quarta-feira, 22 de julho de 2026
domingo, 19 de julho de 2026
CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE
O OLHANENSE E A NOVA ÉPOCA
Pela segunda vez a equipa sénior do Sporting Clube Olhanense vai disputar na nova época de 2026 / 2027, o Distrital da I Divisão da AFA (Associação de Futebol do Algarve). Fá-lo graças ao levantamento obtido pela dinâmica Direcção, presidida pelo sempre olhanense Manuel Cajuda, que foi jogador de mérito e conceituado técnico no País e além-fronteiras e na sequência do jamais esquecido «Dossier SAD».
É uma competição com elevado grau de dificuldade não só pelo mérito das formações envolvidas, como pelo reconhecido bairrismo e ainda pelo facto de apenas o vencedor ascender, na época seguinte ás competições federativas
Foi-o na época finda o Imortal de Albufeira, a quem curiosamente o Olhanense venceu e conquistou a «Taça Algarve» num jogo anacronicamente disputado em Portimão, com todas as justificadas e certas críticas que a sua localização surgiram.
O Olhanense, sedento os seus dirigentes, técnicos e plantel de uma vitória final não o alcançou e adiado o regresso a um escalão mais digno do seu brilhante historial de ex - campeões nacionais.
Será esta nova época? Este o voto que todos formulamos porque Olhão (terra de futebol) e o seu Sporting Clube Olhanense (com um historial ímpar entre os seus congéneres algarvios) merecem mais e melhor.
João Leal
sábado, 11 de julho de 2026
CRÓNICA DO MEU VIVER OLHANENSE
SALVÉ, MONCARAPACHENSE!
É sem dúvida neste momento o mais alto representante do futebol concelhio, o Lusitano Ginásio Clube Moncarapachense. Após uma brilhante participação no Campeonato de Portugal, em que se chegou a acreditar no ida mais além a equipa sénior da Vila de Moncarapacho venceu a «Taça do Algarve«. Foi no Estádio do Algarve (catedral do futebol algarvio) que bateram o Silves por 4 /3 e levaram para o seu já valioso espólio a «3ª Taça do Algarve».
Fundado em 4 de Março de 1953 como filial do Lusitano de Évora, naqueles anos um dos grandes do futebol português, o clube tem o seu campo próprio, o Estádio da Torrinha, naquela vila olhanense.
A aposta quer no futebol sénior como nos escalões de formação o Lusitano Moncarapachense é uma positiva referência do futebol algarvio e representa uma decidida e muito louvável aposta dos seus associados, dedicados dirigentes e atletas, a par do seu corpo técnico e patrocinadores.
Num concelho com um brilhante historial na modalidade o Lusitano Ginásio Clube Moncarapachense é bem digno da nossa admiração e do maior apreço.
JOÃO LEAL
Crónicas do meu viver olhanense
A data de 10 de Julho de 1876 reveste-se de profundo significado na valiosa historiografia olhanense. É que foi naquela efeméride que foi criado o Tribunal da Comarca de Olhão, uma prestigiada instituição que em muito contribuiu para o progresso, reconhecimento e desenvolvimento da então Vila de Olhão da Restauração».
Segundo o escrito exemplar e que perdura como um caminho a seguir de um saudoso e ilustre académico cacelense, Olhão fez-se a si mesmo. Nesta frase se insere a data agora celebrada quer com uma sessão pública, como com uma exposição sobre a história da Casa da Justiça.
São 150 anos, século e meio, a julgar os vários casos, uns mais complicados e outros de menor dificuldade, que para que a justiça se faça neste concelho da hoje «Cidade de Olhão».
Pela Casa da Justiça Olhanense passaram em funções profissionais cotados nomes da nossa magistratura e da nossa vida em comunidade. Entre referimos o conhecido poeta olhanense João Lúcio.
Cento e cinquenta anos do Tribunal da Comarca de Olhão um mundo cheio de histórias e factos, que sabe bem rememorar.
João Leal
quarta-feira, 8 de julho de 2026
RECORDANDO O FERNANDO OLIVEIRA
Foi uma figura carismática no seu tempo de «costeleta» e depois como valoroso jogador de basquetebol do Sporting Clube Farense, cuja camisola defendeu com valor durante épocas consecutivas. Reformado, há muitos anos, como funcionário dos TAP, funções que desempenhou no Aeroporto Gago Coutinho, em Faro, donde era natural e um fervoroso bairrista. Éramos amigos do Fernando Oliveira desde os tempos do escutismo partilhando o Grupo 157 do CNE. Amigos ficámos durante toda uma vida que correu breve. Á Família enlutada os meus sentidos pêsames pela perda deste ente querido. Para a alma do Fernando o pedido ao Senhor que a tenha no merecido descanso e até, em breve querido e lembrado Amigo!
João Leal
segunda-feira, 6 de julho de 2026
NOTA de PESAR :
A Escola Industrial e Comercial de Faro, hoje Escola Tomás Cabreira e a Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás ficaram mais pobres pela perda de mais um costeleta. Foi com tristeza que vi no facebook que o Fernando Oliveira nos tinha deixado.
Em meu nome e como Presidente da Direção da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira aqui expresso os sentidos pêsames à sua Família, amigos e colegas com muita força para conseguirem ultrapassar a dor do luto. Que descanse na Paz do Senhor. Amém
domingo, 5 de julho de 2026
Crónica de Faro João Leal CONCENTRAÇÃO MOTARD COMEÇA HOJE
Desde hoje, dia 16 (5ª feira) até Domingo decorre mais uma edição da «Concentração Internacional Motard, um dos mais importantes eventos anuais que têm por cenário o concelho farense.
Esta Concentração organizada pelo icónico Moto Clube de Faro, que tantos e tão valiosos serviços tem prestado ao Algarve e ao País decorre no Vale das Almas, arredores do Aeroporto Gago Coutinho, congregará a participação de cerca de 20 mil motards, vindos de todo o Portugal, bem como de muitos países estrangeiros (Espanha, Marrocos, França, Estados Unidos da América, etc.) um número de presenças considerado como ideal, em aspectos organizativos.
É que não obstante o elevado número de factores negativos (custo do combustível, guerra do Golfe, etc.) esta Concentração tornou-se uma participação, como que obrigatória para um significativo número dos amantes das motos e um dos maiores cartazes promocionais no segmento «desporto e turismo» da nossa Região. A primeira edição e seguintes teve como seu «cabeça maior» esse farense cujo amor à Terra Natal, o estimado José Amaro, é de todos justa e merecidamente respeitada.
Com novo e dedicado Presidente da Direcção, a quem prestamos a nossa homenagem por esta continuidade organizativa a Concentração Internacional Motard de Faro trás de novo à cidade capital sulina, durante quatro dias, este ambiente único, sui generis e cosmopolita, do qual Faro e os farenses não abdicam.
sábado, 27 de junho de 2026
CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE
RECREATIVA «RICA» - IMÓVEL DE INTERESSE MUNICIPAL
O icónico edifício na Avenida da República (nºs 12 a 16), construção do século XVIII de Peña Suarez, um cidadão espanhol que se radicou com a família nesta cidade, onde durante muitos anos é a conhecida sede da Sociedade Recreativa Olhanense, no público apelidada de «Recreativa Rica», pela existência estatutária da «bola preta», que eliminava a intenção de associado, foi classificado como «imóvel de interesse municipal».
Vê-se assim reconhecido e valorizado o património concelhio com a classificação do prédio que, entre outras referências históricas tem o nascimento nele do insigne olhanense Dr. Luís Bernardino da Silva.
Com uma ampla fachada neste edifício tiveram lugar festividades que marcaram a vida olhanense e se tornaram famosas em toda a Região Sul.
João Leal
«LIVROS QUE IMPORTAM AO ALGARVE» «CANCRO E A CURA DA ALMA» SÒNIA MATINHOS
«CANCRO E A CURA DA ALMA»
SÒNIA MATINHOS
Em Faro, nas instalações da FNAC, no «Shopping Center» foi apresentado o livro da autoria de Sónia Matinhos intitulado «Cancro e cura da alma». Foi apresentado por Ana Pedrosa e é um grito de esperança e de fé em torno da doença terrível que o motiva.
«DORMINDO COM AS CICATRIZES»
JOÃO DE DEUS
Na Biblioteca Prof. Mariano Gago, em Olhão, foi apresentado o livro «Dormindo com as cicatrizes», de que é autor o escritor João de Deus.
Com moderação da jornalista Helena Figueiras usaram da palavra durante a apresentação do novo livro a para além do seu autor, Sandra Caixeirinho, Maria Emília e Agostinho Pratas.
João Leal
quinta-feira, 25 de junho de 2026
NOTA de PESAR
A nossa geração está triste com o falecimento do costeleta José Gabadinho.
Apresentamos os nossos sentidos pêsames à sua Família, Amigos e Colegas Costeletas.
Que descanse em Paz.
Crónica de Faro João Leal HOJE, 45 ANOS DA ARPI
Assinalam-se hoje, 25 de Junho, os 45 anos de fundação da ARPI (Associação dos Reformados, Pensionistas e Idosos), prestimosa instituição que tem desenvolvido uma meritória acção e é uma das mais prestigiadas associações, no seu âmbito, em todo o País.
Haverá, nas modelares instalações do «Edifício António Justo», assim denominada a sua sede em homenagem a quem foi um dos mais dedicados presidentes directivos, o tradicional jantar de convívio e a entrega de emblemas de antiguidade associativa.
Com uma vasta acção social, recreativa e cultural, que se estendeu já ao populoso Montenegro, em imóvel adquirido e onde se projecta a instalação de um Lar - Residência, a ARPI surgiu de um sonho dos fundadores nas acanhadas instalações do Largo das Mouras Velhas. Daí e parafraseando o pastor luterano Martin Luther King («eu tenho um sonho») foi o expandir do mesmo.
Hoje, com cerca de 3 mil sócios, a ARPI desenvolve uma actividade digna do maior apreço, com valências múltiplas e estes 45 anos de vida são mais um marco ultrapassado rumo ao futuro, que se prevê de comprovadas expectativas, graças ao relevante interesse dos seus dirigentes, presididos pelo dinamismo de André Infante, ao profissionalismo dos seus colaboradores e à dedicação dos sócios, a quem apresentamos as mais efusivas felicitações por este 45º aniversário.
segunda-feira, 22 de junho de 2026
Nota de pesar :
A Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira informa que faleceu um antigo aluno "colega costeleta " e ex. professor da Escola Industrial e Comercial de Faro e deixa os sentidos pêsames à sua Família, colegas e amigos. Que descanse na Paz do Senhor. Amém
CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL COMPLEXO DE DIAGNÓSTICO ONCOLÓGICO DO ALGARVE
Situar-se -á em Loulé, mas trata-se de um assunto que importa. pela sua valia, a todo o Algarve, o anúncio para adjudicação do desejado e bem necessário «Complexo de Diagnóstico Oncológico do Algarve», que vai permitir em terra da Região, a decisão sobre a existência da terrível enfermidade. Esta é a grande responsável pela morte de milhares de algarvios ou aqui residentes em cada ano.
O anúncio da obra, que envolve uma verba de 5,3 milhões de euros e um prazo de execução de 18 meses, foi recentemente publicado no «Diário da República» e concretiza o protocolo celebrado entre o IPO (Instituto Português do Cancro) e a CML (Câmara Municipal de Loulé).
O imóvel comportará as mais avançadas técnicas de diagnóstico do cancro, entre as quais a unidade de PETTAC (Tomografia por Excisão) e a Ressonância Magnética Nuclear, inexistentes na nossa Região e que facilitará e tornará menos incómoda a deslocação a outros centros mais avançados, casos
de Lisboa ou Sevilha, como agora acontece.
Tudo o que for em prol de uma saúde com melhor índice qualitativo merece, tal como nesta crónica sobre o «Complexo de Diagnóstico Oncológico do Algarve», o nosso aplauso.
Crónica de Faro João Leal HENRIQUE ANDRÉ, UM FARENSE «CINCO ESTRELAS» DEIXOU- NOS
Era um desvelado amante da Terra Mãe. Tinha um natural e visceral amor a Faro, cujos ângulos de grande beleza, em especial o «pôr do Sol na Ria», capturou e partilhou em amizade fraterna. Era assim o Eng. Henrique André (de seu nome completo Henrique José Agostinho André, nascido nesta cidade a 31 de Julho de 1953), com um sorriso permanente com que sempre nos acolhia. Transmitia-nos logo, com evidente afecto o que lhe ia na alma. Frequentou as Escolas Primária e Tomás Cabreira e licenciou-se em Engenharia Electrónica no Instituto Industrial de Lisboa. Foi professor, empresário e empenhado em tudo o que à Comunidade importa-se, prestando os mais relevantes serviços a esta Região.
Durante mais de uma década era o Delegado no Algarve da Liga dos Combatentes, a que imprimiu a expansão e credibilidade que lhe é reconhecida. Durante o cumprimento do serviço militar obrigatório foi oficial paraquedista havendo actuado na linha da frente em Angola.
De diálogo fácil e construtivo foi um dos grandes colaboradores voluntários do dr. Luís Villas Boas, a quando dos difíceis tempos iniciais do Refúgio Aboim Ascensão, na plena concretização - «dar um colo a que cada criança tem direito». Membro activo da Ordem dos Templários e da Confraria Tábua Quadrada, esta vocacionada para a análise das mais importantes questões que ao Algarve importam, o saudoso amigo eng. Henrique André era um excelso amigo e conhecido de toda a cidade. Esta lamentou a sua morte, devido a doença incurável no CHUA, em Faro, constituindo o seu funeral realizado da Igreja de Santo António dos Capuchos para o talhão dos Combatentes, no Cemitério da Esperança, uma grande manifestação de pesar em memória desta farense que tanto amou e serviu a terra onde nasceu.
domingo, 21 de junho de 2026
CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE UM LIVRO A PUBLICAR
Dezoito anos, com um labor exemplar, dia após dia e muitas vezes durante noites que o trabalho de investigação raras vezes permite pausas, o fusetense José de Fátima Rocha Alexandre, uma das mais fiéis dedicações à Terra Mãe, que eu conheço tem dedicado à geneologia das boas gentes da Fuseta.
Desde os coevos tempos das barracas de colmo até à actualidade este «filho da Fuseta», que é também um conhecido fotógrafo de apreço internacional, tem trabalhado de forma inédita sobre as origens das famílias da sua terra natal. Assim, de descoberta em descoberta, ele tem ido às origens de cada ramo familiar em causa.
Agora volvidas quase duas décadas prepara-se para entregar todo o valioso trabalho compilado à Junta de Freguesia da Fuseta. Discordamos desta opção, sem qualquer em causa a plena confiança deste órgão autárquico, mas tão somente porque a árvore geneológica criado pelo erudito José de Fátima Rocha Alexandre merece ser do conhecimento público. A sua edição em livro é de uma urgência imediata e uma tarefa inegável que cumpre ao Município de Olhão, à Junta de Freguesia da Fuseta, à Delegação Regional da Secretaria de Estado da Cultura, à CCRDA e outras entidades logicamente envolvidas em tornar em livro o trabalho árduo desenvolvido pelo Zeca. Une-nos uma profunda amizade por este investigador, como nos honra a estima que partilhámos com seus saudosos pais. Mas independente de tal assume-se por direito, justiça e maior interesse público a edição em liv
quinta-feira, 18 de junho de 2026
CRÓNICA DE FARO. JOÃO LEAL. Voluntários, precisam-se!
O apelo foi lançado pelo prestigiado Rancho (Grupo) Folclórico de Faro, a caminho do centenário e que tantos e tão valiosos serviços tem prestado por esse Mundo em fora em prol da capital sulina e do Algarve.
Fá-lo visando a próxima edição do «Festival Internacional de Folclore», importante acontecimento que em Agosto transformará Faro e vários concelhos da Região, numa verdadeira capital mundial folclórica.
Sob o lema prosseguido ano após ano de «Amigos para sempre...» pede-se o contributo de generosas boas vontades que numa atitude voluntária, humana e bairrista, acompanhem os vários grupos quer nas suas deslocações como nas múltiplas actividades que o «Folkfaro» comporta (workshops, exibições em instituições sociais e outras).
Os que derem um passo em frente na resposta ao sugestivo convite de «voluntários precisam-se» criarão novas amizades, praticarão diversos diplomas e prestam um generoso serviço a Faro e ao Algarve do mais simbólico valor.
As respostas, como em cada edição do «Festival Internacional de Folclore do Algarve» tem acontecido, vão acontecer e com elas uma colaboração ao esforço organizativo do Rancho Folclórico de Faro, que a todos nos importa.
Na lembrança da D. Maria Armanda Vargues
Sensibilizáva - nos a sua fraterna partilha de estima e de amizade num pleno testemunho da grandeza de sua alma e da generosidade do seu espírito. Com a morte da sra. D. Maria Armanda, dedicada esposa do nosso Presidente e Amigo Florêncio Pereira Vargues e extremosa Mãe de suas Filhas, a quem apresentamos bem como a toda a enlutada Família a dolorosa expressão do nosso mais sentido pesar perdemos uma dedicada Amiga, daquelas para quem a estima é um dom do Senhor e partilhável com todos. Mãe e Esposa de uma dedicação inultrapassáveis era dotada de um extremoso coração, de uma coragem inultrapassáveis e de um sentido de partilha sem limites. Técnica bancária aposentada era uma exímia pintora de arte em porcelana, tendo realizado várias exposições não só em Faro como noutras cidades. Foi uma colaboradora a 100% do nosso presidente e amigo Florêncio pelo que, em nome da AAAETC lhe devemos a agradecida gratidão. Uma saudade infinda pela morte da Sra. D. Armanda é o triste sentimento que nos invade. Em nome de todos os «Costeletas» um profundo abraço de muito pesar e de muita amizade ao presidente e amigo Florêncio.
João Leal
domingo, 14 de junho de 2026
Comunicado de falecimento
Caros Associados,
É com profunda tristeza que informamos que a nossa associada Maria Armanda Vargues, esposa do nosso muito querido Presidente da Associação, Florêncio Vargues, faleceu ontem à tarde.
Neste momento de grande dor e consternação, a Direção da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira apresenta ao nosso Presidente, aos seus familiares e amigos as mais sentidas condolências e manifesta a sua solidariedade e apoio.
Em nome de todos os membros da Direção, endereçamos os nossos mais sinceros e sentidos pêsames à família enlutada.
Que a Maria Armanda descanse em paz.
A Direção da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira
---------------------------------
sexta-feira, 12 de junho de 2026
Crónica de Faro João Leal UM ACTO DE JUSTIÇA E GRATIDÃO
Ainda não foi oficialmente descerrada a placa toponímica que dá o honrado nome do grande servidor de Faro que foi o sempre lembrado Henrique Luís de Brito Figueira. Pensamos que sê-lo-á, como tudo leva a futurar no dia 7 de Setembro, próximo, na comemoração do feriado municipal (Dia da Cidade), como o é usual. Mas, e daí o nosso tomar conhecimento da justa e merecida da Câmara Municipal de Faro, já figura na identificação postal.
Situa-se a nova artéria que homenageará aquele que foi um dos mais dedicados servidores da região, na rua que liga a E.N. 2 (Faro / São Brás de Alportel) à estrada municipal para a Conceição de Faro, onde se situam as instalações, em adiantada fase de construção da grande superfície de produtos alimentares espanhola «Mercadona».
Brito Figueira, tal como Martin Luther King, «teve um sonho», que era o progresso, em todas as áreas, do desporto à cultura, do social ao económico, dando o seu contributo empenhado e voluntário às mais diversas iniciativas, que importassem à comunidade. Foi o «mais novo chefe de secretaria da Junta Autónoma das Estradas»; secretário geral do Sporting Clube Farense e da então Associação de Futebol de Faro, hoje denominada do Algarve; dirigente e empenhado rotário, a ele se devendo tal como a Eulálio Cabrita e engenheiro Tito Olívio Henriques, a vivência do Rotary Clube de Faro; dirigente de múltiplas instituições, entre as quais os Bombeiros Voluntários (Cruz Lusa), o Montepio dos Artistas, a Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira (cujo Curso Comercial concluiu), etc.
Era sua esposa, a sempre lembrada «costeleta» Maria Beatriz Rosa Brito Figueira (para os amigos afectuosamente a «Bibi») formando um casal modelo, sempre com a disposição assumida de apoiar quem de ajuda, num que o fosse moral, necessitava.
«Rua Brito Figueira», localizada na «Faro em quarto crescente», paredes meias com o Alto Rodes que para ele era um refúgio natal e permanente, um acto da maior justiça e gratidão, assumido pela Câmara Municipal de Faro, em boa hora.
quinta-feira, 11 de junho de 2026
Crónica de Faro João Leal PARABÉNS «ILHÉUS FARENSES» DA CULATRA E DOS HANGARES
Tem sido uma verdadeira luta de décadas, em que se tem revelado o espírito de resistência, de acreditar e de prosseguir com denodo a travada pelos abnegados farenses residentes no Faro Insular dos núcleos populacionais da Culatra e dos Hangares no que respeita à legalização das casas que construíram com determinação, esforço e um sentido de prosseguir o que foi feito, desde os primórdios por dezenas de gerações.
Um recente acordo celebrado entre o Ministério do Ambiente e a Câmara Municipal de Faro abre caminho à regularização das habitações destes «farenses ilhéus» sem o espectro que durante anos e anos pairou de uma demolição coerciva pelas entidades com jurisdição na matéria.
Agora e num entendimento em que o presidente do Município, dr. António Miguel Pina, repetiu o sucesso que alcançara em relação à Ilha da Armona, quando desempenhava as actuais funções na Câmara Municipal de Olhão, abrem-se as melhores perspectivas aos culatrenses e hangarenses no que toca às habitações que, com tanto amor, sacrifício e carinho foram construindo.
Unem-nos fortes laços de família e de forte saudade (a tia Gertrudes, o Tio Zé Bruto e tantos mais) às gentes da Culatra e de admiração e amizade, entre os quais a amizade do Manuel Luís («o reporter da cidade») no que toca ao histórico sítio dos Hangares, um marco na história da aviação militar portuguesa.
Por tais razões e pela justiça íntegra que se vive neste acordo havido os mais sinceros parabéns a essa gente trabalhadora, determinada e amante do seu território que são os moradores nos Hangares e na Culatra.
domingo, 7 de junho de 2026
«CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE» «MARIA BARROSO: UMA ESTRELA NOS PALCOS E NA VIDA»
Uma das mais conhecidas «filhas de Olhão», a sempre lembrada Maria de Jesus Barroso Soares, nascida na Fuseta, onde o pai, oficial da Armada foi Delegado Marítimo, é biografada no livro «Maria Barroso: uma estrela nos palcos e na vida», da autoria da jornalista e escritora Luísa Ducla Soares, com ilustrações de Susana Carvalho. A obra foi apresentada na «Casa dos Zagallos», em Almada e integra-se nas comemorações do centenário da ilustre fusetense e de seu marido o Dr. Mário Soares, personagem maior da oposição portuguesa, que foi Presidente da República, Primeiro Ministro e Secretário Geral do Partido Socialista. O enlace matrimonial entre ambos teve lugar na Cadeia do Aljube, em Lisboa, onde o Dr. Mário Soares se encontrava a cumprir pena por «crimes políticos».
Durante a sessão usaram da palavra o Dr. João Soares e a Dra. Inês de Medeiros (presidente da Câmara Municipal de Almada). Trata-se de uma obra de grande interesse pedagógico sobretudo para as gerações mais jovens, a quem é apresentada esta notável algarvia e grande patriota.
Maria Barroso que foi homenageada sendo o seu honrado nome dado ao Auditório Municipal de Olhão é uma das mais notáveis olhanenses e espera-se que este magnífico livro possa, em breve, ser apresentado no concelho natal.
João Leal
Crónica de Faro João Leal Nova «Casa do Trânsito»
O título intrigou-nos, pois, pensávamos que se tratasse de algo referente a movimentos de meios aéreos, terrestes, fluviais ou marítimos. Puro engano, pois, a «Casa do Trânsito», recentemente aberta em novas instalações na capital algarvia, objectiva em termos sociais algo de muito importante.
Numa concretização viável graças ao protocolo celebrado entre a Fundação Calouste Gulbenkian e o Município de Faro e sob a iniciativa e gestão da benemérita instituição «O Companheiro», cuja existência não conhecíamos, surgiu esta «Casa do Trânsito». Destina-se a mesma a prestar todo o meritório apoio, com todo o ambiente protegido e os meios técnicos e pedagógicos necessários a quantos estiveram envolvidos em questões judiciais, tendo em vista a respectiva inserção, em termos correctos, na comunidade.
Com activa colaboração dos Estabelecimentos Prisionais existentes no Algarve (Faro, Olhão e Silves), que de outra forma honesta o não podia ser, esta «Casa do Trânsito» vai ser assim, em modos práticos, o percurso entre o cumprimento da pena aplicada pelos tribunais e o voltar a ter um papel condigno e fiável na sociedade a que o cidadão é devolvido.
Para que não volte a repetir o indevido praticado, como tantas vezes tem acontecido e na vivência, infelizmente autêntica de que «ao menos na cadeia tenho cama, mesa e roupa lavada».
sábado, 6 de junho de 2026
Crónica de Faro João Leal «Á VITÒRIA FARENSE À VITÒRIA»
Com um golo marcado na 1ª mão, em São Luís, curiosamente por um dos poucos nascidos na Cidade que alinham no plantel. Candeias, o Farense na sequência do nulo registado no Restelo, conseguiu manter-se na II Liga. Apetece-nos gritar aquela canção vitoriosa, bastas vezes ouvidas (que não esta época) - «á vitória, Farense, à vitória».
Foram tempos que têm que voltar a ser vividos pois o centenário (1/4/1910) clube importa esteja noutro patamar e importa-o mais do que ao concelho a toda a região algarvia. É uma marca a alcançar e espera-se que o Estádio de São Luís volte a ser aquele mítico recinto que lhe dá fama e glória.
O Presidente Dr. João Rodrigues, a quem prestamos a justiça da nossa homenagem pela sua determinação e disponibilidade, comunga de idêntico propósito, como estamos certos quantos amam o representante maior do desporto da capital sulina.
Há que unir o esforço de todos em torno deste propósito: que se oiça de novo e com redobrado ânimo - «á vitória Farense à vitória!».
sexta-feira, 5 de junho de 2026
CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE
UM «FILHO DE OLHÃO» GONÇALO RAMOS CAMPEÃO EUROPEU DE FUTEBOL
Foi um final de época esplendoroso o alcançado pelo futebolista nascido em Olhão, Gonçalo Ramos, avançado do PSG (Paris Saint Germain) e que no magnífico estádio da capital húngara, Budapeste, ergueu a «Taça dos Campeões Europeus».
Chamado no reatamento do emocionante prélio com os ingleses do famoso Liverpol
coube-lhe a sempre ingrata tarefa de converter o primeiro dos «penalties» decisivos face ao resultado que se mantinha de 1/1. O Gonçalo Ramos não se intimidou e abriu a série dos golos alcançados pelos parisienses, que pela 2ª época consecutiva arrecadaram o almejado troféu.
Juntamente com Bruno, João Vieira (de Tavira) e Vitinha (considerado «o melhor futebolista do encontro») o «filho de Olhão», que fez toda a sua formação no Benfica, donde se transferiu pra o PSG, envergaram no final, a quando da entrega da ambicionada «Taça da UEFA» a bandeira nacional.
Ao felicitarmos Gonçalo Ramos por mais este triunfo o compreensível e natural orgulho de Olhão e das suas gentes por este feito notável - ser campeão entre os maiores da Europa!
JOÃO LEAL
quinta-feira, 4 de junho de 2026
LIVRO SOBRE CAVACO SILVA PARA A BIBILOTECA ESCOLAR UM ANTIGO ALUNO DA ESCOLA INDUSTRIAL E COMERCIAL DE TOMÁS CABREIRA E SÓCIO DA AAAETC OFERECEU UM LIVRO SOBRE A BIOGRAFIA DO PROFESSOR DOUTOR ANÍBAL ANTÓNIO CAVACO SILVA, RECENTEMENTE EDITADO PELA REVISTA SÁBADO, E DA AUTORIA DO JORNALISTA ANTÓNIO ARAÚJO. João Leal
CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE
«PECHÃO, UMA ALDEIA DE MULHERES VISIONÁRIAS»
Trata-se de um estudo sociológico admirável, uma verdadeira tese universitária a 2ª edição de «Pechão, uma aldeia de mulheres visionárias» e que repete, em pleno, os altos objectivos com a sua estreia em 2025. Este trabalho «Pechão, uma aldeia de mulheres visionárias» repete na íntegra o estudo sobre o papel social, económico e autêntico das mulheres desta povoação em prol da Comunidade local. Iniciativa de «duas mulheres visionárias», elas mesmo membros activas da população desta terra do interior olhanense - Alexandra Duarte (autarca da Junta de Freguesia de Pechão) e Lara Tavares (dinâmica dirigente do COP - Clube Oriental de Pechão), repetiram o trabalho efectuado no ano passado «alcançando um registo sociológico para memória futura, sobre as iniciativas sócio - económicas das mulheres de Pechão em prol da identificação local».
Trata-se de uma das cinco freguesias olhanenses, as outras são: Olhão, Fuseta, Moncarapacho e Quelfes, com cerca de 4 mil habitantes, que se separou do termo de Faro em 1826 (há um mais de um século) passando desde então a integrar o criado concelho de Olhão.
Um trabalho pelo qual felicitamos as suas autoras, assim com a Junta de Freguesia de Pechão e o Clube Oriental de Pechão e que bem merece ser consultado e estudado.
JOÃO LEAL
sexta-feira, 29 de maio de 2026
CRÓNICA DE FARO
João Leal
«CAFÉS HISTÓRICOS» DE FARO
Têm crescido em sintonia com a própria expansão da cidade, capital sulina. Talvez que, nesta evocação dos «cafés históricos farenses», haja a omissão de muitos, até mesmo aquele que frequenta, mas acrescente, por favor.
A memória responsável e a consulta de documentos alusivos, leva-nos á lembrança mais antiga da «Casa Havaneza» que nos referem como um dos pontos «mais» da cidade, no seu tempo. A lembrança leva-nos até á baixa citadina, paredes meias com o Banco de Portugal e situados nos terrenos onde foi construída a filial da Caixa Geral de Depósitos. Ambos prosseguiram a sua actividade, o primeiro na Rua da Marinha e o Café Coelho, mais pastelaria do que «servir bicas e garotos» no canto da Rua Conselheiro Bivar e da Praça D. Francisco Gomes. Propriedade dos pais de um antigo «costeleta», o Virgílio António Coelho, que moravam no Largo do Sol Posto, foi depois estúdio fotográfico e hoje um dos muitos «fast food» que existem na zona. Mas á cabeça aparece como lembrança dominante o Café Aliança, aberto em 1920 pelo excelso empresário José Pedro da Silva, que figurou na série televisiva alemã «Os grandes cafés europeus». Vários estudos e publicações existem sobre a «bolsa algarvia das 4ªs e sábados», sendo de destacar o labor nesta investigação, desenvolvida pelo saudoso historiador messinense, Dr. Teodomiro Neto. Com uma existência algo atribulada nos últimos anos, o «Aliança» prossegue como a catedral dos cafés algarvios. Não queremos nem devemos esquecer o «Café Marítimo», que abria noite fora em especial para atender os pedidos de «um quartilho de medronho» para os pescadores levarem para a faina. Localizava-se paredes meias com o então Mercado Municipal (Rua Cdte. Francisco Manuel), hoje ocupado pela Cruz Lusa - Bombeiros Voluntários. Lembramo-nos do Café Atlântico (sede de uma agência bancária) que ia das Ruas de Santo António à da Marinha, com diversas inovações, entre as quais as da «venda self - service do tabaco». Só que ao fim do dia nem tabaco nem dinheiro...
Ah, e a «Brasileira», ponto de convívio de muitas gerações e de onde surgiram ideais para várias acções em especial para o desporto algarvio.
Uma curta evocação dos muitos cafés que existiram em Faro.
quarta-feira, 27 de maio de 2026
NOTA de PESAR
Partilhamos uma informação do nosso colega costeleta JOSÉ ELIAS MORENO
Quando alguém parte…
É com tristeza que acabamos de ter conhecimento da morte do Fernando Ferro no dia 11 do corrente mês de Maio na sua casa de Santarém .
Colega desde a Serpa Pinto que conhecemos morando na Horta do Ferragial com carreira profissional nos Telefones em Lisboa , frequentando a Casa do Algarve e o Café Martinho sempre com o seu qb de contraditório mas leal e amigo do seu amigo. Algarvio de gema acabou os seus dias depois duma aposentadoria activa cultivando as suas oliveiras ribatejanas e no seio da sua família.
RIP
A Direção da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira apresenta os sentidos pêsames à sua Família e muita força para ultrapassarem a dor do luto. Que descanse na Paz do Senhor. Amém
CRÓNICA DE FARO. JOÃO LEAL
O meu vizinho e amigo «Sr. Manuel Papo Seco»
Tinha como Manuel Miguel o seu nome oficial, como pude constatar, vezes múltiplas através da leitura de documentos oficiais - Certidão de nascimento, bilhete de identificação, etc. emitidos pelos serviços próprios. Nasceu em Loulé, sendo arreigadamente bairrista, deslocando-se várias vezes à sua terra natal, em algumas das quais o acompanhei - Batalha de Flores, Mãe Soberana e outras festividades louletanas e sendo um dedicado fã da Banda Artistas de Minerva, que ora completa os 150 anos de existência, assinalada efeméride que justifica as nossas mais efusivas felicitações. Nunca soubemos das razões que trouxeram este arreigado louletano até Faro, nem das motivações da alcunha «Papo Seco», porque era conhecido cidade em fora. Seria pela forma clássica como sempre se apresentava? Ainda o vi a usar «polainites».....
Durante longas décadas fomos vizinhos e amigos. O Sr. «Manuel Papo Seco» morou sempre no nº15 da Rua Infante D. Henrique e eu nos nºs 13 e 11 daquela artéria também conhecida por Rua Direita ou Rua da Carreira. Éramos «fronteiriços» do Grande Hotel, imponente imóvel construído ainda no século XVIII, a quando da «Era dos Cumanos» para unidade de saúde (tratamento da sífilis) e vindo posteriormente a ser unidade hoteleira de luxo (nela se instalou o malogrado presidente Sidónio Pais - «o presidente rei» e foi também centro de alojamento liceal. Nos tempos a que este escrito remonta (anos 40, 50 e 60 do século passado era o «Grande Hotel», hoje uma residência de apartamentos de luxo e que ocupa uma vasta área nas Ruas Infante D. Henrique, Dr. Teófilo Braga e da Viola, de armazéns de mercearia e frutos secos, bem como a sede dos Serviços de Abono de Família (hoje Segurança Social) e residência de ilustres famílias farenses - os Inglês O Ramos, os Tavares Belo (com destaque para o Maestro) e os Matos Parreiras (cujo líder além de Chefe da Delegação Aduaneira era um dos mais influente líderes do então partido único, a União Nacional. O vizinho e amigo Manuel Papo Seco era uma espécie de mordomo do Grande Hotel, ocupando um pequeno espaço com oficina de sapateiro. Era casado com a «vizinha Joana», benévola senhora que exercia o mister de «pespontadeira», uma actividade com reduzida ou quase nula expressão na cidade. Como não tiveram filhos adoptaram uma menina, a «Manelinha», que quando chegou a idade devida casou e foi morar para a Grande Lisboa, onde hoje, avó embevecida vive. Um trio de bons vizinhos, grandes amigos e gente que marcou a Faro dos tempos idos...
domingo, 24 de maio de 2026
CRÓNICA DO MEU VIVER OLHANENSE E OS ARRAIAIS POPULARES DE OLHÃO?
Um anúncio inserto num dos órgãos da Imprensa Regional e emitido pela Câmara Municipal de Tavira, sobre o prazo limite temporal para a inscrição dos espaços naquele vizinho concelho para a realização de festividades durante os «Santos Populares», chamou-me a atenção para esta falha no calendário olhanense. Durante décadas estas festas (ruas ornamentadas, sardinha assada «para todo o povo», mastros joaninos, etc.) aconteciam em Olhão.
«Seis meses de Carnaval e seis meses de São João» era assim que se definia o calendário anual de animação olhanense. Em muitas artérias desta «Cidade da Restauração», pudemos admirar placas alusivas aos prémios conquistados.
Era uma animação única que acontecia nas vésperas e dias dos Santos Populares - Santo António (12 /13 de Junho), São João (23 /24 do mesmo mês) e São Pedro (28 /29 ainda de Junho) enchiam de residentes e visitantes as ruas, ruelas e becos zona antiga para viverem uma festa única. Era o povo que numa generosidade plena festejava o Santo Patrono com todo o outro povo que o visitava.
Existindo uma empresa municipal, a Fesnima, que tão excepcionais provas tem dado do seu existir, pergunta-se: e os Santos Populares quando voltam a Olhão?
João Leal
CRÓNICA DO MEU VIVER OLHANENSE PARABÉNS, DRA, ANABELA MORTE! PARABÉNS, OLHÃO!
De entre as finalistas ao «Global Teatcher Prize Portugal 2026», figuram duas professoras algarvias, o que desde logo é altamente elogiável para a nossa Região. Mas mais elogiável ainda é o facto de uma delas, a dra. D. Anabela Morte, ser educadora infantil no Agrupamento Escolar Professor Paula Nogueira, nesta cidade. São-lhe pois devidas as mais efusivas saudações, que com todo o prazer lhe apresentamos, assim como a outra algarvia distinguida, a dra. D. Ana Claúdia Falcão, docente do Agrupamento Escolar Dra. Laura Ayres, em Quarteira.
Na entrada do antigo edifício da Escola do Magistério Primário, em Faro, numa grande placa podia ler-se: «A mais nobre missão que se pode confiar ao homem, é a de EDUCADOR!". Na realidade assim é, em todos os tempos e localizações. Olhão sempre teve um conjunto de professores que era considerado ao melhor nível regional. Ainda hoje a sua grande maioria é lembrada e venerada.
Se vencer o «Prémio», cuja classificação será anunciada no dia 29 de Maio, em Lisboa, a Professora Anabela Morte, que tem dinamizado acções de formação e projectos colaborativos ligados á inclusão educativa na Biblioteca Municipal de Olhão promete o prosseguir na sua intervenção ligando, de maneira activa o «triângulo pedagógico - escola, família e comunidade».
João Leal
segunda-feira, 18 de maio de 2026
Crónica de Faro. João Leal.
Obras Estruturantes
Em reunião havida entre o Ministro das Infraestruturas e Comunicações e o Executivo Autárquico de Faro, em que participou também a direcção do porto de Sines foram acordadas duas obras que consideramos do mais alto e futuro interesse para este Concelho que detém a capitalidade de região sulina.
De há muito faladas e objecto de vários encontros entre entidades públicas parece-nos que desta feita existem condições e compromissos assumidos para as mesmas avançarem e, assim, se verificarem dois eixos para o progresso concelhio.
O primeiro refere-se ao chamado Cais Comercial de Faro, construído nos anos 50 do século XX e que serviu, como razão de sua efectivação o transporte dos materiais necessários à edificação do porto comum de Faro - Olhão. Ainda contribuiu para o transporte do petróleo para o Parque de Combustíveis do Bom João, de alguma exportação do sal gema, vindo das minas de Loulé, do cimento produzido na Cimpor e de uma aventura de turismo Faro / Tanger (Marrocos), de curta duração e de pouco, muito pouco mesmo de outros servimentos,
Agora foi decidido que a exploração e urbanização do dito Cais Novo passe para a posse da Câmara Municipal de Faro, numa desafiante proposta à sua capacidade de gestão e de realização. Desde a sempre e nunca concretizada Marina à despoluição da que é uma das zonas concelhias mais insalubres e que pode vir a ser uma ampla avenida de refrigério e de lazer para os farenses.
A outra importante questão tratada é da melhoria da ligação entre a «cidade em quarto crescente», como há décadas, neste mesmo espaço a definiu o sempre saudoso jornalista Mário Zambujal, e a A22 (Via do Infante), para facilitar o elevado tráfego existente. Acreditamos que o Instituto das Infraestruturas não se oporá às situações apontadas e que de Faro ou para a capital regional virá a ser mais acessível o acesso aquela via rápida que percorre a Região.
CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL TRÊS MORTES QUE NOS ENLUTAM
No curto espaço de uns dias três falecimentos de quem serviu Faro e o Algarve de uma forma exemplar, dedicada e inestimável, vieram estremecer o nosso íntimo.
Ás suas sempre lembradas memórias prestamos o mais vivo dos sentimentos de gratidão por tudo o que deram em suas honradas vidas pela comunidade em que estamos insertos.
Na sua Alcoutim faleceu o histórico dirigente do PCP (Partido Comunista Português), Carlos Brito, que desde bem novo fez parte desta formação partidária, dando-lhe, enquanto seu militante e dirigente (sairia por acordo consigo mesmo) toda a inteligência, vocação e trabalho, de que era inegável possuidor. Bem cedo foi eleito para a Assembleia Constituinte, pois era a quando do 25 de Abril de 1974 e, claro na clandestinidade seu delegado em Portuga. Após o funeral da Igreja da Misericórdia, em Alcoutim, onde os restos mortais de Carlos Brito estiveram em constante vilegiatura vieram as mesmas para o Crematório de Faro, como que num adeus à capitalidade sulina, cidade que muito amava.
Depois foi a morte de José Costa, o recém eleito presidente para segundo mandato de uma das mais históricas agremiações farenses, o Clube de Futebol «Os Bonjoanenses», com um notável contributo para a cultura, o desporto amador e o recreio de Faro. Filial dos azuis de Lisboa, o C. F. Os Belenenses, sediado no popular Bairro do Bom João o saudoso José Costa era, há várias década, dirigente de «Os Bonjoanenses», a que imprimiu um inusitado dinamismo e incremento.
«Morreu o homem». Parafraseando o que foi dito a quando da morte de El-Rei D. João II, o Príncipe Perfeito, pudemos usá-lo a propósito do adeus do Dr. José Vitorino, destacada figura da vida pública e política do Algarve e do País. Natural da Conceição de Faro, onde residia, e por motivo de progressiva doença, se afastara de qualquer actividade, o saudoso amigo, com quem tivemos muitas discordâncias, que nunca afectaram a nossa amizade, fez o ensino liceal em Faro, após o que alcançou o título de Engenheiro Técnico Agrário (Escola de Évora) e licenciou-se em Ciências Económicas e Financeiras, vindo a exercer funções em Lisboa (Seguros) e no Algarve (António Neves Pires). Foi um dos fundadores do PPD (Partido Popular Democrático), depois PSD (Partido Social - Democrata), o que valeu o «apedrejamento» com o saudoso Dr. Cristóvão Norte num comício realizado no Salão Luís Parque, a que se seguiu a destruição da sede na Rua Lethes , daquela formação partidária. Foi sucessivamente eleito deputado, função interrompida pelo desempenho do cargo de Governador Civil e de Presidente da Câmara Municipal de Faro, entidade que o distinguiu com a «Medalha de Mérito - Grau Ouro». Criou diversas associações, entre as quais a CEAL e a ALGFUTURO. Uma lembrança que nunca se esquece, um dos mais ilustres farenses e algarvios, cuja memória perdurará pelos tempos fora, a o do amigo, porque verdadeiramente o era, o hoje sempre recordado dr. José Vitorino.
Crônicas de JOÃO LEAL
BALLET NA TOMÁS CABREIRA
Sob o tema «Declaração Universal dos Direitos Humanos» as alunas do Curso Profissional de Bailado, dirigidas pela Prof. D. Ana Filipa, apresentaram um espectáculo denominado «Corpos no Direito».
O JORNALISTA JOSÉ MILHAZES EM CONFERÊNCIA NA ETC
O conhecido jornalista José Milhazes (SIC) que viveu vários anos na Rússia profere uma conferência, seguida de debate, no dia 15 de Maio, pelas 18 horas, na Escola Tomás Cabreira.
João Leal
sábado, 16 de maio de 2026
CANTAR dos REIS
Recordar é viver... Quanta saudade!
Punha o sapatinho á chaminé...
Era assim na minha mocidade
Era a nossa crença , a nossa fé
Era o Dia de Reis...grito: Salvé!
Perante a mais triste realidade
Porque hoje esse dia já nao.é
Vive-se doutro.modo a festividade
Cantava-se os Reis em cada lar
Era lindo as criancas a cantar
Os lindos cantares tradicionais
O.bater das castanholas, do pandeiro
O cantar aos Reis mais verdadeiro
Tempos que não voltam nunca mais!
Maria José Fraqueza
quarta-feira, 13 de maio de 2026
PALAVRAS FRIAS
Paiavras tão cheias de podridão...
Que se proferem sem menor sentido
Que são lançadas a fundo perdido...
Daquelas que semeiam a traição!
Quando as dirigem á multidão
As palavras chegam ao ouvido
Atacam o seu ente mais querido
Sem qualquer contemplação
Essas palavras são muito mesquinhas
Não passam de falsas louvaminhas
Ditas sem que haja sinceridade
Apenas revelam falsa lisonja
A esses eu passo uma esponja
Não traduzem a mais pura verdade!
Maria José Fraqueza
segunda-feira, 11 de maio de 2026
Actualização de dados
Um bom dia para todos os colegas costeletas.
Venho solicitar através do blogger da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira, muito encarecidamente s todos os sócios o envio dos seguintes dados:
Nome, morada e número de telefone, telemóvel e e-mail para o seguinte endereço: aaaetcabreira@gmail.com
Este pedido é para uma reorganização dos ficheiros existentes na secretaria da Associação pelos mesmos se encontrarem desatualizados.
Sem outro assunto de momento subscrevo-me com elevada consideração e apreço por todos vós,
O Presidente da Direção
da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira
Florêncio Vargues
domingo, 10 de maio de 2026
@35 ANOS DA AAETC da
DE ESTUDANTE A PROFESSOR
É uma honra de que muito me orgulho e que agradeço vivamente, o convite para participar no vosso boletim, comemorativo dos 35 anos de existência da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira (antiga EICF).
Escrever sobre os 35 anos de existência da Associação, obriga-me a recuar no tempo e a mergulhar na própria história da nossa democracia. Faço-o com a perspectiva de quem viveu esta casa em tempos de profunda mudança: primeiro como aluno e novo anos depois como professor.
Como aluno fui contemporâneo do saudoso professor ZECA AFONSO, figura ímpar e emblemática, foi o embrião do novo PORTUGAL que estava a nascer. Embora o destino não me tenha colocado directamente nas suas salas de aulas o ambiente gerado à sua volta era impossível de ignorar e a criação do mítico boletim da Associação dos Antigos Alunos da Escola EICF, preparava o caminho do futuro.
Anos mais tarde, quis o destino que o meu regresso a esta casa coincidisse com um dos momentos mais marcantes da nossa história. Terminei o serviço. militar em 31 de Janeiro de 1974 e, logo a seguir, em Fevereiro, voltei a entrar nesta escola, já não como aluno, mas como professor. Vindo da realidade dos quartéis onde o descontentamento entre os oficiais subalternos era visível, tinha o pressentimento que algo iria acontecer. Apenas dois meses depois de eu iniciar o meu percurso nesta escola, a liberdade saiu à rua.
Vivi o tempo em que o associativismon era um sonho e depois uma realidade conquistada.
A Associação não é apenas um grupo no de alunos, é a herança viva do direito à participação, à crítica, é à construção de uma comunidade escolar ativa, onde o futuro não se espera, constrói-se.
Para quem conheceu a escola no crepúsculo de uma era e na aurora de outra era, ver a Associação completar 35 anos é a confirmação de que o espírito da Tomás Cabreira, sempre ligada ao pulsar de Faro e no desenvolvimento do Algarve, continua de boa saúde.
Parabéns à Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira por este percurso que não deixa a memória apagar-se. Que continuem a honrar a história de desta Escola e a ser o motor de dinamismo que a Tomás Cabreira imprimiu à cidade de Faro.
Parabéns a todas as direcções anteriores que deram vida a este projecto e o mantêm no caminho do sucesso.
Viva à Associação
Viva a outros 35 anos
Jose Rogerio Guerreiro
MEMÓRIAS DE ESTUDANTE
O MESTRE CAROLINO
O Mestre Carolino , professor lendário de dactilografia era Mestre nas provocações aos alunos, tinha um comportamento bizarro, que não correspondia a, nenhum estereótipo da época e tinha um ódio visceral aos alunos de Loulé. Contava que alguns anos atrás havia combates entre Louletanos e S. Brasences muito viole tos.
Todos os dias se vangloriava dos seus atributos físicos , mostrando os punhos dizia que ninguém aguarentaria um murro dos dele.
Creio que era misógino, derivado aos comentários que fazia sobre as raparigas.
Eu sou louletano e havia outro colega, que sendo Setubalense, vivia em Loulé, onde tinha sido meu vizinho, a minha sorte foi de ter mudado de residência e vir morar para Faro, ele como tinha na caderneta a minha residência em Faro, nunca descobriu a minha origem, enquanto o meu colega Vitorino sofreu as passas do Algarve.
Na minha turma havia também um aluno de S. Brás do Alportel, o Salomé, que um dia levou umas calças de um tom de azul claro, que ele achava que era uma cor feminina e começou a espreitar por baixo da carteira e com gestos rápidos levantava a cabeça e dizia que debaixo da carteira estava uma mulher e em cima via um homem, dissemos que esse é de S. Brás e ele respondeu " não pode ser em S. Brás não há gente desta".
Nas aulas era intratável, por vezes, as máquinas que eram muito modernas para aquela altura, fechavam as margens automaticamente e não era fácil voltar a pô-las no lugar certo para alguns alunos e ele, em vez de ensinar, dizia para os alunos falarem com a máquina e se a máquina não obedecesse que a atirassem pela janela.
Em anos anteriores houve um aluno mais maluco do que ele, tinha já a máquina na janela pronto para a atirar para a rua, quando o Mestre Carolino o agarrou e pediu-lhe para não fazer isso, foi um Faísca de Salir, que era irmão de um colega da minha turma.
Um aluno muito conhecido em Faro, Chico Contreiras tinha uma mota muito ruidosa ia muitas vezes para a porta da Escola que era perto da sala de dactilografia fazer barulho e o Mestre Carolino comentava "aí está o maluco."
CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE
A ARQUITECTURA FUSETENSE
No âmbito das «presidências abertas», meritória iniciativa da actual presidência camarária de Olhão, no sentido de um contacto directo com as populações residentes no Concelho, e que tiveram o seu auspicioso início na freguesia de Quelfes, coube à Fuseta receber a edilidade olhanense na segunda sessão destes encontros.
Decorreu o mesmo nas instalações do Cinema Topázio (actual sede da Associação Cultural da Fuseta onde o icónico «maestro» Domingos Caetano desenvolve uma formação artística ímpar) e focou um tema que para muitos foi, quando dele se começou a falar, uma verdadeira surpresa - a arquitectura fusetense.
Efectivamente e mercê de factores vários das «barraquinhas de colmo» à beira mar implantadas e com que se iniciou este «povoado» às construções definitivas houve a inovação dos «telhados em abóbada», que ainda hoje se podem admirar em muitos prédios.
Foi um «achado» que deve ser explorado, por razões várias e de modo próprio no que respeita à identidade própria da justamente chamada «noiva branca do mar».
Para além das valiosas intervenções de catedráticos da prestigiada Universidade do Algarve, a quem como a todos nós o assunto importa, registaram-se oportunos testemunhos, que importa considerar. «Arquitectura na Fuseta» um tema que não se pode nem deve cingir (o que não foi para já nada mau) a esta «presidência aberta» mas prosseguir com novas e continuadas acções.
João Leal
sábado, 9 de maio de 2026
CRÓNICA DE FARO João Leal «GRAVIDEZ EM PREPARAÇÃO» No Sábado, dia 16 de Maio, a capital algarvia recebe um evento do mais elevado interesse não apenas para os farenses de hoje, como nós, mas para os «filhos de Faro do amanhã». Trata-se de uma sessão descentralizada, o que desde logo merece o nosso mais sentido aplauso, das «Conversas em Barriguinha», promovida pela associação homónima e que terá lugar a partir das 15 horas, no Centro Pediátrico, na Rua Egas Moniz, nº 3 - C. A participação é livre, mas sujeita a inscrição, interessando de sobremodo a quem está em estado de gravidez ou quem já pariu e está atenta aos problemas da pós- gravidez. Existe assim um universo bem amplo de interessados nesta reunião em que serão prelectoras duas conhecidas figuras desta especialidade médica, assim como profissionais de saúde, permitindo assim, em alguns casos, um contacto primeiro com quem prestará os serviços de parto. Numa época em que infelizmente se tecem e com justificadas razões acérrimas críticas ao sistema de saúde, sobretudo no que respeita às maternidades encerradas, esta reunião surge como de uma rara oportunidade, sobretudo no que respeita às grávidas e em regime de parto e de pós - parto. Pela defesa da vida nascente é um imperioso dever participar!
LIVRO SOBRE ANÍBALCAVACO SILVA
No âmbito das publicações Breves biografias dos Políticos Portugueses a excelente revista semanal «Sábado" dedicou o seu volume 3º ao antigo costeleta e sócio da AAAETC Professor Doutor Aníbal António Cavaco Silva, que além de outras altas funções foi Primeiro Ministro e Presidente da República Portuguesa. O texto é da autoria do jornalista António Araújo. Nele se faz uma ampla referência a esta destacada figura da vida nacional e, com justificado orgulho das Escolas Serpa Pinto e Tomaz Cabreira.
Uma obra que vale a pena ser lida sobre o que é um dos «nossos costeletas».
João Leal
sábado, 2 de maio de 2026
CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE
PRIMAVERA DESPORTIVA
Foi lindo de se ver no idílico ambiente do «Jardim do Pescador Olhanense» este arranque de mais uma edição da «Primavera Desportiva», manifestação promovida pela Câmara Municipal de Olhão e destinada a dar conhecimento das actividades e acções promovidas em todo o Concelho pelas diversos pólos desportivos. Se com justificada razão se diz que «Olhão fez-se a si mesmo ela tem um comprometido desenvolvimento na área do desporto. Durante mais de duas horas houve o orgulhoso motivo de vermos em plena acção centenas de jovens nas mais diversas modalidades, aquilo que acontece «á porta fechada» nos treinos que acontecem com determinação, empenho e vontade. Elevado foi sempre o número de clubes existentes quer na Vila de Olhão como na hoje, com todo o justificado orgulho na Cidade de Olhão. Desde uma das antigas agremiações desportivas do País, o Ginásio Clube Olhanense, criado ainda no século XIX a um dos mais estimados clubes do País, o Sporting Clube Olhanense que em 1924, sendo Presidente da República o portimonense e escritor Manuel Teixeira Gomes, conquistou o título maior do futebol português, dezenas de clubes, com destaque para os chamados «populares» pululam por todo o concelho. Era ver a quando dos chamados torneios de futebol, organizados pelo sempre saudoso Senhor Cassiano no Largo da Feira como se via e vivia a constituição das equipas, de onde saíram nomes famosos do futebol português através dos clubes populares.
A prática desportiva mereceu sempre a adesão de atletas e empenhados dirigentes olhanenses ao longo dos séculos e também nesta área pudemos reafirmar «Olhão fez-se a si mesmo».
JOÃO LEAL
quinta-feira, 23 de abril de 2026
Crónica de Faro
João Leal
Os 35 anos da Associação dos COSTELETAS
Com um vasto e significativo conjunto de actos assinala-se no Sábado, 9 de Maio, o 35º aniversário da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira (AAAETC). Decorre, com todo o seu sentido de «acolher» esta «festa / encontro», na própria Escola (junto à Alameda), dos Costeletas, designação dada aos alunos do ensino técnico profissional, que principiou com a icónica Escola Pedro Nunes, englobando também os que andaram na Serpa Pinto e na veterana Tomás Cabreira, nas várias fases da sua existência de longas décadas e em oposição de «Bifes» dado aos estudantes do ensino liceal.
São 35 anos de persistência, vontade e presença no ânimo de cada um dos costeletas a vida da AAAETC, unindo sucessivas gerações à sua Escola e prosseguindo esta a ser um traço de união, de lembrança e de gratidão para com aquela, que se orgulha de ter entre os seus alunos, o Prof. Dr. Aníbal António Cavaco Silva, que foi Primeiro Ministro e Presidente da República Portuguesa.
Nas comemorações será entregue o «Prémio ao Melhor Aluno - 2024 / 25», que leva como Patrono a Dra. D. Ana Paula, dedicada pedagoga e dinâmica presidente do Conselho Directivo do Agrupamento Escolar Tomás Cabreira e que terá como seu destinatário o excelso jovem Bernardo Fernandes, uma referência ao trabalho e à inteligência.
Momento de particular significado aquele que conferirá o nome do antigo aluno e um dos nomes maiores do jornalismo e da literatura portuguesa (séculos XX e XXI), nosso companheiro, durante anos nestas colunas Mário Zambujal ao auditório escolar.
Segue-se o almoço de convívio e o «bailarico á moda de tempos idos» a recordar o que foi a Escola Tomás Cabreira, cuja associação dos «costeletas» agora comemora 35 anos de salutar vivência.
Crónica de Faro
João Leal
«Bodas de Prata» da Biblioteca Ramos Rosa
Não existe qualquer monumento em homenagem ao poeta maior farense - António Ramos Rosa. Mas existe um monumento vivo, actuante e eficaz, que se expressa nos 25 anos da activa Biblioteca Municipal que tem como patrono António Ramos Rosa. Foram estes 25 anos de uma dinâmica actividade devidamente assinalados com um conjunto de acções que fomentam o salutar consumo do acto de ler.
Foi no distante ano de 1907, ainda em plena Monarquia que se encontram os primeiros esboços da futura Biblioteca Municipal. Em1943 é nomeado seu Director o professor liceal Dr. Moreira Júnior, conhecido por todos como o «Dr. Chouriço», funcionando então a Biblioteca no rés do chão do edifício camarário e sendo seu encarregado o saudoso João Piteira, que muito nos aturou pois situava-se perto da antiga Escola Tomás Cabreira (Rua do Município) e ali consumíamos os tempos livres.
Em 1961 retornou a Faro, vindo de Lagos, onde por «amor» se exilara o sempre lembrado Professor José António Pinheiro e Rosa e, após as obras de restauro, a Biblioteca é transferida para o recém adquirido Convento de Nossa Senhora da Assunção (Largo Afonso III), sendo presidente do Município o recordado Major João Henrique Vieira Branco. Até que em 2001, presidindo à Autarquia o farense Luís Coelho e vereador do pelouro da Cultura, à qual deu importante impulso o eng. Augusto Miranda se instalou no actual imóvel. Fora este, durante décadas, o Matadouro Municipal, com o seu belo pórtico neo - árabe datado de 1 897. Foi dado o nome de um novo patrono, o actual António Ramos Rosa e vivendo a nova Biblioteca um novo ciclo, comos seus 50 mil volumes e, a grande maioria das publicações periódicas (diários, semanários, etc. que são de grande consulta.
Para além deste que consideramos um dos mais válidos serviços que o Município oferece a todos os residentes, á também da sua responsabilidade a edição do «Anuário», o que constitui uma espécie de «Faro, monumento de história anual».
Saudamos efusivamente a Autarquia, capital do Algarve, e de modo afectivo especial a sua dinâmica e directora actual. a dra. D. Sandra Martins, por estes 25 anos da Biblioteca Municipal António Ramos Rosa e o que tem sido, ao longo de décadas, a sua dinâmica acção em prol da cultura e do lazer dos algarvios.
segunda-feira, 20 de abril de 2026
PROGRAMA:
Comemoração do trigésima quinto aniversário da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira
1 - Pelas 11.45 horas, recepção e concentração dos convidados, sócios da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira, Professoras, Professores, Fincionarias, Funcionários, Alunas e Alunos.
2 - Descerramento da placa no Auditório A situado no Edifício Principal da Escola Tomás Cabreira que terá o nome da ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS ALUNOS DA ESCOLA TOMÁS CABREIRA / MÁRIO ZAMBUJAL com a presença de ISABEL ZAMBUJAL, folha do jornalista e escritor Mário Zambujal que frequentou a Escola Industrial e Comercial de Faro.
3 - A Direção da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira convidou a Dra. ANA PAULA MARQUES para patrona e entrega do prêmio de melhor aluno do ano 2024/2025 que aceitou o convite formulado.
4 - A patir das 13.00 horas temos o início do almoço convívio a realizar no refeitório da Escola Tomás Cabreira com um minuto de silêncio em memória de todos os Costeletas que faleceram.
No final do almoço convívio será feita a entrega do prêmio ao melhor aluno do ano lectivo 2024/2025 BERNARDO FAUSTINO CAETANO pela patrona do mesmo Dra. ANA PAULA MARQUES.
5 - Este evento encerra com música ao vivo com a colaboração do acordionista HÉLDER PIRES para uma tarde dançante.
6 - O preço unitário deste evento é de 20 € ( Vinte Euros ), sendo a data limite 3 ( Três ) de maio para confirmação por motivos de logística.
As inscrições podem ser efetuadas por;
e-mail da Associação: aaaetcabreira@gmail.com
ou por telemóvel;
Florêncio Pereira Vargues
924 067 639
Eurico Bárbara
962 865 312
962 925 921
sexta-feira, 17 de abril de 2026
Crónica de Faro
João Leal
Uma revisão geral é urgente
A queda da fachada de um prédio de dois pisos, no cruzamento das Ruas Aboim Ascensão e Cunha Matos, nas imediações da Escola Básica dita do Carmo, causou, felizmente, menos estragos do que seria previsível. Apenas um casal de idosos, como nós, ficou desalojado e sofreu ligeiros ferimentos, a par da destruição de veículos automóveis atingidos que o foram pelos pesados pedregulhos e materiais vindos com a queda do referido imóvel.
Podia ter acontecido um total de mais graves consequências, em função do intenso movimento e viário, que na zona a qualquer hora se regista e de coincidir com a entrada nas aulas de centenas de crianças e seus professores, para além dos familiares que habitualmente as acompanham.
Há centenas de casos idênticos em Faro, quase sempre casas devolutas ou ocupadas ilegalmente. Já se têm registado incêndios, demolições e outros acidentes de idêntico teor.
Todos nós o conhecemos e se aponta a dedo o elevado número de prédios em mau estado e a constituírem um enorme perigo para os bens, vidas e haveres, que a indesejada queda provocariam. Daqui que se impunha e exige, a bem da segurança de todos nós que o Município determine a urgente inspecção de tais prédios.
CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE
OS 2 SÉCULOS DA AUTARQUIA
Em sessão pública realizada no Largo Sebastião Mestre Martins, sob a presidência do dr. Ricardo Calé, decorreu a apresentação do programa das actividades a desenvolver até Novembro de 2026 e assinalando o bi - centenário da criação da Câmara Municipal de Olhão.
Foi em Agosto de 1826 que a «Cidade da Restauração» alcançou a sua desejada autonomia autárquica, sendo primeiro presidente do Município o dr. António Freire Teles.
Esta efeméride, de rotulamos do mais alto sentido cívico, traz-nos logo à lembrança a frase icónica do saudoso cacelense Prof. Doutor António Rosa Mendes - «Olhão fez-se a si mesmo». É que esta é uma realidade que ora á justamente comemorada e que atesta, em plenitude, a expressa vontade do povo olhanense.
Não conhecemos o programa celebrativo, mas sugere-se que nele figure, ou que o venha a acontecer posteriormente, a erecção de um monumento ao povo de Olhão. É que foram as suas gentes, aqui nascidas ou aqui residentes que tiveram a força maior, constante e acrescida de fazer acontecer a autonomia e o progresso que durante duzentos anos fez desta terra «a capital da Ria Formosa» e de grande relevância na Região Sulina.
Lembramos a tal propósito que a presidência de três importantes organismos algarvios estão confiados, democraticamente, a dois olhanenses. São eles a CCDRA - Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, AMAL (Associação dos Municípios do Algarve) e Câmara Municipal de Faro, nas pessoas dos drs. José Apolinário e António Pina.
Celebrar o bi-centenário do Município de Olhão é viver o admirável contributo que sucessivas gerações deram à «Cidade da Restauração», provar uma gratidão acontecida e acreditar no futuro desta terra, que conforme assinalou o saudoso mestre universitário «Olhão fez-se a si mesmo».
João Leal
quarta-feira, 15 de abril de 2026
CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE
«MEDALHA DE HONRA» DA ORDEM DOS ADVOGADOS PARA O OLHANENSE DR. FERNANDO CABRITA
Por indicação da Conselho Superior da prestigiada Ordem dos Advogados foi atribuída a «Medalha de Honra» ao conhecido e prestigiado jurista e escritor e conhecido olhanense dr. Fernando Cabrita. Figura carismática desta cidade e do Algarve é, a par da sua actividade forense, um dos nomes em destaque nas letras nacionais. Assim é que já publicou meia centena de livros desde os de temática poética aos ensaios e análises, sendo constantemente insertos poemas seus em revistas de todo o Mundo e traduzido em vários idiomas (castelhano, turco, polaco, russo, etc.
O dr. Fernando Cabrita, que nasceu na então «Vila de Olhão da Restauração», é um assumido «filho de Olhão», condição que tem prestigiado como poucos e foi, de 2015 a 2022, o promotor desse invulgar acontecimento «Poesia ao Sul», que fez desta terra a capital da poesia ibérica e cujo reatar se apresenta como de urgente importância.
O merecidamente galardoado com a «Medalha de Honra da Ordem dos Advogados» é detentor de vários e importantes prémios literários, entre os quais o «Prémio Nacional de Poesia Mário Viegas - 2008», o «Prémio Ibérico de Poesia - 2011» e o «Prémio de Poesia Prof. Adriano Moreira - 2022».
Ao felicitarmos o dr. Fernando Cabrita por tão alta distinção, prestamos a homenagem devida a quem tem exercido tão destacada acção na advocacia e na vida literária concedendo em ambos os campos o mais elevado prestígio a Olhão e ao Algarve.
João Leal
domingo, 12 de abril de 2026
Crónica de Faro
João Leal
Na luta contra o cancro
Toda a comunidade científica mundial, designadamente do foro clínico, se encontra empenhada na luta para encontrar a cura dessa temível doença que é o cancro.
Assim é que reputamos da maior importância ao 3º Congresso Internacional Portugal / Estados Unidos da América que, sob este instantâneo tema vai decorrer em Faro, no Campus Universitário das Gambelas, com a presença de algumas das mais cotadas entidades que são nomes maiores neste empenhamento.
Entre os cientistas contam-se dois galardoados com os Prémios Nobel da Medicina - os Professores James P. Alisson (2018) e William Koreling Jr. (2019), a par de outros grandes mestres.
Isto diz bem da importância deste encontro mundial de «experts» da medicina oncológica e do prestígio que o mesmo acarreta para Faro, como notável labor da Universidade do Algarve, que conjuntamente com a sua homónima de Yale (E.U.A.) promovem o Congresso, de que foram encarregados os Profs. Drs. Pedro Castel - Branco (vice - reitor da Universidade do Algarve e Prof. Dra. Katerina Colibis (docente para a pesquisa da famoso universidade estadunidense).
No dia 15 de Maio, pelas 14h30m, realiza-se no anfiteatro das Gambelas, uma sessão aberta, excelente ensejo para o público interessado participar neste 3º Congresso Internacional Portugal / Estados Unidos da América sobre as doenças do foro oncológico, a qual comporta uma mesa redonda moderada pelos citados organizadores.
CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE
AZEITE DE MONCARAPACHO ENTRE OS MELHORES DO MUNDO
Mais uma vez decorreu na «Big Apple», a grande metrópole de Nova Iorque, capital do mundo, a «New York Oil Competition», como que o campeonato mundial dos azeites. Olhão voltou, em mais uma edição anual, a marcar relevante presença, conquistando entre mil produtores de todo o mundo olivícola, duas medalhas: uma de ouro e outra de prata, figurando no «Guia Oficial dos melhores azeites do Mundo». Fê-lo devido à presença, uma vez mais, do precioso óleo vegetal produzido nos modelares Viveiros Monterosa, situados numa exploração agrícola nos arredores da «mui nobre e honrada Vila de Moncarapacho», neste concelho olhanense.
Com o «Azeite Monterosa Maçanilha» aqueles produtores moncarapachenses chamaram a si a atenção para a excelência deste comestível obtido, desde o tratamento das oliveiras à apanha da azeitona maçanilha por meios artesanais.
De referir para além do valor económico, desde sempre uma tradição algarvia (quem não provou a «tiborna?»), estes êxitos têm feito aumentar o crescente do turismo olivícola aumentando mais e mais a visita de turistas aos 32 hectares em que se desenvolvem, nos arredores de Moncarapacho, os Viveiros Monterosa.
João Leal
Crónica de Faro
João Leal
E a «Sereia»?
Durante as últimas grandes obras realizadas na Doca de Faro, esse maravilhoso pequeno lago que a construção da via férrea tornou viável «aprisionando» uma diminuta porção da extensa Ria Formosa, que lhe retiraram a antiga vedação e a dotaram das actuais «argoladas» que agora nos protegem de quedas indesejáveis, foi instalada nas escadarias junto ao edifício da Alfândega, a escultura de uma sereia. Era um cativante estímulo ao retracto recordação de «quando eu estiva em Faro...».
Em Domingo de Páscoa tivemos a desgostosa sensação de autenticar que a sereia não se encontrava no seu local de poiso nem nas imediações. A búzia sim, erra magnificente escultura metálica reproduzindo um dos mais apetecidos mariscos na Ria produzidos esse sim ao lado do fotografado lettering» «FARO».
Fez-nos passar este desaparecimento por aquele desapontamento que sentimos na primeira visita feita a Copenhague (Dinamarca) e vimos as reduzidas proporções de a estátua similar e famosa em todo o Mundo, colocada sobre uma rocha no Mar Báltico, à entrada daquela cidade nórdica. Obra do escultor Edward Eacobsen, surgiu por doação de um magnata ligado a conhecida cerveja da Dinamarca.
Desapareceu a nossa já icónica sereia da doca de Faro. Para onde foi? Ninguém o sabe informar. Espera-se e bem que a peça escultórica não haja sido destruída pois nada o justificava e existem muitos locais onde a colocar. Onde para a sereia que dava mais beleza (excepto o elevado número de embarcações de recreio) á bela doca de Faro? Quem souber que o diga.....
quinta-feira, 9 de abril de 2026
Crónica de Faro
João Leal
O «Zé Clemente»
Era um amigo dedicado, activo participante naquelas inesquecíveis manhãs nas tertúlias da Praça de Alhandra, hoje reduzidas a um zero corporal e onde a Dora, a Neuza e o «patrão» Emanuel nos proporcionavam todas as condições para um convívio saudável e fraterno.
Deixou-nos há algumas semanas (o nosso perdão por só hoje expressarmos nestas colunas o facto e o nosso mais profundo pesar), mas a saudade do José Clemente continua sempre presente na nossa lembrança.
Foi um daqueles cidadãos farenses que passam como uma suave brisa pela sua longa vida de muito mais que os 90 anos e que prestou relevantes serviços à urbe a todos nós, nas diversas funções que exerceu, desde o Município onde trabalhou nas oficinas de carpintaria, à Escola Afonso III ou na Delegação da Protecção Civil, chefiada pelo Eng. Primo Pires.
Mas foi sobretudo na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Faro, que o Zé Clemente durante mais de 40 anos se houve verdadeiramente no seu labor solidário e fraterno. Desde cadete, bem jovem, quando se alistou na Cruz Lusa, onde passou à reserva como Chefe do Quadro Honorário ele foi na concretização do ser um autêntico «soldado da paz» um servidor da sociedade.
Relatava-nos os incêndios em que trabalhou com o maior empenho, bem como os transportes de doentes para os hospitais da capital, entre os quais o do «judeu» José Ruah, o último de ascendência judaica a viver entre nós e tantos outros precisando de assistência.
Deixou-nos o Chefe José Clemente. Que descanse em paz, quem viveu para servir!
Crónica de Faro
João Leal
Lembrando o Maestro Álvaro Cassuto, fundador da Orquestra do Algarve
Já o conhecíamos antes da fundação da Orquestra Sinfónica do Algarve em 2002, a quando das memoráveis exibições da Orquestra Gulbenkian no âmbito do famoso Festival de Música do Algarve, que chegou a ser considerado, no seu âmbito como «dos melhores festivais de música da Europa» e que infelizmente foi extinto.
Sempre admirámos a soberba categoria direccional desta importante figura da música portuguesa, detentor de famosos prémios internacionais e da direcção de grandes orquestras de prestígio mundial.
No «Festival de Música do Algarve», repetimos negativamente extinto dado o seu enorme êxito em todos os qualificados meios internacionais, a presença da Orquestra Gulbenkian era imprescindível e momento maior do mesmo.
Em 2002 é chamado à criação do que é uma das mais válidas referências do Algarve Cultural, a sua Orquestra Sinfónica, a cuja dinâmica actividade prestamos a mais justa e merecida das homenagens.
O Maestro Álvaro Cassuto morreu aos 89 anos na sua residência em Cascais e nascera na cidade do Porto. Fez uma brilhantíssima carreira na formação musical. ganhando merecidos e notáveis prémios, tendo famosos maestros como seus professores, entre os quais Pedro de Freitas Branco e fica para sempre ligado à nossa Região pelo seu entusiasta e decisivo contributo para a fundação da prestigiada Orquestra do Algarve.
A nossa saudosa lembrança em memória do saudoso Maestro Álvaro Cassuto!
terça-feira, 7 de abril de 2026
N0 MEU CAIS
Há um mar dentro de mim
Em ondas de ternura....
A maresia sem fim....
Vestes de algas me emoldura!
Neste berço de embalar
O meu mar enbalador
Neste cais á beiramar
Embala canções de amor
Fico olhando o areal
Ao som das ondas marinas
Com carinho maternal
A brancura das salinas
Lembrando a moura algarvia
Na sua eterna saudade
Eu sinto em mim a poesia
Em voos de liberdade!
O meu mar dos vendavais
Em perfeita sinfonia
Ao ouvi-llo junto ao cais
Eu sou a moura algarvia!
Maria José Fraqueza
segunda-feira, 6 de abril de 2026
CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE
POR UMA MAIOR JUSTIÇA SOCIAL
Uma maior justiça entre os vários extractos da sociedade ohanense, no que é uma aspiração cristã e humana de cada cidadão e um princípio expresso na própria Constituição da República Portuguesa, lei fundamental do País democrático em que vivemos é o objectivo do Plano Social do Município.
Para votação e aprovação do mesmo reuniu o CLASOL (Conselho Local de Acção Social), sob a presidência do Vereador Prof. Custódio Moreno, que após a brilhante acção à frente da Delegação Regional do FAOJ retornou ao Município olhanense.
Participaram nos trabalhos 62 membros, o que define bem do interesse deste encontro e dá uma imagem da vocação das entidades sediadas na Cidade da Restauração em torno de um problema de acentuada magnitude.
Este número foi ampliado com a aprovação da admissão de duas novas associações interessadas: a Associação dos Moradores da Quinta das Âncoras e a sua homóloga da Quinta das Gaivotas. Aprovada também e a merecer todo o apoio a candidatura da Santa Casa da Misericórdia de Moncarapacho ao «Prémio Rainha Dona Leonor», que visa distinguir o importante património cultural construído por esta icónica associação de bem fazer daquela Vila.
Que o Organismo, de âmbito concelhio seja um verdadeiro motor em prol da justiça social no concelho de Olhão.
João Leal
Crónicas do meu viver olhanense
As rotundas concelhias
A Câmara Municipal de Olhão e as Infraestruturas de Portugal firmaram um acordo visando as rotundas das estradas existentes no concelho.
Segundo o mesmo aquelas zonas públicas passam, no que respeita à sua conservação, manutenção e embelezamento para a responsabilidade da Autarquia.
No cumprimento deste acordo entre um organismo do poder central e um município a Câmara de Olhão já iniciou a sua acção no terreno começando por tratar da rotunda principal na «mui nobre vila de Moncarapacho».
Outras acções vão prosseguir em vários locais do concelho olhanense para uma melhor visão paisagística do mesmo, com notória influência na qualidade de vida dos transeuntes e dos residentes.
Chamamos em especial atenção com que acontece com as rotundas em Alfândanga, no movimentado cruzamento da via de ligação entre Fuseta e Moncarapacho, cujo aspecto bravio é, de há muitos anos um «insulto» ao local.
João Leal
sexta-feira, 3 de abril de 2026
CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE RECUPERAÇÃO E MUSEALIZAÇÃO DO «SALVA VIDAS» NA FUSETA Trata-se de um dos mais icónicos edifícios da Fuseta e. mesmo, de toda a Ria Formosa, o imóvel onde durante décadas e até 1999 funcionou o Instituto dos Socorros a Náufragos- Construído sobre estacaria no século passado situava-se então frente à «corredoura» e temível «Barra da Fuseta» para facilitar o socorro às embarcações em situação difícil. Só que a referida barra andou para nascente, um fenómeno comum às barras algarvias, conforme um valioso estudo do eng. Manuel Bivar, publicado nos anos 60 e ainda hoje plenamente válido. 0 «Diário da República» inseriu o aviso da Câmara Municipal de Olhão e do Instituto de Socorros a Náufragos visando a classificação como «património de interesse nacional» do referido imóvel, o qual é objecto de um projecto visando a realização das obras de recuperação e de futura musealização, aliando assim património e cultura. Muitas são as peças a inserir futuramente neste espaço, desde os vários «Prémios Nobel da captura do bacalhau no Atlântico Norte», memorável feito alcançado por vários pescadores fusetenses, assim como as artes tradicionais e outras em desaparecimento e a referência a conhecidos «homens do mar que no mar escreveram a história da «noiva branca do mar». Será no futuro mais um forte atractivo turístico a juntar aos valiosos níveis que, em turismo, já hoje oferece. João Leal
Crónica de Faro
João Leal
«Templo a necessitar de obras»
Situa-se no centro cívico de Faro, a dois passos da Pontinha (Praça da Liberdade). No pórtico principal tem a data da fundação (1 640), desconhecendo-se quem foi o autor do projecto. Situa-se no Largo de ao Pé da Cruz (antigo Largo dos Cântaros, por aqui existir uma fonte onde os aguadeiros enchiam os cântaros, que depois distribuíam ao domicílio, situação que se manteve mesmo após a distribuição da água canalizada).
Foi um templo que durante vastas décadas serviu de capela funerária da freguesia da Sé, antes da construção da Igreja Nova de São Luís, com as suas duas capelas fúnebres e da junção da paroquialidade de Sé / São Luís. Ali velámos muitos familiares e amigos ao longo dos anos.
Classificado como «momento de interesse público» esta igreja situada no coração do largo que no anterior mandato autárquico foi alvo de grandes obras de reestruturação (para quando a fonte deitar água em permanência?) era alvo de muitas visitas por fiéis e turistas, que admiravam para além da magnificência do altar - mor apreciavam a série de grandes painéis laterais que narram a criação do mundo.
Foi uma estimada ex - colega, hoje aposentada como eu, que em site informático, revelador do grande interesse que os farenses dedicam aos problemas da nossa cidade, chamou a atenção para o mau estado do imóvel religioso. Assistimos ao que creio ter sido a sua ultima edição, num dia 3 de Maio do final dos anos 40, do século passado, à procissão da Senhora de ao Pé da Cruz. Era capelão o saudoso Cónego Joaquim Jorge de Sousa (natural de Aljezur e provedor e grande impulsionador da Santa Casa da Misericórdia local). Servia como sacristão e residia nos anexos da igreja o «Tio Bartolomeu», pessoa de proveta idade que, calculem, ainda ensinou a «doutrina» a meu saudoso pai. Tempos idos...
O edifício religioso que, nas suas traseiras. tem o «humilladero» ou capela do Senhor dos Aflitos, onde em permanência, dia e noite, ardiam velas e lamparinas em cumprimento de promessas feitas ou preces declaradas. necessita de obras urgentes. Até o rés - do - chão do imóvel. onde no 1º andar funcionou a Junta Diocesana da Acção Católica se encontra tapado com plásticos para encobrir o que se passa no interior.
Ás entidades públicas e religiosas, a quem cumpre a manutenção do templo classificado como de «interesse público» chamamos a atenção para a urgente carência das obras a realizar na Igreja de Nossa Senhora de ao Pé da Cruz!
sexta-feira, 27 de março de 2026
NA MEMÓRIA DO MESTRE NICOLAU
E mais uma vez o computador nos trouxe uma triste notícia: a partida para o Além do sempre saudoso «Mestre» Nicolau. Era um amigo de peito, daqueles cuja partida nos enche de tristeza e com cuja fraterna amizade sempre contámos. Com mais uns anitos do que eu fizemos parte do Grupo 157 «Nun, Álvares»» do CNE. Eu era lobito e o Nicolau sénior e, depois, chefe do Grupo. Por outro lado este respeitado cidadão era viúvo, há alguns anos, dessa que foi das melhores colegas do meu curso na Escola do Magistério Primário, em Faro, a sempre lembrada Prof. D. Maria Luísa Queirós, a «Luisinha» como era tratada. Tal facto ainda mais nos aproximou e cada vez que me deslocava a Vila Real de Santo António lá vinha a conversa sobre Faro, onde o António estudou (fê-lo na «nossa» Tomaz Cabreira e era natural do concelho de Loulé) e viveu muitos anos.
Fazia parte de um grupo de «mestres» como os veteranos Guerreiro (marceneiros / carpinteiros) e Olívio Adrião (serralharia) e daqueles que a abertura da Escola Serpa Pinto fez recrutar (Mário Pereira, Roseta, João Mateus, Brito, Nicolau, José Alfredo....) e há muitos e muitos anos que o António Nicolau se efectivara na Escola Secundária de Vila Real de Santo António, de que se encontrava aposentado.
Torcemos as mãos e nada mais pudemos fazer do que «chorar» a morte do amigo e colega António Pires Guerreiro Nicolau. Que Deus o tenha no seu prometido paraíso!
JOÃO LEAL
CRÓNICA DE FARO
JOÃO LEAL
ISAAC NADER, UM FARENSE, RECORDISTA DO ATLETISMO PORTUGUÊS
QUIS OS ACASOS DA VIDA, NESTE CASO OS QUÊS E PORQUÊS DO FUTEBOL PROFISSSIONAL, QUE FARO FOSSE O BERÇO, EM 19 DE AGOSTO DE 1999, DE UM FARENSE QUE VEIO A SER UM DESTACADO NOME DO ATLETISMO EUROPEU.
DE ORIGEM MAGREBINA É SOBRINHO PATERNO DESSE QUE FOI UM DOS AVANÇADOS MAIS CONCRETIZADORES DO SPORTING CLUBE FARENSE «BOTA DE OIRO» DA I LIGA, HASSAN NADER.
HOJE HASSAN, QUE SERIA TRANSFERIDO PARA O SPORT LISBOA E BENFICA, FACE Á SUA VEIA GOLEADORA, ENTÃO PELA VERBA FABULOSA DE CINCO MILHÕES, CONTINUA A SER UMA SAUDOSA RECORDAÇÃO PARA AS GENTES DE FARO. POIS ISSAC NADER SEGUIU NOUTRA MODALIDADE, O ATLETISMO, OS CAMINHOS DE FAMA E DE GLÓRIA, TRAÇADOS PELO TIO HASSAN. UMA PRÁTICA DESPORTIVA EM QUE AOS 24 ANOS REÚNE VÁRIOS RECORDES NACIONAIS, ALGUNS DOS QUAIS COM DEZENAS DE ANOS DE VIVÊNCIA. O ATLETISMO É UMA MODALIDADE BEM POPULAR E QUERIDA DAS GENTES FARENSES. VÊM-NOS Á MEMÓRIA AS LEMBRANÇAS DOS FEITOS DO ATLETA CORTICEIRO CASIMIRO DIAS. APADRINHADO PELO ULTRA LEÃO DR. JOSÉ MEALHA, METIA-SE NO COMBOIO CORREIO NAS NOITES DE SÁBADO PARA CORRER NAS MANHÃS DE DOMINGO, VENCER E VOLTAR, NO PRIMEIIRO COMBOIO, À SUA RESIDÊNCIA NO ALTO RODES. OU MAIS RECENTEMENTE EZEQUIEL CANÁRIO, HONRA E ORGULHO DESTA TERRA SULINA.
ISAAC NADER INICIOU A PRÁTICA DESPORTIVA NO CD FARO XXI, SEGUIU NO AREIAS DE SÃO JOÃO (ALBUFEIRA) E CORRE, NA ACTUALIDADE PELO SPOR LISBOA E BENFICA, ONDE COLECIONA TÍTULOS APÓS TÍTULOS.
DIREMOS QUE ELE, FARENSE AQUI NADO E CRIADO, É UM DAS GRANDES ESPERANÇAS PORTUGUESAS, PARA AS PRÓXIMAS OLÍMPIADAS.
segunda-feira, 23 de março de 2026
NOTA de PESAR :
sexta-feira, 20 de março de 2026
CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL UMA CIDADE. DOIS ESCRITOS. - A MOAGEM - D. JOÃO III Dois temas, ao invés da habitual temática única, preenchem o escrito desta semana da nossa Crónica. São ambos de idêntica importância para a capital sulina, «cidade em quarto crescente», como escreveu algures o nosso saudoso «Márinho» (Mário Zambujal) nestas mesmas colunas. Referimo-nos a: 1 - MOAGEM - foi demolido o icónico imóvel da «Moagem», entre as ruas Miguel Bombarda (onde nasci) e a da Moagem, por onde circulavam composições ferroviárias, transportando o trigo em grão, para ser transformado em farinha. Era isto nos tempos em que se dizia e aprendia na escola que «O Alentejo é o celeiro de Portugal». E era, ao invés de hoje, um verdadeiro celeiro. Ali vai surgir uma ampla urbanização «Anda Mar», comportando para além de 200 apartamentos, de todas as tipologias, para lá de outros serviços, que nos dizem estar concluído em 2029. Recorda-nos, sobremodo, do saboroso e fresco pão, que todas as manhãs íamos lá buscar e cujo «contrapeso» raramente chegava a casa, pois que era tragado no caminho. Era nos tempos em que quando o pão subia, tinha de pesar l kg, senão vinho o chamado «contra peso» para atingir as 1000 gramas. Gostaríamos de saber, pois desconhecemos de todo o projecto da Urbanização «Anda Mar», se na mesma figura algum a referência ao antigo imóvel da Moagem, um ícone da cidade capital sulina. 2 - Dom João III De há muito que Faro tem uma dívida de gratidão para com a veneranda memória do Rei D. João III, «O Piedoso» pois foi este monarca da Casa de Avis que assinou o documento régio elevando a então Vila a cidade, o que amplamente se justificou e abriu o caminho à futura capitalidade do então Reino dos Algarves. Agora consta-nos que desta feita é que é. Nem uma rua ostenta o nome do herdeiro de D. Manuel I «O Venturoso». Mas vai haver o monumento só que a sua falada localização não nos parece a mais indicada. Fala-se de um recanto junto no Arco do Repouso, já em pleno Largo de São Francisco. É certo que se situa ainda e de algum modo na histórica zona da «Vila a Dentro». Mas assim a modos que escondido? Porque não se escolhe uma zona mais centralizada condigna com a homenagem a prestar? Nós optávamos pela Praça da Liberdade (no vulgo a Pontinha), onde existe, frente à sede da CCRDA, espaço dimensionalidade proporcionado e com uma maior dignidade.
CRÓNICA DE FAROJOÃO LEALPARA QUE A MEMÓRIA NÃO APAGUE E O FUTURO NÃO ESQUEÇA Esta crónica foi amadurecida durante meses até que, a recente criação da Associação de Desportos Motorizados do Alentejo e Algarve lhe concedeu o momento asado de ser escrita. Referimo-nos à conveniência urgente de ser evocada em monumento ou lápide de todos os «ases do volante» aqui nascidos ou oriundos de outros concelhos daquelas duas regiões sulinas. Carlos Fontainhas, Rogério Seromenho (que foi também um excelente guarda redes do Sporting Farense), Inverno Amaral, Horácio Santos, são nomes de campeões auto que nos ocorrem, a par de tantos outros e de outros concelhos algarvios. Por isso o pedestal, monumento ou memória deverá, no caso da lembrança ter a desejada concretização ter o espaço e a forma com áreas e faces suficientes para nele se inscreverem os nomes doutros campeões algarvios em automobilismo. Como o não deverá esquecer o do saudoso sr. Vidal Belmarço, que foi segundo lembranças que me vêm da juventude o primeiro farense a ter carta de condução e que teve um stand de automóveis na Rua Tenente Valadim (no vulgo «Travessa dos Cavalos», onde hoje funciona uma agência bancária. Lembranças de tempos idos, uns perto dos nossos dias e hoje décadas e século diferente, que não podem nem devem ser esquecidas. E tantas memórias de Faro que o têm sido!
CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE
OS JOGOS DE QUELFES
Estão em curso, mais uma edição, desta feita a 18ª, dos Jogos Olímpicos de Quelfes, uma das mais significativas manifestações, desportivas e culturais, que no seu género se realizam no nosso País.
O arranque, com todo o simbolismo, teve lugar na EB 1, em Marim, com a presença do Presidente do Município, Ricardo Calé e de outras entidades concelhias, regionais e nacionais (Academia Olímpica Portuguesa). Desta feita existe todo um elevado e louvável cunho da mitologia local, aliando o sentido helénico dos Jogos à lenda olhanense, com a evocação do mitológico «Mano Arraúl» ao desenvolver da competição que tem como cenários maiores as cidades de Vila Real de Santo António (9 de Junho - «O desafio dos deuses» e de Olhão (18 de Junho - encerramento). Entretanto no dia 26 de Março, no Estádio Municipal de Olhão, decorreram as finais concelhias.
Esta iniciativa congrega todo um elevado sentido do «ser olhanense» e conta com a representação de escolas do concelho, do Baixo Alentejo e da Andaluzia, o que confere um cunho internacional.
João Leal
Subscrever:
Mensagens (Atom)
