sábado, 27 de dezembro de 2008

DOIS PONTOS


1 - OBRIGADO JORECA

Porque me mandaste “um filme” sobre a cidade de FARO, A NOSSA CIDADE. Foi lindo Jorge. Podia ter sido outra coisa, como, por exemplo,

Os polícias de trânsito que estavam à entrada da cidade, que obrigavam os camionistas, com peso a mais, a passar pela estrada que vai do Patacão ao Chelote, para fugir À BALANÇA. Lembras-te? Eram o Monteiro, o Marinhas e um outro

Podia ser um estabelecimento dum ferrador, que colocava ferraduras nos cavalos, mulas e machos, e que se situava, perto desse posto da POLÍCIA, O ferrador era calvo e vestia calças de ganga com suspensórios e uma camisa às riscas, encarnada.

Podia ser a casa da palma, havia ali ao lado da estalagem um tipo alto e seco que vendia isso, palma, para se fazer a emprêta para as golpelhas lá do campesinato.

Podia ser a casa do nosso explicador, o Jorge Primitivo, irmão do Teófilo João Luísa Primitivo. Andaram lá o Alberto Rocha, o Jorge Tavares, o Conde de Salir, o Zé Vitorino, o Zé Maria, o Lourinho, eu o Vieguinhas de Pechão e tantos otros....

Falta aqui muita coisa Joreca.

Depois digo mais.

Texto de
João Brito Sousa


2 - UMA CARTA A UM COSTELETA

Para o
FRANCISCO GABRIEL CARVALHO CABRITA. .

S. Bras de Alportel ou CLIFORNIA, ou homem do mundo.


Meu velho,

Como eu gostei de te ver no almoço da nossa Escola, meu amigo. O João Bica ficou de ver se conseguia arranjar a caderneta desse primeiro ano para nós trazermos o maior número possível dos alunos dessa turma.

Até veio o Reinaldo Neto, que me deu uma enorme alegria. Falta o João dos Santos e o Zé Pedro Soares.

O João António Sares Reis de Cacela terá de vir, tenho o telefone dele, já falei com o Jorge Amado, diz que vem, o Joaquim Cruz já lhe disse, vamos buscar o Celinho para chefiara turma, o Humberto Gomes é o Coordenador e o Vieguinhas é vendedor e o Herlander Estrela dará a aula. O tema é “A AMIZADE.”. E começará assim,

A nossa geração está de parabéns, estamos todos já reformados, é altura de nós próprios reclamarmos o título de vencedores....

E mais coisas.....

Um abraço para ti do

JOÃO M B SOUSA

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

MENSAGEM


RECEBIDO NO DIA DE NATAL


MENSAGEM


quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

De: Vice-Presidente Continental para Europa - José Luís Guedes de Campos Elos Internacional

O Elos Internacional deseja-lhe festas felizes.

---Melhores Saudações ElistasVice-Presidente Cont. p/ Europa

C.E. José Luís Guedes de Campos...

2 anexos — Baixar todos os anexos Exibir todas as imagens natal 2009 elosint.jpg232K


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texto de
João Brito Sousa

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

HOJE É 24.12


SONHAR É VIVER…


Sonhar é viver...
É deixar a vida acontecer.
O importante é fazer
de cada minuto uma vitória,
Uma glória,
Um sentimento...
Que se conquista a todo o momento.
Sonhar também é ficar feliz
Sonhar é encantar,
É saber esperar.
Porque todos nós sonhamos!
Sonhamos com todas as coisas
Que desejamos ter e não temos!
Sonhamos com os nossos sonhos
Sonhos feitos à medida da nossa cabeça!
Sonhamos com amores
Amores feitos à medida dos nossos corações.
Não vamos deixar voar os sonhos.
Vamos segura-los com a mão,
Com Ternura, com Paixão…
Não vão eles fugir…Mas…
Se partirem, se isso acontecer,
Vamos então deixar que partam mas apenas
Com um suspiro!
Por isso não vamos deixar morrer o sonho.
Vamos lutar à nossa medida!...
e se não conseguirmos aprender a sonhar
Mesmo depois de tanto tentar
O mais importante é saber que esse dia "um dia vai chegar" e que vais PODER SONHAR...!SONHAR À TUA MEDIDA!

Autor: Cristina Videira

recolha de
JBS

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

OBRIGADO Ó MAURÍCIO SEVERO

(Maurício e Romana, dois costeletas amigos)


AO MAURÍCIO SEVERO

GOSTARÍAMOS DE SER TAMBÉM
Parece-me que foste o único a ir ...
Ao mail... e enviar as boas festas
A todos.... como podem ver a seguir
Só os grandes têm atitudes destas.

Maurício, só assim compreendo bem
Que és o melhor de todos, podes crer
És amigo e duas vezes costeleta também
Por isso, quero a tua amizade merecer

Porque tu és o livro onde aprendemos
Os valores da vida que não queremos
Esquecer nunca, mas sim sabê-los bem

És simpático, correcto e competente
Valores que te fazem homem experiente
O que nós gostaríamos de ser também....


Ei-la:


UM ABRAÇO APERTADO NESTA QUADRA DE RECONCILIAÇÃO, PAZ E AMIZADE PARA TODOS OS COSTELETAS,
À ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS ALUNOS DA ESCOLA TOMÁS CABREIRA, AOS ADMINISTRADORES DO NOSSO BOGUE " OS COSTELETAS. BLOGSPOT.COM " E A TODOS OS SEUS FAMILIARES EU DESEJO UMA LONGA VIDA , PRÓSPERA E CHEIA DE SAÚDE.

MAURÍCIO SEVERO DOMINGUES


publicação de
João Brito Sousa

LARGO DE S. PEDRO


O LARGO DE S. PEDRO

Como estou fora da minha cidade e quando lá vou o tempo não chega para “matar” as saudades todas, por este processo consigo aproximar-me mais dela e passar nela o tempo que dura escrever esta crónica. Como gosto de recordar pessoas e locais por onde passei, aqui me têm a falar do Largo de S. Pedro.

Quem vem da rua da cadeia, dos lados de S. Sebastião e quartel da GNR, em Faro, vem desembocar ao Largo de S. Pedro. È aí que está a igreja do mesmo nome, onde eu ia à missa nos anos cinquenta e tais. Apesar de puto ainda, gostava da solenidade daquele acto e assistia sempre que podia.

A igreja enchia de fiéis e eu ficava impressionado com a pompa do senhor Abade, o meu padrinho de crisma o Padre José Gomes. Era um homem que, dentro da igreja via tudo, tinha um poder de observação terrível e atirava-se aos paroquianos quando o assunto era sério.

Mas era bom homem e foi lá que fiz a primeira comunhão. Como fui órfão de pai muito cedo, a minha mãe casou lá pela segunda vez e eu ainda me lembro de ter assistido à cerimónia.

A missa durava aí uma hora, mais ou menos, o senhor Padre lia o Missal e, tal como hoje, explicava o significado daquele domingo em termos bíblicos.

Antes da entrada no Largo, à esquerda, ficava ali uma oficina de reparação de bicicletas, cujo proprietário era o senhor Zé Linocas que era genro do senhor Virgílio Rosa , lá da minha terra, o Patacão. Uma vez, na récita da Sociedade Recreativa lá do sítio o actor e poeta, e muitas coisas mais, Clementino Baeta, que era um génio no palco, representou uma cena com uma bicicleta que tinha a campainha avariada. Recordo-me que a páginas tantas, o actor se virou para a campainha muito sério e, falando com ela disse-lhe: “Então tu também não tocas?... então, estou aqui estou a levar-te à do Zé Linocas.

Já dentro do Largo, ficava à esquerda de quem vem de S. Sebastião uma mercearia, que não sei como era porque nunca me abasteci lá. Depois ficava a Escola de Condução, cujo filho, Jacinto, andou lá na Escola Comercial e Industrial comigo e havia ainda outro filho, o Alfredo, que andava nos carros a ensinar a malta a conduzir e jogava à bola, a defesa direito, no Olhanense e a imprensa desportiva da época, chamava-lhe o “Bassora.”

Faro, uma saudade.

Texto de
João Brito Sousa

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

À CONVERSA COM BAPTISTA BASTOS


ISTO É CULTURA

A entrevista que vai a seguir, foi obtida por mim, para publicação (já foi publicada) no jornal "O OLHANENSE".

Porque consideramos BB um grande escritor aqui a deixamos para apreciação e crítica de todos so costeletas.


ARMANDO BAPTISTA BASTOS


...”Fugi de palavras antiquadas. Mas não desprezei as antigas....” em A CARA DA GENTE


Nasceu em Lisboa em 27 de Fevereiro1934. Aos dezanove anos, iniciou uma intensa e promissora carreira de jornalista, primeiro no Século e mais tarde no Diário Popular, permanecendo aí vinte e três anos. Escreveu nos mais prestigiados jornais e revistas, colaborou em inúmeros programas de rádio e na SIC conduziu o programa “Conversas Secretas”. Como jornalista, romancista e ensaísta é autor de duas dezenas de livros, cujo reconhecimento foi objecto de algumas das mais respeitadas distinções, das quais se destacam o Grande Prémio da Crítica, o Grande Prémio da Crónica da APE, o Pen Clube Prémio de Crónica João Carreira Bom. É um homem de rigor notável, de elevada craveira intelectual, defensor intransigente dos direitos humanos e um homem que sempre falou claro e directo. A sua lavoura foi sempre no campo da honra.

E foi com este alfacinha que estivemos à conversa. E deu nisto.

JORNAL O OLHANENSE (JO) – Bom dia Baptista Bastos. Essa saúde, como vai?

ARMANDO BAPTISTA BASTOS (BB) - A saúde vai bem, felizmente. A vida de um homem é feita de construções e de reconstruções. Vamos emendando aqui, corrigindo ali. É preciso resistir. É preciso dar sempre razão à esperança.

JO – Crise financeira mundial actual. Acha que a Literatura também é responsável?.

BB - O problema da crise já tinha sido prenunciado, há anos, por escritores como Richard Ford ou Philip Roth. Outros mais o adivinharam.

JO – A Literatura e o Homem caminham lado a lado? E entendem-se?

BB – A literatura é o homem ou, então, não o é. Toda a arte dá notícias do que se passa na acção e no coração do homem. A arte que as não dá reflecte um mal-entendido ou um equívoco grave.

JO – O senhor que correu o mundo inteiro, se fosse convidado a começar do zero aceitaria o desafio? Mudava o quê?

BB – Talvez. Não sei bem. Há países onde não me apetece nada regressar. A aprendizagem do mundo faz-se no contacto com o ser humano, e as diferenças da nossa condição enriquecem-na. Vi, como deve calcular, atitudes grandiosas, de coragem e dignidade. Mas também assisti ao contrário. É próprio de nós…

JO - A vida é um romance ou um romance é uma vida?

BB - A vida é um processo de combate. Mas é, também, o romance de uma demolição. Todos os homens carregam, em si, o fardo de uma dor insuportável. A sua grandeza reside na qualidade da sua dor.

JO - Concorda com os que dizem que a sua literatura é de Lisboa mas que tem passaporte para chegar a todo o lado?

BB - Quando escrevo sobre Lisboa e quem cá vive, estou a escrever sobre o mundo. O mundo mais não é do que uma série de ruas que se entrecruzam, de sonhos que se alimentam, de ideias que incitam os homens ao combate e à esperança.

JO – Escreveu no livro “Viagem de um Pai e de um Filho pelas ruas da amargura” que, “ Não havia palavras, no seu tempo. Que não havia linguagem; que teve de inventá-la”. E hoje, como é? . As coisas mudaram?

BB - As palavras pertencem a quem as ama. Essa citação que faz corresponde a uma metáfora. Queria dizer que, apesar de tudo, «não há machado que corte a raiz ao pensamento», como disse, melhor do que ninguém, o grande poeta e romancista Carlos de Oliveira.

JO - Ainda no mesmo livro escreve: “Fui envelhecendo mas escolhi o meu próprio envelhecimento”. Como assim?

BB - Queria dizer que envelhecer não significa envilecer. A velhice pode não ser uma punição se o homem que vai envelhecendo cumprir os rituais da honra, da dignidade e da ética.

JO - Escreveu no Secreto Adeus, “ Nunca haverá instantes serenos de beleza.” Porque a vida não deixa, é isso?

BB – 9 - A vida está cheia de armadilhas que os homens colocam no caminho uns dos outros. A beleza da vida procura-se, não se encontra.

JO – A literatura portuguesa em geral, como vai? Os novos autores, que tal? Acha que Torga merecia o Prémio NOBEL?

BB - Tenho uma péssima impressão do que por aí se publica. O Torga merecia o Nobel, claro!, mas também a Sophia, a Agustina, o imenso Aquilino. São escritores de génio. Irrepetíveis. Em comparação com a miséria que por aí se edita são grandes orquestras sinfónicas junto de tocadores de pífaro.

JO – Concorda com Torga quando ele diz: “É preciso fazer um esforço contínuo para amar o presente”. Será uma frase actual?

BB - O Torga é uma leitura que devia ser quase constante. Ele ergueu um impressionante panorama de Portugal. Os seus detractores não lhe chegam aos calcanhares. É outro mestre do idioma.

JO – O senhor disse no “Cavalo a Tinta da China” que “ser português não é uma nacionalidade; é um calvário”. Quererá dizer a mesma coisa que Torga?

BB - Não sei. Sei que é muito difícil. O João de Barros, o das «Décadas», escreveu: «Pátria madrasta, país padrasto.»

JO – Na mesma obra o senhor escreve ainda que, “As mulheres desprezam homens fracos e amam homens frágeis”. Como é isso? E já agora, o senhor ama?

BB - Os homens procuram nas mulheres o indecifrável segredo do sexo. A fragilidade do homem advém do facto de ter receio das mulheres e do poder persuasivo de que elas dispõem. Claro que amo! Sou um fanático pelas mulheres. Elas têm-me ensinado, com discrição, modéstia, mas veemência, a ser corajoso e audaz, quando a coragem e a audácia me escasseiam.

JO – O que é que falta ao nosso País? Amigos e inimigos, tem?

BB - Falta ao nosso país o rigor moral. E cada vez a tendência para a irresponsabilidade se acentua. Veja a actividades destes políticos, cada vez mais medíocres. Passe os olhos pela Imprensa, pelas rádios e pelas televisões e repare como a informação é pobre, manipulada e dissimulada. Quanto a mim: tenho os inimigos de sempre. Mas os meus amigos têm-se multiplicado, e provêm dos mais díspares lugares estéticos, ideológicos, partidários e políticos. Sou um homem de honra e impoluto. Isso é geralmente reconhecido, até pelos meus mais acérrimos detractores. Mas um homem sem inimigos é um campeão da convivência sorridente. Não é o meu caso. Escolho os meus inimigos e não o largo. Os amigos não se escolhem: acontecem. E um amigo nunca trai um amigo.

JO – Acha que é motivo de felicidade para um País ter intelectuais, nossos contemporâneos, como os pensadores AGOSTINHO DA SILVA e EDUARDO LOURENÇO. Considera-os grandes pensadores.?

BB - Não só esses, embora esses sejam admiráveis e foram ou são, caso do Lourenço, meus amigos muito queridos. Lembro o Eduardo Prado Coelho, um homem notável, que começa, já, a ser lamentavelmente esquecido.

JO – A obra de Dinis Machado, “O QUE DIZ MOLERO?” pode ser considerada, em sua opinião, uma obra de referência? Pelo estilo, conteúdo, mensagem... outro?...

BB - «O que diz Molero» é um livro imparável e incomparável. E o Diniz fou um velho camarada de sonhos e de copos.

JO – Imprensa regional, conhece? O que é que acha?

BB - A Imprensa regional pode ser a tábua de salvação da pluralidade. Basta nomear o «Jornal do Fundão», honra e glória da profissão.

JO – Portugal ainda é só Lisboa e o resto é paisagem?

BB - Não. Portugal é um todo linguístico, uma realidade política e administrativa, que todos devemos defender e preservar, com unhas e dentes acaso seja isso necessário.

JO - Tem saudades dos tempos do Século e do Diário Popular? O Rocha Martins é do seu tempo? E foi grande na profissão?.

BB - Como disse, melhor do que todos nós, o grande Teixeira de Pascoaes: «Tenho saudades do futuro.»

JO – O que é que gostaria de dizer que não foi perguntado?

BB - As perguntas foram inteligentes. Quisera eu saber corresponder ao que elas me propuseram. Obrigado!

João Brito Sousa (texto)

domingo, 21 de dezembro de 2008

BOAS FESTAS PARA TODOS OS COSTELETAS


PARABENS MARIA JOSÉ FRAQUEZA.

Pela tua capacidade de lutar, de fazer coisas, tantas coisas tu fazes mulher, a tua vida não te pertence, é tua e nossa, é dos costeletas todos, é do mundo inteiro, que podes crer lêem os teus contos com admiração e respeito pela tua enorme obra literária. Que é bela, como é belo o conto de Natal ...

A ESCADA DO TI MANEL

Suba, Ti MANEL
Dê luz à cidade e ... às pessoas
também
Faça isso para que o mundo repare
Que falta luz... falta inteligência
E falta alguém
Que nos ampare
Que nos conduza para fora
da ilusão...
(A Zé chama-lhe ingénuos...)
Mas esse gesto de acender o candeeiro
É bastante significativo
E quer dizer, primeiro
Que essa luz nos poderá unir
Na caminhada da vida
Com amizade
E solidariedade.

Texto de
João Brito Sousa

sábado, 20 de dezembro de 2008

CONTOS DE NATAL



Da Costeleta Escritora Maria José Fraqueza, recebemos, por correio electrónico, vários CONTOS DE NATAL.

Como a quadra é propícia escolhemos este que transcrevemos na íntegra.

Obrigado Zezinha.


RECORDAÇÕES DE NATAL

Desde criança que o hábito de pôr o sapatinho à chaminé se tem mantido pela vida fora. São costumes enraizados, que embora evoluíssem continuam de pé. E deste modo, hoje como ontem, filhos e netos (sim porque sou já avó) mantêm vivo o velho hábito de oferecer as prendas ou pondo o sapato à chaminé ou colocando junto das árvores de Nata" o que toda a gente sabe ser portador das ofertas. Todavia, nalgumas casas, os pais, um amigo ou algum familiar, vestem-se de "pai natal" para iludir alguns mais ingénuos.
Nesta euforia que se vê por toda a parte, as artérias das cidades e vilas muito iluminadas, maravilhosamente decoradas com motivos de natal, as multidões que se apinham nas ruas e nos estabelecimentos comerciais, nas grandes superfícies, igualmente enfeitadas a primor, há uma enorme loucura que nos faz pensar na mudança dos tempos, em que o Natal não era tão comercial, tão diferente da sua essência de humildade, simplicidade, sem luxos, sem riqueza...
Que diferença entre as luzes dos candelabros da velha aldeia, em que o acendedor subia as escadas para iluminar a noite com a chama ardente dos velhos candeeiros a petróleo e a azeite! E lá andava ele de escada ao ombro, tal como o Pai Natal com o saco às costas, subindo e descendo para tornar a noite mais clara, para dar luz às ruas, se não fora as noites enluaradas a dar-lhes um pouco mais de visibilidade.
Foi numa destas noites de Dezembro ao ver o Ti Manel subir uma escada para acender um lampião da rua que a pe-quenita Isabel lhe perguntou:
- Ó Ti Manel, é o senhor que empresta essa escada ao Menino Jesus, para ele descer à chaminé?
- Não minha pequenita, o Menino Jesus não precisa de escadas para subir e descer às chaminés! Responde o bom homem.
- Então como é que ele pode subir e descer sem escada? Eu vou dizer-te:
- o menino Jesus é anjo, um anjo bom, que sobe e desce porque tem asas!
- Ah! Assim tem outro jeito, por isso ele voa pelo mundo inteiro, porque no céu tem também nuvens brancas em que ele descansa.
E na capacidade de sonhar da jovem pequenita, no seu imaginário ela entendia a beleza desse mundo.
Era uma loucura, um renascer de esperanças, em cada ano nesta época natalícia ... Por vezes, os desejos das crianças eram insatisfeitos. Enquanto umas se alegravam com as prendas do sapato, havia sempre crianças que ficavam na espera de melhores dias.
Na casa do avô de Isabel, os sapatos nunca tinham um brinquedo. O avô era um grande "ferreta", porque era padeiro, amassava uns pãezinhos, com os mais diversos formatos: passarinhos, bonecos, corações, etc. Uns eram de massa doce, outros recheados com "linguiça" fininha, era a forma que ele tinha de poder presentear os netos. Mas as crianças sonhavam com outros brinquedos. Mas que brinquedos?
Se naquele tempo maior parte das crianças, brincavam com bonecos e bolas de trapos, papagaios de papel, barquinhos de cortiça, carrinhos de
Madeira e lata... E os bonecos... bonecos de papelão, outros de celulóide, só apareciam aos olhos das crianças, nas barracas dos feirantes...
Esses... nem o Pai Natal trazia no saco! Nem as árvores de Natal modernas que existem actualmente, apenas algum pinheiro trazido dalgum pinheiral das redondezas, que eram enfeitados, quando havia por tabletes de chocolate e rebuçados de mel.
Num certo Natal, apareceu então para alegria de Isabel, um lindo boneco com a cabeça e cara de porcelana e o corpito de pano, mais ou menos idêntico aos chorões que andaram em moda nos anos sessenta. O pai de Isabel havia trazido de Lisboa dois lindos bonecos de porcelana, um para ela e outro para a irmã mais nova. Foi a prenda mais querida e emocionante de toda sua vida! Foi um Natal em que o sapatinho lhe dera a melhor prenda.
Mas nem sempre a felicidade é completa em nossas vidas... Meses mais tarde Isabel perde o seu pai. A mãe jamais deixava as filhas brincar com os seus bonecos de porcelana com receio de que se partissem. Isabel ficou sempre com o desejo que em outros natais, outros bonecos como aquele viesse povoar os seus sonhos de criança, tudo fora e vão... Passava os dias a fitar aquele boneco que um dia fizera o seu Natal mais feliz. O Menino nunca mais descera à sua chaminé, só mais tarde compreendeu porque ele já não descia... e também porque a sua mãe preservava aquela relíquia.
Hoje a vida deu-lhe lindos netos de carne e osso e a Isabel então mulher, sente mais feliz com os lindos netos, vendo neles os bonecos que nunca teve e também para que eles guardem do seu Natal melhores recordações.
Maria José Fraqueza
colocado por Rogério Coelho

A SEGNDA CADEIA DE S. BRÁS DE ALPORTEL


A SEGUNDA CADEIA DE SÃO BRÁS DE ALPORTEL,
(retirado de MEMÓRIA S DO POVO SAMBRASENSE de Sebasião Chaveca)

era uma peqena casa que está no pátio interior do edifício da Câmara Municipal e era constituída por dois quartos com janelas para o pátio, que tinham grades de ferro e por outro quarto interior onde não entrava a claridade do dia e também não tinha luz eléctrica, o que se tornava nma prisão muito má de suportar para uma cela que se chamava "segredo" e para o qual só iam os presos considerados muito perigosos.

Tanto nesta CADEIA como na outra anterior, os detidos só passavam uma noite, pois regra geral, eram remetidos para Faro no dia seguinte à sua detenção.

recolha de
JBS

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

A PRIMEIRA CHEVROLET NA CORTIÇA


A PRIMEIRA CAMIONETA QUE CARREGOU CORTIÇA NO ALGARVE,


Foi uma Chevrolet que transportava 2700 Kilos e que era propriedade de António Chaveca.

Os homens que transportavam a cortiça em carroças achavam-se prejudicados no seu negócio porque a camioneta só de uma vez levava tanta cortiça como cinco carroças, por oiutro lado enquanto as carroças faziam uma viagem, a camioneta fazia várias.

Em Silves havia muitas dezenas destas carroças que só se dedicavam ao transporte de cortiça.

Quando a camioneta do Chaveca chegava com a sua carga, muitas vezes a sua integridade física esteve em perigo mas, pragas e ofensas verbais nunca faltavam.

Os carroceiros de Silves costumavam vir buscar cortiça fabricada a S. Brás e muitas vezes vinha uma caravana constituída por mais de uma dezena de carroças, mas, quando apareceu a camioneta nmca mais cá vieram.

Por isso, eles nem podiam ouvir falar da camioneta que transportava cortiça para Silves.

(retirado do livro "Memórias do Povo Sambrasense, de Sebastião Chaveca)

recolha de
JBS

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

FARO; CIDADE DOS COSTELETAS
















RUA DO MUNICÍPIO.
à memória do Franklin

A rua que vai do Arco da Vila até ao Largo da Câmara, é a chamada a do Município.
Do ponto de vista Histórico, entre os Romanos, pelo menos, Município é a cidade que tinha o privilégio de se governar segundo as suas próprias leis, onde porém, nem todos os habitantes possuíam os mesmos direitos.

Pode ser ainda divisão administrativa de um Estado, distrito ou região, com autonomia administrativa, e que é constituído por certos órgãos políticos – administrativos. Em Portugal, o Município é composto pela Junta de Freguesia, Assembleia Municipal e Câmara Municipal..

Nesta rua, que sobe ligeiramente, funcionaram a Escola do tempo do Professor e grande pedagogo olhanense, escritor, ensaísta e músico o Engº Piloto, do Mestre Guerreiro e D..Maria, o Dr. Urbano, talvez... e nessa Escola andou o Zaralho, aquele de Tavira que deu um chuto na cesta do polícia .. e lá se foram os pratos. .

A Câmara MUNICIPAL DE FARO e a Directoria de Faro da Polícia Judiciária, ficam nesta rua no nº 15 a última..

Fica igualmente aqui localizado um estabelecimento comercial de artigos de arte sacra e venda de livros. .

publicação de

João Brito Sousa

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

MENSAGENS DE NATAL

Maria José Fraqueza


Da escritora e poetisa MARIA JOSÉ FRAQUEZA, recebemos vários poemas com mensagens de Natal. Publicamos estas duas na íntegra.
Obrigado Zezinha.


(clik com a mãozinha em cima da mensagem para aumentar e ler melhor)




Colocado por Rogério Coelho






BOAS FESTAS PARA TODOS OS COSTELETAS


NA COMPANHIA DE ANTÓNIO RAMOS ROSA


Não possso adiar o amor para outro século.


Não posso adiar o amor
para outro século
Não posso adiar o amor
para outro século não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob as montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas

Não posso adiar este braço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos
sobre as costas e a aurora indecisa
demore
não posso adiar
para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração

publicado por
JBS

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

BOAS FESTAS PARA OS BIFES


















Meus Caros Amigos,

Desejo-vos a todos “UM BOM NATAL e UM FELIZ ANO NOVO”.

Nesta altura do ano, há sempre um sorriso em cada um de nós para todos os outros e conseguimos portamo-nos como pessoas . É só nesta altura do ano porque no resto é à porrada. Digamos que somos maus de 10 de Janeiro até ao dia 8 de Dezembro de cada ano, e, a partir daí, começamos a ser bons, 8/12 a 10/ 01 de n+1. É mais ou menos isto e a cena repete-se todos os anos..

Tenho muitos e bons amigos que foram alunos do Liceu e que mais tarde foram meus colegas noutros estabelecimentos de ensino. Nunca senti má vontade da parte deles em relação a mim. .Malta bacana. Ainda agora estive presente no almoço deles e troquei ideias com pessoas que estão aí, ocupando lugares de eleição no sector público ou privado, pessoal VIP, digamos assim, e o relacionamento foi fantástico..

Gosto deles.

Foi muito saudável a rivalidade desportiva entre os dois estabelecimentos de ensino, anos 50/ 60, mas ainda não cheguei a concluir, qual deles foi melhor a jogar futebol com o número 10 nas costas, se o costeleta MANUEL POEIRA, internacional júnior se o Dr. ALELUIA do Liceu. Vi jogar os dois e valeu a apenas ver. Talento e arte e futebol .

Foram eles que, em tempos difíceis disseram não, organizaram-se, manifestaram-se e pegaram o Merdpck pela gola do casaco e não o deixaram morrer. Mas nós também estivemos lá (poucos mas bons) e dissemos presente.

E por muitas outras coisas mais, quero deixar a essa malta do Liceu, em nome de todos os costeletas, uma boa quadra natalícia e um bom ano de 2009.

E ainda um abraço do

JOÃO BRITO SOUSA
(em representação de todos os costeletas)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

DO CORREIO - MENSAGEM DE NATAL

A Costeleta Poetisa Maria Romana


Da Costeleta Poetisa,Maria Romana, para todos os costeletas, recebemos esta mensagem de Natal que transcrevemos.



Mensagem de Natal
Num momento de reflexão
Sentia na minha alma
Aquela paz, tão suave,
Que delineava os contornos
Do meu imaginário,
Um sonho alado,
Repleto de fantasia!
Enlevada pela acalmia,
A vida em meu redor
Emergia a presença do belo...
De repente, apercebi-me
Da verdadeira realidade!
Um Mundo conturbado,
Em sofrimento constante...
Sensível à voz da razão
Reflecti, profundamente
Na transparência sagrada
Das palavras
Que valorizam a alma humana;
Sentimentos plenos de grandeza,
Que, podem alcançar
A PAZ, AMOR COMPREENÇÃO,...
Em toda a Terra,
À Luz da boa vontade,
Fazendo renascer
Todos os dias
SUBLIMES NATAIS
Como Divinos Cânticos à Vida!

Maria Romana


colocado por Rogério Coelho

O NATAL



O NATAL
do Professor Doutor José António Pinheiro e Rosa, professor costeleta.

Para o Diogo Costa Sousa, em Washington, com os votos de BOAS FESTAS

“Sinos a tanger à meia-noite! Presépios armados pelas casas, cheios de ingénuas composições e de encantadores anacronismos! Ceias alegres nas famílias, menos para comer que para gozar a Santa atmosfera que Deus institui e radicou no coração humano, com reflexos e projecções até na própria escala animal! Árvores carregadas de luzes e de brinquedos, `a volta dos quais brilham ainda mais os olhares entusiasmados da pequenada! Barbudos ”Pais Natal”, de estrangeirada importação, mas de incontestável efeito sobre a gente miúda!....”

Pinheiro Rosa, nasceu em Faro a 5 de Maio de 1908.Concluído o curso Teológico dos Seminários em 1929, exerceu desde esse ano o professorado, primeiro no Seminário de Faro, depois no ensino livre e colégios particulares e por último nas disciplinas de letras do Ensino Técnico Oficial.

Em 1966 foi nomeado Director da Biblioteca e dos Museus de Faro, que reergueu na profunda decadência em que estavam mergulhados e instalou no edifício onde hoje se encontram.

Publicação de
João Brito Sousa.

domingo, 14 de dezembro de 2008

FLAVIA VICENTE DE BRITO





RECEBEMOS da FLAVIA VICENTE de BRITO

boa tarde,


estou a fazer um trabalho sobre um torno que se encontra ainda na escola tomás cabreira, e que esteve em pleno funcionamente durante os tempos de escola industrial e comercial.

gostaria de saber se o senhor frequentou aulas na oficina de serralharia, daquela escola. interessava-me saber se usou o torno em questão ou mesmo se sabe alguma informação sobre a proveniência das máquinas. ou apenas para me deixar o seu testemunho de utilisador.

agradeço-lhe desde já a sua disponibilidade, saudações flávia brito

QUEM DÁ UMA PISTA À FLÁVIA?
publicação de
João Brito Sousa

HOJE É DOMINGO


HOJE É DOMINGO

É evidente que desejo um bom domingo para todos. Mas não me levem a mal se deixar aqui uns nomes de grandes costeletas, como o

ZÉ PUDIM PAIXÃO – Colaborador do blogue com belos textos como este último, um bom companheiro à mesa com boas histórias para contar e sempre em forma. E além de tudo o mais foi o meu comandante nas tardes de sábado à tarde na Escola. Aqui deixo um aló para ele.

PROFESSOR AMÉRICO – É especial e foi um dos grandes homens que encontrei na minha vida.

JOÃO GONÇALVES JACINTO – Meu parceiro de carteira e grande jogador de bilhar livre ou às três tabelas.

FERNANDO BENTO DE SOUSA- Que discutia comigo lugar de guarda redes na equipa do 1º ano 3ª turma do CGC.

ZÉ AMÂNCIO- Um bom amigo e comandante aos sábados à tarde.
ANTÓNIO DA SILVA RODRIGUES - De Olhão, foi o meu parceiro no 2º ano do Ciclo Preparatório. Disseram-me que está em Sines.
JOÃO CUCO - Forte que nem um aço. Cadé ele?
ZÉ ELIAS MORENO - Imprescindível aqui. Um grande homem e um bom amigo.
Mestre OLÍVIO- Um senhor
Mestre MENDONÇA- Igualmente u m grande senhor.
Mestre CAROLINO - Idem, idem, idem
ZÉ MACÁRIO - Guarda redes de andebol e grande jogador de baskett. Foi no 1º ano do Ciclo da turma do Manel Zé Coelho Guerreiro, do Rabeca, Gil Vieira, Lorinho, Romualdo ...
ZÉ GRAÇA GAGO - Em Moncarapacho é o maior
JOÃO MÁRIO MASCARENHAS. - de Moncarapacho city
JOÃO DOS SANTOS - De Santa LUZIA, o maior na porrada .. aló john... nunca mais
REINALDO NETO - De ESTOI, bom keeper e bom na porrada.
IVO - de Olhão.. nunca mais.
ZÉ PINTO FARIA - Um senhor. Campeão nacional de JUDO
ALFREDO TEIXEIRA - Grande atleta e campeão nacional dos 400 metros barreiras.
ALEX - A saudade .....
Texto de
JOÃO BRITO SOUSA

sábado, 13 de dezembro de 2008

ANIVERSÁRIO DE ASSOCIADOS COSTELETAS


Fazem anos em Dezembro


17 - António Bota Filipe Viegas; António José da Silva Martinho. 18 - Cândida Maria do Livramento. 19 - César Vieira Silva Nobre. 20 - Sandra Maria Machado Fonseca; Maria Adelina Guita dos Santos Dias Neto. 21 - José Maria Carvalho Bernardo; José Jesus Bacalhau; Ângelo Gonçalves Silva. 22 - Rosa Maria Guerreiro Custódio; Dr. Afonso Joaquim Baptista. 23 - José Mateus Ferrinho Pedro; Vidal Rosário Tenazinha Prudêncio. 24 - Maria Manuela Pereira Magalhães. 25 - Maria Bertina Baptista Domingos Mendonça. 26 - Manuel Silo Graça Caetano; Filipe Vieira; Rui Gordinho Rebocho. 27 - Manuel Estêvão Rosa Gonçalves; Isilda Maria Guerreiro Cavaco Brás. 28 - Herculano Luís Martins Vieira; José Alberto de Brito Pereira. Maria Conceição Vasques Estrela Silva Abreu; 29 - João Jorge Carmo Tavares; Jorge Grade Cachaço; Simplício Pereira Araújo. 30 - João Manuel Brito Sousa; Célia Maria dos Santos Reis Branco. 31 - Joaquim do Serro Custodinho; Isabel Maria da Conceição Rufino Faustino.




OS NOSSOS PARABÉNS


Em especial para a Bertina Mendonça que comemora com o Menino Jesus, e a quem desejamos umas rapidas melhoras.


Pesquisa de Rogério Coelho.

CASAMENTO OU DIVÓRCIO


CASAMENTO OU DIVÓRCIO

Facilitar o divórcio sim ... mas dificultar o casamento, é isto, mais ou menos o que diz o jornalista Carlos Ferreira, em artigo publicado na página 4 do último jornal “A AVEZINHA” de Paderne.
O escritor Aquilino Ribeiro fala do casamento nestes termos, no seu livro “O GALANTE SECULO XVIII”

O casamento, diz um personagem, é a maior asneira que o homem pode cometer. Em qualquer época da vida que se contraia, é sempre tropeço, escravidão, inferno

Discordo, diz o outro personagem, a meu ver o casamento é o mais cómodo, mais agradável e o mais útil estado da vida do homem Com isto, não pretendo garantir que tais circunstâncias se encontrem reunidas em todos os casamentos; mas estou persuadido de que são apanágio de muitos e isso me basta

Ora, o problema parece estar aqui, nem todos os casamentos dão em divórcio e nem todas as pessoas são contra o casamento nem sequer contar o divórcio. Vou pelo casamento...

Os divórcios são apenas situações da vida de hoje e mais nada.

O serão outra coisa?

Texto de
João Brito Sousa

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

DO CORREIO


Paixão Pudim







Do nosso associado Costeleta Paixão Pudim recebemos, pelo correio normal, a carta que transcrevemos na íntegra.




Recordações e Casos da Vida Real de um Costeleta Aposentado




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...Finalmente, vou aposentar-me a lOO%... isto e, deixei os "biscates”
... 0 Ultimo, levou-me ao Parque das Nações... e, nem de propósito, aproveitei para recordar a Expo 98, rever o Pavilhão do Conhecimento dos Mares aonde estive envolvido. Foi muito bom recordar o que lá passei... e, durante a contemplação do agora Pavilhão das Ciências, encontrei, por casualidade, numa obra próxima, o encarregado Manuel que, há 18 anos atrás, estivera comigo na construção do Edifício da Marconi em Linda a Velha, Oeiras. Com este algarvio de são Bartolomeu de Messines passei por períodos de grande azáfama, muita res­ponsabilidade e alguns "apertos"




"Racismo Nunca"

Hoje, vou recordar um episódio quase incrível de aceitar... mas verdadeiro e, nada tem de racismo... apenas consequência do sistema social envolvente.
Decorria o ano de 1990 e a Marconi necessitou ampliar o Edifí­cio das Telecomunicações Intercontinentais. Foi uma obra de extremo rigor com planeamentos cumpridos “religiosamente”. Todas as activi­dades estiveram sempre superiormente controladas e os prazos de execução cumpridos até á exaustão. Tudo muito bem programado.
A obra decorria favoravelmente quando sucedeu um imprevisto já na fase final. - Umas portas de correr, de grandes dimensões, blindadas, com isolamentos acústicos, fechos automáticos, destinadas a dividir as salas de controle em casos urgentes ou especiais, vinham de Itália. Há ultima hora alteraram a entrega via terrestre por via marítima com chegada ao porto de Leiõees e, consequentemente, o transporte em camião Tir até Lisboa. Tudo isto resultou atraso de uma semana. Para cumprir o planeamento previsto tornou-se complicado solucionar este contratempo.
Havia uma data determinada para a chegada de engenheiros japoneses especialistas em electrónica. Exigiam completo silêncio, por conseguinte, os ruídos provocados pelos trabalhos da obra teriam que acabar na véspera da intervenção deles. As datas coincidiam e por isso, mandou-se um Fax para Tóquio a comunicar a situação e pedindo a chegada dos engenheiros para 5 dias depois da data prevista.
A resposta foi imediata, nestes termos: - Impossivel satisfazer vosso pedido. A nossa agenda esta completa para os proximos dois anos.
Depois de Portugal registamos compromissos com países da América Latina, Norte da Europa, ainda Médio Oriente e, só depois, Lisboa.
Tudo isto complicava-se ainda mais porque estava em preparação um grupo de engenheir9s portugueses, admitidos por concurso Nacional, estagiários, para receberem formação especifica dos engenheiros nipónicos. Determinou-se uma reunião urgente, na qual foi decidido concluir a obra o mais rapidamente possível B a necessidade de organizar os turnos de 24 horas...uma aflição!...
Para se compreender bem, toda a situação. Devo acrescentar que nesse ano de 1990, 80% do pessoal eram africanos, principalmente de Angola e Cabo Verde e, também alguns negros de Congo ex-Belga.
Houve necessidade absoluta de ganhar tempo e, para isso, iniciou-se por desmontar o estaleiro e retirar todos os materiais sobrantes... A. grua giratória estava a trabalhar num circulo de 50 metros com desníveis acentuados e trabalhadores por baixo em zona perigosa... 0 que era preocupante. Tudo muito à pressa... material a desprender-se e a cair de alturas consideráveis. 8egurança péssima sem os devidos cuidados. Um perigo iminente!
Observei tudo isto quando cheguei pelas 8 horas ao parque de estacionamento... fiquei estarrecido pela forma como estavam a decorer os trabalhos... a segurança dos trabalhadores não estava a ser respeitada. Mandei suspender toda a actividade, chamei o sr. Hanuel, o encarregado algarvio, conhecido por “desenrascado”... e gritei: - Como é possível trabalhar nestas condições... - Tem consciência do que pode acontecer?... resposta do encarregado: - Sr. Paixao, tenha calma e não fique chateado. Não vai acontecer Nenhuma desgraça. - Tomei as minhas precauções. Logo repliquei: - como assim, explique-se? – Está tudo sobre controle. Como vê, lá em baixo , naquele raio de ação da grua, nas cargas e descargas, só estão a trabalhar três homens "brancos” - Se cair algum material do balde da grua e atingir com fatalidade algum trabalhador branco, isto é, se morrer, ninguém vai ao funeral e a obra não pára.
- Se estivessem trabalhadores negros e acontecesse a mesma desgraça a situação seria bem diferente: - "Todo o mundo” ia ao funeral... primeiro dia perdido... depois a missa do sétimo dia, nenhum negro falta e seria o segundo dia sem trabalharem... a obra atrasava-se irremediavelmente. - Como vê tomei todos os cuidados possíveis para a obra não parar. – Estou certo ou estou errado?!...
Fiquei sem fala!... Felizmente, tudo se recompôs e as tais portas herméticas, foram colocadas nos dois fins-de-semana seguintes... mas fiquei a meditar. - Como é possível esta realidade nua e crua!...
Nota cor de rosa Um dos engenheiros nipónicos “arranjou” tempo para apaixonar-se por uma engenheira estagiária, alfacinha de gema, e hoje vivem em Tóquio.
As voltas que a vida dá!... Este caso, não estava programado e muito menos no planeamento.
Paixão Pudim

colocado por Rogério Coelho

CORREIO COSTELETA






Caro João

Feliz Natal e Bom Ano 2009,

para ti ,extensivo a todos os Costeletas.


Envio-te um pequeno trabalho,que se quizeres podes publicar no Blog.Neste, algo se tem falado, nomeadamente, de alguns monumentos de Faro, do Largo doCarmo,etc.Sobre a Igreja do Carmo, muito haveria a falar. Referirei apenas a sua linda fachada,o magnífico interior barroco,a portentosa escultura de Nossa Senhora do Carmo (que é atribuída a Machado de Castro),a riqueza da talha e da decoração da tribuna da capela mór.


Casamento elegante

Largo do Carmo -Faro,
Foi nos anos cinquenta,
Apreciei acontecimento raro,
Vou-vos referir a ementa!
Da bela Igreja descia,
Um cortejo colorido,
Encabeçado por noiva esguia,
E militar muito garrido.
Ele , em azulado trajo de gala,
Suspensa a espada luzídia,
Ela na mão com pequena mala,
Mais formosa ser não podia!
De damasco puro vestia,
Comprido quese até ao chão,
Do colo um colar pendia,
Resplandecente como luz no verão.
Logo atrás gentes ruidosas,
Em trajos de spavento,
E muitas moças airosas,
Que procuravam casamento.
Enquanto o cortejo decorria,
Alguns curiosos se aproximavam,
Queriam ficar na fotogbrafia,
Que dois fotógrafos tiravam.
As charretes já esperavam,
Pelos ilustres convidados,
Fogosos cavalos as puxavam.
Ricamente engalanados!
O Largo ainda em terra batida
À volta prédios de rés do chão,
Os noivos foram de partida,
Sempre acenando com a mão.
Um ´cadilac arrancou,
Único automóvel que ali havia,
A lua de mel começou,
Naquele enesquecível dia!

Manuel Inocêncio
publicação de
JBS

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

AS FOTOS DO JORECA


O FIALHO, que eram dois.

Aquelas duas fotografias do JORGE CACHAÇO, constituem uma relíquia de recordações, Daquela rapaziada toda, só o Donaldo foi da minha turma. O colega antes do Fialho não me é estranho, mas conheço-lhe a cara.

Aquilo são anos 50 e de vez em quando ainda nos encontramos.

Naquele tempo, éramos todos traquinas mas o ALFREDO era o maior. Houvesse o que houvesse lá estava ele. Grande desportista chegou a campeão nacional. Hoje desenvolve a sua actividade na área da moda.

Conheço o Jorge Cachaço como aluno, bancário e como primo do Nelson Cachaço que veio para a Moita muito cedo e já faleceu.

O Fialho eram dois, um de estatura baixa e outro mais alto. Fez parte daquela célebre turma do 2º 4ª já do CGC, onde andavam lá o Alex (falecido), o Jorge Barata, o Macedo, o Zé Contreiras, o Zé Eusébio, o Justo Sousa, o Edménio, o Lourinho (falecido) o Armandinho, eu sei lá...

O Donaldo foi da minha turma, irmão do Hélder do BNU.

O Vitélio foi um excelente aluno, licenciou-se em Economia e é muito amigo do Alberto Rocha.

Aníbal António Cavaco Silva - O actual Presidente da República

Fernando Palma – De Boliqueime, foi bancário, escreveu um livro acerca da história de Boliqueime e tem um irmão da Indústria.

Viva a malta da Escola

Texto de
João Brito Sousa

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

POETA COSTELETA

CASIMIRO DE BRITO


Tenho o prazer de a/o CONVIDAR


para a apresentação de uma nova

Antologia da minha poesiaintitulada

69 POEMAS DE AMOR e editada

pela4 Águas Editora, de Faro

a qual terá lugar no dia 12 de Dezembro

pelas 18 horas, na Livraria

Bullosa - Lisboa(Campo Grande, 10-B – a Entrecampos)

A obra será comentada por


Maria João Cantinho

e serão lidos poemas por várias personalidades.


Segue-se um beberete.


publicação de
João Brito Sousa

POSTAL ILUSTRADO - RECORDANDO

Os BEM VESTIDOS A RIGOR - Naquele tempo era assim...

4 conhecidos "Costeletas" com o retrato do "Costeleta" Presidente da República


Emiliano; Jorge; Teixeira; Palminha

Fotos enviadas pelo Jorge Cachaço (O Joreca)


Colocado por Rogério Coelho

ANTÓNIO ALÇADA BAPTISTA


QUANDO ALGUÉM PARTE...
( retirado do blogue de FJV http://aorigemdasespecies.blogspot.com/)

Apesar de atrasada, acho que este espaço não pode deixar de referir a “partida” do escritor António Alçada Baptista (1927-2008).

"Viajante, ensaísta, memorialista (Peregrinação Interior), editor (na Moraes), ficcionista (O Riso de Deus) – o António Alçada era sobretudo um conversador e um sedutor.

Ele seduzia as pessoas com quem se cruzava ao longo da vida, e seduzia os seus leitores com aquele tom suave, como é a inocência da sua obra. Estabeleceu uma ponte entre os dois regimes, em 1974 (as suas Conversas com Marcelo Caetano foram uma última tentativa de ler o regime e O Tempo e o Modo uma forma de o mudar).

Tinha uma inteligência muito intuitiva, o que o levava a pensar com leveza sobre coisas profundas. E chegava antes dos outros a conclusões que poucos hoje lhe atribuem. Isso fazia dele um homem generoso de quem era difícil não gostar. Muita gente lhe deve muita coisa".

Publicação de
JBS

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

VERDADEIRO ESPÍRITO COSTELETA































PEQUENAS /GRANDES NOTAS

1 - Depois do MAURÍCIO e da MARIA ROMANA, terem surgido em pleno destaque no blogue, numa jornada de franca amizade que muito me sensibilizou e a quem já enderecei os meus parabéns, pela excepcional postura desses grandes elementos genuinamente costeletas,

2 - trago agora à vossa presença, dois documentos provenientes de dois costeletas ilustres da cidade de Olhão, carregados dos valores que fazem do homem e da mulher costeleta um ser humano único no mundo, mesmo com alguns defeitos, que também têm..

2.1 - Soube não sei como, que, alguns costeletas da velha guarda se reuniam na FUZETA, num almoço de confraternização, às quintas feiras no chamado “almoço dos nove” . Eram eles , o Manel Poeira, João Parra, António Paulo, Nuno Agostinho, Fonte Santa, o Victor Caronho (ausente desta vez mas é parte do grupo), o João Malaia,, o Reina, o Madeira, o Matias, todos velhas glórias do S,C.OlHANENSE sendo os primeiro sete costeletas..

2.2. – Face a isso, falei com o Júlio Piloto, o Zé Félix, o Zeca Bastos e o António Barão e decidimos ir na última quinta feira almoçar à Fuzeta.com os nossos colegas e amigos. Alguns de nós, particularmente, eu e o Zeca Bastos, não tínhamos contactos com o dito grupo dos nove há mais de cinquenta anos .

2.3 - Nesse almoço compareceram ainda os costeletas António Viegas e Bartolomeu Caetano de Pechão, Zé Reis da Luz de Tavira e o Mário Leonardo Proença, Director fo jornal do clube S.C.OLHANENSE e o Zé da Horta de Olhão.

Foi uma jornada onde os presentes souberam estar ao nível dos grandes valores costeletas, que professores da craveira de um Dr. Uva, Dr Ferreira Matias, Dr. Fernando Moreira, Dr. José Correia, Drª Florinda, Mestre Olívio, Mestre Mendonça, Mestre Carolino, Prof. Américo, Dr. Zeca Afonso e algumas dezenas de outros, nos transmitiram e ensinaram.

Porque soubemos honrar as cores da ESCOLA, gritemos bem alto a nossa hino de combate ALA BI... ALA BÁ... BUM... BÁ.. ESCOLA.. ESCOLA... ESCOLA...

3 – Segue-se testemunho documental

3.1. - Mail do MANEL POEIRA,


Caro Brito:

Creio estar a ser o porta-voz de tudo o que nos vai na alma ,após o almoço dos * nove à quinta* na semana passada.

Para nós foi um momento alto que quebrou toda a monotonia dos úlultimos tempos.Com o Júlio Piloto, o José Félix e o Barão nós de vez em quando vemo-nos.

A tua presença e a do Bastos emocionou-nos um pouco. Foi fácil recordar a tua fisionomia tal como a do zeca Bastos. o que não foi fácil foi esconder a emoção que nos is na alma. Pela 1ª vez (somos amigos há 62 anos) vi o Parra emocionado. Como sabe foi sempre um indivíduo muito sereno, ao ponto de quando marcava golos ao Sorting, Benfica e Porto, não os festejava.

Ficámos com uma divida grande para convosco..

Mais uma vez obrigada pelos momentos altos de quinta feira Bem hajam.PS: O Fonte Santa esse grande senhor do basquetebol e futebol tambeé costeleta..

Um abraço do amigo M. Poeira.

3.2 – Mail do Mário Proença, Costeleta e Director do Jornal S.C.OLHANENSE


Caro Brito,

Estamos todos de parabéns, particularmente tu, pelo impacto que tens tido junto de todos. As pessoas perguntam-me quem tu és e eu digo-lhes que és uma conquista minha.

Respondem-me então não o perda pois está a dar um elevado contributo ao jornal.

De facto assim é e eu estou muito satisfeito por ter ganho mais uma aposta.

O Malaia, o Reina, O Bartolo e o Zé da Horta dizem-me como é que eu consegui trazer-te pata o nosso grupo e digo-lhes que foi uma conquista via Internet, o que é verdade.

Estás a fazer um trabalho com grande mérito.

Um abraço

Mario


4 – AGRADECIMENTO PÚBLICO


O NOSSO OBRIGADO

Podia dar para o torto mas não deu
Houve prazer em estar presente
Toda a gente gostou do que comeu
No fim ficámos todos contente

Velha malta outros tempos
Juntaram-se e confraternizaram
Contra muitas marés e ventos
Todos os seus ideias juntaram

E recordámos com muita emoção
Os tempos passados da ilusão
Num sentido abraço apertado

E vendo tudo bem, no final
Foi uma jornada excepcional
A quem deixo nosso obrigado

Publicação de
João brito Sousa

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

APENAS... FANTASIA




Esta poesia é dedicada ao Maurício Domingues, grande amigo da Maria Romana


Apenas ... Fantasia


Foi, em momento calmo, que sonhei
Com a mais bela força criadora
E envolta p'la magia, eu exaltei
A sublimada musa inspiradora !


Durante este, meu sonho, não parei
De ouvir, a cada instante, a voz mentora;
Sensível ao lirismo, me elevei
Na luz esplendorosa, inovadora!


Eu sentia fluir, na minha essência;
Metáforas divinas, em cadência,
Que inspiravam poema, tão risonho !


Mas, logo despertava e percebia
Que tinha sido, apenas, fantasia
A mensagem "perfeita" do meu sonho!
Maria Romana


Colocado por Rogério Coelho

POR FALTA DE TEMPO NÃO FOMOS VER O MUSEU DA ZÉ




DEVERÍAMOS LÁ TER IDO...


Fiquei um pouco decepcionado comigo próprio por ter sido conivente na deselegância que praticámos com A COSTELETA E COLEGA Maria José Fraqueza.
Não tenho receio de o dizer, mas não fui correcto perante o convite da Zé, quando nos disse, "venham vero meu Museu."
Os autores gostam de ser lidos, vistos, criticados, avaliados etc ... etc....Esquecemo-nos que a Zé, como qualquer um de nós, tem orgulho na sua obra. Boa ou má a obra é dela. E


FUI CONVIDADO E NÃO FUI ....

Errar a gente pode... acontece !...
Rejeitar visitar a cultura ?
Quem faz isso é que não merece
Convite a visita futura...

Mais ainda e pior do que isso
E estar à porta e não entrar
Não pode haver falha nisso
É uma costeleta a convidar

Sinto que ficaste triste
Porque se calhar nunca viste
Talvez fosse muita confusão

É disso que estou a falar
Da próxima não vou faltar
Vou de alma e coração.
JBS

E a Zé registou a sua mágoa nestes versos.



Eu não escolho o dia
Porque a porta está aberta
Sempre aberta à Poesia
Mas dêem o vosso alerta!

A vossa disponibilidade
Eu levarei em conta
Que a ausência, na verdade,
é que me desaponta!

Comuniquem a visita
À minha casa algarvia
Na agenda, fica escrita
Esse feliz e belo dia!

Mas já estou habituada,
A muitas decepções...
P'ra gente de nomeada
Não faltam as Multidões!

P'ra quem cultiva amizade
Olha os outros com certeza
Com mais ternura e bondade
Com alma mais portuguesa!

Mas como eu, sou Fraqueza
Que ganhei no casamento
No coração a pureza
Neste mar de sentimento!

Vou esperar que um dia
Para alegria e conforto
Possa ter a regalia,
Como a gente do Desporto!


Com um beijo!

Maria José Fraqueza
publicação de
João Brito Sousa