Ainda não foi oficialmente descerrada a placa toponímica que dá o honrado nome do grande servidor de Faro que foi o sempre lembrado Henrique Luís de Brito Figueira. Pensamos que sê-lo-á, como tudo leva a futurar no dia 7 de Setembro, próximo, na comemoração do feriado municipal (Dia da Cidade), como o é usual. Mas, e daí o nosso tomar conhecimento da justa e merecida da Câmara Municipal de Faro, já figura na identificação postal.
Situa-se a nova artéria que homenageará aquele que foi um dos mais dedicados servidores da região, na rua que liga a E.N. 2 (Faro / São Brás de Alportel) à estrada municipal para a Conceição de Faro, onde se situam as instalações, em adiantada fase de construção da grande superfície de produtos alimentares espanhola «Mercadona».
Brito Figueira, tal como Martin Luther King, «teve um sonho», que era o progresso, em todas as áreas, do desporto à cultura, do social ao económico, dando o seu contributo empenhado e voluntário às mais diversas iniciativas, que importassem à comunidade. Foi o «mais novo chefe de secretaria da Junta Autónoma das Estradas»; secretário geral do Sporting Clube Farense e da então Associação de Futebol de Faro, hoje denominada do Algarve; dirigente e empenhado rotário, a ele se devendo tal como a Eulálio Cabrita e engenheiro Tito Olívio Henriques, a vivência do Rotary Clube de Faro; dirigente de múltiplas instituições, entre as quais os Bombeiros Voluntários (Cruz Lusa), o Montepio dos Artistas, a Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira (cujo Curso Comercial concluiu), etc.
Era sua esposa, a sempre lembrada «costeleta» Maria Beatriz Rosa Brito Figueira (para os amigos afectuosamente a «Bibi») formando um casal modelo, sempre com a disposição assumida de apoiar quem de ajuda, num que o fosse moral, necessitava.
«Rua Brito Figueira», localizada na «Faro em quarto crescente», paredes meias com o Alto Rodes que para ele era um refúgio natal e permanente, um acto da maior justiça e gratidão, assumido pela Câmara Municipal de Faro, em boa hora.