Obras Estruturantes
Em reunião havida entre o Ministro das Infraestruturas e Comunicações e o Executivo Autárquico de Faro, em que participou também a direcção do porto de Sines foram acordadas duas obras que consideramos do mais alto e futuro interesse para este Concelho que detém a capitalidade de região sulina.
De há muito faladas e objecto de vários encontros entre entidades públicas parece-nos que desta feita existem condições e compromissos assumidos para as mesmas avançarem e, assim, se verificarem dois eixos para o progresso concelhio.
O primeiro refere-se ao chamado Cais Comercial de Faro, construído nos anos 50 do século XX e que serviu, como razão de sua efectivação o transporte dos materiais necessários à edificação do porto comum de Faro - Olhão. Ainda contribuiu para o transporte do petróleo para o Parque de Combustíveis do Bom João, de alguma exportação do sal gema, vindo das minas de Loulé, do cimento produzido na Cimpor e de uma aventura de turismo Faro / Tanger (Marrocos), de curta duração e de pouco, muito pouco mesmo de outros servimentos,
Agora foi decidido que a exploração e urbanização do dito Cais Novo passe para a posse da Câmara Municipal de Faro, numa desafiante proposta à sua capacidade de gestão e de realização. Desde a sempre e nunca concretizada Marina à despoluição da que é uma das zonas concelhias mais insalubres e que pode vir a ser uma ampla avenida de refrigério e de lazer para os farenses.
A outra importante questão tratada é da melhoria da ligação entre a «cidade em quarto crescente», como há décadas, neste mesmo espaço a definiu o sempre saudoso jornalista Mário Zambujal, e a A22 (Via do Infante), para facilitar o elevado tráfego existente. Acreditamos que o Instituto das Infraestruturas não se oporá às situações apontadas e que de Faro ou para a capital regional virá a ser mais acessível o acesso aquela via rápida que percorre a Região.
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