domingo, 8 de fevereiro de 2009
O ESPÍRITO COSTELETA
É a seriedade do Alberto Rocha que me liga
E me diz, João põe-te a pau risca isto e isto
E eu agradecidamente vou logo lá de seguida
E ajeito a coisa porque ao Alberto não resisto
A fazer o que ele me pede, com correcção! ..
E é nesta cooperação de atitude correcta...
Que vem da Escola que trazemos no coração
Que está o verdadeiro espírito costeleta...
Aos contínuos, colegas, mestres e professores
Expressemos a nossa gratidão meus senhores
E em nome de todos seja um de nós portador
De uma fita azul e vermelha onde se possa ler
“Costeletas unidos ... aconteça o que acontecer”
Será este o lema, quer seja na alegria ou na dor.
Texto de
João Brito Sousa
COMO FAZER UM POST
A IGREJA DE S. PEDRO.
É a Igreja da freguesia lá dos Braciais. Quando falecia alguém era de lá que o Prior tratava dos assuntos. A minha Mãe casou lá de segunda vez e eu fiz lá o Crisma.
O Prior desta Igreja foi o Padre José Gomes da Encarnação que era meu padrinho do Crisma e era ele que casava a malta toda dos Braciais e ia às festas desses casamentos e bebia uns copos com os do campo.
A Igreja situa-se na zona ribeirinha no Largo de S. Pedro. Antes havia uma ermida medieval que tinha sido mandada erigir pelos mareantes que foi totalmente reconstruída nos meados do século XVI..
O novo templo agora reconstruído passou a ser sede da recém criada freguesia de S. Pedro tendo sido entregue `a Ordem Militar de S. Tiago, em troca da cedência da Igreja Matriz de Santa Maria para assento episcopal.
Os efeitos do terramoto de 1755 foram tão graves que originaram profundas modificações arquitectónicas, realçando-se nesta intervenção, o carácter revivalista, próximo dos valores da arquitectura chã dos finais do século XVI.
As novas colunas foram feitas em 1760 imitando as da Igreja da Sé, tendo sido responsável por esta reconstrução o mestre entalhador farense Manuel Francisco Xavier.
De realçar no seu interior significativas manifestações artísticas dos séculos XVII e XVIII, com realce para a Capela Mor e para as Capelas do Santíssimo Sacramento e de Nossa Senhora da VITÓRIA.
Texto de
PS.- Só depois de ter o post quase feito é que me lembrei que religião, não
sábado, 7 de fevereiro de 2009
INFORMAÇÃO COSTELETA
ARRIBA ZÉ GONÇALVES.
O NOSSO GRITO NÃO CHEGOU AO ZÉ GONÇALVES.
POR INFORMAÇÃO DO COSTELETA ANTÓNIO MANUEL
GAGO MATOS, O MATOS, OS MÉDICOS BAIXARAM O
CORPO DO ZÉ GONÇALVES DO OITAVO ANDAR, ONDE SE
ENCONTRAVA LIGADO À MÁQUINA, PARA O SÉTIMO,
ONDE SE ENCONTRA E TUDO SE ESPERA ...
Texto de
João Brito Sousa
EU GOSTO DE OLHÃO

por joão brito sousa
Passei lá bons bocados e tenho lá bons amigos.
Comecei a ouvir falar mais de Olhão, quando entrei para a Escola Comercial e Industrial de Faro, em 1952. Talvez por caua dos colegas de turma de Olhão, o Joaquim Cruz, o Zé Bartílio e o Humberto Viegas Gomes, esse do Banco Totta e que foi jogador e treinador de baskett.
Parece que nunca tinha visto uma bola quando cheguei à Escola, mas aprendi rápido, porque entre a rapaziada falava-se muito de futebol. Já não jogavam os violinos todos. Agora era o Martins no lugar do Peyroteo e o Hugo no lugar do Jesus Correia. E o Albano também estava a acabar e já jogava um dos Mendonças, o Fernando.
Em 52, os grandes jogadores do Olhanense eram o Santiago e o Del Duca, jogadores argentinos de grande classe. Diziam-me que o Del Duca era melhor que o Santiago. Del Duca, era o pensador de jogo, camisa dez, jogador tipo Deco, enquanto Santiago mais goleador, tipo Nani.
Grandes jogatanas com o Farense, aquilo era de morte. O Russo dos bigodes ou o senhor Manuel, de Faro e que vendia sorvetes à porta da Escola, levava as algibeiras cheias de pedras... e vamos a eles.
Mas a malta de Faro tinha muito respeito pela equipa do Olhanense, sobretudo pelo Reina. O senhor Manuel dos bigodes é que dizia... o Olhanense não tem nada pá; só tem o Reina. Mas o Reina, sozinho chegava para a equipa do Farense, que nesse tempo alinhava com: Rato, Reina, Ventura e Celestino. Bentinho e Fausto Matos. Brito, Balela, Vinueza, Rialito e Queimado.
Del Duca e Santiago eram os restos disso.
Grande jogador de futebol, este Reina.... melhor a jogar a bola do que eu a escrever crónicas. Cada um para aquilo que nasce...
João Brito Sousa
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
DUAS RECLAMAÇÕES E UMA RESPOSTA

jorge tavares
2 - Caro Costeleta.
Saudações Costeletas
MAURÍCIO SEVERO DOMINGUES
A RESPOSTA
Saudações costeletas
DA ESTAÇÃO À BAIXA DE FARO


Quem vem da Ventura Coelho, onde eu morava, em direito à estação, vira à esquerda e passa à loja do ZAC, ou o Zacarias , um rapaz angolano, creio eu, que trabalhava aí numa carvoaria, seria? ... o proprietário era português.
Essa loja que eu falo ficava a uma esquina, onde começa ou acaba uma rua que vai dar à sapataria do Professor Renato.
Eu passava lá na carvoaria e olhava para dentro dela e o ZAC estava na sua função Tenho uma pena danada de nunca ter falado com o ZAC. Sei agora que já faleceu e que morou na Senhora da Saúde, casado com uma portuguesa.
Passava a loja do Zac, moravam os Zambujal, o Xico, o Mário, a Lurdes e a Fatinha, que casou com o nosso Inocêncio Costa
Atravessamos toda a Ribeira e chegamos ao Coreto do Seita, mais ou menos onde trabalhava o marreco.
E depois seguiam-se os cafés, Aliança, Marcelino e Atlântico.
O café Aliança é um dos cafés históricos do País. Ao lado do Majestic, do Porto, do Santa Cruz, em Coimbra, da Brasileira do Chiado, em Lisboa, o Café Aliança, em Faro, apressa-se, renovado, a fazer em breve cem anos, importante efeméride, que o classifica no terceiro café mais velho do País e o de maiores tradições culturais na cidade
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
O COSTELETA ZÉ ALBERTO FIGUEIRA (II)
José Alberto Figueira

Condenado à cadeira de rodas para o resto da existência, recearam os amigos que, como réplica de um sismo, a diminuição física lhe contaminasse o espírito, perturbando-lhe o pensar e transviando-lhe o sentir, cerceando-lhe o prazer de estar vivo, levando-o da conformação à recusa, à desistência da luta. Mas isso só porque nem os mais próximos conheciam bem, em toda a sua real dimensão, apesar das provas que dela já dera, a grande força de espírito que ele possuía e felizmente possui.
Quem não o conhece e circunstancialmente se encontre perto dele, ouvindo-o por escassos minutos que seja, logo se dá conta de um optimismo perante a vida que não deixa lugar à pena de si mesmo, e se surpreende com um bom humor onde não faltam a piada ou anedota oportuna que sempre parece ter na ponta da língua, como se a cadeira onde se senta não tivesse rodas.
Terminado o internamento em Alcoitão, colocou a si mesmo o desafio de enfrentar e superar, a sua pesada, vitalícia e complicada condicionante, convertendo-a num obstáculo relativisável como qualquer outro, transponível em cada dia, pela força de vontade. E com espanto e pessimismo de alguns, mas alegria de outros, começou por recusar a derrota de uma prematura aposentação e regressou ao banco. E neste se conduziu como antes, afirmando-se exclusivamente pelas suas capacidades e empenho, arredando a priori, qualquer possibilidade, maior ou menor, próxima ou remota, de lhe ser concedida, num gesto de comiseração, alguma regalia ou privilégio.
Poucos anos depois, abraçando um projecto de formação e valorização pessoal e profissional mais ambicioso, ingressou no Curso de Direito que, dadas as barreiras arquitectónicas do edifício da Faculdade, nunca frequentou, mas prosseguiu. Socorrendo-se de sebentas e sumários de aulas, enfrentando professores que, com suspeição e alguma má-vontade, nos exames lhe cobravam a sua condição de absentista e autodidacta, atingiu e concluiu o terceiro ano. Só por ter secado então a fonte das sebentas e sumários não obteve a licenciatura. E é pena. Pela certa, ter-se-ia feito um advogado de renome, defensor de causas justas, grandes ou pequenas, indepentemente da bolsa dos seus constituintes.
Todavia, se mais não houvesse, o seu percurso profissional é prova bastante das suas invulgares qualidades humanas e profissionais. Elas o guindaram até ao topo da carreira – o cargo de director, que desempenhou durante os doze últimos anos ao serviço do banco.
O José Alberto Figueira Guerreiro foi, é, enfim, um daqueles, poucos, homens, que, contra dificuldades e o infortúnio, a si mesmo se fizeram.
Para ele, daqui vai, uma vez mais, o meu fraternal abraço. Texto de: recolha de
Norberto Cunha
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
AO COSTELETA JOSÉ ALBERTO FIGUEIRA


Durante todo o Curso do Comércio, fomos colegas de carteira. Assim aconteceu porque aquilo que, à partida, não passava de um fortuito e transitório companheirismo cedo se anspôs para outras esferas, transformando-se numa grande, sólida e duradoura amizade. E esta nos tem feito sentar lado a lado em muitos outros momentos e circunstâncias da vida.
texto de
AO COSTELETA FIGUEIRA
Fiquei entusiasmado ao ouvir
Um grande costeleta e Amigo...
E o velho espírito fez-se sentir
E foi bonito ter estado contigo
Desconhecia esse teu potencial
De bom aluno.. ó caro Figueira
Porque aos grandes foste igual
Fosse desta ou daquela maneira.
Aqui deixo um abraço reconhecido
Por muito na escola teres aprendido
E seres um dos nossos que evoluiu
Na minha perspectiva és um a eleger
E considerado um que pode merecer
Distinção do melhor que da escola saiu
JBS
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
COSTELETA DA VELHA GUARDA

por João Brito SOUSA
Está um jovem..
Almocei com ele há uns meses atrás e apercebi-me do seu gosto pela vida. É um “costeleta” simpático. Conta histórias do seu tempo com graça. É um homem educado e pareceu-me que sempre se entendeu bem com a vida.
Foi aluno da Escola, ainda no Largo da Sé e recorda esse tempos com saudade.
Este ano espero vê-lo no almoço anual em Vilamoura, em Junho 13.
É do tempo do Mestre Guerreiro e da D. Maria, do Prof. Diamantino Piloto, do Dr. Uva, talvez do Dr. Urbano.
Como colegas de turma teve o Rogério Coelho, o Jorge Arrais e o Manuel Pires Vitória. O Maurício Severo é contemporâneo mas frequentava o Curso industrial.
Profissionalmente teve uma vida ligada aos automóveis.
Ainda está aí para as curvas.
AO ALMOÇO COM O ALBERTINO BOTA
Aceita um abraço costeleta.
Texto de
João Brito Sousa
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
RECORDANDO COISAS DA JUVENTUDE
Paulo Emilio Pinheiro
Maurício Severo Domingues (fotos dos anos 40)OS AMIGOS SÃO PARA AS OCASIÕES
O ESPÍRITO COSTELETA


Ao Professor Américo
O espírito costeleta mantem-se vivo, apesar de haver ainda aí algumas coisinhas que precisam de ser afinadas. Por mim, dou tudo pela Escola Industrial e Comercial de Faro, que me marcou muito.
Pelos professores e pelos amigos que lá fiz e pelo que lá aprendi.
E pelas recordaçõees,
Ainda aqui há dias o Edmundo Fialho, de lá dos confins do CANADÁ me fez recordar aqueles jogos de Hokey Palmadinha, contra a equipa do Vargas, o nosso arquitecto falecido recentemente. Aperta com ele ó Edmundo....
E recordo cenas, como
O João Cuco, que numa bola de saída num jogo de andebol no átrio, após o apito do Prof, mandou a bola para a ALAMEDA. . e o jogo acabou. JOÃO, aparece e conta como era aquilo ... quando entravas na automotora em S.João da Venda
O Edménio Madeira Caetano com a pistola de plástico.... onde é que andas ó Madeira...
O Xavier de Basto, quando quiseres alguma coisa apita....
Eu e o Lindo Macedo numa aula de contabilidade com a Drª Florinda, demos um show de duas horas ...
O Alex cá atrás.....
O Xico Contreiras com os ratos na aula da Drª Florinda ...
O Manuel de Odemira que marcou um golo na própria baliza nos juniores do Farense e às tardes ia buscar a pasteleira do José Aleixo Salvador e passeava-se pela cidade.
O Alfredo Teixeira à porrada, O Zé Filipe e o Nogueira, o António Rodrigues, o Reinaldo Neto, o Zé Pedro Soares, o João dos Santos e outros mais...
O Ferrinho Pedro nas aulas de Contabilidade
O Zé Vitorino, com o seu lançamento Lozinha a Caixa, uma queca vinte escudos, na aula da Drª Celeste, dê cá o papel menino Zé.....
Você aí, ó seu casaco de coiro ó seu coirão do Dr. Uva para o Firmino das Fontainhas, vá para a rua ...
Os bons Alunos, o Carlos Alberto Figueira, o Manuel Zé da Rua do Lá Vai Um PADERNE, o Verdelhão, o Brazinho, o Aníbal, o Romualdo ....
O Manuel Dias, o Ladari, o Zé Gonçalves, o Ribeirinho e o Fantasia dos pintassilgos do 2º ano 4ª turma 1953/54.
Tanta coisa.
O ESPÍRITO COSTELETA
É a seriedade do Alberto Rocha que me liga
E me diz, João põe-te a pau risca isto e isto
E eu agradecidamente vou logo lá de seguida
E ajeito a coisa porque ao Alberto não resisto
A fazer o que ele me pede, com correcção! ..
E é nesta cooperação de atitude correcta...
Que vem da Escola que trazemos no coração
Que está o verdadeiro espírito costeleta...
Aos contínuos, colegas, mestres e professores
Expressemos a nossa gratidão meus senhores
E em nome de todos seja um de nós portador
De uma fita azul e vermelha onde se possa ler
“Costeletas unidos ... aconteça o que acontecer”
Será este o lema, quer seja na alegria ou na dor.
Texto de
João Brito Sousa
