sexta-feira, 29 de maio de 2026

CRÓNICA DE FARO
João Leal

  «CAFÉS HISTÓRICOS» DE FARO

        Têm crescido em sintonia com a própria expansão da cidade, capital sulina. Talvez que, nesta evocação dos «cafés históricos farenses», haja a omissão de muitos, até mesmo aquele que frequenta, mas acrescente, por favor.
         A memória responsável e a consulta de documentos alusivos, leva-nos á lembrança mais antiga da «Casa Havaneza» que nos referem como um dos pontos «mais» da cidade, no seu tempo. A lembrança leva-nos até á baixa citadina, paredes meias com o Banco de Portugal e situados nos terrenos onde foi construída a filial da Caixa Geral de Depósitos. Ambos prosseguiram a sua actividade, o primeiro na Rua da Marinha e o Café Coelho, mais pastelaria do que «servir bicas e garotos» no canto da Rua Conselheiro Bivar e da Praça D. Francisco Gomes. Propriedade dos pais de um antigo «costeleta», o Virgílio António Coelho, que moravam no Largo do Sol Posto, foi depois estúdio fotográfico e hoje um dos muitos «fast food» que existem na zona. Mas á cabeça aparece como lembrança dominante o Café Aliança, aberto em 1920 pelo excelso empresário José Pedro da Silva, que figurou na série televisiva alemã «Os grandes cafés europeus». Vários estudos e publicações existem sobre a «bolsa algarvia das 4ªs e sábados», sendo de destacar o labor nesta investigação, desenvolvida pelo saudoso historiador messinense, Dr. Teodomiro Neto. Com uma existência algo atribulada nos últimos anos, o «Aliança» prossegue como a catedral dos cafés algarvios. Não queremos nem devemos esquecer o «Café Marítimo», que abria noite fora em especial para atender os pedidos de «um quartilho de medronho» para os pescadores levarem para a faina. Localizava-se paredes meias com o então Mercado Municipal (Rua Cdte. Francisco Manuel), hoje ocupado  pela Cruz Lusa - Bombeiros Voluntários. Lembramo-nos do Café Atlântico (sede de uma agência bancária) que ia das Ruas de Santo António à da Marinha, com diversas inovações, entre as quais as da «venda self - service do tabaco». Só que ao fim  do dia nem tabaco nem dinheiro...
Ah, e a «Brasileira», ponto de convívio de muitas gerações e de onde surgiram ideais para várias acções em especial para o desporto algarvio. 
Uma curta evocação dos muitos cafés que existiram em Faro.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

NOTA de PESAR

Partilhamos uma informação do nosso colega costeleta JOSÉ ELIAS MORENO 
Quando alguém parte…

É com tristeza que acabamos de ter conhecimento da morte do Fernando Ferro no dia 11 do corrente mês de Maio na sua casa de Santarém .
Colega desde a Serpa Pinto que conhecemos morando na Horta do Ferragial  com carreira profissional nos Telefones em Lisboa , frequentando a Casa do Algarve e o Café Martinho sempre com o seu qb de contraditório mas leal e amigo do seu amigo. Algarvio de gema acabou os seus dias depois duma aposentadoria activa cultivando as suas oliveiras ribatejanas e no seio da sua família.
RIP
A Direção da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira apresenta os sentidos pêsames à sua Família e muita força para ultrapassarem a dor do luto. Que descanse na Paz do Senhor. Amém 

CRÓNICA DE FARO. JOÃO LEAL



O meu vizinho e amigo «Sr. Manuel Papo Seco»

Tinha como Manuel Miguel o seu nome oficial, como pude constatar, vezes múltiplas através da leitura de documentos oficiais - Certidão de nascimento, bilhete de identificação, etc. emitidos pelos serviços próprios. Nasceu em Loulé, sendo arreigadamente bairrista, deslocando-se várias vezes à sua terra natal, em algumas das quais o acompanhei - Batalha de Flores, Mãe Soberana e outras festividades louletanas e sendo um dedicado fã da Banda Artistas de Minerva, que ora completa os 150 anos de existência, assinalada efeméride que justifica as nossas mais efusivas felicitações. Nunca soubemos das razões que trouxeram este arreigado louletano até Faro, nem das motivações da alcunha «Papo Seco», porque era conhecido cidade em fora. Seria pela forma clássica como sempre se apresentava? Ainda o vi a usar «polainites».....
Durante longas décadas fomos vizinhos e amigos. O Sr. «Manuel Papo Seco» morou sempre no nº15 da Rua Infante D. Henrique e eu nos nºs 13 e 11 daquela artéria também conhecida por Rua Direita ou Rua da Carreira. Éramos «fronteiriços» do Grande Hotel, imponente imóvel construído ainda no século XVIII, a quando da «Era dos Cumanos» para unidade de saúde (tratamento da sífilis) e vindo posteriormente a ser unidade hoteleira de luxo (nela se instalou o malogrado presidente Sidónio Pais - «o presidente rei» e foi também centro de alojamento liceal. Nos tempos a que este escrito remonta (anos 40, 50 e 60 do século passado era o «Grande Hotel», hoje uma residência de apartamentos de luxo e que ocupa uma vasta área nas Ruas Infante D. Henrique, Dr. Teófilo Braga e da Viola, de armazéns de mercearia e frutos secos, bem como a sede dos Serviços de Abono de Família (hoje Segurança Social) e residência de ilustres famílias farenses - os Inglês O Ramos, os Tavares Belo (com destaque para o Maestro) e os Matos Parreiras (cujo líder além de Chefe da Delegação Aduaneira era um dos mais influente líderes do então partido único, a União Nacional. O vizinho e amigo Manuel Papo Seco era uma espécie de mordomo do Grande Hotel, ocupando um pequeno espaço com oficina de sapateiro. Era casado com a «vizinha Joana», benévola senhora que exercia o mister de «pespontadeira», uma actividade com reduzida ou quase nula expressão na cidade. Como não tiveram filhos adoptaram uma menina, a «Manelinha», que quando chegou a idade devida casou e foi  morar para a Grande Lisboa, onde hoje, avó embevecida vive. Um trio de bons vizinhos, grandes amigos e gente que marcou a Faro dos tempos idos...

domingo, 24 de maio de 2026

CRÓNICA DO MEU VIVER OLHANENSE E OS ARRAIAIS POPULARES DE OLHÃO?

      Um anúncio inserto num dos órgãos da Imprensa Regional e emitido pela Câmara Municipal de Tavira, sobre o prazo limite temporal para a inscrição dos espaços naquele vizinho concelho para a realização de festividades durante os «Santos Populares», chamou-me a atenção para esta falha no calendário olhanense. Durante décadas estas festas (ruas ornamentadas, sardinha assada «para todo o povo», mastros joaninos, etc.) aconteciam em Olhão. 
     «Seis meses de Carnaval e seis meses de São João» era assim que se definia o calendário anual de animação olhanense. Em muitas artérias desta «Cidade da Restauração», pudemos admirar placas alusivas aos prémios conquistados.
      Era uma animação única que acontecia nas vésperas e dias dos Santos Populares - Santo António (12 /13 de Junho), São João (23 /24 do mesmo mês) e São Pedro (28 /29 ainda de Junho) enchiam de residentes e visitantes as ruas, ruelas e becos zona antiga para viverem uma festa única. Era o povo que numa generosidade plena festejava o Santo Patrono com todo o outro povo que o visitava.
    Existindo uma empresa municipal, a Fesnima, que tão excepcionais  provas tem dado do seu existir, pergunta-se: e os Santos Populares quando voltam a Olhão?
                                                  João Leal

CRÓNICA DO MEU VIVER OLHANENSE PARABÉNS, DRA, ANABELA MORTE! PARABÉNS, OLHÃO!



     De entre as finalistas ao «Global Teatcher Prize Portugal 2026», figuram duas professoras algarvias, o que desde logo é altamente elogiável para a nossa Região. Mas mais elogiável ainda é o facto de uma delas, a dra. D. Anabela Morte, ser educadora infantil no Agrupamento Escolar Professor Paula Nogueira, nesta cidade. São-lhe pois devidas as mais efusivas saudações, que com todo o prazer lhe apresentamos, assim como a outra algarvia distinguida, a dra. D. Ana Claúdia Falcão, docente do Agrupamento Escolar Dra. Laura Ayres, em Quarteira.
   Na entrada do antigo edifício da Escola do Magistério Primário, em Faro, numa grande placa podia ler-se: «A mais nobre missão que se pode confiar ao homem, é a de EDUCADOR!". Na realidade assim é, em todos os tempos e localizações. Olhão sempre teve um conjunto de professores que era considerado ao melhor nível regional. Ainda hoje a sua grande maioria é lembrada e venerada.
  Se vencer o «Prémio», cuja classificação será anunciada no dia 29 de Maio, em Lisboa, a Professora Anabela Morte, que tem dinamizado acções de formação e projectos colaborativos ligados á inclusão educativa na Biblioteca Municipal de Olhão promete o prosseguir na sua intervenção ligando, de maneira activa o «triângulo pedagógico - escola, família e comunidade».

                                                          João Leal 

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Crónica de Faro. João Leal.



Obras Estruturantes

Em reunião havida entre o Ministro das Infraestruturas e Comunicações e o Executivo Autárquico de Faro, em que participou também a direcção do porto de Sines foram acordadas duas obras que consideramos do mais alto e futuro interesse para este Concelho que detém a capitalidade de região sulina.
De há muito faladas e objecto de vários encontros entre entidades públicas parece-nos que desta feita existem condições e compromissos assumidos para as mesmas avançarem e, assim, se verificarem dois eixos para o progresso concelhio.
O primeiro refere-se ao chamado Cais Comercial de Faro, construído nos anos 50 do século XX e que serviu, como razão de sua efectivação o transporte dos materiais necessários à edificação do porto comum de Faro - Olhão. Ainda contribuiu para o transporte do petróleo para o Parque de Combustíveis do Bom João, de alguma exportação do sal gema, vindo das minas de Loulé, do cimento produzido na Cimpor e de uma aventura de turismo Faro / Tanger (Marrocos), de curta duração e de pouco, muito pouco mesmo de outros servimentos,
Agora foi decidido que a exploração e urbanização do dito Cais Novo passe para a posse da Câmara Municipal de Faro, numa desafiante proposta à sua capacidade de gestão e de realização. Desde a sempre e nunca concretizada Marina à despoluição da que é uma das zonas concelhias mais  insalubres e que pode vir a ser uma ampla avenida de refrigério e de lazer para os farenses.
A outra importante questão tratada é da melhoria da ligação entre a «cidade em quarto crescente», como há décadas, neste mesmo espaço a definiu o sempre saudoso jornalista Mário Zambujal, e a A22 (Via do Infante), para facilitar o elevado tráfego existente. Acreditamos que o Instituto das Infraestruturas não se oporá às situações apontadas e que de Faro ou para a capital regional virá a ser mais acessível o acesso aquela via rápida que percorre a Região.

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL TRÊS MORTES QUE NOS ENLUTAM



     No curto espaço de uns dias três falecimentos de quem serviu Faro e o Algarve de uma forma exemplar, dedicada e inestimável, vieram estremecer o nosso íntimo.
     Ás suas sempre lembradas memórias prestamos o mais vivo dos sentimentos de gratidão por tudo o que deram em suas honradas vidas pela comunidade em que estamos insertos.
      Na sua Alcoutim faleceu o histórico dirigente do PCP (Partido Comunista Português), Carlos Brito, que desde bem novo fez parte desta formação partidária, dando-lhe, enquanto seu militante e dirigente (sairia por acordo consigo mesmo) toda a inteligência, vocação e trabalho, de que era inegável possuidor. Bem cedo foi eleito para a Assembleia Constituinte, pois era a quando do 25 de Abril de 1974 e, claro na clandestinidade seu delegado em Portuga. Após o funeral da Igreja da Misericórdia, em Alcoutim, onde os restos mortais de Carlos Brito estiveram em constante vilegiatura vieram as mesmas para o Crematório de Faro, como que num adeus à capitalidade sulina, cidade que muito amava.
      Depois foi a morte de José Costa, o recém eleito presidente para segundo mandato de uma das mais históricas agremiações farenses, o Clube de Futebol «Os Bonjoanenses», com um notável contributo  para a cultura, o desporto  amador e o recreio  de Faro. Filial dos azuis de Lisboa, o C. F. Os Belenenses, sediado no popular Bairro do Bom João o saudoso José Costa era, há várias década, dirigente de «Os Bonjoanenses», a que imprimiu um inusitado dinamismo e incremento.
   «Morreu o homem». Parafraseando o que foi dito a quando da morte de El-Rei D. João II, o Príncipe Perfeito, pudemos usá-lo a propósito do adeus do Dr. José Vitorino, destacada figura da vida pública e política do Algarve e do País. Natural da Conceição de Faro, onde residia, e por motivo de progressiva doença, se afastara de qualquer actividade, o saudoso amigo, com quem tivemos muitas discordâncias, que nunca afectaram a nossa amizade, fez o ensino liceal em Faro, após o que alcançou o título de Engenheiro Técnico Agrário (Escola de Évora) e licenciou-se em Ciências Económicas e Financeiras, vindo a exercer funções em Lisboa (Seguros) e no Algarve (António Neves Pires). Foi um dos fundadores do PPD (Partido Popular Democrático), depois PSD (Partido Social - Democrata), o que valeu o «apedrejamento» com o saudoso Dr. Cristóvão Norte num comício realizado no Salão Luís Parque,  a que se seguiu a destruição da sede na Rua  Lethes , daquela formação partidária. Foi sucessivamente eleito deputado, função interrompida pelo desempenho do cargo de Governador Civil e de Presidente da Câmara Municipal de Faro, entidade que o distinguiu com a «Medalha de Mérito - Grau Ouro». Criou diversas associações, entre as quais a CEAL e a ALGFUTURO. Uma lembrança que nunca se esquece, um dos mais ilustres farenses e algarvios, cuja memória perdurará pelos tempos fora, a o do amigo, porque verdadeiramente o era, o hoje sempre recordado dr. José Vitorino.
                                                                    
     

Crônicas de JOÃO LEAL



BALLET NA TOMÁS CABREIRA

 Sob o tema «Declaração Universal dos Direitos Humanos» as alunas do Curso Profissional de Bailado, dirigidas pela Prof. D. Ana Filipa, apresentaram um espectáculo denominado «Corpos no Direito».

O JORNALISTA JOSÉ MILHAZES EM CONFERÊNCIA NA ETC

    O conhecido jornalista José Milhazes (SIC) que viveu vários anos na Rússia profere uma conferência, seguida de debate, no dia 15 de Maio, pelas 18 horas, na Escola Tomás Cabreira.

                                                                             João Leal 
     

sábado, 16 de maio de 2026

CANTAR dos REIS



Recordar é viver... Quanta saudade!
Punha o sapatinho á chaminé...
Era assim na minha mocidade
Era a  nossa crença , a nossa fé

Era o Dia de Reis...grito: Salvé!
Perante a mais triste realidade
Porque hoje esse dia já nao.é
Vive-se  doutro.modo a  festividade

Cantava-se os Reis em cada lar 
Era lindo as criancas a cantar
Os lindos cantares tradicionais

O.bater das castanholas, do pandeiro
O cantar aos Reis mais verdadeiro 
Tempos que não voltam nunca mais!

Maria José Fraqueza

quarta-feira, 13 de maio de 2026

PALAVRAS FRIAS



Paiavras tão cheias de podridão...
Que se proferem sem menor sentido 
Que são lançadas a fundo perdido... 
Daquelas que semeiam a traição!

 Quando as dirigem á multidão 
As palavras chegam ao ouvido 
Atacam o seu  ente mais querido
Sem qualquer contemplação 

Essas palavras são muito mesquinhas 
Não passam de falsas louvaminhas
Ditas sem que haja sinceridade

Apenas revelam falsa lisonja
A esses eu passo uma esponja
Não traduzem a mais pura verdade!

Maria José Fraqueza 

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Actualização de dados

Um bom dia para todos os colegas costeletas.
Venho solicitar através do blogger da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira, muito encarecidamente s todos os sócios o envio dos seguintes dados:
Nome, morada e número de telefone, telemóvel e e-mail para o seguinte endereço: aaaetcabreira@gmail.com
Este pedido é para uma reorganização dos ficheiros existentes na secretaria da Associação pelos mesmos se encontrarem desatualizados.
Sem outro assunto de momento subscrevo-me com elevada consideração e apreço por todos vós,
O Presidente da Direção 
da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira 

Florêncio Vargues 

domingo, 10 de maio de 2026

@35 ANOS DA AAETC da
DE ESTUDANTE  A PROFESSOR 

É uma honra de que muito me orgulho e que agradeço vivamente,  o convite para participar no vosso boletim,  comemorativo dos 35 anos de existência da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira (antiga EICF).

Escrever sobre os 35 anos de existência da Associação,  obriga-me a recuar no tempo e a mergulhar na própria história da nossa democracia.  Faço-o com a perspectiva de quem viveu esta casa em tempos de profunda mudança: primeiro como aluno e novo anos depois como professor. 

Como aluno fui contemporâneo do saudoso professor ZECA  AFONSO, figura ímpar e emblemática,  foi o embrião do novo PORTUGAL que estava a nascer.  Embora o destino não me tenha colocado directamente nas suas salas de aulas o ambiente gerado à sua volta  era impossível de ignorar e a criação do mítico boletim da Associação dos Antigos Alunos da Escola EICF,  preparava o caminho do futuro. 

Anos mais tarde,  quis o destino que o meu regresso a esta casa coincidisse com um dos momentos mais marcantes da nossa história.  Terminei o serviço.   militar em 31 de Janeiro de 1974 e, logo a seguir,  em Fevereiro,  voltei a entrar nesta escola,  já não como aluno,  mas como professor. Vindo da realidade dos quartéis onde o descontentamento entre os oficiais subalternos era visível,  tinha o pressentimento que algo iria acontecer. Apenas dois meses depois de eu iniciar o meu percurso nesta escola, a liberdade saiu à rua. 

Vivi o tempo em que o associativismon era um sonho e depois uma realidade conquistada. 

A  Associação não é apenas  um grupo no de alunos, é a herança viva do direito à participação, à crítica,  é à construção de uma comunidade escolar ativa,  onde o futuro não se espera, constrói-se. 

Para quem conheceu a escola  no crepúsculo de uma era e na aurora de outra era, ver a Associação completar 35 anos é a confirmação de que o espírito da Tomás Cabreira,  sempre ligada ao pulsar de Faro e no desenvolvimento do Algarve,  continua de boa saúde. 

Parabéns à Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira por este percurso que não deixa a memória apagar-se.  Que continuem a honrar a história de desta Escola e a ser o motor de dinamismo que a Tomás Cabreira imprimiu à cidade de Faro. 

Parabéns a todas as direcções anteriores que deram vida a este projecto e o mantêm no caminho do sucesso. 

Viva à Associação 
Viva a outros 35 anos

José Rogério Guerreiro 

Jose Rogerio Guerreiro 

MEMÓRIAS DE ESTUDANTE

O MESTRE CAROLINO

O Mestre Carolino , professor lendário de dactilografia era Mestre nas provocações aos alunos, tinha um comportamento bizarro, que não correspondia a, nenhum estereótipo da época e tinha um ódio visceral aos alunos de Loulé. Contava que alguns anos atrás havia combates entre Louletanos e S. Brasences muito viole tos.

Todos os dias se vangloriava dos seus atributos físicos , mostrando os punhos dizia que ninguém aguarentaria um murro dos dele.

 Creio que era misógino, derivado aos comentários que fazia sobre as raparigas.  

Eu sou louletano e havia outro colega, que sendo Setubalense, vivia em Loulé, onde tinha sido meu vizinho, a minha sorte foi de ter mudado de residência e vir morar para Faro, ele como tinha na caderneta a minha residência em Faro, nunca descobriu a minha origem, enquanto o meu colega Vitorino sofreu as passas do Algarve.  

Na minha turma havia também um aluno de S. Brás do Alportel, o Salomé, que um dia levou umas calças de um tom de azul claro, que ele achava que era uma cor feminina e começou a espreitar por baixo da carteira e com gestos rápidos levantava a cabeça e dizia que debaixo da carteira estava uma mulher e em cima via um homem, dissemos que esse é de S. Brás e ele respondeu " não pode ser em S. Brás não há gente desta".

Nas aulas era intratável, por vezes, as máquinas que eram muito modernas para aquela altura, fechavam as margens automaticamente e não era fácil voltar a pô-las no lugar certo para alguns alunos e ele, em vez de ensinar, dizia para os alunos falarem com a máquina e se a máquina não obedecesse que a atirassem pela janela. 

Em anos anteriores houve um aluno mais maluco do que ele, tinha já a máquina na janela pronto para a atirar para a rua, quando o Mestre Carolino o agarrou e pediu-lhe para não fazer isso, foi um Faísca de Salir, que era irmão de um colega da minha turma. 

Um aluno muito conhecido em Faro, Chico Contreiras tinha uma mota muito ruidosa ia muitas vezes para a porta da Escola que era perto da sala de dactilografia fazer barulho e o Mestre Carolino comentava "aí está o maluco."

No entanto, no final do ano fazia questão de tirar Uma foto com os alunos.

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

A ARQUITECTURA FUSETENSE

     No âmbito das «presidências abertas», meritória iniciativa da actual presidência camarária de Olhão, no sentido de um contacto directo com as populações residentes no Concelho, e que tiveram o seu auspicioso início na freguesia de Quelfes, coube à Fuseta receber a edilidade olhanense na segunda sessão destes encontros.
  Decorreu o mesmo nas instalações do Cinema Topázio (actual sede da Associação Cultural da Fuseta onde o icónico «maestro» Domingos Caetano desenvolve uma formação artística ímpar) e focou um tema que para muitos foi, quando dele se começou a falar, uma verdadeira surpresa - a arquitectura fusetense.
   Efectivamente e mercê de factores vários das «barraquinhas de colmo» à beira mar implantadas e com que se iniciou este «povoado» às construções definitivas houve a inovação dos «telhados em abóbada», que ainda hoje se podem admirar em muitos prédios.
    Foi um «achado» que deve ser explorado, por razões várias e de modo próprio no que respeita à identidade própria da justamente chamada «noiva branca do mar».
    Para além das valiosas intervenções de catedráticos da prestigiada Universidade do Algarve, a quem como a todos nós o assunto importa, registaram-se oportunos testemunhos, que importa considerar. «Arquitectura na Fuseta» um tema que não se pode nem deve cingir (o que não foi para já nada mau) a esta «presidência aberta» mas prosseguir com novas e continuadas acções.
                                                           João Leal

sábado, 9 de maio de 2026

CRÓNICA DE FARO João Leal «GRAVIDEZ EM PREPARAÇÃO» No Sábado, dia 16 de Maio, a capital algarvia recebe um evento do mais elevado interesse não apenas para os farenses de hoje, como nós, mas para os «filhos de Faro do amanhã». Trata-se de uma sessão descentralizada, o que desde logo merece o nosso mais sentido aplauso, das «Conversas em Barriguinha», promovida pela associação homónima e que terá lugar a partir das 15 horas, no Centro Pediátrico, na Rua Egas Moniz, nº 3 - C. A participação é livre, mas sujeita a inscrição, interessando de sobremodo a quem está em estado de gravidez ou quem já pariu e está atenta aos problemas da pós- gravidez. Existe assim um universo bem amplo de interessados nesta reunião em que serão prelectoras duas conhecidas figuras desta especialidade médica, assim como profissionais de saúde, permitindo assim, em alguns casos, um contacto primeiro com quem prestará os serviços de parto. Numa época em que infelizmente se tecem e com justificadas razões acérrimas críticas ao sistema de saúde, sobretudo no que respeita às maternidades encerradas, esta reunião surge como de uma rara oportunidade, sobretudo no que respeita às grávidas e em regime de parto e de pós - parto. Pela defesa da vida nascente é um imperioso dever participar!

LIVRO SOBRE ANÍBALCAVACO SILVA

No âmbito das publicações Breves biografias dos Políticos Portugueses a excelente revista semanal «Sábado" dedicou o seu volume 3º ao antigo costeleta e sócio da AAAETC Professor Doutor Aníbal António Cavaco Silva, que além de outras altas funções foi Primeiro Ministro e Presidente da República Portuguesa. O texto é da autoria do jornalista António Araújo. Nele se faz uma ampla referência a esta destacada figura da vida nacional e, com justificado orgulho das Escolas Serpa Pinto e Tomaz Cabreira. 
Uma obra que vale a pena ser lida sobre o que é um dos «nossos costeletas».

                                                        João Leal

sábado, 2 de maio de 2026



CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

       PRIMAVERA DESPORTIVA

   Foi lindo de se ver no idílico ambiente do «Jardim do Pescador Olhanense» este arranque de mais uma edição da «Primavera Desportiva», manifestação promovida pela Câmara Municipal de Olhão e destinada a dar conhecimento das actividades e acções promovidas em todo o Concelho pelas diversos pólos desportivos. Se com justificada razão se diz que «Olhão fez-se a si mesmo ela tem um comprometido desenvolvimento na área do desporto. Durante mais de duas horas houve o orgulhoso motivo de vermos em plena acção centenas de jovens nas mais diversas modalidades, aquilo que acontece «á porta fechada» nos treinos que acontecem com determinação, empenho e vontade. Elevado foi sempre o número de clubes existentes quer na Vila de Olhão como na hoje, com todo o justificado orgulho na Cidade de Olhão. Desde uma das antigas agremiações desportivas do País, o Ginásio Clube Olhanense, criado ainda no século XIX a um dos mais estimados clubes do País, o Sporting Clube Olhanense que em 1924, sendo Presidente da República o portimonense e escritor Manuel Teixeira Gomes, conquistou o título maior do futebol português, dezenas de clubes, com destaque para os chamados «populares» pululam por todo o concelho. Era ver a quando dos chamados torneios de futebol, organizados pelo sempre saudoso Senhor Cassiano no Largo da Feira como se via e vivia a constituição das equipas, de onde saíram nomes famosos do futebol português através dos clubes populares.
    A prática desportiva mereceu sempre a adesão de atletas e empenhados dirigentes olhanenses ao longo dos séculos e também nesta área pudemos reafirmar «Olhão fez-se a si mesmo».    

JOÃO LEAL