sábado, 15 de novembro de 2008

HOMENAGEM A MARIA JOSÉ FRAQUEZA






























No dia 15 do corrente, a Costeleta, associada e poetisa escritora Maria José Fraqueza, foi homenageada na sua terra natal, Fuzeta.
Seguiu-se a inauguração da "Casa Museu Maria José Fraqueza", tendo sido descerrada uma lápida.
A nossa Vice-Presidente Isabel Coelho, em representação da nossa Associação, esteve presente nas cerimónias tendo captado as fotos que encabeçam esta notícia.
Também esteve presente o Presidente da Assembleia Geral da nossa Associação, Joaquim Teixeira.

As nossas felicitações.

Colocado por Rogério Coelho

INFORMAÇÃO

C O N V O C A T Ó R I A

Convoco os Membros da Direcção da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomaz Cabreira, para uma reunião ordinária no dia 18 do corrente pelas 14.30, na sua sede, edificio da Escola, Rua Manuel Arriaga, 2 e com a seguinte ordem de trabalhos:

PONTO UM - Informações;

PONTO DOIS - Discutir a sugestão, do Costeleta associado João Manjua Leal, inserida na página 2 do nosso Jornal "o Costeleta" nº 99, de Setembro, com o título "É PRECISO EDITAR A POESIA DO FRANKLIN..."

PONTO TRÊS - Tratamento e envio a todos os associados do nosso Jornal nº 100.


Faro, 13 de Novembro de 2008

O Presidente a) Libertário Viegas

JORNADA COSTELETA











































COM CASIMIRO DE BRITO,




INFORMAÇÃO:

No dia 19 de Novembro será apresentadas em Faro, pelas 21:30,
na Biblioteca António Ramos Rosa
a antologia
69 POEMAS DE AMOR
editada pela
4 Águas Editora, de Faro
e serão mostradas exposições bibliográficas
de António Ramos Rosa e minha, porquanto ambos completamos
50 ANOS DE VIDA LITERÁRIA.
Serão lidos poemas por actores,
falarei sobre o António Ramos Rosa e
José Carlos Barros
apresentará a referida Antologia.

A mesma Antologia será apresentada em Lisboa,
em 12 de Dezembro, pelas 18 horas, na Livraria Bullosa
(Campo Grande, 10-B – a Entrecampos)
e será apresentada por

12 de Dezembro, pelas 18 horas, na Livraria Bullosa
(Campo Grande, 10-B – a Entrecampos)
e será apresentada por
Maria João Cantinho
seguindo-se um beberete.

Saudações do
Casimiro de Brito.


Casimiro de Brito
Rua Emb. Martins Janeira, 15-6º.Esqº. 1750-097 Lisboa Portugal
Novo telefone fixo - 309928481 *** TM: + 351 93 626 8878
Email: casimirodebrito@netcabo.pt
Site: http://casimirodebrito.no.sapo.pt

O mundo não posso mudar —
deixa-me sacudir a areia
das tuas sandálias


JBS

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

ANIVERSÁRIO DE ASSOCIADOS COSTELETAS

Fazem anos em Novembro


16 – Maria Vitalina Carmo Martins; Fernando António Amaro dos Santos. 18 - José Glória Marrocos; Olandino Zacarias Caliço. 20 - José Félix Santos Jesus. 21 - José Eduardo Sousa Maurício; Maria de Jesus Guerreiro Bispo; José João dos Santos Bico. 22 - Aníbal Jesus Ruivo; Horácio Cavaco Guerreiro. 23 – Luís Manuel Pereira Martins. 24 - Dr. António Francisco Cruz; Vitélio Casimiro Cabrita; Maria de Lourdes Marvão Zambujal Chícharo. 25 - Joaquim Sousa Almeida Lima; Francisco Catarino da Luz. 27 - Ludgero Francisco Farinha; Maria Manuela Grade Oliveira Coruche. 28 - Joaquim Custódio. 29 - António Inácio Sousa Martins; Adelaide Luzia Oliveira Rocha. 30 - Francisco Lucio Jesus Gabadinho.
OS NOSSOS PARABÉNS
Pesquisa de Rogério Coelho

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

ELES TIVERAM NA CULATRA




VIVA A CAMARADAGEM COSTELETA.

HOJE O ALMOÇO FOI NA CULATRA,

ALINHARAM,


JOÃO MALAIA, ANTÓNIO PAULO, CARONHO, REINA E GINJÃO, MATIAS, MADEIRA, POEIRA e NUNO, JOÃO PARRA e LABRUNA


NA PARADISÍACA CULATRA,

Era vê-los....
a saltar
na praia

e a jogar

quem sabe de bola
não esquece
e até apetece

ver

uma antecipação
do Reina
ou uma defesa do Malaia
na Culatra

maravilhosa praia

Ver o Poeira parar a bola

que fica logo ali
e fazer de seguida a abertura
para o Madeirinha

que diz, a bola é minha

toma lá Caronho

Faz golo
uma jogada de sonho
destas que não se vêm

todos os dias

a bola agora é do Matias

que ninguém mais o agarra
Toma lá ó João Parra
Faz a finta num instantinho

e endossa ao NUNO AGOSTINHO

que manda brasa

E para o António PAULO
grande Keepeer
de antigamente
que me ganhou na final...

Um abraço e para os outros todos
igual.

CONVITE: O comboio ALFA sai de Faro às 7 da manhâ e chega aqui ao Porto às 13. Almoço, no PORTO, uma tripalhada e depois um jogo de fuetbol no Campo da Constituição. Tragam o João Pinto Faria, o Júlo Piloto, o Pepe, o Honorato Viegas e o Queixinho. E vocês venham todos, contas à moda do Porto, comoio 20 almoço 8. Vêem?

ps- O nome do GINJÃO figura aí como homenagem a todos os jogadores do Olhanense que já partiram entre eles o costeleta ARCANJO.

texto de
João Brito Sousa

ENTREVISTA A ANTÓNIO LOBO ANTUNES


PARA DEBATER E COMENTAR
(entrevista de Mário Crespo ao escritor António Lobo Antunes / texto retirado da net.)

SABER LER É TÃO DIFÍCIL COMO SABER ESCREVER

Podemos começar por falar de amor?
Se eu souber responder…

O título do seu novo romance, Eu Hei-de Amar Uma Pedra, nascendo embora de um canto popular, terá a ver, igualmente, com impossibilidades do amor?

Não sei russo, mas quando dizem que Pushkin empregava a palavra carne e sentia-se o gosto da palavra carne na boca, isso tem a ver com as palavras que se põem antes e depois. É a mesma coisa que amor. Os substantivos abstractos são perigosos.

Há uma personagem no livro, que, à quarta-feira, ao longo de décadas, vai, secretamente, a uma pensão da Graça, ama e ali morre…

Foi daí que o livro veio. Só mudei o sítio. Sempre me espantou essa extraordinária forma de amor. A sexualidade, sempre tão importante para mim - e continua a ser -, cada vez me parece mais vazia de sentido quando não há outro modo de diálogo e de encontro, embora seja muito difícil resistir ao desejo imediato.

Amor é algo mais?

A noção de amor varia de pessoa para pessoa. Muitas vezes estamos apaixonados ou estaremos agradecidos por gostarem de nós? Ou será que o outro é apenas alguém junto de quem nos sentimos menos sozinhos? Não sei bem o que é a verdade acerca do amor e duvido que haja quem saiba. Só tenho perguntas, não tenho respostas. Até que ponto o amor não é apenas a idealização de um outro e de nós mesmos?

Nunca é fácil salvar uma relação…

Uma coisa é o amor, outra é a relação. Não sei se, quando duas pessoas estão na cama, não estarão, de facto, quatro: as duas que estão mais as duas que um e outro imaginam. Não me preocupa muito. Preocupa-me em relação a mim mesmo, mas há grandes partes da minha vida que eliminei sem piedade. Não vou a jantares, não vou a lançamentos.

E não tem solidões?

Preciso e gosto de estar sozinho.

Ao fim de 25 anos de vida literária, celebrados hoje, quem é António Lobo Antunes para António Lobo Antunes?

Vida literária custa-me a engolir, soa pretensiosa. Digo que se passam 25 anos sobre a publicação do primeiro romance [Memória de Elefante], que andou em bolandas, de editora em editora, a ser rejeitado. Quando saiu, já tinha acabado mais dois livros. Mas 25 anos é muito tempo e serve para ver que já não terei mais 25 para escrever.

Em princípio, a morte não está nas nossas mãos…

Às vezes, a gente morre por desatenção. Outras vezes morre-se quando se pode. Mas, a maior parte das vezes, morremos porque se nos acabou a saúde. Não fomos feitos para a morte, a não ser para a morte voluntária. A involuntária sempre me pareceu uma tremenda injustiça, para não falar em crueldade.

A intensidade poética da sua prosa é para aliviar tensões entre as personagens?

Não me é consciente. Uma coisa para mim é clara: tenho de proteger os meus ovos, que são os meus livros. Se racionalizar as coisas, perco-as. Estaria a fechar portas a mim mesmo e a essas coisas, que não sei bem se me pertencem, e emergem com essa força. Nos momentos felizes, a mão anda sozinha. A cabeça está a ver ao longe e fica contente, porque são as palavras certas que a cabeça não encontraria. É a mão.

Como dissocia o escritor da obra?

Não tenho bem a sensação de o livro nascer de mim. Faço a primeira versão, trabalho muito a segunda, no entanto, depois de entregar o livro, não vejo provas, não faço mais nada. Tudo o que quero é fazer outro. O livro só existe quando estou a escrever. E o tempo é-me muito curto. Se fizer mais dois ou três…

Um autor acéfalo conseguirá realizar uma obra-prima?

Se tiver uma mão suficientemente grande… Prende-se com um conjunto de coisas: primeiro, é preciso ter lido muito. Aprende-se a escrever, lendo. E também é necessária uma grande humildade face ao material da escrita. É a mão que escreve. A nossa mão é mais inteligente do que nós. Não é o autor que tem de ser inteligente, é a obra. O autor não escreve tão bem quanto os livros.

Está a dizer-me que o livro, em relação ao autor, é uma mentira?

Estou a dizer que o livro é melhor do que eu. Não escrevo assim tão bem.

Quem escreve o livro por si?

Um dia, em conversa com Eduardo Lourenço, a propósito de criação literária, ele lembrava o soneto de Pessoa (de quem não sou grande fã e ele é), que fala de «emissário de um rei desconhecido (…)», uma espécie de mensageiro. Há uns tempos, disse ao telefone, ao meu agente, ter a sensação de que era um anjo que estava a escrever por mim. Lembrei- -me, então, que anjo quer dizer mensageiro. Quando estou a escrever, parece que estão a ditar-me e a mão a reproduzir.

Considera-se um predestinado?

Não. Isso até aumenta a humildade. Com o passar do tempo, há dois sentimentos que desaparecem: a vaidade e a inveja. A inveja é um sentimento horrível. Ninguém sofre tanto como um invejoso. E a vaidade faz-me pensar no milionário Howard Hughes. Quando ele morreu, os jornalistas perguntaram ao advogado: «Quanto é que ele deixou?» O advogado respondeu: «Deixou tudo.» Ninguém é mais pobre do que os mortos.

Despojamento, uma outra riqueza?

Quando uma pessoa morre, tira-se--lhe a roupa, objectos pessoais, o dinheiro, os óculos. Que vão vestir os mortos quando voltarem? Que dinheiro têm para comer quando voltarem? Morro, podem ficar os livros, mas os livros não são eu, que terei a boca cheia de terra e estarei no céu ou em parte alguma. Que diferença me faz? Quando voltar, com que óculos é que vou ler?

Como regressam os mortos?

E será que partem? Sou um homem religioso. Há um provérbio húngaro muito velho que diz: «Na cova do lobo não há ateus.» O nosso problema é se Deus acreditará em nós. Deus, porém, tem coisas incompreensíveis para mim. Acho que gosta muito dos tolos, porque não pára de os fazer. Mas, se calhar, o caminho de Deus terá tais profundezas que a gente não as entende. Tenho, sobretudo, a experiência das perdas. A perda de qualquer amigo é uma ferida que nunca cicatriza. A perda de pessoas de quem gostei, e que não são substituídas por nada, deixaram vazios que nunca serão preenchidos. Isso também ajuda a tornar-nos humildes.

Na desmultiplicação do narrador, em Eu Hei-de Amar Uma Pedra, todas as personagens se confrontam com perdas…

Dizem que os meus romances são polifónicos. Não são. É sempre a mesma voz que fala e gostaria que fosse também a voz interior do leitor. Ou melhor: essa voz não fala, nós é que a ouvimos.

Uma voz que se desdobra em vozes de muitas sombras?

Sombras, luzes. Gostaria que fossem vozes totais, para mim são vozes totais, porque trazem consigo carne, corpo. O drama é que a gente está a ler em folhas de papel. E, no entanto, nunca tive a sensação de fazer ficções.

O seu novo romance parte de fotografias. São o maior registo da memória?

Não acho que os romances sejam novos. Existem há muito tempo, à espera que seja capaz de chegar a eles. Em miúdo, conheci pessoas rodeadas de fotografias antigas. Perguntava quem eram aquelas pessoas, diziam-me ser o trisavô, todas pessoas mortas. Eu pensava: como podem estar mortas se olham para mim desta maneira, como se me conhecessem? Tinha a sensação de que as pessoas daquelas fotografias me compreendiam melhor do que as vivas. Naquelas fotografias amarelas subsistia a vida, o olhar. Na capacidade de transmissão de emoções e vivências, a fotografia sempre me fascinou. Nunca tirei uma fotografia, falta-me esse talento.

Mas temos fotógrafos geniais.

Não tirou fotografias às suas filhas?

A ninguém. Da mesma maneira que nunca gosto de me ver fotografado.

Acha-se feio?

Nunca lidei bem com o meu corpo. Vejo agora fotografias de quando era bebé ou de há 30 anos, e era bonito. Quando tinha 18 anos, as mulheres metiam conversa comigo.

Em dado momento da sua vida, isso foi razão para o tornar vaidoso?

Não era importante. Importante era que as mulheres fossem bonitas. As mulheres sempre exerceram um grande fascínio sobre mim.

Sentiu falta de um elemento feminino entre os seus seis irmãos?

Não podia sentir, porque não sabia o que era o elemento feminino.

Havia a mãe, as avós…

As mães, os pais não têm sexo. A mãe era a mãe, e mulher do meu pai. Também não sabia muito bem o que era ser mulher do meu pai. Julgo que todos os miúdos vêem os pais de uma maneira assexuada. Eu via a barriga da minha mãe a crescer mas não sabia qual o mecanismo que fazia com que a barriga da minha mãe crescesse.

Acreditava que os bebés chegavam no bico de uma cegonha?

Comigo era diferente. O meu pai estava na Alemanha, vinha uma vez por ano e a barriga da minha mãe começava a crescer. Sabia que tinha alguma coisa a ver com o facto de o meu pai ter estado cá. Mas nunca os vi beijarem-se, não sabia muito bem como aquilo era feito.

Não se falava de sexualidade às crianças. Hoje, o próprio ensino dá-lhe alguma atenção. É melhor?

Não faço juízos de valor, não sou médico.

É médico psiquiatra…

Já não faço nada disso. Só escrevo palavras. Nunca analisei essa parte, só me interessava tentar entender. Se analisarmos, não entendemos.

Como se chega ao entendimento sem análise, sem crítica?

Por osmose. Quando se critica, estamos a julgar. Se julgarmos já não compreendemos, porque julgar implica condenar ou absolver. Acho que era Malraux quem dizia: «A partir do momento em que a gente compreende, deixa de julgar.»

Que tempo vivemos: o do julgamento?

Tenho uma vida um pouco especial. Estive recentemente na Roménia, um país que me encanta e me faz reaprender o que é a liberdade. Um país muito parecido connosco…

No aspecto da liberdade?

No da latinidade. Quando voltei, havia todas essas coisas provocadas por este espantoso governo que temos. Tudo o que se tem passado me dá vontade de rir. Nós nunca vivemos em democracia, tal como os EUA não vivem em democracia. A democracia implicaria um referendar constante das decisões, e isso não acontece.

Há eleições…

Vota-se de quatro em quatro anos, mas, entre esses quatro anos, não nos pedem opinião. O que se tem verificado em Portugal, a propósito da liberdade de imprensa, não passa de uma luta de poder igual a tantas outras. De uma forma geral, olho para os políticos com uma indulgência divertida, sejam de que partidos forem. Há pouco tempo, estava no estrangeiro, num encontro com cento e tal escritores, e ouvi falar de Portugal por causa do «barco do aborto». Comentava-se que um ministro nosso terá dito: O mar português é um mar com princípios. Foi um motivo de troça à minha custa, que não tinha culpa nenhuma.

Portugal é diferente dos outros países?

Claro que não. Nem somos piores. E temos uma língua espantosa. E um clima maravilhoso. Cada vez me seria mais difícil viver longe de Portugal. Gosto muito do meu país.

Costuma ler as críticas à sua obra?

Devo ser dos poucos autores que não lêem as críticas, sejam boas ou más. O que faço ainda é cedo para ser compreendido. Tenho a sensação que estou a escrever coisas maiores do que eu. É preciso deixar passar um tempo. Talvez daqui a 50 ou cem anos seja tudo mais claro. Se uma pessoa está à frente do seu tempo, isso provoca reacções contraditórias. Mas há críticos excelentes que iluminam zonas de sombra dos livros. É também preciso grande humildade para se escrever sobre o que se lê e não julgar-se um livro com a nossa chave. Temos de aceitar que há livros muito bons de que não gostamos e livros de que gostamos que podem não ser bons.
Prefere que a chave dos seus livros fique na posse do leitor?

A chave vem com o livro. Saber ler é tão difícil como saber escrever.

Há quem tenha dificuldade em entrar nos seus livros…

Para mim, os livros que escrevo são óbvios e evidentes. Ao lermos certos autores muito bons - estou a pensar no Conrad -, parece caminhar-se no meio do nevoeiro e, de repente, o nevoeiro começa a levantar-se e o livro fica totalmente claro. Quando, aos 20 anos, via um filme de Bergman, aborrecia-me profundamente.

A partir de que idade começou a entender Ingmar Bergman, considerado o cineasta da memória?

A partir dos 40, comovia-me até às lágrimas. Era eu que não estava preparado para ver aqueles filmes e notar o quanto de mim existia neles. Nós somos casas muito grandes, muito compridas. É como se morássemos apenas num quarto ou dois. Às vezes, por medo ou cegueira, não abrimos as nossas portas.

Quando na sua escrita suspende a frase, a palavra, deseja deixar portas abertas? Pretende ter o leitor como um interlocutor constante?

Fui compreendendo que tinha de pôr a prosa a respirar de uma outra forma. É também uma maneira de pontuar. O problema é como isso se traduz para outras línguas. Neste momento, na Rússia, estamos com problemas de tradutores de português; traduz-se a partir do alemão. O português, em muitos países, é como o esloveno para nós. Um país onde se traduz maravilhosamente é em Espanha.

Que imagem tem da língua portuguesa, falada por 250 milhões?

Na sua maior parte, as pessoas que conhecem o português em alguns países conhecem o português do Brasil, cujo léxico e musicalidade são diferentes. Julgo que o meu português coloca problemas específicos. Estou a lembrar-me do problema que foi para um tradutor expressões como alto lá com o charuto. Todas as línguas têm a sua idiossincrasia. Uma tradução acaba por ser uma fotografia a preto e branco.

Sente-se bem a escrever em português?

É a minha língua, não me imagino a escrever noutra.

Nos seus livros faz sempre uma visita à infância. É o património mais vasto e rico da sua escrita?

Queria que os livros tivessem todos os tempos da minha vida. Talvez a partir de uma certa idade estejamos mais atentos à nossa infância.

Estou a lembrar-me de Séneca, que diz: «Ama como se morresses hoje.» No seu caso, escreve como se pudesse morrer hoje?

Não quero nada morrer hoje. Estou a meio de um livro, não o queria deixar imperfeito. E queria viver mais dois anos para fazer outro, e mais dois para fazer outro, como se andasse a negociar a vida. Gostaria de ter mais dez anos para escrever. E se calhar, mesmo morto, a mão vai continuar a avançar.

Quando poderá o escritor ter a percepção de que deve parar?

A partir de certo momento, tudo começa a ossificar-se. Muitas vezes não temos essa percepção.

Tem palavras por meio das quais procure um significado absoluto?

Tenho aprendido mais a escrever com os poetas do que com os prosadores. Em poesia, pelo menos nos poetas que admiro, cada palavra tem um brilho próprio. Mas não gosto de dividir as coisas em romance, conto, novela, poema.

Convoca tantas flores para os seus livros… Fazem parte da sua natureza?

Vivo sem flores, não tenho flores em casa. Vivo com livros e quadros, a maior parte oferecidos pelo Júlio Pomar. Nunca tive bens materiais. Nem uso relógio. Posso fazer a mala e ir-me embora. Não estou agarrado às coisas.

publicação de
João Brito Sousa

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

COMENTÁRIO OFICIAL DO FILIPE


PORQUE O COMENTÁRIO DO FRANCISCO FOI PUBLICADO DUAS VEZES, POR LAPSO, PUBLICAMOS AQUI O COMENTÁRIO CORRECTO COMO POST.


A MINHA OPINIÃO É:


Sou visita assídua deste blog, uma vez que as pessoas mais importantes na minha formação como Homem e tendo-as como referência, resolvi escolher seguir a via profissional do ensino, são também professores e membros desta associação.

Senhor Adolfo Contreiras, é notória a falta de conhecimento de V. Exa pelo que se passa actualmente nas escolas do nosso país. Vejo nele um pouco da cegueira e do autismo da nossa Ministra da Educação.

Apelidar de "manifestação da má vontade" ao que aconteceu na tarde do dia 8 nas ruas de Lisboa, só revela que o senhor desconhece o que o M.E. tenta impor aos professores. O conjunto de imposições a que me refiro, e ao contrário do que seria de julgar não foram tomadas tendo como preocupação os nossos estudantes e não visam de forma alguma o seu sucesso educativo. São somente um instrumento para uma enviesada avaliação do estado da educação e das suas estatísticas em Portugal.

Esta manifestação foi, ao contrário do que o senhor pensa, um enorme sucesso, um verdadeiro exemplo de força e união, ou o senhor também é daqueles que pensa que os 120 mil foram convocados pelo PC?? Tenho as minhas dúvidas.

Um pequeno exemplo de como este Modelo de Avaliação do Desempenho, é condenável, para além de configurar uma arquitectura burocrática absurda e desajustada daquilo que é relevante no processo de ensino/aprendizagem, pode desencadear, no quotidiano escolar, processos e relações de extraordinária complexidade e melindre, mercê de contingências disparatadas, como os avaliadores de hoje serem avaliandos amanhã, e vice-versa, avaliadores com formação científico-pedagógica e académica de nível inferior aos avaliandos, ou ocorrerem avaliações da qualidade científico-pedagógica de práticas docentes empreendidas por avaliadores oriundos de grupos disciplinares muito díspares (os quais, nem sequer foram objecto de uma formação adequada em supervisão e avaliação pedagógica, quanto mais científica).

Alerto ainda V. Exa. para os graves problemas de indisciplina que se vivem nas nossas escolas e que são mais que muitos e não se resolvem como na década de 50, quando os membros desta associação ocupavam os bancos da escola. E que este modelo de avaliação de desempenho imposto pelo ME, quer avaliar os professores em função da sua relação com a comunidade escolar.

Sou professor com muito orgulho e preocupo-me com o sucesso dos meus alunos, quando me sinto prejudicado e injustiçado, sou capaz de abdicar do meu descanso semanal, as vezes que forem necessárias para me deslocar sem medo a Lisboa, e reivindicar justiça. Sim, porque agora podemos fazê-lo, ao contrário do que acontecia nos saudosos anos 50 e 60, sempre recordados neste blog, em que poucos, mas bons tiveram coragem de o fazer.

Portalegre, 12 de Novembro de 2008
Francisco José Marques Alves Miguel

PS- O Prof. Francisco José M. Alves Miguel, é filho e sobrinho de costeletas e foi por mim convidado a participar, com pequenos textos, porque me disse ser amigo do blogue e visita assídua.


Publicação de
João Brito Sousa

OS PROFESSORES/ TEMA PARA DEBATE


PROFESSORES
retirado de APGorjeios

e solicitado autorização ao

ADOLFO PINTO CONTREIRAS


Assisti, desde a passagem da cabeça da manisfestação no Rossio até à passagem da cauda nos Restauradores, durante cerca de duas horas, à grande manifestação de má-vontade dos professores contra a avaliação e não carreira única.

Quem passou pelos vários graus de ensino sabe, de experiência própria, que em cada e todas as escolas há um restrito núcleo de bons e dedicados professores vocacionados para ensinar e que valem ouro, enquanto um largo grupo cumpre o dever a que está obrigado mais preocupado consigo próprio e a carreira do que com a escola e o ensino, e ainda resta um razoável naipe de professores feitos a martelo que o são apenas como modo de vida e futuro garantido que nem a receita pré-estabelecida são capazes de aplicar devidamente.

Estes últimos são irrascíveis quanto a qualquer mudança, os cumpridores indiferentes deixam-se arrastar pelo medo a alguma perda de privilégio e fazem grupo com aqueles e tornam-se, em algumas escolas, grupos activos maioritários enquadrados e dirigidos por sindicalistas com objectivos partidários.A síntese perfeita do espírito da contestação está nas declarações da professora Beatriz Duarte ao "Público" do dia 9 : -Se for preciso, manifesto-me todos os fins-de-semana-.

Nem mais nem menos, o trabalho de avaliação é uma canseira insuportável para a qual não está disponível, para tal peditório não dá o seu tempo, mas se for preciso dará todos os fins-de-semana para desfilar semanalmente em Lisboa ou qualquer lugar do país. A professora acha que dar algum do seu tempo extra ao serviço do ensino estorva insuportavelmente a sua vida pessoal ou familiar, mas está alegremente disponível para, durante a semana reunir, discutir, estudar, preparar e organizar a deslocação e sobre esse tempo ainda dá mais tempo, e duro, para desfilar um dia inteiro em marcha lenta cantando, dançando e apregoando slogans. E se entender necessário fá-lo-á todas as semanas, e viva a festa.

publicação de
João Brito Sousa

terça-feira, 11 de novembro de 2008

CORREIO DA LÍDIA


2008.11.11


1 - NOTÍCIAS DE VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO


1.1 - AURÉLIO MADEIA, com um abraço.

Como já me apercebi que não sabem o paradeiro de alguns costeletas, tomo a liberdade de informar o paradeiro daqueles que conheço. Começo pelo costeleta Senhor Aurélio José Gonçalves Madeira.Também fui aluna deste costeleta e guardo boas recordações desses tempos.Reside em Vila Real de Santo António e em Faro
Foi funcionário do Banco Nacional Ultramarino, já está aposentado. A convite do Dr. José de Campos Coroa, a determinada altura acumulou funções de professor na Escola Industrial e Comercial de Vila Real de Santo António.

Foi um dos fundadores do grupo de teatro António Aleixo, fiz parte do grupo juntamente com outro costeleta

Senhor Benjamim da Graça Viegas. co um abraço do BRITO de SOUSA

1. 2 - Quando fui aluna do Prof. Aurélio Madeira, como eu era das mais desinibidas, um dia pelo Carnaval as minhas colegas pediram-me para oferecer ao Prof. um ramo de flores impregnado com pó de espirro. O professor que gostava pouco ou nada de brincadeiras, agradeceu a gentileza mas atirou o ramo de flores para o caixote do lixo e por mais que eu insistisse recusou-se a cheirar as flores. Mesmo assim ainda hoje somos amigos.


1.3. - JÁ GORA GOSTAVA DE SABER NOTÍCIAS DO ALEIXO e da BAPTISTA aí da FUZETA. QUEM SABE?...


Publicação de

JBS

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

CORREÎO DA LÍDIA MACHADO


1- PARA,

MARIA JOSÉ FRAQUEZA

DA: ´LÍDIA MACHADO


Muito boa noite !
Aqui vai a resposta para a Senhora Professora Maria José Fraqueza:-Continuo a morar em Vila Real de Santo António, na Rua António Capa, nº 32

Telefone 281541583
Telemóvel 917430522
lidiamachado@sapo.pt


Adorava encontrar-me com a Senhora para recordarmos os bons momentos que a Senhora nos proporcionou. A Senhora irradiava uma alegria constante. estava sempre muito bem disposta.A minha turma foi a primeira turma mista daquela escola.

Um grande abraço da ex aluna

Lídia Machado (ao tempo Lídia Amaro)
CumprimentosLídia Machado

2 - PARA

MESTRE OLÍVIO

DE: LÍDIA MACHADO


Muito boa noite !

Se o meu amigo me permitir gostava de deixar o meu testemunho acerca do GRANDE MESTRE OLÍVIO"OLÍVIO CABRITA ADRIÃO"

Não fui aluna do Mestre Olívio, como é óbvio. Fui aluna da Esposa, Senhora Professora Dª Maria da Luz Adrião, que infelizmente já não se encontra no meio de nós.Privei de perto com o Mestre Olívio.


Visitava o casal com alguma assiduidade.No pós 25 de Abril, tive conhecimento que um mestre da escola Industrial e Comercial de VRSAntónio, exigiu a todos os alunos que o tratassem por professor. Um dia fui visitar a Dª Maria da Luz e o Mestre Olívio e quando o cumprimentei perguntei-lhe:

- Como está Senhor Professor Olívio ?
Recebi como resposta:
_ Minha menina, professor não, Mestre.
professores há muitos mas mestres há poucos, continue a tratar-me por Mestre, eu não sou o meu colega...

Conheço muitos ex alunos do Senhor Mestre Olívio e tal como em Faro também aqui em Vila Real todos quando se referem ao Mestre Olívio lhe reconhecem as excelentes qualidades quer como Mestre quer como Homem, era amigo de todos e dizem que nunca o viram mal humorado.


Quero enviar daqui um grande abraço para o Mestre Olívio do Machado e da LídiaCumprimentosLídia Machado


3 - Parabens À LÍDIA


Muito simpática as tuas mensagens para os teus professores. Gostava de ter tido alunos assim.
Acho que tu e os professores aqui citados se devem sentir orgulhosos.
Publicação de
JBS

EQUIPA DE FUTETBOL DA ESCOLA DE 54



Malaia, Gralho, Pinto Faria, Julião, Prof. Américo, Jacinto Ferrira, Júlio Piloto e Basto.


Soeiro, Nuno, Parra, Orlando Bica e Eugénio





Equipa de futebol da Escola Comercial e Industrial de Faro que conquistou o título provincial do Algarve em 1954, nas actividades da MOCIDADE PORTUGUESA.

JOÃO MALAIA - Um homem destinado para jogar à baliza. Alto concentrado, boas mãos, excelente tempo de salto, seguro, bom comandante da defesa, mandão na pequena área, arrancou grandes exibições a jogar nessa equipa e nesse torneio.

JÚLIO PILOTO – Era um nº 2 aguerrido. Marcava bem em cima ou a zona. Fazia o corredor todo pois era possuidor de uma boa corrida. Jogou no Benfica, Vianense e...

JACINTO FERREIRA – Um grande jogador como central. Poder físico excepcional, antecipação, salto, e muito bom a sair a jogar Jogador tacticamente possante e rápido sobre a bola.

PINTO FARIA – Jogava a lateral e a central e sempre bem. Fisicamente possante, boa corrida e bom no desarme Chegava à linha de fundo e cruzava bem..

JULIÃO – Um quarto de defesa de grande qualidade. Seguro no desarme, bom no passe e uma boa muleta para o central com quem aliás se entendia muito bem.

BASTO- Um talento de jogador. Boa colocação no terreno, bons lançamentos, bom remate, técnica acima da média, em suma um jogador esclarecido.

GRALHO – Rápido com a bola nos pés, jogador que centrava mito bem e que fazia golos. Fez bons jogos durante o campeonato. Era o MORENO da selecção argentina de 48.

NUNO.- Jogava ora a ponta direita ora a interior. Muita habilidade, criatividade e arte. Marcava muitos golos. Foi internacional júnior.

JOÃO PARRA – Era um Peyroteo autêntico. Jogava de braços abertos e com a bola dominada nunca a perdia. Tinha a habilidade do Jorge Mendonça, o remate do António Mendes, a colocação no terreno do Sampaio, os melhores juniores do seu tempo.

ORLANDO BICA – Pensador de jogo, habilidoso, grande capacidade de entrega, bom remate e bom espírito de entreajuda. Fazia recordar o Labruna da selecção argentina de 48, la maquina como lhe chamavam .

EUGÉNIO – Não era extremo mas não tinha lugar no meio. Vinha busca a bola ao meio campo como Zagalo na selecção brasileira de 56


Texto e publicação de
João Brito Sousa

domingo, 9 de novembro de 2008

CINEMA. FUI VER "PARIS"


RECOMENDO O FILME,

O enredo é interessante e leve, mas com mensagem pesada e porque no fillme pode apreciar-se um pouco dessa cidade dotada de uma beleza extrema e serena, com um património único e absolutamente maravilhoso e quase indescritível, desde os cafés e lojas de charme do Marais aos despertares românticos na Place des Vosges, da perfeita simetria do Jardin du Luxembourg ao requinte inusitado da Rue de Bonaparte e das montras gulosas de Pierre Hermé, do luxo da Place de Vendôme às jóias da gastronomia Gaulesa na Place de la Madeleine, tudo em Paris brilha como ouro, aparenta perfeição e prazer imediato, desperta para o melhor que a vida tem.

É fácil deixarmo-nos perder pelos Boulevards em que a vida ganha contornos de eternidade, pelo cheiro das Boulangeries onde cada fornada sabe sempre a pouco, pelo entusiasmo da descoberta dos lugares mais pitorescos e recônditos que só revelamos a amigos do peito.
E depois tem o Louvre onde estão representados, no domínio das artes plásticas, os maiores artistas que o mundo pôde admirar, o Moulin Rouge e as Folies Bergére admiráveis instituições de cultura popular e erudita, teatro e canto, por onde passaram Maurice Chevalier, Edit Piaff, Ives Montand, Charles Aznavour e outros, les Chans Elisés.... a Torre Eifel, onde na Páscoa costuma estar carregada de ingleses....

(parte do texto retirado dum panfleto de Agência de Viagens)

Publicação de
JBS

sábado, 8 de novembro de 2008

SIMÕES JÚNIOR NÃO É COSTELETA


MAS É UM GRANDE POETA ! ...

Para além de tudo isto...
A alameda neste penumbrático cair de tarde parece estar impregnada dum subtil mistério.
E os repuxos do lago, como gotas de orvalho, choram a agonia do Sol crepusculando-se...

Uma sensação de morte penetra o arvoredo;
caem folhas em meu redor...

Mas a vida não acaba aqui ou ali,neste mar doce de tristeza, onde minha alma se banha.- A vida continua lá fora,fora dos muros do jardim.

Aqui,em redor do lago, sem cisnes de lenda,meninas bonitas, com feias à mistura, passeiam, passeiam,sonhando a vida(como se a vida fosse feita para sonhar!)No coreto, iluminado de matizadas cores,a banda da vila, de farda amarela,estrídula música.E então!tudo fica suspenso do som, das notas, do ritmo,das estrelas...

Nascem muralhas de ilusões a interceptar o que para além do recinto do romântico jardim,possa subsistir.

Mas mesmo assim...a paisagem do meu beco é inescurecível.

De qualquer maneira será inútil este cartaz de tintas baratasque quase não chega a ter coloração.Amanhã choverá,e este cenário reles de cartãos e desbotará e a tinta humedecida em faces de mulher,dissolver-se-á aos poucos e gotear-se-á no chão.- Sim, amanhã choverá,será um dia sensacional,algo de anormal se dará,desfraldar-se-ão mil bandeiras.Sim, porque na minha alma ergue-se-me ao hiper da sensibilidade,um posto de T. S. F.que emite alucinadamente S. O. S., S. O. S.,na escuridão, que a luz fosca desta ilusão com música e meninas no jardim,não consegue iluminar.

0 jardim está povoado de árvores frondosas,e os gradeamentos emaranhadas de trepadeiras floridas,mas mesmo assim,o clamor das gentes das casas do meu beco chega até mim.

Para além de tudo isto que é fútil,que é fútil,e meus olhos vêem e a música insinua a vida tumultuosa continua,continua.
Publicação de
JBS

QUEM SABE DO ZARALHO


LARGO DA SÉ, 1930
o Ruivo é que contava esta....

A Escola também foi aí.

Nesse tempo, os polícias queriam apanhar a malta que jogava `a bola no Largo. As equipas estavam em grande forma, chegavam cedo para as aulas e lá vai disto... uma jogatana para animar a coisa....

Às tantas o polícia veio e terá dito lá para com ele: Hoje vai haver caçada.... Arruma a cesta a um canto e vai direito ao que estava mais próximo, que era o guarda redes da equipa que atacava para baixo e arreia umas punhadas no amigo Zaralho.

É lógico que o Zaralho desapareceu.. qual aulas qual quê... Mas o Zaralho jurou a si mesmo... se um dia te apanho a jeito, vais ver...

Bom, a malta não desanimou.

Um dia o Zaralho ficou a suplente, não estava a jogar Mas o polícia veio e colocou a cesta ao canto do Largo e veio dar caça à malta, descendo enquanto o Zaralho subia até ao local da cesta.

E uma vez aí, lá vai disto, aplica uma biqueirada na cesta, `a Eusébio e os pratos foram para o galheiro.

O polícia ouviu e disse lá para com ele.... ah ... ladrão que me partiste a loiça toda....

Isto é verdade ó Zaralho?

Onde é que andas. Vem contar isto á malta, pá...

publicação de
João Brito Sousa



sexta-feira, 7 de novembro de 2008

PARA UM DEBATE DEMOCRÁTICO


DO COLEGA ARNALDO SILVA, RECEBEMOS O SEGUINTE COMUNICADO.

Censura no nosso BLOG?!

Discordo em absoluto!!!

E não compreendo as razões, conhecendo, como conheço, a postura na vida do amigo Brito de Sousa.

Os Administradores serão donos e senhores, com o direito que lhes assiste como criadores deste espaço. Mas não lhes fica bem censurar qualquer comentário, por mais eatapafúrdio ou insultuoso, que uma mente mais preversa e estupidamente mal formada se lembre de vir aqui publicar.

Alguns argumentos para que se deixe a censura de parte:

1 - Este espaço já não é pertença exclusiva dos seus progenitores. Como um filho que cresceu, ele emancipou-se, partiu para a vida comunitária, tornou-se membro da Família COSTOLETA, é nosso! Os autores devem limitar-se a dar-lhe conselhos e sugestões;

2 - É consabido que emitar opiniões em público é sujeitar-se a receber críticas, insultos, comentários menos agradáveis, opiniões discordantes;

3 - A indiferença e o desprezo, ignorando insultos a coberto do anonimato, é sempre a forma mais elementar de responder a tais cobardias;

4 - Este espaço virou uma espécie de tertúlia onde a Família COSTOLETA se habitou a vir trocar ideias. Coartar a expontaneidade desse diálogo, desculpem, meus amigos, em minha opinião, não assenta bem em quem tomou tal inicitiva.

Pensem nisso, Reconsiderem.

arnaldo silva
felizmente reformado

PUBLICAÇÃO DE
JBS
COMENTÁRIO de
Jorge Tavares -1950/1956 disse...
Concordo em absoluto com a opinião do Arnaldo Silva.Todos os pontos colocados significam lucidez de análise.Dou os meus parabens.Aproveito para lamentar não me recordar do Arnaldo Silva. Será que uma foto, os anos de frequência na Escola, me ajudariam?Um abraçoJorge Tavares
COMENTÁRIO DE UM ADMINISTRADOR
Face ao que se diz acima, passo a expôr em meu nome pessoal:
1 - Discordar é legítimo, democrático e aceitável.
2 - Na qualidade de ADMINISTRADOR não me considero dono de nada nem nunca esteve no meu horizonte proceder à censura.
3 - Estou farto de dizer que este espaço não é pertença dos progenitores. Tenho vindo a dizer que este espaço é nosso.
4 - Nunca rejeitei críticas, comentários menos agradáveis, opiniões discordanes. Insultos não gosto e não percebo porque hei-de ser insultado. .
5 - Não pretendo ser indiferente nem desprezar ninguém.
6- Não coartámos nunca a expontaneidade do diálogo.
7 - Dizer que, não assenta bem em quem tomou tal iniciativa é uma atitude prepotente e é uma opinião que não susbcrevo.
8 - Concordar com a opinião do Arnaldo Silva é legítimo, dizer que todos os pontos focados são de análise lúcida é legítimo, mas .. . é bom recordar aqui, que o Jorge Tavares se manifestou contra os comentários anónimos e é bom dizer aqui também, que uma das causas próximas da análise prévia instaurada, foi precisamente um comentário anónimo, considerado por mim como insultuoso, que julgo ter esse direito de não querer ser insultado.
9 - O comunicado do Arnaldo Silva contem palavras que materializam inverdades como tentei provar acima e em nenhum local do seu texto, parece-me, se referencia um aspecto positivo do blogue. E isso não é justo. E eu estou apenas disponível para um debate sério e construtivo. É que também se pode dizer não construindo, sabiam...
10 - Neste comentário não quero deixar de felicitar o costeleta Jorge TAVARES por ter sido dos primeiros a colaborar connosco. Mas, que me lembre, sempre a dizer mal, sempre na critica destrutiva.
11 - Lamento dizer-vos que os valores costeletas foram violados. INTRIGA não; SOLIDARIEDADE sim.
12 - As vossas palavras e atitudes não me incomodaram nada... mas... não gostei, claro. Gostava que o debate continuasse entre todo o universo costeleta e que fosse um debate digno. Por mim, tenho dito.
Este comentário é da exclusiva responsabilidade do
JOÃO MANUEL DE BRITO DE SOUSA

O COSTELETA MÁRIO LARANJO


RESIDE EM OLHÃO,


FOI UM TAP DO TEMPO DO ZÉ MORGADO, ZÉ GUERREIRO, WINEBALDO CHARNEC , ANTÓNIO BARÃO, JORGE XAVIER E OUTROS CCOMO DOGO COSTA SOUSA, HERMENEGILDO SOARES E...


A PEDIDO DO ARNALDO SILVA, AÍ VAI O TELEFONE DO MÁRIO QUE É O 289 706 439
ab.
João Brito Sousa

PARA O SENHOR MESTRE OLÍVIO


DEPOIMENTOS
colhidos por João Brito Sousa
DE
Joaquim André Ferreira da Cruz

"Como aluno e "aprendiz de HOMEM" ( naqueles 12, 15 anos era tudo o que se nos pedia ), guardo as mais gratas recordações de Mestre Olívio; parece que ainda tenho a imagem bem presente da sua grandeza de Alma, quer pela serenidade que colocava nos gestos quotidianos no seio da nossa aprendizagem, quer pela atitude que transparecia a cada momento, e cuja expressão, no seu rosto, deixava antever, cristalinamente, uma profunda dignidade de espírito.

Tom de voz elevado, uma palavra de censura, um ar distante do aluno, nunca, em nenhuma circunstância lho ouvi; sempre um gesto de compreensão, uma palavra de estímulo, um ligeiro sorriso; como professor que fui, hoje, entendo ainda mais perfeitamente quanto a sua figura, verdadeiramente de MESTRE, relevava de todos os outros professores. Guardo na minha memória apenas duas simples palavras para ele : respeito e gratidão."


e do MAURÍCIO SEVERO

Um abraço ao MESTRE Olívio. Embora não tivese sido seu aluno, mas sim
do MESTRE Guerreiro, sempre tive por ele grande admiração pela maneira amiga com que lidava com a
"malta" . Lembro-me do pequeno motor construido nas oficinas, que hoje julgo estar num Museu, que a ele se deve e à participação
dos alunos que ele estimulava na
aprendizagem de todos os trabalho
oficinais.

Merece ser lembrado sempre por aqueles que receberam dele o ensinamento que os projectou
nas suas vidas profissionais

BEM HAJA MESTRE ! MANTENHA-SE
ENTRE NÓS DURANTE MUITOS ANOS .

MAURÍCIO SEVERO DOMINGUES
Estoril,6 de novembro de 2008
e do ARNALDO SILVA
O MESTRE Olívio,
Saí da Escola em 61, com o Curso do Comércio e as Secções, que me permitiram continuar estudos em Lisboa.Para frequentar a Escola ora me deslocava de Tavira ora de Messines. Aí, nesses comboios (automotoras) a convivência era total entre a malta da Indústria, do Comércio e do Liceu.
Aí se cimentaram muitas amizades e se comentou tudo, acontecimentos académicos ou não. Conheci muita rapaziada da Indústria e sempre que o tema era a Escola, formas de ensino, postura de professores, seu relacionamento com os alunos, o nome do MESTRE Olívio surgia no topo das referências, sempre com a alusão de que era mais um amigo do que um Professor, que sempre tratava com alto grau de humanidade os seus alunos mesmo quando algo não lhes corria como deveria ter corrido, com uma palavra de aconselhamento, visando o futuro do homem em formação.
Como "costeleta" que se presa, muito me apraz registar esta homenagem a um Grande Homem da nossa Escola.
arnaldo silva
felizmente reformado

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

AO GRANDE MESTRE OLÍVIO











MEU CARO ROGÉRIO,

Muito obrigado pela deferência que fazes ao meu texto...”O BOM DIA AMIGO!...” publicado no “AVEZINHA”.

Quanto ao reparo que fazes no que toca ao Mestre Olívio, imaginei em tempos idos esta entrevista com o MESTRE, a partir de uma citação do RENATO, seu aluno e que vai aí à frente, e publiquei-a no blogue

Porque nunca é demais falar dos Grandes Mestres, a entrevista vai ser publicada de novo, agora com opiniões de alunos seus.

Depois de imaginar e escrever a entrevista, li-a ao Mestre, que a aceitou em pleno, tomou conhecimento dela e disseram-me mais tarde, que se comoveu.

Modéstia à parte, a entrevista, parece-me um excelente documento humano. (Lá está o egocêntrico .. dirá o meu amigo anónimo costeleta. Danei-me com ele ... mas parece que tem razão)

À CONVERSA COM O COSTELETA

MESTRE OLÍVIO CABRITA ADRIÃO. (entrevista elaborada e lida ao senhor Mestre Olívio, cuja autorização de publicação foi obtida via conversa telefónica de ontem às 17h e 20 m para o telefone nº 289 360 584 )

“Salvar um homem é apenas salvar um homem; salvar um rapaz é fazer uma tábua de multiplicação”

OLIVIO CABRITA ADRIÃO

Nunca tive aulas com ele e conversámos apenas uma vez ou duas. Mas tinha boas referências dele por parte de colegas da Indústria. Estava sentado num banco de um jardim na cidade. Apresentei-me e falámos durante umas duas horas. E deu nisto.

Há professores que nunca encararam bem que os alunos se lhe dirigissem tratando-os por Mestre. Como foi com o senhor?

Nunca tive esse problema. O meu trabalho era nas oficinas pelo que aceitei bem a designação. Sempre entendi que a relação com os alunos tinha que ser fraterna, dando-lhes tudo e recebendo deles o possível. Se me tratavam por Mestre, eu nunca entendi isso como menor consideração. Eu queria formar homens válidos que no futuro, com os conhecimentos adquiridos, pudessem contribuir para que na sociedade houvesse igualdade de oportunidades. Os alunos deveriam ser a minha imagem, que sempre pugnei por uma sociedade mais justa.. Nesse sentido ser Mestre dos meus alunos, sobretudo ser reconhecido como tal, era gratificante.

O RENATO, seu aluno de Olhão disse-me que o senhor uma vez, ao ver um aluno da Escola arrancar uma flor, se lhe teria dirigido e lhe tinha puxado por um cabelo para o arrancar, coisa que o aluno não gostou. Lembra-se disso?

Não me lembro, mas admito que seja verdade, porque a minha forma de educar é através de exemplos. Jesus Cristo, que foi o Mestre dos Mestres educou com parábolas. E eu entendo que essa é a melhor forma de educar por uma razão simples. É que os jovens têm um sentido muito apurado do que é a injustiça. E se formos injustos com educando o processo educativo pode falha. E nós educadores não podemos falhar, porque num certo sentido o País é o reflexo do nosso trabalho.

Os alunos de hoje são diferentes dos alunos do seu tempo?

São diferentes para melhor, creio eu. Não se esqueça que há cinquenta anos atrás os pais dos nossos alunos pouco sabiam ler e escrever. Hoje, qualquer puto tem aptência para dominar a informática e isso é um grande avanço. No aspecto do potencial, os alunos têm mais possibilidades. Mas terão que ser educados no sentido de ganhar hábitos de trabalho, porque sem trabalho ninguém vai a lado nenhum. E os alunos de hoje não querem trabalhar, querem facilidades. Um exemplo de facilidades é o uso da máquina de calcular na aula. O aluno sabe utilizar a ferramenta mas desconhece a razão científica desse saber, quer dizer, o aluno de hoje não sabe que existe uma operação de multiplicar de 4 x 4 = 16..

E isso é mau?

É pior que mau, é péssimo. É o saber sem saber.

A nível de comportamentos em sala, alguma vez teve problemas?

Nunca tive problema algum nesse domínio. O aluno era um amigo e eu transferia-lhe confiança pela via do conhecimento e da competência. Um professor assim raramente tem problemas na sala. O conflito surge quando o aluno encontra uma falha na actuação do professor. Porque o aluno espreita-a e espera encontrá-la. E se sim era uma vez um professor.

Tem saudades do tempo em que leccionava?

Não tenho. Agora faço outras coisas que me dão igual prazer. A vida exige de nós uma adaptação a cada momento em que a temos de viver. É com o gostarmos muito de ter visto jogar o Eusébio. Mas ele já não joga; agora é Cristiano Ronaldo.

Tem visto os seus alunos?

Sim, às vezes vejo-os por aí. E juntamo-nos aí num café na cavaqueira. É agradável e reparo que eles têm ainda simpatia por mim o que é, para mim, muito gratificante.

Tem visto o blogue dos costeletas?

Não tenho visto mas vou ficar com o endereço para dar uma espreitadela. Mas já me falaram bem dele..

Quer deixar aqui alguma nota especial?

Queria deixar a todos aqueles que foram meus alunos, uma palavra de agradecimento, porque eles é que fizeram de mim um bom Mestre de Oficinas e de certa maneira também o homem que hoje sou. É que o aluno obriga-nos a dar o nosso melhor em prol da profissão e dos destinatários dela, que são precisamente os alunos.

Lembra-se de algum aluno em especial?

Recordo-me de todos os bons alunos, porque esses nunca se esquecem. E além disso, tive muito orgulho em ser Mestre de Oficinas na Escola Industrial e Comercial de Faro.

Mestre, até sempre.

E despedimo-nos.


OPINIÕES DE ALGUNS ALUNOS DO MESTRE OLÍVIO.

1 - ... O lema do MESTRE OLÍVIO era:...." numca me deito dia nenhum sem saber mais à noite do que sabia de manhã"......
Eu pessoalmente folgo por o saber ainda entre nós..
Diogo COSTA SOUSA (Washington/ USA)
2 - A base do meu bom desempenho, como mecânico de aviões em todo o Mundo devo-o a esse grande HOMEM, PROFESSOR e MESTRE....

OBRIGADO MESTRE. João MALAIA

3 – O que aprendi com o MESTRE OLÍVIO foi a base do meu desempenho profissional e foi isso que ensinei no Ensino Superior.

JOÃO VITORINO MENDES BICA

4- - O mestre OLÍVIO foi um Grande Mestre, um Grande Professor e sobretudo um Grande Homem.

NUNO AGOSTINHO

5 – Um Grande Homem, um grande Professor, um grande Amigo e sobretudo um Bom Conselheiro. A Escola não seria a mesma coisa sem o MestreOLÍVIO.

VITOR CARONHO

6 – O Mestre OLÍVIO foi um Grande HOMEM, um Grande Professor e um excepcional condutor de homens.

BERNARDO ESTANCO DOS SANTOS.

7 - O Mestre Olívio faz parte do património cultural da nossa Escola e foi ele que nos ensinou a ser homens.

JOSÉ ELIAS MORENO

8 - De bata azul... estou a vê-lo. Parece que todos os dias me lembro dele. Um grande homem e um grande amigo.

MANUEL JOÃO POEIRA.

9 - O Mestre Olívio foi um grande senhor do ensino em PORTUGAL.
OBRIGADO Mestre (esta mensagem resultou de conversa telefónica. Mas o Joaquim Cruz eviou-me email, cujo conteúdo tem direito a post e vai ser colocado com a data de amanhã)

JOAQUIM ANDRÉ FERREIRA DA CRUZ

10 - Não fui seu aluno mas considero-me orgulhoso de pertencer a um estabelecimento de ensino que teve professores como o senhor.

JOÃO BRITO SOUSA

CONCURSO DE ARTES VISUAIS

Escola Secundária Tomas Cabreira
"Comemorações dos 120 anos"
CONCURSO de ARTES VISUAIS
Regulamento do concurso
1. Introdução
Este concurso é promovido pela Escola Secundária Tomás Cabreira, em Faro e pela Associação dos Antigos Alunos da Escola Secundária Tomás Cabreira, integrando-se nas Comemorações dos 120 Anos da Escola, 100 Anos do Edificio e 90 da Morte do Patrono, Tomas António da Guarda Cabreira.
2. Objectivos
· Promover o conhecimento da vida e obra de Tomás Cabreira;
· Incentivar a prática da cidadania;
· Promover o relacionamento escola/região e inter-escolas;
· Valorizar o Património Cultural da região;
· Desenvolver a consciência histórica e cultural e cultivar a sua disseminação;
· Desenvolver capacidades de representação, expressão e comunicação;
· Explorar diferentes suportes, materiais, ins~rumentos e processos;
3. Tema
"Tomaz Cabreira" é o Tema do Concurso pretendendo-se, com esta iniciativa, prestar homenagem e dar a conhecer a figura e a obra deste ilustre algarvio.
4. Destinatários
Podem participar neste concurso todos os alunos dos Ensinos Básico (70, 8° e 9° anos) e Secundário (10°, 11 ° e 12° anos) do Algarve, a nível individual.
Cada concorrente pode apresentar até três trabalhos a concurso.
5. Normas
Os alunos podem concorrer nas modalidades de desenho, pintura ou técnica mista, não devendo ser utilizado vidro ou outros materiais demasiado frágeis.
As obras poderão ter qualquer formato que não exceda as dimensões de uma folha A3.
Os trabalhos deverão conter, no verso, o(s) nome(s) does) aluno(s), idade(s), turma, escola a que pertencem e respectivo e-mail, ou telemóvel de contacto, para além do nome do professor responsáveL
6. Prazos
Os trabalhos a concurso deverão ser entregues até ao dia 09 de Janeiro de 2009, na Escola Secundária Tomás Cabreira, Rua Manuel Arriaga N°2 8000-334 Faro ou enviados pelos serviços dos CTT, com registo, para a mesma morada com data limite de 09 de Janeiro.
7. Divulgação dos resultados
Os resultados serão divulgados até 30 de Janeiro de 2009 no site da Escola Secundária Tomás Cabreira (http://www.estc.pt.vu) e enviados, via e-mail, para as escolas concorrentes.
8. Prémios
Os trabalhos serão divididos por dois escalões: Escalão A (70, 8° e 9° anos) e Escalão B (10°. 11º E 12º anos). A cada escalão serão atribuídos os seguintes prémios:
1 ° Prémio - 100 Euros;
2° Prémio - Medalha Comemorativa;
3° Prémio - Livros de poesia;
• Diplomas de participação a todos os concorrentes.
Qualidade, criatividade e apresentação serão factores determinantes na selecção dos trabalhos premiados.
9. Júri
O júri será formado por cinco elementos: dois professores da Área das Artes, um professor da Área das Ciências Sociais e Humanas, um representante da Associação dos Antigos Alunos da Tomás Cabreira e um representante do Conselho Executivo.
É reservado ao júri o direito de não atribuição de prémios em caso de manifesta falta de qualidade dos trabalhos apresentados a concurso.
10. Exposição dos trabalhos
Os trabalhos serão expostos na escola organizadora de 02 a 13 de Fevereiro.
Os concorrentes poderão levantar os trabalhos entre 16 de Fevereiro e 16 de Abril. Caso os trabalhos não sejam levantados ficarão pertença da entidade promotora do concurso.
11. Material de apoio
Em divulgação no site da escola http://www.estc.pt.vu


Damos a conhecer o Regulamento do Concurso de Artes Visuais promovido pela nossa Escola.
Informem os vossos filhos, netos bis-netos ou sobrinhos. O concurso é aliciante e tem bons prémios. Concorram!
colocado por Rogério Coelho

CONCURSO DE ARTES VISUAIS









Porque se trata de um Concurso de Artes Visuais dirigido a jovens dos 7º, 8º, 9º, 10º, 11º e 12º anos, pretendemos informar todos os Costeletas que tenham filhos, netos, bis-netos ou sobrinhos daquele faixa etária, para que os informem deste evento. Assim, aqui deixamos as normas deste concurso e respectivos prémios.

Colocado por Rogério Coelho





BOM DIA AMIGO!

João Brito Sousa
................................................................................................
“Quando o jornal me che­ga às mãos, por volta das onze horas da manhã de to­das as quintas feiras, sorrio para ele e cumprimento-o, dizendo-lhe: - bom dia ami­go. Efectivamente entende­mo-nos bem; ele dá-me notícias da minha província e um recanto dele para, de quinze em quinze dias mais ou menos, levar à província notícias minhas e é assim que funcionamos.
Neste último número, que tenho à minha frente enquanto escrevo, vem, no canto inferior esquerdo da primeira página, a notícia que Boliqueime tem duas vice-campeãs do Mundo, a Maria e a Adriana, que obti­veram esse título, na quali­dade de atletas internacionais de hoquéi em patins, no campeonato do Mundo que disputaram no Japão.
Fiquei feliz por isso, mas sei que não tenho dentro de mim a noção exacta do que é ser de Boliqueime e ser vice campeão do mundo, porque nunca fui nada disso e por­que Boliqueime, para mim, continua a ser aquela terra de quase nada, onde eu ia aos domingos à noite aos bailes da Sociedade Recrea­tiva local, como convidado pagante, claro, do Presiden­te Palminha.
Boliqueime para mim, que pouco passo por lá, con­tinua a ser a terra com a fei­ra anual e a terra dos meus colegas de Escola, o Aníbal e o Rogério Cavaco Silva, o Teófilo Carapeto Dias, o José Vitorino Pedro Rodri­gues, o Leonel, a Maria José Pedro e os Barrigas, o Car­los e o Fernando e sobretu­do, do Pai destes últimos dois rapazes, o Mestre Vi­cente ferrador, um homem de coração enorme, bem dis­posto e companheiro.
........................................................................................................
”IN JORNAL A AVESINHA DE 6 DE NOVEMBRO DE 2008


Quando li esta crónica tive, imediatamente, o desejo de transcrever na íntegra, esta passagem da sua crónica quinzenal e, este desejo prende-se ao facto dos meus maiores serem da região de Boliqueime e, de certa forma, que me desculpe o João, fazer o seguinte reparo. Mestre Olívio Adrião também é de Boliqueime. Ele vive em Boliqueime. Ainda não há muito tempo fomos, elementos da Direcção da nossa Associação, visitar uma exposição de trabalhos seus em Boliqueime. Sem querer ser crítico, aqui fica o reparo

Rogério Coelho

HOJE HÁ ALMOÇO NO PIERROT


BOM ALMOÇO PARA OS COSTELETAS QUE TODAS A S QUINTAS FEIRAS ALMOÇAM NO PIERROT, NA FUZETA..


GUARDA REDES - JOÃO MALAIA
KEEPER - ANTÓNIO PAULO
VICTOR CARONHO - CENTRAL
MANUEL POEIRA- CAMISA DEZ E PENSADOR DE JOGO
JOÃO PARRA- CAMISA 9, PONTA DE LANÇA À Dr. SOCRATES DO CORINTHIANS , S. PAULO, BRASIL, que igualmente nunca festejava os golos que marcava.
NUNO AGOSTINHO, INTERIOR DIREITO e o malhoa do futebol da Fuzeta.

E TAMBÉM PARA O XICO MATIAS O MELHOR EXTEMO DO FUTEBOL PORTUGUÊS DEPOIS DO ZÉ AUGUSTO E DO CARLOS DUARTE.

PARA O MADEIRINHA QUE NÃO TENHO O PRAZER DE O CONHECER MAS DE QUEM ME DISSERAM SER UM JOGADOR TIPO PEDROTO.
E PARA O SÍMBOLO DA CIDADE DE OLHÃO, O GRANDE EFIGÉNIO REINA.
COM UM ABRAÇO DO
JOÃO BRITO SOUSA

UMA MENSAGEM PARA MAFRA


ESTÁ FRIO!....


Liguei-lhe ontem e disse-lhe... é o João
Ó querido amigo... essa cowboiada!...
È para e dizer que tenho na minha mão
Os livros que enviaste a semana passada

Ou ontem, já não sei bem, sei que os tenho
E quero deixar-te um obrigado por tal..
E mais ainda, dizer-te que por ti mantenho
Enorme consideração e admiração total....

E que na zona saloia, onde estás, Deus queira
Que passes todo o tempo da melhor maneira ...
Que eu mais uma vez agradeço-te o envio ..

Dos livros, da tua camaradagem, do teu bom dia
Dos teus gestos simpáticos que não os conhecia
Saídos da serra de Mafra onde dizes estar frio.

JOÃO BRITO SOUSA

AINDA GAGO COUTINHO



Amigo Brito Sousa



Uma vez que o tema continua em debate, eis alguns apontamentos recolhidos:


1 - Avô paterno de Gago Coutinho / Manuel Viegas Gago, natural de São Brás de Alportel, foi cabo de esquadra do regimento de artilharia de Faro

2 - Avó paterna de Gago Coutinho / Maria do Carmo, natural de Faro.

a) Os Padrinhos deste casamento foram: Capitão José da Fonseca Calhau e José Correia Belles

b) Deste casamento, nasceu por volta de 1834, o pai de Gago Coutinho, José Viegas Gago o qual casou com Fortunata Maria, na freguesia da Sé, em Faro, em 6-7-1867, tinha ele 33 e ela 32 anos respectivamente, conforme referido no registo de casamento.

c) Os pais de Gago Coutinho eram naturais de Faro. No registo de casamento destes, refere haver laços de parentesco em 2 grau de consanguinidade. O pároco, no registo de baptismo de Gago Coutinho, designa o pai de Gago Coutinho como José Viegas Gago Coutinho e a sua mãe como Fortunata Maria Coutinho. Os padrinhos são Ângelo Joaquim José da Silva e a sua mulher Joaquina da Ressurreição, ambos moradores na mesma casa dos pais de Gago Coutinho, ou seja Calçada da Ajuda, 5 em Lisboa, local onde a Câmara Municipal de lisboa descerrou uma placa.

d) - Avô materno de Gago Coutinho / Pedro da Cruz, natural de Faro e irmão de Maria do Carmo da Cruz

e) - Avó materna de Gago Coutinho / Fortunata Maria.O pai de Gago Coutinho era marítimo, conforme é referido no registo de casamento dos mesmos e no baptismo de Gago Coutinho, e foi sargento de mar e guerra até 1873, tendo servido na nau "Vasco da Gama" e na fragata "D. Fernando", passando longo tempo no mar, não tendo comparecido no seu casamento, em 1867, fazendo-se representar, pois estava no mar.Gago Coutinho não casou e não se conhecem descendentes seus. Nas anotações da folha do registo de baptismo, não refere nenhum laço matrimonial, mas apenas o seu nome completo e a data do seu óbito.Os avós paternos de Gago Coutinho eram livreiros em FaroOs avós maternos de Gago Coutinho eram padeiros em faroFinalmente, o registo de baptismo de Carlos Viegas GAGO COUTINHO, indica o seu local de nascimento em Calçada da Ajuda nº 5, na freguesia de Santa Maria de Belém em Lisboa.

f) Pelos elementos acima descritos, e salvo melhor opinião, o Almirante GAGO COUTINHO ,não tendo eventualmente nascido em Lisboa, teria por razões óbvias nascido em Faro e não em São Brás de Alportel.Com os meus melhores cumprimentos

Pompílio Rombinha

MUITO OBRIGADO AO POMPÍLIO ROMBINHA PELA INVESTIGAÇÃO.

Numa olhadela rápida parece-me haver identificação nos dados obtidos. Seria interessante, penso, o senhor SEBASTIÃO CHAVECA e o costeleta POMPÍLIO encontrarem-se aí em FARO, no Aliança e afinarem a coisa Vou falar nisso ao senhor Sebastião.

Do livro do senhor SEBASTIÃO CHAVECA, pode ler-se na página 232....

Alguns livros dizem que os Viegas Gago são oriundos de Faro e, outros dizem que a sua origem é do Alentejo e que, motivado a vários anos de fraca produção de cereais, viram-se obrigados a vir morar para Faro.
Mas o autor Sebastião Chaveca é detentor de certidões que comprovam que a sua origem é do sítio da Mesquita, freguesia de S. Brás de Alportel, desenvolvendo substancial estudo sobre o assunto.

A investigação continua.

Publicação de
João Brito Sousa

faleceu o HÉLIO JOSÉ GUERREIRO 2007.10.28


VIVE-SE PARA MORRER!...
de Raul Brandão

Cada hora que passa é menos uma hora que tenho para viver. Um dia morrerei como todos. Dizia-me o meu compadre Dr, tudo o que tem vida morrerá um dia, compadre. Nunca nos capacitamos que um dia morremos. Só acontece aos outros, pensamos, nós.. Morrer é estúpido. Não compreendo a morte, e, por mais que desvie o olhar, prendo-me sempre a essa hora extrema – só essa hora me interessa.

O nosso sonho é não morrer. Quando a gente se esquece a vida já tem passado. E quando a vida tem já passado é que nos agarramos com mais saudades à vida. A resignação custa muitas horas doridas em que ficamos alheados e suspensos. A morte.. A morte è inevitável?...

E foi isso que aconteceu ao nosso colega HÉLIO JOSÉ GUERREIRO, Revisor Oficial de Contas, em Lisboa, que faleceu em 28/29 de 2007, que vinha de motorizada para a Escola, dali da zona das Campinas de Loulé..

Vive-se para morrer, parece que é isso. Ainda há dias citei o Hélio como divorciado, nome retirado do caderno do A. ROCHA e afinal já estava divorciado da vida.

ALABI... ALABÁ... BUM... BÁ.... ESCOLA.. ESCOLA..ESCOLA.....

Paz à sua alma.... e um aló HÉLIO de todos os costeletas.


publicação de
João Brito Sousa

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

INFORMAÇÃO

O corpo do nosso associado Costeleta João Rezende, já se encontra em câmara ardente na Igreja do Pé da Cruz, em Faro, e que o funeral realiza-se amnhã, dia 6, pelas 10 horas
Rogério Coelho

UM GRANDE ATLETA






À CONVERSA COM O COSTELETA ANTÓNIO PAULO

Na Escola, a gente conhecia-o pelo Tony Casaca e era guarda redes de andebol muito bom. È natural de Olhão, ia no comboio, parava em S. FRANCISCO e toca a jogar à bola.
Encontrei-me com ele no Pierott na Fuzeta e conversámos um bocado.

Blogue – Tony, onde é que começaste jogar à bola?
Tony - Comecei no Largo da Feira como todos os outros nos torneios dessa velha glória que foi o Sr. CASSIANO, extremo direito do OLHANENSE. Era lá que a rapaziada jogava e apareciam os olheiros que nos levava ao Olhanense. Joguei ainda no Clube do Vasco da Gama.

Blogue – Tens saudades desses tempos?
Tony – Tenho dos tempos todos, mas sobretudo tenho saudades da Escola Industrial ao pé da Alameda e dos torneios internos de andebol, organizados pelo professor Américo. A Escola foi uma grandes acontecimento na minha vida.



(o António Paulo é o de vermelho ao fundo)

Blogue – Colegas, lembras-te?
Tony – Da Indústria lembro-me do Comandante de Castelo da Mocidade, o Zé Amâncio já falecido, do Zé Luís que namorou com uma professora, do Zé Paixão, do Palminha grande guarda redes de andebol da escola, do Jesuíno da casa dos rapazes, do Barracosa grande jogador de andebol, do Guerreiro, do Zé Macário, do Zé Gonçalves, do Ribeirinho, do Figueiredo Jorge, do Cuco, do Azinheira, do Tolentino, do Custódio Rosário Faustino, do Nestlé que não jogava nada... eu sei lá.

Blogue – Sei que também jogaste futebol. Qual o melhor, na tua pinião jogador de futebol da Escola que viste jogar. E de andebol?
Tony – Houve muitos bons jogadores na Escola, mas bons mesmo, houve até internacionais. Mas não lhe vou dizer qual foi o melhor, vou falar do João Parra, um ponta de lança com uma característica especial, nunca festejava os golos que marcava, jogador de área, brigão, bom jogo de cabeça, tacticamente forte, frio, enfim, um talento, depois igualmente grande jogador, o Manuel João Poeira, às vezes lembrava-me o Rocha da Académica, aberturas sensacionais, jogava sempre liberto de adversários e em condições de receber a bola, a sua forma de jogar dinamizava o ataque, Nuno Agostinho, centrava muito bem e fazia golos, Orlando Bica de Estoi, Jacinto Ferreira grande ponta de lança, Victor Caronho central, António Barão, ponta, Pinto Faria, central e defesa esquerdo, Malaia o guarda redes que jogou com GRALHO, PINTO FARIA E JULIÃO, JACINTO FERREIRA E BASTOS(PEPE ), CAEIRO, NUNO, PARRA, ORLANDO BICA e EUGÉNIO.

Restam Zé Gonçalves, Ribeirinho e Arcanjo. Tão bons jogadores que é muito difícil falar deles.


O melhor jogador de andebol da Escola, que me desculpem o António Barão, o Caronho, o Zé Gonçalves, o Ribeirinho, o Júdice.. mas melhor de todos foi o meu primo ANTÓNIO CASACA.


Blogue- Melhores guarda redes de andebol?


Tony - O Canseira, o Seromenho, o Alfredo Teixeira, o Horácio, o Rita, o Fernando Bento de Sousa, o João Vitorino Bica e o meu adversário Brito de Sousa e outros....TALVEZ EU.

Texto de
João Brito Sousa

CORREIO COSTELETA





2008.10.05

ESTA COMUNICAÇÃO É PARA A


LÍDIA MACHADO, E

AMIGA DO BLOGUE E CONVIDADA

e vem da Costeleta, Professora. Literata, autora e outros ..... MARIA JOSÉ FRAQUEZA


Volto a agradecer ao "espaço csteleta" tudo aquilo que da minha parte tem feito através do blogue dos costeletas.

Estou muito grata porque assim foi possível chegar até mim, a voz de uma aluna - Lidia Machado - que me fez recordar os melhores momentos que vivi nesse linda escola onde fui a primeira secretária do Conselho Directivo após o 25 de Abril. Em 1970, em Vila Real de Santo António fui ocupar a primeira vaga feminina que surgiu no Algarve no meu grupo. Naquele tempo de 15 em 15 anos aparecia uma vaga feminina.

Fui muito feliz naquela escola. Os alunos eram optimos,o ambiente é muito agradável, excelente. Eu gostaria de saber o endereço da Lidia e, assim pensei que através de si, poderia chegar até à aluna, fiquei muito emocionada com as suas palavras e fez-me recordar os melhores momentos da minha vida de professora que junto dessas alunas passei.
Com um beijo

Maria José Fraqueza

PUBLCAÇÃO DE
João Brito Sousa


P/s _ este espaço é de todos os costeletas