domingo, 12 de maio de 2024

CRÓNICA DE FARO

CRÓNICA DE FARO

JOÃO LEAL


«TERRAS DO ACORDEÃO E DO FADO»


        Sempre, em especial dos finais do século XIX até aos nossos dias o acordeão foi instrumento especialmente querido das gentes sulinas. Famosos intérpretes cujo nome é pronunciado logo que se fala no popular instrumento, a par de conhecidos compositores,

com obras que hoje fazem parte do espólio das músicas clássicas portuguesas, são o seguro garante do que acabámos de referir. Para tal muito contribuíram os agrupamentos folclóricos, tal como hoje acontece e desde a fundação Grupo ou Rancho Folclórico de Faro (1930 - Serafim Carmona e Henrique Bernardo Santos, entre outros).

   Nomes como os de «Céguinho da Luz», António Madeira («Madeirinha), Barra Bexiga, José Ferreiro (pai e filho), Artur Andrade, Tino Costa e outros juntam-se aos nossos colegas da «Escola Tomás Cabreira» os primos estoienses António Bica e Valério Quintas Rodrigues. Para não falar dessa «maior» que o foi a albicastrense Eugénia Lima, que da Bordeira fez a sua segunda residência e bem querida das gentes do seu e nosso Algarve. E o «Chico» Ervilha? e o «Daniel Rato? Enfim, reconhecemos que muitos, muitos, outros nomes de grandes acordeonistas algarvios, ficaram por citar, entre os quais o de Isolina Granja e Guiomar Sousa, cujo falecido pai, foi um dos mais procurados fabricantes de acordeões.

     Vêm todas estas lembranças, a propósito do «Festival Nacional do Acordeão e da Guitarra», cuja 6ª edição decorreu em Santarém (Conservatório de Música), com a participação de uma vasta pléiade de jovens algarvios, alunos desse «monstro», que no tocar como no ensinar, o Prof. Nelson Conceição, que ali alcançou as mais destacadas posições classificativas. Que nos perdoem não citar todos os premiados face ao elevado número dos que regressaram da capital escalabitana com os seus merecidos troféus. Mas 

nos merecidos parabéns que damos ao Maestro e aos Interpretes envolvemos todos os premiados, agradecendo-lhes como algarvio o honroso serviço prestado à Terra - Mãe e citando como vencedores: Catarina Viegas (Estoi), Rodrigo Relvas (Loulé), Miguel Coelho (Messines), Tiago Conceição (Loulé), Inês Faria (Bordeira - Faro) e Ana Luísa Águeda (Albufeira).

     Algarve - Terra do Acordeão e do Fole!


                                                                    João Leal



quinta-feira, 9 de maio de 2024

Grande almoço dos Costeletas

A Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira com denominação de Costeletas, realiza  na cantina da nossa Escola Tomás Cabreira o grande almoço de verão no dia 22 de Junho de 2024 o parir das 12.30 horas.
Estão previstos alguns eventos de animação cultural e recreativa  assim como iremos prestar  homenagem a um casal que muito contribuíram ao longo dos anos com a sua dedicação para o engrandecimento da vida da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira. 
Oportunamente daremos mais pormenores sobre o referido assunto 

P'la Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira, 

O Costeleta 

Florêncio Vargues 

domingo, 13 de agosto de 2023

LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM

 

      «AS AVENTURAS DE UM LUSO - FRANCÊS»

               

                                   MANUEL ANTÓNIO VIDA PAIXÃO


             Nascido em Portugal, tinha apenas 9 meses quando foi para França, com seus pais. Agora escreveu a sua experiência naquele país, num livro intitulado «As aventuras de um luso - francês», toda ela recheada de valiosos testemunhos e que foi apresentada nas sessões «Livros Abertos» na Biblioteca Sophia de Mello Breyner Andersen, em Loulé. A obra á bilingue (português e francês) e o seu autor, além de escritor é também compositor e cantor.


      «BTTMTT» - BICLETAS TODO O TERRENO


                                                JOÃO MARIANO


             É a transposição para o papel de uma experiência de durante 12 anos percorrer «Ceca e Meca e Vale de Santarém», feita pelo escritor e fotógrafo João Mariano, a quem se devem também as fotos que ilustram a obra «BTTMTT». 

               A apresentação teve lugar no Jardim da Liberdade, em Aljezur e numa iniciativa do grupo de motards daquela vila barlaventina.



                                                                                        JOÃO LEAL


COSTELETAS QUE EU CONHECI

O DR. TELLO QUEIROZ


Era um mestre que veio para a nossa Escola aí pelo finais dos anos 50 ou

princípios de 60 do ido século XX e de que são conhecidas algumas

excentricidades. Isto não afectava no mínimo o seu saber, que era grande e

que ele, fraternamente prodigalizava com todos, em especial com os alunos.

Natural de Lagos e membro da linhagem fidalga, como o próprio nome o

atesta, o Dr. José Francisco Tello Queiroz, leccionou durante vários anos na

Escola Tomás Cabreira e tinha um ênfase muito especial e sabedor, em tudo o

que se referia ao então designado por «Ultramar Português», as antigas

colónias que hoje são os PALOP,S (países de língua oficial portuguesa).

Eram conferências, ele que era um dotado orador; exposições de temática

ultramarina que fazia promover e outras manifestações, sempre imbuído do

espírito assumido de que «não se pode amar aquilo que se não conhece».

Assisti a reuniões com elementos vindos de Angola, Moçambique, Guiné,

etc. que desconheciam o que o dr. Tello Queiroz lhes expunha sobre

hidrografia, orografia, economia, etnias, etc. das colónias de que eram

originários.

Mas tinham muitas e curiosas excentricidades que faziam o «gozo» da

Tomás Cabreira. Comigo foram vários os casos, de que não me furto a contar o

passado entre nós. Manhã cedo telefonou para minha casa dizendo-me da

muita urgência em nos encontrarmos pois acabara de chegar de Lisboa,

- Com certeza, Senhor Doutor. Estarei em vossa casa dentro de minutos....

Assim aconteceu e dirigi-me à sua residência no andar superior da Rua

Reitor Teixeira Guedes, em cujo rés-do-chão funcionava a Foto Loução

(imediações do Palácio da Justiça). Após muitos e repetidos toques de

campainha lá se abriu a porta e o meu interlocutor a receber-me e a dizer-me:

- Aguarde aqui uns minutos enquanto faço a higiene básica.

Assim sucedeu, só que aos minutos sucederam-se as horas e havia na casa,

como diria o saudoso professor de História e outro excêntrico, o Dr. Salgado:

«ouvia-se o sepulcral silêncio das múmias faraónicas». As horas passaram, a

fome do almoço chegou e eu tomei a decisão de «bater em retirada».

A meio da tarde telefonou-me a pedir desculpas e a dizer que a cama o

chamara e se deixara dormir.

A Câmara Municipal de Lagos, em preito de homenagem ao seu valor

intelectual deliberou dar o nome do Dr. José Francisco Tello Queiroz a uma

artéria na Urbanização Marina Sol, na União de Freguesias de São Sebastião e

de Santa Maria, naquela cidade da Costa de Ouro.


JOÃO LEAL

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE



       ESCRITA EM TRÊS MARÉS....


     É de indiscutível prejuízo para a economia olhanense a saída desta cidade para os Estaleiros da Mitrena (Setúbal) da «Sun Coast», a única empresa em Portugal que desde 2015 de embarcações movidas a energia solar. A exigência de maiores instalações face ao crescimento desta unidade fabril, com 80% do produto destinado à exportação e de mais mão de obra qualificada determinaram esta decisão que se lamenta pelo que a «Sun Coast» representava para a vida industrial concelhia, até pela inovação tecnológica.

     - - - - - 

Os olhanenses, em situação económica vulnerável podem solicitar o apoio para a aquisição de medicamentos. Trata-se de um avanço social, de elevada valia, que resulta do protocolo celebrado entre a Câmara Municipal de Olhão e a Associação «Dignitate», no âmbito do projecto ABEM (Rede Solidária do Medicamento). Plena de sentido e de veracidade o que foi afirmado pela Autarquia: «Não queremos que nenhum olhanense tenha que se confrontar entre a escolha de comer ou de fazer a sua terapêutica». 


   - - - - -


      Gustavo Ramos, o jovem olhanense, que é um dos mais cotados nomes do futebol português e que tanta «tinta» fez correr nesta «janela de transferências» é jogador do cotado clube europeu, o francês PSG (Paris Saint German), O acordo com o Sport Lisboa e Benfica, onde Ramos se encontrava desde os 12 anos, alcançou-se, torneando as exigências da UEFA (União do Futebol Europeu)no âmbito do «Fair Play Financeiro», com o empréstimo até Junho de 2024 por 20 milhões de euros e  a posterior compra num negócio que pode atingir os 80 milhões de euros. A concretização de todos os sonhos de mais um moço nascido na Cidade Cubista e em plena ascensão no mundo futebol. Que aconteçam é o que lhe desejamos!


                                                                                     JOÃO LEAL

 

domingo, 23 de julho de 2023

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL



«CAPITAL MOTARD DA EUROPA»


A partir de 20 do corrente (5ªfeira) e até Domingo (24) Faro

é, uma vez mais, a capital europeia dos motards, com a

realização da 41ª edição da «Concentração Internacional de

Motos».

Ali, no Ludo, o dinâmico Moto Clube de Faro, a que preside

com dedicação e empenho, essa figura icónica que é o José

Amaro, vai receber cerca de 20 mil participantes na que é uma

das mais cotadas manifestações que, no seu género, se

realizam.

Provenientes de quase todos os países europeus, os

motociclistas vêm também de outras partes do Mundo,

conferindo a esta reunião, um cunho universal.

É um evento não só da maior importância para a capital

sulina, como para todo o Algarve até o País, pelo volume de

receitas envolvidas.

Ao após ano, não obstante as conhecidas dificuldades de

que as limitações do terreno figuram em lugar destacado, os

motards vêm até ao Sul da Europa, para participarem num

evento que, ao fim e ao cabo, a todos nos importa.

Aquele desfile de despedida, na manhã de Domingo,

proporciona uma imagem e lembrança e única e imperdível.

Daqui, desta coluna em que trazemos Faro nas suas

vertentes, há dezenas de anos, saudamos o Moto Clube e todos

os participantes nesta mediática «Concentração Internacional».

, ,CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL


«FAMÍLIA ALGARVIA»


Foi um dos momentos de mais relevante sensibilidade e emotividade

aquele em que a Dra. Elsa Vaz (filha do artista e professor Isolino Vaz e

presidente da Associação que ostenta o nome deste mestre do neorealismo)

ofertou ao Município de Faro e, portanto, a todo o concelho farense, cujo

património, no que a obras de arte respeita, muito veio enriquecer, o óleo

intitulado «Família Algarvia».

Aconteceu durante a apresentação no Museu Municipal do catálogo

«Isolino Vaz, um homem diferente», que contou com diversos apoios e

parcerias e culmina as comemorações, de modo especial a exposição que ali

esteve patente, do 1º centenário do nascimento do artista, ocorrido em Vila

Nova de Gaia, em 1922.

Pedagogo (Porto, Lisboa, etc.), pintor, escultor, ceramista, medalhista,

vitralista e tudo o mesmo em que na Arte, que em si mesmo encarnava, criou

uma forte paixão pelos areais da Faro insular, quando em meados da década

de 60 do século passado «descobriu» esse paraíso natural que era a Ilha do

Faro . Ali fez longas temporadas, admirando desde a placidez das águas

oceânicas do Mar Atlântico ou da Ria Formosa, a toda a paisagem do lado

terrestre, com Olhão, Faro, o Serro de São Miguel e todo o mais, num cenário

de fundo de rara magia e suave encanto.

Apaixonou-se pela ponte meridional do continente português e pelas

suas gentes que pintou, divulgou e comungar neste «homem diferente». Foi até

à década de 90 (Isolino faleceu em Lisboa, no Hospital da Cruz Vermelha, a 21

de Julho de 1992) que este nortenho / farense viveu e fez-se «irmão» da Ilha

do Farol.

Uma paixão que deu telas, desenhos, promoção e querer por este

neorrealista inconformado que, por exemplo, num dos seus magníficos auto -

retratos nos aponta o dedo não é acusatório mas um convite a entrar no mundo

fraterno por ele criado e vivido.

Quando admiramos as obras pictóricas de Mestre Isolino ocorre-nos de

imediato, todas essas figuras criadas pelo nosso Assis Esperança, nos seus

romances, como «Servidão» ou «Fronteiras». É o mesmo homem que nos

saúda, interroga e nos penetra, como acontece nesta «Família Algarvia».

LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM

 LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM


«LETRAS ROLANTES»

CARMINDO DE CARVALHO

Na Biblioteca Municipal de Lagoa foi apresentado o livro «Letras Rolantes

da autoria do escritor Carmindo de Carvalho. O autor, que vive naquela cidade

algarvia, é autor de onze obras, desta feita numa compilação de poesia e

prosa. Carmindo de Carvalho nasceu em Moimenta da Beira (1955) e foi

emigrante na Suíça. A apresentação foi confiada a David Roque.


«A BATALHA DE ALJEZUR - FACTOS E HISTÓRIAS DA II

GUERRA MUNDIAL»

JOSÉ AUGUSTO RODRIGUES

Numa edição da Âncora Editores veio a lume a 5ª edição do livro

«A Batalha de Aljezur - Factos e Histórias da II Guerra Mundial», da autoria de

José Augusto Rodrigues. A obra assinala o 80º aniversário da histórica batalha

aérea travada entre a Alemanha e a Inglaterra na Costa Vicentina e durante a II

Grande Guerra (1939/45). Nela morreram onze aviadores alemães que estão

sepultados no Cemitério de Aljezur.


JOÃO LEAL

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL



SERVIR: UM TESTEMUNHO DE VIDA!


Teresa de Ávila, cujo pensamento preenche todo um tempo e se projecta

pelos séculos disse: «Quem não vive para servir, não serve para viver».

A frase mediática da santa espanhola adapta-se, na íntegra à saudosa

amiga, que há dias nos deixou e que, por todos, era afectivamente tratada por

«Dona Clô». Estava a dois passos do centenário de vida, toda ela dedicada a

estar à disposição dos outros.

D. Clotilde Inácia, de seu nome autêntico, nascera em São Bartolomeu de

Messines há 99 anos, era viúva e estava de há muito aposentada como auxiliar

administrativa da Câmara Municipal de Faro. Aqui a sua amizade para todos e

com todos revelou-se de uma forma especial criando sucessivas e continuadas

gerações de amigos. Era no «bar da autarquia», a quando dos breves minutos

de descanso, que a D. Clô distribuía nos cafés, nos chás (de bela luísa) e

quejandos que praticava toda a sua fraterna estima.

Foi-o também no Clube Farense, a que prestou dedicadamente relevantes

serviços, mormente na cobrança das entradas e na Ordem Terceira de S.

Francisco, de que era devotada membro, sobretudo na recolha das esmolas

durante as celebrações eucarísticas

Havia sempre na Dona Clotilde um sorriso acolhedor e fraterno que nos

enchia a alma e nos enchia de amizade.

Partiu a D. Clô, uma vida preenchida a servir, num testemunho exemplar de

vida autêntica, sem protagonismos nem os encómios estridentes.

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL



SERVIR: UM TESTEMUNHO DE VIDA!


Teresa de Ávila, cujo pensamento preenche todo um tempo e se projecta

pelos séculos disse: «Quem não vive para servir, não serve para viver».

A frase mediática da santa espanhola adapta-se, na íntegra à saudosa

amiga, que há dias nos deixou e que, por todos, era afectivamente tratada por

«Dona Clô». Estava a dois passos do centenário de vida, toda ela dedicada a

estar à disposição dos outros.

D. Clotilde Inácia, de seu nome autêntico, nascera em São Bartolomeu de

Messines há 99 anos, era viúva e estava de há muito aposentada como auxiliar

administrativa da Câmara Municipal de Faro. Aqui a sua amizade para todos e

com todos revelou-se de uma forma especial criando sucessivas e continuadas

gerações de amigos. Era no «bar da autarquia», a quando dos breves minutos

de descanso, que a D. Clô distribuía nos cafés, nos chás (de bela luísa) e

quejandos que praticava toda a sua fraterna estima.

Foi-o também no Clube Farense, a que prestou dedicadamente relevantes

serviços, mormente na cobrança das entradas e na Ordem Terceira de S.

Francisco, de que era devotada membro, sobretudo na recolha das esmolas

durante as celebrações eucarísticas

Havia sempre na Dona Clotilde um sorriso acolhedor e fraterno que nos

enchia a alma e nos enchia de amizade.

Partiu a D. Clô, uma vida preenchida a servir, num testemunho exemplar de

vida autêntica, sem protagonismos nem os encómios estridentes.

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL

  CRÓNICA DE FARO

JOÃO LEAL

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL


SERVIR: UM TESTEMUNHO DE VIDA!


Teresa de Ávila, cujo pensamento preenche todo um tempo e se projecta

pelos séculos disse: «Quem não vive para servir, não serve para viver».

se mediática da santa espanhola adapta-se, na íntegra à saudosa

amiga, que há dias nos deixou e que, por todos, era afectivamente tratada por

«Dona Clô». Estava a dois passos do centenário de vida, toda ela dedicada a

estar à disposição dos outros.

D. Clotilde Inácia, de seu nome autêntico, nascera em São Bartolomeu de

Messines há 99 anos, era viúva e estava de há muito aposentada como auxiliar

administrativa da Câmara Municipal de Faro. Aqui a sua amizade para todos e

com todos revelou-se de uma forma especial criando sucessivas e continuadas

gerações de amigos. Era no «bar da autarquia», a quando dos breves minutos

de descanso, que a D. Clô distribuía nos cafés, nos chás (de bela luísa) e

quejandos que praticava toda a sua fraterna estima.

Foi-o também no Clube Farense, a que prestou dedicadamente relevantes

serviços, mormente na cobrança das entradas e na Ordem Terceira de S.

Francisco, de que era devotada membro, sobretudo na recolha das esmolas

durante as celebrações eucarísticas

Havia sempre na Dona Clotilde um sorriso acolhedor e fraterno que nos

enchia a alma e nos enchia de amizade.

Partiu a D. Clô, uma vida preenchida a servir, num testemunho exemplar de

vida autêntica, sem protagonismos nem os encómios estridentes.

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE



AQUELA «BANQUINHA»


Era-o mesmo uma «banquinha», recheada de bocas cava a terra,

camarões da ria, santolinhas, caranguejos, burriés, ovas secas de polvo e todo

um mundo de sabores que atraíam meio Algarve aquele bocado de Olhão,

porta de entrada na Barreta.

Situava-se na Praça Patrão Joaquim Lopes, frente ao ícónico edifício da

antiga Alfândega e da «Barra Nova», a típica taberna olhanense que meio País

conhecia.

Junto à «banquinha», uma espécie de caixa de transporte de peixe, em

madeira, um mariscador, cujos traços fisionómicos marcavam, uma vez mais, a

ascendência magrebina de grande parte das «nossas gentes» e que, nos

canais, sapais e águas da fronteiriça Ria Formosa, fizera a sua maré

apanhando estes produtos. A «Barra Nova», onde conhecemos o sempre

saudoso e acolhedor, mais tarde, prestigiado advogado, o dr. João Ladeira,

nunca devia ter desaparecido. Fazia parte da memória de Olhão, tal como os

vizinhos «Portas de Ferro» ou a «Casa Pires».

Depois, lá dentro, eram os reservados ou o balcão corrido e um chão

sempre coberto de serradura para absolver o que não era desejável. Petisco

haviam-no sempre, mas eram os adquiridos na tal «banquinha» que ganhavam

a preferência.

Recordações de uma Olhão, que saudosamente recordamos e já não

existe!

 TURISMO ALGARVIO EM NOTÍCIA


Os CTT editaram dois selos alusivos à «Dieta Mediterrânica», nos valores de

0,80 («Arjamolho») e de 1,15 euros («Doces Algarvios») com uma toragem de 75 mil

exemplares.

Nuno Fazenda, Secretário de Estado do Turismo, presidiu em Monchique à

apresentação do Programa «Roteiro - + Turismo Interno».

A Câmara Municipal de Tavira promove o concurso fotográfico «Turismo

Verde», cujos trabalhos devem ser entregues até 30 de Agosto. A proclamação dos

vencedores (existe um prémio pecuniário de mil euros) será 27 de Setembro (Dia

Mundial do Turismo).

Foi criada pela Flexibus (transportadora alemã de expressos) uma ligação

nocturna entre o Algarve e Lisboa, Coimbra, Porto e Braga. Os 750 klms. serão

percorridos em 8 hora, havendo dois motoristas para garantir uma maior segurança.

A AEHTA (Associação das Empresas de Hotelaria e Turismo do Algarve,

organiza na sua sede em Albufeira, no dia 27 de Julho, uma homenagem ao dr. João

Fernandes, presidente cessante da RTA.

A Região de Turismo do Algarve editou um catálogo relativo ao «Turismo

criativo». Foram definidos 20 locais para um contacto dos turistas com a culinária e

o artesanato algarvios.


JOÃO LEAL

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL


OS «MUPIS» E SUA ACTUALIZAÇÃO


Constituem hoje uma valiosa e popular peça do mobiliário informativo

urbano. Vimo-los não apenas nas ruas e praças, como nos centros comerciais,

aeroportos, gares, etc., em locais onde é grande a concentração humana ou

constante a passagem de pessoas e veículos.

Tem como principais funções o informar ou a promoção comercial.

A palavra trata-se de um acrónimo do original francês significando «material

urbano para informação».

São dotados, em geral, de dupla face, constituídos por um painel urbano

vertical, mais alto do que largo, muitas vezes com iluminação interior, havendo-

os, para além dos estáticos clássicos, também interactivos, digitais, etc.

Os «mupis» foram registados, pela primeira vez em França (1977), por

Jean Claude Decaux, dirigente da conhecida empresa de publicidade, com

presença, um pouco por todo o Mundo, inclusive no Algarve, onde adquiriram a

Centeco, de há muito sem actividade.

Em Faro são vários os painéis existentes e cremos, de acordo com as

condições de autorização do Município, uma das faces (geralmente a virada

para o exterior) destinada a publicidade comercial e a outra utilizada ou cedida

a sua utilização pela Autarquia.

Até aqui tudo correcto e com visível interesse citadino. Só que a face dos

«mupis» utilizada pela Câmara Municipal ou por ela cedida a outros

(normalmente instituições culturais) não é actualizada, de acordo com tempos

desejáveis. Longos são os meses volvidos entre o evento promocionado e o

dia em que nos encontramos.

Um senão a pedir a intervenção de quem de direito, esta dos «atrasados»

neste mobiliário urbano existente na

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL


UM PRÉDIO ICÓNICO

Trata-se de um imóvel, pela sua singular arquitectura, o existente no

gaveto das Ruas do Alportel e da Cruz das Mestras. Singular na verdade atrai

pelas suas linhas e multiplicidade usos que o vai da habitação (1º andar de

«quatro águas) à existência de uma unidade de panificação, a «Padaria do

Largo de São Pedro» e que outrora, quando havia o poço fronteiro, se chamou

de «Padaria Lisbonense». Recordo-me das letras que identificavam o negócio,

artisticamente pintadas, como era uso na época, por esse genial artista, que foi

o pintor Artur Costa. Era o popular e aplaudido «Charlot» que, no Carnaval,

alegrava as ruas de Faro, com a sua impecável imitação do Charles Chaplin.

O conjunto dispõe ainda de alta chaminé, por onde saem os fumos dos

fornos e à entrada um artístico painel de azulejos em honra de São Gonçalo de

Lagos, cujo culto teve um grande dinamizador na pessoa do saudoso Coronel

Eng. Sande Lemos, o benemérito farense, que foi proprietário do imóvel em

referência.

De há tempos a esta parte ostenta o letreiro «Vende-se», o que é um

direito pleno dos seus actuais proprietários, creio que a benemérita e

respeitada Família Aboim Ascensão / Sande Lemos. Até aqui tudo normal não

fora o pouco cuidado aspecto do imóvel, situação aceitável para a situação de

venda em que se encontra.

O nosso receio, apenas e só motivados pela defesa do património

farense, reside no futuro a que se reserva para o imóvel. Será para construir

mais betão, como aconteceu com o seu vizinho do lado.

Dadas as suas características e o que representa para a cidade,

sugere-se a sua aquisição pelo Município, dado que usos não lhe faltam e a

plena preservação da sua arquitectura.

segunda-feira, 10 de julho de 2023

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL


MARCHAS DO CONCELHO


Estão de parabéns, bem merecidos e justificados, o Município de Faro e a

dinâmica Sociedade Recreativa Bordeirense, pelo indiscutível êxito que

constituiu a «Noite das Marchas Populares». Aconteceu esta noite ímpar no

centenário Estádio de São Luís, por amável e colaborante cedência do Sporting

Clube Farense, encontrando-se a bancada central para «nem mais um

alfinete» e outros espaços abertos com muito público, que não regateou

aplausos aos marchantes.

A encerrar as memoráveis exibições dos «nossos», do concelho entenda-

se, representantes da Sociedade Bordeirense (que foi a primeira marcha

algarvia a estar presente em Lisboa (Avenida da Liberdade) numa edição das

«Marchas Lisboetas» e do Patacão (Marcha da Alegria, do Centro Apostólico) e

da de São Brás de Alportel, a aplaudida presença das Marchas de São Vicente

e da Penha de França, vindas da capital.

Valeu a pena assistir a esta festiva noite dos «Santos Populares», mas à

lembrança, neste universo-arquivo que a memória nos dá a cada instante,

recordamos os anos 50 e 60, a quando das «Festas da Cidade», que o sempre

saudoso «Pai Aníbal» (Aníbal da Cruz Guerreiro) organizou na Alameda João

de Deus e que foi o passo primeiro para que haja ainda exista a benemérita

Casa dos Rapazes (Instituto Dom Francisco Gomes).

Do vasto programa, no qual se incluía o jamais repetido «Festival da

Canção de Faro» constava um concurso das marchas populares, que esgotou

por completo aquele renovado espaço da capital sulina.

E é isso que, sem qualquer sombra de crítica aos promotores das «Marchas

em Faro», mas apenas encómios. Que o concurso se repita e que se comece

já (o tempo voa e Junho de 2024 é já ali), a preparar um desfile de marchas

farenses. Imprescindível é a colaboração das várias agremiações. Entre elas

apontamos, na representação dos bairros citadinos, o Vitória (Alto Rodes), Os

Bonjoanenses (Bom João), o Clube Desportivo do Montenegro, o Patacão

(Centro Apostólico), a Sociedade Recreativa Bordeirense (Santa Bárbara de

Nexe), o São Luís (zona da Penha e deste bairro) e muitos outros, que nunca

serão de mais.

Aceitamos, como da maior valia, a presença de marchas lisboetas, mas que

bom seria pôr as gentes de Faro a marchar nos Santos Populares!

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL



«CAPITAL MOTARD DA EUROPA»


A partir de 20 do corrente (5ªfeira) e até Domingo (24) Faro

é, uma vez mais, a capital europeia dos motards, com a

realização da 41ª edição da «Concentração Internacional de

Motos».

Ali, no Ludo, o dinâmico Moto Clube de Faro, a que preside

com dedicação e empenho, essa figura icónica que é o José

Amaro, vai receber cerca de 20 mil participantes na que é uma

das mais cotadas manifestações que, no seu género, se

realizam.

Provenientes de quase todos os países europeus, os

motociclistas vêm também de outras partes do Mundo,

conferindo a esta reunião, um cunho universal.

É um evento não só da maior importância para a capital

sulina, como para todo o Algarve até o País, pelo volume de

receitas envolvidas.

Ao após ano, não obstante as conhecidas dificuldades de

que as limitações do terreno figuram em lugar destacado, os

motards vêm até ao Sul da Europa, para participarem num

evento que, ao fim e ao cabo, a todos nos importa.

Aquele desfile de despedida, na manhã de Domingo,

proporciona uma imagem e lembrança e única e imperdível.

Daqui, desta coluna em que trazemos Faro nas suas

vertentes, há dezenas de anos, saudamos o Moto Clube e todos

os participantes nesta mediática «Concentração Internacional».

CRÓNICA DO MEU VIVER OLHANENSE

 

A ARTE SACRA OLHANENSE


Foram de notável significado as comemorações do 328º

aniversário da criação pelo Bispo do Algarve, D. Simão da

Gama, da freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Olhão.

Foi, então e porque o tinha acontecido a rogo dos

olhanenses, mais uma prova insofismável de que «Olhão se fez

a si mesmo», como o definiu um saudoso professor universitário

algarvio.

Estas celebrações, que tiveram a marcante presença do

Presidente do Município, Dr. António Pina e do Pároco da

Freguesia, Padre Armando Filhó, deixaram marcas que o ficarão

para sempre.

É o caso da apresentação do notável catálogo «Arte Sacra

de Olhão - Inventário do Arquivo da Paróquia de Olhão», fruto de

um notável trabalho de investigação de dedicados funcionários

da Câmara Municipal ligados ao Museu, onde o acto teve lugar.

Por ele e nele se descobre toda uma riqueza existente nesta

«Cidade da Restauração e, por tantos de nós, desconhecida.

Cria uma renovada e prestigiante aureola à freguesia

olhanense, de modo próprio no que ao seu património artístico

importa. O «Inventário do Arquivo Paroquial» abre toda a

viabilidade a quantos se importam pela averiguação histórica

olhanense.

Queremos também destacar a notável noite vivida na

Igreja Matriz, com a presença da merecidamente afamada

Orquestra Filarmónica Portuguesa e de 4 grupos corais, que sob

a regência do erudito músico Padre António Cartagena,

interpretaram a «Cantata a Nossa Senhora da Conceição»,

evocando uma das grandes venerações marianas das gentes de

Olhão.

JOÃO LEAL

 TURISMO DO ALGARVE EM NOTÍCIA

No Morgado do Arge (Portimão), que tem uma extensão de 1

390 hectares vai ser construído um complexo turístico com um

total de 3 238 camas, num investimento de 322 milhões de

euros e a criação de 800 novos postos de trabalho.

Uma parceria «fado /flamenco» decorreu em Alcoutim,

numa iniciativa do município local e do seu homólogo fronteiro

de San Lucar del Guadiana.

Várias são as equipas de futebol, nacionais e estrangeiras,

que escolheram o Algarve para os estágios da pré-temporada.

Entre elas, que efectuarão na nossa Região alguns encontros

contam-se: Benfica, Porto, Sporting, Vitória de Guimarães e os

árabes do Al Nassrr, equipa onde joga o português Cristiano

Ronaldo.

No Consulado de Portugal em Sevilha teve lugar uma

jornada da «dieta mediterrânica», assinalando o 10º aniversário

do seu reconhecimento pela UNESCO. Foi uma iniciativa da

Comissão de Coordenação e Desenvolvimento do Algarve, da

Câmara Municipal de Tavira e outras entidades.

Uma viagem de cheiro pelo Algarve é o objectivo do

«Perfume Algarve», constituído por extractos da flor de

laranjeira, da laranja e outros frutos.

Atracou ao porto de Portimão, vindo de Casablanca e com

destino a Lisboa o navio «Seven Seas Voyager», transportando

turistas norte-americanos.


JOÃO LEAL

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL



OPERAÇÃO: CALCETAR!


Sobram os dedos de uma só mão para referir as ruas de Faro que

apresentem, na sua totalidade, o pavimento dos passeios sem buracos nem

covas.

Superabundam as artérias onde as folhas são constantes e as pedras do

calcetamento se encontram por ali jazidas, aguardando ou o seu

desaparecimento ou a eternidade de uma placidez que não foi para isso que

foram destinadas.

As causas podem ser várias, desde uma deficiente colocação (em muitos

casos basta a água provinda dos ares condicionados para arrancarem as

pedras), o estacionamento indevido dos automóveis, quando não de veículos

pesados sobre os débeis passeios ou quaisquer outras.

Certo, certo é que é um dos aspectos negativos da capital sequiosa,

orgulhosamente orgulhosa e com mais de mil razões para tal, das suas ruas

artisticamente calcetadas à portuguesa, seja-o na Baixa, no Jardim Manuel

Bivar ou no Largo do Carmo. Motivo de nosso legítimo e justificado orgulho, o

que constitui um ponto mais da Cidade de Santa Maria.

Um médico ortopedista, amigo, dizia-me há tempos que uma das causas

por que se vêm em Faro tantas pessoas usando canadianas ou quejandos

deve-se ao facto destes buracos na calçada e acidentes daí provindos.

Já agora e vem, como sói dizer-se, «a talhe de foice», que dizer do estado

dos pavimentos nas Ruas Alexandre Herculano, da Misericórdia e do Município

(será que os edis não passam constantemente por esta na Vila -a - Dento?),

verdadeiros mares ondulados, pela irregularidade dos pisos, quando por elas

transitamos.

Em relação aos buracos nos nossos pavimentos («o maior campo de

golfe da Europa», como alguém os designou) urge, de uma urgência perene,

que o Município empreenda uma correcta, activa e decidida acção de

reparação extensiva a toda a cidade!

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE



UM PATRIMÓNIO TURÍSTICO - CÍVICO

A cidade de Olhão é, seguramente, a que mais monumentos e obras de escultura

tem erigido nas últimas décadas.

Tal representa uma inegável valorização turística cívica, ambas da mais elevada

valia. É-o no primeiro caso face á valorização da oferta que já possuía e no segundo

por uma evidente valorização e educação cívica face aos valores representados.

O primeiro monumento a ser erigido foi-o em memória do ilustre poeta e advogado

João Lúcio, um dos mais notáveis nomes, desde sempre, da inteligência olhanense.

Aconteceu em 1 925, com uma assistência «record» de 10 mil pessoas, conforma a

imprensa da época o referiu.

Seguiu-se o obelisco em honra dos «Heróis da Restauração», em 1931, frente à

Igreja Matriz, onde em 16 de Junho de 1808 teve origem o brado de revolta contra os

invasores napoleónicos.

Surgiram depois outros monumentos honrando: o Patrão Joaquim Lopes («que

ao mar arrancou mil vidas»), o olhanense que já possuía uma estátua em Paço de

Arcos; o benemérito Cónego António Baptista Delgado (durante mais de 40 anos

paroquiou a freguesia); «Olhão, Cidade» - no antigo Jardim João Serra, assinalando

esta promoção e inaugurado em 16 de Junho de 1997; «Ao Combatente», em memória

dos que deram a vida pela Pátria, no mesmo local (frente à estação ferroviária); a

«Conserveira», lembrando esta actividade da mais relevante importância económica; o

«Cavalo Marinho», recordando um dos mais importantes habitantes da Ria Formosa,

de que Olhão é a capital; o «Caminho das Lendas», na típica Barreta, recordando as

lendas locais («a Floripes», «O mouro encantado», «O «menino dos olhos grandes» e

«O Arraúl»).

Mais recentemente «O mariscador», homenageando quantos «cavam» a Ria em

busca dos bivalves, a que não falta o autóctone algarvio «Cão de Água». Pudemos

juntar-lhes «O cubo», na lembrança da «Vila Cubista», na Rotunda da Avenida D. João

VI.

Este é um conjunto artístico e evolutivo, de grande valência, que muito nos

apraz realçar.


JOÃO LEAL

 TURISMO ALGARVIO EM NOTÍCIA


A gruta de Benagil, icónico local do litoral de Lagoa, figura entre as 10

grutas mais populares da Europa, segundo o «site» «Muserrat» e votação dos

leitores do mesmo.

Destaque para várias unidades do turismo algarvio que foram distinguidas

com os «Publituris Portugal Travel Awards» e cuja distribuição teve lugar em

Alcobaça. Assim entre os premiados incluem-se: «Marina de Vilamoura» (pelo

12º ano consecutivo - «a melhor marina portuguesa»; Vila Galé Hotéis

(«melhor cadeia hoteleira»; W Algarve - «melhor hotel de cinco estrelas»); Vila

Vita Parc Resorts & Spa - «melhor boutique hotel»; Quinta do Lago (Campo

Sul) - «melhor campo de golfe e «Zoomorine» - «melhor parque temático».

É cada vez maior o número de turistas portugueses que passam férias no

Sul de Espanha, em especial em «Islantilla», quer pela qualidade das praias

como pelo aliciante dos preços.

Em Junho houve um aumento de 3,2% nas camas hoteleiras do Algarve em

relação ao mesmo mês do ano anterior, atingindo os 77,8% da capacidade. Os

maiores aumentos vieram dos mercados inglês (mais 2,1%). alemão (mais

1,9%) e irlandês (mais 0,08%).

Sete professores da Ualg (Universidade do Algarve) participaram em Roma

na 10ª Conferência Internacional sobre «Avanços na Hospitalidade e Turismo,

Marketing & Managemente», que teve a participação de mestres de 40

nacionalidades.


JOÃO LEAL

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL



DOIS ANIVERSÁRIOS DE GRANDE SIGNIFICADO


Em dias seguidos (24 e 25 de Junho) a capital algarvia

assinalou os aniversários de duas das suas mais brilhantes

institucionais, revelando, antes mais, quanto é valido e

actuante, como pilares firmes da própria sociedade farense, o

seu tecido associativo. Foram-no, no primeiro dia as

festividades do 43º aniversário do Grupo Coral Ossónoba e no

imediato as dos 42 anos de fundação da ARPI (Associação dos

Reformados, Pensionistas e Idosos). Qualquer deles e nas

respectivas áreas objectivas são expressões de marcante

relevância nacional. As nossas mais que merecidas felicitações,

por estes servidores e embaixadores de Faro no Mundo.

« « « « « « « « « «

O Grupo Coral Ossónoba, constituído em 1980, com base

então no prestigiado Conservatório Regional Maria Campina,

tem um vastíssimo currículo, preenchido com actuações por

variadíssimos países, desde o Brasil a Espanha, com presença

em reconhecidos festivais e uma acção pedagógica ante a qual

nos curvamos em admiração. Assinalou o seu aniversário, como

desde há anos vem acontecendo, com a celebração do

Solstício. Desde a mais rebuscada Antiguidade que o Homem

assinala esta chegada do Verão, do Sol e da Luz, das mais

diversas formas. Os coralistas algarvios fazem-no através da

sempre apreciada música coral dando um bem-vindo

expressivo. Fizeram-no com várias iniciativas, que culminaram

com um desfile (desde a Praça da Liberdade, Rua de Santo

António em fora) e com um concerto que se repartiu pelo

pórtico da Igreja da Misericórdia, do Arco da Vila e no palco

junto à Doca. Teve a merecida, aplaudida e significativa, neste

caso pela comunhão entre a Universidade do Algarve e a

Cidade, da Real Tuna Infantina. O muito público presente não

regateou merecidos aplausos aos dois agrupamentos não só

devidos às actuações havidas, como ao espírito que anima, no

mesmo diapasão o Ossónoba e a Tuna Universitária. Agora sob

a presidência dedicada e competente do coralista Luís Batalha,

após um continuada e louvável exercício das funções pelo

«ícone» António Monteiro, o Grupo Coral Ossónoba através das

suas componentes (infantil, juvenil e adultos) dá-nos o seguro

garante de que Faro se pode e deve orgulhar,


« « « « « « « « «« «

A Associação dos Reformados, Pensionistas e Idosos (ARPI)

assinalou, festivamente, na sua sede social António Justo

(merecida homenagem ao saudoso presidente) quarenta e dois

anos de vida, toda dedicada ao apoio, conforto e solidariedade

pelos menos jovens. Este foi um ano com um significado

especial já que a recente aquisição do Centro Social e Cultural

do Montenegro não só amplia a sua área com a perspectiva de

um mais vasto mundo de realizações sociais. A ARPI é hoje uma

referência, como modelar instituição, a nível nacional, de que é

expressão plena a vivência da sua actividade.

Falar hoje do associativismo da III Idade em Portugal é referir

a ARPI, verdadeiramente intergeracional de que são exemplo o

seu Presidente André Infante e a sua «vice» Cristina Fernandes.

« « « « « « « « « «

Dois aniversários que Faro viveu de duas modelares

instituições, que a todos, «farenses», nos orgulham: o Ossónoba

e a ARPI!

«LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM»



«O ÚLTIMO PACIENTE»

NUNO CARVALHO SILVA

Nos claustros do Museu Municipal de Faro foi apresentado o livro da autoria de

Nuno Carvalho Silva, intitulado «O último paciente».

O acto comportou também a interpretação de trechos de música clássica a cargo

do artista João Tiago Nobre.


«CHIEF LOVER OFFICIER»

CRISTINA AMARO

Após as cidades de Lisboa, Coimbra, Porto e Braga decorreu em Faro, a

apresentação da obra «Chief Lover Officier», da autoria da escritora Cristina Amaro.

O acto teve lugar no Hotel Faro, na capital algarvia, sendo o livro inspirado no Algarve,

onde a autora viveu parte da sua vida.


«ADÁGIOS PARA TRÊS IRMÃS - NOTAS PARA ENCENAÇÃO»

«FOLHA DE MEDRONHO»

Em Loulé (Sala da Ensaios, no Largo de São Francisco) teve lugar a apresentação

do caderno nº 3 das edições «Folha de Medronho», que teve coordenação de Lília

Parreira, com análise interpretativa à peça cénica «Três Irmãs».


JOÃO LEAL

sexta-feira, 7 de julho de 2023

 INFORMAÇÃO

 Computadores inoperativos

 2 avariados e 1 bloqueado

 Tenho um amigo técnico a´tentar desbloquear este.

Esta tentativa de hoje resultou bem com esta informação turistica de hoje:

Vamos tentar recomeçar publicando o que está atrasado.

As minhas desculpas ao João Leal...

Roger


 TURISMO DO ALGARVE EM NOTÍCIA


Causou profundo pesar a morte do «Chefe» Rebelo (Hermínio Fernandes

Rebelo), um dos nomes grandes da formação hoteleira. Natural do Luso,

contava 86 anos de idade e desempenhou as funções de Formador

Coordenador da EHTA (Secção de Portimão), entre 1971 e 2010, quando se

aposentou. Possuía várias distinções entre elas a Medalha da Câmara

Municipal de Portimão, de cujo Rotary Clube recebeu o Prémio «Carreira». Foi

um distinguido enólogo e promotor dos vinhos do Algarve, tendo escrito vários

livros editados pela RTA. Foi no ano de 1965 que Hermínio Rebelo após haver

trabalhado em Monfortinho, Lisboa, etc. se radicou no Algarve, tendo assumido

as funções de Chefe de Restaurante no Hotel da Penina.

Êxito para os vinhos e enoturismo algarvios já que o espumante produzido

no concelho de Silves «Cabrita Blanc de Noir Negra Mole 2016» venceu, em

Bruxelas, a «Medalha de Ouro».

Abriu na Rua Conselheiro Bivar, em Faro, um novo restaurante italiano, o

«Zebra», iniciativa dos algarvios Diogo Martins («chef») e Diogo Santos

(«bartander»).

Abriu em Tavira, um novo centro museológico, no ex- Hospital do

Espírito Santo, que constitui uma oferta turístico - cultural na cidade do Gilão.

O Município de Faro promoveu workshops promocionais das

potencialidades turísticas nas cidades andaluzas de Sevilha e Huelva.

«Do Algarve para o Mundo e do Mundo para o Algarve» foi o tema de

um seminário sobre o turismo (imprevistos, futuro, etc.) que teve lugar no

Campus da Penha da Universidade do Algarve.


JOÃO LEAL

segunda-feira, 19 de junho de 2023

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL



NA MORTE DE ANÍBAL GUERREIRO («NABINHO»)


Ainda teve a grata alegria de ver o seu clube de sempre, o Sporting

Farense, que serviu com denodada dedicação, regressar à Divisão Maior.

Faleceu às primeiras horas do último Sábado, aos 90 anos de idade, pois

nascera em Faro (o que era um dos seus títulos de orgulho) a 15 de Novembro

de 1922. Com a sua morte desaparece um dos últimos ícones do Algarve e da

sua capital. Aníbal de Sousa Guerreiro, sócio nº 1 dos «Leões de Faro», tal

como de outras colectividades, foi um empresário de êxitos (grupo

Fiaal/Pontautos, que seu pai, o sempre lembrado Aníbal da Cruz Guerreiro fora

um dos fundadores). Medalha de Ouro da Cidade de Faro (2008) foi, anos

sucessivos), vice - presidente e responsável da Secção de Futebol do Farense,

cuja equipa fez subir à I Divisão, pela vez primeira, na temporada de 1969 / 70.

Destacado columbófilo, foi dos mais notáveis portugueses nesta modalidade,

deixando ainda o seu honrado e estimado nome ligado a outras modalidades.

Benemérito, presidiu, anos após anos, à Assembleia Geral do Instituto D.

Francisco Gomes (Casa dos Rapazes).

Homem de trato fácil e amigo, era um apaixonado pela Terra - Mãe, vivendo

com raro entusiasmo quanto se referisse a Faro. Nas comemorações do 111º

aniversário do seu Farense viu ser dado à bancada central do mítico Estádio de

São Luís, agora a assinalar o Centenário, ser chamada de Aníbal da Silva

Guerreiro, para todos, com respeito, carinho e admiração, conhecido apenas

pelo «Nabinho».

Faleceu, mais um amigo de peito, daqueles cujo deixar a vida, nos dói

profundamente, porque o «Nabinho» era mesmo um amigo de peito.