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ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS ALUNOS DA ESCOLA TOMÁS CABREIRA
segunda-feira, 2 de março de 2026
CRÓNICA DE FAROJOÃO LEALTRADIÇÕES QUE SE PERDEM.... Corolário da própria evolução dos tempos há muitas tradições que evoluem para novas formas ou que se perdem. É este o caso do que acontecia no período quaresma, que ora se vive, com os celebrizados e muito participados «contractos das amêndoas», que eram obrigatórios, há anos, nesta quadra litúrgica e cívica. Em que consistiam os referidos «contractos das amêndoas»? Dois parceiros, normalmente cada um do seu sexo (amigos, namorados, vizinhos ou conhecidos) estabeleciam o contracto entrelaçando os dedos mínimos e afirmado: «Contracto, contracto faremos e Sábado de Aleluia desmancharemos». Sempre que, quotidianamente, um dos parceiros, pela vez primeira nesse dia, via o outro, dizia-lhe de sopetão: «Ajoelha-te!», ao que o parceiro, acedia. Isto até que se chegava ao almejado Sábado de Aleluia (Véspera do Domingo de Páscoa ou da Ressurreição), em que os contratantes procuravam as mais ardilosas formas para serem o primeiro a dizer «Ajoelha-te e paga!». O apanhado tinha que pagar um cartucho ou pacote de amêndoas, então ditas «confeitas» que as havia de excelente qualidade nas já desaparecidas pastelarias do Francisco Manuel (Rua 1º de Dezembro) ou das irmãs Saraiva (Rua de Santo António) ou nas mercearias Aliança, Gago, Machadinho ou do Guerreiro que nessas noites festivas abriam no período noctívago para atender os muitos clientes que desciam à baixa farense. Isto quando o contracto não exigia as famosas, ainda hoje, «amêndoas do Blé Ervilha» (São Brás de Alportel), obrigando assim o «apanhado» a mais uma despesa. Contracto da Amêndoa ou do «Apanha-me" uma tradição quaresmal que se perdeu!
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
CRÓNICA DE FARO
JOÃO LEAL
COMANDO DA GNR CONTINUA EM FARO
Esta é uma decisão que desde logo se aplaude porque motiva a defesa dos superiores interesses, para além da pertença às mesmas forças partidárias, entre concelhos limítrofes. Foi o caso registado entre os Municípios de Faro e de Loulé no que respeita à transferência do Comando Distrital da Guarda Nacional Republicana (GNR) da capital sulina para a vizinha cidade da «Mãe Soberana», acordado em 2018 entre os Presidentes Autárquicos de então, respectivamente o Dr. Rogério Bacalhau (PSD) e o Eng. Vítor Aleixo (PS). Várias têm sido as opções ou as intenções de reduzirem a capitalidade da Cidade de Santa Maria de Hárun atenuando-lhe a sua função de Cidade Maior e a consequente perda de um título que foi merecidamente outorgado por D. João III, denominado de «O Piedoso».
A função da Ria Formosa foi então de grande prestabilidade já que a maioria dos seus numerosos canais eram então de ampla navegação proporcionando um acentuado movimento ao porto de Faro. Veja-se o que aconteceu com a Santa Sé o poder temporal que ainda mantinha na época ao transferir a Sé até então sediada em Silves para Faro.
Os dois autarcas eleitos no recente acto eleitoral para os Municípios de Faro (Dr. António Pina) e de Loulé (Eng. Telmo Pinto), ambos pelo Partido Socialista, acordaram manter o comando distrital da GNR em Faro, cujas novas instalações vão ser edificadas nos 3,5 hectares existentes no sítio farense dos Braciais, após o beneplácito do Ministério da Administração Interna e do Comando Geral da Corporação militar.
Faro continua pois com a capitalidade no que se refere ao âmbito das funções cometidas à GNR.