sexta-feira, 1 de agosto de 2008

ANIVERSÁRIO DE ASSOCIADOS COSTELETAS






Fazem anos em Agosto


01 - José Martins Correia. 02 - Alierta Neto Gonçalves; José Mascarenhas Xavier. 03 - José António Cabrita Neves. 04 - Maria Ivone Simões Martinho; José Manuel Justo Sousa; Maria Estrela Parra Viegas Fernandes; José António Ponte Pires; Maria de Fátima de Sousa Almeida e Lopes. 05 - Manuel Cavaco Guerreiro. 06 - António Maria Marques Viegas; Maria José Emília Vítor da Silva; Maria Cecília Correia. 08 - Nuno Manuel Agostinho; José Morgado Norte. 09 - Maria Romana Costa Lopes Rosa; Hélio Morais Vila Nova. 10 - António Boaventura Gonçalves Brás; Maria Manuela Chumbinho Rebeca; Dina Luísa Camacho Piloto Santos; Vítor Manuel Fontainhas Pedrinho.
PARABÉNS
Colocado por Rogério Coelho

JAIME E CEVADINHA, VELHOS COSTELETAS


JAIME E CEVADINHA,

Nunca falei com eles porque andavam um ano à minnha frente. O Jaime era moreno e baixo e o Cevadinha era alto e magro. Tinham a mania do ciclismo e vinham das Quatro Estradas de Loulé numas pasteleiras, sempre a dar ao pedal.

Penso que o CEVADINHA tinha mais técnica que o JAIME. Eles tinham quatro carretos atrás e apenas uma pedaleira à frente. O ciclismo tem a sua técnica e é um desporto muito violento.

A Escola ainda deu um ciclista que correu no Ginásio de Tavira, um rapaz de Olhão, que se chamava Víctor, mas no pelotão chamam-lhe o MARRECO, penso que por, quando se está na estrada, para cortar o vento o atleta deita-se em cima da máquina e o corpo faz assim uma espécie de "costas em bico" e daí ficar o MARRECO ( desculpa lá ó Víctor...)

Uma vez, fui ver a volta a Portugal, estava um calor dos diabos, passou o Vííctor, ia em último lugar, a chegada era em Tavira, mas o Víctor não desistiu. A honra de ser costeleta.

Mas o JAIME e o CEVADINHA eram o máximo. Quando chegavam à Escola, cansados que nem uns ciclistas, aterravam no Ti Felizardo e lá ia uma bejeca depois uma cigarrada.

Quem conhece bem esta malta é o ROMUALDO CAVACO que foi da turma deles.

Com um abraço do
João brito SOUSA

quinta-feira, 31 de julho de 2008




RECORDANDO

O Franklin e o "o Costeleta"

São muitas e muitas as lembranças que tenho deste querido amigo nas diversas facetas da nossa vida.


Conheci o Franklin desde que veio para Faro, tinha ele 8 anos (era um catraio) e eu 18 (já um homensinho).


O meu contacto com ele foi mais através do pai Franklin, de quem guardo boas recordações, especialmente nas paripécias passadas na Orquestra Típica de Faro.


Mas deixemos isso e vamos falar do Franklin e do seu (nosso) "o Costeleta".


Como sabemos o "órgão" (como ele gostava de lhe chamar), foi uma das suas iniciativas, quando assumiu a presidência da direcção da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira. E posso garantir que o Franklin adorava o nosso jornalinho já que, entre outras coisas, ele constituia um elo de ligação dos alunos da escola, levando notícias desde
Faro a qualquer local onde se encontrasse um Costeleta.


Daí que, por sua iniciativa, fossem criadas várias rubricas, como: "Naquele tempo", "Meu tipo inesquecível", "Costeletas em foco", entre outras, por vezes ocasionais.


Uma grande maioria dos sócios da nossa Associação, não faz ideia, dos tormentos que passávamos, principalmente ele, quando se aproximava a feitura do jornalinho, sem haver artigos de interesse para publicar, muitas vezes devido à falta de colaboração, por parte de alguns sócios.


Mas ele-Franklin-lá ia descobrindo um ou outro assunto e o nosso "o Costeleta"raramente se atrasava.


A parte que me competia era a da composição e paginação. Por vezes e quando o via mais desalentado, lá lhe dava uma ou outra dica, que ele aproveitava, colocando-a no jornal num português impecável.


Como já o disse noutros escritos, o nosso querido amigo, era um perfeccionista nato e muito exigente com ele próprio.


Por vezes dizia-lhe: "Franklin, pareces o redactor de um jornal muito importante" ao que ele replicava, com aquele humor que se lhe conhecia:
E é que sou mesmo! Há lá no mundo um jornal tão importante como o nosso?!!

A confirmar as suas preocupações e por vezes aflições, inserimos pequenos apontamentos de gravações em vídeo da festa do 7º Aniversário de "o Costeleta"., realizado no Hotel Mónaco (Montenegro) - Faro

ANIVERSÁRIO DE "O COSTELETA

16 de Outubro de 1999




Antes do almoço, convive-se no bar do Hotel


O "discursinho rimado" do Sr. Presidente



Apagam-se as velinhas e canta-se os

parabéns a você

Depois vem a dança em que o Sr. Presidente

também toma parte


E é assim, é assim que eu quero recordar sempre o nosso Franklin Marques.

J. Almeida Lima



A ARTE COSTELETA


UM COSTELETA DA ESCRITA E PARA A ESCRITA.

UM ABRAÇO AOS BIFES DE TODO O MUNDO

Estou a zero.. . Andei por outros lugares e perdi-me. E o texto para o blogue "os costeletas" nada... Mas aprendi esta noite uma coisa muito importante. Aprendi como e quando é que se é tido como escritor. O Dr. Mário Soares é que disse. É-se escritor quando conseguimos escrever uma obra de ficção. Não sabia..

O blogue http://fuckingblogues.blogspot.com/ é simpático. E u escrevi lá o 18º cmentário. Vão lá ver.

Um pouco de BB em "A Cara da Gente"

"O pintor caiava a parede e assobiava. A casa cuja parede ele pintava estava rodeada de árvores. Nas árvores cantavam pássaros de uma só estação só..."

Um pouco da nossa cidade..

Logo ali perto, no começo da rua primeiro de Dezembro, havia uns Leonores que vendiam pastelaria e eram muito frequentados pela gulodice da terra, sobretudo feminina...

E agora MALTA DO LICEU QUE ESTUDOU COMIGO.

NA ESCOLA DO MAGISTÉRIO PRIMÁRIO EM FARO

Ilda Capela
Renato
Rute
Graça Aleixo
Branca Moreno
Xico Eusébio
Alcina Ramos

NO ICL Lisboa,
SAMUEL
Figura marcante de Liceu de Faro e personagem dos livros do Luís ??? de Setúbal.

JOVITO que disse, precisava de dormir aí vinte anos seguidos para limpar a alma.

O MAIOR DO LICEU HORÁCIO SANTOS,

que perdeu a corrida com um costeleta e a carteira também.


UM ABRAÇO GRANDE PARA TODOS DO


JBS

quarta-feira, 30 de julho de 2008

CORREIO COSTELETA

Do 1º amo 1ª turma de 52/53, (Francisco Cabrita , à esquerda, sentado, de fato, Humberto Gomes, Brito de Sousa, de pé de camisa vermelha, António Viegas, Zé Bartílio e João Bica)
amigos, 1º à esquerda de camisa aos quadrados o Zé Pires de Estoi e o primeiro à direita de costas ao lado do Bica, o Gregório.
RECEBIDO DO FRANCISCO GABRIEL CARVALHO CABRITA

Bom dia bom amigo João Brito Sousa

Peço desculpa pelo atraso de correspondência .Pois já lá vão 3 semanas que cheguei a Califórnia e quando, com muita alegria, vi o meu nome e fotografia ( agora já sei porque me pediste a fotografia) na tua, sempre muito desejada, pagina #7 no Noticias De S. Brás fiquei surpreendido e ao mesmo tempo fiquei,feliz por tu escreveres as palavras de elogio ao lado do Nuno Leonardo.

Estou eternamente agradecido a ti por teres- me apresentado a um mundo que eu desconhecia, “ O MUNDO DOS COSTELETAS “. Pois graças a ti fiz amizade com vários camaradas e quando for a Portugal vou fazer o possível para te ver e para ver outros amigos que eu tive o prazer de restaurar amizade.Também quero dizer-te que e com frequência que dou uma visita ao nosso blog que muito aprecio.

Continua a escrever Deus deu-te esse grande talento e por conseguinte usa-o.Um grande abraco e ate breve

Francisco Gabriel C. Cabrita


AO FRANCISCO GABRIEL,

CARO AMIGO,

Bom dia para ti.

A tua presença entre nós foi um momento alto do nosso almoço anual de confraternização. Apreciei muito o teu gesto de estar presente e a tua simpatia por querer estar entre nós.

Soube depois através da malta, que tu mostraste muito agrado em estar com todos nós. E quero que saibas que também nós gostámos muito de estar contigo e continuamos a esperar ver-te em todos os almoços anuais. .. e noutros também, em todos os momentos que tu queiras.

Uma cena do primeiro primeira de à 56 anos.

1 º andar, sal 18, na ala da Drª Conceição Sintra

Diz a Professora,

Que dia é hoje menino MANUEL CAVACO GUERREIRO

É sábado snehora Professora,

Sábado?......

Não.. Sim .. Não.. Sim


Risota da malta


OS COSTELETAS

Somos todos amigos
Uns dos outros
Mas em especial
Daqueles que cedo partiram
E agora sentiram
A vontade de voltar
A estar
Connosco na nossa festa
Que não há com esta..

Para ti um grande abraço

Voaste até à Califórnia
Mas de ti, connosco...
É o teu coração que fica
E volta sempre
Ó Francisco Gabriel Carvalho Cabrita

MEU VELHO AMIGO

APARECE, aparce sempre que possas
E para isso tenhas toda a disponibilidade
Farei das mimhas disponibilidades, vossas
Para fortalecer a já nossa grande amizade..

Foi com grande orgulho e simpatia
Que estive a teu lado feliz e contente
Francisco... não mais esqueço esse dia
Que foi um dia grande cá para a gente

Tu de S. Brás de Alportel e eu dos Braciais
Fomos companheiros de escola e amigos leais
E é por isso que estou aqui a falar contigo

Por isso faz da caminhada da vida um prazer
Não peças nada a ninguém; faz o que sabes fazer
E serás um homem feliz ó meu velho amigo....

texto de
João Brito Sousa

terça-feira, 29 de julho de 2008

PESSOAS DE RELEVO NO UNIVERSO COSTELETA


RECORDANDO OS MEUS PROFESSORES de 52/53 - 1º ano 1ª Turma e 2º ano 1ª Turma CICLO PREPARATÓRIO


A Drª Suzete, de Matemática, muito simpática e muito boa professora, que mais tarde casou com um nosso professor, e seu colega. Era uma jovem quando chegou à escola...

A Drª Conceição Sintra, já falecida, professora de Ciências Naturais e esposa do médico Dr. Manuel da Silva.

Professora de desenho D. Fernanda, alta e competente...

Mestre Mário e Mestre Guerreiro das Oficinas de Carpintaria

Mestre Damião e Mestre Cruz, Mestres das Oficinas de Serralharia

A professora de Português que não me lembro o nome

A Drª Dora da Matemática, muito boa professora

O Professor Celestino, professor de desenho.

O professor Américo, grande educador e amigo

O contínuo Armando de farda azul de surrobeco no inverno e de cotim no verão

FORAM ESTES ...


Os professores que eu tive

e retive

na memória da vida ...

Desde o princípio tive

mais de cem

Que me ajudaram

E me orientaram

A chegar ao fim

E felizmente

ainda cá estou

E infelizmente

Já não vou

À escola ..

Para aprender

Mas voltarei um dia

Para vos ver...


a todos eles e de todos nós um muito obrigado.
Texto de
João BRITO SOUSA

segunda-feira, 28 de julho de 2008

CORREIO COSTELETA


OS NOMES DS PROFESSORES
por Romaldo Cavaco

Sobre os nomes de alguns professores, relembro:Em pé - segundo da esquerda - Médico da Disciplina de Higiene - tinha oconsultório por cima de Farmácia Batista ou ao lado. Quem sabe o seu nome?Em pé - penúltimo a seguir ao Dr. Moreira Ferreira: Eng. Júlio Cristovão Mealha.Além de Prof.da Escola (Industria) foi presidente da C.M.Loulé e salvo erroAdministrador das Cervejas Marina.
De joelhos: segundo da esquerda: É o Eng. Osvaldo Bagarrão - Tavira - Tevefunções de preponderãncia na EDP.

Agora um apelo: Houve outro desafio Escola/liceu com outra foto. Nesse desafiofoi Juiz de Linha o conhecido bandeirinha - Dr. Uva. A bandeirinha era um paude vassoura que tinha a bandeira de papel com as cores da Escola junto àspalmas da mesma. A quem encontrar essa foto tem almoço marcado no Moinho(privado) da Cortelha.

Um abraço e até já!!!.
romualdo.

domingo, 27 de julho de 2008

OS 120 ANOS DA NOSSSA ESCOLA (Final)

PARA A HISTÓRIA DA NOSSA ESCOLA (XIII)



25
Anunciámos, no apontamento anterior, a futura grande reforma do Ensino Técnico, de 1948.
Entrada da EscolaNa realidade, a grande transformação ocorreria em 1947, com a promulgação da respectiva Lei de Bases (Lei 2 025 - D. G. Nº 139, de 19 de Junho). Aí se previa as categorias das diversas escolas, designa-das como técnicas elementares, industriais, co-merciais e industriais e comerciais.
Mas, 1948 é, efectivamente, o ano da sua implementação, com a publicação dos decretos 37 028 e 37 029 (D. G. nº 198, de 25 de Agosto), este último promulgando o Estatuto do Ensino Profissional Industrial e Comercial.
Uma nova fase se inicia na vida da Escola Industrial e Comercial de Tomás Cabreira que, embora continuando a funcionar nas velhas instalações e prosseguindo os cursos do Dec. 20 420, de 1931, assiste à abertura da Escola Técnica Elementar Serpa Pinto, cujos alunos, com o Ciclo Preparatório concluído, receberá a partir de 1950.
Terá esta Escola Sérpa Pinto uma duração efémera: o tempo necessário para a conclusão das obras de adaptação do antigo edifício do Liceu, obras aliás já previstas no atrás citado Dec. 37 028 .
Refira-se, como mera curiosidade, que a cedência deste edifício pela Direcção Geral do Ensino liceal à Direcção Geral do Ensino Técnico Profissional foi formalizada por protocolo celebrado em 26 de Julho de 1948, em que outorgaram, como representantes daquelas Direcções Gerais, respecti-vamente, os Drs. José Ascenso (Reitor do Liceu) e Fernando Carvalho Lima (Director da Escola) ~ o Sr. Mário Afonso, Chefe da Secção de Finanças, em representação da Fazenda Nacional.
Com as obras concluídas, o ano lectivo de 1.952/1.953 marca o início de uma nova etapa na vida da Escola. No remodelado edifício, passam a funcionar o Ciclo Preparatório e os Cursos Gerais (agora equivalentes ao 5º ano Liceal). Serpa Pinto e Tomás Cabreira são remetidos. para o anonimato. O "novo"




26

estabelecimento de ensino denominar-se-á Escola Industrial e Comercial de Faro. Só muitos anos mais tarde, já em 1973, a Escola conhecerá novas valências de formação, passando a leccionar os recém-criados Cursos Complementares do Ensino Técnico, equivalentes ao (então) 7º ano dos Liceus.
Com a extinção dos ensinos liceal e técnico profissional, ocorrida após o 25 de Abril de 1974, a Escola readquire o nome do seu antigo patrono, passando, pela Portaria nQ 608/79, de 22 de Novembro, a designar-se, tal como ainda se designa, ESCOLA SECUNDÁRIA DE TOMÁS CABREIRA, EM FARO.


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Terminamos, assim, esta resumida série de apontamentos com que pretendemos satisfazer a curiosidade de muitos colegas que nos formulavam as mais diversas perguntas sobre a vida da nossa Escola.
Fizemo-lo com muito entusiasmo. Um entusiasmo com que, de algum modo, procurámos superar a nossa falta de preparação para trabalhos desta índole. Que nos perdoem os leitores d' «o Costeleta" qualquer inexactidão ou referência menos explícita.

Franklin Marques

sábado, 26 de julho de 2008

ALÓ VILA REAL SANTO ANTÓNIO

(os nossos professors, BATALHA, ,?, AMÉRICO, DIRECTOR FERNANDO MORIRA,?;?
joelhos, BAPTISTA,?, FERREIRA MATIAS, ?, COROA.)


CRÓNICA PARA UM AMIGO

Esta crónica vai para o

JORGE MANUEL AMADO, meu parceiro de carteira,
1º ano 1º turma, ano 52/53
uma habilidade enorme
para o desenho e grande amigo.

JORGE,

A desenhar eras o maior
Cabelo encaracolado
E amigo do Zé Manuel Bernardo
Velhos tempos
Na ria de Faro,
Com o Quicas dos Moinhos
Sala 18, fila do meio
Ano 52/53
À tua direita o Manel,
depois cabeleireiro
E irmão do Rui Amaro
do Liceu
À tua esquerda ficava eu
À minha esquerda o Vieguinhas
De Pechão
E à esquerda deste o nosso guarda redes
O Humberto Gomes
De Olhão
À frente deste
O Reinaldo Neto de Estoi
Que o Professor AMÉRICO
Queria fazer dele um bom guarda redes de
Andebol
À frente do Reinaldo
O Zé Bartílio da Palma
Escritor e poeta
Ao lado do Zé o Luís Guimarães
De Lisboa
Pequenino, tinha visto jogar o Matateu
E era do Belenenses
Ao lado do Luís na minha fila
O Fernando Moreira de TUNES
E ao lado dele o
ANTÓNIO MANUEL RAMOS JOSÉ, ou o SABINO, ou o TOINO
Que hay tombado já (como el Manel cabeleirero)
Hermanos mios
Por detrás de SABINO,
Manuel Geraldes, el RUSSO ( ME DESCULPA)
Por detras del Russo
JORGE MANUEL AMADO
Y a su lado
O montanero del Patacom
João Manuel de Brito SOUSA
Y en my frente, el marinero
FRANCISCO PAULO AFONSO VIEGAS
D.Quicas, dos Moínhos.


Hasta outro dia.

JOÃO BRITO SOUSA

sexta-feira, 25 de julho de 2008

OS 120 AN0S DA NOSSA ESCOLA (continuação)



PARA A HISTÓRIA DA NOSSA ESCOLA (XII)

23
o apontamento anterior deixou-nos no ano de 1930, aquele em que a Escola adquiriu a denominação por que tantos de nós a conhecemos: Escola Industrial e Comercial de Tomás Cabreira.
Dispensamos, a partir de agora, as consultas de certo modo exaustivas a que temos vindo a proceder, já que a alteração mais significativa na vida da Escola apenas ocorrerá com a grande reforma de 1948, de que falaremos no próximo número.
Até lá, registamos apenas que, no quadro dos cursos ministrados na Tomás Cabreira, definido pelo Decreto nº 18 420, de Junho de 1930, a que anteriormente nos referimos, a alteração mais significativa foi a substituição do Curso de Costura Caseira pelo Curso de Costura e Bordados, ocorrida, a par de outras menos relevantes alterações (composição curricular e carga horária dos cursos), por força de uma nova (mais uma e tão pouco tempo após a anterior!) "organização do ensino técnico profissional' consignada no Decreto nº 20 420, de Outubro de 1931.
Realçamos este diploma legal por ter sido no seu enquadramento que tantos Costeletas, hoje nossos Associados, iniciaram e/ou concluíram os seus cursos. Referimo-nos, obviamente, àqueles que se matricularam na Escola entre 1931 e 1947, em qualquer dos cursos ali ministrados: Serralheiro (5 anos), Carpinteiro (novamente, 5 anos), Costura e Bordados (4 anos) e Comércio (3 anos). (1) ... "
Ora, quem nos lê, e conheça a exiguidade das instalações escolares de então - as do Largo da Sé e da Rua do Município - pensará, certamente, que o funcio-namento de cursos tão diversos apenas seria possível em função de um redu-zido índice de frequência. Nada demais errado.

Conforme pudemos apurar (e confessamos que com grande surpresa), no penúltimo ano de vigência do referido Decreto nº 20 420, (ano lectivo de 1946/47) a Escola era frequentada (pasme-se!!!) por quase ... um milhar de alunos!!! Para sermos mais precisos, exactamente por 954, repartidos pelos cursos diurnos (766) e nocturnos (188).


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Perguntar-se-á como era possível alojar tanta gente em tão reduzido espaço. Talvez por milagres do Dr. Fernando Carvalho Lima (e seus antecessores), talvez pela boa vontade dos professores, talvez pela grande capacidade de adaptação às mais difíceis situações dos alunos da época, habituados como estavam a outras com que se haviam já deparado na vida ...

(1) É de admitir que alguns destes cursos não tenham, de imediato, entrado em funcionamento nos moldes então definidos pois, ainda em 1934, um jornal/ocal inseria um anúncio de matrículas em que era oferecido aos candidatos o Curso de Costura Caseira" e não "Curso de Costura e Bordados". Porquê???
NAQUELE TEMPO
A Indústria fncionava no Largo da Sé – O Comércio na rua do Municipio

Franklin Marques

CORREIO COSTELETA

(algarvios a apanharem figues em SANTA BÁRBARA DE NEXE)

JB de Sousa, boa noite.
por ANTÓNIO BRITO AFONSO

Tenho seguido com prazer os teus escritos, produto dessa tua excepcinal memória, grande capacidade descritiva e enorme amor pela nossa terra.

Àcerca do Raúl de Matos, pai do nosso colega, devo dizer-te que sempe ouvi a minha avó referir que o Raúl nasceu em Bordeira e que foi muito novo para Faro.

O poeta, em jovem, aparecia muito na taberna-restaurante de uma bordeirense -Antonia Bexiga -situda na antiga rua do peixe frito.

A sua origem,tal como referi, é coisa que vou procurar confirmar junto dos mais velhos da minha terra.

Entretanto, seja como fôr, envio-te esta simples, romântica e muito bela quadra da autoria do Raúl, presumivelmente dedicada a uma donzela farense que, de algum modo, dá força à minha versão sobre o seu local de nascimento. Aí vai:

Se nasceste junto ao mar
E eu junto à fonte nasci
Não precisas perguntar
Porque corro para ti

Obrigado Antóno Brito Afonso.

PS- Falei com o filho do RAUL, o nosso colega MATOS, que me disse ser a Mãe de Bordeira e o Pai de FARO.

VAMOS À PROCURA DELES.

BERNARDINO MARTINS, O QUEIXINHO

Grande amigo, percorria o interior do pátio da Escola onde se jogava andebol a dar cabeçadas na bola. Bernadino, conatuma história... tu que sabes tantas .

Percorria o pátio da escola
a jogar à bola de cabeça
Onde hovesse uma bola
Corria para ela à pressa.


Engº ZÉ REIS ou o Zé MAGANÃO de TAVIRA

Foi do segundo quarta com o Bartolo e com o Mário PROENÇA de Olhão e do BPA. Foram alunos do Zeca AFONSO.

Uma vez o Zé, ainda aluno do INSTITUTO INDUSTRIAL DE LISBOA, na rua Buenos AIRES

à ESTRELA, o Zé estreou um pull over amarelo e foi almoçar á tasca do costume. E pediu sopa.
Cheguei eu ... Zé, estás bom... e a sopa derramou-se no pull over novinho

Fez-me lembrar aqueles verso do CLEMENTINO BAETA da minha terra, a quem o industrial da minha terra, lhe prometeu um fato que nunca lhe deu.

O FATO QUE TU ME OFERECESTE
QUANDO EU FUI TEU EMPREGADO
ESTÁ MAIS NOVO DO QUE ESTE
MUITO TEMPO TEM DURADO.

continua.

Um abraço para todos.

Publicação de
JOÃO BRITO SOUSA

quinta-feira, 24 de julho de 2008

OS 120 ANOS DA NOSSA ESCOLA (continuação)

21



PARA A HISTÓRIA DA NOSSA ESCOLA (XI)

21
Prosseguindo a nossa "caminhada" pelos Diários do Governo, deparámo-nos com um longo deserto em matéria legislativa que, de modo específico, à nossa Escola dissesse respeito.
Com efeito, para além do diploma de 1921 que atribuiu o nome de Tomás Cabreira à Escola Comercial de Faro, de que demos notícia no apontamento anterior, nada mais de relevante encontrámos ao longo da década de 20.
Diga-se, contudo, em abono da verdade, que foi publicada legislação de âmbito geral de muito interesse para os ensinos industrial e comercial, mais propriamente para este úlltimo.
A título de curiosidade, registamos, por exemplo, os decretos de 1924 que estabelecem, um deles "o ensino da educação física nas escolas elementares de ensino industrial e comercial" e outro que "determina que em todas as escolas dependentes do Ministério (Comércio e Comunicações) sejam instalados grupos de escoteiros de Portugal".
São curiosas estas determinações. Quanto à educação física, não imaginamos um espaço para o seu funcionamento nas instalações da Escola, tal como as conhecemos nos anos 40... Quanto ao grupo de escoteiros de Portugal, lembramo-nos de um sediado na Rua Monsenhor Boto (entre "o comércio" e "a indústria"). Teria alguma relação com a determinação legal?.
No que respeita ao ensino comercial, não poderemos deixar de referir uma Lei de 1925, que reestrutura este ensino, aumentando de três para quatro o número de anos de duração do curso e fixando a distribuição das suas 11 disciplinas por cada um dos anos, com indicação das respectivas cargas horárias semanais. Entremos, agora, na década de 30. Logo no seu primeiro ano, com o ensino técnico profissional novamente sob a tutela do Ministério da Instrução Pública, o Decreto nQ 18.420, procede a mais uma organização deste ensino.
Trata·se de um diploma extremamente longo, reunindo algumas centenas de artigos, de que destacamos, por nos interessar directamente, o seguinte:
"Art. 363º - São fundidas as escolas de artes e ofícios de Pedro Nunes e comercial de Tomás Cabreira, de Faro, constituindo uma só escola industrial e comercial."


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A Escola resultante desta fusão passaria a denominar-se, tal como muitos de nós nos recordamos, Escola Industrial e Comercial de Tomás Cabreira.
Também a titulo de curiosidade, registe-se que Pedro Nunes não foi esquecido, pois o seu nome foi atribuído à Escola Industrial e Comercial de Águeda. Consideramos este decreto de grande importância para o ensino ministrado na nossa Escola, particularmente o industrial. (Pensamos, até, que, desde a fundação da Escola, em 1888, o ensino industrial aqui ministrado teve sempre um carácter eminentemente prático, havendo mesmo cursos que admitiam a sua frequência por indivíduos analfabetos). Este diploma altera significativamente o panorama anterior, já que os cursos agora introduzidos - serralheiro (5 anos), carpinteiro (4 anos), costura caseira (4 anos), não obstante as suas fortes componentes oficinais, (que chegam a atingir as 24 horas de aulas semanais no 4º ano do curso de carpinteiro), incluem, agora, disciplinas de natureza mais intelectual. Apenas o curso de comércio nos parece retroceder quer em termos de duração (novamente 3 anos) quer na sua composição curricular, que se apresenta reduzida relativamente à definida em 1925

Franklin Marques