quinta-feira, 23 de abril de 2026

Crónica de Faro
   João Leal   
          
   Os 35 anos da Associação dos COSTELETAS

    Com um vasto e significativo conjunto de actos assinala-se no Sábado, 9 de Maio, o 35º aniversário da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira (AAAETC). Decorre, com todo o seu sentido de «acolher» esta «festa / encontro», na própria Escola (junto à Alameda), dos Costeletas, designação dada aos alunos do ensino técnico profissional, que principiou com a icónica Escola Pedro Nunes, englobando também os que andaram na Serpa Pinto e na veterana Tomás Cabreira, nas várias fases da sua existência de longas décadas e em oposição de «Bifes» dado aos estudantes do ensino liceal.
São 35 anos de persistência, vontade e presença no ânimo de cada um dos costeletas a vida da AAAETC, unindo sucessivas gerações à sua Escola e prosseguindo esta a ser um traço de união, de lembrança e de gratidão para com aquela, que se orgulha de ter entre os seus alunos, o Prof. Dr. Aníbal António Cavaco Silva, que foi Primeiro Ministro e Presidente da República Portuguesa.
Nas comemorações será entregue o «Prémio ao Melhor Aluno - 2024 / 25», que leva como Patrono a Dra. D. Ana Paula, dedicada pedagoga e dinâmica presidente do Conselho Directivo do Agrupamento Escolar Tomás Cabreira e que terá como seu destinatário o excelso jovem Bernardo Fernandes, uma referência ao trabalho e à inteligência.
Momento de particular significado aquele que conferirá o nome do antigo aluno e um dos nomes maiores do jornalismo e da literatura portuguesa (séculos XX e XXI), nosso companheiro, durante anos nestas colunas Mário Zambujal ao auditório escolar.
Segue-se o almoço de convívio e o «bailarico á moda de tempos idos» a recordar o que foi a Escola Tomás Cabreira, cuja associação dos «costeletas» agora comemora 35 anos de salutar vivência.

Crónica de Faro
João Leal

     «Bodas de Prata» da Biblioteca Ramos Rosa

      Não existe qualquer monumento em homenagem ao poeta maior farense - António Ramos Rosa. Mas existe um monumento vivo, actuante e eficaz, que se expressa nos 25 anos da activa Biblioteca Municipal que tem como patrono António Ramos Rosa. Foram estes 25 anos de uma dinâmica actividade devidamente assinalados com um conjunto de acções que fomentam o salutar consumo do acto de ler.
    Foi no distante ano de 1907, ainda em plena Monarquia que se encontram os primeiros esboços da futura Biblioteca Municipal. Em1943 é nomeado seu Director o professor liceal Dr. Moreira Júnior, conhecido por todos como o «Dr. Chouriço», funcionando então a Biblioteca no rés do chão do edifício camarário e sendo seu encarregado o saudoso João Piteira, que muito nos aturou pois situava-se perto da antiga Escola Tomás Cabreira (Rua do Município) e ali consumíamos os tempos livres.
Em 1961 retornou a Faro, vindo de Lagos, onde por «amor» se exilara o sempre lembrado Professor José António Pinheiro e Rosa e, após as obras de restauro, a Biblioteca é transferida para o recém adquirido Convento de Nossa Senhora da Assunção (Largo Afonso III), sendo presidente do Município o recordado Major João Henrique Vieira Branco. Até que em 2001, presidindo à Autarquia o farense Luís Coelho e vereador do pelouro da Cultura, à qual deu importante impulso o eng.  Augusto Miranda se instalou no actual imóvel. Fora este, durante décadas, o Matadouro Municipal, com o seu belo pórtico neo - árabe datado de 1 897. Foi dado o nome de um novo patrono, o actual António Ramos Rosa e vivendo a nova Biblioteca um novo ciclo, comos seus 50 mil volumes e, a grande maioria das publicações periódicas (diários, semanários, etc. que são de grande consulta.
   Para além deste que consideramos um dos mais válidos serviços que o Município oferece a todos os residentes, á também da sua responsabilidade a edição do «Anuário», o que constitui uma espécie de «Faro, monumento de história anual». 
    Saudamos efusivamente a Autarquia, capital do Algarve, e de modo afectivo especial a sua dinâmica e directora actual. a dra. D. Sandra Martins, por estes 25 anos da Biblioteca Municipal António Ramos Rosa e o que tem sido, ao longo de décadas, a sua dinâmica acção em prol da cultura e do lazer dos algarvios.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

PROGRAMA:
Comemoração do trigésima quinto aniversário da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira 

1 - Pelas 11.45 horas, recepção e concentração dos convidados, sócios da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira, Professoras, Professores, Fincionarias, Funcionários, Alunas e Alunos.

2 - Descerramento da placa no Auditório A situado no Edifício Principal da Escola Tomás Cabreira que terá o nome da ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS ALUNOS DA ESCOLA TOMÁS CABREIRA / MÁRIO ZAMBUJAL com a presença de ISABEL ZAMBUJAL, folha do jornalista e escritor Mário Zambujal que frequentou a Escola Industrial e Comercial de Faro.

3 - A Direção da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira convidou a Dra. ANA PAULA MARQUES para patrona e entrega do prêmio de melhor aluno do ano 2024/2025  que aceitou o convite formulado.

4 - A patir das 13.00 horas temos o início do almoço convívio a realizar no refeitório da Escola Tomás Cabreira com um minuto de silêncio em memória de todos os Costeletas que faleceram.

No final do almoço convívio será feita a entrega do prêmio ao melhor aluno do ano lectivo 2024/2025 BERNARDO FAUSTINO CAETANO pela patrona do mesmo Dra. ANA PAULA MARQUES.

5 - Este evento encerra com música ao vivo com a colaboração do acordionista HÉLDER PIRES para uma tarde dançante.

6 - O preço unitário deste evento é de 20 € ( Vinte Euros ), sendo a data limite 3 ( Três ) de maio para confirmação por motivos de logística.

As inscrições podem ser efetuadas por;

e-mail da Associação: aaaetcabreira@gmail.com 

ou por telemóvel;

Florêncio Pereira Vargues 

924 067 639

Eurico Bárbara

962 865 312

962 925 921

sexta-feira, 17 de abril de 2026

 Crónica de Faro
  João Leal

   Uma revisão geral é urgente

    A queda da fachada de um prédio de dois pisos, no cruzamento das Ruas Aboim Ascensão e Cunha Matos, nas imediações da Escola Básica dita do Carmo, causou, felizmente, menos estragos do que seria previsível. Apenas um casal de idosos, como nós, ficou desalojado e sofreu ligeiros ferimentos, a par da destruição de veículos automóveis atingidos que o foram pelos pesados pedregulhos e materiais vindos com a queda do referido imóvel.
    Podia ter acontecido um total de mais graves consequências, em função do intenso movimento e viário, que na zona a qualquer hora se regista e de coincidir com a entrada nas aulas de centenas de crianças e seus professores, para além dos familiares que habitualmente as acompanham.
   Há centenas de casos idênticos em Faro, quase sempre casas devolutas ou ocupadas ilegalmente.  Já se têm registado incêndios, demolições e outros acidentes de idêntico teor. 
   Todos nós o conhecemos e se aponta a dedo o elevado número de prédios em mau estado e a constituírem um enorme perigo para os bens, vidas e haveres, que a indesejada queda provocariam. Daqui que se impunha e exige, a bem da segurança de todos nós que o Município determine a urgente inspecção de tais prédios. 
 


CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

OS 2 SÉCULOS DA AUTARQUIA

   Em sessão pública realizada no Largo Sebastião Mestre Martins, sob a presidência do dr. Ricardo Calé, decorreu a apresentação do programa das actividades a desenvolver até Novembro de 2026 e assinalando o bi - centenário da criação da Câmara Municipal de Olhão.
  Foi em Agosto de 1826 que a «Cidade da Restauração» alcançou a sua desejada autonomia autárquica, sendo primeiro presidente do Município o dr. António Freire Teles.
   Esta efeméride, de rotulamos do mais alto sentido cívico, traz-nos logo à lembrança a frase icónica do saudoso cacelense Prof. Doutor António Rosa Mendes - «Olhão fez-se a si mesmo». É que esta é uma realidade que ora á justamente comemorada e que atesta, em plenitude, a expressa vontade do povo olhanense. 
   Não conhecemos o programa celebrativo, mas sugere-se que nele figure, ou que o venha a acontecer posteriormente, a erecção de um monumento ao povo de Olhão. É que foram as suas gentes, aqui nascidas ou aqui residentes que tiveram a força maior, constante e acrescida de fazer acontecer a  autonomia e o progresso que durante duzentos anos fez desta terra «a capital da Ria Formosa» e de grande relevância na Região Sulina. 
   Lembramos a tal propósito que a presidência de três importantes organismos algarvios estão confiados, democraticamente, a dois olhanenses. São eles a CCDRA - Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, AMAL (Associação dos Municípios do Algarve) e Câmara Municipal de Faro, nas pessoas dos drs. José Apolinário e António Pina.
    Celebrar o bi-centenário do Município de Olhão é viver o admirável contributo que sucessivas gerações deram à «Cidade da Restauração», provar uma gratidão acontecida e acreditar no futuro desta terra, que conforme assinalou o saudoso mestre universitário «Olhão fez-se a si mesmo».


                                                               João Leal   

quarta-feira, 15 de abril de 2026



CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

«MEDALHA DE HONRA» DA ORDEM DOS ADVOGADOS PARA O OLHANENSE DR. FERNANDO CABRITA

      Por indicação da Conselho Superior da prestigiada Ordem dos Advogados foi atribuída a «Medalha de Honra» ao conhecido e prestigiado jurista e escritor e conhecido olhanense dr. Fernando Cabrita. Figura carismática desta cidade e do Algarve é, a par da sua actividade forense, um dos nomes em destaque nas letras nacionais. Assim é que já publicou meia centena de livros desde os de temática poética aos ensaios e análises, sendo constantemente insertos poemas seus em revistas de todo o Mundo e traduzido em vários idiomas (castelhano, turco, polaco, russo, etc. 
     O dr. Fernando Cabrita, que nasceu na então «Vila de Olhão da Restauração», é um assumido «filho de Olhão», condição que tem prestigiado como poucos e foi, de 2015 a 2022, o promotor desse invulgar acontecimento «Poesia ao Sul», que fez desta terra a capital da poesia ibérica e cujo reatar se apresenta como de urgente importância.
     O merecidamente galardoado com a «Medalha de Honra da Ordem dos Advogados» é detentor de vários e importantes prémios literários, entre os quais o «Prémio Nacional de Poesia Mário Viegas - 2008», o «Prémio Ibérico de Poesia - 2011» e o «Prémio de Poesia Prof. Adriano Moreira - 2022».
     Ao felicitarmos o dr. Fernando Cabrita por tão alta distinção, prestamos a homenagem devida a quem tem exercido tão destacada acção na advocacia e na vida literária concedendo em ambos os campos o mais elevado prestígio a Olhão e ao Algarve.
                                                        João Leal


   

domingo, 12 de abril de 2026


Crónica de Faro
João Leal

      Na luta contra o cancro

  Toda a comunidade científica mundial, designadamente do foro clínico, se encontra empenhada na luta para encontrar a cura dessa temível doença que é o cancro.
    Assim é que reputamos da maior importância ao 3º Congresso Internacional Portugal / Estados Unidos da América que, sob este instantâneo tema vai decorrer em Faro, no Campus Universitário das Gambelas, com a presença de algumas das mais cotadas entidades que são nomes maiores neste empenhamento.
   Entre os cientistas contam-se dois galardoados com os Prémios Nobel da Medicina - os Professores James P. Alisson (2018) e William Koreling Jr. (2019), a par de outros grandes mestres. 
  Isto diz bem da importância deste encontro mundial de «experts» da medicina oncológica e do prestígio que o mesmo acarreta para Faro, como notável labor da Universidade do Algarve, que conjuntamente com a sua homónima de Yale (E.U.A.) promovem o Congresso, de que foram encarregados os Profs. Drs. Pedro Castel - Branco (vice - reitor da Universidade do Algarve e Prof. Dra. Katerina Colibis (docente para a pesquisa da famoso universidade estadunidense).
  No dia 15 de Maio, pelas 14h30m, realiza-se no anfiteatro das Gambelas, uma sessão aberta, excelente ensejo para o público interessado participar neste 3º Congresso Internacional Portugal / Estados Unidos da América sobre as doenças do foro oncológico, a qual comporta uma mesa redonda moderada pelos citados organizadores.

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

   AZEITE DE MONCARAPACHO ENTRE OS MELHORES DO MUNDO 

        Mais uma vez decorreu na «Big Apple», a grande metrópole de Nova Iorque, capital do mundo, a «New York Oil Competition», como que o campeonato mundial dos azeites. Olhão voltou, em mais uma edição anual, a marcar relevante presença, conquistando entre mil produtores de todo o mundo olivícola, duas medalhas: uma de ouro e outra de prata, figurando no «Guia Oficial dos melhores azeites do Mundo». Fê-lo devido à presença, uma vez mais, do precioso óleo vegetal produzido nos modelares Viveiros Monterosa, situados numa exploração agrícola nos arredores da «mui nobre e honrada Vila de Moncarapacho», neste concelho olhanense. 
     Com o «Azeite Monterosa Maçanilha» aqueles produtores moncarapachenses chamaram a si a atenção para a excelência deste comestível obtido, desde o tratamento das oliveiras à apanha da azeitona maçanilha por meios artesanais.
     De referir para além do valor económico, desde sempre uma tradição algarvia (quem não provou a «tiborna?»), estes êxitos têm feito aumentar o crescente do turismo olivícola aumentando mais e mais a visita de turistas aos 32 hectares em que se desenvolvem, nos arredores de Moncarapacho, os Viveiros Monterosa.

                                                        João Leal


Crónica de Faro
João Leal

E a «Sereia»?

     Durante as últimas grandes obras realizadas na Doca de Faro, esse maravilhoso pequeno lago que a construção da via férrea tornou viável «aprisionando» uma diminuta porção da extensa Ria Formosa, que lhe retiraram a antiga vedação e a dotaram das actuais «argoladas» que agora nos protegem de quedas indesejáveis, foi instalada nas escadarias junto ao edifício da Alfândega, a escultura de uma sereia. Era um cativante estímulo ao retracto recordação de «quando eu estiva em Faro...».
   Em Domingo de Páscoa tivemos a desgostosa sensação de autenticar que a sereia não se encontrava no seu local de poiso nem nas imediações. A búzia sim, erra magnificente escultura metálica reproduzindo um dos mais apetecidos mariscos na Ria produzidos esse sim ao lado do fotografado lettering» «FARO».
  Fez-nos passar este desaparecimento por aquele desapontamento que sentimos na primeira visita feita a Copenhague (Dinamarca) e vimos as reduzidas proporções de a estátua similar e famosa em todo o Mundo, colocada sobre uma rocha no Mar Báltico, à entrada daquela cidade nórdica. Obra do escultor Edward Eacobsen, surgiu por doação de um magnata ligado a conhecida cerveja da Dinamarca.
 Desapareceu a nossa já icónica sereia da doca de Faro. Para onde foi? Ninguém o sabe informar. Espera-se e bem que a peça escultórica não haja sido destruída pois nada o justificava e existem muitos locais onde a colocar. Onde para a sereia que dava mais beleza (excepto o elevado número de embarcações de recreio) á bela doca de Faro? Quem souber que o diga.....

quinta-feira, 9 de abril de 2026



Crónica de Faro
João Leal

    O «Zé Clemente»

   Era um amigo dedicado, activo participante naquelas inesquecíveis manhãs nas tertúlias da Praça de Alhandra, hoje reduzidas a um zero corporal e onde a Dora, a Neuza e o «patrão» Emanuel nos proporcionavam todas as condições para um convívio saudável e fraterno.
 Deixou-nos há algumas semanas (o nosso perdão por só hoje expressarmos nestas colunas o facto e o nosso mais profundo pesar), mas a saudade do José Clemente continua sempre presente na nossa lembrança.
Foi um daqueles cidadãos farenses que passam como uma suave brisa pela sua longa vida de muito mais que os 90 anos e que prestou relevantes serviços à urbe a todos nós, nas diversas funções que exerceu, desde o Município onde trabalhou nas oficinas de carpintaria, à Escola Afonso III ou na Delegação da Protecção Civil, chefiada pelo Eng. Primo Pires.
Mas foi sobretudo na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Faro, que o Zé Clemente durante mais de 40 anos se houve verdadeiramente no seu labor solidário e fraterno. Desde cadete, bem jovem, quando se alistou na Cruz Lusa, onde passou à reserva como Chefe do Quadro Honorário ele foi na concretização do ser um autêntico «soldado da paz» um servidor da sociedade.
Relatava-nos os incêndios em que trabalhou com o maior empenho, bem como os transportes de doentes para os hospitais da capital, entre os quais o do «judeu» José Ruah, o último de ascendência judaica a viver entre nós e tantos outros precisando de assistência.
Deixou-nos o Chefe José Clemente. Que descanse em paz, quem viveu para servir!

Crónica de Faro
João Leal

  Lembrando o Maestro Álvaro Cassuto, fundador da Orquestra do Algarve

    Já o conhecíamos antes da fundação da Orquestra Sinfónica do Algarve em 2002, a quando das memoráveis exibições da Orquestra Gulbenkian no âmbito do famoso Festival de Música do Algarve, que chegou a ser considerado, no seu âmbito como «dos melhores festivais de música da Europa» e que infelizmente foi extinto. 
   Sempre admirámos a soberba categoria direccional desta importante figura da música portuguesa, detentor de famosos prémios internacionais e da direcção de grandes orquestras de prestígio mundial. 
  No «Festival de Música do Algarve», repetimos negativamente extinto dado o seu enorme êxito em todos os qualificados meios internacionais, a presença da Orquestra Gulbenkian era imprescindível e momento maior do mesmo.
   Em 2002 é chamado à criação do que é uma das mais válidas referências do Algarve Cultural, a sua Orquestra Sinfónica, a  cuja dinâmica actividade prestamos a mais justa e merecida das homenagens. 
   O Maestro Álvaro Cassuto morreu aos 89 anos na sua residência em Cascais e nascera na cidade do Porto. Fez uma brilhantíssima carreira na formação musical. ganhando merecidos e notáveis prémios, tendo famosos maestros como seus professores, entre os quais Pedro de Freitas Branco e fica para sempre ligado à nossa Região pelo seu entusiasta e decisivo contributo para a fundação da prestigiada Orquestra do Algarve.
     A nossa saudosa lembrança em memória do saudoso Maestro Álvaro Cassuto!

terça-feira, 7 de abril de 2026

N0 MEU CAIS 

Há um mar dentro de mim
Em ondas de ternura....
A maresia sem fim....
Vestes de algas me emoldura!

Neste berço de embalar 
O meu mar enbalador
Neste cais á  beiramar 
Embala canções de amor

Fico olhando o areal
Ao som das ondas marinas
Com carinho maternal
A brancura das salinas 

Lembrando a moura algarvia
Na sua eterna saudade
Eu sinto em mim a poesia
Em voos de liberdade! 

O meu mar dos vendavais
Em perfeita sinfonia
Ao ouvi-llo junto ao cais
Eu sou a moura algarvia!

Maria José Fraqueza 

segunda-feira, 6 de abril de 2026

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

POR UMA MAIOR JUSTIÇA SOCIAL

Uma maior justiça entre os vários extractos da sociedade ohanense, no que é uma aspiração cristã e humana de cada cidadão e um princípio expresso na própria Constituição da República Portuguesa, lei fundamental do País democrático em que vivemos é o objectivo do Plano Social do Município.
 Para votação e aprovação do mesmo reuniu o CLASOL (Conselho Local de Acção Social), sob a presidência do Vereador Prof. Custódio Moreno, que após a brilhante acção à frente da Delegação Regional do FAOJ  retornou ao Município olhanense.
Participaram nos trabalhos 62 membros, o que define bem do interesse deste encontro e dá uma imagem da vocação das  entidades sediadas na Cidade da Restauração em torno de um problema de acentuada magnitude.
Este número foi ampliado com a aprovação da admissão de duas novas associações interessadas:  a Associação dos Moradores da Quinta das Âncoras e a sua homóloga da Quinta das Gaivotas. Aprovada também e a merecer todo o apoio a candidatura da Santa Casa da Misericórdia de Moncarapacho ao «Prémio Rainha Dona Leonor», que visa distinguir o importante património cultural construído por esta icónica associação de bem fazer daquela Vila.
Que o Organismo, de âmbito concelhio seja um verdadeiro motor em prol da justiça social no concelho de Olhão.

                                                        João Leal
Crónicas do meu viver olhanense

As rotundas concelhias

    A Câmara Municipal de Olhão e as Infraestruturas de Portugal firmaram um acordo visando as rotundas das estradas existentes no concelho.
  Segundo o mesmo aquelas zonas públicas passam, no que respeita à sua conservação, manutenção e embelezamento para a responsabilidade da Autarquia.
   No cumprimento deste acordo entre um organismo do poder central e um município a Câmara de Olhão já iniciou a sua acção no terreno começando por tratar da rotunda principal na «mui nobre vila de Moncarapacho».
  Outras acções vão prosseguir em vários locais do concelho olhanense para uma melhor visão paisagística do mesmo, com notória influência na qualidade de vida dos transeuntes e dos residentes.
  Chamamos em especial atenção com que acontece com as rotundas em Alfândanga, no movimentado cruzamento da via de ligação entre Fuseta e Moncarapacho, cujo aspecto bravio é, de há muitos anos um «insulto» ao local.
                                                          João Leal 

sexta-feira, 3 de abril de 2026

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE RECUPERAÇÃO E MUSEALIZAÇÃO DO «SALVA VIDAS» NA FUSETA Trata-se de um dos mais icónicos edifícios da Fuseta e. mesmo, de toda a Ria Formosa, o imóvel onde durante décadas e até 1999 funcionou o Instituto dos Socorros a Náufragos- Construído sobre estacaria no século passado situava-se então frente à «corredoura» e temível «Barra da Fuseta» para facilitar o socorro às embarcações em situação difícil. Só que a referida barra andou para nascente, um fenómeno comum às barras algarvias, conforme um valioso estudo do eng. Manuel Bivar, publicado nos anos 60 e ainda hoje plenamente válido. 0 «Diário da República» inseriu o aviso da Câmara Municipal de Olhão e do Instituto de Socorros a Náufragos visando a classificação como «património de interesse nacional» do referido imóvel, o qual é objecto de um projecto visando a realização das obras de recuperação e de futura musealização, aliando assim património e cultura. Muitas são as peças a inserir futuramente neste espaço, desde os vários «Prémios Nobel da captura do bacalhau no Atlântico Norte», memorável feito alcançado por vários pescadores fusetenses, assim como as artes tradicionais e outras em desaparecimento e a referência a conhecidos «homens do mar que no mar escreveram a história da «noiva branca do mar». Será no futuro mais um forte atractivo turístico a juntar aos valiosos níveis que, em turismo, já hoje oferece. João Leal


Crónica de Faro
João Leal

      «Templo a necessitar de obras»

      Situa-se no centro cívico de Faro, a dois passos da Pontinha (Praça da Liberdade). No pórtico principal tem a data da fundação (1 640), desconhecendo-se quem foi o autor do projecto. Situa-se no Largo de ao Pé da Cruz (antigo Largo dos Cântaros, por aqui existir uma fonte onde os aguadeiros enchiam os cântaros, que depois distribuíam ao domicílio, situação que se manteve mesmo após a distribuição da água canalizada). 
      Foi um templo que durante vastas décadas serviu de capela funerária da freguesia da Sé, antes da construção da Igreja Nova de São Luís, com as suas duas capelas fúnebres e da junção da paroquialidade de Sé / São Luís. Ali velámos muitos familiares e amigos ao longo dos anos. 
     Classificado como «momento de interesse público» esta igreja situada no coração do largo que no anterior mandato autárquico foi alvo de grandes obras de reestruturação (para quando a fonte deitar água em permanência?) era alvo de muitas visitas por fiéis e turistas, que admiravam para além da magnificência do altar - mor apreciavam a série de grandes painéis laterais que narram a criação do mundo.
       Foi uma estimada ex - colega, hoje aposentada como eu, que em site informático, revelador do grande interesse que os farenses dedicam aos problemas da nossa cidade, chamou a atenção para o mau estado do imóvel religioso. Assistimos ao que creio ter sido a sua ultima edição, num dia 3 de Maio do final dos anos 40, do século passado, à procissão da Senhora de ao Pé da Cruz. Era capelão o saudoso Cónego Joaquim Jorge de Sousa (natural de Aljezur e provedor e grande impulsionador da Santa Casa da Misericórdia local). Servia como sacristão e residia nos anexos da igreja o «Tio Bartolomeu», pessoa de  proveta idade que, calculem, ainda ensinou a «doutrina» a meu saudoso pai. Tempos idos...
      O edifício religioso que, nas suas traseiras. tem o «humilladero» ou capela do Senhor dos Aflitos, onde em permanência, dia e noite, ardiam velas e lamparinas em cumprimento de promessas feitas ou preces declaradas. necessita de obras urgentes. Até o rés - do - chão do imóvel. onde no 1º andar funcionou a Junta Diocesana da Acção Católica se encontra tapado com plásticos para encobrir o que se passa no interior.
      Ás entidades públicas e religiosas, a quem cumpre a  manutenção do templo classificado como de «interesse público» chamamos a atenção para a urgente carência das obras a realizar na Igreja de Nossa Senhora de ao Pé da Cruz!