O título intrigou-nos, pois, pensávamos que se tratasse de algo referente a movimentos de meios aéreos, terrestes, fluviais ou marítimos. Puro engano, pois, a «Casa do Trânsito», recentemente aberta em novas instalações na capital algarvia, objectiva em termos sociais algo de muito importante.
Numa concretização viável graças ao protocolo celebrado entre a Fundação Calouste Gulbenkian e o Município de Faro e sob a iniciativa e gestão da benemérita instituição «O Companheiro», cuja existência não conhecíamos, surgiu esta «Casa do Trânsito». Destina-se a mesma a prestar todo o meritório apoio, com todo o ambiente protegido e os meios técnicos e pedagógicos necessários a quantos estiveram envolvidos em questões judiciais, tendo em vista a respectiva inserção, em termos correctos, na comunidade.
Com activa colaboração dos Estabelecimentos Prisionais existentes no Algarve (Faro, Olhão e Silves), que de outra forma honesta o não podia ser, esta «Casa do Trânsito» vai ser assim, em modos práticos, o percurso entre o cumprimento da pena aplicada pelos tribunais e o voltar a ter um papel condigno e fiável na sociedade a que o cidadão é devolvido.
Para que não volte a repetir o indevido praticado, como tantas vezes tem acontecido e na vivência, infelizmente autêntica de que «ao menos na cadeia tenho cama, mesa e roupa lavada».
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