domingo, 10 de maio de 2026

@35 ANOS DA AAETC da
DE ESTUDANTE  A PROFESSOR 

É uma honra de que muito me orgulho e que agradeço vivamente,  o convite para participar no vosso boletim,  comemorativo dos 35 anos de existência da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira (antiga EICF).

Escrever sobre os 35 anos de existência da Associação,  obriga-me a recuar no tempo e a mergulhar na própria história da nossa democracia.  Faço-o com a perspectiva de quem viveu esta casa em tempos de profunda mudança: primeiro como aluno e novo anos depois como professor. 

Como aluno fui contemporâneo do saudoso professor ZECA  AFONSO, figura ímpar e emblemática,  foi o embrião do novo PORTUGAL que estava a nascer.  Embora o destino não me tenha colocado directamente nas suas salas de aulas o ambiente gerado à sua volta  era impossível de ignorar e a criação do mítico boletim da Associação dos Antigos Alunos da Escola EICF,  preparava o caminho do futuro. 

Anos mais tarde,  quis o destino que o meu regresso a esta casa coincidisse com um dos momentos mais marcantes da nossa história.  Terminei o serviço.   militar em 31 de Janeiro de 1974 e, logo a seguir,  em Fevereiro,  voltei a entrar nesta escola,  já não como aluno,  mas como professor. Vindo da realidade dos quartéis onde o descontentamento entre os oficiais subalternos era visível,  tinha o pressentimento que algo iria acontecer. Apenas dois meses depois de eu iniciar o meu percurso nesta escola, a liberdade saiu à rua. 

Vivi o tempo em que o associativismon era um sonho e depois uma realidade conquistada. 

A  Associação não é apenas  um grupo no de alunos, é a herança viva do direito à participação, à crítica,  é à construção de uma comunidade escolar ativa,  onde o futuro não se espera, constrói-se. 

Para quem conheceu a escola  no crepúsculo de uma era e na aurora de outra era, ver a Associação completar 35 anos é a confirmação de que o espírito da Tomás Cabreira,  sempre ligada ao pulsar de Faro e no desenvolvimento do Algarve,  continua de boa saúde. 

Parabéns à Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira por este percurso que não deixa a memória apagar-se.  Que continuem a honrar a história de desta Escola e a ser o motor de dinamismo que a Tomás Cabreira imprimiu à cidade de Faro. 

Parabéns a todas as direcções anteriores que deram vida a este projecto e o mantêm no caminho do sucesso. 

Viva à Associação 
Viva a outros 35 anos

José Rogério Guerreiro 

Jose Rogerio Guerreiro 

MEMÓRIAS DE ESTUDANTE

O MESTRE CAROLINO

O Mestre Carolino , professor lendário de dactilografia era Mestre nas provocações aos alunos, tinha um comportamento bizarro, que não correspondia a, nenhum estereótipo da época e tinha um ódio visceral aos alunos de Loulé. Contava que alguns anos atrás havia combates entre Louletanos e S. Brasences muito viole tos.

Todos os dias se vangloriava dos seus atributos físicos , mostrando os punhos dizia que ninguém aguarentaria um murro dos dele.

 Creio que era misógino, derivado aos comentários que fazia sobre as raparigas.  

Eu sou louletano e havia outro colega, que sendo Setubalense, vivia em Loulé, onde tinha sido meu vizinho, a minha sorte foi de ter mudado de residência e vir morar para Faro, ele como tinha na caderneta a minha residência em Faro, nunca descobriu a minha origem, enquanto o meu colega Vitorino sofreu as passas do Algarve.  

Na minha turma havia também um aluno de S. Brás do Alportel, o Salomé, que um dia levou umas calças de um tom de azul claro, que ele achava que era uma cor feminina e começou a espreitar por baixo da carteira e com gestos rápidos levantava a cabeça e dizia que debaixo da carteira estava uma mulher e em cima via um homem, dissemos que esse é de S. Brás e ele respondeu " não pode ser em S. Brás não há gente desta".

Nas aulas era intratável, por vezes, as máquinas que eram muito modernas para aquela altura, fechavam as margens automaticamente e não era fácil voltar a pô-las no lugar certo para alguns alunos e ele, em vez de ensinar, dizia para os alunos falarem com a máquina e se a máquina não obedecesse que a atirassem pela janela. 

Em anos anteriores houve um aluno mais maluco do que ele, tinha já a máquina na janela pronto para a atirar para a rua, quando o Mestre Carolino o agarrou e pediu-lhe para não fazer isso, foi um Faísca de Salir, que era irmão de um colega da minha turma. 

Um aluno muito conhecido em Faro, Chico Contreiras tinha uma mota muito ruidosa ia muitas vezes para a porta da Escola que era perto da sala de dactilografia fazer barulho e o Mestre Carolino comentava "aí está o maluco."

No entanto, no final do ano fazia questão de tirar Uma foto com os alunos.

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

A ARQUITECTURA FUSETENSE

     No âmbito das «presidências abertas», meritória iniciativa da actual presidência camarária de Olhão, no sentido de um contacto directo com as populações residentes no Concelho, e que tiveram o seu auspicioso início na freguesia de Quelfes, coube à Fuseta receber a edilidade olhanense na segunda sessão destes encontros.
  Decorreu o mesmo nas instalações do Cinema Topázio (actual sede da Associação Cultural da Fuseta onde o icónico «maestro» Domingos Caetano desenvolve uma formação artística ímpar) e focou um tema que para muitos foi, quando dele se começou a falar, uma verdadeira surpresa - a arquitectura fusetense.
   Efectivamente e mercê de factores vários das «barraquinhas de colmo» à beira mar implantadas e com que se iniciou este «povoado» às construções definitivas houve a inovação dos «telhados em abóbada», que ainda hoje se podem admirar em muitos prédios.
    Foi um «achado» que deve ser explorado, por razões várias e de modo próprio no que respeita à identidade própria da justamente chamada «noiva branca do mar».
    Para além das valiosas intervenções de catedráticos da prestigiada Universidade do Algarve, a quem como a todos nós o assunto importa, registaram-se oportunos testemunhos, que importa considerar. «Arquitectura na Fuseta» um tema que não se pode nem deve cingir (o que não foi para já nada mau) a esta «presidência aberta» mas prosseguir com novas e continuadas acções.
                                                           João Leal

sábado, 9 de maio de 2026

CRÓNICA DE FARO João Leal «GRAVIDEZ EM PREPARAÇÃO» No Sábado, dia 16 de Maio, a capital algarvia recebe um evento do mais elevado interesse não apenas para os farenses de hoje, como nós, mas para os «filhos de Faro do amanhã». Trata-se de uma sessão descentralizada, o que desde logo merece o nosso mais sentido aplauso, das «Conversas em Barriguinha», promovida pela associação homónima e que terá lugar a partir das 15 horas, no Centro Pediátrico, na Rua Egas Moniz, nº 3 - C. A participação é livre, mas sujeita a inscrição, interessando de sobremodo a quem está em estado de gravidez ou quem já pariu e está atenta aos problemas da pós- gravidez. Existe assim um universo bem amplo de interessados nesta reunião em que serão prelectoras duas conhecidas figuras desta especialidade médica, assim como profissionais de saúde, permitindo assim, em alguns casos, um contacto primeiro com quem prestará os serviços de parto. Numa época em que infelizmente se tecem e com justificadas razões acérrimas críticas ao sistema de saúde, sobretudo no que respeita às maternidades encerradas, esta reunião surge como de uma rara oportunidade, sobretudo no que respeita às grávidas e em regime de parto e de pós - parto. Pela defesa da vida nascente é um imperioso dever participar!

LIVRO SOBRE ANÍBALCAVACO SILVA

No âmbito das publicações Breves biografias dos Políticos Portugueses a excelente revista semanal «Sábado" dedicou o seu volume 3º ao antigo costeleta e sócio da AAAETC Professor Doutor Aníbal António Cavaco Silva, que além de outras altas funções foi Primeiro Ministro e Presidente da República Portuguesa. O texto é da autoria do jornalista António Araújo. Nele se faz uma ampla referência a esta destacada figura da vida nacional e, com justificado orgulho das Escolas Serpa Pinto e Tomaz Cabreira. 
Uma obra que vale a pena ser lida sobre o que é um dos «nossos costeletas».

                                                        João Leal

sábado, 2 de maio de 2026



CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

       PRIMAVERA DESPORTIVA

   Foi lindo de se ver no idílico ambiente do «Jardim do Pescador Olhanense» este arranque de mais uma edição da «Primavera Desportiva», manifestação promovida pela Câmara Municipal de Olhão e destinada a dar conhecimento das actividades e acções promovidas em todo o Concelho pelas diversos pólos desportivos. Se com justificada razão se diz que «Olhão fez-se a si mesmo ela tem um comprometido desenvolvimento na área do desporto. Durante mais de duas horas houve o orgulhoso motivo de vermos em plena acção centenas de jovens nas mais diversas modalidades, aquilo que acontece «á porta fechada» nos treinos que acontecem com determinação, empenho e vontade. Elevado foi sempre o número de clubes existentes quer na Vila de Olhão como na hoje, com todo o justificado orgulho na Cidade de Olhão. Desde uma das antigas agremiações desportivas do País, o Ginásio Clube Olhanense, criado ainda no século XIX a um dos mais estimados clubes do País, o Sporting Clube Olhanense que em 1924, sendo Presidente da República o portimonense e escritor Manuel Teixeira Gomes, conquistou o título maior do futebol português, dezenas de clubes, com destaque para os chamados «populares» pululam por todo o concelho. Era ver a quando dos chamados torneios de futebol, organizados pelo sempre saudoso Senhor Cassiano no Largo da Feira como se via e vivia a constituição das equipas, de onde saíram nomes famosos do futebol português através dos clubes populares.
    A prática desportiva mereceu sempre a adesão de atletas e empenhados dirigentes olhanenses ao longo dos séculos e também nesta área pudemos reafirmar «Olhão fez-se a si mesmo».    

JOÃO LEAL

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Crónica de Faro
   João Leal   
          
   Os 35 anos da Associação dos COSTELETAS

    Com um vasto e significativo conjunto de actos assinala-se no Sábado, 9 de Maio, o 35º aniversário da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira (AAAETC). Decorre, com todo o seu sentido de «acolher» esta «festa / encontro», na própria Escola (junto à Alameda), dos Costeletas, designação dada aos alunos do ensino técnico profissional, que principiou com a icónica Escola Pedro Nunes, englobando também os que andaram na Serpa Pinto e na veterana Tomás Cabreira, nas várias fases da sua existência de longas décadas e em oposição de «Bifes» dado aos estudantes do ensino liceal.
São 35 anos de persistência, vontade e presença no ânimo de cada um dos costeletas a vida da AAAETC, unindo sucessivas gerações à sua Escola e prosseguindo esta a ser um traço de união, de lembrança e de gratidão para com aquela, que se orgulha de ter entre os seus alunos, o Prof. Dr. Aníbal António Cavaco Silva, que foi Primeiro Ministro e Presidente da República Portuguesa.
Nas comemorações será entregue o «Prémio ao Melhor Aluno - 2024 / 25», que leva como Patrono a Dra. D. Ana Paula, dedicada pedagoga e dinâmica presidente do Conselho Directivo do Agrupamento Escolar Tomás Cabreira e que terá como seu destinatário o excelso jovem Bernardo Fernandes, uma referência ao trabalho e à inteligência.
Momento de particular significado aquele que conferirá o nome do antigo aluno e um dos nomes maiores do jornalismo e da literatura portuguesa (séculos XX e XXI), nosso companheiro, durante anos nestas colunas Mário Zambujal ao auditório escolar.
Segue-se o almoço de convívio e o «bailarico á moda de tempos idos» a recordar o que foi a Escola Tomás Cabreira, cuja associação dos «costeletas» agora comemora 35 anos de salutar vivência.

Crónica de Faro
João Leal

     «Bodas de Prata» da Biblioteca Ramos Rosa

      Não existe qualquer monumento em homenagem ao poeta maior farense - António Ramos Rosa. Mas existe um monumento vivo, actuante e eficaz, que se expressa nos 25 anos da activa Biblioteca Municipal que tem como patrono António Ramos Rosa. Foram estes 25 anos de uma dinâmica actividade devidamente assinalados com um conjunto de acções que fomentam o salutar consumo do acto de ler.
    Foi no distante ano de 1907, ainda em plena Monarquia que se encontram os primeiros esboços da futura Biblioteca Municipal. Em1943 é nomeado seu Director o professor liceal Dr. Moreira Júnior, conhecido por todos como o «Dr. Chouriço», funcionando então a Biblioteca no rés do chão do edifício camarário e sendo seu encarregado o saudoso João Piteira, que muito nos aturou pois situava-se perto da antiga Escola Tomás Cabreira (Rua do Município) e ali consumíamos os tempos livres.
Em 1961 retornou a Faro, vindo de Lagos, onde por «amor» se exilara o sempre lembrado Professor José António Pinheiro e Rosa e, após as obras de restauro, a Biblioteca é transferida para o recém adquirido Convento de Nossa Senhora da Assunção (Largo Afonso III), sendo presidente do Município o recordado Major João Henrique Vieira Branco. Até que em 2001, presidindo à Autarquia o farense Luís Coelho e vereador do pelouro da Cultura, à qual deu importante impulso o eng.  Augusto Miranda se instalou no actual imóvel. Fora este, durante décadas, o Matadouro Municipal, com o seu belo pórtico neo - árabe datado de 1 897. Foi dado o nome de um novo patrono, o actual António Ramos Rosa e vivendo a nova Biblioteca um novo ciclo, comos seus 50 mil volumes e, a grande maioria das publicações periódicas (diários, semanários, etc. que são de grande consulta.
   Para além deste que consideramos um dos mais válidos serviços que o Município oferece a todos os residentes, á também da sua responsabilidade a edição do «Anuário», o que constitui uma espécie de «Faro, monumento de história anual». 
    Saudamos efusivamente a Autarquia, capital do Algarve, e de modo afectivo especial a sua dinâmica e directora actual. a dra. D. Sandra Martins, por estes 25 anos da Biblioteca Municipal António Ramos Rosa e o que tem sido, ao longo de décadas, a sua dinâmica acção em prol da cultura e do lazer dos algarvios.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

PROGRAMA:
Comemoração do trigésima quinto aniversário da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira 

1 - Pelas 11.45 horas, recepção e concentração dos convidados, sócios da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira, Professoras, Professores, Fincionarias, Funcionários, Alunas e Alunos.

2 - Descerramento da placa no Auditório A situado no Edifício Principal da Escola Tomás Cabreira que terá o nome da ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS ALUNOS DA ESCOLA TOMÁS CABREIRA / MÁRIO ZAMBUJAL com a presença de ISABEL ZAMBUJAL, folha do jornalista e escritor Mário Zambujal que frequentou a Escola Industrial e Comercial de Faro.

3 - A Direção da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira convidou a Dra. ANA PAULA MARQUES para patrona e entrega do prêmio de melhor aluno do ano 2024/2025  que aceitou o convite formulado.

4 - A patir das 13.00 horas temos o início do almoço convívio a realizar no refeitório da Escola Tomás Cabreira com um minuto de silêncio em memória de todos os Costeletas que faleceram.

No final do almoço convívio será feita a entrega do prêmio ao melhor aluno do ano lectivo 2024/2025 BERNARDO FAUSTINO CAETANO pela patrona do mesmo Dra. ANA PAULA MARQUES.

5 - Este evento encerra com música ao vivo com a colaboração do acordionista HÉLDER PIRES para uma tarde dançante.

6 - O preço unitário deste evento é de 20 € ( Vinte Euros ), sendo a data limite 3 ( Três ) de maio para confirmação por motivos de logística.

As inscrições podem ser efetuadas por;

e-mail da Associação: aaaetcabreira@gmail.com 

ou por telemóvel;

Florêncio Pereira Vargues 

924 067 639

Eurico Bárbara

962 865 312

962 925 921

sexta-feira, 17 de abril de 2026

 Crónica de Faro
  João Leal

   Uma revisão geral é urgente

    A queda da fachada de um prédio de dois pisos, no cruzamento das Ruas Aboim Ascensão e Cunha Matos, nas imediações da Escola Básica dita do Carmo, causou, felizmente, menos estragos do que seria previsível. Apenas um casal de idosos, como nós, ficou desalojado e sofreu ligeiros ferimentos, a par da destruição de veículos automóveis atingidos que o foram pelos pesados pedregulhos e materiais vindos com a queda do referido imóvel.
    Podia ter acontecido um total de mais graves consequências, em função do intenso movimento e viário, que na zona a qualquer hora se regista e de coincidir com a entrada nas aulas de centenas de crianças e seus professores, para além dos familiares que habitualmente as acompanham.
   Há centenas de casos idênticos em Faro, quase sempre casas devolutas ou ocupadas ilegalmente.  Já se têm registado incêndios, demolições e outros acidentes de idêntico teor. 
   Todos nós o conhecemos e se aponta a dedo o elevado número de prédios em mau estado e a constituírem um enorme perigo para os bens, vidas e haveres, que a indesejada queda provocariam. Daqui que se impunha e exige, a bem da segurança de todos nós que o Município determine a urgente inspecção de tais prédios. 
 


CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

OS 2 SÉCULOS DA AUTARQUIA

   Em sessão pública realizada no Largo Sebastião Mestre Martins, sob a presidência do dr. Ricardo Calé, decorreu a apresentação do programa das actividades a desenvolver até Novembro de 2026 e assinalando o bi - centenário da criação da Câmara Municipal de Olhão.
  Foi em Agosto de 1826 que a «Cidade da Restauração» alcançou a sua desejada autonomia autárquica, sendo primeiro presidente do Município o dr. António Freire Teles.
   Esta efeméride, de rotulamos do mais alto sentido cívico, traz-nos logo à lembrança a frase icónica do saudoso cacelense Prof. Doutor António Rosa Mendes - «Olhão fez-se a si mesmo». É que esta é uma realidade que ora á justamente comemorada e que atesta, em plenitude, a expressa vontade do povo olhanense. 
   Não conhecemos o programa celebrativo, mas sugere-se que nele figure, ou que o venha a acontecer posteriormente, a erecção de um monumento ao povo de Olhão. É que foram as suas gentes, aqui nascidas ou aqui residentes que tiveram a força maior, constante e acrescida de fazer acontecer a  autonomia e o progresso que durante duzentos anos fez desta terra «a capital da Ria Formosa» e de grande relevância na Região Sulina. 
   Lembramos a tal propósito que a presidência de três importantes organismos algarvios estão confiados, democraticamente, a dois olhanenses. São eles a CCDRA - Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, AMAL (Associação dos Municípios do Algarve) e Câmara Municipal de Faro, nas pessoas dos drs. José Apolinário e António Pina.
    Celebrar o bi-centenário do Município de Olhão é viver o admirável contributo que sucessivas gerações deram à «Cidade da Restauração», provar uma gratidão acontecida e acreditar no futuro desta terra, que conforme assinalou o saudoso mestre universitário «Olhão fez-se a si mesmo».


                                                               João Leal   

quarta-feira, 15 de abril de 2026



CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

«MEDALHA DE HONRA» DA ORDEM DOS ADVOGADOS PARA O OLHANENSE DR. FERNANDO CABRITA

      Por indicação da Conselho Superior da prestigiada Ordem dos Advogados foi atribuída a «Medalha de Honra» ao conhecido e prestigiado jurista e escritor e conhecido olhanense dr. Fernando Cabrita. Figura carismática desta cidade e do Algarve é, a par da sua actividade forense, um dos nomes em destaque nas letras nacionais. Assim é que já publicou meia centena de livros desde os de temática poética aos ensaios e análises, sendo constantemente insertos poemas seus em revistas de todo o Mundo e traduzido em vários idiomas (castelhano, turco, polaco, russo, etc. 
     O dr. Fernando Cabrita, que nasceu na então «Vila de Olhão da Restauração», é um assumido «filho de Olhão», condição que tem prestigiado como poucos e foi, de 2015 a 2022, o promotor desse invulgar acontecimento «Poesia ao Sul», que fez desta terra a capital da poesia ibérica e cujo reatar se apresenta como de urgente importância.
     O merecidamente galardoado com a «Medalha de Honra da Ordem dos Advogados» é detentor de vários e importantes prémios literários, entre os quais o «Prémio Nacional de Poesia Mário Viegas - 2008», o «Prémio Ibérico de Poesia - 2011» e o «Prémio de Poesia Prof. Adriano Moreira - 2022».
     Ao felicitarmos o dr. Fernando Cabrita por tão alta distinção, prestamos a homenagem devida a quem tem exercido tão destacada acção na advocacia e na vida literária concedendo em ambos os campos o mais elevado prestígio a Olhão e ao Algarve.
                                                        João Leal