quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

FARO; CIDADE DOS COSTELETAS
















RUA DO MUNICÍPIO.
à memória do Franklin

A rua que vai do Arco da Vila até ao Largo da Câmara, é a chamada a do Município.
Do ponto de vista Histórico, entre os Romanos, pelo menos, Município é a cidade que tinha o privilégio de se governar segundo as suas próprias leis, onde porém, nem todos os habitantes possuíam os mesmos direitos.

Pode ser ainda divisão administrativa de um Estado, distrito ou região, com autonomia administrativa, e que é constituído por certos órgãos políticos – administrativos. Em Portugal, o Município é composto pela Junta de Freguesia, Assembleia Municipal e Câmara Municipal..

Nesta rua, que sobe ligeiramente, funcionaram a Escola do tempo do Professor e grande pedagogo olhanense, escritor, ensaísta e músico o Engº Piloto, do Mestre Guerreiro e D..Maria, o Dr. Urbano, talvez... e nessa Escola andou o Zaralho, aquele de Tavira que deu um chuto na cesta do polícia .. e lá se foram os pratos. .

A Câmara MUNICIPAL DE FARO e a Directoria de Faro da Polícia Judiciária, ficam nesta rua no nº 15 a última..

Fica igualmente aqui localizado um estabelecimento comercial de artigos de arte sacra e venda de livros. .

publicação de

João Brito Sousa

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

MENSAGENS DE NATAL

Maria José Fraqueza


Da escritora e poetisa MARIA JOSÉ FRAQUEZA, recebemos vários poemas com mensagens de Natal. Publicamos estas duas na íntegra.
Obrigado Zezinha.


(clik com a mãozinha em cima da mensagem para aumentar e ler melhor)




Colocado por Rogério Coelho






BOAS FESTAS PARA TODOS OS COSTELETAS


NA COMPANHIA DE ANTÓNIO RAMOS ROSA


Não possso adiar o amor para outro século.


Não posso adiar o amor
para outro século
Não posso adiar o amor
para outro século não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob as montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas

Não posso adiar este braço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos
sobre as costas e a aurora indecisa
demore
não posso adiar
para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração

publicado por
JBS

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

BOAS FESTAS PARA OS BIFES


















Meus Caros Amigos,

Desejo-vos a todos “UM BOM NATAL e UM FELIZ ANO NOVO”.

Nesta altura do ano, há sempre um sorriso em cada um de nós para todos os outros e conseguimos portamo-nos como pessoas . É só nesta altura do ano porque no resto é à porrada. Digamos que somos maus de 10 de Janeiro até ao dia 8 de Dezembro de cada ano, e, a partir daí, começamos a ser bons, 8/12 a 10/ 01 de n+1. É mais ou menos isto e a cena repete-se todos os anos..

Tenho muitos e bons amigos que foram alunos do Liceu e que mais tarde foram meus colegas noutros estabelecimentos de ensino. Nunca senti má vontade da parte deles em relação a mim. .Malta bacana. Ainda agora estive presente no almoço deles e troquei ideias com pessoas que estão aí, ocupando lugares de eleição no sector público ou privado, pessoal VIP, digamos assim, e o relacionamento foi fantástico..

Gosto deles.

Foi muito saudável a rivalidade desportiva entre os dois estabelecimentos de ensino, anos 50/ 60, mas ainda não cheguei a concluir, qual deles foi melhor a jogar futebol com o número 10 nas costas, se o costeleta MANUEL POEIRA, internacional júnior se o Dr. ALELUIA do Liceu. Vi jogar os dois e valeu a apenas ver. Talento e arte e futebol .

Foram eles que, em tempos difíceis disseram não, organizaram-se, manifestaram-se e pegaram o Merdpck pela gola do casaco e não o deixaram morrer. Mas nós também estivemos lá (poucos mas bons) e dissemos presente.

E por muitas outras coisas mais, quero deixar a essa malta do Liceu, em nome de todos os costeletas, uma boa quadra natalícia e um bom ano de 2009.

E ainda um abraço do

JOÃO BRITO SOUSA
(em representação de todos os costeletas)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

DO CORREIO - MENSAGEM DE NATAL

A Costeleta Poetisa Maria Romana


Da Costeleta Poetisa,Maria Romana, para todos os costeletas, recebemos esta mensagem de Natal que transcrevemos.



Mensagem de Natal
Num momento de reflexão
Sentia na minha alma
Aquela paz, tão suave,
Que delineava os contornos
Do meu imaginário,
Um sonho alado,
Repleto de fantasia!
Enlevada pela acalmia,
A vida em meu redor
Emergia a presença do belo...
De repente, apercebi-me
Da verdadeira realidade!
Um Mundo conturbado,
Em sofrimento constante...
Sensível à voz da razão
Reflecti, profundamente
Na transparência sagrada
Das palavras
Que valorizam a alma humana;
Sentimentos plenos de grandeza,
Que, podem alcançar
A PAZ, AMOR COMPREENÇÃO,...
Em toda a Terra,
À Luz da boa vontade,
Fazendo renascer
Todos os dias
SUBLIMES NATAIS
Como Divinos Cânticos à Vida!

Maria Romana


colocado por Rogério Coelho

O NATAL



O NATAL
do Professor Doutor José António Pinheiro e Rosa, professor costeleta.

Para o Diogo Costa Sousa, em Washington, com os votos de BOAS FESTAS

“Sinos a tanger à meia-noite! Presépios armados pelas casas, cheios de ingénuas composições e de encantadores anacronismos! Ceias alegres nas famílias, menos para comer que para gozar a Santa atmosfera que Deus institui e radicou no coração humano, com reflexos e projecções até na própria escala animal! Árvores carregadas de luzes e de brinquedos, `a volta dos quais brilham ainda mais os olhares entusiasmados da pequenada! Barbudos ”Pais Natal”, de estrangeirada importação, mas de incontestável efeito sobre a gente miúda!....”

Pinheiro Rosa, nasceu em Faro a 5 de Maio de 1908.Concluído o curso Teológico dos Seminários em 1929, exerceu desde esse ano o professorado, primeiro no Seminário de Faro, depois no ensino livre e colégios particulares e por último nas disciplinas de letras do Ensino Técnico Oficial.

Em 1966 foi nomeado Director da Biblioteca e dos Museus de Faro, que reergueu na profunda decadência em que estavam mergulhados e instalou no edifício onde hoje se encontram.

Publicação de
João Brito Sousa.

domingo, 14 de dezembro de 2008

FLAVIA VICENTE DE BRITO





RECEBEMOS da FLAVIA VICENTE de BRITO

boa tarde,


estou a fazer um trabalho sobre um torno que se encontra ainda na escola tomás cabreira, e que esteve em pleno funcionamente durante os tempos de escola industrial e comercial.

gostaria de saber se o senhor frequentou aulas na oficina de serralharia, daquela escola. interessava-me saber se usou o torno em questão ou mesmo se sabe alguma informação sobre a proveniência das máquinas. ou apenas para me deixar o seu testemunho de utilisador.

agradeço-lhe desde já a sua disponibilidade, saudações flávia brito

QUEM DÁ UMA PISTA À FLÁVIA?
publicação de
João Brito Sousa

HOJE É DOMINGO


HOJE É DOMINGO

É evidente que desejo um bom domingo para todos. Mas não me levem a mal se deixar aqui uns nomes de grandes costeletas, como o

ZÉ PUDIM PAIXÃO – Colaborador do blogue com belos textos como este último, um bom companheiro à mesa com boas histórias para contar e sempre em forma. E além de tudo o mais foi o meu comandante nas tardes de sábado à tarde na Escola. Aqui deixo um aló para ele.

PROFESSOR AMÉRICO – É especial e foi um dos grandes homens que encontrei na minha vida.

JOÃO GONÇALVES JACINTO – Meu parceiro de carteira e grande jogador de bilhar livre ou às três tabelas.

FERNANDO BENTO DE SOUSA- Que discutia comigo lugar de guarda redes na equipa do 1º ano 3ª turma do CGC.

ZÉ AMÂNCIO- Um bom amigo e comandante aos sábados à tarde.
ANTÓNIO DA SILVA RODRIGUES - De Olhão, foi o meu parceiro no 2º ano do Ciclo Preparatório. Disseram-me que está em Sines.
JOÃO CUCO - Forte que nem um aço. Cadé ele?
ZÉ ELIAS MORENO - Imprescindível aqui. Um grande homem e um bom amigo.
Mestre OLÍVIO- Um senhor
Mestre MENDONÇA- Igualmente u m grande senhor.
Mestre CAROLINO - Idem, idem, idem
ZÉ MACÁRIO - Guarda redes de andebol e grande jogador de baskett. Foi no 1º ano do Ciclo da turma do Manel Zé Coelho Guerreiro, do Rabeca, Gil Vieira, Lorinho, Romualdo ...
ZÉ GRAÇA GAGO - Em Moncarapacho é o maior
JOÃO MÁRIO MASCARENHAS. - de Moncarapacho city
JOÃO DOS SANTOS - De Santa LUZIA, o maior na porrada .. aló john... nunca mais
REINALDO NETO - De ESTOI, bom keeper e bom na porrada.
IVO - de Olhão.. nunca mais.
ZÉ PINTO FARIA - Um senhor. Campeão nacional de JUDO
ALFREDO TEIXEIRA - Grande atleta e campeão nacional dos 400 metros barreiras.
ALEX - A saudade .....
Texto de
JOÃO BRITO SOUSA

sábado, 13 de dezembro de 2008

ANIVERSÁRIO DE ASSOCIADOS COSTELETAS


Fazem anos em Dezembro


17 - António Bota Filipe Viegas; António José da Silva Martinho. 18 - Cândida Maria do Livramento. 19 - César Vieira Silva Nobre. 20 - Sandra Maria Machado Fonseca; Maria Adelina Guita dos Santos Dias Neto. 21 - José Maria Carvalho Bernardo; José Jesus Bacalhau; Ângelo Gonçalves Silva. 22 - Rosa Maria Guerreiro Custódio; Dr. Afonso Joaquim Baptista. 23 - José Mateus Ferrinho Pedro; Vidal Rosário Tenazinha Prudêncio. 24 - Maria Manuela Pereira Magalhães. 25 - Maria Bertina Baptista Domingos Mendonça. 26 - Manuel Silo Graça Caetano; Filipe Vieira; Rui Gordinho Rebocho. 27 - Manuel Estêvão Rosa Gonçalves; Isilda Maria Guerreiro Cavaco Brás. 28 - Herculano Luís Martins Vieira; José Alberto de Brito Pereira. Maria Conceição Vasques Estrela Silva Abreu; 29 - João Jorge Carmo Tavares; Jorge Grade Cachaço; Simplício Pereira Araújo. 30 - João Manuel Brito Sousa; Célia Maria dos Santos Reis Branco. 31 - Joaquim do Serro Custodinho; Isabel Maria da Conceição Rufino Faustino.




OS NOSSOS PARABÉNS


Em especial para a Bertina Mendonça que comemora com o Menino Jesus, e a quem desejamos umas rapidas melhoras.


Pesquisa de Rogério Coelho.

CASAMENTO OU DIVÓRCIO


CASAMENTO OU DIVÓRCIO

Facilitar o divórcio sim ... mas dificultar o casamento, é isto, mais ou menos o que diz o jornalista Carlos Ferreira, em artigo publicado na página 4 do último jornal “A AVEZINHA” de Paderne.
O escritor Aquilino Ribeiro fala do casamento nestes termos, no seu livro “O GALANTE SECULO XVIII”

O casamento, diz um personagem, é a maior asneira que o homem pode cometer. Em qualquer época da vida que se contraia, é sempre tropeço, escravidão, inferno

Discordo, diz o outro personagem, a meu ver o casamento é o mais cómodo, mais agradável e o mais útil estado da vida do homem Com isto, não pretendo garantir que tais circunstâncias se encontrem reunidas em todos os casamentos; mas estou persuadido de que são apanágio de muitos e isso me basta

Ora, o problema parece estar aqui, nem todos os casamentos dão em divórcio e nem todas as pessoas são contra o casamento nem sequer contar o divórcio. Vou pelo casamento...

Os divórcios são apenas situações da vida de hoje e mais nada.

O serão outra coisa?

Texto de
João Brito Sousa

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

DO CORREIO


Paixão Pudim







Do nosso associado Costeleta Paixão Pudim recebemos, pelo correio normal, a carta que transcrevemos na íntegra.




Recordações e Casos da Vida Real de um Costeleta Aposentado




;
...Finalmente, vou aposentar-me a lOO%... isto e, deixei os "biscates”
... 0 Ultimo, levou-me ao Parque das Nações... e, nem de propósito, aproveitei para recordar a Expo 98, rever o Pavilhão do Conhecimento dos Mares aonde estive envolvido. Foi muito bom recordar o que lá passei... e, durante a contemplação do agora Pavilhão das Ciências, encontrei, por casualidade, numa obra próxima, o encarregado Manuel que, há 18 anos atrás, estivera comigo na construção do Edifício da Marconi em Linda a Velha, Oeiras. Com este algarvio de são Bartolomeu de Messines passei por períodos de grande azáfama, muita res­ponsabilidade e alguns "apertos"




"Racismo Nunca"

Hoje, vou recordar um episódio quase incrível de aceitar... mas verdadeiro e, nada tem de racismo... apenas consequência do sistema social envolvente.
Decorria o ano de 1990 e a Marconi necessitou ampliar o Edifí­cio das Telecomunicações Intercontinentais. Foi uma obra de extremo rigor com planeamentos cumpridos “religiosamente”. Todas as activi­dades estiveram sempre superiormente controladas e os prazos de execução cumpridos até á exaustão. Tudo muito bem programado.
A obra decorria favoravelmente quando sucedeu um imprevisto já na fase final. - Umas portas de correr, de grandes dimensões, blindadas, com isolamentos acústicos, fechos automáticos, destinadas a dividir as salas de controle em casos urgentes ou especiais, vinham de Itália. Há ultima hora alteraram a entrega via terrestre por via marítima com chegada ao porto de Leiõees e, consequentemente, o transporte em camião Tir até Lisboa. Tudo isto resultou atraso de uma semana. Para cumprir o planeamento previsto tornou-se complicado solucionar este contratempo.
Havia uma data determinada para a chegada de engenheiros japoneses especialistas em electrónica. Exigiam completo silêncio, por conseguinte, os ruídos provocados pelos trabalhos da obra teriam que acabar na véspera da intervenção deles. As datas coincidiam e por isso, mandou-se um Fax para Tóquio a comunicar a situação e pedindo a chegada dos engenheiros para 5 dias depois da data prevista.
A resposta foi imediata, nestes termos: - Impossivel satisfazer vosso pedido. A nossa agenda esta completa para os proximos dois anos.
Depois de Portugal registamos compromissos com países da América Latina, Norte da Europa, ainda Médio Oriente e, só depois, Lisboa.
Tudo isto complicava-se ainda mais porque estava em preparação um grupo de engenheir9s portugueses, admitidos por concurso Nacional, estagiários, para receberem formação especifica dos engenheiros nipónicos. Determinou-se uma reunião urgente, na qual foi decidido concluir a obra o mais rapidamente possível B a necessidade de organizar os turnos de 24 horas...uma aflição!...
Para se compreender bem, toda a situação. Devo acrescentar que nesse ano de 1990, 80% do pessoal eram africanos, principalmente de Angola e Cabo Verde e, também alguns negros de Congo ex-Belga.
Houve necessidade absoluta de ganhar tempo e, para isso, iniciou-se por desmontar o estaleiro e retirar todos os materiais sobrantes... A. grua giratória estava a trabalhar num circulo de 50 metros com desníveis acentuados e trabalhadores por baixo em zona perigosa... 0 que era preocupante. Tudo muito à pressa... material a desprender-se e a cair de alturas consideráveis. 8egurança péssima sem os devidos cuidados. Um perigo iminente!
Observei tudo isto quando cheguei pelas 8 horas ao parque de estacionamento... fiquei estarrecido pela forma como estavam a decorer os trabalhos... a segurança dos trabalhadores não estava a ser respeitada. Mandei suspender toda a actividade, chamei o sr. Hanuel, o encarregado algarvio, conhecido por “desenrascado”... e gritei: - Como é possível trabalhar nestas condições... - Tem consciência do que pode acontecer?... resposta do encarregado: - Sr. Paixao, tenha calma e não fique chateado. Não vai acontecer Nenhuma desgraça. - Tomei as minhas precauções. Logo repliquei: - como assim, explique-se? – Está tudo sobre controle. Como vê, lá em baixo , naquele raio de ação da grua, nas cargas e descargas, só estão a trabalhar três homens "brancos” - Se cair algum material do balde da grua e atingir com fatalidade algum trabalhador branco, isto é, se morrer, ninguém vai ao funeral e a obra não pára.
- Se estivessem trabalhadores negros e acontecesse a mesma desgraça a situação seria bem diferente: - "Todo o mundo” ia ao funeral... primeiro dia perdido... depois a missa do sétimo dia, nenhum negro falta e seria o segundo dia sem trabalharem... a obra atrasava-se irremediavelmente. - Como vê tomei todos os cuidados possíveis para a obra não parar. – Estou certo ou estou errado?!...
Fiquei sem fala!... Felizmente, tudo se recompôs e as tais portas herméticas, foram colocadas nos dois fins-de-semana seguintes... mas fiquei a meditar. - Como é possível esta realidade nua e crua!...
Nota cor de rosa Um dos engenheiros nipónicos “arranjou” tempo para apaixonar-se por uma engenheira estagiária, alfacinha de gema, e hoje vivem em Tóquio.
As voltas que a vida dá!... Este caso, não estava programado e muito menos no planeamento.
Paixão Pudim

colocado por Rogério Coelho

CORREIO COSTELETA






Caro João

Feliz Natal e Bom Ano 2009,

para ti ,extensivo a todos os Costeletas.


Envio-te um pequeno trabalho,que se quizeres podes publicar no Blog.Neste, algo se tem falado, nomeadamente, de alguns monumentos de Faro, do Largo doCarmo,etc.Sobre a Igreja do Carmo, muito haveria a falar. Referirei apenas a sua linda fachada,o magnífico interior barroco,a portentosa escultura de Nossa Senhora do Carmo (que é atribuída a Machado de Castro),a riqueza da talha e da decoração da tribuna da capela mór.


Casamento elegante

Largo do Carmo -Faro,
Foi nos anos cinquenta,
Apreciei acontecimento raro,
Vou-vos referir a ementa!
Da bela Igreja descia,
Um cortejo colorido,
Encabeçado por noiva esguia,
E militar muito garrido.
Ele , em azulado trajo de gala,
Suspensa a espada luzídia,
Ela na mão com pequena mala,
Mais formosa ser não podia!
De damasco puro vestia,
Comprido quese até ao chão,
Do colo um colar pendia,
Resplandecente como luz no verão.
Logo atrás gentes ruidosas,
Em trajos de spavento,
E muitas moças airosas,
Que procuravam casamento.
Enquanto o cortejo decorria,
Alguns curiosos se aproximavam,
Queriam ficar na fotogbrafia,
Que dois fotógrafos tiravam.
As charretes já esperavam,
Pelos ilustres convidados,
Fogosos cavalos as puxavam.
Ricamente engalanados!
O Largo ainda em terra batida
À volta prédios de rés do chão,
Os noivos foram de partida,
Sempre acenando com a mão.
Um ´cadilac arrancou,
Único automóvel que ali havia,
A lua de mel começou,
Naquele enesquecível dia!

Manuel Inocêncio
publicação de
JBS

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

AS FOTOS DO JORECA


O FIALHO, que eram dois.

Aquelas duas fotografias do JORGE CACHAÇO, constituem uma relíquia de recordações, Daquela rapaziada toda, só o Donaldo foi da minha turma. O colega antes do Fialho não me é estranho, mas conheço-lhe a cara.

Aquilo são anos 50 e de vez em quando ainda nos encontramos.

Naquele tempo, éramos todos traquinas mas o ALFREDO era o maior. Houvesse o que houvesse lá estava ele. Grande desportista chegou a campeão nacional. Hoje desenvolve a sua actividade na área da moda.

Conheço o Jorge Cachaço como aluno, bancário e como primo do Nelson Cachaço que veio para a Moita muito cedo e já faleceu.

O Fialho eram dois, um de estatura baixa e outro mais alto. Fez parte daquela célebre turma do 2º 4ª já do CGC, onde andavam lá o Alex (falecido), o Jorge Barata, o Macedo, o Zé Contreiras, o Zé Eusébio, o Justo Sousa, o Edménio, o Lourinho (falecido) o Armandinho, eu sei lá...

O Donaldo foi da minha turma, irmão do Hélder do BNU.

O Vitélio foi um excelente aluno, licenciou-se em Economia e é muito amigo do Alberto Rocha.

Aníbal António Cavaco Silva - O actual Presidente da República

Fernando Palma – De Boliqueime, foi bancário, escreveu um livro acerca da história de Boliqueime e tem um irmão da Indústria.

Viva a malta da Escola

Texto de
João Brito Sousa

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

POETA COSTELETA

CASIMIRO DE BRITO


Tenho o prazer de a/o CONVIDAR


para a apresentação de uma nova

Antologia da minha poesiaintitulada

69 POEMAS DE AMOR e editada

pela4 Águas Editora, de Faro

a qual terá lugar no dia 12 de Dezembro

pelas 18 horas, na Livraria

Bullosa - Lisboa(Campo Grande, 10-B – a Entrecampos)

A obra será comentada por


Maria João Cantinho

e serão lidos poemas por várias personalidades.


Segue-se um beberete.


publicação de
João Brito Sousa

POSTAL ILUSTRADO - RECORDANDO

Os BEM VESTIDOS A RIGOR - Naquele tempo era assim...

4 conhecidos "Costeletas" com o retrato do "Costeleta" Presidente da República


Emiliano; Jorge; Teixeira; Palminha

Fotos enviadas pelo Jorge Cachaço (O Joreca)


Colocado por Rogério Coelho

ANTÓNIO ALÇADA BAPTISTA


QUANDO ALGUÉM PARTE...
( retirado do blogue de FJV http://aorigemdasespecies.blogspot.com/)

Apesar de atrasada, acho que este espaço não pode deixar de referir a “partida” do escritor António Alçada Baptista (1927-2008).

"Viajante, ensaísta, memorialista (Peregrinação Interior), editor (na Moraes), ficcionista (O Riso de Deus) – o António Alçada era sobretudo um conversador e um sedutor.

Ele seduzia as pessoas com quem se cruzava ao longo da vida, e seduzia os seus leitores com aquele tom suave, como é a inocência da sua obra. Estabeleceu uma ponte entre os dois regimes, em 1974 (as suas Conversas com Marcelo Caetano foram uma última tentativa de ler o regime e O Tempo e o Modo uma forma de o mudar).

Tinha uma inteligência muito intuitiva, o que o levava a pensar com leveza sobre coisas profundas. E chegava antes dos outros a conclusões que poucos hoje lhe atribuem. Isso fazia dele um homem generoso de quem era difícil não gostar. Muita gente lhe deve muita coisa".

Publicação de
JBS

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

VERDADEIRO ESPÍRITO COSTELETA































PEQUENAS /GRANDES NOTAS

1 - Depois do MAURÍCIO e da MARIA ROMANA, terem surgido em pleno destaque no blogue, numa jornada de franca amizade que muito me sensibilizou e a quem já enderecei os meus parabéns, pela excepcional postura desses grandes elementos genuinamente costeletas,

2 - trago agora à vossa presença, dois documentos provenientes de dois costeletas ilustres da cidade de Olhão, carregados dos valores que fazem do homem e da mulher costeleta um ser humano único no mundo, mesmo com alguns defeitos, que também têm..

2.1 - Soube não sei como, que, alguns costeletas da velha guarda se reuniam na FUZETA, num almoço de confraternização, às quintas feiras no chamado “almoço dos nove” . Eram eles , o Manel Poeira, João Parra, António Paulo, Nuno Agostinho, Fonte Santa, o Victor Caronho (ausente desta vez mas é parte do grupo), o João Malaia,, o Reina, o Madeira, o Matias, todos velhas glórias do S,C.OlHANENSE sendo os primeiro sete costeletas..

2.2. – Face a isso, falei com o Júlio Piloto, o Zé Félix, o Zeca Bastos e o António Barão e decidimos ir na última quinta feira almoçar à Fuzeta.com os nossos colegas e amigos. Alguns de nós, particularmente, eu e o Zeca Bastos, não tínhamos contactos com o dito grupo dos nove há mais de cinquenta anos .

2.3 - Nesse almoço compareceram ainda os costeletas António Viegas e Bartolomeu Caetano de Pechão, Zé Reis da Luz de Tavira e o Mário Leonardo Proença, Director fo jornal do clube S.C.OLHANENSE e o Zé da Horta de Olhão.

Foi uma jornada onde os presentes souberam estar ao nível dos grandes valores costeletas, que professores da craveira de um Dr. Uva, Dr Ferreira Matias, Dr. Fernando Moreira, Dr. José Correia, Drª Florinda, Mestre Olívio, Mestre Mendonça, Mestre Carolino, Prof. Américo, Dr. Zeca Afonso e algumas dezenas de outros, nos transmitiram e ensinaram.

Porque soubemos honrar as cores da ESCOLA, gritemos bem alto a nossa hino de combate ALA BI... ALA BÁ... BUM... BÁ.. ESCOLA.. ESCOLA... ESCOLA...

3 – Segue-se testemunho documental

3.1. - Mail do MANEL POEIRA,


Caro Brito:

Creio estar a ser o porta-voz de tudo o que nos vai na alma ,após o almoço dos * nove à quinta* na semana passada.

Para nós foi um momento alto que quebrou toda a monotonia dos úlultimos tempos.Com o Júlio Piloto, o José Félix e o Barão nós de vez em quando vemo-nos.

A tua presença e a do Bastos emocionou-nos um pouco. Foi fácil recordar a tua fisionomia tal como a do zeca Bastos. o que não foi fácil foi esconder a emoção que nos is na alma. Pela 1ª vez (somos amigos há 62 anos) vi o Parra emocionado. Como sabe foi sempre um indivíduo muito sereno, ao ponto de quando marcava golos ao Sorting, Benfica e Porto, não os festejava.

Ficámos com uma divida grande para convosco..

Mais uma vez obrigada pelos momentos altos de quinta feira Bem hajam.PS: O Fonte Santa esse grande senhor do basquetebol e futebol tambeé costeleta..

Um abraço do amigo M. Poeira.

3.2 – Mail do Mário Proença, Costeleta e Director do Jornal S.C.OLHANENSE


Caro Brito,

Estamos todos de parabéns, particularmente tu, pelo impacto que tens tido junto de todos. As pessoas perguntam-me quem tu és e eu digo-lhes que és uma conquista minha.

Respondem-me então não o perda pois está a dar um elevado contributo ao jornal.

De facto assim é e eu estou muito satisfeito por ter ganho mais uma aposta.

O Malaia, o Reina, O Bartolo e o Zé da Horta dizem-me como é que eu consegui trazer-te pata o nosso grupo e digo-lhes que foi uma conquista via Internet, o que é verdade.

Estás a fazer um trabalho com grande mérito.

Um abraço

Mario


4 – AGRADECIMENTO PÚBLICO


O NOSSO OBRIGADO

Podia dar para o torto mas não deu
Houve prazer em estar presente
Toda a gente gostou do que comeu
No fim ficámos todos contente

Velha malta outros tempos
Juntaram-se e confraternizaram
Contra muitas marés e ventos
Todos os seus ideias juntaram

E recordámos com muita emoção
Os tempos passados da ilusão
Num sentido abraço apertado

E vendo tudo bem, no final
Foi uma jornada excepcional
A quem deixo nosso obrigado

Publicação de
João brito Sousa

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

APENAS... FANTASIA




Esta poesia é dedicada ao Maurício Domingues, grande amigo da Maria Romana


Apenas ... Fantasia


Foi, em momento calmo, que sonhei
Com a mais bela força criadora
E envolta p'la magia, eu exaltei
A sublimada musa inspiradora !


Durante este, meu sonho, não parei
De ouvir, a cada instante, a voz mentora;
Sensível ao lirismo, me elevei
Na luz esplendorosa, inovadora!


Eu sentia fluir, na minha essência;
Metáforas divinas, em cadência,
Que inspiravam poema, tão risonho !


Mas, logo despertava e percebia
Que tinha sido, apenas, fantasia
A mensagem "perfeita" do meu sonho!
Maria Romana


Colocado por Rogério Coelho

POR FALTA DE TEMPO NÃO FOMOS VER O MUSEU DA ZÉ




DEVERÍAMOS LÁ TER IDO...


Fiquei um pouco decepcionado comigo próprio por ter sido conivente na deselegância que praticámos com A COSTELETA E COLEGA Maria José Fraqueza.
Não tenho receio de o dizer, mas não fui correcto perante o convite da Zé, quando nos disse, "venham vero meu Museu."
Os autores gostam de ser lidos, vistos, criticados, avaliados etc ... etc....Esquecemo-nos que a Zé, como qualquer um de nós, tem orgulho na sua obra. Boa ou má a obra é dela. E


FUI CONVIDADO E NÃO FUI ....

Errar a gente pode... acontece !...
Rejeitar visitar a cultura ?
Quem faz isso é que não merece
Convite a visita futura...

Mais ainda e pior do que isso
E estar à porta e não entrar
Não pode haver falha nisso
É uma costeleta a convidar

Sinto que ficaste triste
Porque se calhar nunca viste
Talvez fosse muita confusão

É disso que estou a falar
Da próxima não vou faltar
Vou de alma e coração.
JBS

E a Zé registou a sua mágoa nestes versos.



Eu não escolho o dia
Porque a porta está aberta
Sempre aberta à Poesia
Mas dêem o vosso alerta!

A vossa disponibilidade
Eu levarei em conta
Que a ausência, na verdade,
é que me desaponta!

Comuniquem a visita
À minha casa algarvia
Na agenda, fica escrita
Esse feliz e belo dia!

Mas já estou habituada,
A muitas decepções...
P'ra gente de nomeada
Não faltam as Multidões!

P'ra quem cultiva amizade
Olha os outros com certeza
Com mais ternura e bondade
Com alma mais portuguesa!

Mas como eu, sou Fraqueza
Que ganhei no casamento
No coração a pureza
Neste mar de sentimento!

Vou esperar que um dia
Para alegria e conforto
Possa ter a regalia,
Como a gente do Desporto!


Com um beijo!

Maria José Fraqueza
publicação de
João Brito Sousa

domingo, 7 de dezembro de 2008

CORREIO ELECTRÓNICO


RECEBIDO DO CASIMIRO DE BRITO


PRÉMIOS LITERÁRIOS DO P.E.N. CLUBE

Temos o prazer de comunicar a atribuição dos prémios literários do
P.E.N. CLUBE PORTUGUÊS (29ª. edição),
referentes às obras editadas em 2007, nas modalidades de
Poesia, Ensaio, Novelística e Primeira Obra.

Poesia
Helder Moura Pereira, Segredos do Reino Animal (Assírio & Alvim) e
Daniel Jonas, Sonótono (Cotovia).
Júri: Fernando Guimarães, Fernando J. B. Martinho e Francisco Belard.

Ensaio
José Vitorino de Pina Martins, História de Livros para a História do Livro (Fundação Calouste Gulbenkian) e
António M. Machado Pires, Luz e Sombras no Século XIX em Portugal (IN-CM).
Júri: António Cândido Franco, Eugénio Lisboa e Maria João Reynaud.

Ficção
Jaime Rocha, Anotação do Mal (Sextante)
Júri: Fernando Dacosta, Isabel da Nóbrega e Teresa Salema.

Primeira Obra
Francisco Camacho, Niassa (Babilónia) e
Maria Helena Santana, Literatura e Ciência na Ficção do Século XIX (IN-CM).
Júri: A Direcção do PEN.

***
Os Prémios em questão são patrocinados, desde a sua criação, pela
DIRECÇÃO-GERAL DO LIVRO E DAS BIBLIOTECAS

A Cerimónia da entrega ocorrerá em 15/12 pelas 18:30 horas na
SPA-Sociedade Portuguesa de Autores (Rua Gonçalves Crespo,62-Lisboa)
e será presidida pelo Senhor Presidente da República.

Colocação de
João Brito Sousa

FIGURAS DE FARO


MANUEL PENTEADO

Manuel Penteado (1874/ 1911) é natural de Faro. Foi escritor, militar e médico, tendo ocupado o lugar de tenente médico do quadro de Saúde do Ultramar e foi também cirurgião no Hospital de S. José em Lisboa.

Os seus biógrafos reconhecem nele um escritor talentoso e poeta de grande sensibilidade que, só pela sua natural modéstia e reserva não logrou maior aceitação junto do público.

Escreveu “Operações Cesarianas” e “Os Outros”. As obras “Doentes”, “Livro Proibido” e ”Póstumas” escreveu em colaboração com Fialho de Almeida, Henrique de Vasconcelos, Júlio Dantas, Júlio Bastos e José Abreu,

Em 1874 governava em Portugal D. Luís “o POPULAR” (1861/1889) mas pensamos que o Dr. Manuel Penteado terá vivido mais no reinado de D. Carlos (1889/ 1908).

O problema político que dominava o País nessa altura era a questão do “Ultimato” do governo britânico - entregue a 11 de Janeiro de 1890 por um "Memorando" – a Portugal, para a retirada das forças militares existentes no território compreendido entre as colónias de Moçambique e Angola, no actual Zimbabwe , a pretexto de um incidente ocorrido entre portugueses e Macololos.

A zona era reclamada por Portugal, que a havia incluído no famoso Mapa cor-de rosa, reclamando a partir da Conferência de Berlim uma faixa de território que ia de Angola à contra-costa, ou seja a Moçambique

A impossibilidade de resistência leva à imediata queda do governo, sendo nomeado a 14 de Janeiro um novo ministério presidido por António de Serpa Pimentel. Inicia-se um profundo movimento de descontentamento social, implicando directamente a família reinante, vista como demasiado próxima dos interesses britânicos, na decadência nacional patente no ultimato.

Os republicanos capitalizam este descontentamento, iniciando um crescimento e alargamento da sua base social de apoio que levará à implantação da república em 5 de Outubro de 1910.

Alimentando esse ambiente de quase insurreição, a 23 de Março, António José de Almeida, estudante universitário em Coimbra e futuro presidente da república, publica um artigo com o título Bragança, o último, que será considerado calunioso para o rei e o levará à prisão, e a 11 de Abril é posto à venda o Finis Patriae de Guerra Junqueiro ridicularizando a figura do rei. Formalizando a cedência portuguesa, a 20 de Agosto é assinado o Tratado de Londres entre Portugal e a Grã-Bretanha, definindo os limites territoriais de Angola e Moçambique. O tratado foi publicado no Diário do Governo de 30 de Agosto e apresentado ao parlamento na sessão de 30 de Agosto, o que desencadeia novos protestos e nova queda do governo.

Foi neste ambiente conturbado que viveu o Dr. Manuel Penteado.

Bibliografia consultada: História de Portugal de Tomás de Barros
Histórias à Solta nas Ruas de Faro de Dr. Libertário Viegas

Recolha de
João Brito Sousa

DO CORREIO ELECTRÓNICO

Da Maria José Fraqueza recebemos, pelo correio electrónico, a carta e a história que transcrevemos na íntegra:

Querido Costeleta Rogério
É Claro que podes publicar os meus poemas, quando tos enviei a autorização estava dada.

Mas agora vou contar uma história que me apetece, e sabes porquê? É que eu gostava de saber se algum costeleta se lembra duma menina que cantou numa Festa de Finalistas realizada talvez em em 1948/49/50? na velha Escola Industrial onde as oficinas era a um canto do Largo da Sé. A Festa foi no quintal da escola porque o Curso Comercial, embora com algumas aulas naquele local, funcionava na Rua do Arco da Vila. Nessa rua morava uma velhota por alcunha "A Aguardente" e quantas vezes os miúdos traquinas, faziam ouvir-se (enquanto estávamos nas aulas) a gritar ...aguardente, aguardente ...à triste velhota...Coisas das juventude!
A História é esta... A menina que cantava era eu. Os alunos mais velhos descobriram esta pequena artista e então, resolveram convidá-la a actuar na sua Festa de Finalistas. Eu andava no primeiro ano do velho curso comercial e depois no ano a seguir, mudei para o novo curso no velho liceu na Alameda, que começou a funcionar como escola preparatória que tinha o nome de Escola Técnica e Elementar Serpa Pinto - o que após os dois anos, passariam para os cursos comercial ou industrial.Assim, voltando ao assunto da minha primeira actuação artistica com 12/13 anos que foi nessa noite de festa, na velha escola no Largo da Sé, eu nunca tinha cantado a um microfone, mas não me assustei... porque o que eu tinha realmente medo era de cantar o "fado" porque o meu avô me dizia que quem cantava o fado eram "as mulheres da vida" e eu por isso, neguei- me a cantar o fado nessa noite, mas cantei duas canções que a Amália Rodrigues havia levado no seu reportório, pela sua primeira viagem ao Brasil e as canções eram: "A Falsa Baiana" e o "Grão de Arroz" e foram essas duas canções que eu cantei nessa noite linda.
- Quem se lembra?
- Será que ainda existe algum costeleta finalista desse tempo?
O mais engraçado é que eu quis saber o que eram as mulheres da vida e quando na manhã seguinte no combóio apanhei a minha amiga Clarisse Cabrita, fiz-lhe a pergunta: - Clarisse tu sabes o que são as mulheres da vida? E ela que também era ingénua, e por ter ouvido talvez falar que em Olhão existiam algumas casas dessas mulheres, respondeu-me: "Não vás por essas ruas que é a Macaca, a Rosa Valtéria e outra também que eu já esqueci... e eu fiquei na mesma sem saber. Perguntei a uma prima casada o que eram essas mulheres da vida e ela explicou-me... Felizmente, depois cantou-se o fado nos salões e hoje canta-se por todo o lado porque o fado é a nossa canção nacional. Até gostariam que ouvissem uma canção que compus a letra que ganhou o Festival da Canção do Sul - na voz da Sara Gonçalves e tem por título: "O Fado é Portugal" . Peçam ao Vitor Silva - esse artista farense, também costeleta porque ele é detentor desse êxito.
Ai se o meu avô fosse vivo... o que me diria agora?
Por hoje já chega! Saudações costeletas!
Maria José Fraqueza
PS - Quem desejar visitar a minha casa-museu, telefone-me para 289-793286 e lá... eu posso até cantar o fado.
Colocado por Rogério Coelho

sábado, 6 de dezembro de 2008

PARECE - ME QUE JÁ FALEI DISTO?....


A MALTA DA SERRA
DO MEU TEMPO LÁ NA ESCOLA EM FARO.

Ao Romualdo Cavaco.

Viva.

Penso que a malta da serra que vinha estudar para a Escola Comercial e Industrial de Faro no meu tempo, tinha como arma principal uma boa capacidade intelectual e uma grande dose de vontade de chegar ao top.

O Romualdo Cavaco da Cortelha, foi um desses bons alunos que ingressaram na Escola em Faro e foi um grande amigo e companheiro de todos nós.. Não conheço ninguém do meu tempo (entrei em 52 na Escola), que não tenha uma enorme simpatia pelo Romualdo. Porque este “serrenho” era uma simpatia mesmo.

Entrou na Escola em Faro em 51, na altura do meu primo Carlinhos Louro, do Firmino Cabrita das Fontainhas, do Zé Gago de Moncarapacho, do Manel Zé de Paderne, do Zé Barra de Bordeira e de mais uns vinte ou trinta montanheiros que atacaram a Escola nesse ano. Mas o Romualdo é da serra do Caldeirão, e, o seu a seu dono. Montanheiro é montanheiro e homem da serra é homem da serra.
Eram ainda grandes amigos do Romualdo nesse primeiro ano, mas da cidade, o Rabeca, o Gil Vieira, o Amarante. Quem jogava bem à bola nessa turma, 1º ano 1ª Turma, era o Zé da Casa dos Rapazes. Para desenho o melhor era o Alexandre e o melhor aluno era o Manel Zé Guerreiro de Paderne. E já faleceram dessa turma o Zé Santinho, o Lourinho e o Zé Macário, grande jogador de andebol que também foi guarda redes da equipa da turma. Todavia, o melhor guarda redes era o Canseira de Olhão.

No 1º ano 1ª Turma do Curso Geral do Comércio, estava naquela aula do Dr. Uva, quando o Quinta Nova disse ao Prof. que tinha uma dúvida ...
E aquela cena igualmente com o Dr. Uva, quando o Edménio deixou cair a caneta e o Mestre disse:- ó sua besta, apanhe a caneta, e frente marche, esquerda volver, abra a janela, estique a mão... e agora abra a mão....

E esteve naquela turma das cenas do Macedo e do Edménio com o Fonética e a pistola, foi colega dos Fialhos, do Óscar, do Eusébio de Salir (falecido) do Alex, do Zé Contreiras, do Mota Pereira, do Xico Machado (falecido), do “Pato” Donaldo (ficaram célebres aquelas chamadas do Donaldo nas aulas do Dr. Uva, venha cá o Pato e o Pato que não sabia corno lá ia) ....

No BNU em Lisboa trabalhou com o Remendinho, com o Honorato Viegas, com o Zeca Bastos, com o Zé Clérigo e o Alfredo Pedro e mais cem alunos da Escola. Mas o seu grande amigo foi o Jorge Valente dos Santos, o Jorge Barata também colega na Escola.

ROMUALDO CAVACO um grande amigo e um grande homem. Aqui ficam uma s pequenas notas sobre ele... que diz ser serrenho.. do Caldeirão e da Cortelha.

Um grande abraço do
João Brito Sousa

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

NOTÍCIAS DO COSTELETA JOÃO LEAL

João Leal


Eng. António Cavaco Silva, um «costeleta» e pintor de mérito
Foi em 2002, que o Eng. Electrotécnico António Cavaco Silva, realizou a primeira exposição dos trabalhos de pintura, fazendo-o em Lisboa, na sede da Ordem dos Engenheiros.
De então para cá tem vindo a conhecer assinalados êxitos em todas as mostras em que participou ( cinco individuais e duas colectivas), das quais três tiveram como objectivo o apoio a instituições humanitárias. Ainda recentemente o nosso Colega - Artista ofereceu um trabalho da sua autoria, uma aguarela sobre papel intitulada «Declive no terreno», para ser leiloada, com uma base de licitação de 900 euros, a favor da Delegação do Algarve da SPEM (Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla), presidida por outra distinguida costeleta, Maria de Jesus Bispo, no decurso da Gala que se efectuou no Casino de Vilamoura.
Curioso referir que ainda aluno da então Escola Industrial e Comercial de Faro, a actual Tomás Cabreira, este auto-didacta, ganhou em 1960, o prémio pelo trabalho «D. Nuno Álvares Pereira e o Alentejo», no certame organizado pela Escola Industrial e Comercial de Évora e foi, em 1961, premiado no concurso «O Natal visto pelas crianças», organizado pelo «Diário de Notícias».
Conforme foi assinalado sobre a obra artística de António Cavaco Silva «são as memórias dum olhar que estão reflectidas nos seus trabalhos».
Natural de Boliqueime é licenciado em Engenharia Electrotécnica pelo Instituto Superior Técnico e irmão dessa outra referência da nossa escola que é o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.




Mário Zambujal em conferências no Algarve
o costeleta insigne e consagrado escritor e jornalista Mário Zambujal depois da sua intervenção na sessão inaugural das comemorações dos 120 anos da Escola Tomás Cabreira tem realizado diversas conferências em localidade algarvias.
Este nosso estimado Colega, no âmbito do Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares da Biblioteca Municipal de Loulé, esteve recentemente «conversando», à sua singular e cativante maneira, com professores e alunos das Escolas: Secundária de Loulé e EB 2,3 Padre Cabanita, bem como no Clube de Leitura do primeiro destes estabelecimentos da cidade louletana, tal como na Escola Secundária Dra. Laura Ayres, em Quarteira.


João Leal



Colocado por Rogério Coelho

OS 120 ANOS DA ESCOLA TOMÁS CABREIRA


A Brochura "TOMÁS CABREIRA", uma edição da Escola
Autor: Professor Henrique Freitas Vieira

A Mesa de Honra

Henrique Freitas Vieira, Licenciado em História, Professor da Escola Secundária Tomás Cabreira fez, o lançamento da sua "Brochura", "TOMÁS CABREIRA", sobre a vida e obra do insigne algarvio.


O evento foi efectuado no auditório da Escola no dia 4 de Dezembro pelas 21 horas. Este lançamento insere-se nas comemorações dos 120 anos da Escola.


A Mesa de Honra era composta pelo autor Henrique Vieira, pelo Presidente do Conselho Executivo Dr. Domingos Grilo e pelo Costeleta e Jornalista João Leal, representando a Associação dos Antigos Alunos.


Pela Direcção da Associação estava presente na assistência a Vice-Presidente Isabel Coelho,


Depois das palavras de conveniência proferidas pelos 3 membros da Mesa de Honra, o Professor Henrique Vieira assinou autógrafos.


Tomás António da Guarda Cabreira é o "Patrono" da nossa Escola.




(Fotos da mesa de Honra e do livro)




Rogério Coelho

UMA «PEQUENA HISTÓRIA»,


ALAMADA, 2008.12.04


Estive ontem na Fuzeta, no restaurante lado do Pierrot, no largo. Estivemos lá com a malta do Olhanense do meu tempo e outro colegas da Escola


O MATIAS cantou o fado e a malta aplaudiu

ESTAVAM EM OLHÃO, PARRA, MALAIA, ANTÓNIO PAULO
mais os amigos, REINA, MADEIRA E MATIAS

Nós, JÚLIO PILOTO, ZÉ FELIX, ZECA BASTO, BRITO SOUSA
ANTÓNIO BARÃO. MARIO PROENÇA, BARTOLO ,
JOSÉ REIS E ANTÓNIO VIEGAS.


da cultura a escola apesentou


MARIA JOSÉ FRAQUEZA

A QUEM DEDICO ESTA QUADRA


PEDIS-TE


MARIA JOSÉ, pediste-nos tanto... tanto...
Para que fôssemos visitar o teu museu
Desculpa lá ARRANJA LÁ OUTRA ALTURA
que desta vez a oportunidade se perdeu


COM UM ABRAÇO AMIGO do
JOÃO BRITO SOUA

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

APONTAMENTOS











NOTAS SOLTAS.

1- Parabéns e um grande abraço ao JOÃO LEAL que aparece em grande e trouxe simplesmente uma grande dinâmica ao blogue. João, és o maior.. indiscutivelmente...
2- Parabéns ao Raminhos Bispo que não tenho o prazer de conhecer mas quero felicitá-lo pela obra produzida e que disponha deste espaço se achar
que lhe pode ser útil.

3 – Os meus sinceros parabéns aos "COSTELETAS ESCRITORES" , em particular ao
«UM CONTO DE SONHAR A REALIDADE»DE MARIA DE JESUS GUERREIRO BISPO

4 – Mais uma vez parabéns à MARIA JOSÉ FRAQUEZA, poetisa e escritora.

5 – AMANHÃ, vamos À FUZETA almoçar com eles, os costeletas JOÃO MALAIA, MANUEL JOÃO POEIRA, o JOÃO PARRA , o NUNO AGOSTINHO, o VICTOR CARONHO, o ANTÓNIO PAULO mais grandes figuras do desporto de OLHÃO, os amigos MATIAS, REINA, MADEIRA e FONTE SANTA.

NÓS: Os costeletas JÚLIO PILOTO, ZÉ FELIZ, ZECA BASTO, BRITO SOUSA, HUMBERTO GOMES, ANTÓNIO VIEGAS, JOSÉ REIS e MÁRIO PROENÇA.

6 – SONETO

PARA O JOÃO LEAL

Velho João, colega, companheiro e amigo....
Não nos abandones e de vez em quando aparece
Vem-nos visitar e constata o caminho que sigo
E se este espaço que também é teu me merece

Quando tu chegas isto mexe mesmo ... a sério
Essa ideia dos costeletas escritores é bem feliz
Coisas lindas que podias trazer e são mistério
Ainda ....que escrevesses para nós eu sempre quis

E que ajudes estes já velhos mas jovens escritores..
Que acreditam que não serão mais sonhadores....
A tua ajuda João, seria uma boa prenda de NATAL...

E para ti amigo, nestes versos vai a minha amizade
Os valores dos costeletas; a honradez e a saudade
Porque tu mereces tudo isso ó companheiro João Leal.

Texto de
JBS

UMA "COSTELETA" ESCRITORA E POETISA

O ALGARVE HOMENAGEOU A «COSTELETA» MARIA JOSÉ FRAQUEZA



Constituiu expressiva manifestação do muito, merecido e elevado apreço que desfruta nos mais diversos meios algarvios, designadamente os que se prendem com a Cultura e a Comunicação Social, a homenagem que, por iniciativa da ASORGAL (Associação dos Órgãos de Comunicação Social do Algarve, foi prestada na Fuzeta, sua terra natal, à nossa colega, a escritora Maria José Fraqueza.
Foi a mesma presidida pela Dra. Isilda Gomes (Governadora Civil do Distrito de Faro), numa expressão institucio-nalizada do âmbito de todo o Algarve nesta homenagem.
Entre as largas dezenas de participantes viam-se muitos «costeletas», entre os quais o nosso Presidente da Assembleia-geral, Joaquim Teixeira.
No Cinema Topázio decorreu uma sessão solene, onde vários oradores destacaram as, internacionalmente, conhecidas qualidades da homenageada, já que a sua obra literária, constituída por mais de uma dúzia de livros em texto e prosa, se estende a outros países, casos do Brasil e da Itália, onde tem conquistado inúmeros galardões. Seguiu-se pelo Padre Alberto Teixeira (Pároco da Fuzeta) a bênção da «Casa Museu Maria José Fraqueza», que depois foi inaugurada e de que sugerimos seja visitada por todos os colegas, inclusive a organização pela Direcção da Associação de uma visita com um convívio na Fuzeta, alfobre de tantos costeletas.
A homenagem encerrou com um animado almoço de convívio, a que se seguiu um sarau musical com artistas fuzetenses, dirigidos pelo conhecido artista Domingos Caetano, representando a Associação Cultural Fuzetense.
Para a nossa sempre estimada «Zézinha», orgulho da malta da Tomás Cabreira, os nossos parabéns e os votos das maiores felicidades!
João Leal
Colocado por Rogério Coelho

"COSTELETAS ESCRITORES"

«UM CONTO DE SONHAR A REALIDADE»
DE MARIA DE JESUS GUERREIRO BISPO


Com uma regularidade impressionante, como se transcrevesse para o papel as histórias e contos que narra aos netos a nossa prezada colega, a «costeleta» Maria de Jesus Bispo Guerreiro, prossegue a edição periódica dos seus livros infantis. Mais uma ex­colega que no mundo das letras e, neste caso, no específico universo da literatura infantil, marca destacada presença, no panorama nacional. Desta vez trata-se do livro ilustrado «Um conto de sonhar a realidade», que foi apresentado na Loja FNAC, no Algarve Shopping, na Guia (Albufeira).
As nossas felicitações!
João Leal
Colocado por Rogério Coelho

UMA IDEIA DO COSTELETA JOÃO LEAL

João Leal


NA BIBLIOTECA De TOMÁS CABREIRA
UMA ESTANTE DE «AUTORES COSTELETAS»

É, felizmente, de grande índice de produtividade, a permanente edição de livros cujos autores são antigos alunos da Escola Tomás Cabreira, quer tenham uma consonância nacional, como acontece no caso dos consagrados Casimiro de Brito, Mário Zambujal e outros, como numa abrangência de âmbito regional.
Neste Boletim da nossa Associação, um forte elo a concretizar os propósitos de «Vitalidade, Fraternidade, Solidariedade», raro é o número em que não temos o grato ensejo de ler novas obras de autores que partilham connosco este honroso e honrado título de haverem sido «costeletas».
Seja em poesia ou prosa, nas diversas variantes que os géneros comportam, eles identificam a par do valor intelectual e criativo dos seus autores, o facto dos mesmos haverem recebido uma formação académica nesta Escola e a dedicação profissional e competência didáctico - pedagógica dos seus sempre lembrados Professores.
Esta profícua actividade editorial fez-nos ocorrer a ideia de ser criada na Biblioteca da Tomás Cabreira uma secção exclusivamente dedicada a obra de antigos alunos, mediante a oferta dos livros da autoria dos costeletas ou, no caso de omissão, adquiridos pela Direcção da Associação. Depois para não serem apenas peças da Biblioteca a Escola podia promover, no âmbito das aulas da Língua Materna / Português uma semana dedicada a esses mesmos autores.
A ideia aqui fica ....


João Leal


Colocado por Rogério Coelho