEIRA 55/56

Primeira fila ao alto da esquerda para a direita

FLORIVAL BRITO CAVACO…CHEFE DE TURMA…..GOLDRA

JOAO MACHADO MARIA …OLHAO

ILIDIO DOS SANTOS CORREIA….VILA REAL

MIGUEL DAMASCENO JESUS DE BRITO…CAMPINAS DE FARO

RUI SIMPLICIO…..VILA REAL

MACARICO….FARO

ESCAPA-ME O SEGUINTE

DONA MARIA DA LUZ,PROFESSORA DE DENHO E,ESPOASA DO GRANDE MESRE OLIVIO

FERNANDO LOPES DE OLIVEIRA….FARO

ESCAPA-ME OUTRO

FRANCISCO LUCIO DE JESUS GABADINHO…CAMPINAS DE FARO

JOSE FRANCISCO DE JESUS GABADINHO….CAMPINAS DE FARO

ARTUR[NAO ME RECORDO O RESTO]….ALTO RODES ..FARO

RIBEIRO……ALCOUTIM OU ARREDORES

SEGUNDA FILA….ESQUERDA PARA A DIREITA

JOSE VIEGAS….LOULE

EU PROPRIO…DCS….SENHORA DA SAUDE..FARO

NASCIMENTO VIEGAS….FUSETA

MANUEL DE SOUSA LIMA…meio encoberto pelo santa luzia…ALTE

MANUEL BOTELHO DE BRITO…SANTA BARBARA DE NEXE

ESCAPA-ME ESTE

JOSE FRANCISCO GRACA DA PONTE….um verdadeiro artista a desnhar…OLHAO

JOSE PINA DOS SANTOS …sub chefe de turma….OLHAO

ÚLTIMA FILA A PARTIR DA ESQUERDA

CRISTO…salvo erro…..TAVIRA OU ARREDORES

REVE’S…ALENTEJANO

JOSE JULIO GUERREIRO DOS SANTOS um talento no futebol…FARO

“O SANTA LUZIA”…..DE SANTA LUZIA…TAVIRA

BENTO DA LUZ PEREIRA…..SANTA BARBARA DE NEXE

GODOFREDO DOS SANTOS POEIRA….OLHAO

JOAQIM MACHADO DA LUZ GREGORIO

O ULTIMO TAMBEM NAO ME RECORDO

QUE ME PERDOEM,ESTA FOTO TEM SO 52 ANOS É PROVAVEL QUE ME TENHA ENGANADO EM ALGO.

FOI TIRADA NUM PASSEIO DE ESTUDO DA AULA DE DESENHO AO ALTO DE SANTO ANTONIO

Recolha de
João Brito Sousa

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

POSTAL ILUSTRADO - Recordando




Quem se lembra destas duas fotos?
Recolha de Rogério Coelho

PROFS DO TEMPO DO A. GABADINHO

(Escola Comercial e Industrial de Faro)
DO COSTELETA A. GABADINHO
Homenageemo-los aqui, recordando-os hoje com grande saudade..

Um professor que se preze, terá sempre grande prazer em que as turmas que leccionou se lembrem dele.
Quem gosta de ensinar, fá-lo com uma alegria enorme e está sempre disponível para ajudar o seu aluno.

E esforçar-se –à sempre para que as aulas corram bem e que os alunos aprendam as matérias. E que se tornem bons técnicos no futuro.

Dos profs. que constam da lista abaixo são do meu tempo o Dr. Furtado e a D. Cândida, esta uma grande mulher e grande professora de francês.

Têm a palavra os comentaristas do blogue.

Eis a lista.:

Partilhando a recordação de alguns dos nossos educadores ...... Com algum esforço de memória, recordo aqui muitos dos professores, e respectivas disciplinas, dos quais fui aluno na Escola Industrial e Comercial de Faro:

No Ciclo Preparatório.-Mestre Pereira e Mestre Mealha - Trabalhos Manuais.

-Dr. Afonso Baptista -Matemática.
-Drª. Purificação - Português.
-Drª. Vera - Ciências Naturais.
-Drª. Maria José – Desenho
-Não recordo o nome da professora de Canto Coral.-Não recordo os nomes dos professores Educação Física (foram três !!!).

No Curso Formação Serralheiro e Secção Preparatória aos Institutos Industriais.

-Engº. Paiva Chaves - Orçamentos e Contas de Obras.-Mestre Mendonça, Mestre Tomaz Bento e Mestre Barracosa - Oficinas de Serralharia Mecânica.
-Engº. Vital – Mecânica
-Engº. Costa - Tecnologia Mecânica.
-Engº. Costa - Desenho de Máquinas.
-Dr. Estevinha - Matemática.
-Drª. Beatriz - Física e Química (Excelente professora, na minha opinião a
maior)

.-Não recordo o nome da professora de Literatura (Português).-Drª. Lurdes Ruívo - Inglês.
-Drª. Cândida - Francês.
-Dr. Furtado - História (E que "estória" que ele ensinava)

É tudo e muito obrigado ao ANTÓNO GABADINHO.

Recolha de
João Brito Sousa

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

POSTAL ILUSTRADO - Recordando




Quem se lembra destas duas fotos?
Recolha de Rogério Coelho
NOTA: Nesta Secção, POSTAL ILUSTRADO, iremos recordar algumas fotografias daquele tempo. Anos 50

ATENÇÃO:- Para verem em tamanho do monitor, clikem com a mãosinha na fotografia

O QUE NÓS APRENDEMOS

(no FELIZARDO & GLORINHA também se aprendia)

APRENDIZAGEM COSTELETA

Foi uma boa aprendizagem na Escola, essa que nós íamos ganhando sem darmos por isso. Nos contactos uns com os outros aprendemos a ser solidários no grupo e a defendermo-nos no plano individual. Nos relacionamentos com os nossos professores aprendemos a tratar os nossos superiores com deferência. Aprendemos princípios de higiene e aprendemos a perceber que a vida é muito difícil e que temos de ajudar os nossos Pais, a respeitá-los, assim como aos mais velhos.

Com a aprendizagem destes valores (conjunto de normas e regras), formámos o nosso carácter, com que cada um de nós havia de pautar, mais tarde, a sua conduta na sociedade.

A escola é uma instituição que espera por nós, para nos ensinar coisas que nós precisamos de saber, obviamente. A criança precisa de integrar um meio onde possa passar por dificuldades e onde seja ela a aprender a resolver as complicações surgidas no dia a dia, derivado do relacionamento com os outros.

Mas quem são os outros?

Na nossa vida, há pessoas que nos marcam de muitas e variadas maneiras, porque aprendemos muitas coisas com eles. Neste apontamento dedicado à nossa escola, diremos que as pessoas que mais nos marcaram, evidentemente, foram os nossos professores. Apesar de nem todos perceberem que nós, principalmente os que vínhamos do campo, os chamados “montanheiros”, precisávamos um pouco da sua tolerância e compreensão

Mas nós amámo-los a todos e aqui quero deixar, em nome de todos os alunos da nossa Escola, o nosso muito obrigado.

Sofremos para aprender. A alimentação era precária, o conforto e o agasalho também, as dificuldades muitas. E ganhámos vícios . Aprendemos também a fumar e alguns de nós a beber.

Mas de um modo geral mantivemo-nos orgulhosos e altivos e, além da aprendizagem com os nossos professores, aprendemos também com os outros que frequentavam o meio.

Aprendemos com a rua, a respeitá-la, a não sujá-la e a aumentar o nosso poder de observação. A rua é outra escola que muito nos ensina treinando o olhar..

Aprendemos a observar que há quem passe simplesmente na rua e o seu olhar fica vagueando na nossa memória por infinitos instantes e pensamentos. E aprendemos que há quem simplesmente passa por nós e olhamos como quem olha para o desconhecido; e que há aqueles que nos tocam pela sua maneira de ser, os que nos ferem sem aparente razão de ser, e ainda aqueles que ficam a habitar o nosso coração.

A vida é isto mesmo, uma constante aprendizagem na troca de relações humanas.

João Brito Sousa

CRÓNICA DA CORTELHA

(na Cortelha aos sábados à tarde)
A Diáspora Costeleta – 2
do Romualdo Cavaco

Saídos de Faro com a mala cheia de sonhos os Costeletas dispersaram-se por todo o Globo. Era fácil conseguir emprego na Europa, na América, em África, na Ásia.

Certo dia – hora de almoço na Banca – entra um cliente estrangeiro e predispõe-se trocar cheques de viagem. O Costeleta diz-lhe: – “It’s closed”.

O “Bife” não desiste: - “I wish to change”.

O Costeleta responde: “I have no Cashier – I have no money”

O “Bife” enfurece-se e pensa na “DECO – ALBION”. Pede a identificação ao Costeleta.

Este, solicito e de imediato ... vai buscar um cartão de visita – com o monograma do Banco – o tal da caravela à bolina ... e escreve na Royal:

“CHEGOU TARDE E NÃO PODE SER ATENDIDO”...

O Costeleta entrega o Cartão ao “Bife” e diz-lhe: “Please, here is my name”.

Diz o “Bife” sorridente, já não desejando trocar os cheques: - “Ôôô – Thank You.”E esta êim!!!.


Recolha de
João Brito Sousa

domingo, 17 de fevereiro de 2008

ANIVERSÁRIO DE COSTELETAS


Para a semana que entra, fazem anos:

Dia 18 - António Santos Domingos
Dia 19 - Maria Luisa R. Marques Alves Miguel
Dia 20 - Armando Pereira Gonçalves;
- João Manuel Prudêncio Oliveira
Dia 21 - António Gonçalves Melão;
- Maria Alzira de Sousa Silva
Dia 22 - Fernanda Marçal Morais Nascimento
Dia 23 - Francisco Cabeleira;
- José Joaquim Silva.

PARABÉNS AOS ANIVERSARIANTES

(Recolha de Rogério Coelho)

NOTA: Só colocamos nesta secção os aniversários dos Associados Costeletas.

LOGOTIPO DA ESCOLA


Foi o António Gabadinho que me enviou,
O cartão acima
Gesto bonito que me emocionou
Talvez um gesto raro
e de amor
à ESCOLA INDSTRIAL E COMERCIAL DE FARO
que todos nós amamos
com fervor.
por isso aqui estamos.
a lembrá-la
e a compará-la
à nossa melhor amizade
.. ai... ai... que saudade.
a todos quanto colaboram aqui..
ou pensam colaborar
deixando um pouco de si...
aí vai um voto de
BOM DOMINGO
do
João Brito Sousa
e do
Rogério COELHO

sábado, 16 de fevereiro de 2008

QUEM SE LEMBRA DELE ?...

(albufeira)

FIRMINO CORREIA CABRITA LONGO,

Foi um grande atleta, um grande académico e um grande profissional da Banca, onde ascendeu a um lugar de chefia, honrando assim os pergaminhos da nossa Escola, tornando-se em mais um costeleta que venceu.

O Firmino, como nós lhe chamávamos é do tempo do Romualdo Cavaco da Cortelha, do Carlinhos Louro dos Braciais (falecido), do Manuel Lima de Salir, do João Canal de Estói (falecido) do Alexandre Vieira e do Sebastião Filomeno Boinho (falecido) de Olhão, do Zé Macário ( falecido) e do Zé da Casa dos Rapazes (o melhor jogador de futebol desse 2º ano 1ª turma) do Sesinando de Faro, do Zé Santinho (falecido) das Pereiras, do Fernando Viegas das Pontes de Marchil, do Manel Zé Guerreiro de Paderne (o melhor aluno da turma) do Amarante, do Rabeca, do Domingos Barão, do Zé Manuel Bernardes e do Carlos Gil Vieira de Faro, do José da Graça Gago de Moncarapacho.

Chumbou no segundo ano do ciclo preparatório e no ano seguinte tirou vinte a matemática. Tinha boas relações com o Dr. Uva pois era daqueles que preparava o caderno e as chamadas do nosso querido velho UVA. Quem fazia isso bem também era o ALEX (falecido) que era nosso grande amigo e do Firmino também.

Frequentou o Instituto Comercial de Lisboa e mais tarde o Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras ao Quelhas. onde obteve o Bacharelato em Finanças..

Exímio jogador de futebol a central, apesar da sua baixa estatura e aparente fragilidade física, tinha um tempo de salto notável. Genica a rodos e grande capacidade física disponível e revelando grande gosto pela prática desportiva.

Com grandes desempenhos na disciplina do atletismo, onde foi dos melhores, estando presente nas corridas então denominadas de o PRIMEIRO PASSO (de captação de valores) e em quatro maratonas organizadas por instituições credíveis.

APESAR DE NÃO PARTICIPAR COM CARÁCTER OFICIAL, TAMBÉM CONSEGUIA BONS DESEMPENHOS NO CICLISMO, GINÁSTICA, BRAÇO DE FERRO (ganhou ao Alfredo Teixeira) E EM TODA A ESPÉCIE DE CORRIDAS


É um homem vertical nas ideias, bastante viajado, e um grande amigo.

Para quem o quiser contactar o TM é o 96 41 41 779

JOÃO BRITO SOUSA

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

RELEMBRANDO O JORNAL "AÇOTEIA"


Quem Sou Eu?


Quem sou eu?

Sei lá!

Sou um nada,

Um píncaro de flor,

Que nasceu,

E anda cá

Nem sequer sou amado

E que só sinto a dor,


Sou uma gota de água

perdida no Atlântico,

Procurando amparo.

Sou infeliz...

Sinto-me cheio de mágoa.

Soltando meu cântico

Sou raro...

Deus me perdoe o mal, que fiz.


Poesia de João Sequeira

(IN AÇOTEIA ANO I - Nº 3 - Maio 1962)


Recolha de Rogério Coelho


GRANDE EXEMPLO DE TOLERÂNCIA


HISTÓRIA DE UM COSTELETA MALANDRECO
por Jorge Tavares

Decorriam os anos 1950/52.

Um grupo de costeletas, frequentava algures em Faro, o mesmo explicador.
Desse grupo faziam parte o signatário, o Romualdo Cavaco, Alberto Rocha, Jacinto Nunes (o morgadinho de Salir)....

Ao costeleta malandreco, por comportamento menos correcto, foi-lhe aplicada pelo explicador uma boa ponteirada. Lembro que os métodos disciplinadores na altura, passavam também pelo uso do ponteiro, e em geral aplicado na cabeça.

O agredido, para se defender, instintivamente levantou o braço, e o ponteiro acertou-lhe no relógio, partindo-o. Esta máquina do tempo, tinha sido oferecida pelo seu pai, como prémio por ter feito os exames da quarta classe e de admissão com distinção.

A sua reacção foi de desgosto profundo, gerando desde logo, o pensamento de retaliação da agressão e consequentemente, ao agressor.

O explicador tinha uma namorada, que toda a gente sabia ser leviana, dando “ bola” a todos os rapazes que se aproximassem, com intenções de receber os seus olhados de especial carinho.

Como início da retaliação, o costeleta malandreco, encontrou no talho da Rua Filipe Alistão, conhecido como do “pau-preto”, um par de cornos de carneiro muito velho e como tal, grandes e retorcidos.

Recebido o objecto sem custo, embalou-o, e comunicou aos companheiros de explicação, a sua intenção. Assim, no dia do aniversário do explicador, encabeçando o grupo de colegas, foi ofertar-lhe os ditos como prenda de aniversário.

Após a entrega, e sem esperar pela abertura da prenda e pelos consequentes agradecimentos, debandaram de imediato. Obviamente que o costeleta malandreco, só com a intervenção e muito solicitada, do seu pai, voltou a ser readmitido na explicação.

Pouco tempo passado, a namorada do explicador acabou com o namoro, para “fugir” com um galã da época... este desenlace veio certamente, aliviar a consciência do malandreco.

A amizade que se cimentou entre todos os intervenientes desta “estória”, e o explicador, deve ser registada como exemplo de grande tolerância.

Recolha de
João Brito Sousa

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

UM COSTELETA QUE PARTIU

(interior da Igreja do Carmo)

AAAETCABREIRA APRESENTA SENTIDOS PÊSAMES À FAMÍLIA
(primeiras mensagens)
FALECEU O

CARLOS ALBERTO MARTINS SANTOS, gerente do BPA

Carlinhos Santos foi um garnde amigo e foi colega lá na Escola COMERCIAL

Carlos... nunca me esquecerei de ti

FALAVAS-ME TANTO DAS TUAS VIAGENS, SERÁ QUE ESTA FOI A ÚLTIMA?

Até já campeão.
João brito SOUSA



FROM WASHINGTON
do DIOGO TARRETA

Para um amigo que partiu .


Lembraste AMIGO, quando recebiamos o PRE’ em SACAVEM e Iá íamos ao “COME E BEBE” ali perto da sede do BENFICA ,e, comiamos sentados ao balcão? O meu era maior que o teu, ainda hoje não sei porque’!

Ganhava-te por um pudim! E riamos! Riamos, fazíamos uma festa com a historia.

Com o caracas, ganhei-te hoje outra vez….

Mas hoje eu não queria .

A vida e’ assim, nem sempre e’ justa

ADEUS AMIGO
DIOGO

OS MONTANHEIROS DE MAR E GUERRA

(a nossa Escola)
O primeiro aluno da D. HELENA a ir da escola de MAR e GUERRA para a ESCOLA COMERCIAL E INDUSTRIAL DE FARO, foi o meu primo SEBASTIÃO de BRITO, hoje empresário agrícola, regressado de França, onde esteve vinte anos e a residir actualmente nos Braciais.

Depois creio que foram o JOSÉ DO CARMO ELIAS MORENO, grande homem do desenho, Engº da Marinha Mercante e técnico superior da Lisnave, reformado, com residência em Quarteira ou Faro. Conhece nove milhões e meio de pessoas em PORTUGAL.

BERNARDO ESTANCO DOS SANTOS, engenheiro de electrotecnia e máquinas, reformado a residir em Faro Nunca faltou a nenhuma festa da Escola. Conhece nove milhões de pessoas em Portugal. Foi parceiro de carteira do costeleta DIOGO COSTA SOUSA e foi o primeiro aluno a chegar `a escola primária em MAR e GUERRA sem boina na cabeça..

MARIA DA GLÓRIA MADEIRA, filha do senhor Joaquim Madeira, possuidor do único automóvel que naquele tempo havia no sítio dos Braciais, primeiro um Citroen preto, arrastadeira e depois um Humber.

MARIA ESMERALDA BOLAS, irmã do Mateus Bolas e cunhada do Zé Elias Moreno.

CARLOS ALBERTO DO BRITO LOURO RODRIGUES, talvez o melhor aluno da D. Helena na primária . Licenciado em contabilidade. Falecido.

JOSÉ DIAS RAFAEL, industrial da agricultura em MAR E GUERRA..

JOÃO MANUEL DE BRTO DE SOUSA, autor destas linhas e reformado do ensino superior.

DIOGO COSTA SOUSA, funcionário superior da Mercedes felizmente no activo. Reside em WASHNGTON. É PAI do costeleta o ENGº aero espacial João Paulo Sousa.

JOSÉ DUARTE MARTINS BAPTISTA, falecido, o primeiro homem de Mar e Guerra a possuir telemóvel e que um dia me disse, João cuida de ti.

SUSANA MORENO, ilustre professora reformada .

MIGUEL DAMASCENO DE JESUS BRITO, jogador de futebol do Farense e corria os cem metros em 11 segundos. Nas corridas o MIGUEL era o maior
JOAQUIM DOMINGOS DO CARMO MADEIRA, engº de máquinas e industrial de seguros.

JOSÉ MAMUEL DE BRITO LOURO RODRIGUS, Engº de Máquinas na CP, Reformado a residir em Santa Bárbara de Nexe.

ANTÓNIO JOSÉ DE BRITO LOURO RODRIGES, Eng de máquinas reformado dos TLP.

Outros...
FRANCISCO LÚCIO DE JESUS GABADINHO, grande industrial de restauração em Setúbal e um dos melhores alunos a matemática de tdos os tempos na Escola.
JOSÉ FRANCISCO DE JESUS GABADINHO, aluno de vinte a matemática, grande profissional da Banca, BPA/ Reformado e industrial de restauração em Setúbal.

Todos estes costeletas honraram a nossa Escola, colocando no seu posto de trabalho os ensinamentos do Mestre Mendonça ou do Mestre Olívio, se alunos da Indústria ou os ensinamentos do Dr. Uva ou da Drª Florinda se do Comércio.

Hoje que se fala muito de educação, na dificuldade da aproximação do aluno ao professor, nomeadamente no ensino secundário, direi que nós também fomos uns bons sacanas para os nossos professores .

Todavia parece que tínhamos alguma coisa de diferente, aspecto que deixo à consideração de algum técnico de educação que ande por aí.

De todos estes alunos da escola primária de Mar e Guerra, que passaram depois pela Escola Comercial e Industrial de FARO, são pessoas, todas elas, que triunfaram na vida, o que me dá uma satisfação especial porque faço parte do grupo.

Foi muito importante para nós, rapaziada do campesinato, a integração na cidade e o apoio dos nossos professores. Já recordei aqui no blogue essa figura ímpar de professor que foi o Dr. Jorge Monteiro.

Hoje, gostava de recordar, a figura da Drª Cândida, professora de francês com quem muito aprendi, não só do ponto de vista académico mas também do ponto de vista da formação do homem que hoje sou.

MONTANHEIROS COMO EU, QUERO AQUI A VOSSA HISTÓRIA. PESSOAL DE QUELFES, POÇO LONGO, MONCARAPACHO, PECHÃO, LUZ, TAVIRA, VILA REAL, FONTAINHAS, MESSINES...
João Brito Sousa

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

COLABORAÇÃO PARA O NOSSO BLOGUE


Para todos os que quizerem colaborar, com histórias de interesse, actuais ou recordações de outros tempos é muito simples e bastante fácil:
- Clikar em«Ver o meu perfil completo» (que está colocado por baixo do indicativo da nossa Associação);
Na janela que se abre, à esquerda está: contacto e por baixo em azul e mail
- Clikar em e mail
Então abrir-se-á o OUTLOOK EXPRESS. Escrevam o vosso artigo e clikem em enviar
O resto tratamos nós!

RC

PARA SORRIR


oooOooo

Numa aldeia de França realiza-se um enterro de uma camponesa, morta devido ao coice de uma burra. Junto à cova, os amigos do viúvo desfilam. Todos lhe apertam a mão e lhe dizem qualquer coisa ao ouvido, atitude que intriga o sacerdote que viera encomendar a morta.
Curioso, quando a cerimónia terminou, pergunta ao viúvo:
- Eram condolências que eles lhe estavam a dar ao ouvido?
- Não reverendo padre. Nada disso. Eles diziam-me: «Então, quando me emprestas a burra»?


oooOooo


O explorador foi capturado pelos canibais e já está dentro do caldeirão, sob o qual o lume começa a crepitar alegremente.
Eis que o canibal-chefe se destaca do grupo e, inclinando-se para o caldeirão, pergunta ao explorador:
- O seu nome?
- O meu nome?...O meu nome?... – balbucia o infeliz, aterrado. Mas para que quer você o meu nome?
- - Para a ementa...


Rogério Coelho - retiradas do Jornal Açoteia

RECORDANDO O JORNAL "AÇOTEIA"


GENTE DA NOSSA ESCOLA
INTIMIDADE
UM RAPAZ

Responde José da Conceição Duarte Lopes, 19 anos – do 5º Ano da Escola Nocturna.
Garboso, muito direito, com o seu ar decidido, Duarte Lopes não tem um minuto de dúvida em responder à nossa pergunta sobre a orientação que deseja dar à sua vida.
- Quero ser comerciante. Desde muito novo que me sinto inclinado para esta profissão, e à qual penso dedicar toda a minha actividade.
Gosta de viver na nossa época ou gostaria de ter vivido noutra mais serena?
- Gosto do ritmo da vida actual; acho que me adapto perfeitamente às suas exigências.
Quais as descobertas cientificas que tem seguido com maior interesse?
- As descobertas nucleares têm-me impressionado bastante.
Qual a figura actual que mais admira?
- Sem dúvida alguma o americano John Glad.
Qual o país que desejaria conhecer?
- Visitar a Suécia tem para mim um alto significado. Gostava imenso de conhecer um pouco aquele bocado do mundo tão belo; e o admirar sobretudo o tão afamado Sol da Meia Noite.
Qual a arte que mais aprecia?
- ... O teatro.
Gosta de ler?
- Muitíssimo.
Quais os seus autores preferidos?
- Júlio Verne, Ernst Cassirer, Nuno de Montemor, Ferreira de Castro e Sópocles.
Qual o problema escolar que mais o impressiona?
- A falta de aulas práticas, a fim de habilitarem melhor o aluno, para exigências profissionais futuras, que se tornam evidentes a cada momento.
O que pensa da música moderna? Qual o género que mais aprecia?
- Simplesmente; penso que é admirável e admiro especialmente o Jazz.
Quais as figuras musicais que mais admira?
- Paul Anka, Frank Sinatra, Domenico Modugno, etc.
Pratica desporto? Qual a modalidade desportiva que mais gosta?
- Sim, pratico desporto. A minha modalidade preferida é natação.

UMA RAPARIGA

É de Faro a simpática jovem que responde para o «nosso cantinho íntimo». Sorridente, como todos os jovens que se têm prestado a responder «nesta página íntima». E que parece esperançosa, cujas confidências ficarão como documento curioso de uma geração que entra na vida, alegre e consciente do seu valor.
Maria Helena da Silva, tem 18 anos e frequenta o 4º Ano do Curso Nocturno. Tem um desejo para o futuro; seguir a carreira comercial.
- É uma agradável profissão.
Está realmente decidida a ingressar no Instituto Comercial?
- Sim mas só o futuro dirá a que virei a dedicar a minha actividade...
Está contente em viver nesta Época ou preferia outra?
- Gostaria de viver numa época mais adiantada, em que os homens estivessem mais unidos e que a ciência tivesse evoluído consideravelmente tornando a vida mais arrebatadora.
Quais as descobertas científicas que tem seguido com maior interesse?
- As descobertas arqueológicas têm-me seduzido poderosamente.
Qual a figura artística feminina portuguesa que mais admira? Porquê?
- A escritora Manuela de Azevedo. Achei admirável o seu livro: «Filhos de Deus».
Qual o país que desejaria conhecer? Porquê?
- Desejaria conhecer a Itália. Não só pela sua admirável civilização clássica, como pelo se clima e beleza natural.
Qual a arte que mais aprecia?
- O cinema
Gosta de ler?
- Gosto imenso de ler, especialmente livros de carácter histórico.
Quais são os seus autores preferidos?
- Manuela de Azevedo, Nuno de Montemor, Roberto Cassier, Eça de Queiroz, e Camilo de Castelo Branco.
Da língua portuguesa, quais as três palavras que mais a impressionaram?
- Mãe, liberdade e saudade.

Anselmo Viegas

(IN AÇOTEIA - ANO II - MARÇO 1962 - Nº 5

Recolha de Rogério Coelho

CORREIO COSTELETA ( I )


1- Recebido do VICTOR VENÂNCIO

Estive agora a ler o "nosso" blog!
A minha promessa mantem-se, mas só a partir do dia 25 deste mês!

Vou regressar a Portugal no próximo dia 17, mas vou ficar por Lisboa uma semana!
Só depois irei para baixo e nos primeiros dias vou ter muita coisa para pôr em ordem, mas logo que tenha tempo , vou dar-te noticias.
Entretanto guarda já ai essas três fotos. Em casa tenho mais lá dos aviões e de muita da Malta que esteve em Alverca. Eu estive lá de 56 a 60.
Houve imensos que passaram por lá, quando eu fui, fui com Gouveia (José Egídio do Rosário Gouveia), já lá estavam o Malaia, o Floxo, o Rogério "magresas" o Felipe, o Barão, o Salsinha, (mais novo) depois foram muitos outros, o Reinaldo Moreno, o Zacarias, o Vinebaldo Charneca, o Vergílio Romão, o Hermenegildo e outros que agora, não me ocorrem. Isto só do meu tempo, porque depois, houve outras "levas", onde se inclue o Carlos Granja e outros.

Tchau
Um abraço
Victor Venâncio Jesus
2 - Recebido do ROMUALDO CAVACO
Sobre o Rafael,
nunca está tudo dito.
É impossível circunscrever a suapersonalidade a uma folha A4, a um livro, a uma medalha, a uma Rádio,eventualmente ao seu nome numa Rua de Faro.Nesse distante ano de 1956 Ele ensinava Inglês aos colegas da sua idade como seensina a matemática - escrevendo - muito e sempre! O método era encher ocaderno da explicação com frases completas, verbos, passivas, percorrendo a gramática. "Two Steps Forward" não tinham segredos.
Que me lembre, há cinquenta anos, foram alunos dele, além do signatário, oJustino, o Vasques, o Zé Manuel Fernandes, o Magalhães (filho do Vieguinhas doQuiosque).As entrevistas radiofónicas têm a mesma maestria, se feitas a um habitante daRia Formosa ou a um moleiro no Rio Guadiana ou a um poeta popular de Monchiqueou Aljezur. E isto surpreende-me tanto quanto me parece que o Rafael antes da entrada para o Emissor do Sul pouco conheceria dos nomes de plantas, alfaiasagriculas e outros pertences que ele imortalizou em bobine...
A todos, como o RAFAEL, que contribuiram para levar longe o nome da Escola, sí vsi um,
ALABI.. ALABÁ.. BUM... BÁ... ESCOLA.. ESCOLA..ESCOLA.
Recolha de João Brito Sousa

CORREIO COSTELETA (II)












Recebido do A. GABADNHO

Boa Tarde,

Julgo que muitos serão os "costeletas", em especial dos anos sessenta, que ainda hoje recordarão do estabelecimento de mercearia (hoje já extinto) do Sr. Francisco Brito da Mana, (em cima à direita) onde também aí, iam-mos comprar as maravilhosas sandes de conserva: atum; sardinha etc.

Localizado na rua da Trindade, junto da igreja do Pé da Cruz e bem perto do nosso bem conhecido 'Felizardo & Glórinha (em cima à esquerda).

Para que melhor possam relembrar aquela casa comercial, junto foto da fachada do edifício onde, embora pouco perceptíveis, se notam ainda vestígios das palavras outrora bem legiveis.

A. GABADINHO





- Recebido do JOÃO PAULO SOUSA

Caro amigo João Brito Sousa

O meu pai, Diogo Costa Sousa, ao contar-lhe a minha historia de quando eu andava na Universidade de Maryland a trabalhar no Space Systems Laboratory (http://www.ssl.umd.edu/html/about_us.html) esqueceu-se de dizer que eu fui aluno do Mestre Mendonça e que o Mestre Mendonça me ensinou tudo o que eu sei acerca de tornos e fresas, de como limar um cubo de aço perfeito, a soldar e ate a fazer um parafuso no torno ele me ensinou e mais tarde me veio a ajudar num laboratório de pesquisa spacial.

Há' professores que nos marcam, e o Mestre Mendonça foi um desses professores que uma década mais tarde, como o meu pai conta, me ajudou na minha carreira profissional e me ajudou a chegar aonde estou hoje.

Como já se disse no Blog, a escola industrial foi e espero que continue a ser uma grande instituição de ensino.

Muito obrigado por falar de mim nos Costeletas..!!

Um abraco,
Paulo Sousa

NOTA: _ É COM GRANDE PRAZER QUE FAÇO REFERÊNCIA AO SENHOR MESTRE MENDONÇA QUE FOI MEU MESTRE E MESTRE DO MEU PAI. E ENSINOU A DUAS GERAÇÕES .

JPS

Recolha d e
João Brito Sousa

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

CARNAVAL COSTELETA - Para Recordar














O Carnaval Costeleta 2008, no dia 2 de Fevereiro, foi muito alegre e divertdo. Publicamos mais algumas fotografias.
(Reportagem fotográfica de Rogério Coelho)

ORGULHO DE COSTELETA




FROM WASHINGTON

UMA HISTÓRIA QUE NOS ENCHE DE ORGULHO
por Diogo Costa Sousa e Engº João Paulo Sousa

O Diogo Costa Sousa e o filho, o Engº aero espacial João Paulo Sousa são costeletas.

Diz o costeleta DIOGO,

Como te disse, fui ao aniversario do meu Segundo mais que tudo e, falámos .. falámos e veio a’ baila a escola, os blogs e o meu filho Paulo, falando em quanto tinha aprendido na ESCOLA, quão bons professores tinha encontrado, falou-me de uma passagem, já aqui na Universidade em como a NOSSA escola o havia preparado para se sobressair um pouco nos Laboratórios e algumas outras matérias….e contou-me, aliás, perguntou-me; - Papá, tu lembras-te que fiquei um ano como professor assistente? --- ao que, claro, lhe respondi que sim. - E ,sabes porque?
Respondi-lhe que sim; porque tu eras bom aluno!!!...não foi só por isso, respondeu-me .FOI QUANDO COMECAMOS AS AULAS DE LABORATORIO, CONSISTIA TAMBEM EM UTILIZAR UMAS MÁQUINAS FERRAMENTAS QUE LA HAVIA E EU FEZ-ME FALTA UM PARAFUSO...

AGARREI NO TORNO E FI-LO….O ENGEHEIRO VIU E PERGUNTOU-ME ONDE E’ QUE EU HAVIA APRENDIDO A FAZER UM PARAFUSO... E LÁ LHE DISSE:
FOI NAS OFICINAS DA ESCOLA TÉCNICA EM FARO COM O MESTRE MENDONÇA.

A PARTIR DAI’ CAI - LHE NO GOTO E PASSEI A SER O MENINO BONITO DELE…..a rapaziada Americana, sabia comprar um parafuso mas não tinham a menor ideia de como fazer um……e todos eles estudantes em engenharia aero especial como eu
Isto mostra que não somos piores que os outros e, que o nosso ensino técnico professional era muito bom.
ALABI... ALABÁ... BUM.. BÁ... ESCOLA, ESCOLA, ESCOLA.

João Brito Sousa
Costeleta sempre

ALMA COSTELETA .. AFINAL... COMO É?...

( a beleza e a ESCOLA)
COSTELETA É HONRADEZ
(sugestão do costeleta Jorge TAVARES)

João...recordar é viver.
Um abraço e vamos à procura da "ferrugem"

Recebemos do nosso bom amigo, costeleta e colega Jorge TAVARES, algumas sugestões no sentido de pôr a malta, a velha malta, a trocar ideias ou experiências de vida, AQUI, no blogue, porque este espaço é nosso, de todas as idades e tempos, de todos os “costeletas” que sentem orgulho por terem tido a oportunidade de frequentar a Escola, de terem tido professores carismáticos como o Dr. Jorge Monteiro, o Dr, Uva, o Dr. Zeca Afonso, Mestre Olívio e Mestre Mendonça, o Professor Américo, o Sub Director “Banana”, o Dr. Zé Correia, o Dr. Tavares de Matos, Engº Coroa e outros, que nos transmitiram os valores da honradez, da amizade e da solidariedade.

Deste estabelecimento de ensino, donde saíram poetas e prosadores de nomeada, políticos, engenheiros e doutores, administradores de empresas e até daqui saiu o a actual Presidente da República, pensamos que a plêiade aqui citada, não pode ficar indiferente ao seu espaço bloguista e tem o dever de contribuir com o seu ponto de vista, acerca do contributo da nossa Escola, na sua formação de homem, de profissional, de esposo e também de avô agora.

Do costeleta Jorge Tavares recebi esta nota:

“Seria interessante colocares no blogue um desafio, para que os costeletas que frequentaram o curso industrial, apôs a Serpa Pinto -1952/1956-, e que foram grandes técnicos especializados das Oficinas Gerais da Aeronáutica em Alverca, que contactem o blogue, http://oscosteletas.blogspot.com/ pois será interessante conhecer o que foi o seu projecto de vida e sobretudo que "apareçam".

Lembro alguns: - Fernando Ferro (meu primo), Salsinha, Filipe e tantos outros, que algumas "brancas" da memória não ajudam a lembrar.

Meu caro JORGE, já abordei esse assunto com o

VICTOR VENÂNCIO DE JESUS, que me prometeu não esquecer o dito.

E do costeleta Jorge Tavares, ainda:



“Outro assunto e um pouco ao correr da pena, sem grande preparação literária.

Faz parte dos meus dizeres, quando me refiro à nossa geração, rotulá-la de "geração de ouro".

Nascemos durante a guerra, vivemo-la, não participando directamente, mas sofrendo o seu impacto na economia do País, e consequentemente na dos nossos pais. O pós-guerra e o principio do desenvolvimento industrial da década de cinquenta. A guerra do ultramar, que nos "apanhou" na década de sessenta e principio da de setenta. A revolução do 25 de Abril de 1974, com a implantação do regime democrático. A aprendizagem da vida democrática e consequentemente a participação cívica. As grandes transformações de Portugal, que se iniciaram na década de oitenta, e por fim a grande evolução tecnológica que se inicia na década de noventa, com especial relevo para a saúde. A era da tecnologia em que vivemos, e que continua duma forma acelerada neste século, contribui , colocando permanentes desafios à nossa geração...e, meu caro João, mais uma vez estamos a corresponder. Basta na internet consultar o Blogue da AAAETC.( Associação dos antigos alunos da Escola Tomás Cabreira, ou
http://oscosteletas.blogspot.com/ clicar em cima )

Esta geração que frequentou a Serpa Pinto, a Comercial e Industrial , a Tomás Cabreira, e o Magistério Primário, em Faro, os Institutos Comerciais e Industriais em Lisboa, são um exemplo vivo do que é ser jovem, com todas as suas irreverências, grandes dificuldades, contestações e construir um futuro de que se podem orgulhar. Esse orgulho, devíamos ter transmitido aos nossos filhos e, quem já os tiver, tambem aos netos. Fi-lo!


QUEM FALA DESTES TEMAS?


FERRUGEM E OGMAS: FERRO, SALSINHA, FILIPE E VICTOR VENÂNCIO...

MAGISTÉRIO PRIMÁRIO, Franklin... vamos a isto..

INSTITUTO INDUSTRIAL, Aló Victor Cunha, aló Bernardo Estanco..

INSTITUTO COMERCIAL, Serôdio ou o Charrinho ou o autor das Institutas


Espero que não digam não.

Ao dispor.


João Brito Sousa e
Rogério Coelho
NOTA: Os artigos do Romualdo e do António Gabadinho serão publicados amanhã.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

QUADROS ALGARVIOS - continuação

(arco da vila)
Capítulo 4. A Presença Àrabe

Vamos agora ocupar-nos da presença árabe no termo de Ossónoba.
Na designação árabe, a mais vulgarmente utilizada,, incluem-se muitos povos que, na maior parte dos casos, só tinham de comum o serem muçulmanos. Efectivamente, como salienta J. Garcia Domingues, no Algarve estiveram presentes iemenitas, hadramitas, maharitas,, coreixitas, calcitas, ansaris, azditas, gassânidas, lácmidas, eg´pcios, berberes...
Para já não falar de muladis e moçárabes.
Um autentico mosaico!
Os árabes começaram a cobiçar a Península por virtude da fraqueza que sempre caracterizou o império visigótico, minado por divergências várias, designadamente relacionadas com lutas de sucessão dinástica.
Foi no âmbito de mais uma dessas crises, ocorridas em 710, que o governador árabe do Noroeste de África se terá decidido pela conquista. Um desembarque de reconhecimento teve lugar em Julho de 710, na zona onde hoje se situa a localidade andaluza de Tarifa, assim designada, aliás, em função do nome (Tarif) do comandante daquele primeiro destacamento muçulmano de cerca de 400 homens.
Os invasores beneficiaram, como viria a suceder depois, de diversos apoios internos, entre os quais o dos judeus, que eram vitimas de perseguição religiosa por parte dos visigodos.
O reconhecimento de Tarif terá sido um êxito, já que em Abril/Maio de 711 Tariq ibn Ziad, comandante de tânger e lugar tenente de Muça ibn Noçair, desembarcou perto da actual Gibraltar à frente de 7.000 guerreiros, predominantemente bérberes, a que pouco depois se juntaria um outro contingente de cerca de 5.000 homens.
Rodrigo, o último rei visigodo, fez-lhe frente à testa de um exército bem mais numeroso mas pouco disciplinado. A batalha teve lugar em Guadalete (perto do rio Barbate) e Rodrigo foi derrotado e provavelmente morto. Estávamos a 19 de Julho de 711 – data que ficou a assinalar o desmoronar da organização central dos visigodos.

Libertário Viegas


A seguir: 5. O INSTÀVEL PODERIO ÁRABE


(Colaboração escrita de Rogério Coelho)

SOU DO TEMPO DO VIEGUINHAS DE PECHÃO

(ria formosa)

A MALTA DO MEU TEMPO NA ESCOLA COMERCIAL E INDUSTRIAL. DE FARO

Quando me iniciei lá na Escola Comercial e Industrial em Faro em 52, pertencia à primeira turma, o que queria dizer que pertencia à turma dos melhores alunos de acordo com o indicador “primeira turma”.

Éramos uma remessa deles e vinham moços de todos os lados. De Estoi, de S. Brás, do Patacão, de Loulé, de Tavira, da Fuzeta, de Pechão, de Santa Catarina, de Faro, de Olhão e de mais não sei quantos lados.

O Chefe de turma era o Célio Martins Sequeira que andou por lá pouco tempo.

A sala onde tínhamos as aulas era a sala 18 no primeiro andar.

Os alunos eram: fila do lado da janela, primeira carteira, para dois alunos. Do lado da parede era o José Bartílio da Palma de Olhão e do lado do corredor, ficava o Luís Manuel Rebelo Guimarães de Lisboa que era simpatizante do Belenenses e já tinha visto jogar o Matateu..

O Luís, que era pequenino, apresentava-se na sala de aula muito bem engravatado e vestido a rigor. Nunca mais soube nada dele. .O Zé Bartílio terminou a carreira profissional no BNU aí em Faro, onde se reformou.

Na segunda carteira ficava do lado da parede, o Reinaldo Rodrigues Neto de Estoi, grande keeper de andebol e o maior da turma para a porrada e o Herlander dos Santos Estrela de Faro, que se licenciou em Economia no Quelhas, foi Secretário de Estado das Finanças e funcionário superior da Banca tendo chegado a ser Vice- Governador Administrador do Banco de Portugal.

Na terceira carteira do lado da parede ficava o Humberto José Viegas Gomes de Olhão, hoje reformado da banca e grande jogador e treinador de basket e do lado do corredor ficava o António Inácio Gago Viegas de Pechão, a quem chamávamos o Vieguinhas... hoje grande industrial da construção civil.

Atrás destes ficava (um desconhecido) ao lado do João Baptista de Faro, que nunca mais o vi e atrás destes ficavam o Joaquim André Ferreira da Cruz de Olhão que era ao tempo o melhor aluno da turma, professor primário e hoje reformado do ensino secundário e o Manuel Cavaco Guerreiro da TÔR, homem igualmente ligado à construção civil.

Seguiam-se José Vitorino Pedro Rodrigues de Boliqueime, funcionário da banca reformado e José Mateus Ferrinho Pedro do Rio Seco, igualmente reformado da banca.

Lá para trás, havia ainda o IVO de Olhão e mais dois ou três que já não me lembro quem eram.

O José Bartílio era muito amigo do Zé Ferrinho Pedro e estudavam a História do Dr. Furtado, tipo brincadeira. Faziam esse estudo na Alameda onde atiravam piropos à burguesia. O Ferrinho era uma brincalhão de primeira e ficou célebre aquela cena na aula da doutora Florinda, quando ele foi chamado ao quadro, em Contabilidade, creio e deu uma “casa” do catano...

Depois de fazermos o curso comercial mais ou menos lado a lado, o Ferrinho entrou no mundo do trabalho e foi colocado no Banco da Agricultura no Seixal onde chegou a gerente e aí se reformou.

O Zé Bartílio fez o curso do Magistério Primário comigo mas creio que não chegou a leccionar. Fez carreira na banca, BNU, e hoje é um gajo rico na área da imobiliária.

João Brito Sousa