CRÓNICA DE FARO
JOÃO LEAL
UM «VETERANO» DUO DO «TIMES»
Quantos e assinalados serviços tem prestado à Região - Mãe, o Algarve, e à Terra - Mãe, Tavira, este duo de veteranos jornalistas, que são o Luís Horta e o Ofir Chagas? Falta aqui para o triângulo o ser de íntegra e total verdade, um nome, sempre presente na mais saudosa das nossas memórias. Recordamos o, há anos falecido, o nome honrado de Sebastião Leiria. Era um trio soberbo desde sempre ligados a múltiplas iniciativas desde o jornalismo a quanto importasse à «Cidade do Séqua e do Gilão».
Ficaram-se entre nós, o Luís e o Ofir, da melhor gente que hemos convivido e que com o lembrado Sebastião, o maestro, o poeta, o escritor, preenchiam semanalmente o «Espaço de Tavira», nas colunas de «O Times», como o sempre lembrado fundador- director, José Barão. orgulhosamente se referia ao «Jornal do Algarve».
Agora chegou-nos às mãos a última obra saída do valor e do empenho do Ofir Chagas e do Luís Horta, intitulada «A história e o humor na Imprensa de Tavira». Com que prazer e rara satisfação lemos, página a página, este livro antológico que o querer, o crer, o saber e o amor a Tavira, tornaram viável.
É uma completa incursão dos dois jornalistas tavirenses pelo humor surgido nas páginas da imprensa tavirense desde Silvestre Falcão que foi director de «A província do Algarve» (1908 / 1920, passando por José Maria dos Santos («O Heraldo» - l901/1912), Manuel Virgínio Pires («Povo Algarvio» -1934 / 1975), «Jornal do Algarve (onde os dois jornalistas e o lembrado Sebastião Leiria) assinaram o «Espaço de Tavira», «O Tavira», (1973 / 1980), e o «Lestalgarve» (1981 / 1985) de que o Ofir foi Director e o «Sotavento» (1990 / 2009), com a direcção exercida pelo Luís Horta.
Duas notas nos tocaram muito em especial: a dedicatória da obra a esse grande Mestre, tão prematuramente desaparecido o Prof. Doutor António Rosa Mendes e a parte dedicada a Sebastião Leiria, de que transcrevemos um parágrafo de um texto publicado em «Jornal do Algarve» e onde se lê: «Tavira, as vinte igrejas a rezar, campanários tilintando elevação, bondade, harmonias derramadas no coração...»