quarta-feira, 24 de dezembro de 2025


Crónica de Faro
João Leal

    CRUZ LUSA, A JUSTIÇA QUE FALTA

    Corriam os primeiros dias do mês de Janeiro do ano 23 do século passado. Faro assistia à inauguração oficial da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários, denominada de «CRUZ LUSA». Era o corroborar de um esforço titânico desenvolvido por um conjunto de homens generosos, entre os quais citamos os nomes do eng. Ataíde Ferreira, do Comandante Nunes da Cruz e muitos outros, a cujas honradas memórias pedimos perdão de não os citar. Primeiro foi derrubar o troço da muralha para erguer o actual e sempre, não obstante todas as promessas e projectos, quartel. Tal constitui um dos «calcanhares» desta cidade capital sulina. Memórias que nos vêm dos relatos feitos, éramos crianças, por meu avô paterno e por meu saudoso pai que, dada a sua juventude na altura, teve que se inscrever como cadete. Volvidos mais de cem anos quase tudo continua igual nem mesmo os factos vividos pela valorosa «CRUZ LUSA». Os carros continuam na rua e hão-de continuar, ao que previmos por muitos e muitos anos. Um desafio que se coloca, entre muitos outros, à nova equipa de gestão municipal, presidida pelo Dr. António Pina. Para já as merecidas felicitações à Corporação a quem Faro e o Algarve devem tantos e tão insubstituíveis acções.
   Há dias faleceu o que foi um dos mais dedicados «bombeiros voluntários». Era nosso amigo, partilhando a Tertúlia do Café, na Praça de Alandra, hoje grandemente desfalcada e quase inexistente (mortes de Brito Figueira, Mário Piçarra, António Fantasia, José Clemente, etc.). Por isso endereçamos á «CRUZ LUSA» e à Família do saudoso extinto. que era Chefe do Quadro Honorário da Corporação a expressão do nosso profundo pesar. O Chefe José Clemente foi um bombeiro voluntário a 100%. Paz à sua alma!

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