domingo, 17 de outubro de 2010

QUANDO ALGUÉM PARTE

Faleceu hoje, vitima do tabaco, LUIS SIMÃO, Filho mais velho dos nossos queridos amigos  Costoletas e associados Nºs: 191 - Maria Mahuela Dias de Jesus Simão e
192 -  Hernani Manuel do Adro Simão.
À familia enlutada o nosso profundo desgosto.
QUE DESCANSE EM PAZ
MARIA DE OLHÃO,
a minha homenagem.

O livro Maria de Olhão, agora trazido à estampa em edição da Câmara Municipal de Olhão, poderá ser considerado, respeitosamente, como um Manual de Instruções sobre a vida, onde cada um, à sua maneira, poderá retirar os ensinamentos que precisa ou julga necessários, para conseguir um comportamento equilibrado e sobretudo justo, na sociedade onde se insere.
Maria de Olhão, em minha opinião, foi uma mulher de excepção, que merece a minha homenagem e todo o respeito e penso que deve igualmente merecer a mesma coisa de todos os olhanenses.
Por aquilo que fez em favor de todos.
O mais curioso, é que baseou a sua conduta, no meu entendimento, claro, em quatro ou cinco pormenores de simples aplicação no dia a dia: trabalho, sentido de justiça apurado, poder de observação e sobretudo coragem.
Maria de Olhão tinha grande facilidade na aprendizagem das letras e de tudo o resto. Por isso, utilizando o seu arguto poder de observação e também o seu sentido de justiça, comentava na comunicação social ou em que lugar fosse, as anormalidades que se lhe deparavam e exigia a reparação dessas situações, que julgava incorrectas.
Corajosamente.
Foi sempre assim desde criança, pronta para ajudar os outros naquilo que pudesse e julgasse razoável, começando até por ajudar a mãe nas lides domésticas e dizendo não, noutras circunstâncias, quando era caso para isso.
Não nos podemos esquecer que Maria de Olhão viveu nos tempos difíceis da ditadura, o que não obstou a que, educadamente, expusesse os seus pontos de vista. E conseguiu resultados.
A vida é participação.
Foi Ernest Hemingway que disse: "É muito difícil ser homem". Creio que sim, estou de acordo. Mas, para Maria de Olhão, que teve os seus problemas e as suas dificuldades, como todos, aliás, creio que para ela foi fácil ser mulher. Porque teve lucidez e coragem para perceber qual era o caminho certo. A vida, num certo sentido até é amiga, porque, aqui neste cenário onde todos andamos, diz-nos quando chegarmos à idade certa, que isto acaba, isto é, chegará a altura em que amanhã já não almoçamos com a família. Portanto é preciso escolher o caminho.
Maria de Olhão foi exemplar nessa caminhada, assumindo simultaneamente e na íntegra o seu estatuto de cidadã responsável. O que não é fácil. Mas ela conseguiu. Chama-se a isto integridade e carácter.
É a esta mulher de Olhão, licenciada na Faculdade de Letras de Lisboa, que foi professora, jornalista e cidadã exemplar, que quero deixar uma pequena homenagem. Porque grande ela não gostaria.
Mas merecia-a.

João Brito Sousa
jbritosousa@sapo.pt

sábado, 16 de outubro de 2010

EÇA DE QUEIRÓS E A HISTÓRIA

PENSAMENTO NAQUELE TEMPO




QUEM PODE AGORA NEGAR OS PENSAMENTOS QUE FIZERAM HISTÓRIA ?!


Nauricio Domingues

DO CORREIO ELECTRÓNICO

JOSÉ HERMANO SARAIVA,
a minha homenagem.

Por João Brito Sousa


JOSÉ HERMANO SARAIVA é indiscutivelmente uma das maiores figuras contemporâneas da cultura portuguesa.

Foi Ministro da Educação, advogado, escritor, professor e é o titular de um programa de História que passa semanalmente na RTP 2.

Comunicador por excelência, os seus programas são de uma objectividade clara, onde cada exposição deixa encantados todos os que se interessam por estas matérias.

Sou um admirador de elevado grau de interesse nos seus programas.

Quero, neste pequeno texto, homenagear não só a qualidade do seu enorme talento de comunicador, evidenciar a extraordinária qualidade dos trabalhos que apresenta e ainda, se me permite, endereçar-lhe os meus parabéns pela sua bonita idade aliada a uma forma física excelente .

Ó Zé, faz aí um discurso, pediam-lhe os irmãos quando o senhor tinha os seus cinco anos. E o senhor, subia a um banco de cozinha e, já com uma eloquência de muito boa qualidade, o discurso surgia.

Acho que o País sente orgulho nos seus trabalhos de comunicador. E talvez noutros.

Foi por isso distinguido pela Academia Portuguesa de História (APP), na sua sede de Lisboa, aos 91 anos, como grande divulgador da História de Portugal, ao mesmo tempo que foi eleito pela Academia, como académico de mérito.
José Hermano Saraiva, que já era membro da APP, recebeu o colar académico. Questionado sobre a distinção, diz que esta não o surpreende. "Quando se tem a minha idade é o que acontece", disse à Lusa.

Natural de Leiria, José Hermano Saraiva é licenciado em Histórico-Filosóficas e em Ciências Jurídicas e desempenhou vários cargos públicos e privados.

È uma grande referência da cultura do nosso País.

Penso eu.

jbritosousa@sapo.pt

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

«COSTELETAS»
NO LIVRO DE OFIR CHAGAS
«ALGARVE E ALGARVIOS»

Saiu há meses, numa edição do próprio autor, o jornalista e investigador tavirense, Ofir Renato das Chagas, o volumoso livro «Algarve e Algarvios», uma obra de raro interesse e grande prestabilidade, em cujos mais de 600 ficheiros sobre figuras da nossa Região, figuram bastantes antigos alunos da Escola Tomaz Cabreira, já falecidos.
Ali pudemos ler as biografias e outros elementos sobre: Salvador Alexandre Martins (poeta), natural de Olhão (20.03.1915), que publicou vários livros («Fatias da Lua» - 1968; «Horas 4 nas frentes» - 1970; «Novelas Proibidas» - 1975; «Ernesto Che Guevara » e «Vento da Inquisição» - 1975); João de Deus dos Reis Andrade jornalista, poeta, artista e pintor) - Fuzeta (1932 / 1998), autor do livro «O auto dos cravos vermelhos»; Maria Alexandrina Pires Chaves Berger (pintora e professora), aluna da Escola Industrial Pedro Nunes, nascida em Faro - 3 de Novembro de 1892 e falecida em Carcavelos em 27 de Fevereiro de 1979; o patrono Tomaz António da Guarda Cabreira (professor, militar e político), natural de Tavira (23/01/1885) e falecido na Praia da Rocha (4 de Dezembro de 1918), doutorado pela Universidade de Lisboa, Ministro das Finanças, autor de vários livros «O problema tributário_português» - 2 volumes; A defesa económica de Portugal», «O Algarve Económico» e «Política" Agrícola Nacional»; dr. Mário Augusto Barbosa Lyster Franco (jornalista, advogado, escritor, político, autor de várias obras, entre as quais a «Algarviana), que foi como seu pai, o Pintor Lyster Franco, professor da nossa Escola; Franklin da Ascensão Rodrigues Marques (professor, poeta, dirigente associativo, fundador do nosso boletim «Os Costeleta»), nascido em Tavira em 1937 e falecido em Faro a 2 de Maio de 2008; Diamantino Augusto Piloto (engenheiro, professor, escritor e músico), que foi aluno e professor nas Escolas Serpa Pinto e Tomaz Cabreira); Cónego Clementino Brito Pinto, nascido em São Lourenço de Almancil e falecido em Faro a 3 de Outubro de 1998 (jornalista, professor, eclesiástico e escritor); José Francisco Telo Queiroz (historiador e professor), natural de Lagos (7 de Julho de 1908 e falecido em Oeiras a 27 de Dezembro de 1998): José António Pinheiro e Rosa (professor, jornalista, escritor que publicou mais de 50 livros, académico de mérito da Academia Portuguesa de Histórica, nascido e falecido em faro, respectivamente a 5 de Maio de 1908 e 2 de Janeiro de 1995); Sidónio José de Almeida (artista, caricaturista, pintor, escultor, ceramista, etc.), natural de Faro (19 de Setembro de 1918) e falecido nesta cidade em Outubro de 1997 e António da Encarnação Viegas jornalista) natural de Castro Marim (1933) e falecido em Lisboa (3 de Agosto de 2000).

João Leal 
A AMIZADE

Meus caros amigos

Agradeço que não insistam em enviar textos relacionados com a situação política actual.
Sobre o "passado" creio não haver problemas, sobre o presente não publico. Só o farei se for autorizado nesse sentido.
Espero da vossa parte, a compreensão da minha posição, porque, não desejo que hajam "mal entendidos" da vossa parte, não publicando, e que possam quebrar a amizade que desejo mantenham comigo.
Um abraço Costeleta, Sempre!
Rogério

DO CORREIO ELECTRÓNICO

A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
Por João Brito Sousa

PEQUENAS NOTAS

Aquilo a que normalmente se chama Revolução Industrial transformou completamente a vida da humanidade, pelos avanços que provocou.

Surgiu aí por volta da segunda metade do século XVIII, com as descobertas científicas, invenções técnicas e novos métodos de trabalho. O comércio internacional exigia o fabrico em grandes quantidades enquanto os operários trabalhavam por unidades.

A Inglaterra era quem dominava esse comércio e onde as técnicas de crédito estavam mais avançadas. Tinha clientes no mundo inteiro e também concorrentes como os asiáticos das monções, muito habilidosos mas de nível de vida muito baixo, que produziam a preços mais baixos.

Em 1733, John Kay inventou a braçadeira volante que permitia tecer peças de algodão da largura pretendida, o que foi um avanço, já que dantes a largura estava limitada. Foi o algodão que permitiu à Grã Bretanha financiar as guerras conduzidas com os seus aliados contra a França.

A Revolução Industrial, resultou desta forma de pensar: " se, para a indústria têxtil são precisas máquinas; para as máquinas é preciso ferro, para o ferro é preciso hulha e para tudo isto são precisas melhores comunicações".

De início, em Inglaterra, as novas máquinas são feitas de madeira, porque o ferro custa muito caro. Mas o progresso técnico vai resolver este problema.

É por esta altura que nascem as grandes empresas industriais sob a direcção dos pioneiros do capitalismo.

A melhoria dos transportes assume também uma grande importância. No fim do século XVIII a rede estradas extremamente densa em Inglaterra mas de qualidade medíocre. Em 1815 o engenheiro escocês, John Mac Adam, dirige a construção da primeira estrada de pedra britada a martelo, prensadas pelo cilindro e aglomeradas pelo alcatrão.

O transporte de correio e encomendas pertence à iniciativa privada.

jbritosousa@sapo.pt

Obras consultadas: História Universal de Jorge de Macedo.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

DO CORREIO ELECTRÓNICO

Retalhos de memórias

Será que recordar erros do passado é falar de politica?
Hoje,em qualquer canal ou estação de radio dos que tenho acesso,só se fala do orçamento do estado. Nada de mal nisso. É saudavel. O que me preocupa são as memórias de um passado ainda recente ou nem tanto onde me ocorre a má governação e, passo a explicar a minha revolta ou descontentamento. Aproveito para dar uma “achega” ao comentario do nosso amigo Jorge Tavares onde dizia que, e cito, “respeita muito os homens que nos governaram”!.... Eu tambem. Mas pergunto, governar só chega se não fôr governar bem?
Ora,em meados dos anos oitenta, seguindo as nacionalizações,aconteceu o desbaratar, o desgovernar e dou um exemplo que muitos devem recordar especialmente o José Elias homem ligado ao sector que me vou referir.
Um dia fiquei surpreendido, em letras garrafais aparecia no Correio da Manhã, na primeira página a noticia:-“O navio Funchal rendeu aos cofres do Estado vinte mil contos”. E o articulista descrevia o rentoso negocio que os senhores no poder haviam efectuado. Tambem ele de certeza um ignorante na matéria para não dizer conivente no crime económico cometido.
O Navio havia sido pertença da Companhia insulana de Navegação e tinha sido confiscado (à falta de melhor termo) à famÍlia Bensaude. Não imagino quanto haviam pago por ele os verdadeiros proprietários, era um navio luxuoso que fazia as ligações entre a Madeira,Açores e o Continente mas, uma coisa tenho a certeza,vinte mil contos não pagariam sequer de certeza o VEIO DA HÉLICE !...Será isto governar bem?
O mesmo aconteceu ao “VERA CRUZ” que a última vez que o vi foi há quatro anos ancorado em Hong Kong e usado como casino flutuante.
Todos estes negócios rúinosos foram efectuados por senhores que hoje se crêm “pais da Pátria” e nos dão conselhos com falinhas mansas sobre o orçamento.
Governar mal é crime de lesa Pátria digam ou pensem o que quizerem.
Se fôr publicado deixo um abraço para todos.
Diogo



Data: Faro, 14-10-2010

De: Elos Clube de Faro - Associação Cultural
"Em defesa da Língua e Cultura Portuguesas"

NOTÍCIAS DO ELOS CLUBE DE FARO
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"ALMA ALGARVIA" DE MARIA JOSÉ FRAQUEZA RECEBIDA NA
BIBLIOTECA MUNICIPAL DE SILVES

Neste encontro entre as bibliotecas dos municípios algarvios e o Alma Algarvia" e suas gentes, Silves recebeu (e bem) mais uma apresentação do livro de Maria José Fraqueza. A apresentação introduzida pelo Dr. Paulo Pires (Biblioteca Municipal de Silves) evocou a autora e o seu trabalho e celebrou o Algarve, a sua cultura tradições e ressaltou a importância de manter vivo o testemunho das nossas raízes. E em jeito de homenagem à autora e aos presentes, em acordeão, tocou "Ó Gente da Minha Terra", uma interpretação magnífica que emocionou quantos sentem e amam a sua terra.

As "Pragas" tiveram o seu momento alto e espontâneamente, de entre os presentes surgiram novas pragas. Momentos de cumplicidade que este livro tem permitido ao longo das suas apresentações, trazendo à lembrança memórias colectivas, que o tempo não pode nem deve esquecer.

Presente a poetisa Glória Marreiros que homenageou a autora, Maria José Fraqueza, através da leitura de um seu soneto "O meu baú".

À Biblioteca de Silves e ao Município de Silves o nosso muito obrigado
pelos bons momentos partilhados.

(fotografias em anexo)

Faro, 12 de Outubro de 2010

A Direcção do Elos Clube de Faro
Conceição Jardim
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Técnicas de Saúde
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Junta de Freguesia da Sé - Faro
Delegação da Penha
Rua Jornal "O Algarve" nº 39 8005-243 Faro
Tel: 289 803 416
Fax: 289 803 417
www.jf-se.pt
NÃO TENHAS PRESSA
MAS NÃO PERCAS TEMPO.
Por João Brito Sousa



Acho que é uma realidade. A pressa não nos deixa raciocinar e pode trazer-nos problemas sérios. É evidente que numa situação delicada eu tenho de tomar uma decisão tão rápida quanto possível, mas acertada. E o problema está aqui, nessa questão de não perder tempo, porque a margem de decisão é pequena e tenho que decidir acertadamente.
Afinal quais são as ferramentas que devo dispor para resolver a situação a contento. Estamos sós: eu e o problema a resolver. E é urgente resolvê-lo. Há um minuto atrás era tarde.

Afinal como é?

Sabemos que a pressa e o raciocínio não se dão bem, são mesmo incompatíveis, o povo até costuma dizer: depressa e bem não há quem. Mas não te demores... diz a frase. De qualquer maneira é de salientar que quem tem pressa de fazer alguma coisa é porque entendeu que não a deve demorar.

Os discursos mais claros não podem ser feitos de termos obscuros porque assim não seriam claros diz Paul Valery. Efectivamente os discursos sociais, políticos /económicos e outros, devem ser escritos em termos claros, para não se perder tempo.

A frase é de Saramago e não sei se era isto que ele quereria dizer.

A decisão tem que ser tomada conscientemente dentro da disponibilidade de tempo existente. Não serve de nada correr; O importante é partir no momento próprio. Baseando-se na experiência. Quando nós começamos não sabemos nada. Aprendemos com as experiências e sobretudo com os erros.

A pressa gera o erro em todas as coisas. A rapidez é uma virtude que gera um vício que é a pressa.

É preciso ponderar.

Penso eu

jbritosousa@sapo.pt
GRÁCIAS A LA VIDA

Bom Dia:

Hoje o meu coração está inquieto e ansioso, a ponto de me dar a sensação de querer sair do seu refúgio natural.
Sei que essa excitação ainda vai durar umas longas horas.
As que faltam para que o último mineiro chileno regresse à face da terra.
Esse momento libertador, será também para mim e para o meu coração, um verdadeiro e sentido momento de Louvor e Acção de Graças à Vida, a Deus e ao Verdadeiro Homem, solidário e não egoísta, ou simplesmente materialista, animalesco e mesquinho.
Caríssimos mineiros chilenos:
Andei anos sobre as ondas do mar Alto.
(Senhor!, Teu mar é tão grande e o meu barco tão pequeno!...).
Trabalhei nas profundezas dos tanques de petroleiros, cujas portas de homem tinham a amplitude da cápsula que vos está trazendo de novo à vida.
Vesti o vosso fato, calcei as vossas botas e luvas.
Também respirei poeiras, gases e fumos.
Suportei solidões, ausências e saudades como vós.
Contei as horas e os dias, e aprendi o conforto da esperança.
Mas eu fi-lo voluntáriamente, para fugir ao cheiro da pólvora, da injustiça e da ignomínia.

Nunca teria a veleidade de comparar a minha experiência profissional ,ao vosso sacrifício para colocar sobre a mesa o pão dos vossos filhos.
Nem alguma vez sofri a provação de um acidente .
Quero sim, dizer-vos que estou à altura de avaliar com imenso respeito e admiração, a vossa enorme coragem e serenidade.

O mundo hoje está suspenso e profundamente solidário com o sucesso do vosso resgate e retorno ao calor dos vossos ente queridos.

Bienvenidos.

Quando o último mineiro de S.José de Atacama estiver entre nós, eu, e muitos chilenos haveremos de entoar a balada tão querida do povo, que a vossa malograda Violeta Parra parece ter criado para este feliz momento:

Grácias a la vida, que me há dado tanto...


J.Elias Moreno
Almada:13/Outubro/2010