segunda-feira, 20 de maio de 2024

Casimiro de Brito (1938-2024)

MORREU O CASIMIRO DE BRITO!

    Um a um todos vão desaparecendo, para não mais voltarem.  São os familiares e os amigos, verdadeiras pedras angulares, que os quase noventa anos de vida nos proporcionaram, felizmente, em abundância. Mas dói, dói...há uma saudade profunda que marca a lembrança de cada um numa lembrança que permanece sempre e a todo o instante. 

    Desta feita foi o Casimiro de Brito, um dos vultos maiores da poesia portuguesa contemporânea. Aconteceu, por razões naturais, como a estimada filha informou, em Braga, onde se encontrava desde alguns anos, após longo período de residência em Lisboa. Éramos amigos desde os 10 anos quando o Casimiro Cavaco Correia de Brito veio da sua Loulé natal para ingressarmos na novel Escola Preparatória Elementar de Serpa Pinto. Veio com os pais, alugaram um rés-do-chão, paredes meias com o «humilhadero» do Senhor Aflitos, paredes meias com a Ermida da Senhora de ao Pé da Cruz. Revelou-se bem cedo como um «moço de valor». Concluído o Curso Geral do Comércio enveredou pela carreira bancária, onde atingiu um dos mais altos postos de uma instituição bancária já desaparecida. Entretanto e ainda em Faro era o ingresso nas vidas literária e jornalística, fundando os «Cadernos do Meio Dia («O grito claro», a sua primeira obra) e criando este mesmo espaço em «Jornal do Algarve» e «Postal de Faro», na «Voz de Loulé», bem como neste semanário da sua terra natal, a página literária «Prisma», havendo a quando da sua emigração, nos deixado estes espaços. Não vamos falar do que foi a intensa vida literária de Casimiro de Brito, com cerca de 50 livros publicados, lições e conferências por todo o mundo, dirigismo associativo, prémios e condecorações (Prémio Léopold Sengor, Grande Prémio Mundial de Haikus - de que era um dos maiores «experts», Poesia do PEN Clube, Comendador da Ordem do Infante, Medalha de Mérito da Câmara Municipal de Loulé, etc.). 

    Morreu em Braga, onde foi sepultado no Cemitério de Montes Claros, longe deste seu Algarve, que amava até à exaustão. 

    Deixou-nos o Casimiro de Brito, «costeleta» honrado e cuja memória muito nos toca! 


Crónicas de Faro por
João Manjua Leal

Casimiro de Brito - 1938-2024

O nosso Casimiro de Brito faleceu esta quinta-feira, dia 16/5/2026, aos 86 anos. Foi aluno nos anos 50 do século XX e era atualmente um dos mais ilustres poetas portugueses.

Para o recordamos publicamos um vídeo com uma interpretação do seu poema Peço a Paz, pelas antigas alunas Sofia J. e Matilde M. (finalistas em 2023)


Pode ouvir mais poemas, interpretados por alunos e antigos alunos da Tomás Cabreira, nas seguintes páginas da wikialgarve.pt:

https://wikialgarve.pt/autoresalgarvios/index.php/Brito,_Casimiro_de

https://wikialgarve.pt/autoresalgarvios/index.php/Brito,_Casimiro_de_-_Livro_proibido


Publicamos a seguir um artigo de João Leal sobre o seu colega de turma Casimiro de Brito. 

sábado, 18 de maio de 2024

Apresentação do Livro de Luís Barriga "A poesia de Emiliano da Costa"

 

Luís Barriga, antigo aluno da nossa Escola, apresentou o seu último livro  sobre "A Poesia de Emiliano da Costa" na 46ª Feira do Livro de Faro / Primavera Literária, que teve lugar na  Alameda João de Deus, no dia 16 de Maio de 2024.







Luís Barriga com Nunes Campos Inácio da editora Arandis

Fotografias do facebook de Luís Barriga  

quinta-feira, 16 de maio de 2024

O Jornalismo no 25 de abril, por João Leal - Exposição na Universidade do Algarve

 A exposição “O Jornalismo no 25 de abril, por João Leal”, está patente na Biblioteca da Universidade do Algarve na Penha, em Faro, até 15 de junho de 2024.

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, I.P. assinala a comemoração dos 50 anos do 25 de Abril com esta iniciativa.

Esta exposição tem o intuito de dar um “retrato” da época e dos jornais regionais, através das primeiras páginas destes periódicos com datas próximas do dia 25 de abril de 1974, convidando para as comentar um dos mais antigos jornalistas do Algarve.



Apresentação do livro de Elidérico Viegas "Guiné 1971 - 1972- 1973 A Guerra que a História quer Esquecer",

Elidérico Viegas, antigo aluno da nossa Escola, esteve presente  na 46ª Feira do Livro de Faro / Primavera Literária, que teve lugar na  Alameda João de Deus, no dia 16 de Maio de 2024. para uma sessão de autógrafos do seu último livro  "Guiné  1971 - 1972- 1973 A Guerra que a História quer Esquecer",  Editora Arandis.

    

Excerto da pág. 32:

    "Frequentei a Escola Industrial e Comercial de Faro, hoje Tomás Cabreira, onde tirei o Curso Geral do Comércio
seguido da frequência da Secção Preparatória, altura em que me decidi por um Curso de Recepcionista na Escola Hoteleira do Algarve, ano lectivo de 1966/1967, de onde sai para trabalhar com 17 anos.
    Aos 19 anos de idade, fui contratado como técnico do então Centro Nacional de Formação Turística e Hoteleira (CNFTH), em Lisboa, mais tarde INFTUR - Instituto Nacional de Formação Turística, actualmente Turismo de Portugal, onde trabalhei cerca de 6 (seis) meses, até ser chamado para cumprir o serviço militar.
    Após o meu regresso da Guiné, já em actividade, foi-me dada a oportunidade de frequentar um curso de gestão
e graduação em Direcção Hoteleira, O que fiz com bom aproveitamento.






Apresentação do livro de Pedro Inocêncio "Extremismos, Tabus e & Preconceitos"

Pedro Inocêncio, antigo aluno e professor da nossa Escola, apresentou o seu último livro  "Extremismos, Tabus  & Preconceitos" na 46ª Feira do Livro de Faro / Primavera Literária, que teve lugar na  Alameda João de Deus, no dia 16 de Maio de 2024.









domingo, 12 de maio de 2024

CRÓNICA DE FARO - TERRAS DO ACORDEÃO E DO FADO

«TERRAS DO ACORDEÃO E DO FADO»

        Sempre, em especial dos finais do século XIX até aos nossos dias o acordeão foi instrumento especialmente querido das gentes sulinas. Famosos intérpretes cujo nome é pronunciado logo que se fala no popular instrumento, a par de conhecidos compositores,

com obras que hoje fazem parte do espólio das músicas clássicas portuguesas, são o seguro garante do que acabámos de referir. Para tal muito contribuíram os agrupamentos folclóricos, tal como hoje acontece e desde a fundação Grupo ou Rancho Folclórico de Faro (1930 - Serafim Carmona e Henrique Bernardo Santos, entre outros).

   Nomes como os de «Céguinho da Luz», António Madeira («Madeirinha), Barra Bexiga, José Ferreiro (pai e filho), Artur Andrade, Tino Costa e outros juntam-se aos nossos colegas da «Escola Tomás Cabreira» os primos estoienses António Bica e Valério Quintas Rodrigues. Para não falar dessa «maior» que o foi a albicastrense Eugénia Lima, que da Bordeira fez a sua segunda residência e bem querida das gentes do seu e nosso Algarve. E o «Chico» Ervilha? e o «Daniel Rato? Enfim, reconhecemos que muitos, muitos, outros nomes de grandes acordeonistas algarvios, ficaram por citar, entre os quais o de Isolina Granja e Guiomar Sousa, cujo falecido pai, foi um dos mais procurados fabricantes de acordeões.

     Vêm todas estas lembranças, a propósito do «Festival Nacional do Acordeão e da Guitarra», cuja 6ª edição decorreu em Santarém (Conservatório de Música), com a participação de uma vasta pléiade de jovens algarvios, alunos desse «monstro», que no tocar como no ensinar, o Prof. Nelson Conceição, que ali alcançou as mais destacadas posições classificativas. Que nos perdoem não citar todos os premiados face ao elevado número dos que regressaram da capital escalabitana com os seus merecidos troféus. Mas 

nos merecidos parabéns que damos ao Maestro e aos Interpretes envolvemos todos os premiados, agradecendo-lhes como algarvio o honroso serviço prestado à Terra - Mãe e citando como vencedores: Catarina Viegas (Estoi), Rodrigo Relvas (Loulé), Miguel Coelho (Messines), Tiago Conceição (Loulé), Inês Faria (Bordeira - Faro) e Ana Luísa Águeda (Albufeira).

     Algarve - Terra do Acordeão e do Fole!

Crónicas de Faro por
João Leal



quinta-feira, 9 de maio de 2024

Grande almoço dos Costeletas

A Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira com denominação de Costeletas, realiza  na cantina da nossa Escola Tomás Cabreira o grande almoço de verão no dia 22 de Junho de 2024 o parir das 12.30 horas.
Estão previstos alguns eventos de animação cultural e recreativa  assim como iremos prestar  homenagem a um casal que muito contribuíram ao longo dos anos com a sua dedicação para o engrandecimento da vida da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira. 
Oportunamente daremos mais pormenores sobre o referido assunto 

P'la Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira, 

O Costeleta 

Florêncio Vargues 

domingo, 13 de agosto de 2023

LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM

 

      «AS AVENTURAS DE UM LUSO - FRANCÊS»

               

                                   MANUEL ANTÓNIO VIDA PAIXÃO


             Nascido em Portugal, tinha apenas 9 meses quando foi para França, com seus pais. Agora escreveu a sua experiência naquele país, num livro intitulado «As aventuras de um luso - francês», toda ela recheada de valiosos testemunhos e que foi apresentada nas sessões «Livros Abertos» na Biblioteca Sophia de Mello Breyner Andersen, em Loulé. A obra á bilingue (português e francês) e o seu autor, além de escritor é também compositor e cantor.


      «BTTMTT» - BICLETAS TODO O TERRENO


                                                JOÃO MARIANO


             É a transposição para o papel de uma experiência de durante 12 anos percorrer «Ceca e Meca e Vale de Santarém», feita pelo escritor e fotógrafo João Mariano, a quem se devem também as fotos que ilustram a obra «BTTMTT». 

               A apresentação teve lugar no Jardim da Liberdade, em Aljezur e numa iniciativa do grupo de motards daquela vila barlaventina.



                                                                                        JOÃO LEAL


COSTELETAS QUE EU CONHECI - DR. TELLO QUEIROZ

O DR. TELLO QUEIROZ

Era um mestre que veio para a nossa Escola aí pelo finais dos anos 50 ou princípios de 60 do ido século XX e de que são conhecidas algumas excentricidades. Isto não afectava no mínimo o seu saber, que era grande e que ele, fraternamente prodigalizava com todos, em especial com os alunos.

Natural de Lagos e membro da linhagem fidalga, como o próprio nome o atesta, o Dr. José Francisco Tello Queiroz, leccionou durante vários anos na Escola Tomás Cabreira e tinha um ênfase muito especial e sabedor, em tudo o que se referia ao então designado por «Ultramar Português», as antigas colónias que hoje são os PALOP,S (países de língua oficial portuguesa).

Eram conferências, ele que era um dotado orador; exposições de temática ultramarina que fazia promover e outras manifestações, sempre imbuído do espírito assumido de que «não se pode amar aquilo que se não conhece».

Assisti a reuniões com elementos vindos de Angola, Moçambique, Guiné, etc. que desconheciam o que o dr. Tello Queiroz lhes expunha sobre hidrografia, orografia, economia, etnias, etc. das colónias de que eram originários.

Mas tinham muitas e curiosas excentricidades que faziam o «gozo» da Tomás Cabreira. Comigo foram vários os casos, de que não me furto a contar o passado entre nós. Manhã cedo telefonou para minha casa dizendo-me da muita urgência em nos encontrarmos pois acabara de chegar de Lisboa, - Com certeza, Senhor Doutor. Estarei em vossa casa dentro de minutos....

Assim aconteceu e dirigi-me à sua residência no andar superior da Rua Reitor Teixeira Guedes, em cujo rés-do-chão funcionava a Foto Loução (imediações do Palácio da Justiça). Após muitos e repetidos toques de campainha lá se abriu a porta e o meu interlocutor a receber-me e a dizer-me:

- Aguarde aqui uns minutos enquanto faço a higiene básica.

Assim sucedeu, só que aos minutos sucederam-se as horas e havia na casa, como diria o saudoso professor de História e outro excêntrico, o Dr. Salgado:

«ouvia-se o sepulcral silêncio das múmias faraónicas». As horas passaram, a fome do almoço chegou e eu tomei a decisão de «bater em retirada».

A meio da tarde telefonou-me a pedir desculpas e a dizer que a cama o chamara e se deixara dormir.

A Câmara Municipal de Lagos, em preito de homenagem ao seu valor intelectual deliberou dar o nome do Dr. José Francisco Tello Queiroz a uma artéria na Urbanização Marina Sol, na União de Freguesias de São Sebastião e de Santa Maria, naquela cidade da Costa de Ouro.

JOÃO LEAL

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE



       ESCRITA EM TRÊS MARÉS....


     É de indiscutível prejuízo para a economia olhanense a saída desta cidade para os Estaleiros da Mitrena (Setúbal) da «Sun Coast», a única empresa em Portugal que desde 2015 de embarcações movidas a energia solar. A exigência de maiores instalações face ao crescimento desta unidade fabril, com 80% do produto destinado à exportação e de mais mão de obra qualificada determinaram esta decisão que se lamenta pelo que a «Sun Coast» representava para a vida industrial concelhia, até pela inovação tecnológica.

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Os olhanenses, em situação económica vulnerável podem solicitar o apoio para a aquisição de medicamentos. Trata-se de um avanço social, de elevada valia, que resulta do protocolo celebrado entre a Câmara Municipal de Olhão e a Associação «Dignitate», no âmbito do projecto ABEM (Rede Solidária do Medicamento). Plena de sentido e de veracidade o que foi afirmado pela Autarquia: «Não queremos que nenhum olhanense tenha que se confrontar entre a escolha de comer ou de fazer a sua terapêutica». 


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      Gustavo Ramos, o jovem olhanense, que é um dos mais cotados nomes do futebol português e que tanta «tinta» fez correr nesta «janela de transferências» é jogador do cotado clube europeu, o francês PSG (Paris Saint German), O acordo com o Sport Lisboa e Benfica, onde Ramos se encontrava desde os 12 anos, alcançou-se, torneando as exigências da UEFA (União do Futebol Europeu)no âmbito do «Fair Play Financeiro», com o empréstimo até Junho de 2024 por 20 milhões de euros e  a posterior compra num negócio que pode atingir os 80 milhões de euros. A concretização de todos os sonhos de mais um moço nascido na Cidade Cubista e em plena ascensão no mundo futebol. Que aconteçam é o que lhe desejamos!


                                                                                     JOÃO LEAL

 

domingo, 23 de julho de 2023

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL



«CAPITAL MOTARD DA EUROPA»


A partir de 20 do corrente (5ªfeira) e até Domingo (24) Faro

é, uma vez mais, a capital europeia dos motards, com a

realização da 41ª edição da «Concentração Internacional de

Motos».

Ali, no Ludo, o dinâmico Moto Clube de Faro, a que preside

com dedicação e empenho, essa figura icónica que é o José

Amaro, vai receber cerca de 20 mil participantes na que é uma

das mais cotadas manifestações que, no seu género, se

realizam.

Provenientes de quase todos os países europeus, os

motociclistas vêm também de outras partes do Mundo,

conferindo a esta reunião, um cunho universal.

É um evento não só da maior importância para a capital

sulina, como para todo o Algarve até o País, pelo volume de

receitas envolvidas.

Ao após ano, não obstante as conhecidas dificuldades de

que as limitações do terreno figuram em lugar destacado, os

motards vêm até ao Sul da Europa, para participarem num

evento que, ao fim e ao cabo, a todos nos importa.

Aquele desfile de despedida, na manhã de Domingo,

proporciona uma imagem e lembrança e única e imperdível.

Daqui, desta coluna em que trazemos Faro nas suas

vertentes, há dezenas de anos, saudamos o Moto Clube e todos

os participantes nesta mediática «Concentração Internacional».