quinta-feira, 18 de junho de 2026

CRÓNICA DE FARO. JOÃO LEAL. Voluntários, precisam-se!


  O apelo foi lançado pelo prestigiado Rancho (Grupo) Folclórico de Faro, a caminho do centenário e que tantos e tão valiosos serviços tem prestado por esse Mundo em fora em prol da capital sulina e do Algarve.
Fá-lo visando a próxima edição do «Festival Internacional de Folclore», importante acontecimento que em Agosto transformará Faro e vários concelhos da Região, numa verdadeira capital mundial folclórica.
Sob o lema prosseguido ano após ano de «Amigos para sempre...» pede-se o contributo de generosas boas vontades que numa atitude voluntária, humana e bairrista, acompanhem os vários grupos quer nas suas deslocações como nas múltiplas actividades que o «Folkfaro» comporta (workshops, exibições em instituições sociais e outras).
Os que derem um passo em frente na resposta ao sugestivo convite de «voluntários precisam-se» criarão novas amizades, praticarão diversos diplomas e prestam um generoso serviço a Faro e ao Algarve do mais simbólico valor.
As respostas, como em cada edição do «Festival Internacional de Folclore do Algarve» tem acontecido, vão acontecer e com elas uma colaboração ao esforço organizativo do Rancho Folclórico de Faro, que a todos nos importa.

Na lembrança da D. Maria Armanda Vargues


    Sensibilizáva - nos a sua fraterna partilha de estima e de amizade num pleno testemunho da grandeza de sua alma e da  generosidade do seu espírito. Com a morte da sra. D. Maria Armanda, dedicada esposa do nosso Presidente e Amigo Florêncio Pereira Vargues e extremosa Mãe de suas Filhas, a quem apresentamos bem como a toda a enlutada Família a dolorosa expressão do nosso mais sentido pesar perdemos uma dedicada Amiga, daquelas para quem a estima é um dom do Senhor e partilhável com todos. Mãe e Esposa de uma dedicação inultrapassáveis era dotada de um extremoso coração, de uma coragem inultrapassáveis e de um sentido de partilha sem limites. Técnica bancária aposentada era uma exímia pintora de arte em porcelana, tendo realizado várias exposições não só em Faro como noutras cidades. Foi uma colaboradora a 100% do nosso presidente e amigo Florêncio pelo que, em nome da AAAETC lhe devemos a agradecida gratidão. Uma saudade infinda pela morte da Sra. D. Armanda é  o triste sentimento que nos invade. Em nome de todos os «Costeletas» um profundo abraço de muito pesar e de muita amizade ao presidente e amigo Florêncio.
                                                                   João Leal

domingo, 14 de junho de 2026

Comunicado de falecimento

 Caros Associados,

É com profunda tristeza que informamos que a nossa associada Maria Armanda Vargues, esposa do nosso muito querido Presidente da Associação, Florêncio Vargues, faleceu ontem à tarde.

Neste momento de grande dor e consternação, a Direção da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira apresenta ao nosso Presidente, aos seus familiares e amigos as mais sentidas condolências e manifesta a sua solidariedade e apoio.

Em nome de todos os membros da Direção, endereçamos os nossos mais sinceros e sentidos pêsames à família enlutada.

Que a Maria Armanda descanse em paz.

A Direção da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira


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Partilhamos aqui e na imagem abaixo uma publicação do facebook pessoal do nosso presidente




sexta-feira, 12 de junho de 2026

Crónica de Faro João Leal UM ACTO DE JUSTIÇA E GRATIDÃO


   Ainda não foi oficialmente descerrada a placa toponímica que dá o honrado nome do grande servidor de Faro que foi o sempre lembrado Henrique Luís de Brito Figueira. Pensamos que sê-lo-á, como tudo leva a futurar no dia 7 de Setembro, próximo, na comemoração do feriado municipal (Dia da Cidade), como o é usual. Mas, e daí o nosso tomar conhecimento da justa e merecida da Câmara Municipal de Faro, já figura na identificação postal.
    Situa-se a nova artéria que homenageará aquele que foi um dos mais dedicados servidores da região, na rua que liga a E.N. 2 (Faro / São Brás de Alportel) à estrada municipal para a Conceição de Faro, onde se situam as instalações, em adiantada fase de construção da grande superfície de produtos alimentares espanhola «Mercadona».
    Brito Figueira, tal como Martin Luther King, «teve um sonho», que era o progresso, em todas as áreas, do desporto à cultura, do social ao económico, dando o seu contributo empenhado e voluntário às mais diversas iniciativas, que importassem à comunidade. Foi o «mais novo chefe de secretaria da Junta Autónoma das Estradas»; secretário geral do Sporting Clube Farense e da então Associação de Futebol de Faro, hoje denominada do Algarve; dirigente e empenhado rotário, a ele se devendo tal como a Eulálio Cabrita e engenheiro Tito Olívio Henriques, a vivência do Rotary Clube de Faro; dirigente de múltiplas instituições, entre as quais os Bombeiros Voluntários (Cruz Lusa), o Montepio dos Artistas, a Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira (cujo Curso Comercial concluiu), etc.
     Era sua esposa, a sempre lembrada «costeleta» Maria Beatriz Rosa Brito Figueira (para os amigos afectuosamente a «Bibi») formando um casal modelo, sempre com a disposição assumida de apoiar quem de ajuda, num que o fosse moral, necessitava. 
      «Rua Brito Figueira», localizada na «Faro em quarto crescente», paredes meias com o Alto Rodes que para ele era um refúgio natal e permanente, um acto da maior justiça e gratidão, assumido pela Câmara Municipal de Faro, em boa hora.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Crónica de Faro João Leal PARABÉNS «ILHÉUS FARENSES» DA CULATRA E DOS HANGARES


         Tem sido uma verdadeira luta de décadas, em que se tem revelado o espírito de resistência, de acreditar e de prosseguir com denodo a travada pelos abnegados farenses residentes no Faro Insular dos núcleos populacionais da Culatra e dos Hangares no que respeita à legalização das casas que construíram com determinação, esforço e um sentido de prosseguir o que foi feito, desde os primórdios por dezenas de gerações.
         Um recente acordo celebrado entre o Ministério do Ambiente e a Câmara Municipal de Faro abre caminho à regularização das habitações destes «farenses ilhéus» sem o espectro que durante anos e anos pairou de uma demolição coerciva pelas entidades com jurisdição na matéria.
        Agora e num entendimento em que o presidente do Município, dr. António Miguel Pina, repetiu o sucesso que alcançara em relação à Ilha da Armona, quando desempenhava as actuais funções na Câmara Municipal de Olhão, abrem-se as melhores perspectivas aos culatrenses e hangarenses no que toca às habitações que, com tanto amor, sacrifício e carinho foram construindo. 
       Unem-nos fortes laços de família e de forte saudade (a tia Gertrudes, o Tio Zé Bruto e tantos mais) às gentes da Culatra e de admiração e amizade, entre os quais a amizade do Manuel Luís («o reporter da cidade») no que toca ao histórico sítio dos Hangares, um marco na história da aviação militar portuguesa.
       Por tais razões e pela justiça íntegra que se vive neste acordo havido os mais sinceros parabéns a essa gente trabalhadora, determinada e amante do seu território que são os moradores nos Hangares e na Culatra.

domingo, 7 de junho de 2026

«CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE» «MARIA BARROSO: UMA ESTRELA NOS PALCOS E NA VIDA»



      Uma das mais conhecidas «filhas de Olhão», a sempre lembrada Maria de Jesus Barroso Soares, nascida na Fuseta, onde o pai, oficial da Armada foi Delegado Marítimo, é biografada no livro «Maria Barroso: uma estrela nos palcos e na vida», da autoria da jornalista e escritora Luísa Ducla Soares, com ilustrações de Susana Carvalho. A obra foi apresentada na «Casa dos Zagallos», em Almada e integra-se nas comemorações  do centenário da ilustre fusetense e de seu marido o Dr. Mário Soares, personagem maior da oposição portuguesa, que foi Presidente da República, Primeiro Ministro e Secretário Geral do Partido Socialista. O enlace matrimonial entre ambos teve lugar na Cadeia do Aljube, em Lisboa, onde o Dr. Mário Soares se encontrava a cumprir pena por «crimes políticos».
    Durante a sessão usaram da palavra o Dr. João Soares e a Dra. Inês de Medeiros (presidente da Câmara Municipal de Almada). Trata-se de uma obra de grande interesse pedagógico sobretudo para as gerações mais jovens, a quem é apresentada esta notável algarvia e grande patriota.
    Maria Barroso que foi homenageada sendo o seu honrado nome dado ao Auditório Municipal de Olhão é uma das mais notáveis olhanenses e espera-se que este magnífico livro possa, em breve, ser apresentado no concelho natal.

                                                 João Leal

Crónica de Faro João Leal Nova «Casa do Trânsito»



          O título intrigou-nos, pois, pensávamos que se tratasse de algo referente a movimentos de meios aéreos, terrestes, fluviais ou marítimos. Puro engano, pois, a «Casa do Trânsito», recentemente aberta em novas instalações na capital algarvia, objectiva em termos sociais algo de muito importante. 
         Numa concretização viável graças ao protocolo celebrado entre a Fundação Calouste Gulbenkian e o Município de Faro e sob a iniciativa e gestão da benemérita instituição «O Companheiro», cuja existência não conhecíamos, surgiu esta «Casa do Trânsito». Destina-se a mesma a prestar todo o meritório apoio, com todo o ambiente protegido e os meios técnicos e pedagógicos necessários a quantos estiveram envolvidos em questões judiciais, tendo em vista a respectiva inserção, em termos correctos, na comunidade.
     Com activa colaboração dos Estabelecimentos Prisionais existentes no Algarve (Faro, Olhão e Silves), que de outra forma honesta o não podia ser, esta «Casa do Trânsito» vai ser assim, em modos práticos, o percurso entre o cumprimento da pena aplicada pelos tribunais e o voltar a ter um papel condigno e fiável na sociedade a que o cidadão é devolvido.
     Para que não volte a repetir o indevido praticado, como tantas vezes tem acontecido e na vivência, infelizmente autêntica de que «ao menos na cadeia tenho cama, mesa e roupa lavada».

sábado, 6 de junho de 2026

Crónica de Faro João Leal «Á VITÒRIA FARENSE À VITÒRIA»



   
  Com um golo marcado na 1ª mão, em São Luís, curiosamente por um dos poucos nascidos na Cidade que alinham no plantel. Candeias, o Farense na sequência do nulo registado no Restelo, conseguiu manter-se na II Liga. Apetece-nos gritar aquela canção vitoriosa, bastas vezes ouvidas (que não esta época) - «á vitória, Farense, à vitória». 
 Foram tempos que têm que voltar a ser vividos pois o centenário (1/4/1910) clube importa esteja noutro patamar e importa-o mais do que ao concelho a toda a região algarvia. É uma marca a alcançar e espera-se que o Estádio de São Luís volte a ser aquele mítico recinto que lhe dá fama e glória.
O Presidente Dr. João Rodrigues, a quem prestamos a justiça da nossa homenagem pela sua determinação e disponibilidade, comunga de idêntico propósito, como estamos certos quantos amam o representante maior do desporto da capital sulina.
Há que unir o esforço de todos em torno deste propósito: que se oiça de novo e com redobrado ânimo - «á vitória Farense à vitória!».

sexta-feira, 5 de junho de 2026


CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

UM «FILHO DE OLHÃO» GONÇALO RAMOS CAMPEÃO EUROPEU DE FUTEBOL

     Foi um final de época esplendoroso o alcançado pelo futebolista nascido em Olhão, Gonçalo Ramos, avançado do PSG (Paris  Saint Germain) e que no magnífico estádio da capital húngara, Budapeste, ergueu a «Taça dos Campeões Europeus».
     Chamado no reatamento do emocionante prélio com os ingleses do famoso Liverpol
coube-lhe a sempre ingrata tarefa de converter o primeiro dos «penalties» decisivos face ao resultado que se mantinha de 1/1. O Gonçalo Ramos não se intimidou e abriu a série dos golos alcançados pelos parisienses, que pela 2ª época consecutiva arrecadaram o almejado troféu. 
     Juntamente com Bruno, João Vieira (de Tavira) e Vitinha (considerado «o melhor futebolista do encontro») o «filho de Olhão», que fez toda a sua formação no Benfica, donde se transferiu pra o PSG, envergaram no final, a quando da entrega da ambicionada «Taça da UEFA» a bandeira nacional.
     Ao felicitarmos Gonçalo Ramos por mais este triunfo o compreensível e natural orgulho de Olhão e das suas gentes por este feito notável -  ser campeão entre os maiores da Europa!

                                                                                                      JOÃO LEAL



quinta-feira, 4 de junho de 2026

LIVRO SOBRE CAVACO SILVA PARA A BIBILOTECA ESCOLAR UM ANTIGO ALUNO DA ESCOLA INDUSTRIAL E COMERCIAL DE TOMÁS CABREIRA E SÓCIO DA AAAETC OFERECEU UM LIVRO SOBRE A BIOGRAFIA DO PROFESSOR DOUTOR ANÍBAL ANTÓNIO CAVACO SILVA, RECENTEMENTE EDITADO PELA REVISTA SÁBADO, E DA AUTORIA DO JORNALISTA ANTÓNIO ARAÚJO. João Leal


CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

«PECHÃO, UMA ALDEIA DE MULHERES VISIONÁRIAS»

   Trata-se de um estudo sociológico admirável, uma verdadeira tese universitária a 2ª edição de «Pechão, uma aldeia de mulheres visionárias» e que repete, em pleno, os altos objectivos com a sua estreia em 2025. Este trabalho «Pechão, uma aldeia de mulheres visionárias» repete na íntegra o estudo sobre o papel social, económico e autêntico das mulheres desta povoação em prol da Comunidade local. Iniciativa de «duas mulheres visionárias», elas mesmo membros activas da população desta terra do interior olhanense - Alexandra Duarte (autarca da Junta de Freguesia de Pechão) e Lara Tavares (dinâmica dirigente do COP - Clube Oriental de Pechão), repetiram o trabalho efectuado no ano passado «alcançando um registo sociológico para memória futura, sobre as iniciativas sócio - económicas das mulheres de Pechão em prol da identificação local». 
   Trata-se de uma das cinco freguesias olhanenses, as outras são: Olhão, Fuseta, Moncarapacho e Quelfes, com cerca de 4 mil habitantes, que se separou do termo de Faro em 1826 (há um mais de um século) passando desde então a integrar o criado concelho de Olhão.
Um trabalho pelo qual felicitamos as suas autoras, assim com a Junta de Freguesia de Pechão e o Clube Oriental de Pechão e que bem merece ser consultado e estudado.
                                              JOÃO LEAL

sexta-feira, 29 de maio de 2026

CRÓNICA DE FARO
João Leal

  «CAFÉS HISTÓRICOS» DE FARO

        Têm crescido em sintonia com a própria expansão da cidade, capital sulina. Talvez que, nesta evocação dos «cafés históricos farenses», haja a omissão de muitos, até mesmo aquele que frequenta, mas acrescente, por favor.
         A memória responsável e a consulta de documentos alusivos, leva-nos á lembrança mais antiga da «Casa Havaneza» que nos referem como um dos pontos «mais» da cidade, no seu tempo. A lembrança leva-nos até á baixa citadina, paredes meias com o Banco de Portugal e situados nos terrenos onde foi construída a filial da Caixa Geral de Depósitos. Ambos prosseguiram a sua actividade, o primeiro na Rua da Marinha e o Café Coelho, mais pastelaria do que «servir bicas e garotos» no canto da Rua Conselheiro Bivar e da Praça D. Francisco Gomes. Propriedade dos pais de um antigo «costeleta», o Virgílio António Coelho, que moravam no Largo do Sol Posto, foi depois estúdio fotográfico e hoje um dos muitos «fast food» que existem na zona. Mas á cabeça aparece como lembrança dominante o Café Aliança, aberto em 1920 pelo excelso empresário José Pedro da Silva, que figurou na série televisiva alemã «Os grandes cafés europeus». Vários estudos e publicações existem sobre a «bolsa algarvia das 4ªs e sábados», sendo de destacar o labor nesta investigação, desenvolvida pelo saudoso historiador messinense, Dr. Teodomiro Neto. Com uma existência algo atribulada nos últimos anos, o «Aliança» prossegue como a catedral dos cafés algarvios. Não queremos nem devemos esquecer o «Café Marítimo», que abria noite fora em especial para atender os pedidos de «um quartilho de medronho» para os pescadores levarem para a faina. Localizava-se paredes meias com o então Mercado Municipal (Rua Cdte. Francisco Manuel), hoje ocupado  pela Cruz Lusa - Bombeiros Voluntários. Lembramo-nos do Café Atlântico (sede de uma agência bancária) que ia das Ruas de Santo António à da Marinha, com diversas inovações, entre as quais as da «venda self - service do tabaco». Só que ao fim  do dia nem tabaco nem dinheiro...
Ah, e a «Brasileira», ponto de convívio de muitas gerações e de onde surgiram ideais para várias acções em especial para o desporto algarvio. 
Uma curta evocação dos muitos cafés que existiram em Faro.