quinta-feira, 20 de novembro de 2008

LANÇAMENTO DO NOVO LIVRO DE CASIMIRO DE BRITO

CASIMIRO DE BRITO

O Livo: "69 Poemas de Amor"
Comemorando os 50 anos de Poeta e Escritor

















O nosso associado “Costeleta”, Poeta e Escritor Casimiro de Brito, fez o lançamento do seu último livro “69 Poemas de Amor”
Foi no dia 19 de Novembro de 2008 no Auditório da Biblioteca Municipal de Faro “António Ramos Rosa”, celebrando os 50 anos de Poeta e Escritor.
Falando com João Leal antes do lançamento do livro, este garantiu-me que não se alongaria e que falaria pouco.
O auditório encontrava-se quase repleto de assistentes. O Presidente da Associação não esteve presente por motivo de saúde, estando a nossa Associação representada pelo associado João Leal, a Vice-Presidente Isabel Coelho e o Secretário Rogério Coelho, que captou as fotografias que encabeçamos esta notícia. Notámos a presença dos associados Costeletas, o poeta Dr. Manuel Inocêncio, a poetisa Maria José Fraqueza, o Victor Venâncio e o irmão do saudoso Luís Cunha.Que nos desculpem outros que não pudemos referenciar.
João Leal, de improviso, falou de facto pouco mas disse muito, enaltecendo a figura do Poeta/Escritor Casimiro de Brito, e convidou a Vice-presidente Isabel Coelho para entregar um estojo contendo a medalha da nossa Associação e a inscrição gravada que reproduzimos:

Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomaz Cabreira
Felicitações a
CASIMIRO DE BRITO

50 Anos de Poeta e Escritor
19 Novembro 2008



Nas fotos, que destacamos, podemos ver no salão de entrada da Biblioteca alguns expositores com os livros editados pelo Poeta, os assistentes, a mesa de honra constituída pelo Vereador da Cultura de V.Real Santo Antº, Casimiro de Brito e o Editor das 4 águas de Tavira, e a leitura de poemas pelos actores, o João Leal no uso da palavra e a Vice-Presidente que, junto da mesa de honra, entregara a Casimiro de Brito as felicitações da nossa Associação e Casimiro de Brito assinando os autógrafos nos livros para a Isabel Coelho, Maurício Domingues e João Brito de Sousa.

Rogério Coelho

ANA GASTÃO E CASIMIRO DE BRITO


ESCREVER OU A ARTE DE BEM CAIR
entrevistado por
Ana Marques Gastão

Toda a experiência num poema, espécie de canto final em vida. Livro das Quedas, de Casimiro de Brito (nascido em Loulé 1938), entrelaça quotidiano e erudição, leveza e densidade no tempo ininterrupto da linguagem. Não um requiem, mas uma celebração. Mais de 140 títulos publicados, o autor, que esteve ligado à Poesia 61, está representado em 140 antologias e traduzido em 20 línguas. Tradutor, ensaísta, é presidente do Pen Clube Português. Entre outros, recebeu o primeiro prémio de poesia Leopold Senghor (2002) atribuído pela Académie Mondiale de Poésie, Fundação Luther King. "O estilo de um poeta é a sua impressão digital"

A ideia de queda que preside ao seu livro pode ser entendida como inclinação para algo ou alguém, o que nos coloca perante a questão do desejo. Somos uma civilização do desejo? que temos próximo do caos é o desejo.
Somos escravos da ordem vigente, o desejo escapa-lhe, não é disciplinado e liga-nos ao mais profundo de nós mesmos. Se Platão, um enorme poeta, além de filósofo, não tivesse dito que os poetas deveriam ser expulsos da cidade, mas o contrário, o mundo seria completamente diferente. Não haveria vendilhões do templo, mas política feita por sábios ou loucos.

Não há escolha perante o desejo?
Não, como no amor, aliás. O poeta libanês Kahil Gibran escreveu "Se o amor te acenar, segue-o." Felizmente somos contraditórios, não excluímos na nossa fuga à ordem. O poeta move-se entre o desejo e a forma. O estilo é a sua impressão digital. Valéry escreveu sobre a oscilação entre a música e o sentido, mas não chega, deve falar-se também da paixão, da dor do mundo. Invenção de Orfeu, de Jorge de Lima, é uma cosmogonia dotada de voo e queda, um épico subjectivo. Há pontos em comum com o seu livro no sentido de serem obras de uma vida? Talvez por serem ambos estruturas abertas onde cabe tudo. O meu livro é um labirinto. Penso que cada poema é o último e, como no amor, tenho a sensação de que o vivo pela primeira vez. O corpo que amamos e conhecemos, por mais que se dispa, está sempre vestido porque possui o enigma.

Há muito de uso da tradição, de intertexto, de deslocamento, de polifonia nesta obra. Um livro de poetas?

Claro, é uma polifonia dramática, onde estão presentes os poetas marcantes da minha vida.Pound, outro autor de uma épica sem enredo, escreveu que chegou demasiado tarde à suprema incerteza. Poderia dizer o mesmo? A incerteza invadiu-me muito cedo.O meu caminho é o de perder- -me no labirinto.
Livro das Quedas é poesia em convulsão, mas filtrada pelo despojamento?

Esse despojamento tem causas idade, conhecimento poético e ser capaz de levar 19 anos a trabalhar um poema, como aconteceu com o número 55 do livro. Em fonética, queda quer dizer leitura final de uma frase, baixando a voz. Escreve baixo nesta obra, que exalta, de alguma forma, o mínimo?

Penso que sim, por isso digo "A música/já não dói, o corpo já não o sinto fugir de mim..."

(continua)

recolha de
JBS

É BIFE !...

(de pé da esq. para a dreita, ROGÉRIO, JBS E JAIME REIS, o bife)
COOPERAÇÃO.

Pós moces de
Fare
Um abraçe

Jaime Cabrita Reis

Pergunta o miúdo à mãe:- Ó mãe, o qué um insete ?- Ê cá nã sê, preguntá mana ...!- Ó mana, o qué um insete ?- Pôs nã sê... preguntó pai .!-Ó pai, o qué um insete ?-Ó mê ganda burre... Um insete.... sã Oite ...!

colocação de
JOÃO BRITO SOUSA

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

POETA E COSTELETA







POETA E COSTELETA

CONVIDADO PARA ESTAR PRESENTE NO LANÇAMENTO DA OBRA POÉTICA DE CASIMIRO DE BRITO, às 21 .30 na Biblioteca Municipal António Ramos Rosa.

ACÁCIO JOSÉ MADEIRA MARTINS


é um costeleta dos anos 90, ano em que entrou para a Escola Tomás Cabreira. Natural de S. Brás de Alportel, viveu com os pais em S. Romão, frequentou a escola primária dos Vilarinhos/S: Romão tendo ingressado de seguida no Externato de São Brás em 1985.

Foi nesta altura que diz ter começado a gostar da leitura e também da escrita.

Tinha 17 anos quando ingressou na Universidade do Algarve, para o Curso de Engenharia Civil. Durante o segundo ano do curso, estagiou quatro meses na Alemanha, na Universidade Técnica Hochschle Bremen e aos vinte anos, concluiu o curso de Engenheiro Técnico Civil

Inicia o estágio laboral na empresa Eduardo Pinto Contreiras Filhos Lda, onde ainda hoje se encontra desempenhando funções no Departamento de Infraestruturas de Construção Civil.

Tem escrito milhares de poemas e pensamentos que pensa publicar em breve

Reside actualmente em S.B rás de Alportel onde reparte o tempo pela engenharia cicvl e a poesia.


Texto de
João Brito Sousa

EDIÇÃO DE LIVRO


Na reunião da Direcção da Associaçaõ dos Antigos Alunos da Escola Tomaz Cabreira, efectuada no dia 18 do corrente, foi discutida a sugestão do nosso associado Costeleta João Manjua Leal, cuja notícia inserida no nosso Jornal nº 99, publicamos em destaque. A sugestão deste nosso associado e colaborador do nosso Jornal, veio ao encontro do que estava no pensamento da Direcção

Foi decidido criar uma comissão para pesquisa e recolha de todo o trabalho literário do saudoso Franklin Marques.

A comissão será liderada pelo Presidente da Associação e Director do Jornal "o Costeleta" Libertário Viegas, que nomeará os seus elementos.

Foi, também, decidido aceitar a oferta do nosso associado Costeleta Dr. A. Norberto Cunha para colaborar e prefaciar a edição.

Entretanto, se algum "Costeleta" guardar ou tiver conhecimento de alguma obra literária de Franklin Marques, que a faça chegar ao seguinte endereço:


Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomaz Cabreira

Rua Manuel Arriaga, 2

Edificio da Escola Secundária Tomaz Cabreira

8000-334 FARO


Rogério Coelho

terça-feira, 18 de novembro de 2008

LANÇAMENTO DE LIVRO


«CONTOS DO MEU ENCANTO»
NOVO LIVRO DA «COSTELETA» MARIA JOSÉ FRAQUEZA


A nossa mediática colega Maria José Fraqueza, que para além de dedicada aluna da Tomás Cabreira, aqui exerceu também a docência, acaba de apresentar mais um livro, a juntar à sua vasta obra como escritora, poetisa, dramaturga, etc.
Chama-se «Contos do meu encanto» e a apresentação decorreu, com todo o brilhantismo e solenidade, no Salão Nobre do Governo Civil de Faro, presidindo a Dra. Isilda Gomes (Governadora Civil deste Distrito).
Uma obra de elevado índice literário e que confirma toda a valia da fusetense, nossa categoria e estacada valor da vida cultural algarvia!

João Leal


Colocado por Rogério Coelho

LANÇAMENTO DE LIVRO


«CIDADES SUBTERRÂNEAS»
LIVRO PRIMEIRO DO COSTELETA DR. MANUEL INOCÊNCIO COSTA

Advogado, poeta, investigador, dedicado associado «costeleta», o nosso estimado colega Dr. Manuel Inocêncio Costa, um algarvio natural de São Marcos da Serra, que estudou na Tomás Cabreira e se licenciou em Direito pela Universidade de Coimbra, apresentou o seu primeiro livro, intitulado «Cidades Subterrâneas» e que oferece uma colectânea poética de grande qualidade intelectual, cívica e moral.
A obra foi apresentada nas instalações da UATI (Universidade do Algarve da Terceira Idade), perante uma assistência que extravasa o salão, encontrando-se presentes muitos «costeletas» e em que se verificaram várias intervenções, nas quais se inclui a do nosso dedicado Presidente da Assembleia Geral e da Junta de Freguesia da Sé, Joaquim Teixeira.
Ao «Manel» as nossas felicitações por esta obra e que a mesma seja prenúncio de novos livros.
João Leal
Colocado por Rogério Coelho

NOTÍCIA DE COSTELETA

O ASSOCIADO COSTELETA ELIDÉRICO VIEGAS
ELEITO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA GERAL DA ERTA


O veterano «costeleta» Elidérico Viegas, Presidente da Direcção da AEHT A (Associação das Empresas Turísticas e Hoteleiras do Algarve) e uma das mais destacadas figuras, com projecção nacional e além - fronteiras, do sector turístico, foi eleito Presidente da Assembleia Geral da ERTA (Entidade Regional de Turismo do Algarve), designação que, na nova organização do turismo oficial, substituiu a ex - RTA (Região de Turismo do Algarve).
As nossas felicitações em nome dos ex-colegas da Tomás Cabreira. Mais um dos nossos eleito para elevadas funções.

João Leal

Colocado por Rogério Coelho

QUANDO ALGUÉM PARTE


MAIS UM COSTELETA NOS DEIXOU

ANTÓNIO DINIS SANTOS SOUSA JÚDICE

Quis Deus chamar a Si mais um «veterano» costeleta, que foi nosso companheiro, nos anos 40 e 50, quer nos edifícios da «Vila - a - Dentro», como no actual junto à Alameda.
Foi a 10 de Julho que faleceu em Faro, cidade onde há décadas residia o António Dinis Santos Sousa Júdice, aposentado dos Serviços Hidraúlicos, que contava 73 anos de idade e era natural de Benafim (Loulé).
Este saudoso «costeleta» deixa viúva a sra. D. Joselina Costa Dias Júdice e era pai da sra. D. Lígia Júdice Martins e do sr. Pedro Dinis Júdice, a quem apresentamos sentida condolências.
João Leal
Colocado por Rogério Coelho

DO CORREIO

Do António Joaquim Martin s Molarinho, recebemos esta carta que transcrevemos na íntegra:

Caros amigos

Caso queiram publicar, junto envio algumas despretensiosas linhas.

O meu tipo inesquecível

No ultimo exemplar de "O Costeleta”, entre o que se escreveu sobre o falecimento do nosso
querido amigo Franklin, referiu-se também o desaparecimento do colega Júdice, de Olhão e isso trouxe à minha memória um mundo de recordações, algumas das quais gostaria de partilhar. Nunca fui de cultivar amizades profundas, podendo contar-se por meia dúzia as que assim poderia classificar. O António Dinis Santos Sousa Júdice, para mim desde sempre o Dinis, foi um desses amigos. Passei curtos períodos de férias em casa de seus pais, em Benafim-Grande, onde possuíam algumas propriedades e donde, julgo, fosse natural. Aprendi a nadar com um colete por ele emprestado: de lona, com compartimentos rectangulares preenchidos a cortiça, com alças e atilhos atrás; certo dia, fora de pé, uma onda atrevida soltou os atilhos, o "sutiã “ saiu pela cabeça e eu, a esbracejar "à cão" que nem um louco, lá consegui ganhar pé ... e aprender a nadar de vez. O Dinis era um atleta natural: pontapé na bola, bola na mão no andebol, lançamento do peso ou disco, era com ele; tinha força, mas nestas duas ultimas modalidades não tinha "estilo"; eu tinha um estilo do "caneco" mas, sem físico que se visse, tanto o peso como o disco teimavam em não se afastar muito de mim, o que levou o prof.Américo a dizer que se pudesse juntar os dois num só, talvez pudesse fazer alguma coisa de jeito. Numa ida à boleia de Benafim para Loulé, cheios de péssimas intenções, um Ford tartarugante parou: quando quisemos fugir era tarde demais; era o c6nego Falé que foi ou era ria altura nosso professor de religião e moral; pôs nos "a confesso", torturou-nos, mas não nos conseguiu arrancar uma palavra; não nos livrámos, entretanto, de quilómetros de conselhos e recomendações. Casou com uma senhora de Olhão e tendo uma casa na ilha da Armona e eu também, lá nos encontrámos algumas vezes; ainda nos rimos da história do peso e do disco e estando ele com bastante peso a mais e eu o mesmo trinca-espinhas, concordámos que continuávamos a fazer uma boa média. Ainda falei com ele uma vez depois do A VC que o atingiu e estava visivelmente afectado. Por um seu neto que ia a minha casa brincar com um meu, fui sabendo sempre notícias dele e não eram boas; um estranho pudor levou-me a não o procurar encontrar pessoalmente de novo; temos tendência para julgar os outros por nós e em igualdade de circunstâncias eu gostaria de acalmar sozinho e dispensaria o "coitadinho". Raramente penso no passado e não sou muito dado a fazer projectos para o futuro, antes valorizo o presente na medida em que é o que realmente temos, mas esta mal alinhavada retrospectiva fez-me sentir bem. Até sempre Dinis.
Com um abraço para todos do sempre amigo.
Molarinho
Colocado por Rogério Coelho
(irei verificar se temos no arquivo uma foto do Molarinho; então colocaremos)

POETA COSTELETA

Equipa de futebol da Escola. De pé, da esqerda, João Malaia,Gralho, Pinto Faria, Julião, Prof. Américo, Jacinto Ferreira, Júlio Piloto e Zeca Basto (PEPE). Em baixo, Soeiro, Nuno, Parra, ORLANDO BICA e Eugénio.

BICA, ORLANDO JOÃO DA CRUZ

Natural de Estoi. Estudou na Escola em Faro e depois em Lisboa, onde frequentou o Curso Geral do Comércio.

Funcionário da Federação de Municípios do Distrito de Faro, tinha também outros interesses, dedicando-se, desde cedo, às letras.

Colaborador de diversos jornais, escreveu também em prosa e verso. Das suas obras publicadas fazem parte «Germina para a vida», «A outra Primavera», «Canto de Quinas» e «Essência».
De “A REALIDADE”, uma das suas obras, diz o autor,

É mais um livro, é mais um reforço mensageiro que vos transmite para a vida

Falo muito em Deus, até parece que sou dono,, patrão, de alguma religião e negócios de exploração.


Assustadoramente, descrentemente, acelera a proliferação do salve-se quem puder.
Lendo “A REALIDADE”.....

Da página 7, retirámos.


Deus enviou o seu Filho à Terra,
E em todo o Universo só há um mundo,
Que verdadeiros profetas profetizando
Tudo o que encerra,
Das Palavras do Omnipotente
Tudo o que é profundo


Publicação de
João Brito Sousa

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

DO CORREIO ELECTRÓNICO

Maria José Viegas da Conceição Fraqueza




Recebemos este mail da
que transcrevemos na íntegra:



Rogerinho, meu amigo

Obrigada pela publicação das minhas noticias. Ao tomar conhecimento de que o nosso escritor e poeta Casimiro de Brito estará recentemente a publicar um livro de Poemas de Amor, vou tentar estar presente.É um poeta que admiro e dele que foi finalista no mesmo ano que eu fui, guardo num livro de recordações e na memória um poema que ele me dedicou e dizia assim:



Vou deixar esta escola

Pode ser verdade

Fui um grande mariola

Mas foi sem maldade



Mas digo, também seguro

que ao deixar a mocidade

Trabalharei para o futuro

É essa a minha vontade!



A ti, Maria José

Que cantas tão bem

Quero que tenhas fé

Na vida também



Em mim terás um amigo

Para todas as ocasiões

Podes sempre contar comigo

Não apodreço como os melões!



Deixo a Escola

Cheio de tristeza...

Ai que Fraqueza!



Esta parte final porque ele sabia que eu namorava o meu Rui Fraqueza. Como ele vai publicar poemas de amor eu tenho também alguns Sonetos de Amor que te mando alguns. Qualquer dia serão publicados...mas isto não é como quem tem as editoras por sua conta...e o professor reformado ganha pouco, não é?

Beijos para o casal mais querido



Maria José Fraqueza

(PS - Os sonetos recebidos irão ser publicados, com a tua autorização, no nosso blogue)
Um abraço - Rogério Coelho

AO VISITANTE


JORGE FERRO ROSA,

Muito obrigado pelas palavras que proferiru no seu comentário. A Maria José FRAQUEZA, que fala, a quem aproveito para enviar um cumprimento especial, é um dos nomes que levou longe o nome da Escola, porque há mais de cincoenta anos que pugna para que a cultura chegue ao seu povo, o povo algarvio que ela tanto estima.

Este espaço é de todos os costeletas e todos têm assento aqui. E esta Escola que todos frequentámos e que começa no MAURÍCIO SEVERO e no ROGÉRIO COELHO e vai até aos nossos dias, diremos que formou personalidades ilustres, como foram o CASIMIRO de BRITO, brlhante poeta, o FRANCISCO ZAMBUJAL professor e artista plástico, o MÁRIO ZAMBUJAL escritor e jornalista o JOÃO MANJUA LEALprofessor e jornalista e o FRANKLIN MARQES, professor, poeta e jornalista.


RECORDAR FARO


Recordar esta cidade
tal como eu a conheci
Quando a modernidade
Andava longe daqui,
É contar uma longa história
De lugares e de gente
De que se guarda memória;
E trazer para o presente
O que a terra foi outrora


FM


PUBLICAÇÃO DE
JBS

domingo, 16 de novembro de 2008

DO CORREIO ELECTRÓNICO








A nossa Vice Presidente Isabel Coelho recebeu da Maria José Fraqueza o mail que a seguir transcrevemos




Minha Querida Amiga Costeleta Isabel


Venho a agradecer a tua presença querida a representar os meus costeletas queridos e que me acompanharam em muitos bons e saudosos momentos da nossa vida escolar e profissional. Quando te vi ao longe... eu recordei aquela linda menina que tu eras e fiquei com saudades das louras tranças, até me apetecia cantar para ti aquela canção bonita que eu também cantava na Tomás Cabreira e dava os meus "shows infantis" para todas as colegas. O Sr. Reinaldo - o continuo mais novo, até me metia às escondidas, numa sala da "Velha Escola Tomás Cabreira" para eu cantar os fados da Amália. E a canção que me refiro começava assim......
"louras tranças, idade de ilusões.../ em que os nossos corações..../ são corações de verdade..../ louras tranças nessa tua cabecita .../ são coisa mais bonita que trazes da mocidade.
E quando eu chegava à Escola com os meus laços sintéticos da cabeça, o Sr. Castro, o Sr. Viegas, o Sr. Victor (que caracterizava a "moçanhada" nos teatros), o Sr. Bonifácio.... todos me chamavam a "Sintética" por causa dos laçarotes que a minha mãe me punha na cabeça. Ai!. Minha amiga ...tu representaste todos os que eu gostaria de ver, mas diz a eles, que venham até à minha "casa museu" que abro a porta ao amor. Mas diz à querida Jacinta que não venha, sem que eu vá primeiro à casa dela, porque isso é um divida que eu tenho para com ela há muitos anos. Sabem é que eu não dou pelos anos a correr... são tantas as actividades em que me envolvo que tenho de falhar algumas... Já a minha avó dizia com muita graça: "quem a muitos amores ama, a uns é falso e a outros engana" e eu pobre de mim...falsa não sou... mas se calhar ando a enganá-la. que me perdõem as falhas porque afinal, ninguém é perfeito! Como quem diz a verdade não merece castigo.... estou mais aliviada. Vou também dizer-te que o nosso grande e fiel amigo Teixeira que ficou na mesa de honra, teve para mim o maior significado, porque este grande amigo e grande homem, tem acompanhado mais de perto a minha actividade em outros momentos significativos da minha vida. Por isso a praga da Fuseta que vai para ele é esta: "Deus permita que sejas costeleta toda a vida e que não haja nenhum bife melhor do que tu!" Por ele também os nossos costeletas ficaram bem representados. E agora para o meu grande amigo Jorge Tavares, meu bom companheiro, quero dizer obrigado pelas suas palavras e pela carta que me escreveu, é mesmo assim, quando não se pode comparecer... os bons amigos tem uma palavra de afecto. E para ele quero dizer ainda: "quem os meus filhos beija, minha boca adoça"
Agora um beijinho meigo para o Rogério (que tu não desconfias ) e desejos de melhoras desta amiga do coração
Saudações costeletas a todos em especial ao Brito Sousa.
Para Ti ... Isabelinha linda, renovo os meus agradecimentos com um grande beijinho


Maria José Fraqueza
Colocado por Rogério Coelho

O "COSTELETA" CASIMIRO DE BRITO EM FARO

Colocado por Rogério Coelho

ENTREVISTA


ENTREVISTA, com o costeleta

CASIMIRO DE BRITO,

Nasceu em 1938 em Loulé e é poeta, ensaista e ficcionista Viveu a sua infância na região algarvia e frequentou a Escola Comercial e Industrial de Faro.
Em 1956 criou no jornal A Voz de Loulé uma página literária designada Prisma de Cristal, que se publicou até 1959, durante 26 números. Nela colaboraram, entre outros, Ramos Rosa, Gastão Cruz e Maria Rosa Colaço.

De 1958 a 1964 dirigiu, em Faro, a colecção de poesia A Palavra na qual publicaram, entre outros, Fiama Hasse Pais Brandão, Luíza Neto Jorge e Candeias Nunes. Depois de uma passagem por Londres, em 1958, fundou e dirigiu com António Ramos Rosa os Cadernos do Meio-Dia (1958-60), onde se revelaram os poetas do movimento literário Poesia 61 .

Fixou-se em Lisboa em 1971, desempenhando funções no sector bancário, depois de ter vivido três anos na Alemanha. Poeta, romancista e ensaísta, tem cerca de 40 livros publicados. Foi Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Escritores. e é actualmente Presidente do PEN Club.

Dedica-se hoje exclusivamente à escrita e continua a desenvolver uma intensa actividade como divulgador da poesia nacional e internacional. É co-director da revista luso-brasileira Columba e responsável pela colaboração portuguesa na revista internacional Serta.

Entre outros prémios, Casimiro de Brito recebeu o Grande Prémio de Poesia Associação Portuguesa de Escritores pelo livro Labyrinthus (1981), o Prémio Versília, de Viareggio, para a "Melhor Obra Completa Estrangeira", pela obra Ode & Ceia (1985), o Prémio de Poesia do P.E.N. Club, pelo livro Opus Affettuoso seguido de Última Núpcia (1997), o Prémio Internacional de Poesia Léopold Senghor (2002) e o Prémio de Poesia Aleramo-Luzi, para o Melhor Livro de Poesia Estrangeiro, com o Livro das Quedas (2004).

Encontrei-me com o CASIMIRO DE BRITO na baixa lisboeta e trocámos umas palavras.

João Brito Sousa – (JBS) – E o Volksvagem velho que tu tinhas e que a gente ia aos bailes a Albufeira no Verão.

CASIMIRO DE BRITO (CB) – Ainda tenho esse malandro na garagem. Como tu te lembras disso. Isso foi à cinquenta anos. Belos tempo. Nos éramos jovens e a vida sorria-nos. Quando a coisa corria mal fazia uns versos, Chegaram as andorinhas e esvoaçam à minha volta.... Amanhã vou á praia .... coisas assim.

JBS – E da Escola?

CB – A Escola é saudade. Hoje, à distância, tenho saudades das aulas do Dr. Uva, o Mestre dos Mestres. Então há algum voluntário para hoje... e a malta nada... caderneta ao ar e na volta abria num qualquer.. venha cá .. o Mário Zambujal.

JBS – Foi uma geração de oiro a nossa, diz o Jorge Tavares .

CB – Foi uma boa fornada de alunos. O Xico Zambujal muito bom aluno, o Franklin esse grande amigo de toda a gente, o melhor homem do mundo como eu lhe chamava e ele dizia logo, já me estás a charengar...um homem da poesia, do folclore

JBS – O João Manjua sugeriu agora que a Associação lhe editasse a poesia.

CB – Concordo.

JBS - E da malta, recordas-te?

CB - Como eu me lembro da malta, do Zé Vitorino Neves do Arco que tinha a bicicleta onde o Aníbal dava umas voltinhas, do prof. Américo e daqueles tipos que foram internacionais juniores, o Manuel Poeira que casou com a Avelina Cavaco, o João Parra que uma vez num jogo de andebol com o Liceu secou o Bomba que era bife o Nuno Agostinho da Fuzeta, irmão do Teotónio e cunhado do Zeca Afonso, do Julião. Sabes que o Julião e o Poeira foram parceiros de carteira do Aníbal.

JBS – Mas nunca mais viste ninguém dessa gente?

CB - Não pá, nunca mais vi ninguém

JBS- vais faz r um poema cá para a gente.

CB – Se eu souber,

PS- Esta entrevista foi inventada por mim. Solicitei-a mas não consegui contactar o Casimiro. É uma pequena homenagem do bloge ao grande poeta que agora vai a FARO lançar um livro.

Saúde e sorte para todos.
João Brito Sousa

sábado, 15 de novembro de 2008

HOMENAGEM A MARIA JOSÉ FRAQUEZA






























No dia 15 do corrente, a Costeleta, associada e poetisa escritora Maria José Fraqueza, foi homenageada na sua terra natal, Fuzeta.
Seguiu-se a inauguração da "Casa Museu Maria José Fraqueza", tendo sido descerrada uma lápida.
A nossa Vice-Presidente Isabel Coelho, em representação da nossa Associação, esteve presente nas cerimónias tendo captado as fotos que encabeçam esta notícia.
Também esteve presente o Presidente da Assembleia Geral da nossa Associação, Joaquim Teixeira.

As nossas felicitações.

Colocado por Rogério Coelho

INFORMAÇÃO

C O N V O C A T Ó R I A

Convoco os Membros da Direcção da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomaz Cabreira, para uma reunião ordinária no dia 18 do corrente pelas 14.30, na sua sede, edificio da Escola, Rua Manuel Arriaga, 2 e com a seguinte ordem de trabalhos:

PONTO UM - Informações;

PONTO DOIS - Discutir a sugestão, do Costeleta associado João Manjua Leal, inserida na página 2 do nosso Jornal "o Costeleta" nº 99, de Setembro, com o título "É PRECISO EDITAR A POESIA DO FRANKLIN..."

PONTO TRÊS - Tratamento e envio a todos os associados do nosso Jornal nº 100.


Faro, 13 de Novembro de 2008

O Presidente a) Libertário Viegas

JORNADA COSTELETA











































COM CASIMIRO DE BRITO,




INFORMAÇÃO:

No dia 19 de Novembro será apresentadas em Faro, pelas 21:30,
na Biblioteca António Ramos Rosa
a antologia
69 POEMAS DE AMOR
editada pela
4 Águas Editora, de Faro
e serão mostradas exposições bibliográficas
de António Ramos Rosa e minha, porquanto ambos completamos
50 ANOS DE VIDA LITERÁRIA.
Serão lidos poemas por actores,
falarei sobre o António Ramos Rosa e
José Carlos Barros
apresentará a referida Antologia.

A mesma Antologia será apresentada em Lisboa,
em 12 de Dezembro, pelas 18 horas, na Livraria Bullosa
(Campo Grande, 10-B – a Entrecampos)
e será apresentada por

12 de Dezembro, pelas 18 horas, na Livraria Bullosa
(Campo Grande, 10-B – a Entrecampos)
e será apresentada por
Maria João Cantinho
seguindo-se um beberete.

Saudações do
Casimiro de Brito.


Casimiro de Brito
Rua Emb. Martins Janeira, 15-6º.Esqº. 1750-097 Lisboa Portugal
Novo telefone fixo - 309928481 *** TM: + 351 93 626 8878
Email: casimirodebrito@netcabo.pt
Site: http://casimirodebrito.no.sapo.pt

O mundo não posso mudar —
deixa-me sacudir a areia
das tuas sandálias


JBS

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

ANIVERSÁRIO DE ASSOCIADOS COSTELETAS

Fazem anos em Novembro


16 – Maria Vitalina Carmo Martins; Fernando António Amaro dos Santos. 18 - José Glória Marrocos; Olandino Zacarias Caliço. 20 - José Félix Santos Jesus. 21 - José Eduardo Sousa Maurício; Maria de Jesus Guerreiro Bispo; José João dos Santos Bico. 22 - Aníbal Jesus Ruivo; Horácio Cavaco Guerreiro. 23 – Luís Manuel Pereira Martins. 24 - Dr. António Francisco Cruz; Vitélio Casimiro Cabrita; Maria de Lourdes Marvão Zambujal Chícharo. 25 - Joaquim Sousa Almeida Lima; Francisco Catarino da Luz. 27 - Ludgero Francisco Farinha; Maria Manuela Grade Oliveira Coruche. 28 - Joaquim Custódio. 29 - António Inácio Sousa Martins; Adelaide Luzia Oliveira Rocha. 30 - Francisco Lucio Jesus Gabadinho.
OS NOSSOS PARABÉNS
Pesquisa de Rogério Coelho

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

ELES TIVERAM NA CULATRA




VIVA A CAMARADAGEM COSTELETA.

HOJE O ALMOÇO FOI NA CULATRA,

ALINHARAM,


JOÃO MALAIA, ANTÓNIO PAULO, CARONHO, REINA E GINJÃO, MATIAS, MADEIRA, POEIRA e NUNO, JOÃO PARRA e LABRUNA


NA PARADISÍACA CULATRA,

Era vê-los....
a saltar
na praia

e a jogar

quem sabe de bola
não esquece
e até apetece

ver

uma antecipação
do Reina
ou uma defesa do Malaia
na Culatra

maravilhosa praia

Ver o Poeira parar a bola

que fica logo ali
e fazer de seguida a abertura
para o Madeirinha

que diz, a bola é minha

toma lá Caronho

Faz golo
uma jogada de sonho
destas que não se vêm

todos os dias

a bola agora é do Matias

que ninguém mais o agarra
Toma lá ó João Parra
Faz a finta num instantinho

e endossa ao NUNO AGOSTINHO

que manda brasa

E para o António PAULO
grande Keepeer
de antigamente
que me ganhou na final...

Um abraço e para os outros todos
igual.

CONVITE: O comboio ALFA sai de Faro às 7 da manhâ e chega aqui ao Porto às 13. Almoço, no PORTO, uma tripalhada e depois um jogo de fuetbol no Campo da Constituição. Tragam o João Pinto Faria, o Júlo Piloto, o Pepe, o Honorato Viegas e o Queixinho. E vocês venham todos, contas à moda do Porto, comoio 20 almoço 8. Vêem?

ps- O nome do GINJÃO figura aí como homenagem a todos os jogadores do Olhanense que já partiram entre eles o costeleta ARCANJO.

texto de
João Brito Sousa

ENTREVISTA A ANTÓNIO LOBO ANTUNES


PARA DEBATER E COMENTAR
(entrevista de Mário Crespo ao escritor António Lobo Antunes / texto retirado da net.)

SABER LER É TÃO DIFÍCIL COMO SABER ESCREVER

Podemos começar por falar de amor?
Se eu souber responder…

O título do seu novo romance, Eu Hei-de Amar Uma Pedra, nascendo embora de um canto popular, terá a ver, igualmente, com impossibilidades do amor?

Não sei russo, mas quando dizem que Pushkin empregava a palavra carne e sentia-se o gosto da palavra carne na boca, isso tem a ver com as palavras que se põem antes e depois. É a mesma coisa que amor. Os substantivos abstractos são perigosos.

Há uma personagem no livro, que, à quarta-feira, ao longo de décadas, vai, secretamente, a uma pensão da Graça, ama e ali morre…

Foi daí que o livro veio. Só mudei o sítio. Sempre me espantou essa extraordinária forma de amor. A sexualidade, sempre tão importante para mim - e continua a ser -, cada vez me parece mais vazia de sentido quando não há outro modo de diálogo e de encontro, embora seja muito difícil resistir ao desejo imediato.

Amor é algo mais?

A noção de amor varia de pessoa para pessoa. Muitas vezes estamos apaixonados ou estaremos agradecidos por gostarem de nós? Ou será que o outro é apenas alguém junto de quem nos sentimos menos sozinhos? Não sei bem o que é a verdade acerca do amor e duvido que haja quem saiba. Só tenho perguntas, não tenho respostas. Até que ponto o amor não é apenas a idealização de um outro e de nós mesmos?

Nunca é fácil salvar uma relação…

Uma coisa é o amor, outra é a relação. Não sei se, quando duas pessoas estão na cama, não estarão, de facto, quatro: as duas que estão mais as duas que um e outro imaginam. Não me preocupa muito. Preocupa-me em relação a mim mesmo, mas há grandes partes da minha vida que eliminei sem piedade. Não vou a jantares, não vou a lançamentos.

E não tem solidões?

Preciso e gosto de estar sozinho.

Ao fim de 25 anos de vida literária, celebrados hoje, quem é António Lobo Antunes para António Lobo Antunes?

Vida literária custa-me a engolir, soa pretensiosa. Digo que se passam 25 anos sobre a publicação do primeiro romance [Memória de Elefante], que andou em bolandas, de editora em editora, a ser rejeitado. Quando saiu, já tinha acabado mais dois livros. Mas 25 anos é muito tempo e serve para ver que já não terei mais 25 para escrever.

Em princípio, a morte não está nas nossas mãos…

Às vezes, a gente morre por desatenção. Outras vezes morre-se quando se pode. Mas, a maior parte das vezes, morremos porque se nos acabou a saúde. Não fomos feitos para a morte, a não ser para a morte voluntária. A involuntária sempre me pareceu uma tremenda injustiça, para não falar em crueldade.

A intensidade poética da sua prosa é para aliviar tensões entre as personagens?

Não me é consciente. Uma coisa para mim é clara: tenho de proteger os meus ovos, que são os meus livros. Se racionalizar as coisas, perco-as. Estaria a fechar portas a mim mesmo e a essas coisas, que não sei bem se me pertencem, e emergem com essa força. Nos momentos felizes, a mão anda sozinha. A cabeça está a ver ao longe e fica contente, porque são as palavras certas que a cabeça não encontraria. É a mão.

Como dissocia o escritor da obra?

Não tenho bem a sensação de o livro nascer de mim. Faço a primeira versão, trabalho muito a segunda, no entanto, depois de entregar o livro, não vejo provas, não faço mais nada. Tudo o que quero é fazer outro. O livro só existe quando estou a escrever. E o tempo é-me muito curto. Se fizer mais dois ou três…

Um autor acéfalo conseguirá realizar uma obra-prima?

Se tiver uma mão suficientemente grande… Prende-se com um conjunto de coisas: primeiro, é preciso ter lido muito. Aprende-se a escrever, lendo. E também é necessária uma grande humildade face ao material da escrita. É a mão que escreve. A nossa mão é mais inteligente do que nós. Não é o autor que tem de ser inteligente, é a obra. O autor não escreve tão bem quanto os livros.

Está a dizer-me que o livro, em relação ao autor, é uma mentira?

Estou a dizer que o livro é melhor do que eu. Não escrevo assim tão bem.

Quem escreve o livro por si?

Um dia, em conversa com Eduardo Lourenço, a propósito de criação literária, ele lembrava o soneto de Pessoa (de quem não sou grande fã e ele é), que fala de «emissário de um rei desconhecido (…)», uma espécie de mensageiro. Há uns tempos, disse ao telefone, ao meu agente, ter a sensação de que era um anjo que estava a escrever por mim. Lembrei- -me, então, que anjo quer dizer mensageiro. Quando estou a escrever, parece que estão a ditar-me e a mão a reproduzir.

Considera-se um predestinado?

Não. Isso até aumenta a humildade. Com o passar do tempo, há dois sentimentos que desaparecem: a vaidade e a inveja. A inveja é um sentimento horrível. Ninguém sofre tanto como um invejoso. E a vaidade faz-me pensar no milionário Howard Hughes. Quando ele morreu, os jornalistas perguntaram ao advogado: «Quanto é que ele deixou?» O advogado respondeu: «Deixou tudo.» Ninguém é mais pobre do que os mortos.

Despojamento, uma outra riqueza?

Quando uma pessoa morre, tira-se--lhe a roupa, objectos pessoais, o dinheiro, os óculos. Que vão vestir os mortos quando voltarem? Que dinheiro têm para comer quando voltarem? Morro, podem ficar os livros, mas os livros não são eu, que terei a boca cheia de terra e estarei no céu ou em parte alguma. Que diferença me faz? Quando voltar, com que óculos é que vou ler?

Como regressam os mortos?

E será que partem? Sou um homem religioso. Há um provérbio húngaro muito velho que diz: «Na cova do lobo não há ateus.» O nosso problema é se Deus acreditará em nós. Deus, porém, tem coisas incompreensíveis para mim. Acho que gosta muito dos tolos, porque não pára de os fazer. Mas, se calhar, o caminho de Deus terá tais profundezas que a gente não as entende. Tenho, sobretudo, a experiência das perdas. A perda de qualquer amigo é uma ferida que nunca cicatriza. A perda de pessoas de quem gostei, e que não são substituídas por nada, deixaram vazios que nunca serão preenchidos. Isso também ajuda a tornar-nos humildes.

Na desmultiplicação do narrador, em Eu Hei-de Amar Uma Pedra, todas as personagens se confrontam com perdas…

Dizem que os meus romances são polifónicos. Não são. É sempre a mesma voz que fala e gostaria que fosse também a voz interior do leitor. Ou melhor: essa voz não fala, nós é que a ouvimos.

Uma voz que se desdobra em vozes de muitas sombras?

Sombras, luzes. Gostaria que fossem vozes totais, para mim são vozes totais, porque trazem consigo carne, corpo. O drama é que a gente está a ler em folhas de papel. E, no entanto, nunca tive a sensação de fazer ficções.

O seu novo romance parte de fotografias. São o maior registo da memória?

Não acho que os romances sejam novos. Existem há muito tempo, à espera que seja capaz de chegar a eles. Em miúdo, conheci pessoas rodeadas de fotografias antigas. Perguntava quem eram aquelas pessoas, diziam-me ser o trisavô, todas pessoas mortas. Eu pensava: como podem estar mortas se olham para mim desta maneira, como se me conhecessem? Tinha a sensação de que as pessoas daquelas fotografias me compreendiam melhor do que as vivas. Naquelas fotografias amarelas subsistia a vida, o olhar. Na capacidade de transmissão de emoções e vivências, a fotografia sempre me fascinou. Nunca tirei uma fotografia, falta-me esse talento.

Mas temos fotógrafos geniais.

Não tirou fotografias às suas filhas?

A ninguém. Da mesma maneira que nunca gosto de me ver fotografado.

Acha-se feio?

Nunca lidei bem com o meu corpo. Vejo agora fotografias de quando era bebé ou de há 30 anos, e era bonito. Quando tinha 18 anos, as mulheres metiam conversa comigo.

Em dado momento da sua vida, isso foi razão para o tornar vaidoso?

Não era importante. Importante era que as mulheres fossem bonitas. As mulheres sempre exerceram um grande fascínio sobre mim.

Sentiu falta de um elemento feminino entre os seus seis irmãos?

Não podia sentir, porque não sabia o que era o elemento feminino.

Havia a mãe, as avós…

As mães, os pais não têm sexo. A mãe era a mãe, e mulher do meu pai. Também não sabia muito bem o que era ser mulher do meu pai. Julgo que todos os miúdos vêem os pais de uma maneira assexuada. Eu via a barriga da minha mãe a crescer mas não sabia qual o mecanismo que fazia com que a barriga da minha mãe crescesse.

Acreditava que os bebés chegavam no bico de uma cegonha?

Comigo era diferente. O meu pai estava na Alemanha, vinha uma vez por ano e a barriga da minha mãe começava a crescer. Sabia que tinha alguma coisa a ver com o facto de o meu pai ter estado cá. Mas nunca os vi beijarem-se, não sabia muito bem como aquilo era feito.

Não se falava de sexualidade às crianças. Hoje, o próprio ensino dá-lhe alguma atenção. É melhor?

Não faço juízos de valor, não sou médico.

É médico psiquiatra…

Já não faço nada disso. Só escrevo palavras. Nunca analisei essa parte, só me interessava tentar entender. Se analisarmos, não entendemos.

Como se chega ao entendimento sem análise, sem crítica?

Por osmose. Quando se critica, estamos a julgar. Se julgarmos já não compreendemos, porque julgar implica condenar ou absolver. Acho que era Malraux quem dizia: «A partir do momento em que a gente compreende, deixa de julgar.»

Que tempo vivemos: o do julgamento?

Tenho uma vida um pouco especial. Estive recentemente na Roménia, um país que me encanta e me faz reaprender o que é a liberdade. Um país muito parecido connosco…

No aspecto da liberdade?

No da latinidade. Quando voltei, havia todas essas coisas provocadas por este espantoso governo que temos. Tudo o que se tem passado me dá vontade de rir. Nós nunca vivemos em democracia, tal como os EUA não vivem em democracia. A democracia implicaria um referendar constante das decisões, e isso não acontece.

Há eleições…

Vota-se de quatro em quatro anos, mas, entre esses quatro anos, não nos pedem opinião. O que se tem verificado em Portugal, a propósito da liberdade de imprensa, não passa de uma luta de poder igual a tantas outras. De uma forma geral, olho para os políticos com uma indulgência divertida, sejam de que partidos forem. Há pouco tempo, estava no estrangeiro, num encontro com cento e tal escritores, e ouvi falar de Portugal por causa do «barco do aborto». Comentava-se que um ministro nosso terá dito: O mar português é um mar com princípios. Foi um motivo de troça à minha custa, que não tinha culpa nenhuma.

Portugal é diferente dos outros países?

Claro que não. Nem somos piores. E temos uma língua espantosa. E um clima maravilhoso. Cada vez me seria mais difícil viver longe de Portugal. Gosto muito do meu país.

Costuma ler as críticas à sua obra?

Devo ser dos poucos autores que não lêem as críticas, sejam boas ou más. O que faço ainda é cedo para ser compreendido. Tenho a sensação que estou a escrever coisas maiores do que eu. É preciso deixar passar um tempo. Talvez daqui a 50 ou cem anos seja tudo mais claro. Se uma pessoa está à frente do seu tempo, isso provoca reacções contraditórias. Mas há críticos excelentes que iluminam zonas de sombra dos livros. É também preciso grande humildade para se escrever sobre o que se lê e não julgar-se um livro com a nossa chave. Temos de aceitar que há livros muito bons de que não gostamos e livros de que gostamos que podem não ser bons.
Prefere que a chave dos seus livros fique na posse do leitor?

A chave vem com o livro. Saber ler é tão difícil como saber escrever.

Há quem tenha dificuldade em entrar nos seus livros…

Para mim, os livros que escrevo são óbvios e evidentes. Ao lermos certos autores muito bons - estou a pensar no Conrad -, parece caminhar-se no meio do nevoeiro e, de repente, o nevoeiro começa a levantar-se e o livro fica totalmente claro. Quando, aos 20 anos, via um filme de Bergman, aborrecia-me profundamente.

A partir de que idade começou a entender Ingmar Bergman, considerado o cineasta da memória?

A partir dos 40, comovia-me até às lágrimas. Era eu que não estava preparado para ver aqueles filmes e notar o quanto de mim existia neles. Nós somos casas muito grandes, muito compridas. É como se morássemos apenas num quarto ou dois. Às vezes, por medo ou cegueira, não abrimos as nossas portas.

Quando na sua escrita suspende a frase, a palavra, deseja deixar portas abertas? Pretende ter o leitor como um interlocutor constante?

Fui compreendendo que tinha de pôr a prosa a respirar de uma outra forma. É também uma maneira de pontuar. O problema é como isso se traduz para outras línguas. Neste momento, na Rússia, estamos com problemas de tradutores de português; traduz-se a partir do alemão. O português, em muitos países, é como o esloveno para nós. Um país onde se traduz maravilhosamente é em Espanha.

Que imagem tem da língua portuguesa, falada por 250 milhões?

Na sua maior parte, as pessoas que conhecem o português em alguns países conhecem o português do Brasil, cujo léxico e musicalidade são diferentes. Julgo que o meu português coloca problemas específicos. Estou a lembrar-me do problema que foi para um tradutor expressões como alto lá com o charuto. Todas as línguas têm a sua idiossincrasia. Uma tradução acaba por ser uma fotografia a preto e branco.

Sente-se bem a escrever em português?

É a minha língua, não me imagino a escrever noutra.

Nos seus livros faz sempre uma visita à infância. É o património mais vasto e rico da sua escrita?

Queria que os livros tivessem todos os tempos da minha vida. Talvez a partir de uma certa idade estejamos mais atentos à nossa infância.

Estou a lembrar-me de Séneca, que diz: «Ama como se morresses hoje.» No seu caso, escreve como se pudesse morrer hoje?

Não quero nada morrer hoje. Estou a meio de um livro, não o queria deixar imperfeito. E queria viver mais dois anos para fazer outro, e mais dois para fazer outro, como se andasse a negociar a vida. Gostaria de ter mais dez anos para escrever. E se calhar, mesmo morto, a mão vai continuar a avançar.

Quando poderá o escritor ter a percepção de que deve parar?

A partir de certo momento, tudo começa a ossificar-se. Muitas vezes não temos essa percepção.

Tem palavras por meio das quais procure um significado absoluto?

Tenho aprendido mais a escrever com os poetas do que com os prosadores. Em poesia, pelo menos nos poetas que admiro, cada palavra tem um brilho próprio. Mas não gosto de dividir as coisas em romance, conto, novela, poema.

Convoca tantas flores para os seus livros… Fazem parte da sua natureza?

Vivo sem flores, não tenho flores em casa. Vivo com livros e quadros, a maior parte oferecidos pelo Júlio Pomar. Nunca tive bens materiais. Nem uso relógio. Posso fazer a mala e ir-me embora. Não estou agarrado às coisas.

publicação de
João Brito Sousa

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

COMENTÁRIO OFICIAL DO FILIPE


PORQUE O COMENTÁRIO DO FRANCISCO FOI PUBLICADO DUAS VEZES, POR LAPSO, PUBLICAMOS AQUI O COMENTÁRIO CORRECTO COMO POST.


A MINHA OPINIÃO É:


Sou visita assídua deste blog, uma vez que as pessoas mais importantes na minha formação como Homem e tendo-as como referência, resolvi escolher seguir a via profissional do ensino, são também professores e membros desta associação.

Senhor Adolfo Contreiras, é notória a falta de conhecimento de V. Exa pelo que se passa actualmente nas escolas do nosso país. Vejo nele um pouco da cegueira e do autismo da nossa Ministra da Educação.

Apelidar de "manifestação da má vontade" ao que aconteceu na tarde do dia 8 nas ruas de Lisboa, só revela que o senhor desconhece o que o M.E. tenta impor aos professores. O conjunto de imposições a que me refiro, e ao contrário do que seria de julgar não foram tomadas tendo como preocupação os nossos estudantes e não visam de forma alguma o seu sucesso educativo. São somente um instrumento para uma enviesada avaliação do estado da educação e das suas estatísticas em Portugal.

Esta manifestação foi, ao contrário do que o senhor pensa, um enorme sucesso, um verdadeiro exemplo de força e união, ou o senhor também é daqueles que pensa que os 120 mil foram convocados pelo PC?? Tenho as minhas dúvidas.

Um pequeno exemplo de como este Modelo de Avaliação do Desempenho, é condenável, para além de configurar uma arquitectura burocrática absurda e desajustada daquilo que é relevante no processo de ensino/aprendizagem, pode desencadear, no quotidiano escolar, processos e relações de extraordinária complexidade e melindre, mercê de contingências disparatadas, como os avaliadores de hoje serem avaliandos amanhã, e vice-versa, avaliadores com formação científico-pedagógica e académica de nível inferior aos avaliandos, ou ocorrerem avaliações da qualidade científico-pedagógica de práticas docentes empreendidas por avaliadores oriundos de grupos disciplinares muito díspares (os quais, nem sequer foram objecto de uma formação adequada em supervisão e avaliação pedagógica, quanto mais científica).

Alerto ainda V. Exa. para os graves problemas de indisciplina que se vivem nas nossas escolas e que são mais que muitos e não se resolvem como na década de 50, quando os membros desta associação ocupavam os bancos da escola. E que este modelo de avaliação de desempenho imposto pelo ME, quer avaliar os professores em função da sua relação com a comunidade escolar.

Sou professor com muito orgulho e preocupo-me com o sucesso dos meus alunos, quando me sinto prejudicado e injustiçado, sou capaz de abdicar do meu descanso semanal, as vezes que forem necessárias para me deslocar sem medo a Lisboa, e reivindicar justiça. Sim, porque agora podemos fazê-lo, ao contrário do que acontecia nos saudosos anos 50 e 60, sempre recordados neste blog, em que poucos, mas bons tiveram coragem de o fazer.

Portalegre, 12 de Novembro de 2008
Francisco José Marques Alves Miguel

PS- O Prof. Francisco José M. Alves Miguel, é filho e sobrinho de costeletas e foi por mim convidado a participar, com pequenos textos, porque me disse ser amigo do blogue e visita assídua.


Publicação de
João Brito Sousa

OS PROFESSORES/ TEMA PARA DEBATE


PROFESSORES
retirado de APGorjeios

e solicitado autorização ao

ADOLFO PINTO CONTREIRAS


Assisti, desde a passagem da cabeça da manisfestação no Rossio até à passagem da cauda nos Restauradores, durante cerca de duas horas, à grande manifestação de má-vontade dos professores contra a avaliação e não carreira única.

Quem passou pelos vários graus de ensino sabe, de experiência própria, que em cada e todas as escolas há um restrito núcleo de bons e dedicados professores vocacionados para ensinar e que valem ouro, enquanto um largo grupo cumpre o dever a que está obrigado mais preocupado consigo próprio e a carreira do que com a escola e o ensino, e ainda resta um razoável naipe de professores feitos a martelo que o são apenas como modo de vida e futuro garantido que nem a receita pré-estabelecida são capazes de aplicar devidamente.

Estes últimos são irrascíveis quanto a qualquer mudança, os cumpridores indiferentes deixam-se arrastar pelo medo a alguma perda de privilégio e fazem grupo com aqueles e tornam-se, em algumas escolas, grupos activos maioritários enquadrados e dirigidos por sindicalistas com objectivos partidários.A síntese perfeita do espírito da contestação está nas declarações da professora Beatriz Duarte ao "Público" do dia 9 : -Se for preciso, manifesto-me todos os fins-de-semana-.

Nem mais nem menos, o trabalho de avaliação é uma canseira insuportável para a qual não está disponível, para tal peditório não dá o seu tempo, mas se for preciso dará todos os fins-de-semana para desfilar semanalmente em Lisboa ou qualquer lugar do país. A professora acha que dar algum do seu tempo extra ao serviço do ensino estorva insuportavelmente a sua vida pessoal ou familiar, mas está alegremente disponível para, durante a semana reunir, discutir, estudar, preparar e organizar a deslocação e sobre esse tempo ainda dá mais tempo, e duro, para desfilar um dia inteiro em marcha lenta cantando, dançando e apregoando slogans. E se entender necessário fá-lo-á todas as semanas, e viva a festa.

publicação de
João Brito Sousa

terça-feira, 11 de novembro de 2008

CORREIO DA LÍDIA


2008.11.11


1 - NOTÍCIAS DE VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO


1.1 - AURÉLIO MADEIA, com um abraço.

Como já me apercebi que não sabem o paradeiro de alguns costeletas, tomo a liberdade de informar o paradeiro daqueles que conheço. Começo pelo costeleta Senhor Aurélio José Gonçalves Madeira.Também fui aluna deste costeleta e guardo boas recordações desses tempos.Reside em Vila Real de Santo António e em Faro
Foi funcionário do Banco Nacional Ultramarino, já está aposentado. A convite do Dr. José de Campos Coroa, a determinada altura acumulou funções de professor na Escola Industrial e Comercial de Vila Real de Santo António.

Foi um dos fundadores do grupo de teatro António Aleixo, fiz parte do grupo juntamente com outro costeleta

Senhor Benjamim da Graça Viegas. co um abraço do BRITO de SOUSA

1. 2 - Quando fui aluna do Prof. Aurélio Madeira, como eu era das mais desinibidas, um dia pelo Carnaval as minhas colegas pediram-me para oferecer ao Prof. um ramo de flores impregnado com pó de espirro. O professor que gostava pouco ou nada de brincadeiras, agradeceu a gentileza mas atirou o ramo de flores para o caixote do lixo e por mais que eu insistisse recusou-se a cheirar as flores. Mesmo assim ainda hoje somos amigos.


1.3. - JÁ GORA GOSTAVA DE SABER NOTÍCIAS DO ALEIXO e da BAPTISTA aí da FUZETA. QUEM SABE?...


Publicação de

JBS

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

CORREÎO DA LÍDIA MACHADO


1- PARA,

MARIA JOSÉ FRAQUEZA

DA: ´LÍDIA MACHADO


Muito boa noite !
Aqui vai a resposta para a Senhora Professora Maria José Fraqueza:-Continuo a morar em Vila Real de Santo António, na Rua António Capa, nº 32

Telefone 281541583
Telemóvel 917430522
lidiamachado@sapo.pt


Adorava encontrar-me com a Senhora para recordarmos os bons momentos que a Senhora nos proporcionou. A Senhora irradiava uma alegria constante. estava sempre muito bem disposta.A minha turma foi a primeira turma mista daquela escola.

Um grande abraço da ex aluna

Lídia Machado (ao tempo Lídia Amaro)
CumprimentosLídia Machado

2 - PARA

MESTRE OLÍVIO

DE: LÍDIA MACHADO


Muito boa noite !

Se o meu amigo me permitir gostava de deixar o meu testemunho acerca do GRANDE MESTRE OLÍVIO"OLÍVIO CABRITA ADRIÃO"

Não fui aluna do Mestre Olívio, como é óbvio. Fui aluna da Esposa, Senhora Professora Dª Maria da Luz Adrião, que infelizmente já não se encontra no meio de nós.Privei de perto com o Mestre Olívio.


Visitava o casal com alguma assiduidade.No pós 25 de Abril, tive conhecimento que um mestre da escola Industrial e Comercial de VRSAntónio, exigiu a todos os alunos que o tratassem por professor. Um dia fui visitar a Dª Maria da Luz e o Mestre Olívio e quando o cumprimentei perguntei-lhe:

- Como está Senhor Professor Olívio ?
Recebi como resposta:
_ Minha menina, professor não, Mestre.
professores há muitos mas mestres há poucos, continue a tratar-me por Mestre, eu não sou o meu colega...

Conheço muitos ex alunos do Senhor Mestre Olívio e tal como em Faro também aqui em Vila Real todos quando se referem ao Mestre Olívio lhe reconhecem as excelentes qualidades quer como Mestre quer como Homem, era amigo de todos e dizem que nunca o viram mal humorado.


Quero enviar daqui um grande abraço para o Mestre Olívio do Machado e da LídiaCumprimentosLídia Machado


3 - Parabens À LÍDIA


Muito simpática as tuas mensagens para os teus professores. Gostava de ter tido alunos assim.
Acho que tu e os professores aqui citados se devem sentir orgulhosos.
Publicação de
JBS