domingo, 12 de abril de 2026



Crónica de Faro
João Leal

E a «Sereia»?

     Durante as últimas grandes obras realizadas na Doca de Faro, esse maravilhoso pequeno lago que a construção da via férrea tornou viável «aprisionando» uma diminuta porção da extensa Ria Formosa, que lhe retiraram a antiga vedação e a dotaram das actuais «argoladas» que agora nos protegem de quedas indesejáveis, foi instalada nas escadarias junto ao edifício da Alfândega, a escultura de uma sereia. Era um cativante estímulo ao retracto recordação de «quando eu estiva em Faro...».
   Em Domingo de Páscoa tivemos a desgostosa sensação de autenticar que a sereia não se encontrava no seu local de poiso nem nas imediações. A búzia sim, erra magnificente escultura metálica reproduzindo um dos mais apetecidos mariscos na Ria produzidos esse sim ao lado do fotografado lettering» «FARO».
  Fez-nos passar este desaparecimento por aquele desapontamento que sentimos na primeira visita feita a Copenhague (Dinamarca) e vimos as reduzidas proporções de a estátua similar e famosa em todo o Mundo, colocada sobre uma rocha no Mar Báltico, à entrada daquela cidade nórdica. Obra do escultor Edward Eacobsen, surgiu por doação de um magnata ligado a conhecida cerveja da Dinamarca.
 Desapareceu a nossa já icónica sereia da doca de Faro. Para onde foi? Ninguém o sabe informar. Espera-se e bem que a peça escultórica não haja sido destruída pois nada o justificava e existem muitos locais onde a colocar. Onde para a sereia que dava mais beleza (excepto o elevado número de embarcações de recreio) á bela doca de Faro? Quem souber que o diga.....

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