quinta-feira, 23 de abril de 2026

Crónica de Faro
   João Leal   
          
   Os 35 anos da Associação dos COSTELETAS

    Com um vasto e significativo conjunto de actos assinala-se no Sábado, 9 de Maio, o 35º aniversário da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira (AAAETC). Decorre, com todo o seu sentido de «acolher» esta «festa / encontro», na própria Escola (junto à Alameda), dos Costeletas, designação dada aos alunos do ensino técnico profissional, que principiou com a icónica Escola Pedro Nunes, englobando também os que andaram na Serpa Pinto e na veterana Tomás Cabreira, nas várias fases da sua existência de longas décadas e em oposição de «Bifes» dado aos estudantes do ensino liceal.
São 35 anos de persistência, vontade e presença no ânimo de cada um dos costeletas a vida da AAAETC, unindo sucessivas gerações à sua Escola e prosseguindo esta a ser um traço de união, de lembrança e de gratidão para com aquela, que se orgulha de ter entre os seus alunos, o Prof. Dr. Aníbal António Cavaco Silva, que foi Primeiro Ministro e Presidente da República Portuguesa.
Nas comemorações será entregue o «Prémio ao Melhor Aluno - 2024 / 25», que leva como Patrono a Dra. D. Ana Paula, dedicada pedagoga e dinâmica presidente do Conselho Directivo do Agrupamento Escolar Tomás Cabreira e que terá como seu destinatário o excelso jovem Bernardo Fernandes, uma referência ao trabalho e à inteligência.
Momento de particular significado aquele que conferirá o nome do antigo aluno e um dos nomes maiores do jornalismo e da literatura portuguesa (séculos XX e XXI), nosso companheiro, durante anos nestas colunas Mário Zambujal ao auditório escolar.
Segue-se o almoço de convívio e o «bailarico á moda de tempos idos» a recordar o que foi a Escola Tomás Cabreira, cuja associação dos «costeletas» agora comemora 35 anos de salutar vivência.

Crónica de Faro
João Leal

     «Bodas de Prata» da Biblioteca Ramos Rosa

      Não existe qualquer monumento em homenagem ao poeta maior farense - António Ramos Rosa. Mas existe um monumento vivo, actuante e eficaz, que se expressa nos 25 anos da activa Biblioteca Municipal que tem como patrono António Ramos Rosa. Foram estes 25 anos de uma dinâmica actividade devidamente assinalados com um conjunto de acções que fomentam o salutar consumo do acto de ler.
    Foi no distante ano de 1907, ainda em plena Monarquia que se encontram os primeiros esboços da futura Biblioteca Municipal. Em1943 é nomeado seu Director o professor liceal Dr. Moreira Júnior, conhecido por todos como o «Dr. Chouriço», funcionando então a Biblioteca no rés do chão do edifício camarário e sendo seu encarregado o saudoso João Piteira, que muito nos aturou pois situava-se perto da antiga Escola Tomás Cabreira (Rua do Município) e ali consumíamos os tempos livres.
Em 1961 retornou a Faro, vindo de Lagos, onde por «amor» se exilara o sempre lembrado Professor José António Pinheiro e Rosa e, após as obras de restauro, a Biblioteca é transferida para o recém adquirido Convento de Nossa Senhora da Assunção (Largo Afonso III), sendo presidente do Município o recordado Major João Henrique Vieira Branco. Até que em 2001, presidindo à Autarquia o farense Luís Coelho e vereador do pelouro da Cultura, à qual deu importante impulso o eng.  Augusto Miranda se instalou no actual imóvel. Fora este, durante décadas, o Matadouro Municipal, com o seu belo pórtico neo - árabe datado de 1 897. Foi dado o nome de um novo patrono, o actual António Ramos Rosa e vivendo a nova Biblioteca um novo ciclo, comos seus 50 mil volumes e, a grande maioria das publicações periódicas (diários, semanários, etc. que são de grande consulta.
   Para além deste que consideramos um dos mais válidos serviços que o Município oferece a todos os residentes, á também da sua responsabilidade a edição do «Anuário», o que constitui uma espécie de «Faro, monumento de história anual». 
    Saudamos efusivamente a Autarquia, capital do Algarve, e de modo afectivo especial a sua dinâmica e directora actual. a dra. D. Sandra Martins, por estes 25 anos da Biblioteca Municipal António Ramos Rosa e o que tem sido, ao longo de décadas, a sua dinâmica acção em prol da cultura e do lazer dos algarvios.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

PROGRAMA:
Comemoração do trigésima quinto aniversário da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira 

1 - Pelas 11.45 horas, recepção e concentração dos convidados, sócios da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira, Professoras, Professores, Fincionarias, Funcionários, Alunas e Alunos.

2 - Descerramento da placa no Auditório A situado no Edifício Principal da Escola Tomás Cabreira que terá o nome da ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS ALUNOS DA ESCOLA TOMÁS CABREIRA / MÁRIO ZAMBUJAL com a presença de ISABEL ZAMBUJAL, folha do jornalista e escritor Mário Zambujal que frequentou a Escola Industrial e Comercial de Faro.

3 - A Direção da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira convidou a Dra. ANA PAULA MARQUES para patrona e entrega do prêmio de melhor aluno do ano 2024/2025  que aceitou o convite formulado.

4 - A patir das 13.00 horas temos o início do almoço convívio a realizar no refeitório da Escola Tomás Cabreira com um minuto de silêncio em memória de todos os Costeletas que faleceram.

No final do almoço convívio será feita a entrega do prêmio ao melhor aluno do ano lectivo 2024/2025 BERNARDO FAUSTINO CAETANO pela patrona do mesmo Dra. ANA PAULA MARQUES.

5 - Este evento encerra com música ao vivo com a colaboração do acordionista HÉLDER PIRES para uma tarde dançante.

6 - O preço unitário deste evento é de 20 € ( Vinte Euros ), sendo a data limite 3 ( Três ) de maio para confirmação por motivos de logística.

As inscrições podem ser efetuadas por;

e-mail da Associação: aaaetcabreira@gmail.com 

ou por telemóvel;

Florêncio Pereira Vargues 

924 067 639

Eurico Bárbara

962 865 312

962 925 921

sexta-feira, 17 de abril de 2026

 Crónica de Faro
  João Leal

   Uma revisão geral é urgente

    A queda da fachada de um prédio de dois pisos, no cruzamento das Ruas Aboim Ascensão e Cunha Matos, nas imediações da Escola Básica dita do Carmo, causou, felizmente, menos estragos do que seria previsível. Apenas um casal de idosos, como nós, ficou desalojado e sofreu ligeiros ferimentos, a par da destruição de veículos automóveis atingidos que o foram pelos pesados pedregulhos e materiais vindos com a queda do referido imóvel.
    Podia ter acontecido um total de mais graves consequências, em função do intenso movimento e viário, que na zona a qualquer hora se regista e de coincidir com a entrada nas aulas de centenas de crianças e seus professores, para além dos familiares que habitualmente as acompanham.
   Há centenas de casos idênticos em Faro, quase sempre casas devolutas ou ocupadas ilegalmente.  Já se têm registado incêndios, demolições e outros acidentes de idêntico teor. 
   Todos nós o conhecemos e se aponta a dedo o elevado número de prédios em mau estado e a constituírem um enorme perigo para os bens, vidas e haveres, que a indesejada queda provocariam. Daqui que se impunha e exige, a bem da segurança de todos nós que o Município determine a urgente inspecção de tais prédios. 
 


CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

OS 2 SÉCULOS DA AUTARQUIA

   Em sessão pública realizada no Largo Sebastião Mestre Martins, sob a presidência do dr. Ricardo Calé, decorreu a apresentação do programa das actividades a desenvolver até Novembro de 2026 e assinalando o bi - centenário da criação da Câmara Municipal de Olhão.
  Foi em Agosto de 1826 que a «Cidade da Restauração» alcançou a sua desejada autonomia autárquica, sendo primeiro presidente do Município o dr. António Freire Teles.
   Esta efeméride, de rotulamos do mais alto sentido cívico, traz-nos logo à lembrança a frase icónica do saudoso cacelense Prof. Doutor António Rosa Mendes - «Olhão fez-se a si mesmo». É que esta é uma realidade que ora á justamente comemorada e que atesta, em plenitude, a expressa vontade do povo olhanense. 
   Não conhecemos o programa celebrativo, mas sugere-se que nele figure, ou que o venha a acontecer posteriormente, a erecção de um monumento ao povo de Olhão. É que foram as suas gentes, aqui nascidas ou aqui residentes que tiveram a força maior, constante e acrescida de fazer acontecer a  autonomia e o progresso que durante duzentos anos fez desta terra «a capital da Ria Formosa» e de grande relevância na Região Sulina. 
   Lembramos a tal propósito que a presidência de três importantes organismos algarvios estão confiados, democraticamente, a dois olhanenses. São eles a CCDRA - Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, AMAL (Associação dos Municípios do Algarve) e Câmara Municipal de Faro, nas pessoas dos drs. José Apolinário e António Pina.
    Celebrar o bi-centenário do Município de Olhão é viver o admirável contributo que sucessivas gerações deram à «Cidade da Restauração», provar uma gratidão acontecida e acreditar no futuro desta terra, que conforme assinalou o saudoso mestre universitário «Olhão fez-se a si mesmo».


                                                               João Leal   

quarta-feira, 15 de abril de 2026



CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

«MEDALHA DE HONRA» DA ORDEM DOS ADVOGADOS PARA O OLHANENSE DR. FERNANDO CABRITA

      Por indicação da Conselho Superior da prestigiada Ordem dos Advogados foi atribuída a «Medalha de Honra» ao conhecido e prestigiado jurista e escritor e conhecido olhanense dr. Fernando Cabrita. Figura carismática desta cidade e do Algarve é, a par da sua actividade forense, um dos nomes em destaque nas letras nacionais. Assim é que já publicou meia centena de livros desde os de temática poética aos ensaios e análises, sendo constantemente insertos poemas seus em revistas de todo o Mundo e traduzido em vários idiomas (castelhano, turco, polaco, russo, etc. 
     O dr. Fernando Cabrita, que nasceu na então «Vila de Olhão da Restauração», é um assumido «filho de Olhão», condição que tem prestigiado como poucos e foi, de 2015 a 2022, o promotor desse invulgar acontecimento «Poesia ao Sul», que fez desta terra a capital da poesia ibérica e cujo reatar se apresenta como de urgente importância.
     O merecidamente galardoado com a «Medalha de Honra da Ordem dos Advogados» é detentor de vários e importantes prémios literários, entre os quais o «Prémio Nacional de Poesia Mário Viegas - 2008», o «Prémio Ibérico de Poesia - 2011» e o «Prémio de Poesia Prof. Adriano Moreira - 2022».
     Ao felicitarmos o dr. Fernando Cabrita por tão alta distinção, prestamos a homenagem devida a quem tem exercido tão destacada acção na advocacia e na vida literária concedendo em ambos os campos o mais elevado prestígio a Olhão e ao Algarve.
                                                        João Leal


   

domingo, 12 de abril de 2026


Crónica de Faro
João Leal

      Na luta contra o cancro

  Toda a comunidade científica mundial, designadamente do foro clínico, se encontra empenhada na luta para encontrar a cura dessa temível doença que é o cancro.
    Assim é que reputamos da maior importância ao 3º Congresso Internacional Portugal / Estados Unidos da América que, sob este instantâneo tema vai decorrer em Faro, no Campus Universitário das Gambelas, com a presença de algumas das mais cotadas entidades que são nomes maiores neste empenhamento.
   Entre os cientistas contam-se dois galardoados com os Prémios Nobel da Medicina - os Professores James P. Alisson (2018) e William Koreling Jr. (2019), a par de outros grandes mestres. 
  Isto diz bem da importância deste encontro mundial de «experts» da medicina oncológica e do prestígio que o mesmo acarreta para Faro, como notável labor da Universidade do Algarve, que conjuntamente com a sua homónima de Yale (E.U.A.) promovem o Congresso, de que foram encarregados os Profs. Drs. Pedro Castel - Branco (vice - reitor da Universidade do Algarve e Prof. Dra. Katerina Colibis (docente para a pesquisa da famoso universidade estadunidense).
  No dia 15 de Maio, pelas 14h30m, realiza-se no anfiteatro das Gambelas, uma sessão aberta, excelente ensejo para o público interessado participar neste 3º Congresso Internacional Portugal / Estados Unidos da América sobre as doenças do foro oncológico, a qual comporta uma mesa redonda moderada pelos citados organizadores.

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

   AZEITE DE MONCARAPACHO ENTRE OS MELHORES DO MUNDO 

        Mais uma vez decorreu na «Big Apple», a grande metrópole de Nova Iorque, capital do mundo, a «New York Oil Competition», como que o campeonato mundial dos azeites. Olhão voltou, em mais uma edição anual, a marcar relevante presença, conquistando entre mil produtores de todo o mundo olivícola, duas medalhas: uma de ouro e outra de prata, figurando no «Guia Oficial dos melhores azeites do Mundo». Fê-lo devido à presença, uma vez mais, do precioso óleo vegetal produzido nos modelares Viveiros Monterosa, situados numa exploração agrícola nos arredores da «mui nobre e honrada Vila de Moncarapacho», neste concelho olhanense. 
     Com o «Azeite Monterosa Maçanilha» aqueles produtores moncarapachenses chamaram a si a atenção para a excelência deste comestível obtido, desde o tratamento das oliveiras à apanha da azeitona maçanilha por meios artesanais.
     De referir para além do valor económico, desde sempre uma tradição algarvia (quem não provou a «tiborna?»), estes êxitos têm feito aumentar o crescente do turismo olivícola aumentando mais e mais a visita de turistas aos 32 hectares em que se desenvolvem, nos arredores de Moncarapacho, os Viveiros Monterosa.

                                                        João Leal


Crónica de Faro
João Leal

E a «Sereia»?

     Durante as últimas grandes obras realizadas na Doca de Faro, esse maravilhoso pequeno lago que a construção da via férrea tornou viável «aprisionando» uma diminuta porção da extensa Ria Formosa, que lhe retiraram a antiga vedação e a dotaram das actuais «argoladas» que agora nos protegem de quedas indesejáveis, foi instalada nas escadarias junto ao edifício da Alfândega, a escultura de uma sereia. Era um cativante estímulo ao retracto recordação de «quando eu estiva em Faro...».
   Em Domingo de Páscoa tivemos a desgostosa sensação de autenticar que a sereia não se encontrava no seu local de poiso nem nas imediações. A búzia sim, erra magnificente escultura metálica reproduzindo um dos mais apetecidos mariscos na Ria produzidos esse sim ao lado do fotografado lettering» «FARO».
  Fez-nos passar este desaparecimento por aquele desapontamento que sentimos na primeira visita feita a Copenhague (Dinamarca) e vimos as reduzidas proporções de a estátua similar e famosa em todo o Mundo, colocada sobre uma rocha no Mar Báltico, à entrada daquela cidade nórdica. Obra do escultor Edward Eacobsen, surgiu por doação de um magnata ligado a conhecida cerveja da Dinamarca.
 Desapareceu a nossa já icónica sereia da doca de Faro. Para onde foi? Ninguém o sabe informar. Espera-se e bem que a peça escultórica não haja sido destruída pois nada o justificava e existem muitos locais onde a colocar. Onde para a sereia que dava mais beleza (excepto o elevado número de embarcações de recreio) á bela doca de Faro? Quem souber que o diga.....

quinta-feira, 9 de abril de 2026



Crónica de Faro
João Leal

    O «Zé Clemente»

   Era um amigo dedicado, activo participante naquelas inesquecíveis manhãs nas tertúlias da Praça de Alhandra, hoje reduzidas a um zero corporal e onde a Dora, a Neuza e o «patrão» Emanuel nos proporcionavam todas as condições para um convívio saudável e fraterno.
 Deixou-nos há algumas semanas (o nosso perdão por só hoje expressarmos nestas colunas o facto e o nosso mais profundo pesar), mas a saudade do José Clemente continua sempre presente na nossa lembrança.
Foi um daqueles cidadãos farenses que passam como uma suave brisa pela sua longa vida de muito mais que os 90 anos e que prestou relevantes serviços à urbe a todos nós, nas diversas funções que exerceu, desde o Município onde trabalhou nas oficinas de carpintaria, à Escola Afonso III ou na Delegação da Protecção Civil, chefiada pelo Eng. Primo Pires.
Mas foi sobretudo na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Faro, que o Zé Clemente durante mais de 40 anos se houve verdadeiramente no seu labor solidário e fraterno. Desde cadete, bem jovem, quando se alistou na Cruz Lusa, onde passou à reserva como Chefe do Quadro Honorário ele foi na concretização do ser um autêntico «soldado da paz» um servidor da sociedade.
Relatava-nos os incêndios em que trabalhou com o maior empenho, bem como os transportes de doentes para os hospitais da capital, entre os quais o do «judeu» José Ruah, o último de ascendência judaica a viver entre nós e tantos outros precisando de assistência.
Deixou-nos o Chefe José Clemente. Que descanse em paz, quem viveu para servir!

Crónica de Faro
João Leal

  Lembrando o Maestro Álvaro Cassuto, fundador da Orquestra do Algarve

    Já o conhecíamos antes da fundação da Orquestra Sinfónica do Algarve em 2002, a quando das memoráveis exibições da Orquestra Gulbenkian no âmbito do famoso Festival de Música do Algarve, que chegou a ser considerado, no seu âmbito como «dos melhores festivais de música da Europa» e que infelizmente foi extinto. 
   Sempre admirámos a soberba categoria direccional desta importante figura da música portuguesa, detentor de famosos prémios internacionais e da direcção de grandes orquestras de prestígio mundial. 
  No «Festival de Música do Algarve», repetimos negativamente extinto dado o seu enorme êxito em todos os qualificados meios internacionais, a presença da Orquestra Gulbenkian era imprescindível e momento maior do mesmo.
   Em 2002 é chamado à criação do que é uma das mais válidas referências do Algarve Cultural, a sua Orquestra Sinfónica, a  cuja dinâmica actividade prestamos a mais justa e merecida das homenagens. 
   O Maestro Álvaro Cassuto morreu aos 89 anos na sua residência em Cascais e nascera na cidade do Porto. Fez uma brilhantíssima carreira na formação musical. ganhando merecidos e notáveis prémios, tendo famosos maestros como seus professores, entre os quais Pedro de Freitas Branco e fica para sempre ligado à nossa Região pelo seu entusiasta e decisivo contributo para a fundação da prestigiada Orquestra do Algarve.
     A nossa saudosa lembrança em memória do saudoso Maestro Álvaro Cassuto!

terça-feira, 7 de abril de 2026

N0 MEU CAIS 

Há um mar dentro de mim
Em ondas de ternura....
A maresia sem fim....
Vestes de algas me emoldura!

Neste berço de embalar 
O meu mar enbalador
Neste cais á  beiramar 
Embala canções de amor

Fico olhando o areal
Ao som das ondas marinas
Com carinho maternal
A brancura das salinas 

Lembrando a moura algarvia
Na sua eterna saudade
Eu sinto em mim a poesia
Em voos de liberdade! 

O meu mar dos vendavais
Em perfeita sinfonia
Ao ouvi-llo junto ao cais
Eu sou a moura algarvia!

Maria José Fraqueza 

segunda-feira, 6 de abril de 2026

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

POR UMA MAIOR JUSTIÇA SOCIAL

Uma maior justiça entre os vários extractos da sociedade ohanense, no que é uma aspiração cristã e humana de cada cidadão e um princípio expresso na própria Constituição da República Portuguesa, lei fundamental do País democrático em que vivemos é o objectivo do Plano Social do Município.
 Para votação e aprovação do mesmo reuniu o CLASOL (Conselho Local de Acção Social), sob a presidência do Vereador Prof. Custódio Moreno, que após a brilhante acção à frente da Delegação Regional do FAOJ  retornou ao Município olhanense.
Participaram nos trabalhos 62 membros, o que define bem do interesse deste encontro e dá uma imagem da vocação das  entidades sediadas na Cidade da Restauração em torno de um problema de acentuada magnitude.
Este número foi ampliado com a aprovação da admissão de duas novas associações interessadas:  a Associação dos Moradores da Quinta das Âncoras e a sua homóloga da Quinta das Gaivotas. Aprovada também e a merecer todo o apoio a candidatura da Santa Casa da Misericórdia de Moncarapacho ao «Prémio Rainha Dona Leonor», que visa distinguir o importante património cultural construído por esta icónica associação de bem fazer daquela Vila.
Que o Organismo, de âmbito concelhio seja um verdadeiro motor em prol da justiça social no concelho de Olhão.

                                                        João Leal
Crónicas do meu viver olhanense

As rotundas concelhias

    A Câmara Municipal de Olhão e as Infraestruturas de Portugal firmaram um acordo visando as rotundas das estradas existentes no concelho.
  Segundo o mesmo aquelas zonas públicas passam, no que respeita à sua conservação, manutenção e embelezamento para a responsabilidade da Autarquia.
   No cumprimento deste acordo entre um organismo do poder central e um município a Câmara de Olhão já iniciou a sua acção no terreno começando por tratar da rotunda principal na «mui nobre vila de Moncarapacho».
  Outras acções vão prosseguir em vários locais do concelho olhanense para uma melhor visão paisagística do mesmo, com notória influência na qualidade de vida dos transeuntes e dos residentes.
  Chamamos em especial atenção com que acontece com as rotundas em Alfândanga, no movimentado cruzamento da via de ligação entre Fuseta e Moncarapacho, cujo aspecto bravio é, de há muitos anos um «insulto» ao local.
                                                          João Leal 

sexta-feira, 3 de abril de 2026

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE RECUPERAÇÃO E MUSEALIZAÇÃO DO «SALVA VIDAS» NA FUSETA Trata-se de um dos mais icónicos edifícios da Fuseta e. mesmo, de toda a Ria Formosa, o imóvel onde durante décadas e até 1999 funcionou o Instituto dos Socorros a Náufragos- Construído sobre estacaria no século passado situava-se então frente à «corredoura» e temível «Barra da Fuseta» para facilitar o socorro às embarcações em situação difícil. Só que a referida barra andou para nascente, um fenómeno comum às barras algarvias, conforme um valioso estudo do eng. Manuel Bivar, publicado nos anos 60 e ainda hoje plenamente válido. 0 «Diário da República» inseriu o aviso da Câmara Municipal de Olhão e do Instituto de Socorros a Náufragos visando a classificação como «património de interesse nacional» do referido imóvel, o qual é objecto de um projecto visando a realização das obras de recuperação e de futura musealização, aliando assim património e cultura. Muitas são as peças a inserir futuramente neste espaço, desde os vários «Prémios Nobel da captura do bacalhau no Atlântico Norte», memorável feito alcançado por vários pescadores fusetenses, assim como as artes tradicionais e outras em desaparecimento e a referência a conhecidos «homens do mar que no mar escreveram a história da «noiva branca do mar». Será no futuro mais um forte atractivo turístico a juntar aos valiosos níveis que, em turismo, já hoje oferece. João Leal


Crónica de Faro
João Leal

      «Templo a necessitar de obras»

      Situa-se no centro cívico de Faro, a dois passos da Pontinha (Praça da Liberdade). No pórtico principal tem a data da fundação (1 640), desconhecendo-se quem foi o autor do projecto. Situa-se no Largo de ao Pé da Cruz (antigo Largo dos Cântaros, por aqui existir uma fonte onde os aguadeiros enchiam os cântaros, que depois distribuíam ao domicílio, situação que se manteve mesmo após a distribuição da água canalizada). 
      Foi um templo que durante vastas décadas serviu de capela funerária da freguesia da Sé, antes da construção da Igreja Nova de São Luís, com as suas duas capelas fúnebres e da junção da paroquialidade de Sé / São Luís. Ali velámos muitos familiares e amigos ao longo dos anos. 
     Classificado como «momento de interesse público» esta igreja situada no coração do largo que no anterior mandato autárquico foi alvo de grandes obras de reestruturação (para quando a fonte deitar água em permanência?) era alvo de muitas visitas por fiéis e turistas, que admiravam para além da magnificência do altar - mor apreciavam a série de grandes painéis laterais que narram a criação do mundo.
       Foi uma estimada ex - colega, hoje aposentada como eu, que em site informático, revelador do grande interesse que os farenses dedicam aos problemas da nossa cidade, chamou a atenção para o mau estado do imóvel religioso. Assistimos ao que creio ter sido a sua ultima edição, num dia 3 de Maio do final dos anos 40, do século passado, à procissão da Senhora de ao Pé da Cruz. Era capelão o saudoso Cónego Joaquim Jorge de Sousa (natural de Aljezur e provedor e grande impulsionador da Santa Casa da Misericórdia local). Servia como sacristão e residia nos anexos da igreja o «Tio Bartolomeu», pessoa de  proveta idade que, calculem, ainda ensinou a «doutrina» a meu saudoso pai. Tempos idos...
      O edifício religioso que, nas suas traseiras. tem o «humilladero» ou capela do Senhor dos Aflitos, onde em permanência, dia e noite, ardiam velas e lamparinas em cumprimento de promessas feitas ou preces declaradas. necessita de obras urgentes. Até o rés - do - chão do imóvel. onde no 1º andar funcionou a Junta Diocesana da Acção Católica se encontra tapado com plásticos para encobrir o que se passa no interior.
      Ás entidades públicas e religiosas, a quem cumpre a  manutenção do templo classificado como de «interesse público» chamamos a atenção para a urgente carência das obras a realizar na Igreja de Nossa Senhora de ao Pé da Cruz!

sexta-feira, 27 de março de 2026


NA MEMÓRIA DO MESTRE NICOLAU  
   E mais uma vez o computador nos trouxe uma triste notícia: a partida para o Além do sempre saudoso «Mestre» Nicolau. Era  um amigo de peito, daqueles cuja partida nos enche de tristeza e com cuja fraterna amizade sempre contámos. Com mais uns anitos do que eu fizemos parte do Grupo 157 «Nun, Álvares»» do CNE. Eu era lobito e o Nicolau sénior e, depois, chefe do Grupo. Por outro lado este respeitado cidadão era viúvo, há alguns anos, dessa que foi das melhores colegas do meu curso na Escola do  Magistério Primário, em Faro, a sempre lembrada Prof. D. Maria Luísa Queirós, a «Luisinha» como era tratada. Tal facto ainda mais nos aproximou e cada vez que me deslocava  a Vila Real  de Santo António lá vinha a conversa sobre Faro, onde o António estudou (fê-lo na «nossa» Tomaz Cabreira e era natural do concelho de Loulé) e viveu muitos anos.
 Fazia parte de um grupo de «mestres» como os veteranos Guerreiro (marceneiros / carpinteiros) e Olívio Adrião (serralharia) e daqueles que a abertura da Escola Serpa Pinto fez recrutar (Mário Pereira, Roseta, João Mateus, Brito, Nicolau, José Alfredo....) e há muitos e muitos anos que o António Nicolau se efectivara na Escola Secundária de Vila Real de Santo António, de que se encontrava aposentado.
 Torcemos as mãos e nada mais pudemos fazer do que «chorar» a morte do amigo e colega António Pires Guerreiro Nicolau. Que Deus o tenha no seu prometido paraíso!

                                                                    JOÃO LEAL
CRÓNICA DE FARO
JOÃO LEAL

ISAAC NADER, UM FARENSE, RECORDISTA DO ATLETISMO PORTUGUÊS

      QUIS OS ACASOS DA VIDA, NESTE CASO OS QUÊS E PORQUÊS DO FUTEBOL PROFISSSIONAL, QUE FARO FOSSE O BERÇO, EM 19 DE AGOSTO DE 1999, DE UM FARENSE QUE VEIO A SER UM DESTACADO NOME DO ATLETISMO EUROPEU.
      DE ORIGEM MAGREBINA É SOBRINHO PATERNO DESSE QUE FOI UM DOS AVANÇADOS MAIS CONCRETIZADORES DO SPORTING CLUBE FARENSE «BOTA DE OIRO» DA I LIGA, HASSAN NADER.
     HOJE HASSAN, QUE SERIA TRANSFERIDO PARA O SPORT LISBOA E BENFICA, FACE Á SUA VEIA GOLEADORA, ENTÃO PELA VERBA FABULOSA DE CINCO MILHÕES, CONTINUA A SER UMA SAUDOSA RECORDAÇÃO PARA AS GENTES DE FARO. POIS ISSAC NADER SEGUIU NOUTRA MODALIDADE, O ATLETISMO, OS CAMINHOS DE FAMA E DE GLÓRIA, TRAÇADOS PELO TIO HASSAN. UMA PRÁTICA DESPORTIVA EM QUE AOS 24 ANOS REÚNE VÁRIOS RECORDES NACIONAIS, ALGUNS DOS QUAIS COM DEZENAS DE ANOS DE VIVÊNCIA. O ATLETISMO É UMA MODALIDADE BEM POPULAR E QUERIDA DAS GENTES FARENSES. VÊM-NOS Á MEMÓRIA AS LEMBRANÇAS DOS FEITOS DO ATLETA CORTICEIRO CASIMIRO DIAS. APADRINHADO PELO ULTRA LEÃO DR. JOSÉ MEALHA, METIA-SE NO COMBOIO CORREIO NAS NOITES DE SÁBADO PARA CORRER NAS MANHÃS DE DOMINGO, VENCER E VOLTAR, NO PRIMEIIRO COMBOIO, À SUA RESIDÊNCIA NO ALTO RODES. OU MAIS RECENTEMENTE EZEQUIEL CANÁRIO, HONRA E ORGULHO DESTA TERRA SULINA.
    ISAAC NADER INICIOU A PRÁTICA DESPORTIVA NO CD FARO XXI, SEGUIU NO AREIAS DE SÃO JOÃO (ALBUFEIRA) E CORRE, NA ACTUALIDADE PELO SPOR LISBOA E BENFICA, ONDE COLECIONA TÍTULOS APÓS TÍTULOS.
    DIREMOS QUE ELE, FARENSE AQUI NADO E CRIADO, É UM DAS GRANDES ESPERANÇAS PORTUGUESAS, PARA AS PRÓXIMAS OLÍMPIADAS.    

segunda-feira, 23 de março de 2026

NOTA de PESAR :




A Direcção da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira apresenta os sentidos pêsames à sua Família e amigos. Que descanse na Paz do Senhor. Amém

sexta-feira, 20 de março de 2026

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL UMA CIDADE. DOIS ESCRITOS. - A MOAGEM - D. JOÃO III Dois temas, ao invés da habitual temática única, preenchem o escrito desta semana da nossa Crónica. São ambos de idêntica importância para a capital sulina, «cidade em quarto crescente», como escreveu algures o nosso saudoso «Márinho» (Mário Zambujal) nestas mesmas colunas. Referimo-nos a: 1 - MOAGEM - foi demolido o icónico imóvel da «Moagem», entre as ruas Miguel Bombarda (onde nasci) e a da Moagem, por onde circulavam composições ferroviárias, transportando o trigo em grão, para ser transformado em farinha. Era isto nos tempos em que se dizia e aprendia na escola que «O Alentejo é o celeiro de Portugal». E era, ao invés de hoje, um verdadeiro celeiro. Ali vai surgir uma ampla urbanização «Anda Mar», comportando para além de 200 apartamentos, de todas as tipologias, para lá de outros serviços, que nos dizem estar concluído em 2029. Recorda-nos, sobremodo, do saboroso e fresco pão, que todas as manhãs íamos lá buscar e cujo «contrapeso» raramente chegava a casa, pois que era tragado no caminho. Era nos tempos em que quando o pão subia, tinha de pesar l kg, senão vinho o chamado «contra peso» para atingir as 1000 gramas. Gostaríamos de saber, pois desconhecemos de todo o projecto da Urbanização «Anda Mar», se na mesma figura algum a referência ao antigo imóvel da Moagem, um ícone da cidade capital sulina. 2 - Dom João III De há muito que Faro tem uma dívida de gratidão para com a veneranda memória do Rei D. João III, «O Piedoso» pois foi este monarca da Casa de Avis que assinou o documento régio elevando a então Vila a cidade, o que amplamente se justificou e abriu o caminho à futura capitalidade do então Reino dos Algarves. Agora consta-nos que desta feita é que é. Nem uma rua ostenta o nome do herdeiro de D. Manuel I «O Venturoso». Mas vai haver o monumento só que a sua falada localização não nos parece a mais indicada. Fala-se de um recanto junto no Arco do Repouso, já em pleno Largo de São Francisco. É certo que se situa ainda e de algum modo na histórica zona da «Vila a Dentro». Mas assim a modos que escondido? Porque não se escolhe uma zona mais centralizada condigna com a homenagem a prestar? Nós optávamos pela Praça da Liberdade (no vulgo a Pontinha), onde existe, frente à sede da CCRDA, espaço dimensionalidade proporcionado e com uma maior dignidade.

CRÓNICA DE FAROJOÃO LEALPARA QUE A MEMÓRIA NÃO APAGUE E O FUTURO NÃO ESQUEÇA Esta crónica foi amadurecida durante meses até que, a recente criação da Associação de Desportos Motorizados do Alentejo e Algarve lhe concedeu o momento asado de ser escrita. Referimo-nos à conveniência urgente de ser evocada em monumento ou lápide de todos os «ases do volante» aqui nascidos ou oriundos de outros concelhos daquelas duas regiões sulinas. Carlos Fontainhas, Rogério Seromenho (que foi também um excelente guarda redes do Sporting Farense), Inverno Amaral, Horácio Santos, são nomes de campeões auto que nos ocorrem, a par de tantos outros e de outros concelhos algarvios. Por isso o pedestal, monumento ou memória deverá, no caso da lembrança ter a desejada concretização ter o espaço e a forma com áreas e faces suficientes para nele se inscreverem os nomes doutros campeões algarvios em automobilismo. Como o não deverá esquecer o do saudoso sr. Vidal Belmarço, que foi segundo lembranças que me vêm da juventude o primeiro farense a ter carta de condução e que teve um stand de automóveis na Rua Tenente Valadim (no vulgo «Travessa dos Cavalos», onde hoje funciona uma agência bancária. Lembranças de tempos idos, uns perto dos nossos dias e hoje décadas e século diferente, que não podem nem devem ser esquecidas. E tantas memórias de Faro que o têm sido!

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

OS JOGOS DE QUELFES

Estão em curso, mais uma edição, desta feita a 18ª, dos Jogos Olímpicos de Quelfes, uma das mais significativas manifestações, desportivas e culturais, que no seu género se realizam no nosso País.
O arranque, com todo o simbolismo, teve lugar na EB 1, em Marim, com a presença do Presidente do Município, Ricardo Calé e de outras entidades concelhias, regionais e nacionais (Academia Olímpica Portuguesa). Desta feita existe todo um elevado e louvável cunho da mitologia local, aliando o sentido helénico dos Jogos à lenda olhanense, com a evocação do mitológico «Mano Arraúl» ao desenvolver da competição que tem como cenários maiores as cidades de Vila Real de Santo António (9 de Junho - «O desafio dos deuses» e de Olhão (18 de Junho - encerramento). Entretanto no dia 26 de Março, no Estádio Municipal de Olhão, decorreram as finais concelhias. 
Esta iniciativa congrega todo um elevado sentido do «ser olhanense» e conta com a representação de escolas do concelho, do Baixo Alentejo e da Andaluzia, o que confere um cunho internacional.

                                                          João Leal

segunda-feira, 16 de março de 2026

INFORMAÇÃO DE
JOÃO LEAL 

MEDALHA DA UE PARA CAVACO SILVA

       A União Europeia criou um novo galardão, a «Ordem Europeia de Mérito» para distinguir os cidadãos que contribuiram para a integração  europeia ou para a promoção da mesma. Entre os cidadãos distinguidos pela vez primeira figura o «costeleta» Prof. Dr. Aníbal Cavaco Silva, antigo aluno da Escola Tomás Cabreira, nosso prezado consócio e que foi, além de outras funções, Primeiro Ministro e Presidente da República.
     As nossas mais cordiais felicitações.

domingo, 15 de março de 2026

INFORMAÇÃO DE
JOÃO LEAL 

MEDALHA DA UE PARA CAVACO SILVA

       A União Europeia criou um novo galardão, a «Ordem Europeia de Mérito» para distinguir os cidadãos que contribuiram para a integração  europeia ou para a promoção da mesma. Entre os cidadãos distinguidos pela vez primeira figura o «costeleta» Prof. Dr. Aníbal Cavaco Silva, antigo aluno da Escola Tomás Cabreira, nosso prezado consócio e que foi, além de outras funções, Primeiro Ministro e Presidente da República.
     As nossas mais cordiais felicitações.

sexta-feira, 13 de março de 2026

CRÓNICA DE FAROJOÃO LEAL ADEUS, «MÁRINHO»! Esta é uma crónica triste, tão escura e tão triste quanto o luto e o pesar que me vai na alma. Um escrito que nunca pensara escrever, mas que é de um realismo atroz e pesado. Ao acordar uma voz, como sempre meiga, filial e suave veio dar-me a trágica notícia: «A TV acaba de noticiar a morte do teu amigo Mário Zambujal!». Um desgosto profundo me abalou ante a partida para o Eterno do sempre amigo «Márinho», uma amizade com mais de 8 décadas e que começara expontânea, como todas as que vêm da infância quando ele veio, do seu Alentejo Natal (concelho de Moura) para Faro acompanhando a família já que o saudoso pai, um companheirão mas de uma grande rectidão aqui fora colocado em funções oficiais. Veio morar na zoa na Ribeira, em plena Avenida da República, num prédio de 1º andar hoje substituído por um grande imóvel, quase frente ao Posto Médico da CP (onde existe uma clónica veterinária), quando aquela artéria ainda possuía as verdejantes palmeiras. O «mano Chico» (Francisco Zambujal, um dos maiores caricaturistas portugueses de sempre) viera também com os pais, não nos recordando se a saudosa «Fátinha» já era viva ou não. As escolas Serpa Pinto e Tomás Cabreira foram pontos seguintes de uma íntima convivência, que se prolongaria depois pelos convívios no desaparecido café «A Brasileira» e nas colunas deste semanário onde assinámos, anos a fio, a «Crónica de Faro», a quando da ida do saudoso poeta louletano Casimiro de Brito (um dos nomes maiores da poesia portuguesa dos séculos XX e XXI) para «terras estrangeiras». Mantivemos esta secção, ainda hoje vivente, além do signatário, prestigiados jornalistas, como Encarnação Viegas, Mário Zambujal, dr. Rocheta Cassiano, Carlos Martins e outros. Depois foi a ida do «Márinho» para Lisboa o jornalismo profissional (onde atingiu o lugar de Subdirector do «Diário de Noticias» e a escrita de livros que são verdadeiros «best sellers», com adaptação ao cinema e televisão. Contava 90 anos de idade que completara a 5 de Março e deixa histórias, milhentas histórias por contar, entre as quais a do aparecimento do jornal «O Camarada». Foi a quando de uma suspensão que o sempre bondoso director da Tomaz Cabreira, dr. Fernando Moreira Ferreira aplicara ao falecido camarada na sequência de mais uma diatribice da famosa «2ºano 4ª turma do Curso Geral de Comércio» (de onde já faleceram para além de outros recordados o Franklim, o Clérigo, o Chico Zambujal, o Jacinto e tantos mais). O «Márinho» foi impedido de sair de casa durante a suspensão e o jornal fazia-se com as valiosas gravuras do «Mano Chico» e os escritos eram do suspenso ou enviadas pela malta. Morreu o Mário Zambujal! que luto e que tristeza! A última vez que nos vimos foi num almoço anual dos «costeletas» e onde o saudoso amigo viera com o grupo de Lisboa (Júlio Piloto, Alfredo Pedro, José Félix e outros). Um dia bem triste em que escrevo esta «Crónica». Adeus, «Márinho», até um destes dias, que não o serão por muitos!


ADEUS ESCOLA

Adeus Escola querida
Foste tu a minha infância 
Vives em mim toda a vida
Levo de ti a lembrança!

Levo no peito a saudade 
No coração levo a dor 
Viverei ns eternidade 
Sem esquecer este amor!'

Ai adeus!... Sempre em mim 
Hás-de viver...
Ai adeus!... Jamais te hei-de esquecer!
Adeus, adeus...
Como e triste a despedida 
Adeus, adeus...
Num adeus fico sen vida!

Foi em ti que eu vivi...
Durante parte da vida
Só agora ê que eu senti
O que me custa a partida!

Ai adeus, sempre em mim
Hás-de viver...
Ai adeus j
Jamais te hei-de esquecer

Está ns hora da partida
Adeus escola branquinha
Jamais serás esquecida 
Mesmo quando for velhinha!

Tu minha doce morada
Oh! Quem me dera levar-te
Oh! Minha escola adorada 
Nem sequer posso abraçar-te

Maria José Fraqueza

quinta-feira, 12 de março de 2026

terça-feira, 3 de março de 2026

CRÓNICA DE FARO. JOÃO LEAL. 10 MILHÕES PARA SANEAMENTO A obra ficará enterrada mas importa e é de fundamental cariz para o presente e o futuro de Faro. De há muito que as canalizações de esgotos e do abastecimento de água precisam de remodelação. Rebentam um dia aqui, no outro noutra zona citadina e a quando das enxurradas são múltiplos e não raro os mesmos (Rua de São Luís e quejandos) a sofrerem dramáticas inundações de que os comerciantes ali estabelecidos são as primeiras vítimas. O Município tomou a corajosa decisão de atribuir a vultuosa verba de 10 milhões de euros para renovação daquelas redes. É, como sói dizer-se «uma obra que não dá votos». Mas lá que é necessária ninguém o põe em dúvida. A construção de uma cisterna, de avantajadas proporções e as condutas necessárias são uma das obras projectadas no sentido de evitar, de uma vez por todas como se espera, o acumular dramática das águas pluviais na baixa de São Luís. As constantes interrupções no fornecimento doméstico das águas sê-lo-á contemplada nesta anunciada intervenção autárquica que ao assunto tem votado uma desvelada atenção. Veja-se oque aconteceu com a estação elevatória do Alto Rodes onde foi substituída uma peça que há décadas carecia. Em 1976, o executivo municipal eleito nas primeiras eleições pós - 25 de Abril e presidido pelo estoiense, de saudosa memória, eng. Joaquim Lopes Belchior, tomou decisão similar no que respeita às redes de saneamento básico. São tempos difíceis, quer para os cidadãos - transeuntes como para quem gere o Município. Mas são-no de extrema carência. Que não se arrependa da decisão tomada o Município Farense presidido pelo dr. António Miguel Pina. «É uma obra que não dá votos», mas de que a cidade precisa!

CRÓNICA DE FARO

JOÃO LEA

10 MILHÕES PARA SANEAMENTO

    A obra ficará enterrada mas importa e é de fundamental cariz para o presente e o futuro de Faro. De há muito que as canalizações de esgotos e do abastecimento de água precisam de remodelação. Rebentam um dia aqui, no outro noutra zona citadina e a quando das enxurradas são múltiplos e não raro os mesmos (Rua de São Luís e quejandos) a sofrerem dramáticas inundações de que os comerciantes ali estabelecidos são as primeiras vítimas. 
   O Município tomou a corajosa decisão de atribuir a vultuosa verba de 10 milhões de euros para renovação daquelas redes. É, como sói dizer-se «uma obra que não dá votos». Mas lá que é necessária ninguém o põe em dúvida.
    A construção de uma cisterna, de avantajadas proporções e as condutas necessárias são uma das obras projectadas no sentido de evitar, de uma vez por todas como se espera, o acumular dramática das águas pluviais na baixa de São Luís. 
  As constantes interrupções no fornecimento doméstico das águas sê-lo-á contemplada nesta anunciada intervenção autárquica que ao assunto tem votado uma desvelada atenção. Veja-se oque aconteceu com a estação elevatória do Alto Rodes onde foi substituída uma peça que há décadas carecia.
    Em 1976, o executivo municipal eleito nas primeiras eleições pós - 25 de Abril e presidido pelo estoiense, de saudosa memória, eng. Joaquim Lopes Belchior, tomou decisão similar no que respeita às redes de saneamento básico. São tempos difíceis, quer para os cidadãos - transeuntes como para quem gere o Município. Mas são-no de extrema carência.
  Que não se arrependa da decisão tomada o Município Farense presidido pelo dr. António Miguel Pina. «É uma obra que não dá votos», mas de que a cidade precisa!

segunda-feira, 2 de março de 2026

CRÓNICA DE FAROJOÃO LEALTRADIÇÕES QUE SE PERDEM.... Corolário da própria evolução dos tempos há muitas tradições que evoluem para novas formas ou que se perdem. É este o caso do que acontecia no período quaresma, que ora se vive, com os celebrizados e muito participados «contractos das amêndoas», que eram obrigatórios, há anos, nesta quadra litúrgica e cívica. Em que consistiam os referidos «contractos das amêndoas»? Dois parceiros, normalmente cada um do seu sexo (amigos, namorados, vizinhos ou conhecidos) estabeleciam o contracto entrelaçando os dedos mínimos e afirmado: «Contracto, contracto faremos e Sábado de Aleluia desmancharemos». Sempre que, quotidianamente, um dos parceiros, pela vez primeira nesse dia, via o outro, dizia-lhe de sopetão: «Ajoelha-te!», ao que o parceiro, acedia. Isto até que se chegava ao almejado Sábado de Aleluia (Véspera do Domingo de Páscoa ou da Ressurreição), em que os contratantes procuravam as mais ardilosas formas para serem o primeiro a dizer «Ajoelha-te e paga!». O apanhado tinha que pagar um cartucho ou pacote de amêndoas, então ditas «confeitas» que as havia de excelente qualidade nas já desaparecidas pastelarias do Francisco Manuel (Rua 1º de Dezembro) ou das irmãs Saraiva (Rua de Santo António) ou nas mercearias Aliança, Gago, Machadinho ou do Guerreiro que nessas noites festivas abriam no período noctívago para atender os muitos clientes que desciam à baixa farense. Isto quando o contracto não exigia as famosas, ainda hoje, «amêndoas do Blé Ervilha» (São Brás de Alportel), obrigando assim o «apanhado» a mais uma despesa. Contracto da Amêndoa ou do «Apanha-me" uma tradição quaresmal que se perdeu!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

CRÓNICA DE FARO

JOÃO LEAL

COMANDO DA GNR CONTINUA EM FARO

 

      Esta é uma decisão que desde logo se aplaude porque motiva a defesa dos superiores interesses, para além da pertença às mesmas forças partidárias, entre concelhos limítrofes. Foi o caso registado entre os Municípios de Faro e de Loulé no que respeita à transferência do Comando Distrital da Guarda Nacional Republicana (GNR) da capital sulina para a vizinha cidade da «Mãe Soberana», acordado em 2018 entre os Presidentes Autárquicos de então, respectivamente o Dr. Rogério Bacalhau (PSD) e o Eng. Vítor Aleixo (PS). Várias têm sido as opções ou as intenções de reduzirem a capitalidade da Cidade de Santa Maria de Hárun atenuando-lhe a sua função de Cidade Maior e a consequente perda de um título que foi merecidamente outorgado por D. João III, denominado de «O Piedoso».

A função da Ria Formosa foi então de grande prestabilidade já que a maioria dos seus numerosos canais eram então de ampla navegação proporcionando um acentuado movimento ao porto de Faro. Veja-se o que aconteceu com a Santa Sé o poder temporal que ainda mantinha na época ao transferir a Sé até então sediada em Silves para Faro.

Os dois autarcas eleitos no recente acto eleitoral para os Municípios de Faro (Dr. António Pina) e de Loulé (Eng. Telmo Pinto), ambos pelo Partido Socialista, acordaram manter o comando distrital da GNR em Faro, cujas novas instalações vão ser edificadas nos 3,5 hectares existentes no sítio farense dos Braciais, após o beneplácito do Ministério da Administração Interna e do Comando Geral da Corporação militar.

Faro continua pois com a capitalidade no que se refere ao âmbito das funções cometidas à GNR.

 

 


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL «LITA». Ou o «senhor Lita», chamamento que era utilizado conforme as circunstâncias. Foi um cidadão farense, tendo nascido e vivido sempre nesta cidade de Santa Maria. Viveu, no seu anonimato sem glórias nem feitos, medalhas ou coroas de louro, mas apenas consumindo o seu quotidiano no viver pacificamente entre o trabalho e o respirar o ar de cada instante. Dedicava-se, desde moço, ele que nascera, como nós, na Ribeira, vencendo todos os estóicos desafios que tal determinava, ao fabrico do pão. Fazia-o num forno então existente na rua do mesmo nome ou seja aquela que liga o Largo da Madalena à Rua Gil Eanes, sempre chamada de Rua da Parreira. Era numa época em que não haviam os muitos locais de venda dos produtos da panificação, como hoje existem. Na manhã seguinte o «Lita» (ou o sr. Lita, conforme as circunstâncias...), após uma noite de intenso e árduo trabalho, lá ia ele com o seu carro de verga forrado, interiormente, por impecável pano branco, para ganhar mais uns «tostões», que a vida era e é difícil, lá ia ele entregar ao domicílio os pães, os papossecos e as carcaças, de porta em porta. Era um prazer, antes das aulas, saborear o pão fresco barrado com margarina ou azeite, que o «Lita» (ou sr. Lita, conforme as circunstâncias apelativas), nos entregava quando o Sol despontara pouco tempo havia. Era ainda um prestável cidadão oferecendo-se sempre para levar um andor nas muitas procissões que em Faro se faziam. O «Lita» (ou o sr. Lita, conforma as circunstâncias...) um cidadão anónimo, como milhares de farenses, que viveu a sua vida com dignidade e serviço.

CRÓNICA DE FARO
JOÃO LEAL

AS HORTAS «URBANAS»

A capital sulina, tal como acontecia com outras localidades algarvias, um conhecimento directo valia esta nossa afirmação, dispunha de amplos espaços agriculturados, que se chamavam de «hortas». A boa qualidade dos terrenos, a relativa abundância de água, extraída em muitos casos com a energia eólica (os moinhos de vento) e o empenho dos cultivadores levava a que grandes terrenos inseridos nos núcleos habitacionais produzissem verdejantes ervas (salsa, coentros e hortelã), assim como deliciosos vegetais (couves, batatas doces e redondas, favas e ervilhas por aqui chamados de griséus).
Á memória vem-nos a horta do Sr. Leal (que passe a semelhança de nomes nada nos unia a não ser a relação produtor / comprador) ali na Praceta Pintor Carlos Lyster Franco, artista e professor. Possuía também uma carvoaria, ao que cremos sendo o carvão vindo de Garvão e de outras localidades do Alentejo dito Baixo. O moço, que o cronista era nesses distantes anos, ia fazer os «mandados» que a Mãe Gertrudes entregue aos labores da costura o mandava.
Ali perto, na vizinha Rua Ventura Coelho fica o «Palácio dos Guerreirinhos», também chamado de «Palácio dos Anões», face à baixa estatura dos seus donos. O vasto logradouro que se estendia em paralelo às Ruas Infante D. Henrique e Sebastião Teles, até ao Palacete do Mateus da Silveira (onde esteve instalado o Hospital Lusíadas), era uma bela horta.
Já fora da zona urbana ficava a mediática Horta dos Três Engenhos, cuja inovação de engenharia hidraúlica permitia a recolha do líquido preciso para a rega dos vastos terrenos que se estendiam até à beira Ria Formosa.
Junto à Igreja do Carmo situava-se a Horta do mesmo nome, cujos amplos espaços foram expropriados para edificação do imóvel destinado aos CTT / Telefones e onde se processava uma notável quantidade de excelentes produtos vegetais.
A rama da batata doce era um «fartote» para os coelhos que então criávamos.
Mas distante, do outro lado da cidade, ficava a Horta do Ferregial, que em1950 começo a ser retalhada, com a construção do imóvel destinado a Comando Distrital da PSP.
Era um regalo o tanque que existia junto a frondosa amoreira. Era como que uma piscina de refrigério após os animados jogos de futebol que se jogavam no «Estádio dos Blocos», onde fora o estaleiro das obras do porto comum de Faro / Olhão.
Havia também a «nobre» Horta do Palácio do Alto, com destaque para frutos exóticos e abundantes flores que o sr. António, a mando da sra. D. Antónia Fialho, ia distribuir pelas Igrejas da Cidade.
De referir os excelentes produtos vegetais produzidos eram nessa manhã conduzidos para a ampla fila de toldas, na Rua Comandante Francisco Manuel até ao interior do extinto mercado municipal (praça como se lhe chamava), onde existiam também vários talhos, inclusive da venda de carne cavalar, consumida durante a II Guerra Mundial.
Lembranças de uma cidade, através da memória das suas hortas, que já não existem,
CRÓNICA DE FARO
JOÃO LEAL

A IRMÃ CARMEN

São desnecessários para quantos estão ligados à pastoral religiosa os elementos biográficos sobre a Irmã Carmen, que durante 34 anos serviu dedicadamente a comunidade farense, em especial a de maiores problemas económicos e que recentemente faleceu em Vitória (Alava) - Espanha, país donde era natural.
Nascida em Pamplona, naquela nação ibérica, há 91 anos, professou como irmã das Carmelitas Missionárias, vindo de Viana do Castelo para Faro, em período particularmente difícil, em 1974, a quando da dita «exemplar descolonização» e quando recebemos cerca de um milhão de retornados.  Através da Caritas Diocesana obteve apoios, conseguiu a integração sócio - profissional e foi a «alma boa» para milhares de acolhidos. De destacar o que a Irmã Maria del Carmen Mugueza realizou neste campo estendendo a sua fraterna e cristã acção à Casa de Santa Isabel, onde durante uma década foi Directora Técnica. Esta benemérita Instituição farense conta mais de um século em prol das meninas, dos 3 aos 18 anos, que enfrentam graves problemas de ordem moral e material. Hoje é dedicadamente dirigida por uma equipa presidida pelo Dr. Dinis Caetano, que assim prossegue a louvável acção desenvolvida por seu pai, o sempre saudoso industrial Manuel Silo da Graça Caetano. A acção diligente da Irmã Carmen, como por todos era respeitosa e na generalidade tratada motivaram as merecidas e justas homenagens que lhe foram prestadas pela Casa de Santa Isabel.
Existe outro aspecto que importa realçar na benquista acção da Carmelita Missionária entre nós. Referimo-nos á permanente acção em prol da formação religiosa, a designada «catequese», que realizou em várias paróquias algarvias.
Morreu a Irmã Carmen, que veio até nós para espalhar o bem e dar o seu contributo para uma sociedade melhor.  Foram 34 anos de uma doação fraterna, concretizando em cada instante as razões da sua opção religiosa.
Com as nossas saudosas homenagens a lembrança de uma mulher que serviu Faro como poucos de nós!
CRÓNICA DE FARO
JOÃO LEAL

A IRMÃ CARMEN

São desnecessários para quantos estão ligados à pastoral religiosa os elementos biográficos sobre a Irmã Carmen, que durante 34 anos serviu dedicadamente a comunidade farense, em especial a de maiores problemas económicos e que recentemente faleceu em Vitória (Alava) - Espanha, país donde era natural.
Nascida em Pamplona, naquela nação ibérica, há 91 anos, professou como irmã das Carmelitas Missionárias, vindo de Viana do Castelo para Faro, em período particularmente difícil, em 1974, a quando da dita «exemplar descolonização» e quando recebemos cerca de um milhão de retornados.  Através da Caritas Diocesana obteve apoios, conseguiu a integração sócio - profissional e foi a «alma boa» para milhares de acolhidos. De destacar o que a Irmã Maria del Carmen Mugueza realizou neste campo estendendo a sua fraterna e cristã acção à Casa de Santa Isabel, onde durante uma década foi Directora Técnica. Esta benemérita Instituição farense conta mais de um século em prol das meninas, dos 3 aos 18 anos, que enfrentam graves problemas de ordem moral e material. Hoje é dedicadamente dirigida por uma equipa presidida pelo Dr. Dinis Caetano, que assim prossegue a louvável acção desenvolvida por seu pai, o sempre saudoso industrial Manuel Silo da Graça Caetano. A acção diligente da Irmã Carmen, como por todos era respeitosa e na generalidade tratada motivaram as merecidas e justas homenagens que lhe foram prestadas pela Casa de Santa Isabel.
Existe outro aspecto que importa realçar na benquista acção da Carmelita Missionária entre nós. Referimo-nos á permanente acção em prol da formação religiosa, a designada «catequese», que realizou em várias paróquias algarvias.
Morreu a Irmã Carmen, que veio até nós para espalhar o bem e dar o seu contributo para uma sociedade melhor.  Foram 34 anos de uma doação fraterna, concretizando em cada instante as razões da sua opção religiosa.
Com as nossas saudosas homenagens a lembrança de uma mulher que serviu Faro como poucos de nós!
NA MORTE DO JOÃO FRANCISCO RAMOS 
De súbito a notícia chega-nos com todo o fatalismo e o drama que em si mesmo comporta. Morreu o nosso querido Amigo e dedicado Costeleta João Francisco Ramos. O «João de Quarteira» ou «João Fome», como carinhosa e afectivamente era tratado foi nosso Amigo durante mais de setenta anos e colega desde os saudosos tempos da Escola Técnica Elementar Serpa Pinto. Quem Não era Amigo de peito do João? 
Viúvo, desde há anos, da sempre saudosa e sempre presente na nossa saudade e na nossa lembrança, dessa exemplar costeleta que foi a «MIMI», e de quem o João foi um esposo exemplar e ultra - dedicado até ao seu último momento.
Morreu o João.  O nosso profundo pesar e a sofrida saudade pela perda de um verdadeiro Amigo. Que Deus lhe dê o merecido descanso.


                                                João Leal

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE OUTRO «CASO FÉHER« DESTA FEITA EM OLHÃO. Causou o mais profundo pesar o falecimento ocorrido em pleno Estádio Municipal de Olhão do valoroso futebolista angolano Nasser Bacum, do Lusitano Ginásio Clube Moncarapachense, Tivemos assim, nesta cidade, a repetição do igualmente dramático ocorrido há anos, em Guimarães , com o internacional húngaro Féher, que envergava a camisola do Benfica. A despeito de todos os esforços, incluindo clínicos, a paragem cardio-respiratória sofrida pelo atleta do Moncarapachense foi fatal e o atleta de 27 anos faleceu em pleno campo. Tratava-se de um jogo da «Taça Algarve», certame organizado pela Associação de Futebol do Algarve e cujo vencedor tem acesso director à 3ª Divisão Nacional. O falecido, que era muito estimado pelos seus adversários, colegas e dirigentes, iniciara-se nas escolas do Sporting e percorrera depois a carreira futebolística em vários clubes dos escalões secundários. Ao lamentarmos tão fatídico acontecimento, numa actividade que é em si mesmo vida e nunca a morte como agora aconteceu com Nasser Bacum, apresentamos a expressão da total solidariedade à Família enlutada e o profundo pesar ao enlutado Lusitano Moncarapachense, um valoroso clube deste Concelho e que tão dignamente o tem representado. João Leal

sábado, 31 de janeiro de 2026

Almoço dos costeletas em 1982

Uns quantos Costeletas em 1982, de partida para Almoço de confraternização na  Aldeia do Golfe após visita à sua Exposição na Escola Tomás Cabreira!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

 CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

OBRAS NO PORTO DE PESCA


   Através da DocaPesca vão realizar-se no porto de pesca de Olhão obras a fim de garantir uma maior segurança a pescadores, viveiristas e mariscadores. Esta cidade sempre viveu do mar e para a actividade marítima, pelo que o porto representa um elemento fundamental. O Município Olhanense já expressou o seu agrado por esta iniciativa daquela entidade, considerando no entanto a verba reduzida face às obras necessárias a realizar.
    É um facto iniludível este de que a deliberação é benvinda, mas que importa considerar todo o conjunto portuário e o ele representa para o Concelho e para o Algarve.
     Olhão viveu os seus tempos auréos quando as pescas da sardinha, do carapau, do atum e de outras espécies piscícolas fizeram despontar de dezenas de fábricas conserveiras e o criar de milhares de postos de trabalho.
     A segurança dos que hoje arrancam do mar a sua riqueza, seja-o na Ria Formosa ou no Mar Atlântico deve constituir uma preocupação constante como este concurso aponta.

                                                  JOÃO LEAL 
  
    CRÓNICA DE FARO
     JOAO LEAL

     MAIS DE «UM MILHÃO» PARA A MINHA RIBEIRA

      Ali nasci e fiquei sempre um «moço da Ribeira». Nasci na Rua Miguel Bombarda, a que vai da Rua Gil Eanes (sempre chamada de «Rua da Parreira) até aos loteamentos da Ria Mar, onde outrora foram as oficinas e outras dependências da C.P.
      Causou-me pois natural júbilo a atribuição pela Câmara Municipal de Faro de uma verba superior ao milhão de euros para obras de «requalificação do bairro ribeirinho». 
        Teve sempre a sua identidade própria, o seu ADN específico a Ribeira, ali à beira - Ria, nela se mirando e num namoro de milénios. Provam-no os vários achados arqueológicos, em nossos dias, havendo muito outro e não menos valioso que prossegue enterrado ou à mercê de obras de construção civil que entretanto se vão realizando. A «Ribeira» de algumas décadas era em vários aspectos bem diferente da actual. Esta verba ora aprovada pela Edilidade vai por certo limpar esta zona citadina dos inestéticos «grafittis» que povoam as suas paredes e dar uma nova e eficiente utilização de vários imóveis públicos que se encontram sem serventia, como é o caso da Alfândega.
       Longe vão os anos em que o «Estica» (pai do José Luís, invisual, pianista e sineiro do Carmo, que percorria toda a cidade no préstimo dos mais diversificados serviços burocráticos) era a fonte de abastecimento dos que iam ou vinham do mar, desde o tratar dos viveiros às artes, hoje proibidas da redinha, do tapa - esteiros ou da merjona às artes de cabotagem até Marrocos e Gibraltar (como esquecer os mestres Rainha, João Tira - a - Força, Caréus, Roques. etc.?), Como longe vão os tempos em que a taberna da D. Maria Benvinda (mais conhecida por «Maria de Almodôvar») era o centro de «animação» da cidade, do Fábrica do Gelo na Travessa da Madalena e onde o moço do nosso tempo o «Espójinho», que outro nome lhe não conhecemos, ou mais acima a «Floresta», curiosa taberna na sua arquitectura ou a oficina de serralheiro do saudoso mestre Zé da  Gordinha ou as vendas e compra de marisco (quase sempre ameijoas) do Marrão, dos irmãos Cabeleiras e do João Custódio, este na Rua da Barqueta. Saudades dessa Ribeira de então onde crescemos, brincámos e nos fizemos gente.
   A verba, o tal mais de «um milhão» está autorizado pelo Município. Que esta verba seja gasta e bem por uma requalificada «Zona do Bairro Ribeirinho», a sempre nossa Ribeira...

domingo, 18 de janeiro de 2026

NOTA DE PESAR


informo que a nossa Escola Tomás Cabreira e a Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira estão de luto.

O  nosso colega costeleta JOÃO RAMOS já não está no nosso meio por ter falecido.
Em nome da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira e no meu, aqui expresso os sentidos pêsames à sua Família.  Que descanse na Paz do Senhor. Amém

domingo, 11 de janeiro de 2026

CRÓNICA DE FARO
JOÃO LEAL

O CARNAVAL....


    Há profundas mudanças na vivência comunitária de várias festividades ou tempos que anualmente ocorrem. Veja-se o que se passa, por exemplo, com o Carnaval, animado período que agora e até ao Domingo, dito Gordo, que antecedia a 3ª feira festiva e onde há noite decorria o imperdível «Enterro do Entrudo».
As ruas da baixa farense, que davam acesso aos clubes e sociedades recreativas eram invadidas por milhares de foliões, mascarados ou não e entre os primeiros as «matrafonas» ou à «cow boy», que eram os disfarces mais fáceis de conseguir. Nas noites de 5ª feira, sábado e domingo era ver a gente que se juntava para se meter ou ser «metido» com as mascarinhas que até á meia - noite, limite legal permitido, davam uma alegre animação. 
Começáva-se pelo Clube Recreativo 20 de Janeiro, há muitos anos extinto,  ali na rua do Alportel, por cima do restaurante Belchior, cujo cheiro ás famosas «iscas fritas» exalava até ao salão de baile, atraindo muitos clientes. Depois era o vir até ao «Sport Lisboa», então nas excelentes instalações do Teatro Lethes. Seguia-se, quase paredes meias o Musical (Sociedade Recreativa Musical Farense), também de há muito encerrado e onde o «Cabo Santos» recenseava quem era sócio e quem não o era. Era um «pulinho» pelo Largo da Mota até ao Clube Popular de Faro, no vulgo «Grémio» ora ocupando reduzida sede socia, da que na altura possuía no Largo do Terreiro do Bispo.Vinha depois o Ginásio Clube, ocupando o mesmo andar do imóvel do Banco Espírito Santo, com uma selectividade própria.   Seguia-se a Sociedade Recreativa Artística Farense («os Artistas»), hoje com instalações renovadas. No cimo das escadas directores, gente que nos causa saudades (José da Gordinha, Mestre José Marques, marceneiro Pedro e outros) verificavam o associativismo e o estatuto moral das «mascarinhas». Finalmente era na Rua de Santo António o elítico e selectivo Clube Farense, de filiação apenas permitida á burguesia farense. Havia quem se mascarasse apenas para conhecer aquele recinto. 
Mas o Carnaval eram as muitas brincadeiras («é Carnaval ninguém leva a mal», dizia-se e cumpria-se). Hoje quem dá  por esta outrora animada época,Veja-se......

CRÓNICA DE FARO
JOÃO LEAL

SERÁ DESTA?

A data de 10 de Janeiro ficará para todo o sempre nos anais do Algarve já que naquela efeméride o Conselho de Ministros aprovou a verba de 400 milhões para a construção do novo Hospital do Algarve. 
Apetece-nos ao bater as palmas por esta tão aguardada decisão governamental lançarmos um interrogativo brado de: será desta? Com efeito a decisão assumida pelo Governo presidido por Luís Montenegro vem abrir portas, finalmente, a um velho e dos maiores problemas regionais: o novo hospital que a Região desde sempre precisou já que o actual CHUA (Centro Hospitalar Universitário do Algarve) quando abriu portas já não correspondia às carências algarvias e matéria de cuidados de saúde. 
Aquela verba que tem um período de execução de 5 anos (2031) será expandida atá ao valor de 1,100 milhões de euros com efeito sobre o numerário preciso para o equipamento e outras despesas. O concurso agora autorizado permite a esperança de vermos, finalmente (voltamos a interrogar-nos «será desta?») a região sulina dispor de uma unidade que corresponda, de há muito às suas (e não só!) carências hospitalares. O problema da verba está nesta decisão governamental resolvido.
 Esperemos que agora não surjam empecilhos a travar o «timing» anu
  Crónica de Faro
  João Leal

   Salve-se o Lethes!
Foi o primeiro estabelecimento aberto pelos Jesuítas no Algarve. Ainda hoje muita gente apela a zona de «Horta do 
Colégio». por ter sido ali que funcionou o Colégio de maia elevado grau de escolaridade existente no Sul, seguindo-se o Colégio São Camilo Lelis, em Portimão. A extinção das Ordens Religiosas (1834) levou a que o benemérito Justino Cúmano o adquirisse em haste pública transformando-o no Teatro Lethes, em relação o mítico rio, do mesmo nome e face ao conturbado período de lutas que se vivia em Portugal, na sequência das lutas entre apoiantes de D. Pedro e D. Miguel. «Monet oblectando» como se lê na sua fachada era o objectivo daquele benemérito ao instituir o que é hoje um dos «teatros históricos europeus. Significa também o imóvel um dos valores maiores do património construído da capital algarvia. Ora a recente tempestade «Célia» que tantos e avultados estragos causou no Sul do País causou estragos de elevada monta naquela sala por onde se exibiram grande companhias internacionais, a par dos sempre recordados artistas locais (João Veríssimo, Féria Pavão e outros) ou do período de ouro do Grupo de Teatro Lethes (sob a direcção do sempre lembrado dr. Emílio Campos Coroa). Em 1958 foi o imóvel adquirido pelo benemérito farense Eng. Coronel Manuel Aboim Ascensão Sande Lemos que o ofertou à Cruz Vermelha Portuguesa que nele instalou a sua Delegação Regional. Tal provocou o despejo do histórico Spot Lisboa e Faro (hoje Sport Faro e Benfica) e as suas ecléticas actividades. Ceroto é que o Teatro Lethes, nos últimos anos com uma regular acção cénica por via da corajosa criação pelo encenador Luís Avilez da companhia profissional «ACTA». Caro é que há cerca de 150 anos o espaço não recebe intervenções conjunturais o que «ajudou» a «Célia» a provocar os avultados estragos, de modo próprio na zona do palco. É preciso, é urgente, é básico salvar o Teatro Lethes. Impõem-no um dever a que outorgamos de nacional. A Secretaria de Estado da Cultura. a Cruz Vermelha Portuguesa, a Câmara Municipal de Faro, a CCDRA e outras entidades têm que juntar esforços para salvar o Lethes. E já!

  Crónica de Faro
  João Leal

   Salve-se o Lethes!

Foi o primeiro estabelecimento aberto pelos Jesuítas no Algarve. Ainda hoje muita gente apela a zona de «Horta do 
Colégio». por ter sido ali que funcionou o Colégio de maia elevado grau de escolaridade existente no Sul, seguindo-se o Colégio São Camilo Lelis, em Portimão. A extinção das Ordens Religiosas (1834) levou a que o benemérito Justino Cúmano o adquirisse em haste pública transformando-o no Teatro Lethes, em relação o mítico rio, do mesmo nome e face ao conturbado período de lutas que se vivia em Portugal, na sequência das lutas entre apoiantes de D. Pedro e D. Miguel. «Monet oblectando» como se lê na sua fachada era o objectivo daquele benemérito ao instituir o que é hoje um dos «teatros históricos europeus. Significa também o imóvel um dos valores maiores do património construído da capital algarvia. Ora a recente tempestade «Célia» que tantos e avultados estragos causou no Sul do País causou estragos de elevada monta naquela sala por onde se exibiram grande companhias internacionais, a par dos sempre recordados artistas locais (João Veríssimo, Féria Pavão e outros) ou do período de ouro do Grupo de Teatro Lethes (sob a direcção do sempre lembrado dr. Emílio Campos Coroa). Em 1958 foi o imóvel adquirido pelo benemérito farense Eng. Coronel Manuel Aboim Ascensão Sande Lemos que o ofertou à Cruz Vermelha Portuguesa que nele instalou a sua Delegação Regional. Tal provocou o despejo do histórico Spot Lisboa e Faro (hoje Sport Faro e Benfica) e as suas ecléticas actividades. Ceroto é que o Teatro Lethes, nos últimos anos com uma regular acção cénica por via da corajosa criação pelo encenador Luís Avilez da companhia profissional «ACTA». Caro é que há cerca de 150 anos o espaço não recebe intervenções conjunturais o que «ajudou» a «Célia» a provocar os avultados estragos, de modo próprio na zona do palco. É preciso, é urgente, é básico salvar o Teatro Lethes. Impõem-no um dever a que outorgamos de nacional. A Secretaria de Estado da Cultura. a Cruz Vermelha Portuguesa, a Câmara Municipal de Faro, a CCDRA e outras entidades têm que juntar esforços para salvar o Lethes. E já!

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

O ÚLTIMO PRESENTE DO «ANO VELHO»

   Hemos de considerar a abertura ao público do novo Parque Ribeirinho de Olhão Poente como a última obra de interesse comunitário inaugurado nos derradeiros dias do ano de 2025.
   Trata-se, com efeito, de uma zona abandonada até á efectivação dos trabalhos realizados e que, nas imediações desse valor mais acrescentado que representa a Marina, uma obra de assinalado interesse.
   Ainda que sem a prevista e desejada Praia, cuja negação proveio da Agência Geral do Ambiente, menos preocupada com o progressivo assoreamento dos canais da Ria Formosa e os lodos mal cheirosos que cada vez mais crescem, esta obra da Câmara Municipal de Olhão proporciona uma vasta área de recreio, prazer e salutar prática da vida ao ar livre que a todos os olhanenses e não só importa considerar.  Dois aspectos importa também focar: são os que se prendem com a renaturalização das salinas, que podem voltar a ser consideráveis meios de reprodução píscatória e a criação de um  palco natural, donde se podem assistir a memoráveis espectáculos, valorizados pelo pôr - do - Sol único que dali se divisa. Por exemplo o próximo Festival de Jazz já está para ali previsto.
As obras deste Parque Ribeirinho Poente de Olhão vão (e têm mesmo de o ser) prosseguir para bem e progresso da Cidade Cubista.

                                                          João Leal

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026


Crónica de Faro
João Leal

Um tempo sombrio

Os dias finais do ano que passou foram-no de assinalada tristeza, pelo desaparecimento de dois dedicados amigos, daqueles que durante toda uma vida partilhámos e comungámos de uma verdadeira e fraterna amizade. Foram fazedores de uma sólida e vivida comunhão que sempre a repartiram como «um sonho vivido de «todos, todos e para todos».
Uma constante preocupação os motivava: saber que os amigos estavam e contribuir para esse bem estar.
Daniel Vieira, foi dos vultos maiores da cultura popular algarvia e dos mais crentes regionalistas que conhecemos nesta já longa vida. Natural de Alte, de que era um verdadeiro símbolo e seu embaixador vivo em permanência, contava 88 anos e provinha de uma boa cepa, pois era filho desse grande algarvio, dos maiores de sempre, o saudoso José Cavaco Vieira. Frequentou a Escola Superior de Belas Artes (pintura) e graduou-se como gravador emérito, vivendo sempre na sua terra natal, para cujo desenvolvimento e progresso muito deu de si. José Daniel Ramos Vieira nasceu em Alte, a 7 de Junho de 1937 e faleceu no CHUA (Centro Hospitalar e Universitário do Algarve), em Faro, na sequência de um ACV que lhe dera dias antes na residência. Músico, pintor, folclorista, possuidor de uma cultura invulgar deixa um testemunho e de simplicidade como foi toda a sua vida.
Artur Lara Ramos, parafraseando o título atribuído ao seu saudoso amigo e colega Prof. Marques Pereira, foi o «senhor atletismo do Algarve», pelo muito que deu à modalidade. Nasceu em Alfena, no distrito do Porto aos 15 de Fevereiro de 1947 e faleceu no Hospital de São João (Porto) também vítima de um AVC. Muito jovem dedicou-se ao atletismo e a outros desportos, representando o F-C. do Porto e outras agremiações. Licenciado em Educação Física, veio para Faro, exercendo o professorado no Liceu João de Deus (actual Escola Secundária João de Deus) e exercendo uma acção única em prol do atletismo Algarvio. Deixou o seu nome ligado em especial ao Cross das Amendoeiras, Grande Prémio dos Reis, foi presidente da Associação de Atletismo do Algarve, e a clubes como Farauto, Liceu de Faro, Farense, Imortal de Albufeira, etc. e um vasto nome de atletas (Ezequiel Canário, João Horta, e a tantos outros que o foram verdadeiros campeões).
O corpo do sempre saudoso amigo esteve em câmara ardente na Igreja de São Luís, em Faro, sendo cremado no Crematório local. Várias e muitas foram as entidades que expressaram o seu pesar pelo infausto acontecimento. A Câmara Municipal de Faro deliberou atribuir o honrado e prestigiado nome do Prof. Lara Ramos, à pista no Rio Seco e onde trabalhou em prol da juventude algarvia o saudoso «Mister Atletismo do Algarve».

                                                João Leal