sexta-feira, 5 de junho de 2026


CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

UM «FILHO DE OLHÃO» GONÇALO RAMOS CAMPEÃO EUROPEU DE FUTEBOL

     Foi um final de época esplendoroso o alcançado pelo futebolista nascido em Olhão, Gonçalo Ramos, avançado do PSG (Paris  Saint Germain) e que no magnífico estádio da capital húngara, Budapeste, ergueu a «Taça dos Campeões Europeus».
     Chamado no reatamento do emocionante prélio com os ingleses do famoso Liverpol
coube-lhe a sempre ingrata tarefa de converter o primeiro dos «penalties» decisivos face ao resultado que se mantinha de 1/1. O Gonçalo Ramos não se intimidou e abriu a série dos golos alcançados pelos parisienses, que pela 2ª época consecutiva arrecadaram o almejado troféu. 
     Juntamente com Bruno, João Vieira (de Tavira) e Vitinha (considerado «o melhor futebolista do encontro») o «filho de Olhão», que fez toda a sua formação no Benfica, donde se transferiu pra o PSG, envergaram no final, a quando da entrega da ambicionada «Taça da UEFA» a bandeira nacional.
     Ao felicitarmos Gonçalo Ramos por mais este triunfo o compreensível e natural orgulho de Olhão e das suas gentes por este feito notável -  ser campeão entre os maiores da Europa!

                                                                                                      JOÃO LEAL



quinta-feira, 4 de junho de 2026

LIVRO SOBRE CAVACO SILVA PARA A BIBILOTECA ESCOLAR UM ANTIGO ALUNO DA ESCOLA INDUSTRIAL E COMERCIAL DE TOMÁS CABREIRA E SÓCIO DA AAAETC OFERECEU UM LIVRO SOBRE A BIOGRAFIA DO PROFESSOR DOUTOR ANÍBAL ANTÓNIO CAVACO SILVA, RECENTEMENTE EDITADO PELA REVISTA SÁBADO, E DA AUTORIA DO JORNALISTA ANTÓNIO ARAÚJO. João Leal


CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

«PECHÃO, UMA ALDEIA DE MULHERES VISIONÁRIAS»

   Trata-se de um estudo sociológico admirável, uma verdadeira tese universitária a 2ª edição de «Pechão, uma aldeia de mulheres visionárias» e que repete, em pleno, os altos objectivos com a sua estreia em 2025. Este trabalho «Pechão, uma aldeia de mulheres visionárias» repete na íntegra o estudo sobre o papel social, económico e autêntico das mulheres desta povoação em prol da Comunidade local. Iniciativa de «duas mulheres visionárias», elas mesmo membros activas da população desta terra do interior olhanense - Alexandra Duarte (autarca da Junta de Freguesia de Pechão) e Lara Tavares (dinâmica dirigente do COP - Clube Oriental de Pechão), repetiram o trabalho efectuado no ano passado «alcançando um registo sociológico para memória futura, sobre as iniciativas sócio - económicas das mulheres de Pechão em prol da identificação local». 
   Trata-se de uma das cinco freguesias olhanenses, as outras são: Olhão, Fuseta, Moncarapacho e Quelfes, com cerca de 4 mil habitantes, que se separou do termo de Faro em 1826 (há um mais de um século) passando desde então a integrar o criado concelho de Olhão.
Um trabalho pelo qual felicitamos as suas autoras, assim com a Junta de Freguesia de Pechão e o Clube Oriental de Pechão e que bem merece ser consultado e estudado.
                                              JOÃO LEAL

sexta-feira, 29 de maio de 2026

CRÓNICA DE FARO
João Leal

  «CAFÉS HISTÓRICOS» DE FARO

        Têm crescido em sintonia com a própria expansão da cidade, capital sulina. Talvez que, nesta evocação dos «cafés históricos farenses», haja a omissão de muitos, até mesmo aquele que frequenta, mas acrescente, por favor.
         A memória responsável e a consulta de documentos alusivos, leva-nos á lembrança mais antiga da «Casa Havaneza» que nos referem como um dos pontos «mais» da cidade, no seu tempo. A lembrança leva-nos até á baixa citadina, paredes meias com o Banco de Portugal e situados nos terrenos onde foi construída a filial da Caixa Geral de Depósitos. Ambos prosseguiram a sua actividade, o primeiro na Rua da Marinha e o Café Coelho, mais pastelaria do que «servir bicas e garotos» no canto da Rua Conselheiro Bivar e da Praça D. Francisco Gomes. Propriedade dos pais de um antigo «costeleta», o Virgílio António Coelho, que moravam no Largo do Sol Posto, foi depois estúdio fotográfico e hoje um dos muitos «fast food» que existem na zona. Mas á cabeça aparece como lembrança dominante o Café Aliança, aberto em 1920 pelo excelso empresário José Pedro da Silva, que figurou na série televisiva alemã «Os grandes cafés europeus». Vários estudos e publicações existem sobre a «bolsa algarvia das 4ªs e sábados», sendo de destacar o labor nesta investigação, desenvolvida pelo saudoso historiador messinense, Dr. Teodomiro Neto. Com uma existência algo atribulada nos últimos anos, o «Aliança» prossegue como a catedral dos cafés algarvios. Não queremos nem devemos esquecer o «Café Marítimo», que abria noite fora em especial para atender os pedidos de «um quartilho de medronho» para os pescadores levarem para a faina. Localizava-se paredes meias com o então Mercado Municipal (Rua Cdte. Francisco Manuel), hoje ocupado  pela Cruz Lusa - Bombeiros Voluntários. Lembramo-nos do Café Atlântico (sede de uma agência bancária) que ia das Ruas de Santo António à da Marinha, com diversas inovações, entre as quais as da «venda self - service do tabaco». Só que ao fim  do dia nem tabaco nem dinheiro...
Ah, e a «Brasileira», ponto de convívio de muitas gerações e de onde surgiram ideais para várias acções em especial para o desporto algarvio. 
Uma curta evocação dos muitos cafés que existiram em Faro.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

NOTA de PESAR

Partilhamos uma informação do nosso colega costeleta JOSÉ ELIAS MORENO 
Quando alguém parte…

É com tristeza que acabamos de ter conhecimento da morte do Fernando Ferro no dia 11 do corrente mês de Maio na sua casa de Santarém .
Colega desde a Serpa Pinto que conhecemos morando na Horta do Ferragial  com carreira profissional nos Telefones em Lisboa , frequentando a Casa do Algarve e o Café Martinho sempre com o seu qb de contraditório mas leal e amigo do seu amigo. Algarvio de gema acabou os seus dias depois duma aposentadoria activa cultivando as suas oliveiras ribatejanas e no seio da sua família.
RIP
A Direção da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira apresenta os sentidos pêsames à sua Família e muita força para ultrapassarem a dor do luto. Que descanse na Paz do Senhor. Amém 

CRÓNICA DE FARO. JOÃO LEAL



O meu vizinho e amigo «Sr. Manuel Papo Seco»

Tinha como Manuel Miguel o seu nome oficial, como pude constatar, vezes múltiplas através da leitura de documentos oficiais - Certidão de nascimento, bilhete de identificação, etc. emitidos pelos serviços próprios. Nasceu em Loulé, sendo arreigadamente bairrista, deslocando-se várias vezes à sua terra natal, em algumas das quais o acompanhei - Batalha de Flores, Mãe Soberana e outras festividades louletanas e sendo um dedicado fã da Banda Artistas de Minerva, que ora completa os 150 anos de existência, assinalada efeméride que justifica as nossas mais efusivas felicitações. Nunca soubemos das razões que trouxeram este arreigado louletano até Faro, nem das motivações da alcunha «Papo Seco», porque era conhecido cidade em fora. Seria pela forma clássica como sempre se apresentava? Ainda o vi a usar «polainites».....
Durante longas décadas fomos vizinhos e amigos. O Sr. «Manuel Papo Seco» morou sempre no nº15 da Rua Infante D. Henrique e eu nos nºs 13 e 11 daquela artéria também conhecida por Rua Direita ou Rua da Carreira. Éramos «fronteiriços» do Grande Hotel, imponente imóvel construído ainda no século XVIII, a quando da «Era dos Cumanos» para unidade de saúde (tratamento da sífilis) e vindo posteriormente a ser unidade hoteleira de luxo (nela se instalou o malogrado presidente Sidónio Pais - «o presidente rei» e foi também centro de alojamento liceal. Nos tempos a que este escrito remonta (anos 40, 50 e 60 do século passado era o «Grande Hotel», hoje uma residência de apartamentos de luxo e que ocupa uma vasta área nas Ruas Infante D. Henrique, Dr. Teófilo Braga e da Viola, de armazéns de mercearia e frutos secos, bem como a sede dos Serviços de Abono de Família (hoje Segurança Social) e residência de ilustres famílias farenses - os Inglês O Ramos, os Tavares Belo (com destaque para o Maestro) e os Matos Parreiras (cujo líder além de Chefe da Delegação Aduaneira era um dos mais influente líderes do então partido único, a União Nacional. O vizinho e amigo Manuel Papo Seco era uma espécie de mordomo do Grande Hotel, ocupando um pequeno espaço com oficina de sapateiro. Era casado com a «vizinha Joana», benévola senhora que exercia o mister de «pespontadeira», uma actividade com reduzida ou quase nula expressão na cidade. Como não tiveram filhos adoptaram uma menina, a «Manelinha», que quando chegou a idade devida casou e foi  morar para a Grande Lisboa, onde hoje, avó embevecida vive. Um trio de bons vizinhos, grandes amigos e gente que marcou a Faro dos tempos idos...

domingo, 24 de maio de 2026

CRÓNICA DO MEU VIVER OLHANENSE E OS ARRAIAIS POPULARES DE OLHÃO?

      Um anúncio inserto num dos órgãos da Imprensa Regional e emitido pela Câmara Municipal de Tavira, sobre o prazo limite temporal para a inscrição dos espaços naquele vizinho concelho para a realização de festividades durante os «Santos Populares», chamou-me a atenção para esta falha no calendário olhanense. Durante décadas estas festas (ruas ornamentadas, sardinha assada «para todo o povo», mastros joaninos, etc.) aconteciam em Olhão. 
     «Seis meses de Carnaval e seis meses de São João» era assim que se definia o calendário anual de animação olhanense. Em muitas artérias desta «Cidade da Restauração», pudemos admirar placas alusivas aos prémios conquistados.
      Era uma animação única que acontecia nas vésperas e dias dos Santos Populares - Santo António (12 /13 de Junho), São João (23 /24 do mesmo mês) e São Pedro (28 /29 ainda de Junho) enchiam de residentes e visitantes as ruas, ruelas e becos zona antiga para viverem uma festa única. Era o povo que numa generosidade plena festejava o Santo Patrono com todo o outro povo que o visitava.
    Existindo uma empresa municipal, a Fesnima, que tão excepcionais  provas tem dado do seu existir, pergunta-se: e os Santos Populares quando voltam a Olhão?
                                                  João Leal

CRÓNICA DO MEU VIVER OLHANENSE PARABÉNS, DRA, ANABELA MORTE! PARABÉNS, OLHÃO!



     De entre as finalistas ao «Global Teatcher Prize Portugal 2026», figuram duas professoras algarvias, o que desde logo é altamente elogiável para a nossa Região. Mas mais elogiável ainda é o facto de uma delas, a dra. D. Anabela Morte, ser educadora infantil no Agrupamento Escolar Professor Paula Nogueira, nesta cidade. São-lhe pois devidas as mais efusivas saudações, que com todo o prazer lhe apresentamos, assim como a outra algarvia distinguida, a dra. D. Ana Claúdia Falcão, docente do Agrupamento Escolar Dra. Laura Ayres, em Quarteira.
   Na entrada do antigo edifício da Escola do Magistério Primário, em Faro, numa grande placa podia ler-se: «A mais nobre missão que se pode confiar ao homem, é a de EDUCADOR!". Na realidade assim é, em todos os tempos e localizações. Olhão sempre teve um conjunto de professores que era considerado ao melhor nível regional. Ainda hoje a sua grande maioria é lembrada e venerada.
  Se vencer o «Prémio», cuja classificação será anunciada no dia 29 de Maio, em Lisboa, a Professora Anabela Morte, que tem dinamizado acções de formação e projectos colaborativos ligados á inclusão educativa na Biblioteca Municipal de Olhão promete o prosseguir na sua intervenção ligando, de maneira activa o «triângulo pedagógico - escola, família e comunidade».

                                                          João Leal 

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Crónica de Faro. João Leal.



Obras Estruturantes

Em reunião havida entre o Ministro das Infraestruturas e Comunicações e o Executivo Autárquico de Faro, em que participou também a direcção do porto de Sines foram acordadas duas obras que consideramos do mais alto e futuro interesse para este Concelho que detém a capitalidade de região sulina.
De há muito faladas e objecto de vários encontros entre entidades públicas parece-nos que desta feita existem condições e compromissos assumidos para as mesmas avançarem e, assim, se verificarem dois eixos para o progresso concelhio.
O primeiro refere-se ao chamado Cais Comercial de Faro, construído nos anos 50 do século XX e que serviu, como razão de sua efectivação o transporte dos materiais necessários à edificação do porto comum de Faro - Olhão. Ainda contribuiu para o transporte do petróleo para o Parque de Combustíveis do Bom João, de alguma exportação do sal gema, vindo das minas de Loulé, do cimento produzido na Cimpor e de uma aventura de turismo Faro / Tanger (Marrocos), de curta duração e de pouco, muito pouco mesmo de outros servimentos,
Agora foi decidido que a exploração e urbanização do dito Cais Novo passe para a posse da Câmara Municipal de Faro, numa desafiante proposta à sua capacidade de gestão e de realização. Desde a sempre e nunca concretizada Marina à despoluição da que é uma das zonas concelhias mais  insalubres e que pode vir a ser uma ampla avenida de refrigério e de lazer para os farenses.
A outra importante questão tratada é da melhoria da ligação entre a «cidade em quarto crescente», como há décadas, neste mesmo espaço a definiu o sempre saudoso jornalista Mário Zambujal, e a A22 (Via do Infante), para facilitar o elevado tráfego existente. Acreditamos que o Instituto das Infraestruturas não se oporá às situações apontadas e que de Faro ou para a capital regional virá a ser mais acessível o acesso aquela via rápida que percorre a Região.

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL TRÊS MORTES QUE NOS ENLUTAM



     No curto espaço de uns dias três falecimentos de quem serviu Faro e o Algarve de uma forma exemplar, dedicada e inestimável, vieram estremecer o nosso íntimo.
     Ás suas sempre lembradas memórias prestamos o mais vivo dos sentimentos de gratidão por tudo o que deram em suas honradas vidas pela comunidade em que estamos insertos.
      Na sua Alcoutim faleceu o histórico dirigente do PCP (Partido Comunista Português), Carlos Brito, que desde bem novo fez parte desta formação partidária, dando-lhe, enquanto seu militante e dirigente (sairia por acordo consigo mesmo) toda a inteligência, vocação e trabalho, de que era inegável possuidor. Bem cedo foi eleito para a Assembleia Constituinte, pois era a quando do 25 de Abril de 1974 e, claro na clandestinidade seu delegado em Portuga. Após o funeral da Igreja da Misericórdia, em Alcoutim, onde os restos mortais de Carlos Brito estiveram em constante vilegiatura vieram as mesmas para o Crematório de Faro, como que num adeus à capitalidade sulina, cidade que muito amava.
      Depois foi a morte de José Costa, o recém eleito presidente para segundo mandato de uma das mais históricas agremiações farenses, o Clube de Futebol «Os Bonjoanenses», com um notável contributo  para a cultura, o desporto  amador e o recreio  de Faro. Filial dos azuis de Lisboa, o C. F. Os Belenenses, sediado no popular Bairro do Bom João o saudoso José Costa era, há várias década, dirigente de «Os Bonjoanenses», a que imprimiu um inusitado dinamismo e incremento.
   «Morreu o homem». Parafraseando o que foi dito a quando da morte de El-Rei D. João II, o Príncipe Perfeito, pudemos usá-lo a propósito do adeus do Dr. José Vitorino, destacada figura da vida pública e política do Algarve e do País. Natural da Conceição de Faro, onde residia, e por motivo de progressiva doença, se afastara de qualquer actividade, o saudoso amigo, com quem tivemos muitas discordâncias, que nunca afectaram a nossa amizade, fez o ensino liceal em Faro, após o que alcançou o título de Engenheiro Técnico Agrário (Escola de Évora) e licenciou-se em Ciências Económicas e Financeiras, vindo a exercer funções em Lisboa (Seguros) e no Algarve (António Neves Pires). Foi um dos fundadores do PPD (Partido Popular Democrático), depois PSD (Partido Social - Democrata), o que valeu o «apedrejamento» com o saudoso Dr. Cristóvão Norte num comício realizado no Salão Luís Parque,  a que se seguiu a destruição da sede na Rua  Lethes , daquela formação partidária. Foi sucessivamente eleito deputado, função interrompida pelo desempenho do cargo de Governador Civil e de Presidente da Câmara Municipal de Faro, entidade que o distinguiu com a «Medalha de Mérito - Grau Ouro». Criou diversas associações, entre as quais a CEAL e a ALGFUTURO. Uma lembrança que nunca se esquece, um dos mais ilustres farenses e algarvios, cuja memória perdurará pelos tempos fora, a o do amigo, porque verdadeiramente o era, o hoje sempre recordado dr. José Vitorino.
                                                                    
     

Crônicas de JOÃO LEAL



BALLET NA TOMÁS CABREIRA

 Sob o tema «Declaração Universal dos Direitos Humanos» as alunas do Curso Profissional de Bailado, dirigidas pela Prof. D. Ana Filipa, apresentaram um espectáculo denominado «Corpos no Direito».

O JORNALISTA JOSÉ MILHAZES EM CONFERÊNCIA NA ETC

    O conhecido jornalista José Milhazes (SIC) que viveu vários anos na Rússia profere uma conferência, seguida de debate, no dia 15 de Maio, pelas 18 horas, na Escola Tomás Cabreira.

                                                                             João Leal 
     

sábado, 16 de maio de 2026

CANTAR dos REIS



Recordar é viver... Quanta saudade!
Punha o sapatinho á chaminé...
Era assim na minha mocidade
Era a  nossa crença , a nossa fé

Era o Dia de Reis...grito: Salvé!
Perante a mais triste realidade
Porque hoje esse dia já nao.é
Vive-se  doutro.modo a  festividade

Cantava-se os Reis em cada lar 
Era lindo as criancas a cantar
Os lindos cantares tradicionais

O.bater das castanholas, do pandeiro
O cantar aos Reis mais verdadeiro 
Tempos que não voltam nunca mais!

Maria José Fraqueza