domingo, 10 de maio de 2026


CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

A ARQUITECTURA FUSETENSE

     No âmbito das «presidências abertas», meritória iniciativa da actual presidência camarária de Olhão, no sentido de um contacto directo com as populações residentes no Concelho, e que tiveram o seu auspicioso início na freguesia de Quelfes, coube à Fuseta receber a edilidade olhanense na segunda sessão destes encontros.
  Decorreu o mesmo nas instalações do Cinema Topázio (actual sede da Associação Cultural da Fuseta onde o icónico «maestro» Domingos Caetano desenvolve uma formação artística ímpar) e focou um tema que para muitos foi, quando dele se começou a falar, uma verdadeira surpresa - a arquitectura fusetense.
   Efectivamente e mercê de factores vários das «barraquinhas de colmo» à beira mar implantadas e com que se iniciou este «povoado» às construções definitivas houve a inovação dos «telhados em abóbada», que ainda hoje se podem admirar em muitos prédios.
    Foi um «achado» que deve ser explorado, por razões várias e de modo próprio no que respeita à identidade própria da justamente chamada «noiva branca do mar».
    Para além das valiosas intervenções de catedráticos da prestigiada Universidade do Algarve, a quem como a todos nós o assunto importa, registaram-se oportunos testemunhos, que importa considerar. «Arquitectura na Fuseta» um tema que não se pode nem deve cingir (o que não foi para já nada mau) a esta «presidência aberta» mas prosseguir com novas e continuadas acções.
                                                           João Leal

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