terça-feira, 7 de abril de 2026

N0 MEU CAIS 

Há um mar dentro de mim
Em ondas de ternura....
A maresia sem fim....
Vestes de algas me emoldura!

Neste berço de embalar 
O meu mar enbalador
Neste cais á  beiramar 
Embala canções de amor

Fico olhando o areal
Ao som das ondas marinas
Com carinho maternal
A brancura das salinas 

Lembrando a moura algarvia
Na sua eterna saudade
Eu sinto em mim a poesia
Em voos de liberdade! 

O meu mar dos vendavais
Em perfeita sinfonia
Ao ouvi-llo junto ao cais
Eu sou a moura algarvia!

Maria José Fraqueza 

segunda-feira, 6 de abril de 2026

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

POR UMA MAIOR JUSTIÇA SOCIAL

Uma maior justiça entre os vários extractos da sociedade ohanense, no que é uma aspiração cristã e humana de cada cidadão e um princípio expresso na própria Constituição da República Portuguesa, lei fundamental do País democrático em que vivemos é o objectivo do Plano Social do Município.
 Para votação e aprovação do mesmo reuniu o CLASOL (Conselho Local de Acção Social), sob a presidência do Vereador Prof. Custódio Moreno, que após a brilhante acção à frente da Delegação Regional do FAOJ  retornou ao Município olhanense.
Participaram nos trabalhos 62 membros, o que define bem do interesse deste encontro e dá uma imagem da vocação das  entidades sediadas na Cidade da Restauração em torno de um problema de acentuada magnitude.
Este número foi ampliado com a aprovação da admissão de duas novas associações interessadas:  a Associação dos Moradores da Quinta das Âncoras e a sua homóloga da Quinta das Gaivotas. Aprovada também e a merecer todo o apoio a candidatura da Santa Casa da Misericórdia de Moncarapacho ao «Prémio Rainha Dona Leonor», que visa distinguir o importante património cultural construído por esta icónica associação de bem fazer daquela Vila.
Que o Organismo, de âmbito concelhio seja um verdadeiro motor em prol da justiça social no concelho de Olhão.

                                                        João Leal
Crónicas do meu viver olhanense

As rotundas concelhias

    A Câmara Municipal de Olhão e as Infraestruturas de Portugal firmaram um acordo visando as rotundas das estradas existentes no concelho.
  Segundo o mesmo aquelas zonas públicas passam, no que respeita à sua conservação, manutenção e embelezamento para a responsabilidade da Autarquia.
   No cumprimento deste acordo entre um organismo do poder central e um município a Câmara de Olhão já iniciou a sua acção no terreno começando por tratar da rotunda principal na «mui nobre vila de Moncarapacho».
  Outras acções vão prosseguir em vários locais do concelho olhanense para uma melhor visão paisagística do mesmo, com notória influência na qualidade de vida dos transeuntes e dos residentes.
  Chamamos em especial atenção com que acontece com as rotundas em Alfândanga, no movimentado cruzamento da via de ligação entre Fuseta e Moncarapacho, cujo aspecto bravio é, de há muitos anos um «insulto» ao local.
                                                          João Leal 

sexta-feira, 3 de abril de 2026

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE RECUPERAÇÃO E MUSEALIZAÇÃO DO «SALVA VIDAS» NA FUSETA Trata-se de um dos mais icónicos edifícios da Fuseta e. mesmo, de toda a Ria Formosa, o imóvel onde durante décadas e até 1999 funcionou o Instituto dos Socorros a Náufragos- Construído sobre estacaria no século passado situava-se então frente à «corredoura» e temível «Barra da Fuseta» para facilitar o socorro às embarcações em situação difícil. Só que a referida barra andou para nascente, um fenómeno comum às barras algarvias, conforme um valioso estudo do eng. Manuel Bivar, publicado nos anos 60 e ainda hoje plenamente válido. 0 «Diário da República» inseriu o aviso da Câmara Municipal de Olhão e do Instituto de Socorros a Náufragos visando a classificação como «património de interesse nacional» do referido imóvel, o qual é objecto de um projecto visando a realização das obras de recuperação e de futura musealização, aliando assim património e cultura. Muitas são as peças a inserir futuramente neste espaço, desde os vários «Prémios Nobel da captura do bacalhau no Atlântico Norte», memorável feito alcançado por vários pescadores fusetenses, assim como as artes tradicionais e outras em desaparecimento e a referência a conhecidos «homens do mar que no mar escreveram a história da «noiva branca do mar». Será no futuro mais um forte atractivo turístico a juntar aos valiosos níveis que, em turismo, já hoje oferece. João Leal


Crónica de Faro
João Leal

      «Templo a necessitar de obras»

      Situa-se no centro cívico de Faro, a dois passos da Pontinha (Praça da Liberdade). No pórtico principal tem a data da fundação (1 640), desconhecendo-se quem foi o autor do projecto. Situa-se no Largo de ao Pé da Cruz (antigo Largo dos Cântaros, por aqui existir uma fonte onde os aguadeiros enchiam os cântaros, que depois distribuíam ao domicílio, situação que se manteve mesmo após a distribuição da água canalizada). 
      Foi um templo que durante vastas décadas serviu de capela funerária da freguesia da Sé, antes da construção da Igreja Nova de São Luís, com as suas duas capelas fúnebres e da junção da paroquialidade de Sé / São Luís. Ali velámos muitos familiares e amigos ao longo dos anos. 
     Classificado como «momento de interesse público» esta igreja situada no coração do largo que no anterior mandato autárquico foi alvo de grandes obras de reestruturação (para quando a fonte deitar água em permanência?) era alvo de muitas visitas por fiéis e turistas, que admiravam para além da magnificência do altar - mor apreciavam a série de grandes painéis laterais que narram a criação do mundo.
       Foi uma estimada ex - colega, hoje aposentada como eu, que em site informático, revelador do grande interesse que os farenses dedicam aos problemas da nossa cidade, chamou a atenção para o mau estado do imóvel religioso. Assistimos ao que creio ter sido a sua ultima edição, num dia 3 de Maio do final dos anos 40, do século passado, à procissão da Senhora de ao Pé da Cruz. Era capelão o saudoso Cónego Joaquim Jorge de Sousa (natural de Aljezur e provedor e grande impulsionador da Santa Casa da Misericórdia local). Servia como sacristão e residia nos anexos da igreja o «Tio Bartolomeu», pessoa de  proveta idade que, calculem, ainda ensinou a «doutrina» a meu saudoso pai. Tempos idos...
      O edifício religioso que, nas suas traseiras. tem o «humilladero» ou capela do Senhor dos Aflitos, onde em permanência, dia e noite, ardiam velas e lamparinas em cumprimento de promessas feitas ou preces declaradas. necessita de obras urgentes. Até o rés - do - chão do imóvel. onde no 1º andar funcionou a Junta Diocesana da Acção Católica se encontra tapado com plásticos para encobrir o que se passa no interior.
      Ás entidades públicas e religiosas, a quem cumpre a  manutenção do templo classificado como de «interesse público» chamamos a atenção para a urgente carência das obras a realizar na Igreja de Nossa Senhora de ao Pé da Cruz!

sexta-feira, 27 de março de 2026


NA MEMÓRIA DO MESTRE NICOLAU  
   E mais uma vez o computador nos trouxe uma triste notícia: a partida para o Além do sempre saudoso «Mestre» Nicolau. Era  um amigo de peito, daqueles cuja partida nos enche de tristeza e com cuja fraterna amizade sempre contámos. Com mais uns anitos do que eu fizemos parte do Grupo 157 «Nun, Álvares»» do CNE. Eu era lobito e o Nicolau sénior e, depois, chefe do Grupo. Por outro lado este respeitado cidadão era viúvo, há alguns anos, dessa que foi das melhores colegas do meu curso na Escola do  Magistério Primário, em Faro, a sempre lembrada Prof. D. Maria Luísa Queirós, a «Luisinha» como era tratada. Tal facto ainda mais nos aproximou e cada vez que me deslocava  a Vila Real  de Santo António lá vinha a conversa sobre Faro, onde o António estudou (fê-lo na «nossa» Tomaz Cabreira e era natural do concelho de Loulé) e viveu muitos anos.
 Fazia parte de um grupo de «mestres» como os veteranos Guerreiro (marceneiros / carpinteiros) e Olívio Adrião (serralharia) e daqueles que a abertura da Escola Serpa Pinto fez recrutar (Mário Pereira, Roseta, João Mateus, Brito, Nicolau, José Alfredo....) e há muitos e muitos anos que o António Nicolau se efectivara na Escola Secundária de Vila Real de Santo António, de que se encontrava aposentado.
 Torcemos as mãos e nada mais pudemos fazer do que «chorar» a morte do amigo e colega António Pires Guerreiro Nicolau. Que Deus o tenha no seu prometido paraíso!

                                                                    JOÃO LEAL
CRÓNICA DE FARO
JOÃO LEAL

ISAAC NADER, UM FARENSE, RECORDISTA DO ATLETISMO PORTUGUÊS

      QUIS OS ACASOS DA VIDA, NESTE CASO OS QUÊS E PORQUÊS DO FUTEBOL PROFISSSIONAL, QUE FARO FOSSE O BERÇO, EM 19 DE AGOSTO DE 1999, DE UM FARENSE QUE VEIO A SER UM DESTACADO NOME DO ATLETISMO EUROPEU.
      DE ORIGEM MAGREBINA É SOBRINHO PATERNO DESSE QUE FOI UM DOS AVANÇADOS MAIS CONCRETIZADORES DO SPORTING CLUBE FARENSE «BOTA DE OIRO» DA I LIGA, HASSAN NADER.
     HOJE HASSAN, QUE SERIA TRANSFERIDO PARA O SPORT LISBOA E BENFICA, FACE Á SUA VEIA GOLEADORA, ENTÃO PELA VERBA FABULOSA DE CINCO MILHÕES, CONTINUA A SER UMA SAUDOSA RECORDAÇÃO PARA AS GENTES DE FARO. POIS ISSAC NADER SEGUIU NOUTRA MODALIDADE, O ATLETISMO, OS CAMINHOS DE FAMA E DE GLÓRIA, TRAÇADOS PELO TIO HASSAN. UMA PRÁTICA DESPORTIVA EM QUE AOS 24 ANOS REÚNE VÁRIOS RECORDES NACIONAIS, ALGUNS DOS QUAIS COM DEZENAS DE ANOS DE VIVÊNCIA. O ATLETISMO É UMA MODALIDADE BEM POPULAR E QUERIDA DAS GENTES FARENSES. VÊM-NOS Á MEMÓRIA AS LEMBRANÇAS DOS FEITOS DO ATLETA CORTICEIRO CASIMIRO DIAS. APADRINHADO PELO ULTRA LEÃO DR. JOSÉ MEALHA, METIA-SE NO COMBOIO CORREIO NAS NOITES DE SÁBADO PARA CORRER NAS MANHÃS DE DOMINGO, VENCER E VOLTAR, NO PRIMEIIRO COMBOIO, À SUA RESIDÊNCIA NO ALTO RODES. OU MAIS RECENTEMENTE EZEQUIEL CANÁRIO, HONRA E ORGULHO DESTA TERRA SULINA.
    ISAAC NADER INICIOU A PRÁTICA DESPORTIVA NO CD FARO XXI, SEGUIU NO AREIAS DE SÃO JOÃO (ALBUFEIRA) E CORRE, NA ACTUALIDADE PELO SPOR LISBOA E BENFICA, ONDE COLECIONA TÍTULOS APÓS TÍTULOS.
    DIREMOS QUE ELE, FARENSE AQUI NADO E CRIADO, É UM DAS GRANDES ESPERANÇAS PORTUGUESAS, PARA AS PRÓXIMAS OLÍMPIADAS.    

segunda-feira, 23 de março de 2026

NOTA de PESAR :




A Direcção da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira apresenta os sentidos pêsames à sua Família e amigos. Que descanse na Paz do Senhor. Amém

sexta-feira, 20 de março de 2026

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL UMA CIDADE. DOIS ESCRITOS. - A MOAGEM - D. JOÃO III Dois temas, ao invés da habitual temática única, preenchem o escrito desta semana da nossa Crónica. São ambos de idêntica importância para a capital sulina, «cidade em quarto crescente», como escreveu algures o nosso saudoso «Márinho» (Mário Zambujal) nestas mesmas colunas. Referimo-nos a: 1 - MOAGEM - foi demolido o icónico imóvel da «Moagem», entre as ruas Miguel Bombarda (onde nasci) e a da Moagem, por onde circulavam composições ferroviárias, transportando o trigo em grão, para ser transformado em farinha. Era isto nos tempos em que se dizia e aprendia na escola que «O Alentejo é o celeiro de Portugal». E era, ao invés de hoje, um verdadeiro celeiro. Ali vai surgir uma ampla urbanização «Anda Mar», comportando para além de 200 apartamentos, de todas as tipologias, para lá de outros serviços, que nos dizem estar concluído em 2029. Recorda-nos, sobremodo, do saboroso e fresco pão, que todas as manhãs íamos lá buscar e cujo «contrapeso» raramente chegava a casa, pois que era tragado no caminho. Era nos tempos em que quando o pão subia, tinha de pesar l kg, senão vinho o chamado «contra peso» para atingir as 1000 gramas. Gostaríamos de saber, pois desconhecemos de todo o projecto da Urbanização «Anda Mar», se na mesma figura algum a referência ao antigo imóvel da Moagem, um ícone da cidade capital sulina. 2 - Dom João III De há muito que Faro tem uma dívida de gratidão para com a veneranda memória do Rei D. João III, «O Piedoso» pois foi este monarca da Casa de Avis que assinou o documento régio elevando a então Vila a cidade, o que amplamente se justificou e abriu o caminho à futura capitalidade do então Reino dos Algarves. Agora consta-nos que desta feita é que é. Nem uma rua ostenta o nome do herdeiro de D. Manuel I «O Venturoso». Mas vai haver o monumento só que a sua falada localização não nos parece a mais indicada. Fala-se de um recanto junto no Arco do Repouso, já em pleno Largo de São Francisco. É certo que se situa ainda e de algum modo na histórica zona da «Vila a Dentro». Mas assim a modos que escondido? Porque não se escolhe uma zona mais centralizada condigna com a homenagem a prestar? Nós optávamos pela Praça da Liberdade (no vulgo a Pontinha), onde existe, frente à sede da CCRDA, espaço dimensionalidade proporcionado e com uma maior dignidade.

CRÓNICA DE FAROJOÃO LEALPARA QUE A MEMÓRIA NÃO APAGUE E O FUTURO NÃO ESQUEÇA Esta crónica foi amadurecida durante meses até que, a recente criação da Associação de Desportos Motorizados do Alentejo e Algarve lhe concedeu o momento asado de ser escrita. Referimo-nos à conveniência urgente de ser evocada em monumento ou lápide de todos os «ases do volante» aqui nascidos ou oriundos de outros concelhos daquelas duas regiões sulinas. Carlos Fontainhas, Rogério Seromenho (que foi também um excelente guarda redes do Sporting Farense), Inverno Amaral, Horácio Santos, são nomes de campeões auto que nos ocorrem, a par de tantos outros e de outros concelhos algarvios. Por isso o pedestal, monumento ou memória deverá, no caso da lembrança ter a desejada concretização ter o espaço e a forma com áreas e faces suficientes para nele se inscreverem os nomes doutros campeões algarvios em automobilismo. Como o não deverá esquecer o do saudoso sr. Vidal Belmarço, que foi segundo lembranças que me vêm da juventude o primeiro farense a ter carta de condução e que teve um stand de automóveis na Rua Tenente Valadim (no vulgo «Travessa dos Cavalos», onde hoje funciona uma agência bancária. Lembranças de tempos idos, uns perto dos nossos dias e hoje décadas e século diferente, que não podem nem devem ser esquecidas. E tantas memórias de Faro que o têm sido!

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

OS JOGOS DE QUELFES

Estão em curso, mais uma edição, desta feita a 18ª, dos Jogos Olímpicos de Quelfes, uma das mais significativas manifestações, desportivas e culturais, que no seu género se realizam no nosso País.
O arranque, com todo o simbolismo, teve lugar na EB 1, em Marim, com a presença do Presidente do Município, Ricardo Calé e de outras entidades concelhias, regionais e nacionais (Academia Olímpica Portuguesa). Desta feita existe todo um elevado e louvável cunho da mitologia local, aliando o sentido helénico dos Jogos à lenda olhanense, com a evocação do mitológico «Mano Arraúl» ao desenvolver da competição que tem como cenários maiores as cidades de Vila Real de Santo António (9 de Junho - «O desafio dos deuses» e de Olhão (18 de Junho - encerramento). Entretanto no dia 26 de Março, no Estádio Municipal de Olhão, decorreram as finais concelhias. 
Esta iniciativa congrega todo um elevado sentido do «ser olhanense» e conta com a representação de escolas do concelho, do Baixo Alentejo e da Andaluzia, o que confere um cunho internacional.

                                                          João Leal

segunda-feira, 16 de março de 2026

INFORMAÇÃO DE
JOÃO LEAL 

MEDALHA DA UE PARA CAVACO SILVA

       A União Europeia criou um novo galardão, a «Ordem Europeia de Mérito» para distinguir os cidadãos que contribuiram para a integração  europeia ou para a promoção da mesma. Entre os cidadãos distinguidos pela vez primeira figura o «costeleta» Prof. Dr. Aníbal Cavaco Silva, antigo aluno da Escola Tomás Cabreira, nosso prezado consócio e que foi, além de outras funções, Primeiro Ministro e Presidente da República.
     As nossas mais cordiais felicitações.