
sábado, 30 de agosto de 2008
ANIVERSÁRIO DE ASSOCIADOS COSTELETAS

quinta-feira, 28 de agosto de 2008
DO CORREIO
O abraço de sempre
Ontem, como hoje, a presença dos Costeletas não se limita ao espaço geográfico deste maravilhoso rectângulo, limitado pelo Promontório Sacro, a Foz do Guadiana e a Serra do Caldeirão.
Assim, e colocando de parte, por agora, as recordações vividas no Espaço Algarvio, que muito saudosamente são recordadas por antigos alunos da TOMÁS CABREIRA, procurei esvoaçar por outras paragens que marcaram a nossa juventude, África e Oriente, onde me cruzei com alguns Algarvios e Costeletas que, espalhados pelo Mundo, marcaram posições de relevo.
Há quase 60 anos, desembarcando em Lourenço Marques para dar um passeio pela cidade, e enquanto o navio fazia aguada e enchia os paióis de fruta e géneros alimentícios para o resto da viagem, sou saudado por um funcionário do porto de Lourenço Marques que, ao reconhecer-me como residente da cidade de Faro, satisfeitíssimo por me ver, em ar de graça e brincando com o inesperado encontro, exclamou: '" Mó.. ó, há quanto tempo não via um moço de Faro! "Não há dúvida que encontramos algarvios por toda a parte !! - Há T mais Algarvios que gente, " rematou
Achei piada à graça, dita sem aquela maldade que porventura possam pensar alguns" marafados" e lá fomos festejar com uma cerveja fresquinha no primeiro Bar que encontramos aberto.
Depois de passar por GOA e ter recebido guia de marcha para DIU, para me juntar à Bateria de Artilharia de Évora, comandada pelo Capitão Vilares Cepeda, embarquei no glorioso Aviso "Afonso de Albuquerque", em plena monção, vagas que varriam da proa à popa todo o navio.
Foi uma viagem angustiante, para passageiros e tripulação, com as escotilhas todas fechadas, grande parte do pessoal a "chamar pelo Gregório ", mas este não lhes dava ouvidos.
Sorte minha! . No meio de tantos Alentejanos da Bateria de Artilharia de Évora, encontro-me com um ilustre Algarvio, o saudoso Coronel de Ina- ANDRÉ DO NASCIMENTO INFANTE, Governador do Distrito de Diu, irmão do Duarte do Nascimento Infante e sobrinho do Senhor Eduardo João da Silva, dono da Papelaria Silva de Faro.
Não quiz o Governador entregar a segurança do Aeroporto e Rádio Farol a estranhos e, com a confiança da minha amizade, chamou-me ao Palácio do Governo para me destinar uma missão espinhosa e de grande responsabilidade, pois o Aeroporto ficava próximo da fronteira com a União Indiana e os"Satiagrás ", embora pouco agressivos eram mais que formigas. Deu-me um Pelotão de praças nativas e como intérprete, um IMA - muçulmano, extremamente leal, natural do Paquistão de nome MAMUDE VALI MAMUDE, com quem me entendia no meu inglês "macarrónico," acompanhado de linguagem gestual, que permitia bom entendimento entre todos .. As praças só conheciam algumas palavras de português..
A amizade e a confiança cresceram com o passar dos dias e noites de vigília, sempre atentos, para travar a entrada de indianos no território e também com vista a evitar qualquer acto de sabotagem.
Um dia manifestei o desejo de possuir um turbante para tirar uma fotografia, uma vez que usava barbas e bigode à maneira dos soldados indianos.
No dia seguinte, o bom do nosso MAMUDE apresentou-se no Destacamento com uma mala de cartão. Dentro dela trazia o seu fato de casamento completo, e onde não faltava o colorido turbante, “cor-de-rosa" e até duas canetas na pequena algibeira da casaca, embora nunca o tivesse visto escrever qualquer coisa. Julgo que seriam para adornar e mostrar a sua qualidade de respeitável Sacerdote Muçulmano..
Várias fotografias foram tiradas, mas aquela que guardo com mais carinho há 53 anos, é esta que te estou a enviar, vestido com o fato de casamento do IMA - MAMUDE VALI MAMUDE.
Reconheces-me? A idade era outra e as barbas ocultavam a face. Coisas da Juventude !!
Abraça-te o Maurício
POSTAL ILUSTRADO


E aqui está mais este, fotografado no dia 10 de Novembro de 1956, para recordarem estas moças, da Formação Feminina. Moças, é como quem diz, algumas já são bisavós.
Foto cedida por Isabel Coelho
POSTAL ILUSTRADO


Fila do centro: - Elsa - Teresa - Fernanda Maia - Ivete - SUSANA - ?
Fila de baixo: -Ema - Leopoldina - Natalinha Neto - Marília
(o ponto de interrogação quer dizer que não nos recordamos. Alguém sabe?)
Pelo facto de estarmos de férias, não quer dizer que não possamos enviar para o blogue este POSTAL ILUSTRADO, para que recordem estas belas moças, da Formação Feminina, do ano de 1956.
Quem se lembra delas?
Será que o Brito de Sousa se recorda, em especial, de alguma da fila do centro?
(fotografia feita no mirante da capela de Stº António do Alto)
Foto cedida por Isabel Coelho
PONTO DE ENCONTRO
domingo, 24 de agosto de 2008
FÉRIAS DOS ADMINISTRADORES
Informamos que João Brito de Sousa e Rogério Coelho, vão estar ausentes por algum tempo. Motivo: DESCANSO.
Isto não quer dizer que não enviem os vossos trabalhos. Na altura própria eles serão publicados no Blogue.
Boas férias, também, para todos.
Rogério
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
JANTAR DA ESCOLA EM 12 SETEMBRO
O prazo para inscrição no jantar da escola em comemoração dos 120 anos da sua criação, foi alargado podendo ainda, todos os que desejem, inscrever-se.
Basta que se dirijam à Escola e façam a inscrição, e adquiram o respectivo bilhete, na reprografia.
O jantar é no dia 12 de Setembro no AlgarCatering - Senhora Menina.
A TODOS OS COSTELETAS
Não se já te disseram, mas o irmão do Faustino do Rio Seco que trabalhou na Tap, já faleceu há uns anos. Foi mesmo lá no Aeroporto estava no bar, a tomar qualquer coisa, caiu para o lado e ficou.
Quanto ao Faustino, está com uma situação complicada, tem a mulher muito doente e é ele que trata dela, lá na Conceição onde vive, mesmo defronte da Igreja...
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
UM BRILHANTE COSTELETA






por JOÃO BRITO SOUSA
1 - Hubel Indústria da Água fornece soluções de Tratamento de Água para Angola
Em parceria com empresas angolanas e empresas de construção civil nacionais, a Hubel Indústria da Água projectou e desenvolveu uma Estação de Tratamento de Água (ETA), de forma a ir ao encontro das necessidades reais da população ... »
2 - Hubel Indústria da Água fornece e instala equipamentos de controlo e gestão do Aproveitamento Hidroagrícola do Pessegueiro.
Localizado no concelho de Alcoutim, o Aproveitamento Hidroagrícola do Pessegueiro, projecto lançado pela Direcção Regional de Agricultura do Algarve, tem como objectivo dinamizar a zona interior da serra algarvia, actualmente com uma ... »
VALORES EMPRESARIAIS QUE DEFENDE,
. Inovação permanente dos nossos produtos e serviços.
· Garantir uma mais valia efectiva para o cliente que utiliza as nossas tecnologias, como forma de manter um relacionamento sustentado.
· Melhorar continuamente a eficácia e eficiência da organização.
· Fomentar a competência dos colaboradores da organização e o seu reconhecimento interno e externo, assegurando clareza e coerência no relacionamento entre colaboradores e destes para terceiros.
MISSÃO
Promover o desenvolvimento económico, colocando no mercado produtos e serviços especializados, que potenciem valor acrescentado aos clientes e à sociedade em geral, nomeadamente através de uma actuação ambientalmente responsável, nas áreas do uso e gestão da água e da produção agrícola
EMPRESAS
1 – El irrigation Systems
O uso e gestão da água é hoje um factor diferenciador na agricultura e espaços verdes.Na Hubel Irrigation Systems trabalhamos há mais de 20 anos na identificação e desenvolvimento de soluções para o sector.
Concebemos, projectamos, fornecemos e instalamos soluções de irrigação, automação e controlo com o objectivo de valorizar a produção agrícola, vegetal e o ambiente.
Mantemos uma aposta clara na inovação e desenvolvimento de competências internas numa rede de parcerias com os principais fabricantes mundiais.
Soluções que permitem o desenvolvimento sustentado da sociedade, com uma actuação ambientalmente responsável, é um dos valores pelos quais na Hubel Irrigation Systems nos regemos.Na Hubel Irrigation Systems a satisfação dos nossos clientes é o nosso objectivo.
2 - Hubel Indústria da Água
A racionalização e optimização da gestão de água são necessidades crescentes na sociedade actual.
Na Hubel Indústria da Água trabalhamos há mais de 20 anos na identificação de soluções para o sector.
Concebemos, projectamos, fornecemos e instalamos soluções à medida para o abastecimento, tratamento e reutilização de água com o objectivo de aumentar a sua qualidade e disponibilidade.
Mantemos uma aposta clara na inovação e desenvolvimento de competências internas e uma rede de parcerias com os principais fabricantes mundiais do sector.Soluções que permitam um desenvolvimento sustentado da sociedade, com uma actuação ambientalmente responsável, é um dos valores pelos quais na Hubel Indústria da Água nos regemos.
Na Hubel Indústria da Água, a satisfação dos nossos clientes é o nosso objectivo.
3 – Hubel Verde
Em agronomia, o desafio constante é a maximização dos resultados em conformidade com a responsabilidade ambiental.
Na Hubel Verde há mais de 10 anos que trabalhamos na identificação de soluções para o sector.
Especializados na prestação de serviços e na comercialização de produtos de engenharia e tecnologia agronómica, na Hubel Verde temos como objectivo diminuir o risco e potenciar os resultados dos nossos clientes.
Porque acreditamos em parcerias estáveis e duradouras, colocamos ao dispor dos nossos parceiros uma vasta gama de produtos e serviços técnicos que nos permitem apresentar soluções completas e integradas.
A aposta na inovação e aquisição de novas competências leva a que estejam a ser efectuados diversos projectos de Investigação e Desenvolvimento que estabelecemos com diferentes Universidades e Institutos.
Na Hubel Verde, inovamos para que o futuro seja cada vez mais verde.
4 - Hubel Engenharia e Serviços
Um dos desafios actuais da gestão consiste na identificação e implementação de processos que potenciem a utilização eficaz e eficiente dos recursos disponíveis numa empresa. A Hubel Engenharia e Serviços procura através da prestação de serviços de suporte estratégico e operacional, transversais a todo o Grupo, responder a este desafio. A Hubel Engenharia e Serviços disponibiliza a nível estratégico suportes nas áreas da comunicação, gestão da qualidade, desenvolvimento de recursos humanos e planeamento e gestão. Numa perspectiva operacional, coloca ao dispor dos seus parceiros serviços nas áreas da contabilidade, pessoal e serviços gerais, onde se salienta a gestão de frota e apoio a eventos.
A Hubel Engenharia e Serviços conta, hoje, com uma equipa multidisciplinar, com formação a nível do direito, economia, gestão, comunicação, marketing e tecnologias de informação. Organizadas em equipas fixas ou de projecto, assumem o desafio constante de responder às solicitações de inovação organizacional e de gestão económico-financeira que as unidades de negócio do Grupo colocam.
A área de desenvolvimento de recursos humanos tem vindo a destacar-se pelo elevado contributo para o desenvolvimento do Grupo Hubel, sendo de realçar o trabalho a nível de recrutamento e do desenvolvimento de competências.
As áreas de gestão da qualidade, de comunicação e ainda a do planeamento e gestão são mais recentes, igualmente potenciadoras do crescimento do Grupo.As actividades de suporte operacional, que requerem a prestação de serviços diários na área administrativa, de contabilidade e de tesouraria corrente, são outro dos vectores de intervenção da Hubel Engenharia e Serviços, que os presta às demais empresas do Grupo Hubel, numa relação cliente / fornecedor e em que se procura obter ganhos de escala e efeitos de sinergia
5 - Madre Fruta
Direccionada para a área do comércio de produtos agrícolas diversos, nomeadamente hortícolas e frutícolas, a Madre Fruta - Centro de Vendas Hortofrutícolas, desenvolve a sua actividade desde 1996, dinamizando uma das regiões agrícolas mais tradicionais do país, o Algarve.
A Madre Fruta é uma Organização de Produtores (OP) de Hortícolas Frescas, segundo o Regulamento (CE) nº 2200/96, e tem como principal missão “acrescentar valor aos produtos da fileira hortofrutícola de produção dos seus sócios” e proporcionar ao consumidor final produtos de qualidade.
Para dar resposta às necessidades do mercado, a Madre Fruta optimiza constantemente os seus processos de trabalho, através do uso de técnicas inovadoras associadas à preparação e embalagem dos produtos, à automatização e utilização de Tecnologias de Informação bem como o constante acompanhamento e planeamento da produção junto dos seus associados.
Beneficiando da sua localização geográfica e do potencial da produção por Hidroponia, que através de métodos produtivos eficazes atenuam os ciclos sazonais e aumentam a duração do período de oferta, a Madre Fruta tem como objectivos promover a expansão da área produtiva dos seus sócios e a diversificação dos mercados. Focalizada na satisfação dos seus clientes, a empresa tem vindo a assumir uma posição de destaque no mercado hortofrutícola da região, contribuindo para o desenvolvimento e dinamização do sector.
Ao longo dos últimos anos, a Madre Fruta tem viabilizado a assunção da agricultura como uma actividade competitiva e dinamizadora da economia através da exportação para países como a Holanda, Espanha, França e Inglaterra. A produção para o mercado interno, por seu turno, tem contribuído para a redução das necessidades de importação.
6 - MOINHO DA ALAGOA
Estabelecida em 2003 e integrada no “Programa de Reconversão Hortícola da O.P Madre Fruta”, a Exploração Agrícola do Moinho da Alagoa engloba 8 ha de estufas e 5 ha de pomares.
Constituída por 3 explorações (Quinta da Penha, Quinta da Ferradeira e Quinta da Alagoa) a exploração está centrada na produção em hidroponia de morango, meloa, tomate e pimento, estes últimos também produzidos no solo.
A cultura do morango é efectuada em bolsas de substrato orgânico, colocadas em bancas elevadas, o que permite uma maior concentração de plantas por unidade de área assim como uma poupança significativa nos custos de mão-de-obra. O substrato utilizado é biodegradável e no término da sua vida útil é incorporado no solo do pomar.
Esta exploração está dotada de um sistema de rega gota-a-gota e de um sistema de fertirrigação que, em associação com uma sonda do nível de radiação solar, permite a automatização das regas e incorporação dos fertilizantes. Através do sistema de drenagem das culturas realizadas em hidroponia é possível a reutilização da água nas culturas hortícolas produzidas no solo.
O pomar de 5 ha de citrinos possui um sistema de rega localizada que incorpora os fertilizantes e uma sonda capacitiva Enviroscan, que monitoriza o nível de água no solo. A utilização desta sonda permite uma poupança de água na ordem dos 25%.
Com a utilização do método produtivo em hidroponia alcançam-se acréscimos de produção de 20 a 40% comparativamente às culturas em solo. Este método permite a prática de técnicas agrícolas mais amigas do ambiente, como a protecção integrada
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
COSTELETAS SEMPRE
por JOÃO BRITO SOUSA
“Faro, tem mais encanto
Na hora da despedida..”
À cabeça da capa do caderno do Alberto Rocha, aluno nº 366 do CGC,
Lá vem
O Custódio do Rosário Faustino
Rio Seco – FARO
Lembro-me bem dele mas nunca trocamos uma palavra.
Um certo estilo de homem certo, no lugar certo
Engatatão...
Serão considerados actos de comércio todos aqueles
Diga lá o resto ó Faustino..
Dizia para ele o Dr. Uva
E o Faustino... qual António Silva no filme
O Leão da Estrela,
quando foi apanhado na escada
Porque lhe tinham ido dizer que o comandante
tinha chegado
O Faustino, enchceu o peito de ar e disse
Avança Leão
Foi uma tirada à António Silva
Do artigo...
Nunca mais foi esquecida ..
Onde é que andará o Faustino?....
No nosso tempo , anos cinquenta
Estudava aí um rapazote
Que agente chamava o Menino
Jesus...
Há colegas de antigamente
Armam-se em donos disto e daquilo
E não ligam nada à gente
Aló Victor Carromba.. qaundo é que apareces?...
Que pode ser agora
Vai tudo para o caixote
Falei nisto para mandar um abraço
Ao irmão do FAUSTINO, e não me lembro do nome
mas que foi meu colega nos TAP
Um amigo que já lá está ..
E nós.. . ate quando ficaremos por cá
CUSTÓDIO FAUSTINO
Amanhã aqui no blogue.
Para dares a tua aula
Sem falta...
ANIVERSSARIO DE ASSOCIADOS COSTELETAS

20 - José Carmo Elias Moreno; Maria Alice Nunes Mestre; José dos Santos Rocha Júnior. 21 – Maria da Conceição Pinto Pires 22 - Graciano Guerreiro Inês; Rui Manuel da Conceição Rosa. 24 - Maria Ivone Nascimento Rosa Pinheiro da Cruz; Diamantina Antonino Baeta Gonçalves. 25 - Maria Ivone Nascimento Rosa Pinheiro Cruz; Manuel Mário Matoso Silva Domingues. 27 - José Francisco Guerreiro Mendes 28 - Manuel Rodrigues Serafim; Jesuíno José Amândio Oliveira; Felisbela Guerreiro da Palma Morgado. 29 - Jacinto Manuel Afonso Teixeira Nunes; Maria José Geada Mendonça Piriquito de Almeida Rodrigues; Drª. Maria Almira Pedrosa Medina; Jorge Manuel Neto da Cruz.
OS NOSSOS PARABÉNS
Colocado por Rogério Coelho
terça-feira, 19 de agosto de 2008
RECORDAÇÕES COSTELETAS
Aos domingos eu ia com o meu amigo Rosendo lá do Patacão ao cinema da Rua de Santo António. O Rosendo e eu gostávamos de cowboiadas e de filmes bíblicos, tipo Sanção e Dalila com o Victor Mature e a Gina Lollobrigida. O nosso programam era : deixávamos as bicicletas a pedal em frente ao restaurante “A NORTENHA” e íamos tomar café ao Café Cabrita, ali ao lado da Tabacaria Dinarte. Passávamos a Farmácia que ficava à esquina do largo, depois havia uma rua estreita que ia dar ao Dias dos caixões, rua onde os montanheiros deixavam também as bicicletas em que se faziam transportar e depois, passávamos ao lado da barbearia Teodoro, seguia-se a loja Tabú, cujo proprietário era um senhor de baixa estatura mas muito forte e depois vinha o café Cabrita onde tomávamos a bica.
O café Cabrita era frequentado pela malta do campo. Da cidade, quem lá ia muito eram os taxista, o Aurélio, o João Coelho, o Ildefonso Rodrigues, o Napoleão, o Caracol entre outros. Falava-se do Farense, que nesse tempo militava na segunda divisão da zona sul. Recorde-se que nos tempos em que foi treinado pelo Artur Quaresma, o Farense ainda fez dois ou três anos seguidos o primeiro lugar da zona. Creio que alinhava com Isaurindo, Reina, Ventura, Zé Maria e Celestino. Francelino e Bentinho. Brito, Balela, Campos, Rialito e Queimado. Foi nessa altura que se começou a falar num grande jogador júnior do Sporting, que começava a fazer furor, o angolano Jorge Mendonça, uma fera na área.
Lá íamos ao cinema no regresso íamos jogar “minhar”, como dizia o meu amigo que queria dizer bilhar, ao salão olímpico na Rua dos Cavalos, onde ficava a Husqwarna, uma marca de máquinas de costura e ficava também a Tipografia de um jornal e a loja onde trabalhava o Xico Pires, um sportinguista inveterado que sabia tudo de bola e ninguém lhe dava a volta. Ao fundo dessa rua, que ia desembocar na rua de Santo António, em frente ao Banco Totta estava aí um engraxador de sapatos que fazia bom dinheiro aos domingos. Creio que se pagava três escudos por cada engraxadela aos sapatos nos finais dos anos cinquenta.
O salão de bilhares Olímpico estava sempre cheio de clientela a jogar. O espaço tinha bilhares pequenos, uns sete ou oito, uma ou duas mesas de snooker e uma mesa de bilhar às três tabelas e havia ainda espaço para se jogar o dominó, onde estava lá sempre caído o lutador campeão, José Luís. Jogava-se muito e bem bilhar nesse tempo em Faro. O melhor jogador de todos era o Máximo, que era lá empregado. Era um rapaz alto, de bigode mas magro e parece que andava um pouco adoentado nesse tempo. Mas tinha um jeito para segurar as bolas ao canto, que dava ali uma série de carambolas sem descolar, podendo fazer mais de cem.
Depois de jogarmos a nossa partidinha às cinquenta, umas vezes ganhava eu outras ganhava ele, regressávamos ao Patacão, a nossa santa terrinha..No outro dia ele haveria de voltar ao trabalho dos campos e eu voltaria à cidade para retomar a Escola.
E ainda hoje somos amigos.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
FELIZARDO & GLORINHA; AO SERVIÇO DO POVO E TAMBÉM DOS COSTELETAS

E também em memória do costeleta e sobrinho Luís Cunha.
A OUTRA ESCOLA; FELIZARDO & GLORINHA
Quando eu cheguei a Faro em 52 o estabelecimento comercial FELIZARDO & GLORINHA, já lá estava instalado de armas e bagagens na rua da PSP.
O estabelecimento era dividido, se bem me lembro, em duas áreas comerciais, uma de mercearias e outra, digamos assim, de comes e bebes.
Além de toda a clientela do bairro, havíamos nós, os alunos da Escola Comercial e Industrial, que consumíamos da zona dos comes e bebes, as célebres sandes de atum, de cavala e de outros.
Para nós, a designação do estabelecimento era indiferentemente chamado de estabelecimento do Ti Felizardo ou o estabelecimento da Ti Glorinha. Dizer vamos à do Ti Felizardo ou dizer vamos a da Ti Glorinha era a mesma coisa.
È claro que faziam lá o seu negócio, como faziam também o senhor Manuel dos bigodes e o Coelhinho, que lá iam vender sorvetes e pinhões e um tipo de Olhão, que ia lá vender ratos, um rebuçado grande feito à base de mel, que a gente gostava muito.Mas na loja da Ti Glorinha é que era bom e a gente ia lá tratar da nossa saúde.
Comíamos umas sandes, bebíamos qualquer coisa e toca a andar.Ainda hoje, falando com os alunos da Escola do meu tempo, quando nos encontramos, lá vem sempre uma referência de saudade das sandes da TI GLORINHA e do TI FELIZARDO.Por isso tudo, o que quero realçar nesta crónica é o acolhimento que nós recebíamos dessas pessoas, digo FELIZARDO e GLORINHA, que antes de serem comerciantes eram seres humanos e que igualmente nos tratavam como tal
A nossa vida estava mais facilitada com a sua presença no terreno. Em caso de necessidade nós sabíamos que eles estavam lá.
Não é porque nos emprestassem dinheiro a juros, não é porque nos vendessem as sandes fiado, não é porque os fizessem descontos nas encomendas ... nem por quaisquer outras milhares de razões... Nada disso.... nada
Nós íamos à do Ti FELIZARDO porque dos proprietários deste estabelecimento recebíamos... tão só... um pouco de carinho e amor ou seja, um pouco mais de calor humano... que foi muito importante para todos nós, que nos estávamos a iniciar na complicada caminhada da vida.
Agora que já terminei esse percurso e estou reformado, quero dizer-lhes muito obrigado Ti FELIZARDO e TI GLORINHA.
É a minha opinião e recordo-os com saudade.
Estejam lá onde estiverem, aí vai para eles, um ALABI... ALABÁ... BUM.. BÁ....que era o grito dos costeletas lá da Escola Comercial, onde aprendemos os rudimentos do Comércio ou os rudimento da Indústria.
Mas o outro aspecto da vida, começámos a aprender no TI FELIZARDO.
O que é que queres? perguntava o patrão.
Cinco tostões de cigarros, Ti FELIZARDO.
E lá vinham três Hight Life, ou três Três Vintes, ou três Paris, que eram as marcas de tabaco mais populares desse tempo.
Eram outros tempos.
Agora já não fumo mas o estabelecimento ainda lá está, gerido agora por um neto, a quem peço o favor de honrar a memória dos avós.
Respeitosamente.
João Brito Sousa
domingo, 17 de agosto de 2008
CORREIO COSTELETA
Cumprimentos.
Vi publicada no blog em 7/8/08, uma carta datada de 4/8/08 do Costeleta Snr.Mauricio Severo Domingues, prestando homenagem a "Algarvios Ilustres". Figura à cabeça da lista contida na dita carta o nome do T.Coronel Rogério Teixeira Fernandes de Tavira. pessoa a quem daqui endereço os meus respeitosos cumprimentos e desejos de boa saúde bem como aos seus familiares
Informo que este Snr, também foi companheiro de tropa em Angola com o saudoso ISMEL GAGO, com quem aliás privou bastante e forçosamente tem imensas peripécias vividas em conjunto. Ficaram de me arranjar uma foto do Ismael, que se o conseguir enviar-ta-ei.
Encontrei hoje o Bernardino "QUEIXINHO", com quem troquei impressões e informei-o da existência do blog. Quer o teu telefone, eu não lho dei por não o ter comigo.
Disse-me que vai ao Porto com alguma regularidade e que provavelmente te procurará
Atenciosamente
GONÇALVES
MEU COMENTÁRIO
1 - O meu pedido de desculpas ao Zé Gonçalves, por só agora ter publicado o correio que dele recebi. Razões várias amigo Zé.
3 - Quero deixar aqui um muito obrigado e um grande abraço ao Zé Gonçalves, que por acaso não conheço, mas que tem dado um grande empurrão ao blogue, trazendo notícias, dando a conhecer o blogue aos outros costeletas, informando os colegas e mandando uns mails o que é sempre simpático.
4 – Ao QUEIXINHO, que me conhece muito bem e é um amigo, peço-lhe que me deixe o seu telemóvel e que me contacte. O meu TM é o 96 373 64 04.
Abraço para a malta. Do,
JOÃO BRTO SOUSA
sábado, 16 de agosto de 2008
O 2º ANO 5 ª TURMA COSTELETA de 51/ 52

Ó VELHA MALTA
Ontem estive em Faro e agora acabo de chegar a Albufeira, começo já a recordar os velhos tempos da praia, quando a gente ia aos bailes da esplanada com o Casimiro de Brito, o Aníbal, o Guy, o Luciano Machado, o Mota Pereira, o Firmino, o Zé Manel Marrachinho, Hilário, o Zé Luís e o Serôdio e outros mais.
Ia passar junto ao velho café Bailotte, estava lá o Serôdio, que ao ver-me logo me chamou, moçe ó Brite o que é que fazes aqui dehb ..
tás bom ó Zé Manel, atão, como é???... digo eu.
E diz Zé Manel . mas em Albufeira a fazer o quê.home de Deus?
É pá venho estar aqui com o Manuel Inocêncio Costa, tens sabido dele, perguntei..
Não .. não tenho, disse o Serôdio, mas sabes uma cena única...mundial, universal que o Manel Costa fez em poesia ao Zaralho... Repara bem nesta poesia...
A ÓPERA DO ZARALHO
1- Quando o Zaralho foi a médico.
Correndo aos médicos estou a vê-lo,
Sempre a tratar da sua vida:
Dr porque tenho dor de cotovelo,
Dr. porque me dói a barriga
2- Quando o Dr. falou
O Dr. diz grave não é!
Mergulhe 3 vezes numa piscina;
De dia espargos com café,
À noite faça muita urina
3 – Diz o Zaralho para o Doutor
Ao Dr. diz prasenteiro,
Mas receando pesada multa
Será que trago dinheiro,
Para lhe pagar a consulta?
Em euros são quatrocentos,
Por ser a primeira vez,
Da próxima são duzentos,
Venha cá no fim do mês.
A tal consulta não faltarei,
Esteja Dr. descansado,
Tudo então lhe pagarei
Se já estiver curado.
O fim do mês rápido chegou,
Mas, de dinheiro nem vê-lo!
O meu prognóstico falhou,
Este cliente virou pesadelo
5 – E diz o médico.
Vou aprender a lição!
Na próxima cobro de antemão,
Que me interessa se tenho razão,
E, se o cliente melhora ou não.
Publicação de
JBS
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
CASAMENTO DE DOIS COSTELETAS
FOI HÁ QUARENTA ANOS ...
por João Brito Sousa
“Bianca y radiante que va la nobia ..”
Es el casamiento do Di más ..
la Meninha
En el día quince de Agosto
Mil novecientos sesenta y ocho
Fue uno día inolvidable
En el Mosteiro dos Jerónimos
La grande ciudad
Hay llorado por amor
Los novios elegantes y bellos
(Y en esto momento estoy hablando con Reinaldo)
El día del casamiento estaba virtuoso
E Di, en ese día no estaba con su MONDIAL
Mas tenia en su pulso un bonito elogio
ÓMEGA
Mas, Di tenia muy vontade de amar ...
E Padre lhe hay preguntado
Di,
Que es el amor para ti?.
Es respectar mi mujer siempre...
Hay dicho DI
Somente esse Di ..
Y João Paulo venirá un día?..
Yo hay sabido que hay sido uno casamiento por amor
Hoy, se hacen cuarenta años de casamiento
De Di con Meninha
Doctorada en Paris
Que hay sido lo que ella siempre quise
My bravo colega Coenh Bendit
Yo hay estado con usted
En la Faculdad
Yo que me encuentraba apasionada por Di
Un bello ragasso
Calça azul escuro, pull over vermelho
En su camisa negra.
Pasando en la calhe
En su MONDIAL roja
VIEJOS TIEMPOS y de AMOR TAMBIEN.
Mis queridos amigos, que hoy sea un día maravilloso y todo lo que vos queréis que sea.
Alguna cosa que necesitares de mi yo estaré por aquí...
João Brito SOUSA
Y
Elisabete
Y de los demás, todos, los chuletas también.
Texto de
JBS
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
MONTANHEIROS COSTELETAS

Por DIOGO COSTA SOUSA
João Brito Sousa
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
CURSO GERAL DE COMÉRCIO 51/ 52 - 2º ANO 5ª TURMA

FARO; A CIDADE DOS COSTELETAS
Meti-me aqui no PORTO no ALFA e cheguei a Faro ao meio dia em ponto. Ia já a sair da estação quando dei de caras coma CÉLIA VIEGAS do 2º ano 5ª turma do CGC, de 51/ 52, do tempo do AMABÉLIO ARTUR PEREIRA, costeleta como eu. .
Tu não és a Célia? perguntei eu.
Sou, mas não te conheço, afinal que brincadeira é esta .Qual é o assunto?... perguntou Célia. Ó mulher sou costeleta de 52/53 Olha lá, e a malta dessa turma de 51/ 52, perguntei eu. Mas para que é isso? perguntou Célia. É para o blogue dos costeletas, disse eu. Toma nota, vai à barra do GOOGLE, http://oscosteeletas.blogspot.com/, Ah.. tá bem. Então vamos lá.,
Da Maria Cabrita dos Santos nã sei nada dela, da Arlette da Conceição Fernandes nã sei dela também, .a Maria Alzira de Sousa Silva mora em ALBUFEIRA ali para o lado dos Bombeiros e é casada com o costeleta de Santo Estevão, bancário, agricultor e pintor e agora Presidente dos Rotary de ALBUFEIRA, a Maria do Carmo Arvela da Silva é professora reformada e casada com o ALBINO da GUIA, da Maria Ivone do Rosário Custódio não se sabe nada e a Maria .Odete de Jesus Pereira era a mais bonita, era de Loulé e casou com um Capitão.
Nesta altura chegou o Amabélio Artur, telefone 289829590, que disse, Moçe, ó Célinha mas o que é que este gajue quer daqui, pá. Ó Amabélio,.tu também não percebes nada raio, nã vês que é o homem do blogue, porra (ai desculpem..).
Estava tudo numa boa, quando chega o Xavier que disse, móh, óh Amabélio, estás aqui, olha a Celinha, ó Celinha, aqui o Amabélio foi meu colega no BNU em Faro, o César Nobre não tinha chegado a Faro. Então como é que é ó Amabélio, vou apanhar pêxe para a gente comer pá, isto tá marafado móh, um gajue aqui vê-se charengado com esta porra.
Móh, ó Amabélio, lembras-te do Cavaco Eh pá.. ó Celinha, ontem, à noite fiz uns versos ao Cavaco que eram assim. Moçe . ó Amabélio, olha-me para esta cena.
Sentado no meu sofá
Um copo de wisky na mão
Vejo como o Mundo está
Faz-me doer o coração
Mas sou um homem feliz
Tenho um filho competente
Mas não é ele que isso diz
Desenha as casas prá gente
E eu que joguei à bola
E homem feliz e contente
E fui colega de Escola
Do Aníbal nosso Presidente
Moçe, diz o Amabélio, morreu o JÚDICE, pá, fiquei apanhado, era aquele moço de Olhão que tinha aquele remate poderoso que dava cabo do Palminha. E o Franflin pá, também morreu, pá.
Joguei andebol com eles pá. Èramos, PALMINHA, AMABÉLIO, CARONHO e JULIÃO, DADINHO JÚDICE e PARRA.
Moce, óh Amabélio, diz ao teu irmão Sérgio Artur que liguei para ele quatro vezes e ele não atendeu, pá.
Sabes quem esteve agora aqui a conversar comigo?
Foi o PEPE, deh...
O Celina, salva-me se os teus manos não gostarem aí de alguma coisa, ok...
abração
Texto de
João Brito Sousa
terça-feira, 12 de agosto de 2008
O MEU DIA COSTELETA
por João Brito Sousa
Levantei-me às seis da manhã e às seis e seis já estava em frente do computador. Começo por ver se tenho mensagens costeletas. O Rogério manda-me muitas, das mais variadas, tanta coisa eu sei lá,
O nosso amigo Rogério
Manda sempre material
Às vezes é cada mistério
Manda que não faz mal....
Respondo a algumas logo, por exemplo ao DIOGO COSTA SOUSA respondo logo, porque este DIOGO tem coisas espantosamente belas, sabe tudo da vida e é piloto de aviões, uma coisa que eu desconhecia, apesar de o conhecer há tanto tempo.
É dele esta frase, amigo perdido e reencontrado, referindo-se a mim. Fiquei impávido e sereno a olhar para as andorinhas nos beirais...
Um disse à sogra que tanto pegava num arado puxado por uma junta de novilhos como pegava num 747 para dar a volta ao mundo. Você?.. Terá dito a senhora.
O Maurício Severo é outro que às vezes aparece.
Mas a grande entrevista de ontem foi com o Engº Reis ou nosso querido Zé Manganão do tempo do Mário Proença,. do Bartolo e de outros. Foi para o Instituto Industrial no tempo do João Bica, do Matinhos e outros.
Foi professor em TAVIRA do Engº Humberto, hoje Presidente do Conselho de Administração do grupo empresarial HUBE.L, que tirou as secções na nossa escola e a quem eu convidei para estar presente no almoço dos costeletas do próximo ano via mail. Ainda não disse nada.
Falamos do Engº Loreto, creio que é assim o nome, Administrador da Sulprojectos, a quem igualmente convidámos para estar presente no almoço anual e aproveitamos a ocasião para reconhecer aqui, o grande talento que possui e colocou à frente do seu grupo empresarial. Não respondeu ao convite.
Falamos do Eduardo Pedro Soares, do Soarinhos, do João Bica, do Firmino Neto, do António da Silva Rodrigues, meu parceiro de carteira e filho do cauteleiro de OLHÃO, do João dos Santos de Santa Luzia, o único que conseguiu dar uma punhada no Rodrigues ao pé do apeadeiro de São Francisco, João que é feito de ti pá, apita, foste da minha turma e quero-te ver no próximo almoço, falou-se do Zé Pedro Soares da Fuzeta, do Hermenegildo que tem uma farmácia em Moncarapacho, do João Mário Mascarenhas e falou-se também do maior de todos, amigo de todos esse que já não está entre nós, o grande ZE GUERREIRO.
Uma lágrima impede-me de continuar....
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
CORREIO COSTOLETA
O PAÍS ACTUALMENTE
por DIOGO COSTA SOUSA
Mas, não e' disso que quero falar aqui. Vou um pouco mais adiante....e, até ao presente. Ouvindo os noticiários, nota-se que o governo esta em plena campanha eleitoral e, o pensamento ocorre, desgarrado, inquisitivo....mas donde vem o dinheiro para tanta obra de fachada na maior parte dos anúncios?
A maquina do tempo rola ao contrario e, so no tempo do "Magnânimo" foi feita tanta construção de fachada e, algumas aproveitáveis como agora se anunciam. Se não vejamos,
D. João V erigiu para fachada o convento de Mafra com cento e picos sinos, diz a historia que trabalharam durante a construção 50.000 homens, deixando para a posteridade a sua magnanimidade,
Atirou-se de seguida ou talvez ao mesmo tempo ao aqueduto das aguas livres e, e' dos livros ronda os 60 km, obra de necessidade para as populações. A peso de ouro comprou o titulo de Fidelíssimo .Fundou a Academia real de História, o observatório Astrológico, a biblioteca da universidade Coimbra. Tinha sido bafejado pela sorte das descobertas das minas de ouro do Brasil...o pai e o avo tinham vivido endividados com as despesas da guerra da restauração...ele proclamou que o avo deveu e temeu, o pai ,dom Pedro II não temeu mas deveu e, ele não devia nem temia, aqui chego a' comparação com os dias de hoje.
O nosso primeiro propõe-se deixar :Um aeroporto, um comboio TVG, uma terceira travessia para a outra banda{era assim que se chamava quando eu era jovem...hoje provavelmente e' insulto o termo},um lote de hospitais, estradas e auto estradas, barragens as necessárias, uma petroquímica e....segundo diz um impulso forte no turismo.....Contas redondas a bagatela de 40.000 milhões de euros....sabendo como nós portugueses sabemos que ha' sempre nas empreitadas do estado reajustes e derrapagens de contas que em media aproximam os 300% por cento, por alto isto custar-nos a' para cima de 100.000 milhões....
O Magnânimo tinha as minas, as pedras preciosas e madeiras exóticas para pagar a factura das" magnanimices". O nosso magnânimo primeiro não tem as ditas minas, imagino eu, vai ter que nos empenhar por gerações......a mina europeia esta secando aos poucos. Politicamente o magnânimo não necessitava de anunciar obras para ganhar eleições....desconhecia-as...o nosso primeiro em época diferente precisa destas artimanhas para continuar embalando o povo e mendigando votos...mas a que preço? Sua Majestade, manteve a Inquisição....ao que parece Sua excelência tem algo de parecido a seu serviço.....se a historia não se repete pelo menos os actos assemelham-se.
O tal abraco
DIOGO
Publicação de
João Brito Sousa
domingo, 10 de agosto de 2008
ANIVERSÁRIOS DE ASSOCIADOS COTELETAS

UM DOMINGO COSTELETA

sábado, 9 de agosto de 2008
CORREIO COSTELETA
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
CORREIO COSTELETA

Sou José Gonçalves, vivo em Faro, Fui costeleta nocturno.Tirei o curso de Carpinteiro Marceneiro e mais tarde de Construção Civil.
Tenho o telemóvel 963021289.
Vi na net o seu interesse em saber algo acerca do Ismael Gago. Daí a razão da minha menssagem.
Fui tropa com ele em Angola de 5/4/61 a 23/5/63. Grande companheiro sempre pronto para a boa disposição. Infelizmente como sabe já não está entre nós.
Não sei se o seu interesse ainda se mantem ou já recebeu doutros amigos o que pretendia.
Se ainda tiver interesse posso arranjar mais elementos referente ao Ismael, inclusivamente fotos, se conseguir obter.
Cumprimentos, sempre ao dispor.
GONÇALVES
Publicação de
CORREIO COSTELETA
A RESPOSTA JÁ CHEGOU
por ROMUALDO CAVACO
ISMAEL GOMES GAGO SILVA
Personificava a simpatia e a bonomia Vilarealense. Visiteio-o num Departamentodo Porto de V.R.S.António, onde era funcionário. Deu para matarmos saudades.Posteriormente soube da sua etérea viagem. Era cunhado de outro costeleta -Sabino Correia - que está estabelecido em Portimão, embora mantenha os laçoscom a cidade do Manuel Caldeira, Isaurindo, Manuel José e tantos outros queelevaram bem alto o nome da régia cidade - onde é que eu já li isto??!!Um abraço.
PUBLICAÇÃO DE
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
CORREIO COSTELETA
Estoril, 4 de Agosto de 2008
Meu Caro Rogério.
Um apertado abraço do velho Costeleta Maurício
Rebuscando os velhos e amarelecidos papeis de "Outros Tempos", na expectativa de dar mais uma simples achega ao nosso Blog e recordar mais o Algarve no seu todo, encontrei uma bela peça poética do meu querido amigo e companheiro Major JOSÉ JERÓNIMO VELEZ CORREIA, o Poeta do Curso, que numa inspiração feliz enalteceu, com fervor, já lá vão 27 anos, as Terras de Sta Maria e das Moiras Encantadas, num almoço de confraternização realizado em Terras Algarvias. Porque um elevado número de ilustres Algarvios estiveram presentes, confrades desta "Confraria" de Oficiais do Exército, que todos os anos marca presença nas mais variadas cidades do nosso Portugal, para satisfazer todos os que de Norte a Sul do País de lá são naturais, lá vamos elegendo as respectivas Províncias.
Ainda porque a maioria dos presentes, muitos deles antigos Costeletas, naturais de todo o Algarve ainda são vivos e certamente saudosos desses tempos, não quiz deixar de relembrar" UM VERDADEIRO HINO DEDICADO AO ALGARVE ", bem bonito, na expectativa de "acordar" da sua letargia aqueles que no Algarve ainda residem, de Vila Real de Stº António a Sagres .
Alguns já partiram para outras paragens, já dormem o eterno e profundo sono, mas para esses vai a minha sentida homenagem e a esperança de que descansem na Paz do Senhor.
Assim, vou remeter-te o Poema do meu muito amigo e companheiro VELEZ CORREIA, "NO ALGARVE", julgando que com este meu simples gesto, possa também prestar uma homenagem aos "Algarvios Ilustres" que durante a sua vida, em Terras Portuguesas, d’Aqui e d’Além Mar, dignificaram Portugal e o Algarve.
T.Coronel- Rogério Femandes Teixeira -Tavira
Capitão - Fausto da Costa França - Falecido
Capitão - Celso Augusto de Quintanilha e Mendonça - Falecido
T. Coronel- Manuel Vicente Rodrigues – Lagos
Major António de Jesus Sena
Capitão -Amaldo Casimiro Anica - Tavira
Capitão - Hélder Martins Nunes -
Capitão - José Ricardo Marques - Silves
Major-José da Costa Guerreiro - Loulé
Capitão -Manuel de Sousa Mendonça - Falecido
Capitão -Manuel Cordeiro Valente - Falecido
Major - Luís Rodrigues Severino - Faro
Major - Orlando Rosa das Neves
Capitão - Manuel Rui Passos Pereira - Olhão
Capitão- Antómo Júlio Samora de MeIo Leote
Capitão - Francisco dos Reis Patada -Lagos
Capitão - Francisco Florêncio Peru - Carvoeiro - Falecido
Nota. Não indico a naturalidade de alguns por desconhecer aonde nasceram
estes"marafados "
Mais um abraço do Maurício
N O A L G A R V E
A ESTE ALGARVE, DE MOURAS ENCANTADAS
CEU AZUL, AREIAS FINAS, DOURADAS
VEIO UM GRUPO CHEIO DE FORÇA DE VONTADE
PARA REUNIR, CONFRATERNIZAR
P'RA MAIS UMA VEZ REALIZAR
UM ENCONTRO DE VERDADEIRA AMIZADE
NESTA TERRA, ONDE À NOlTE A LUA CHEIA
VEM BEIJAR DOCEMENTE A FINA AREIA
CRIANDO, NAS ONDAS DO MAR MUITO SUAVES
REFLEXOS DE PRATA QUE NOS DÃO
PAZ, QUIETUDE, SOSSEGO, A SENSAÇÃO
DE VIVERMOS NUM MUNDO SEM ENTRAVES
ALGARVE, DA BOA PASSA, DO BOM VINHO
DA ALEGRIA SÃ DUM CORRIDINHO
DA ALVA CASINHA, RENDILHADA CHAMINÉ
DA ALEGRE E MUITO ESBELTA MOÇOILA
DE ROSADAS FACES COMO UMA PAPOILA
E DA CANTADA TIA ANICA DE LOULÉ
ALGARVE DE FARO, DE MONCHIQUE
ALGARVE, ONDE UM INFANTE DOM HENRIQUE
REALIZOU UM SEU DESEJO PROFUNDO
ERGUENDO A SUA ESCOLA, ONDE APRENDERAM
HOMENS DE VALOR QUE LOGO A SEGUIR DERAM
NOVOS MUNDOS A ESTE NOSSO MUNDO
NA VERDADE, FOI MUITO FIRME E CONSTANTE
QUE O DEDICADO E ESTUDIOSO INFANTE
QUE JAMAIS PODEREMOS OLVIDAR
ESCOLHEU, P’RA SUA ESCOLA O LUGAR SAGRES
ONDE POR CERTO SE OPERARAM MILAGRES
E ONDE A TERRA ACABA E COMEÇA O MAR
ALGARVE DE POETAS E CANTORES
DAS ILHAS, DOS RECONDITOS AMORES
DE SILVES, DE TAVIRA, PORTIMÃO;
ALGARVE ONDE UM HOMEM E UM HARMÓNIO
BASTAM P'RÓ BAILARICO EM SANTO ANTÔNIO
NA FUZETA, NA LUZ OU EM OLHAO
ALGARVE TERNO BERÇO DE SEREIAS
QUE VÊM ESPREGUIÇAR-SE NAS AREIAS
QUE VÊM, SOFREGAS, ÁVIDAS DE DESEJO
DE DESFRUTAREM AS DELíCIAS DUMA TERRA
QUE TANTAS. TANTAS BELEZAS ENCERRA
E RECEBEREM DO SOL UM GRANOE BEIJO
ALGARVE DA SERRA AGRESTE E BRAVIA
QUE SEMPRE, SEMPRE, NOITE E DIA
SE ESPELHA NO MAR AZUL, ASSAZ PROFUNDO;
E QUE COMO ALTANEIRA SENTINELA
PERMANENTEMENTE ESTÁ DE VELA
NUM DESAFIO AO ATROZ E CRUEL MUNDO
TAO BEM DESCRITO POR UM JÚLIO DINIZ
QUE DEFENDEMOS DE FORMA INTRANSIGENTE
ESTE PAÍS QUE UM CAMÕES TANTO AMOU
E QUE, MARAVILHOSAMENTE CANTOU
EM ESTROFES QUE NINGUÉM SOUBE IGUALAR
PAÍS QUE É JARDIM PLANTADO À BEIRA MAR
ALGARVE DA BOITE ASSAZ SOFISTICADA
DAS GRANDES MONTANHAS DE CIMENTO;
EM CONTRASTE COM A TABERNA VELHINHA
ALGARVE QUE RI, QUE CANTA E CHORA
ALGARVE CHEIO DE LUZ E CHEIO DE COR;
O ESPECTÁCULO DUMA BELEZA INFINDA
ESTE ALGARVE QUE AOS MOUROS CONQUISTARAM
HOMENS DE PORTUGAL, NOSSOS AVÓS
MAS NA VERDADE E PARADOXALMENTE
FORAM OUTROS POVOS, OUTRA GENTE
QUE O DESCOBRIU MUITO PRIMEIRO QUE NÓS
FOI QUlÇÁ UM MAGNATE ALEMÃO OU INGLÊS,
AS BELEZAS DO SUL DE PORTUGAL
AS AREIAS MUITO FINAS, SEM IGUAL
O SOL ARDENTE E ESTE MAR ALGARVIO ...
***********
ESTE NOSSO, MUITO NOSSO MOVIMENTO
ENQUANTO HOUVER MAIS QUE UM SOBREVIVENTE
TREZE ANOS JÁ DECORRIDOS ESTÃO
E DELA, SEI QUE SENTIMOS TODOS NÓS
VELEZ CORREIA
Enviado por: Mauricio Severo Domingues
Colocação de Rogério Coelho
CORREIO COSTELETA

from ANTÓNIO MACHADO
QUEM CONHECEU BEM O ISMAEL GOMES GAGO SILVA?
Então e lembra-se do Ismael Gomes Gago Silva de Vila Real de Santo António ?
Andou na mesma turma do nosso Presidente da República mas infelizmente já partiu para a eterna viagem.
Ainda não vi o nome dele por estas paragens.
Cumprimentos
António Machado
COMENTÁRIO
Pede-se a quem privou de perto com o Ismael que envie umas palavras para publicação. Ou mesmo tu MACHADO diz aí qualquer coisa e envia para jbritosousa@sapo.pt ou rogerio1930@gmail.com que nós publicamos.
ab.
JOÃO BRITO SOUSA
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
CORREIO COSTELETA
Eu hoje lendo o apelo do JBS, olhei para traz e ocorreu-me a lembrança dos apelidos que no's miúdos "espetávamos" nalguns dos nossos a partir de qualquer desgraça momentânea que ocorresse ao desgraçado ou defeito físico.......malvadez inocente de crianças! !....Quem se lembra do "Chico cenoura"?....e porque lhe chamávamos o Chico Cenoura?...Imagino que foi visto "roendo" um daqueles tubérculos .
O Chico nem Francisco tinha no nome...era o Manuel Viegas do Nascimento de Bias. E o Larindas? Também ja' aqui se falou dele, hoje empresário de grande sucesso nos USA....o apelido ficou-lhe colado a' pele no dia em que tropeçou nas suas largas sapatilhas de ginastica a que devido a's suas origem Argentinas de nascimento, as chamava de "larindas"....ate' hoje....e o "Salva torrao"...que era o Braz Reis de Almodovar ou Beja, não tenho a certeza...mas recordo o dia em que ficou "baptizado"....num passeio de estudo para o lado cais novo, la' íamos todos, salvo erro segundo primeira de 55/56, por aí', a mare' estava a encher, o Braz Reis viu um torrão que iria ser engolfado pelas aguas e consequentemente derreter-se, não hesitou, correu, desviou-o o dito das aguas invasoras e...traz, ali mesmo ganhou um nome que o deve ter seguido ......ficou o "salva torrão."
Dele eu perdi o rasto....a seguir ao ciclo ele segui o CGC e eu CFS......Ah, falta dizer que o padrinho foi o meu grande amigo ate hoje o Carlos Alberto Gomes Figueiras.....crueldade de crianças.....hoje com o politicamente correcto de certeza que seria uma questão de extra "stresse " imposto a' criança ou jovem, para no's daquele tempo não! Dava para o "atingido" nos dar uma corrida em osso ,umas pedradas que não acertavam mas que afugentavam.....
Que digam se se lembram os do segundo ou primeiro primeira desses anos.....55,56,ou mesmo 57....o ano exacto pode estar errado
Um abraço para todos .
terça-feira, 5 de agosto de 2008
FALAR COSTELETA

Um abraço para todos.
João Brito Sousa
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
O MEU ROMANCE

UM POEMA
AOS ESCRITORES DO MEU PAÍS
Bom dia!...
Bom dia a todos ...
Bom dia malta
Como é que vão?...
Reparem e nunca se esqueçam
Que é de pessoas como vocês
Que o País tem falta ..
Não abandonem a luta... amigos
Mantenham-se em constante vigia
Porque um escritor não pode parar
Deve permanentemente estar e pensar
Na forma de se preservar
A si,
Aos seus e aos outros...
Ò Miguel Torga que já foste
Diz-me daí o que é que tu vês aqui.
Tanto buraco que eu vejo nesta gestão
Ainda ontem a noite ameaçaram com um tiro o patrão
Ó velho Ranito do velho Largo, como eu te vejo a dares saltos
No largo abandonado
E danado,
dizias:- se há por aí algum valente que apareça
Ah... vida.. vida....
E é isto que vocês têm de nos esclarecer
Como é isso de viver?....
Amigos....
Pergunto ... porque eu quero viver
Esclarecidamente
Como toda a gente
E sobretudo
Quero viver intensamente,
Com força e vigor
Como viveu esse senhor
que foi Presidente e grande escritor
O senhor MANUEL TEIXEIRA GOMES
Que escreveu coisas lindas sobre o amor
E sobre a sua terra
Enquanto eu apresento aqui
A minha prosa falando de coisas, de pessoas e terras
À minha maneira
Talvez um pouco à montanheira...
Mas foi assim que fui criado
E educado....
Sem mais...
João Brito Sousa
O MEU ROMANCE
Alguém disse que ser feliz é regressar às origens. No romance que agora escrevi, por alguns momentos andarei por lá. Estarei na tasca do Tio Luisinho, onde vou encontrar os amigos dos velhos tempos, que ainda são os de hoje. Cito um nome que envolve todos, o Zé da Cova, o marido da Piedade. Grande homem e grande amigo. Hei-de falar dele mais pormenorizadamente porque ele merece. Eih.. Francisco.. dá cá um abraço, pá, diz ele quando nos encontramos. E entrelaçamo-nos forte como se os dois tivéssemos trabalhado algures numa mina de carvão. Estivemos sempre distantes no tempo mas fomos sempre solidários. Nunca estivemos ausentes. Sentia isso no seu grito de amigo quando nos encontrávamos e ele dizia no seu alegre vozeirão eih... Francisco... e sentia o bafo da amizade invadir-me a alma, que me chegava naquela voz suave de trovoada....
A nossa terra será sempre a nossa terra.
Espero que gostem deste meu trabalho que contém um pouco de mim e um pouco da minha infância e talvez um pouco de muita coisa...
Se nunca viram uma junta de novilhos atrelados à charrua, façam favor... Anda ó rego ó Marmelo...Era assim que Mestre Joaquim Boieiro falava com o gado, lavrando as terras para as sementeiras.. Tratava o gado como se fossem gente da casa ...
Anda lá Bonita...
domingo, 3 de agosto de 2008
SAUDADE
Esta palavra saudade
Aquele que a inventou
A primeira vez que a disse
Com certeza que chorou
A saudade pode ter várias leituras, consoante a situação que se viveu.
Para muitos ela pode traduzir um sentimento melancólico, um sentimento da privação da ausência de algo a quem se quer muito ou ainda uma lembrança nostálgica.
A saudade que eu sinto está ligada à nostalgia. Não à nostalgia que tenha a ver com tristezas ou situações menos boas que foram passando ao longo da minha vida. Essas procuro, na medida do possível, esquecê-las
A saudade que me invade, tem a ver com momentos felizes que me aconteceram e que eu quero preservar, até ao final da minha passagem por este mundo, como gratas recordações.
São muitos os episódios que recordo e de que sinto uma profunda saudade. Entre eles destaco a passagem pela minha querida Escola Tomás Cabreira
Não há tempo que apague ou desvaneça sequer um pouco, os anos que ali passei, quer como aluno quer como professor.
Desta vez, vou falar de um episódio (entre muitos) do meu tempo de aluno:
Naquele tempo a escola funcionava em dois edifícios distintos:
A secção comercial, cujo edifício se situava na Rua do Município, (onde hoje se encontra instalada a polícia judiciária) e era a esta que eu pertencia, visto que fiz ali o Curso de Comércio
Secção Comercial
A secção industrial funcionava no largo da Sé, numas dependências que pertenciam ao seminário e que salvo o erro já foram devolvidas
Secção Industrial
Quer numa, quer noutra dependência, ali funcionavam também cursos nocturnos para estudantes trabalhadores, o que era o meu caso
Para além dos cursos comercial e industrial, havia também o Curso da formação feminina, cujas alunas tinham aulas nos dois edifícios:
As aulas de costura e bordados, eram ministradas no 1º andar da secção industrial (largo da Sé);
Ora um dos episódios de que me recordo com muita saudade é o seguinte:
As aulas de costura e bordados eram ministradas por aquela figura ÍMPAR que foi a D. Maria do Céu, mais conhecida por D. Maria.
Acontece que no rés-do-chão funcionavam as oficinas de Serralharia, Mecânica, Electricidade e Carpintaria.
O Mestre Guerreiro – mestre das oficinas de carpintaria - que devia ter perto de 1,80 de altura, era o esposo adorado da D. Maria, ela bastante mais baixa do que o marido e que formavam um casal que alguns apelidavam ( com carinho) de ponto (.) e vírgula (,).
E entre este casal, muito unido e muito amigo, ocorria um facto engraçado e que me leva a narrar este episódio, retirado da minha arca de recordações.
O episódio a que assisti várias vezes era o seguinte
Perto das quatro e meia da tarde, o mestre Guerreiro, cá de baixo, batia as palmas e lá de cima abria-se a janela e a D. Maria mandava subir o marido para lanchar.
Esta situação mereceu-me as seguintes quadras:
São quatro e meia
Ouvem-se as palmas soar
E uma voz meiga dizer
Já são horas de lanchar
E logo então,
Se vê uma janela abrir
E uma voz terna dizer
Zéquinha podes subir
Quadras que aliás foram inseridas num conjunto de outras aquando da festa dos finalistas.
J. Almeida Lima
DOIS COSTELETAS FAMOSOS

SOTURA, dizia o João para o irmão. Iam lá para a parte de trás da Escola e riam-se, falavam um com o outro, mas só eles é que se entendiam.
O João foi da minha turma no 1º 1ª turma do Curso Geral do Comércio e o SOTERO foi meu colega na TAP, no tempo do Ludgero Farinha e do Teófilo Carapeto...
O SOTERO era poeta, quando estava em Lisboa frequentava o café Martinho ao pé da estação do Rossio o João foi para a Suíça e era lá enfermeiro.
Eram muito amigos deles o Zé Pereira, o Norberto Cunha, o Viana e ouros
Eram naturais de Estoi.
Para os dois...
Eh...pá, quando vocês estavam os dois a falar
Que língua era João .. diz lá.. Sotero diz também
Vocês falavam com certo e tão esquisito cantar
Não percebia nada do que diziam eu e ninguém
João Brito SOUSA
sábado, 2 de agosto de 2008
VELHOS COSTELETAS
À CONVERSA COM O COSTELETA
JOÃO VIEGAS GONÇALVES JACINTO
Foi meu parceiro de carteira no quinto ano do Curso Geral de Comércio e era um bom aluno. A Drª Almira gostava muito dele. Era bom a Francês e a Inglês.
Mas onde o João era mesmo fera era no bilhar. Dava não sei quantas de avanço e jogava à esquerda.
Bons jogadores de bilhar desse tempo no Olímpico eram os manos Gabadinho, o Daniel Afonso de Almancil, o Ernesto dos electricista e mais não sei quem ...
Foi funcionário do BPA com o Fernando Cabrita, o esposo da Antonieta PINA que residem agora na Alfandanga.
O Fernando diz que tem uma horta à volta de casa e que de manhã vai ver a evolução das plantas. É um bom amigo este Fernando. A última vez que estive com ele, em Almada, disse-me que ia fazer uma viagem de muitos países.
E quando Fernando foi a Milão . Moçe .. óh Brito.. foi a 140 à hora pá...
Tem que voltar a ir aos almoços anuais..
A esposa, a Antonieta Pina é do temo da Natércia, a Maria do Carmo Arvela, da Gisela e da mulher do ALBERTO, o professor de ginástica e da Lili do Macedo..
Disseram-me que o António Manuel Lindo MACEDO é o patrão dos Rotary em Albufeira
Aló Zé Manuel Serôdio, Rotario Mor, Zé Guy do Sotto Mayor, Hilário, António Lúcio, Mota Pereira, e...
À VELHA MALTA!...
Dêem notícias oh velha malta..!....
Mandem V/telefone e V/morada
De tudo este blogue tem falta
E comuniquem com a rapaziada
Digam onde estão e o que fazem
Mandem- nos para aqui uma piada
Que pouca ou muita graça tem
E é sempre melhor que não por nada
Ó João Jacinto que por acaso encontrei
Sabes onde para o Revez, eu de nada sei
Camarada velho amigo e companheiro
Apareçam por estas bandas sem avisar
Haverá sempre algo para a malta petiscar
Lembra-te disso ó JACINTO velho parceiro.
Texto de
JOÃO BRITO SOUSA