segunda-feira, 10 de novembro de 2008

CORREÎO DA LÍDIA MACHADO


1- PARA,

MARIA JOSÉ FRAQUEZA

DA: ´LÍDIA MACHADO


Muito boa noite !
Aqui vai a resposta para a Senhora Professora Maria José Fraqueza:-Continuo a morar em Vila Real de Santo António, na Rua António Capa, nº 32

Telefone 281541583
Telemóvel 917430522
lidiamachado@sapo.pt


Adorava encontrar-me com a Senhora para recordarmos os bons momentos que a Senhora nos proporcionou. A Senhora irradiava uma alegria constante. estava sempre muito bem disposta.A minha turma foi a primeira turma mista daquela escola.

Um grande abraço da ex aluna

Lídia Machado (ao tempo Lídia Amaro)
CumprimentosLídia Machado

2 - PARA

MESTRE OLÍVIO

DE: LÍDIA MACHADO


Muito boa noite !

Se o meu amigo me permitir gostava de deixar o meu testemunho acerca do GRANDE MESTRE OLÍVIO"OLÍVIO CABRITA ADRIÃO"

Não fui aluna do Mestre Olívio, como é óbvio. Fui aluna da Esposa, Senhora Professora Dª Maria da Luz Adrião, que infelizmente já não se encontra no meio de nós.Privei de perto com o Mestre Olívio.


Visitava o casal com alguma assiduidade.No pós 25 de Abril, tive conhecimento que um mestre da escola Industrial e Comercial de VRSAntónio, exigiu a todos os alunos que o tratassem por professor. Um dia fui visitar a Dª Maria da Luz e o Mestre Olívio e quando o cumprimentei perguntei-lhe:

- Como está Senhor Professor Olívio ?
Recebi como resposta:
_ Minha menina, professor não, Mestre.
professores há muitos mas mestres há poucos, continue a tratar-me por Mestre, eu não sou o meu colega...

Conheço muitos ex alunos do Senhor Mestre Olívio e tal como em Faro também aqui em Vila Real todos quando se referem ao Mestre Olívio lhe reconhecem as excelentes qualidades quer como Mestre quer como Homem, era amigo de todos e dizem que nunca o viram mal humorado.


Quero enviar daqui um grande abraço para o Mestre Olívio do Machado e da LídiaCumprimentosLídia Machado


3 - Parabens À LÍDIA


Muito simpática as tuas mensagens para os teus professores. Gostava de ter tido alunos assim.
Acho que tu e os professores aqui citados se devem sentir orgulhosos.
Publicação de
JBS

EQUIPA DE FUTETBOL DA ESCOLA DE 54



Malaia, Gralho, Pinto Faria, Julião, Prof. Américo, Jacinto Ferrira, Júlio Piloto e Basto.


Soeiro, Nuno, Parra, Orlando Bica e Eugénio





Equipa de futebol da Escola Comercial e Industrial de Faro que conquistou o título provincial do Algarve em 1954, nas actividades da MOCIDADE PORTUGUESA.

JOÃO MALAIA - Um homem destinado para jogar à baliza. Alto concentrado, boas mãos, excelente tempo de salto, seguro, bom comandante da defesa, mandão na pequena área, arrancou grandes exibições a jogar nessa equipa e nesse torneio.

JÚLIO PILOTO – Era um nº 2 aguerrido. Marcava bem em cima ou a zona. Fazia o corredor todo pois era possuidor de uma boa corrida. Jogou no Benfica, Vianense e...

JACINTO FERREIRA – Um grande jogador como central. Poder físico excepcional, antecipação, salto, e muito bom a sair a jogar Jogador tacticamente possante e rápido sobre a bola.

PINTO FARIA – Jogava a lateral e a central e sempre bem. Fisicamente possante, boa corrida e bom no desarme Chegava à linha de fundo e cruzava bem..

JULIÃO – Um quarto de defesa de grande qualidade. Seguro no desarme, bom no passe e uma boa muleta para o central com quem aliás se entendia muito bem.

BASTO- Um talento de jogador. Boa colocação no terreno, bons lançamentos, bom remate, técnica acima da média, em suma um jogador esclarecido.

GRALHO – Rápido com a bola nos pés, jogador que centrava mito bem e que fazia golos. Fez bons jogos durante o campeonato. Era o MORENO da selecção argentina de 48.

NUNO.- Jogava ora a ponta direita ora a interior. Muita habilidade, criatividade e arte. Marcava muitos golos. Foi internacional júnior.

JOÃO PARRA – Era um Peyroteo autêntico. Jogava de braços abertos e com a bola dominada nunca a perdia. Tinha a habilidade do Jorge Mendonça, o remate do António Mendes, a colocação no terreno do Sampaio, os melhores juniores do seu tempo.

ORLANDO BICA – Pensador de jogo, habilidoso, grande capacidade de entrega, bom remate e bom espírito de entreajuda. Fazia recordar o Labruna da selecção argentina de 48, la maquina como lhe chamavam .

EUGÉNIO – Não era extremo mas não tinha lugar no meio. Vinha busca a bola ao meio campo como Zagalo na selecção brasileira de 56


Texto e publicação de
João Brito Sousa

domingo, 9 de novembro de 2008

CINEMA. FUI VER "PARIS"


RECOMENDO O FILME,

O enredo é interessante e leve, mas com mensagem pesada e porque no fillme pode apreciar-se um pouco dessa cidade dotada de uma beleza extrema e serena, com um património único e absolutamente maravilhoso e quase indescritível, desde os cafés e lojas de charme do Marais aos despertares românticos na Place des Vosges, da perfeita simetria do Jardin du Luxembourg ao requinte inusitado da Rue de Bonaparte e das montras gulosas de Pierre Hermé, do luxo da Place de Vendôme às jóias da gastronomia Gaulesa na Place de la Madeleine, tudo em Paris brilha como ouro, aparenta perfeição e prazer imediato, desperta para o melhor que a vida tem.

É fácil deixarmo-nos perder pelos Boulevards em que a vida ganha contornos de eternidade, pelo cheiro das Boulangeries onde cada fornada sabe sempre a pouco, pelo entusiasmo da descoberta dos lugares mais pitorescos e recônditos que só revelamos a amigos do peito.
E depois tem o Louvre onde estão representados, no domínio das artes plásticas, os maiores artistas que o mundo pôde admirar, o Moulin Rouge e as Folies Bergére admiráveis instituições de cultura popular e erudita, teatro e canto, por onde passaram Maurice Chevalier, Edit Piaff, Ives Montand, Charles Aznavour e outros, les Chans Elisés.... a Torre Eifel, onde na Páscoa costuma estar carregada de ingleses....

(parte do texto retirado dum panfleto de Agência de Viagens)

Publicação de
JBS

sábado, 8 de novembro de 2008

SIMÕES JÚNIOR NÃO É COSTELETA


MAS É UM GRANDE POETA ! ...

Para além de tudo isto...
A alameda neste penumbrático cair de tarde parece estar impregnada dum subtil mistério.
E os repuxos do lago, como gotas de orvalho, choram a agonia do Sol crepusculando-se...

Uma sensação de morte penetra o arvoredo;
caem folhas em meu redor...

Mas a vida não acaba aqui ou ali,neste mar doce de tristeza, onde minha alma se banha.- A vida continua lá fora,fora dos muros do jardim.

Aqui,em redor do lago, sem cisnes de lenda,meninas bonitas, com feias à mistura, passeiam, passeiam,sonhando a vida(como se a vida fosse feita para sonhar!)No coreto, iluminado de matizadas cores,a banda da vila, de farda amarela,estrídula música.E então!tudo fica suspenso do som, das notas, do ritmo,das estrelas...

Nascem muralhas de ilusões a interceptar o que para além do recinto do romântico jardim,possa subsistir.

Mas mesmo assim...a paisagem do meu beco é inescurecível.

De qualquer maneira será inútil este cartaz de tintas baratasque quase não chega a ter coloração.Amanhã choverá,e este cenário reles de cartãos e desbotará e a tinta humedecida em faces de mulher,dissolver-se-á aos poucos e gotear-se-á no chão.- Sim, amanhã choverá,será um dia sensacional,algo de anormal se dará,desfraldar-se-ão mil bandeiras.Sim, porque na minha alma ergue-se-me ao hiper da sensibilidade,um posto de T. S. F.que emite alucinadamente S. O. S., S. O. S.,na escuridão, que a luz fosca desta ilusão com música e meninas no jardim,não consegue iluminar.

0 jardim está povoado de árvores frondosas,e os gradeamentos emaranhadas de trepadeiras floridas,mas mesmo assim,o clamor das gentes das casas do meu beco chega até mim.

Para além de tudo isto que é fútil,que é fútil,e meus olhos vêem e a música insinua a vida tumultuosa continua,continua.
Publicação de
JBS

QUEM SABE DO ZARALHO


LARGO DA SÉ, 1930
o Ruivo é que contava esta....

A Escola também foi aí.

Nesse tempo, os polícias queriam apanhar a malta que jogava `a bola no Largo. As equipas estavam em grande forma, chegavam cedo para as aulas e lá vai disto... uma jogatana para animar a coisa....

Às tantas o polícia veio e terá dito lá para com ele: Hoje vai haver caçada.... Arruma a cesta a um canto e vai direito ao que estava mais próximo, que era o guarda redes da equipa que atacava para baixo e arreia umas punhadas no amigo Zaralho.

É lógico que o Zaralho desapareceu.. qual aulas qual quê... Mas o Zaralho jurou a si mesmo... se um dia te apanho a jeito, vais ver...

Bom, a malta não desanimou.

Um dia o Zaralho ficou a suplente, não estava a jogar Mas o polícia veio e colocou a cesta ao canto do Largo e veio dar caça à malta, descendo enquanto o Zaralho subia até ao local da cesta.

E uma vez aí, lá vai disto, aplica uma biqueirada na cesta, `a Eusébio e os pratos foram para o galheiro.

O polícia ouviu e disse lá para com ele.... ah ... ladrão que me partiste a loiça toda....

Isto é verdade ó Zaralho?

Onde é que andas. Vem contar isto á malta, pá...

publicação de
João Brito Sousa



sexta-feira, 7 de novembro de 2008

PARA UM DEBATE DEMOCRÁTICO


DO COLEGA ARNALDO SILVA, RECEBEMOS O SEGUINTE COMUNICADO.

Censura no nosso BLOG?!

Discordo em absoluto!!!

E não compreendo as razões, conhecendo, como conheço, a postura na vida do amigo Brito de Sousa.

Os Administradores serão donos e senhores, com o direito que lhes assiste como criadores deste espaço. Mas não lhes fica bem censurar qualquer comentário, por mais eatapafúrdio ou insultuoso, que uma mente mais preversa e estupidamente mal formada se lembre de vir aqui publicar.

Alguns argumentos para que se deixe a censura de parte:

1 - Este espaço já não é pertença exclusiva dos seus progenitores. Como um filho que cresceu, ele emancipou-se, partiu para a vida comunitária, tornou-se membro da Família COSTOLETA, é nosso! Os autores devem limitar-se a dar-lhe conselhos e sugestões;

2 - É consabido que emitar opiniões em público é sujeitar-se a receber críticas, insultos, comentários menos agradáveis, opiniões discordantes;

3 - A indiferença e o desprezo, ignorando insultos a coberto do anonimato, é sempre a forma mais elementar de responder a tais cobardias;

4 - Este espaço virou uma espécie de tertúlia onde a Família COSTOLETA se habitou a vir trocar ideias. Coartar a expontaneidade desse diálogo, desculpem, meus amigos, em minha opinião, não assenta bem em quem tomou tal inicitiva.

Pensem nisso, Reconsiderem.

arnaldo silva
felizmente reformado

PUBLICAÇÃO DE
JBS
COMENTÁRIO de
Jorge Tavares -1950/1956 disse...
Concordo em absoluto com a opinião do Arnaldo Silva.Todos os pontos colocados significam lucidez de análise.Dou os meus parabens.Aproveito para lamentar não me recordar do Arnaldo Silva. Será que uma foto, os anos de frequência na Escola, me ajudariam?Um abraçoJorge Tavares
COMENTÁRIO DE UM ADMINISTRADOR
Face ao que se diz acima, passo a expôr em meu nome pessoal:
1 - Discordar é legítimo, democrático e aceitável.
2 - Na qualidade de ADMINISTRADOR não me considero dono de nada nem nunca esteve no meu horizonte proceder à censura.
3 - Estou farto de dizer que este espaço não é pertença dos progenitores. Tenho vindo a dizer que este espaço é nosso.
4 - Nunca rejeitei críticas, comentários menos agradáveis, opiniões discordanes. Insultos não gosto e não percebo porque hei-de ser insultado. .
5 - Não pretendo ser indiferente nem desprezar ninguém.
6- Não coartámos nunca a expontaneidade do diálogo.
7 - Dizer que, não assenta bem em quem tomou tal iniciativa é uma atitude prepotente e é uma opinião que não susbcrevo.
8 - Concordar com a opinião do Arnaldo Silva é legítimo, dizer que todos os pontos focados são de análise lúcida é legítimo, mas .. . é bom recordar aqui, que o Jorge Tavares se manifestou contra os comentários anónimos e é bom dizer aqui também, que uma das causas próximas da análise prévia instaurada, foi precisamente um comentário anónimo, considerado por mim como insultuoso, que julgo ter esse direito de não querer ser insultado.
9 - O comunicado do Arnaldo Silva contem palavras que materializam inverdades como tentei provar acima e em nenhum local do seu texto, parece-me, se referencia um aspecto positivo do blogue. E isso não é justo. E eu estou apenas disponível para um debate sério e construtivo. É que também se pode dizer não construindo, sabiam...
10 - Neste comentário não quero deixar de felicitar o costeleta Jorge TAVARES por ter sido dos primeiros a colaborar connosco. Mas, que me lembre, sempre a dizer mal, sempre na critica destrutiva.
11 - Lamento dizer-vos que os valores costeletas foram violados. INTRIGA não; SOLIDARIEDADE sim.
12 - As vossas palavras e atitudes não me incomodaram nada... mas... não gostei, claro. Gostava que o debate continuasse entre todo o universo costeleta e que fosse um debate digno. Por mim, tenho dito.
Este comentário é da exclusiva responsabilidade do
JOÃO MANUEL DE BRITO DE SOUSA

O COSTELETA MÁRIO LARANJO


RESIDE EM OLHÃO,


FOI UM TAP DO TEMPO DO ZÉ MORGADO, ZÉ GUERREIRO, WINEBALDO CHARNEC , ANTÓNIO BARÃO, JORGE XAVIER E OUTROS CCOMO DOGO COSTA SOUSA, HERMENEGILDO SOARES E...


A PEDIDO DO ARNALDO SILVA, AÍ VAI O TELEFONE DO MÁRIO QUE É O 289 706 439
ab.
João Brito Sousa

PARA O SENHOR MESTRE OLÍVIO


DEPOIMENTOS
colhidos por João Brito Sousa
DE
Joaquim André Ferreira da Cruz

"Como aluno e "aprendiz de HOMEM" ( naqueles 12, 15 anos era tudo o que se nos pedia ), guardo as mais gratas recordações de Mestre Olívio; parece que ainda tenho a imagem bem presente da sua grandeza de Alma, quer pela serenidade que colocava nos gestos quotidianos no seio da nossa aprendizagem, quer pela atitude que transparecia a cada momento, e cuja expressão, no seu rosto, deixava antever, cristalinamente, uma profunda dignidade de espírito.

Tom de voz elevado, uma palavra de censura, um ar distante do aluno, nunca, em nenhuma circunstância lho ouvi; sempre um gesto de compreensão, uma palavra de estímulo, um ligeiro sorriso; como professor que fui, hoje, entendo ainda mais perfeitamente quanto a sua figura, verdadeiramente de MESTRE, relevava de todos os outros professores. Guardo na minha memória apenas duas simples palavras para ele : respeito e gratidão."


e do MAURÍCIO SEVERO

Um abraço ao MESTRE Olívio. Embora não tivese sido seu aluno, mas sim
do MESTRE Guerreiro, sempre tive por ele grande admiração pela maneira amiga com que lidava com a
"malta" . Lembro-me do pequeno motor construido nas oficinas, que hoje julgo estar num Museu, que a ele se deve e à participação
dos alunos que ele estimulava na
aprendizagem de todos os trabalho
oficinais.

Merece ser lembrado sempre por aqueles que receberam dele o ensinamento que os projectou
nas suas vidas profissionais

BEM HAJA MESTRE ! MANTENHA-SE
ENTRE NÓS DURANTE MUITOS ANOS .

MAURÍCIO SEVERO DOMINGUES
Estoril,6 de novembro de 2008
e do ARNALDO SILVA
O MESTRE Olívio,
Saí da Escola em 61, com o Curso do Comércio e as Secções, que me permitiram continuar estudos em Lisboa.Para frequentar a Escola ora me deslocava de Tavira ora de Messines. Aí, nesses comboios (automotoras) a convivência era total entre a malta da Indústria, do Comércio e do Liceu.
Aí se cimentaram muitas amizades e se comentou tudo, acontecimentos académicos ou não. Conheci muita rapaziada da Indústria e sempre que o tema era a Escola, formas de ensino, postura de professores, seu relacionamento com os alunos, o nome do MESTRE Olívio surgia no topo das referências, sempre com a alusão de que era mais um amigo do que um Professor, que sempre tratava com alto grau de humanidade os seus alunos mesmo quando algo não lhes corria como deveria ter corrido, com uma palavra de aconselhamento, visando o futuro do homem em formação.
Como "costeleta" que se presa, muito me apraz registar esta homenagem a um Grande Homem da nossa Escola.
arnaldo silva
felizmente reformado

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

AO GRANDE MESTRE OLÍVIO











MEU CARO ROGÉRIO,

Muito obrigado pela deferência que fazes ao meu texto...”O BOM DIA AMIGO!...” publicado no “AVEZINHA”.

Quanto ao reparo que fazes no que toca ao Mestre Olívio, imaginei em tempos idos esta entrevista com o MESTRE, a partir de uma citação do RENATO, seu aluno e que vai aí à frente, e publiquei-a no blogue

Porque nunca é demais falar dos Grandes Mestres, a entrevista vai ser publicada de novo, agora com opiniões de alunos seus.

Depois de imaginar e escrever a entrevista, li-a ao Mestre, que a aceitou em pleno, tomou conhecimento dela e disseram-me mais tarde, que se comoveu.

Modéstia à parte, a entrevista, parece-me um excelente documento humano. (Lá está o egocêntrico .. dirá o meu amigo anónimo costeleta. Danei-me com ele ... mas parece que tem razão)

À CONVERSA COM O COSTELETA

MESTRE OLÍVIO CABRITA ADRIÃO. (entrevista elaborada e lida ao senhor Mestre Olívio, cuja autorização de publicação foi obtida via conversa telefónica de ontem às 17h e 20 m para o telefone nº 289 360 584 )

“Salvar um homem é apenas salvar um homem; salvar um rapaz é fazer uma tábua de multiplicação”

OLIVIO CABRITA ADRIÃO

Nunca tive aulas com ele e conversámos apenas uma vez ou duas. Mas tinha boas referências dele por parte de colegas da Indústria. Estava sentado num banco de um jardim na cidade. Apresentei-me e falámos durante umas duas horas. E deu nisto.

Há professores que nunca encararam bem que os alunos se lhe dirigissem tratando-os por Mestre. Como foi com o senhor?

Nunca tive esse problema. O meu trabalho era nas oficinas pelo que aceitei bem a designação. Sempre entendi que a relação com os alunos tinha que ser fraterna, dando-lhes tudo e recebendo deles o possível. Se me tratavam por Mestre, eu nunca entendi isso como menor consideração. Eu queria formar homens válidos que no futuro, com os conhecimentos adquiridos, pudessem contribuir para que na sociedade houvesse igualdade de oportunidades. Os alunos deveriam ser a minha imagem, que sempre pugnei por uma sociedade mais justa.. Nesse sentido ser Mestre dos meus alunos, sobretudo ser reconhecido como tal, era gratificante.

O RENATO, seu aluno de Olhão disse-me que o senhor uma vez, ao ver um aluno da Escola arrancar uma flor, se lhe teria dirigido e lhe tinha puxado por um cabelo para o arrancar, coisa que o aluno não gostou. Lembra-se disso?

Não me lembro, mas admito que seja verdade, porque a minha forma de educar é através de exemplos. Jesus Cristo, que foi o Mestre dos Mestres educou com parábolas. E eu entendo que essa é a melhor forma de educar por uma razão simples. É que os jovens têm um sentido muito apurado do que é a injustiça. E se formos injustos com educando o processo educativo pode falha. E nós educadores não podemos falhar, porque num certo sentido o País é o reflexo do nosso trabalho.

Os alunos de hoje são diferentes dos alunos do seu tempo?

São diferentes para melhor, creio eu. Não se esqueça que há cinquenta anos atrás os pais dos nossos alunos pouco sabiam ler e escrever. Hoje, qualquer puto tem aptência para dominar a informática e isso é um grande avanço. No aspecto do potencial, os alunos têm mais possibilidades. Mas terão que ser educados no sentido de ganhar hábitos de trabalho, porque sem trabalho ninguém vai a lado nenhum. E os alunos de hoje não querem trabalhar, querem facilidades. Um exemplo de facilidades é o uso da máquina de calcular na aula. O aluno sabe utilizar a ferramenta mas desconhece a razão científica desse saber, quer dizer, o aluno de hoje não sabe que existe uma operação de multiplicar de 4 x 4 = 16..

E isso é mau?

É pior que mau, é péssimo. É o saber sem saber.

A nível de comportamentos em sala, alguma vez teve problemas?

Nunca tive problema algum nesse domínio. O aluno era um amigo e eu transferia-lhe confiança pela via do conhecimento e da competência. Um professor assim raramente tem problemas na sala. O conflito surge quando o aluno encontra uma falha na actuação do professor. Porque o aluno espreita-a e espera encontrá-la. E se sim era uma vez um professor.

Tem saudades do tempo em que leccionava?

Não tenho. Agora faço outras coisas que me dão igual prazer. A vida exige de nós uma adaptação a cada momento em que a temos de viver. É com o gostarmos muito de ter visto jogar o Eusébio. Mas ele já não joga; agora é Cristiano Ronaldo.

Tem visto os seus alunos?

Sim, às vezes vejo-os por aí. E juntamo-nos aí num café na cavaqueira. É agradável e reparo que eles têm ainda simpatia por mim o que é, para mim, muito gratificante.

Tem visto o blogue dos costeletas?

Não tenho visto mas vou ficar com o endereço para dar uma espreitadela. Mas já me falaram bem dele..

Quer deixar aqui alguma nota especial?

Queria deixar a todos aqueles que foram meus alunos, uma palavra de agradecimento, porque eles é que fizeram de mim um bom Mestre de Oficinas e de certa maneira também o homem que hoje sou. É que o aluno obriga-nos a dar o nosso melhor em prol da profissão e dos destinatários dela, que são precisamente os alunos.

Lembra-se de algum aluno em especial?

Recordo-me de todos os bons alunos, porque esses nunca se esquecem. E além disso, tive muito orgulho em ser Mestre de Oficinas na Escola Industrial e Comercial de Faro.

Mestre, até sempre.

E despedimo-nos.


OPINIÕES DE ALGUNS ALUNOS DO MESTRE OLÍVIO.

1 - ... O lema do MESTRE OLÍVIO era:...." numca me deito dia nenhum sem saber mais à noite do que sabia de manhã"......
Eu pessoalmente folgo por o saber ainda entre nós..
Diogo COSTA SOUSA (Washington/ USA)
2 - A base do meu bom desempenho, como mecânico de aviões em todo o Mundo devo-o a esse grande HOMEM, PROFESSOR e MESTRE....

OBRIGADO MESTRE. João MALAIA

3 – O que aprendi com o MESTRE OLÍVIO foi a base do meu desempenho profissional e foi isso que ensinei no Ensino Superior.

JOÃO VITORINO MENDES BICA

4- - O mestre OLÍVIO foi um Grande Mestre, um Grande Professor e sobretudo um Grande Homem.

NUNO AGOSTINHO

5 – Um Grande Homem, um grande Professor, um grande Amigo e sobretudo um Bom Conselheiro. A Escola não seria a mesma coisa sem o MestreOLÍVIO.

VITOR CARONHO

6 – O Mestre OLÍVIO foi um Grande HOMEM, um Grande Professor e um excepcional condutor de homens.

BERNARDO ESTANCO DOS SANTOS.

7 - O Mestre Olívio faz parte do património cultural da nossa Escola e foi ele que nos ensinou a ser homens.

JOSÉ ELIAS MORENO

8 - De bata azul... estou a vê-lo. Parece que todos os dias me lembro dele. Um grande homem e um grande amigo.

MANUEL JOÃO POEIRA.

9 - O Mestre Olívio foi um grande senhor do ensino em PORTUGAL.
OBRIGADO Mestre (esta mensagem resultou de conversa telefónica. Mas o Joaquim Cruz eviou-me email, cujo conteúdo tem direito a post e vai ser colocado com a data de amanhã)

JOAQUIM ANDRÉ FERREIRA DA CRUZ

10 - Não fui seu aluno mas considero-me orgulhoso de pertencer a um estabelecimento de ensino que teve professores como o senhor.

JOÃO BRITO SOUSA

CONCURSO DE ARTES VISUAIS

Escola Secundária Tomas Cabreira
"Comemorações dos 120 anos"
CONCURSO de ARTES VISUAIS
Regulamento do concurso
1. Introdução
Este concurso é promovido pela Escola Secundária Tomás Cabreira, em Faro e pela Associação dos Antigos Alunos da Escola Secundária Tomás Cabreira, integrando-se nas Comemorações dos 120 Anos da Escola, 100 Anos do Edificio e 90 da Morte do Patrono, Tomas António da Guarda Cabreira.
2. Objectivos
· Promover o conhecimento da vida e obra de Tomás Cabreira;
· Incentivar a prática da cidadania;
· Promover o relacionamento escola/região e inter-escolas;
· Valorizar o Património Cultural da região;
· Desenvolver a consciência histórica e cultural e cultivar a sua disseminação;
· Desenvolver capacidades de representação, expressão e comunicação;
· Explorar diferentes suportes, materiais, ins~rumentos e processos;
3. Tema
"Tomaz Cabreira" é o Tema do Concurso pretendendo-se, com esta iniciativa, prestar homenagem e dar a conhecer a figura e a obra deste ilustre algarvio.
4. Destinatários
Podem participar neste concurso todos os alunos dos Ensinos Básico (70, 8° e 9° anos) e Secundário (10°, 11 ° e 12° anos) do Algarve, a nível individual.
Cada concorrente pode apresentar até três trabalhos a concurso.
5. Normas
Os alunos podem concorrer nas modalidades de desenho, pintura ou técnica mista, não devendo ser utilizado vidro ou outros materiais demasiado frágeis.
As obras poderão ter qualquer formato que não exceda as dimensões de uma folha A3.
Os trabalhos deverão conter, no verso, o(s) nome(s) does) aluno(s), idade(s), turma, escola a que pertencem e respectivo e-mail, ou telemóvel de contacto, para além do nome do professor responsáveL
6. Prazos
Os trabalhos a concurso deverão ser entregues até ao dia 09 de Janeiro de 2009, na Escola Secundária Tomás Cabreira, Rua Manuel Arriaga N°2 8000-334 Faro ou enviados pelos serviços dos CTT, com registo, para a mesma morada com data limite de 09 de Janeiro.
7. Divulgação dos resultados
Os resultados serão divulgados até 30 de Janeiro de 2009 no site da Escola Secundária Tomás Cabreira (http://www.estc.pt.vu) e enviados, via e-mail, para as escolas concorrentes.
8. Prémios
Os trabalhos serão divididos por dois escalões: Escalão A (70, 8° e 9° anos) e Escalão B (10°. 11º E 12º anos). A cada escalão serão atribuídos os seguintes prémios:
1 ° Prémio - 100 Euros;
2° Prémio - Medalha Comemorativa;
3° Prémio - Livros de poesia;
• Diplomas de participação a todos os concorrentes.
Qualidade, criatividade e apresentação serão factores determinantes na selecção dos trabalhos premiados.
9. Júri
O júri será formado por cinco elementos: dois professores da Área das Artes, um professor da Área das Ciências Sociais e Humanas, um representante da Associação dos Antigos Alunos da Tomás Cabreira e um representante do Conselho Executivo.
É reservado ao júri o direito de não atribuição de prémios em caso de manifesta falta de qualidade dos trabalhos apresentados a concurso.
10. Exposição dos trabalhos
Os trabalhos serão expostos na escola organizadora de 02 a 13 de Fevereiro.
Os concorrentes poderão levantar os trabalhos entre 16 de Fevereiro e 16 de Abril. Caso os trabalhos não sejam levantados ficarão pertença da entidade promotora do concurso.
11. Material de apoio
Em divulgação no site da escola http://www.estc.pt.vu


Damos a conhecer o Regulamento do Concurso de Artes Visuais promovido pela nossa Escola.
Informem os vossos filhos, netos bis-netos ou sobrinhos. O concurso é aliciante e tem bons prémios. Concorram!
colocado por Rogério Coelho

CONCURSO DE ARTES VISUAIS









Porque se trata de um Concurso de Artes Visuais dirigido a jovens dos 7º, 8º, 9º, 10º, 11º e 12º anos, pretendemos informar todos os Costeletas que tenham filhos, netos, bis-netos ou sobrinhos daquele faixa etária, para que os informem deste evento. Assim, aqui deixamos as normas deste concurso e respectivos prémios.

Colocado por Rogério Coelho





BOM DIA AMIGO!

João Brito Sousa
................................................................................................
“Quando o jornal me che­ga às mãos, por volta das onze horas da manhã de to­das as quintas feiras, sorrio para ele e cumprimento-o, dizendo-lhe: - bom dia ami­go. Efectivamente entende­mo-nos bem; ele dá-me notícias da minha província e um recanto dele para, de quinze em quinze dias mais ou menos, levar à província notícias minhas e é assim que funcionamos.
Neste último número, que tenho à minha frente enquanto escrevo, vem, no canto inferior esquerdo da primeira página, a notícia que Boliqueime tem duas vice-campeãs do Mundo, a Maria e a Adriana, que obti­veram esse título, na quali­dade de atletas internacionais de hoquéi em patins, no campeonato do Mundo que disputaram no Japão.
Fiquei feliz por isso, mas sei que não tenho dentro de mim a noção exacta do que é ser de Boliqueime e ser vice campeão do mundo, porque nunca fui nada disso e por­que Boliqueime, para mim, continua a ser aquela terra de quase nada, onde eu ia aos domingos à noite aos bailes da Sociedade Recrea­tiva local, como convidado pagante, claro, do Presiden­te Palminha.
Boliqueime para mim, que pouco passo por lá, con­tinua a ser a terra com a fei­ra anual e a terra dos meus colegas de Escola, o Aníbal e o Rogério Cavaco Silva, o Teófilo Carapeto Dias, o José Vitorino Pedro Rodri­gues, o Leonel, a Maria José Pedro e os Barrigas, o Car­los e o Fernando e sobretu­do, do Pai destes últimos dois rapazes, o Mestre Vi­cente ferrador, um homem de coração enorme, bem dis­posto e companheiro.
........................................................................................................
”IN JORNAL A AVESINHA DE 6 DE NOVEMBRO DE 2008


Quando li esta crónica tive, imediatamente, o desejo de transcrever na íntegra, esta passagem da sua crónica quinzenal e, este desejo prende-se ao facto dos meus maiores serem da região de Boliqueime e, de certa forma, que me desculpe o João, fazer o seguinte reparo. Mestre Olívio Adrião também é de Boliqueime. Ele vive em Boliqueime. Ainda não há muito tempo fomos, elementos da Direcção da nossa Associação, visitar uma exposição de trabalhos seus em Boliqueime. Sem querer ser crítico, aqui fica o reparo

Rogério Coelho

HOJE HÁ ALMOÇO NO PIERROT


BOM ALMOÇO PARA OS COSTELETAS QUE TODAS A S QUINTAS FEIRAS ALMOÇAM NO PIERROT, NA FUZETA..


GUARDA REDES - JOÃO MALAIA
KEEPER - ANTÓNIO PAULO
VICTOR CARONHO - CENTRAL
MANUEL POEIRA- CAMISA DEZ E PENSADOR DE JOGO
JOÃO PARRA- CAMISA 9, PONTA DE LANÇA À Dr. SOCRATES DO CORINTHIANS , S. PAULO, BRASIL, que igualmente nunca festejava os golos que marcava.
NUNO AGOSTINHO, INTERIOR DIREITO e o malhoa do futebol da Fuzeta.

E TAMBÉM PARA O XICO MATIAS O MELHOR EXTEMO DO FUTEBOL PORTUGUÊS DEPOIS DO ZÉ AUGUSTO E DO CARLOS DUARTE.

PARA O MADEIRINHA QUE NÃO TENHO O PRAZER DE O CONHECER MAS DE QUEM ME DISSERAM SER UM JOGADOR TIPO PEDROTO.
E PARA O SÍMBOLO DA CIDADE DE OLHÃO, O GRANDE EFIGÉNIO REINA.
COM UM ABRAÇO DO
JOÃO BRITO SOUSA

UMA MENSAGEM PARA MAFRA


ESTÁ FRIO!....


Liguei-lhe ontem e disse-lhe... é o João
Ó querido amigo... essa cowboiada!...
È para e dizer que tenho na minha mão
Os livros que enviaste a semana passada

Ou ontem, já não sei bem, sei que os tenho
E quero deixar-te um obrigado por tal..
E mais ainda, dizer-te que por ti mantenho
Enorme consideração e admiração total....

E que na zona saloia, onde estás, Deus queira
Que passes todo o tempo da melhor maneira ...
Que eu mais uma vez agradeço-te o envio ..

Dos livros, da tua camaradagem, do teu bom dia
Dos teus gestos simpáticos que não os conhecia
Saídos da serra de Mafra onde dizes estar frio.

JOÃO BRITO SOUSA

AINDA GAGO COUTINHO



Amigo Brito Sousa



Uma vez que o tema continua em debate, eis alguns apontamentos recolhidos:


1 - Avô paterno de Gago Coutinho / Manuel Viegas Gago, natural de São Brás de Alportel, foi cabo de esquadra do regimento de artilharia de Faro

2 - Avó paterna de Gago Coutinho / Maria do Carmo, natural de Faro.

a) Os Padrinhos deste casamento foram: Capitão José da Fonseca Calhau e José Correia Belles

b) Deste casamento, nasceu por volta de 1834, o pai de Gago Coutinho, José Viegas Gago o qual casou com Fortunata Maria, na freguesia da Sé, em Faro, em 6-7-1867, tinha ele 33 e ela 32 anos respectivamente, conforme referido no registo de casamento.

c) Os pais de Gago Coutinho eram naturais de Faro. No registo de casamento destes, refere haver laços de parentesco em 2 grau de consanguinidade. O pároco, no registo de baptismo de Gago Coutinho, designa o pai de Gago Coutinho como José Viegas Gago Coutinho e a sua mãe como Fortunata Maria Coutinho. Os padrinhos são Ângelo Joaquim José da Silva e a sua mulher Joaquina da Ressurreição, ambos moradores na mesma casa dos pais de Gago Coutinho, ou seja Calçada da Ajuda, 5 em Lisboa, local onde a Câmara Municipal de lisboa descerrou uma placa.

d) - Avô materno de Gago Coutinho / Pedro da Cruz, natural de Faro e irmão de Maria do Carmo da Cruz

e) - Avó materna de Gago Coutinho / Fortunata Maria.O pai de Gago Coutinho era marítimo, conforme é referido no registo de casamento dos mesmos e no baptismo de Gago Coutinho, e foi sargento de mar e guerra até 1873, tendo servido na nau "Vasco da Gama" e na fragata "D. Fernando", passando longo tempo no mar, não tendo comparecido no seu casamento, em 1867, fazendo-se representar, pois estava no mar.Gago Coutinho não casou e não se conhecem descendentes seus. Nas anotações da folha do registo de baptismo, não refere nenhum laço matrimonial, mas apenas o seu nome completo e a data do seu óbito.Os avós paternos de Gago Coutinho eram livreiros em FaroOs avós maternos de Gago Coutinho eram padeiros em faroFinalmente, o registo de baptismo de Carlos Viegas GAGO COUTINHO, indica o seu local de nascimento em Calçada da Ajuda nº 5, na freguesia de Santa Maria de Belém em Lisboa.

f) Pelos elementos acima descritos, e salvo melhor opinião, o Almirante GAGO COUTINHO ,não tendo eventualmente nascido em Lisboa, teria por razões óbvias nascido em Faro e não em São Brás de Alportel.Com os meus melhores cumprimentos

Pompílio Rombinha

MUITO OBRIGADO AO POMPÍLIO ROMBINHA PELA INVESTIGAÇÃO.

Numa olhadela rápida parece-me haver identificação nos dados obtidos. Seria interessante, penso, o senhor SEBASTIÃO CHAVECA e o costeleta POMPÍLIO encontrarem-se aí em FARO, no Aliança e afinarem a coisa Vou falar nisso ao senhor Sebastião.

Do livro do senhor SEBASTIÃO CHAVECA, pode ler-se na página 232....

Alguns livros dizem que os Viegas Gago são oriundos de Faro e, outros dizem que a sua origem é do Alentejo e que, motivado a vários anos de fraca produção de cereais, viram-se obrigados a vir morar para Faro.
Mas o autor Sebastião Chaveca é detentor de certidões que comprovam que a sua origem é do sítio da Mesquita, freguesia de S. Brás de Alportel, desenvolvendo substancial estudo sobre o assunto.

A investigação continua.

Publicação de
João Brito Sousa

faleceu o HÉLIO JOSÉ GUERREIRO 2007.10.28


VIVE-SE PARA MORRER!...
de Raul Brandão

Cada hora que passa é menos uma hora que tenho para viver. Um dia morrerei como todos. Dizia-me o meu compadre Dr, tudo o que tem vida morrerá um dia, compadre. Nunca nos capacitamos que um dia morremos. Só acontece aos outros, pensamos, nós.. Morrer é estúpido. Não compreendo a morte, e, por mais que desvie o olhar, prendo-me sempre a essa hora extrema – só essa hora me interessa.

O nosso sonho é não morrer. Quando a gente se esquece a vida já tem passado. E quando a vida tem já passado é que nos agarramos com mais saudades à vida. A resignação custa muitas horas doridas em que ficamos alheados e suspensos. A morte.. A morte è inevitável?...

E foi isso que aconteceu ao nosso colega HÉLIO JOSÉ GUERREIRO, Revisor Oficial de Contas, em Lisboa, que faleceu em 28/29 de 2007, que vinha de motorizada para a Escola, dali da zona das Campinas de Loulé..

Vive-se para morrer, parece que é isso. Ainda há dias citei o Hélio como divorciado, nome retirado do caderno do A. ROCHA e afinal já estava divorciado da vida.

ALABI... ALABÁ... BUM... BÁ.... ESCOLA.. ESCOLA..ESCOLA.....

Paz à sua alma.... e um aló HÉLIO de todos os costeletas.


publicação de
João Brito Sousa

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

INFORMAÇÃO

O corpo do nosso associado Costeleta João Rezende, já se encontra em câmara ardente na Igreja do Pé da Cruz, em Faro, e que o funeral realiza-se amnhã, dia 6, pelas 10 horas
Rogério Coelho

UM GRANDE ATLETA






À CONVERSA COM O COSTELETA ANTÓNIO PAULO

Na Escola, a gente conhecia-o pelo Tony Casaca e era guarda redes de andebol muito bom. È natural de Olhão, ia no comboio, parava em S. FRANCISCO e toca a jogar à bola.
Encontrei-me com ele no Pierott na Fuzeta e conversámos um bocado.

Blogue – Tony, onde é que começaste jogar à bola?
Tony - Comecei no Largo da Feira como todos os outros nos torneios dessa velha glória que foi o Sr. CASSIANO, extremo direito do OLHANENSE. Era lá que a rapaziada jogava e apareciam os olheiros que nos levava ao Olhanense. Joguei ainda no Clube do Vasco da Gama.

Blogue – Tens saudades desses tempos?
Tony – Tenho dos tempos todos, mas sobretudo tenho saudades da Escola Industrial ao pé da Alameda e dos torneios internos de andebol, organizados pelo professor Américo. A Escola foi uma grandes acontecimento na minha vida.



(o António Paulo é o de vermelho ao fundo)

Blogue – Colegas, lembras-te?
Tony – Da Indústria lembro-me do Comandante de Castelo da Mocidade, o Zé Amâncio já falecido, do Zé Luís que namorou com uma professora, do Zé Paixão, do Palminha grande guarda redes de andebol da escola, do Jesuíno da casa dos rapazes, do Barracosa grande jogador de andebol, do Guerreiro, do Zé Macário, do Zé Gonçalves, do Ribeirinho, do Figueiredo Jorge, do Cuco, do Azinheira, do Tolentino, do Custódio Rosário Faustino, do Nestlé que não jogava nada... eu sei lá.

Blogue – Sei que também jogaste futebol. Qual o melhor, na tua pinião jogador de futebol da Escola que viste jogar. E de andebol?
Tony – Houve muitos bons jogadores na Escola, mas bons mesmo, houve até internacionais. Mas não lhe vou dizer qual foi o melhor, vou falar do João Parra, um ponta de lança com uma característica especial, nunca festejava os golos que marcava, jogador de área, brigão, bom jogo de cabeça, tacticamente forte, frio, enfim, um talento, depois igualmente grande jogador, o Manuel João Poeira, às vezes lembrava-me o Rocha da Académica, aberturas sensacionais, jogava sempre liberto de adversários e em condições de receber a bola, a sua forma de jogar dinamizava o ataque, Nuno Agostinho, centrava muito bem e fazia golos, Orlando Bica de Estoi, Jacinto Ferreira grande ponta de lança, Victor Caronho central, António Barão, ponta, Pinto Faria, central e defesa esquerdo, Malaia o guarda redes que jogou com GRALHO, PINTO FARIA E JULIÃO, JACINTO FERREIRA E BASTOS(PEPE ), CAEIRO, NUNO, PARRA, ORLANDO BICA e EUGÉNIO.

Restam Zé Gonçalves, Ribeirinho e Arcanjo. Tão bons jogadores que é muito difícil falar deles.


O melhor jogador de andebol da Escola, que me desculpem o António Barão, o Caronho, o Zé Gonçalves, o Ribeirinho, o Júdice.. mas melhor de todos foi o meu primo ANTÓNIO CASACA.


Blogue- Melhores guarda redes de andebol?


Tony - O Canseira, o Seromenho, o Alfredo Teixeira, o Horácio, o Rita, o Fernando Bento de Sousa, o João Vitorino Bica e o meu adversário Brito de Sousa e outros....TALVEZ EU.

Texto de
João Brito Sousa

CORREIO COSTELETA





2008.10.05

ESTA COMUNICAÇÃO É PARA A


LÍDIA MACHADO, E

AMIGA DO BLOGUE E CONVIDADA

e vem da Costeleta, Professora. Literata, autora e outros ..... MARIA JOSÉ FRAQUEZA


Volto a agradecer ao "espaço csteleta" tudo aquilo que da minha parte tem feito através do blogue dos costeletas.

Estou muito grata porque assim foi possível chegar até mim, a voz de uma aluna - Lidia Machado - que me fez recordar os melhores momentos que vivi nesse linda escola onde fui a primeira secretária do Conselho Directivo após o 25 de Abril. Em 1970, em Vila Real de Santo António fui ocupar a primeira vaga feminina que surgiu no Algarve no meu grupo. Naquele tempo de 15 em 15 anos aparecia uma vaga feminina.

Fui muito feliz naquela escola. Os alunos eram optimos,o ambiente é muito agradável, excelente. Eu gostaria de saber o endereço da Lidia e, assim pensei que através de si, poderia chegar até à aluna, fiquei muito emocionada com as suas palavras e fez-me recordar os melhores momentos da minha vida de professora que junto dessas alunas passei.
Com um beijo

Maria José Fraqueza

PUBLCAÇÃO DE
João Brito Sousa


P/s _ este espaço é de todos os costeletas

terça-feira, 4 de novembro de 2008

QUANDO ALGUÉM PARTE

Vítima de um aneurisma, faleceu em Lisboa o nosso associado nº 141 - João Gonçalves Fernandes Resende
O associado que nos contactou não tinha informação sobre o funeral e se o corpo seria transladado para Faro. A família "Costeleta" perde mais um companheiro e amigo.
À familia enlutada apresentamos o nosso profundo desgosto
DESCANSA EM PAZ RESENDE
Hoje, dia 5 de Novembro, podemos informar que o corpo está em câmara ardente na Igreja do Pé da Cruz e que o funeral é amanhã, dia 6 de Novembro pelas 10 horas.
Rogério Coelho

FARO EDITOU O 1º LIVRO IMPRESSO EM PORTUGAL


Porque achamos de interesse, dar a conhecer a todos os que se interessam pela cultura algarvia, transcrevemos na integra o capítulo 1o da obra QUADROS ALGARVIOS
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Foi com agradável surpresa que ouvimos Cabrita Neto, ao assumir o seu segundo mandato como Governador Civil, referir-se ao “Pentateuco” e anunciar para breve a reedição da obra.
Tal como manifestamos em artigo aqui publicado (Jornal do Algarve 22.05.86), esperamos que na passagem dos 500ª aniversário da sua publicação a Câmara Municipal de Faro assumisse a reedição do primeiro livro impresso em Portugal, já que ele foi editado naquela cidade em 30 de Junho de 1487.
Mas é de somenos, relativamente, a entidade que mete ombros à iniciativa da reedição. O que mais interessa é que se presta com esta iniciativa um assinalável serviço à cultura Algarvia.
Mas afinal, o que é o Pentateuco? E quem foi o primeiro editor da obra?
O incunábulo reporta-se aos livros de Génesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronómio, isto é, refere-se à história de Israel desde a fundação até à morte de Moisés, textos de leitura essencial nas cerimónias das sinagogas. Acabado em Faro “por ordem do nobre e alto Dom Samuel Gacon...”, o Pentateuco teve por base um escrito da Escola Sefardita, tem 110 folhas , de 270x205 e está impresso a preto, a duas colunas.
Pouco se sabe sobre a origem de Samuel Gacon, que da sua oficina de Faro havia de fazer sair ainda uma outra obra – Talmud - constituída pelos “Tratado de Divórcio” e “tratado dos Juramentos” textos comentados do chamado Talmud Babilónico. Impresso em caracteres quadrados, em formato in-fólio, a duas colunas e a preto, o Talmud terá saído das oficinas em 1492(?) e a identidade do impressor – Dom Samuel Porteiro – suscitou dúvidas sobre se se tratava ou não da mesma pessoa. Para Artur Anselmo tal facto parece apenas indicar que ao editor foram atribuídas, após a impressão do Pentateuco, senão como consequência dela, as funções de “Porteiro” – oficial menor que, sob as ordens do “Ouvidor”, citata penhorava e executava.
Samuel Gacon ou Porteiro terá sido um dos muitos judeus que, por volta de 1486, vieram para Portugal, pois aqui a sua sorte era bem diferente daquela que afectava a comunidade no país vizinho, onde, num só ano, a inquisição, então implantada pelos Reis “Católicos”, supliciara milhares deles.
Em Portugal, ainda que olhados com certa hostilidade pela população restante, os judeus prosperavam nos seus negócios. E assim continuaram até 1496, data em que foram expulsos por ordem de D. Manuel.
Por se tratar de uma obra muito sigificativa para a história de Faro e de que se conhece apenas a existência de um exemplar (conservado no Museu Britânico, em Londres), a iniciativa de Cabrita Neto de reeditar o Pentateuco constitui um meritório serviço prestado à cultura algarvia.
IN QUADROS ALGARVIOS – De Libertário Viegas.
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Colocado por Rogério Coelho

GAGO COUTINHO


PÁGINA 230 da obra de SEBASTIÃO CHAVECA , retiro esta nota:

De: adl

Enviada sexta feira 3 de Novembro de 2006, 15.32
para: adl@
assunto : certidão


Exmos Srs,


Conforme v/resposta, passo a discriminar a filiação de José Viegas :


Pai, Manuel VIEGAS ou MANUEL VIEGAS GAGO COUTINHO


Mãe Maria do Carmo Cruz.


Ambos do concelho de Faro, Junta Freguesia da Sé ou S. Brás de Alportel.


Nota, este é um estudo longo.


publicação de

JBS


NOTA: POMPÍLIO PODES REENVIAR-ME O TEXTO QUE EU VI, MAS... OBRIGADO

ANTIGAMENTE ERA ASSIM....


TRADIÇÃO ANTIGA
por SEBASTIÃO CHAVECA

Quando se casavam duas pessoas idosas ou quando uma era nova e outra era idosa, era tradição durante algmas noites um pequeno grupo de pessoas colcocarem-se a uma certa distância da casa dos recém casados, de maneira que não fossem reconhecidos e, fazendio barulho, batendo com latas e panelas, tocando buzinas ou chocalhos para assim anunciar a todos os habitantes das redondezas um casamento diferente.


PUBLICAÇÃO DE

JBS

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

QUANDO ALGUÉM PARTE

A nossa associada nº 529 - Isilda Maria Gonçalves Teixeira, irmã do Presidente da Assembleia Geral, Joaquim Gonçalves Teixeira, partiu.
Ao Joaquim Teixeira e família, apresentamos o nosso profundo desgosto.
QUE DESCANSE EM PAZ

HOMENAGEM À COSTELETA


MARIA JOSÉ FRAQUEZA

DA LÍDIA MACHADO,
Ex aluna

Fui aluna da Professora Maria José Fraqueza, na Escola Industrial e Comercial de Vila Real de Santo António !No dia 15 de Novembro vão homenagear esta GRANDE MULHER, que bem merece.

O que vai a seguir é da minha récita de finalistas mas foi escrito pela Poetisa Maria José Fraqueza.

Balada da despedida

Como agradecer-te todo o carinhoe ensino que nos deste tu escola querida foste para nós como mãe da nossa infância em ti confiamos nossos sonhos de criançaque agora então tendem a esvanecer-se dentro de nós, dentro de nós...Ai como é triste dizer-te adeus e então partir rumo ao futuroque vai surgir cruel e traiçoeiroe aí então vamos sentir a tua falta dentro de nósteu desamparo E dentro de nós muito juntinhos iremos recordar os bons momentos que passámos a brincar momentos esses que jamais nós deixaremos de relembrar Marcha dos finalistas

Olha, olha para a marchatráz consigo os finalistasai escola és sempre aquela ai escola és sempre aquelaque fazes de nós artistasE como todos os anosaqui estamos de abaladae ao dizer-te adeuse ao dizer-te adeus és tu quem ficas caladaai ai escolavimos dizer-te obrigadoestá tudo terminadoagora vamos deixar-teai ai escolaaqui tens a nossa festa pois é ela que atestao nosso adeus para sempreJá te dei muito dinheirodo trabalho dos meus paismas... finalmente acabeiagora já não há maisai ai esolaaqui tens a nossa festa pois é ela que atestao nosso adeus para sempre

Algum ano voltaremossomente para recordaraquilo que aqui fizemosaquilo que aqui fizemosao que se chama brincarEstas quadras também são da autoria da Professora Maria José Fraqueza

O Senhor Dr. Furtadoé o rei da alegria com saúde e a dar ao péo que ele quer é foliaO Senhor Director é (José de Campos Coroa)um cavalheiro afamadajá tem consigo a Coroae um extenso reinado

No seu reinadoaturando a rapaziadadeveria ser reformadopara ter velhice regaladaEm maquinaria é fina quando as máquinas experimenta a Maria José Fraquezaarranja-as sem ferramenta

Aproveito esta oportunidade para enviar daqui um grande abraço para a Professora Maria José Fraqueza e desejar-lhe as maiores felicidades.

Cumprimentos
Lídia Machado
PUBLICAÇÃO de
João Brito Sousa

A ARTE


A ARTE
por joão brito sousa


Resolvi pegar neste tema hoje porquanto, gostando eu de fazer os meus poemas, um poeta a sério, do nosso meio literário, sabendo disso mas interrogando-se acerca da minha capacidade poética, questionou-me nestes termos: João, como é que tu reages perante uma obra de Picasso? E eu ,não a percebo e dá-me vontade de fugir, disse eu.. E perante uma obra de Mozart? Agride-me, vou-me embora. Então não podes ser poeta porque não se pode ser um bocado de artista . A arte é una e por isso não se pode ser artista por partes.
Fui estudar o assunto e verifiquei que o nosso poeta António Aleixo, diz lá na sua poesia, que a arte é uma coisa imanente, ou seja, a arte é o resultado da expressão de um talento, que vai produzir um efeito agradável, principalmente, na alma de cada de nós, melhor, no interior de cada um de nós e não em qualquer realidade externa.
A arte exige de cada um de nós que a entendamos para que seja possível o diálogo com ela. A arte é sentir. Não a sentindo não há diálogo possível com a arte; não há entendimento. Só aquele

que a entende é artista. Não pode ser artista quem não entende a arte.

E o que será um artista? Diremos que é artista, aquele que domina a técnica exigida pelo trabalho que desenvolve, pondo nele toda a sua intuição, competência e saber, conseguindo realizar trabalhos com beleza tal que os destinatários dele, em primeiro lugar e os outros todos depois, reconheçam-no como um trabalho de excepção quanto à sua concepção e realização
Um objecto é tido como artístico quando for possuidor da característica da quase exclusividade, de peça rara, ou seja, estar a sua execução ao alcance de poucos. Mas a arte resulta de um exercício de criatividade expressa num objecto ou atitude, palpável o primeiro impalpável o segundo, mas onde ambos nos ofereçam a possibilidade de aferir que são possuidores de qualidade artística.

A qualidade artística colocada nos objectos ou atitudes, vêem da alma de quem a expressa e resulta da sua sensibilidade. Ora as sensibilidades são distintas, quer dizer, dois artistas podem ver a mesma coisa de forma diferente, o que é natural, acontecendo às vezes, um artista não perceber os trabalhos de outro artista, não lhe negando, todavia, esse estatuto e reconhecendo arte naquilo que produz.. Daqui concluirmos que arte exige estudo e dedicação. Miguel Ângelo dizia que não podia trabalhar com as mãos numa coisa e a cabeça noutra, sobretudo em escultura.

Por isso é que as peças de arte são, algumas, de valor exorbitante. Por uma lado, devido aos autores, que são poucos e já desfrutam no meio onde se movimentam, como detentores de grande criatividade artística e por outro lado de vido às peças apresentadas.
Mas a arte precisará de um terceiro elemento para se afirmar. É o destinatário da obra de arte ser por ele reconhecida como tal ...

A arte, em sentido popular, também pode ser traduzida como o oposto do belo. E o povo, às vezes, diz de um gatuno, saíste-me um bom artista. Li no jornal uma vez, que um homem mandou fazer uma casa tida pelo construtor como inviolável. O proprietário, face a isso, mandou colocar um anúncio pedindo um gatuno profissional, para entrar numa casa tida como de difícil acesso

O Homem veio e entrou na casa. Resolveu um caso ao alcance de poucos. É de artista. Mas o desempenho não é arte, parece-me....

domingo, 2 de novembro de 2008

O TELEFONE TOCOU



E ERA O MAURÍCIO SEVERO, QUE


CURIOSAMENTE!....
ME DISSE...

JOÃO, tinha registado que me chamaste!....
Diz lá de tua justiça ou diz lá da tua razão...
O que pretendias saber quando me ligaste?...
- Quis deixar-te um cumprimento... ó irmão

Senti em mim a necessidade de te dizer aló,
E ao mesmo tempo agradecer-te a poesia
Do Torga... esse grande poeta que começou
Escrevendo versos nas fragas da serrania ...
E queria ... dizer-te ainda com toda a sinceridade
Que aprecio muito em ti essa tua qualidade
De seres sincero, autêntico, verdadeiro e frontal


?E esta a maneira como eu me comporto
É com respeito, podes crer, e não me importo
O que pensem de mim; sou correcto e leal...




Com um abraço do
JBS

DO CADERNO DO ROCHA E OUTROS









A - DO CADERNO DO ALBERTO SANTOS PEREIRA ROCHA


Disciplina FRANCÊS
3º ano 1ª turma


Ano Lectivo 55/56


ÚLTIMA PÁGINA

DO CADERNO DO ROCHA,

1 - HÉLIO JOSÉ GUERREIRO
Vinha de motorizada de LOULÉ.
Vive em LISBOA
È ROC

2 – ZÉLIA NEVES, rien de rien, jamais

3 - EMÍLIA FERRO
Rua de Olivença, 6 FARO

4 – LÍDIA GONÇALVES
R : Dr. António Baptista Delgado, 45
OLHÃO

5 - ZÉLIA MARIA DAS DORES NEVES
BORDEIRA
SANAT BÁRBAAR D NEXE

6 AURORA DA VISITAÇÃO CARVALHEIRA
Rua do Comércio, 43
PINHAL NOVO

B – DOIS GRANDES PARCEIROS

No ciclo preparatório47/48, foram parceiros de carteira o CUSTÓDIO JULIÃO CARVALHO GUERREIRO E O MANUEL JOÃO POEIRA.

Por sinal dois grandes futebolistas com destinos diferentes.

o JULIÃO que jogou em muitas equipas populares desde guarda redes a extremo esquerdo e jogava sempre bem.

o MANEL POEIRA, com um irmão mais novo que também jogava bem mas tinha um nome esquisito, Era a magia mas já falámos diso.

C – ALMOÇO NO PIERROT NA FUZETA.

Há aí para almoçar, o ZÉ CLÉRIGO DO PASSO que foi funcionário do BNU, é reformado e está aí na FUZETA . Foi COMÉRCIO e frequentou a Escola no Largo da CÂMARA. Foi o primeiro aluno da ESCOLA a possuir automóvel.

É aí que reside a MARIA JOSE FRAQUEZA; um grande vulto da Escola. Favor convida-la para almoçar e pensar em prestar-lhe uma homenagem porque é uma COSTELETA premiada.

Outros das redondezas: FERNANDO VIEIRA CABRITA da Alfandanga e JOÃO VITORINO MENDES BICA tb ALFANDANGA

ACEITAM-SE INSCRIÇÕES PARA UM ALMOÇO NO PORTO.

Tripas, vinho, fruta e café, oito euros e vinte do comboio, é barato.
QEM VEM?...

FICO A AGUARDAR.

Publicação de
João Brito Sousa

sábado, 1 de novembro de 2008

HOMENAGEM


HOMENAGEM À ESCRITORA E POETISA E COSTELETA MARIA JOSÉ FRAQUEZA

JUNTA-SE PROGRAMA COM ALMOÇO (20 € cada) DA HOMENAGEM À NOSSA COLEGA, MARIA JOSÉ FRAQUEZA EM 15 DE NOVEMBRO PRÓXIMO

COSTELETAS NÃO FALTEM.

Conforme o noticiado, e por iniciativa da ASORGAL – Órgãos da Comunicação Social do Algarve, vai ter lugar no próximo dia 15 de Novembro – Sábado, de acordo com o seguinte programa:

- 09 horas – Missa de Acção de Graças na Igreja Paroquial da Fuseta;
- 10 horas – Sessão solene no Cinema Topázio na Fuseta;
- 12,h 30 - Bênção e Inauguração da Casa Museu Maria José Fraqueza;
- 13 horas - Almoço Convívio no Restaurante “Angélica” seguido de Animação Musical com artistas fusetenses, dirigidos pelo famoso cantor Domingos Caetano, representando a Associação Cultural Fusetense.

COMISSÃO DE HONRA:

Fazem parte da respectiva Comissão de Honra as seguintes entidades:
- Dra. Isilda Gomes – Governadora Civil de Faro.
- Sr. António Marques - Presidente da ASORGAL
- Verº Padre José Alberto Teixeira
- Verº Padre Dr. Júlio Tropa Mendes
- Enº Francisco Leal – Presidente da Câmara Municipal de Olhão
- Dr. António Pina – Presidente da Assembleia Municipal de Olhão
- Prof. Doutor. Vilhena Mesquita – Presidente da AJEA
- Dr. Gonçalo Couceiro – Director Regional da Cultura do Algarve
- Dr. Domingos da Cunha Ferreira Grilo – Director Regional de Educação do Algarve
- Sr. Carlos Soares – Presidente da Freguesia da Fuseta
- Dr. João Manuel Pires Manita – Presidente do Conselho Directivo da Escola João Lúcio
- Presidente do Conselho Directivo da Escola Tomás Cabreira
- Dr. João Barroso da Fonte – Do Jornal Poetas & Trovadores – Guimarães
- Dr. Jorge Ferro Rosa – Escola Secundária de Vila Real Santo António
- Dra. Mariana Fernandes – Elos Clube de Faro
- Sr. Francisco Cardoso - Presidente da Direcção do Sport Lisboa e Fuseta
- Sr. Domingos Caetano - Presidente da Associação Cultural Fusetense
- Sr. José Miguel Figueira – Assembleia Municipal da Freguesia de Fuseta
- Dr. José Luís Guedes de Campos - Vice Presidente Continental para a Europa
- Dra. Dina Lapa de Campos - Presidente da Direcção do Elos Cube de Faro
- Sr. Joaquim Teixeira - Presidente da Freguesia da Sé - Faro
- Sra. Gisela Alves Sinfrónio – Presidente da Direcção do Clube de Simpatia
- Sr. Adérito Escolástico Gaspar
- Profª Catarina Gaspar
- Artista Luís Guilherme cantor e compositor olhanense.


PUBLICAÇÃO DE


JBS

TEXTO EM HOMENAGEM À MARIA JOSÉ FRAQUEZA.


A MULHER ESPOSA
por João Brito Sousa


Este texto é oferecido com amizade A MARIA JOSÉ
FRAQUEZA, com um voto de reconhecimento por ter levado tão longe o nome da escola.



As mulheres esposa, surgem do matrimónio, resultado de uma relação de afectos bem conseguida e constituem por si só, um elemento preponderante e decisivo na dinâmica do sistema social em que se inserem. Há mulheres esposa se houver maridos, constituindo-se assim o casal.

Por definição, a figura central do casal, a quem a mulher esposa deverá amar, constituindo a sua obrigação primeira e acima de todas, é o marido. O amor conjugal é o amor verdadeiro carregado de dedicação e respeito. Neste campo, diremos que a mulher ama perfeitamente quando, deslumbrada por esse sentimento, perde a dimensão da realidade e fica certa que nenhum é mais forte nem mais belo do que o seu esposo.
Na Idade Média afirmava-se que o marido amava mais do que a mulher e amava com um amor mais nobre e distinto, uma vez que o marido estava para a mulher como o superior para o inferior, como o perfeito para o imperfeito, como aquele que dá para aquele que recebe, como o benfeitor para o beneficiado.
Mas amar o marido é uma atitude que poderá cair no âmbito de uma honrada submissão voluntária, mas, se a atitude de amar não for espontânea e voluntária, converte-se numa obrigação de amar o marido, condição que lhe é imposta como essencial derivada de ser esposa, revelando-se uma tarefa ingrata e marca de inferioridade.

A mulher é condenada a amar, de um modo total mas errado, num esforço contínuo de inadaptação a um amor que ela não tem para dar, constituindo-se como um objecto passivo deste suposto amor, que ela, apesar de tudo, deve fazer-se amar, para evitar que o marido a desconsidere, já que muitas vezes é pedido à mulher uma muda e total obediência.

Saber escolher uma boa mulher, ou, uma mulher bem preparada para o bom desempenho de esposa, parece-me ser a primeira dificuldade do candidato a marido e o primeiro pressuposto para se iniciar correctamente a vida matrimonial.

A tarefa não é fácil mas poder ser ultrapassada com o auxílio de alguns atributos. .A riqueza do dote é quase completamente irrelevante, mas a origem familiar, os costumes honestos, a beleza exterior, a idade (que deve ser substancialmente semelhante num e noutro membro para garantir homogeneidade no casal), são elementos indispensáveis para que exista concórdia e estabilidade.

Há uma passagem na Bíblia que rejeita uma beleza demasiado difícil de guardar e uma fealdade demasiado fastidiosa de suportar. Mas isso pode não ser bem assim, porque beleza e fealdade poderão estar directamente ligadas à fidelidade, uma obrigação recíproca dos conjugues, apesar de muitos maridos pensarem injustamente estar a ela menos vinculados que as esposas, sendo certo que a mulher «guarda melhor a fidelidade que o marido» derivado do temor Deus, do controlo do marido, da vergonha perante os outros etc.. etc.

Da reciproca posse do corpo, implica a exclusividade da relação e portanto uma mútua e absoluta fidelidade, requisito indispensável do matrimónio.
(continua)

João Brito Sousa
Bibliografia consultada: História das Mulheres de G. Duby e M. Perrot