domingo, 31 de agosto de 2014
CRONICA DE FARO
Moto Clube/Rancho Folclórico
- Dois testemunhos de Faro
Mais uma edição da prestigiada “Concentração de Motos de Faro” confirmou-se em plenitude o merecido e justificado título de a mesma motivar que a cidade capital sulina fosse, nos dias que aconteceu este evento, a “capital europeia do motociclismo”.
Com efeito, ao longo de mais de trinta edições, mantiveram-se os elevados níveis de organização e de participação, ali evidenciados no Vale das Almas, considerando-se a concentração como um dos maiores certames à escala mundial.
Daqui que se agradeça, porque conforme as felicitações expressas pelo município ao sempre dinâmico Moto Clube de Faro, o quanto de prestígio a mesma trouxe para o concelho, à generosa, solidária e voluntariosa equipa liderada por esse mediática farense que é José Amaro, um “militante devotado” da sua e nossa Terra Mãe e dos veículos de duas rodas.
É que a par da indiscutível Concentração – aquela impressionante imagem do desfile, na manhã radiosa de Domingo, em que motards e população se fundiram no mesmo amplexo fraterno e generoso – responde por si mesmo a tantos cépticos e ultra-zelosos existentes, hemos que considerar aquilo que a prestigiada instituição representa para Faro e para o Algarve e todas as iniciativas desenvolvidas de cariz humanitário, social, turístico e económico.
Temos aí também mais uma edição do “Festival Internacional de Folclore” com, a par dos espetáculos, tudo o que o mesmo comporta e tanto o é. Aquele que é, merecidamente, tido pela Federação Internacional de Folclore (FEOC) um dos grandes festivais mundiais das músicas e danças étnicas, tradições, usos, costumes e trajes, tem colocado Faro no mapa Mundial das Nações, e contribuído, de modo insofismável, para um maior aproximar dos povos, para a paz e solidariedade e para a promoção do Algarve, a par da animação, da componente pedagógica e do envolver, no mesmo fraterno abraço sectores vulneráveis da população (crianças, idosos, detidos, etc.) levando-lhes também essa mensagem única das danças e cantares dos cinco cantos do Mundo.
É de saudar e de aplaudir o esforço diligente e generoso do Rancho (Grupo) Folclórico de Faro, pioneiro dos agrupamentos folclóricos algarvios evocando a saudosa lembrança dos seus fundadores – Serafim Carmona e Henrique Ramos, que ao longo dos seus mais de oitenta anos tem realizado, na sua área de acção uma actividades ímpar.
Moto Clube de Faro e Rancho (Grupo) Folclórico de Faro, bem referenciados nas figuras dos seus dedicados os “compagnons de route”, são dois testemunhos do que é sentir e viver esta “Terra de Santa Maria”.
João Leal
INFORMANDO
NOTÍCIA
Centro Histórico de Faro
A zona mais antiga da cidade vai receber, em 5 e 6 de Setembro, um novo festival. Chama-se "F" e terá mostras de artesanato, espectáculos de teatro, tasquinhas e três palcos (Largo Afonso III, Castelo e Claustros do Museu) para concertos. Na noite de sexta feira (5/9) as actuações são de Dead Combo, The Legendary Tigerman, JP Simões, Samuel Úria, The black Mamba e do DJ Diego Miranda.
No Sábado (6) é a vez de Miguel Araujo, Tiago Bettencourt, Luisa Sobral, Capicua, Capitão Fausto e os DJs Monica Mendes e Rui Estevão animarem a 1ª edição do certame.
Com início às 19h. Com os preços de entrada de €8 diários ou €12 passe.
sábado, 30 de agosto de 2014
CRÓNICA DE FARO
Quase 50 anos depois…
Foi em 1967, a três anos de completar meio século de dinâmica e viva acção que muito contribuiu a expressiva expansão e efectiva democratização do desporto algarvio, através da prática popular do “pingue-pongue”, que se constituiu a então respeitada Associação de Ténis de Mesa de Faro, hoje com denominação alterada a designação abrangente de Algarve.
Fruto de um grupo de carolas, daqueles entusiastas que tudo dão de si sem pensar em si e apenas servindo a comunidade, alguns dos quais já nos deixaram e ante cujas honradas memórias nos curvamos em merecidas homenagem e lembrança, desde a hora primeira da maior justiça é de destacar o nome de Fernando Bitoque (Fernando António Passarinho Bitoque) que, no final da década de 40 do século XX, menino e moço, se fixou na capital sulina e aqui se realizou e tem sido o “crónico, ultra-dedicado e quase vitalício” Presidente da ATAM, um homem a quem o desporto algarvio e a comunidade ainda prestaram a mais que merecida homenagem que lhe é devida.
Um dos grandes sonhos, porque o era uma necessidade fundamental à plena concretização dos seus objectivos era estar instalada em sede própria, uma infraestrutura básica para que o ténis de mesa algarvio se implantasse em pleno, era o da sede própria, já que percorreu muitos e variados sítios (desde as cedências de espaços pelo Faro e Benfica e Sporting Farense à dos aluguéis de locais), mas sempre como pensar fixo no ter a casa da Associação.
Aconteceu agora, volvidos 47 anos de existência, ao fim de uma tarde soalheira de Maio, como diz o poema “tarde da nossa terra, simbólica terra em que em si encerra, toda uma jornada de esplendor sagrada…”, ali na Rua Madre Teresa de Calcutá, na Atalaia, esse outro Faro com a sua identidade própria, digna e assumida, neste Faro novo, por de cima do popular e dinâmico Clube da Atalaia, centro de encontro e convívio das honradas e laboriosas gentes que ali residem.
Trata-se de um espaço cedido pela Câmara Municipal de Faro, cujo presidente, dr. Rogério Bacalhau, acompanhado pelo vice do executivo, Paulo Santos (um dos grandes entusiastas para a execução desta colaboração autárquica), presidiu ao acto, com as presenças, entre outras dos presidentes da Federação Portuguesa de Ténis de Mesa (Dr. Pedro Moura) e da União de Freguesias Sé/São Pedro (Joaquim Teixeira, que também preside à Assembleia Geral da ATAM) e do representante do Delegado da Juventude e Desportos (um farense de sempre João Alcanena).
“O sonho comanda a vida…” e neste caso a vontade, a dedicação e o entusiasmo tornaram possível que, ao cabo de quase 50 anos, o ténis de mesa algarvio inicie uma nova fase na sua vida.
João Leal
João Leal
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
LINA VEDES FALA DA PRAIA DE FARO
Lina Vedes, em entrevista na TVI, programa de Fátima Lopes, fala da praia de Faro.
Interessante.
Clik sobre o login e aguarde.
http://www.tvi.iol.pt/
Enviado por Lina Vedes.
Colocado por
Rogério Coelho
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
CANTINHO DOS MARAFADOS
CRONICA DE TEMPOS IDOS
AUTO DA GINJINHA
“Reza-te
a Sina”, cantava a grande fadista Hermínia.
Não há sina, vou começar assim
“Reza-te
a lenda”, que numa longínqua semana, vários cavaleiros da “Ordem do Garfo e Faca”
se sentaram á mesa, para um frugal repasto. Gratos pelo cair da noite na feira
da ladra, o ar quente tornou-se suportável. Longas foram as conversas dos nobres
cavaleiros, onde um porco preto bravo assado no espeto e acompanhado com
castanhas deliciava os convivas.
Correu
célere o delicioso vinho tinto da região demarcada do Alentejo, servido em
canecas de barro, escorrendo pelas gargantas sempre secas dos convivas. Serenos
e alegres, com vivas a El-Rei D. Afonso III, pela tomada do castelo de Faro aos
mouros, deliciaram-se e alegraram-se na noite com mais umas pataniscas de
bacalhau. Terminada a farta refeição, logo os cavaleiros partiram em demanda.
Buscavam no meio da multidão, algum artigo por entre as tendas dos artífices
que pudessem levar para os seus solares.
Mas eis
que esta pequena aventura, rapidamente se tornou numa epopeia digna de ser
cantada por todas as series de jograis por este reino fora. Os quatro
cavaleiros mais bravos deparam-se inesperadamente numa tenda com um precioso
tesouro escondido para maravilhar os seus olhos e gargantas. Tratava-se de um
néctar, uma ambrósia divina servida em pequenos copos esculpidos em madeira
chamada Ginjinha.
Tratava-se
da saborosa Ginjinha fabricada em Óbidos, com um maravilhoso paladar a canela,
como que irresistível ao palato mais exigente. E com elas! Depois as lendas
começam a divergir. Conta-se que dois cavaleiros se entusiasmaram tanto que
montaram, a linda burra Manuela, com a qual o almocreve Eduardo fazia o
transporte da ginjinha e ia a Évora buscar o belo vinho alentejano e transportava
em odres de coiro. Conta-se também que os escudeiros graciosamente ajudaram a
que a deliciosa ginjinha começasse lentamente a desaparecer dos odres. E que os
mesmos cavaleiros ao se verem confrontados por uma câmara de reportagem e ao
saberem que se tratava da TV? se recusaram determinantemente a serem
entrevistados por tão medíocre meio de informação, não fosse o diabo tece-las pelos
grandes senhores da Corte, agastados com as reportagens mal intencionadas
feitas por uma provocadora Moura de alta linhagem daquela estação.
Longa foi
a noite e ainda amanhecia, quando exaustos, os cavaleiros prometeram não
esquecer aqueles momentos medievais, o bom vinho alentejano, as pataniscas de
bacalhau e a maravilhosa ginjinha de Óbidos.
Aldrabice
do Ano da graça de 1249
Reportagem gravada/escrita pelo escriba Montinho - que vai de férias para o Castelo de
Paderne, Castelo do Reino dos Algarves que se encontra numa das sete quinas da
bandeira.
(Qualquer semelhança com pessoas e coisas da
actualidade é mera coincidência)
Castelo de Paderne
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
CRONICA DE FARO
“Faltam cem…”
Queremos
desde já o reafirmar frontalmente que temos a maior admiração e o mais
acrisolado respeito pelos bombeiros, sejam profissionais ou voluntários, esses
designados e heróicos “Soldados da Paz”, tantas e tantas vezes preteridos e
esquecidos das comunidades que abnegadamente servem, numa doação de fraterna e
solidária entrega.
No
que a Faro se refere laços familiares nos unem à “Cruz Lusa” (Corporação dos
Bombeiros Voluntários), já que o meu avô paterno, foi um dos fundadores em 1923
e o meu pai, então um imberbe rapaz se alistou como cadete.
Aos
Bombeiros Municipais muitos e muitos factos nos prendem a eles, de modo próprio
aquando do I Centenário, vivido nos anos 80 do século passado, integrando, por
convite da autarquia, a comissão organizadora das comemorações e sem esquecer
pelo muito afecto que nos unia e a saudade que tempo avoluma do sempre lembrado
Comandante Valdemar Carlos da Silva.
Enunciadas
estas permissas justificamos as mesmas não por personalismo redactorial, mas
tão somente pela forma como os alarmes do psíquico soaram, tal como acontecia
ao escutarmos, sem ser o anunciar quotidiano das 13 horas, as sirenes de alarme
chamando os bombeiros ao “bom combate”. Isto ao lermos as declarações do
Presidente da Liga dos Bombeiros Profissionais Portugueses, em recente reunião
realizada em Faro, com a presença de membros do Governo responsáveis pelo
sector da segurança, referindo as faltas de efectivos em vários locais do país
e neles incluindo a capital sulina com um défice de 100 bombeiros.
Alarmante
e a exigir a tomada de medidas com a celeridade que esta falta representa, ao
fim e ao cabo, para protecção de todos nós farenses e não apenas conhecida que
é a participação em grandes fogos e tragédias ocorridas na região e para além
dela.
Importa,
em complemento do reforço das verbas consignadas, uma ação pedagógica e
sensibilizadora que leva ao recrutamento e alistamento de novos elementos desta
corporações, a par das medidas que incentivem os que tenham o gesto nobre,
honrado e solitário de darem o passo em frente.
Faltam
cem, mas nós, todos nós e sobremodo os responsáveis das duas corporações,
autarcas e comando no caso dos municipais e direcção e comando no que aos
Voluntários se refere, que se afirme “sem” (som um S bem nítido) falta de
efectivos os Bombeiros de Faro!
João Leal
sábado, 23 de agosto de 2014
INFORMANDO
FERIAS DE DESCANSO
Olá amigos Costeletas.
Vou aproveitar a semana que entra para fazer umas férias de descanso nas Termas de S. Pedro do Sul.
Se houver possibilidades continuarei a abrir o Blog e a colocar as mensagens que enviarem.
Um abraço Costeleta
Rogério
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
NOTÍCIAS ALGARVIAS
INFORMANDO
A
aldeia da Cortelha, em plena Serra do Caldeirão, vai ser “palco” no próximo dia
6 de Setembro da Festa da Filhó. Trata-se assim de uma oportunidade para os
visitantes apreciarem variados tipos de filhó, na zona de refeições que estará
disponível para o efeito.
Este evento terá início pelas 15h00 com a
realização de um Torneio de Tiro ao Alvo. O baile Serrano terá início pelas
18h00, e será abrilhantado por Bruno Neves. Pelas 22h00 entrará em palco o
Grupo Etnográfico de Quelfes “ Dança dos Velhos”, que representará uma forma
diferente de apresentar as danças e cantares do Algarve. Após esta mostra
etnográfica do grupo de Quelfes continuará o baile serrano por a noite dentro.
Promover a interação, o diálogo e a
convivência entre a arte e as pessoas que nesta altura nos visitam constitui o
principal objectivo do “Dreamville”, a ter lugar na Praça do Mar em Quarteira nos
dias 21, 22 e 23 de Agosto. Proporcionando uma excelente oportunidade para
acompanhar o pôr do sol, desfrutar de um jantar, um café, ou adquirir uma
lembrança, aproveitar a “kid zone” para os mais novos, bem como o artesanato e
a gastronomia regional, este evento, com entrada gratuita, é organizado pela
Associação Dinâmika, contando com os apoios da Autarquia de Loulé e Junta de
Freguesia de Quarteira e tem como parceiros a Quarpesca e a Plâncton
IN Jornal Carteia
A FACTURA
DOS MANUAIS ESCOLARES
Lisboa, 21 agosto (Lusa) – As
famílias com filhos em idade escolar vão voltar a ter uma despesa elevada com
manuais escolares que poderá ultrapassar os 250 euros, principalmente se
frequentarem o 3.º ciclo ou o secundário.
Segundo um levantamento feito
pela agência Lusa, o custo dos manuais vai aumentando consoante os alunos vão
avançando no ensino.
“Os preços são praticamente
incomportáveis para a maioria das famílias. O único nível de ensino com menos
problemas é o 1.º ciclo, onde o valor é mais baixo”, disse à Lusa Isabel
Gregório, presidente da Confederação Nacional Independente de Pais e
Encarregados de Educação (CNIPE).
Quando entram pela primeira vez
para a escola, os três livros das disciplinas principais - Estudo de Meio,
Matemática e Português - custam cerca de 25 euros mas, no 2.º ano, o preço dos
mesmos já sobe para 27 euros.
CRÓNICA DE FARO
O monumento
ao coronel Pires Viegas
Encontra-se,
indesejável e incompreensivelmente, desde há muito, em notório estado de
abandono e de evidente degradação o monumento erigido em 1971 à memória de um
dos mais ilustres militares e autarcas farenses, o Coronel João dos Santos
Pires Viegas.
Situado
na praceta do mesmo nome, ali nas imediações do Mercado Municipal, na
confluência com a Rua General Humberto Delgado, que até ao 25 de Abril se
designou de Engenheiro Duarte Pacheco, foi concebido pela notável artista
contemporânea professora Emília Pratz, que nos deixou impressionantes
testemunhos da sua criação artística em escultura, pintura e tapeçaria.
Trata-se
de uma “Cruz de Guerra” estilizada, ao centro da qual se encontra a efigie do
Coronel Pires Viegas e alguns dos seus elementos biográficos, grande parte já
elegível pelo desaparecimento das letras reveladas em bronze, fruto de roubos,
vandalismo, incúria, etc.
O
homenageado, que nasceu em Faro em 1865 e veio a falecer em 1937, na sua terra
natal, frequentou o Liceu João de Deus na capital algarvia e, mais tarde, em
Lisboa, a Escola do Exército, seguindo, com grande brilhantismo, a carreira
militar, destacou-se em especial nas campanhas de pacificação de Moçambique e
de Angola, de modos próprio nas lutas contra os Namarrais, no Niassa e do Sul
da terra angolana). Foi també Governador das províncias do Huíla e do Cunene,
havendo comandado o Regimento de Infantaria de Évora e presidiu à Câmara
Municipal de Faro.
O
monumento, para além do seu valor simbólico e artístico, veio embelezar a
vertente sul da Praceta que ostenta o seu nome, surgiu quando a “Faro, cidade
em quarto crescente”, como a denominou há mais de quatro décadas, nestas
colunas, o escritor e jornalista Mário Zambujal, autor de tantos êxitos da
literatura portuguesa contemporânea, começava a galgante caminhada do seu
crescimento na segunda metade do século passado.
Agora
encontra-se abandonado, com notórios sinais de esquecimento e de pouca ou
nenhuma atenção do Município pela sua conservação e o respeito e orgulho que
são devidos a um dos mais destacados farenses do nosso tempo. À noite é uma
escuridão plena a área envolvente em notório contraste com a iluminação que
envolve o edifício sede da AMAL (Associação dos Municípios do Algarve), onde
funcionou, anteriormente, a RTA (Região de Turismo do Algarve).
Depois
lançamos o pedido – sugestão à Câmara Municipal de Faro, pelo restauro do
Monumento ao Coronel Pires Viegas, pedido que esperamos mereça também a
positiva intervenção junto da autarquia da delegação da prestigiada Liga dos
Combatentes.
João Leal
CANTINHO DOS MARAFADOS
POEMA MALUCO
Tenho o dom da previsão
Ou duma intuição maldita
Me sobressalta o coração
De tristeza me deixa aflita.
Trago às costas uma trouxita
- Paciência tenho de Santo!
Este Mundo é coisa esquisita
Até a Natureza está em pranto.
-Pus à prova o bom humor!
E a Vida me pôs em fanicos
- A ela me fiz de superior!
Vão de retro os mafarricos.
Já me arrastou p'los cabelos
Por não querer saber de gritos
Meus sonhos que eram desvelos
Tolhidos andam agora aflitos.
Não nasci em berço de ouro
A Vida nem bonita nem feia!?
Ora eu canto, ora eu choro...
- Sou do Povo sou plebeia.
Sou eu filha de fulano!
E sou eu neta de beltrano.
- Sobrinha sou de sicrano
Sou assim e não me engano.
Alto aí e pára o baile!
- Que a música já acabou
Já pús nas costas meu xaile
- E do baile já me vou...
Ou duma intuição maldita
Me sobressalta o coração
De tristeza me deixa aflita.
Trago às costas uma trouxita
- Paciência tenho de Santo!
Este Mundo é coisa esquisita
Até a Natureza está em pranto.
-Pus à prova o bom humor!
E a Vida me pôs em fanicos
- A ela me fiz de superior!
Vão de retro os mafarricos.
Já me arrastou p'los cabelos
Por não querer saber de gritos
Meus sonhos que eram desvelos
Tolhidos andam agora aflitos.
Não nasci em berço de ouro
A Vida nem bonita nem feia!?
Ora eu canto, ora eu choro...
- Sou do Povo sou plebeia.
Sou eu filha de fulano!
E sou eu neta de beltrano.
- Sobrinha sou de sicrano
Sou assim e não me engano.
Alto aí e pára o baile!
- Que a música já acabou
Já pús nas costas meu xaile
- E do baile já me vou...
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
PARAFRASEANDO
O CAFÉ NÃO FOI ESQUECIDO
POR QUEM CRIOU A EVA?
Entro. Percorro maquinalmente o espaço até ao
balcão. Na minha frente pousa uma chávena de fumegante café, colocado pelas
mãos de uma Eva loura, reparo no seu sorriso com reflexos de centelha
divina. Outras vezes o saboroso néctar negro chega discreto, nas mãos delicadas
de uma morena de corpinho tipo “lombriga”. Um sorriso aberto que resplandece do
metal do aparelho de correcção dental, reflecte-se na cor uniforme do liquido
contido na chávena.
Não consigo decidir de qual das Evas gosto mais. Penso então na felicidade de Adão que não tinha escolha. Agora são tantas e tão atraentes na sua diversidade que apetece ficar com todas. Mas isso não passa de pensamento, apenas pensamento...! Pois se o pensamento é um acto pecaminoso, como será o acto concreto? Condenação para a eternidade ou quase. Será que no paraíso haverá também igualdade no acesso às não sei quantas Evas, para a eternidade? Não me importo se são mil ou se são virgens. Têm é que, com um sorriso de arco iris, saber servir uma boa “bica”.
RC.
terça-feira, 19 de agosto de 2014
PARABÉNS A VOCÊ
ANIVERSÁRIOS
24 de Agosto a 23 de
Setembro – Signo VIRGEM
Horóscopo: Para os nativos nascidos neste signo:
Algumas dúvidas
sentimentais podem aparecer no seu espírito. Não deverá deixar que situações
conjunturais o/a bloqueiem.
AGOSTO
24 – Diamantina António Baeta Gonçalves;. 25 - Manuel Mário Matoso Silva
Domingues. 27 - José Francisco
Guerreiro Mendes 28 - Manuel
Rodrigues Serafim; Jesuíno José Amândio Oliveira; Felisbela Guerreiro da Palma
Morgado; João Remendinho Guerreiro Mestre. 29
- Jacinto Manuel Afonso Teixeira Nunes; Maria José Geada Mendonça Piriquito de
Almeida Rodrigues; Drª. Maria Almira Pedrosa Medina; Jorge Manuel Neto da Cruz.
SETEMBRO
01 - José Guerreiro Gonçalves; Marco António do
Nascimento Correia Bento; Maria Dália de Sousa Farias. 02 - Jorge Serrano Gonçalves Rosa. 03 – António Manuel da Conceição do Vale; Francisco Gomes Abreu
Vivaldo; Maria Isabel Trindade Carvalho Monteiro. 06 - Graciete Passos Pinto Bentes Estevinha; José Vítor de Jesus
Silva. 07 - Lígia Conceição
Gonçalves Correia Martins. 08 -;José
Morgado Norte. 09 - Sérgio Fernando
Pires Anica. 10 - Aníbal José Gonçalves
Duarte; Adriano Belo de Carvalho. 11 – António Camilo Nascimento;
Custódio D. Mendonça. 13 - Marília de Brito Barros. 15 - Maria Célia Sousa Matoso Viegas Matias. 16 - António Serafim Barão. 17
- Jorge Manuel Matos Roque. 18 -
Carlos Manuel Sousa Eloy Guerreiro; José Madeira Guerreiro Mealha. 19 - José Horta Viegas Nascimento;
António José Carvalho da Silva e Costa; Dra. Maria José Chamiço Guilherme;
Apolinário Farias Geada. 20 - José
Manuel Pontes Gonçalves. 21 - Maria
do Carmo Negreiros. 22 - Eugénio
Estêvão Filipa Dionísio. 23 - Aníbal
Aleixo Filipe; Lucília Maria Campos Carneiro Telo Pereira.
Há coisas tão, mas
tão importantes que quase não dá para esperar!
É um dia muito importante que está se
aproximando!
Feliz Aniversário antecipado!
Fica a lembrança
Um Abraço de PARABÉNS para todos!
Blog.
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
CRONICA DE ONTEM...
O ESTADO NA/DA BANCA
É
óbvio que a nossa atenção deverá estar sempre alerta contra as ganâncias da
vida económica nomeadamente à forma como o sistema bancário ataca a nossa
confiança e o dinheirito que tanto nos custa a ganhar e que lhe entregamos a
guardar. Na realidade, e no caso vertente, poderemos alguns ficar sem uns bons dias
de férias, com falta de “Sal”, com as “falcatruas corruptas”, e com o MAU BES
(Bad Bank) que não pudemos evitar. Que bom seria afastarmo-nos destes “coisos”
e esperarmos que a esperança da justiça faça justiça sobre eles, os que andaram
a enganar os outros e que possamos ainda ir a tempo de arrecadar o dinheirito para o podermos depositar no “NOVO BANCO” (New Bank) criado pelo Estado mas…
com o “bichinho” na orelha a precavermo-nos com “nova corrupção” ou “má
gerência”, recordando o BPN de má memória.
Um
Estado será e é o corolário lógico do funcionamento da Nação, mas um Estado que
não persiga atempadamente o objectivo da preservação e inspecção da seriedade
integral das instituições da Nação, com os meios próprios de que dispõe em
todos os seus aspectos, não poderá representar um ideal nacionalista independentemente
da visão social perseguida a que se propuseram e em que todos votámos.
Deus
nos valha!
IN BLOG
sábado, 16 de agosto de 2014
POEMA
NÃO TENHAS MEDO
Não tenhas medo, ouve:
É um poema
Um misto de oração e de feitiço...
Sem qualquer compromisso,
Ouve-o atentamente,
De coração lavado.
Poderás decorá-lo
E rezá-lo
Ao deitar
Ao levantar,
Ou nas restantes horas de tristeza.
Na segura certeza
De que mal não te faz.
E pode acontecer que te dê paz...
É um poema
Um misto de oração e de feitiço...
Sem qualquer compromisso,
Ouve-o atentamente,
De coração lavado.
Poderás decorá-lo
E rezá-lo
Ao deitar
Ao levantar,
Ou nas restantes horas de tristeza.
Na segura certeza
De que mal não te faz.
E pode acontecer que te dê paz...
Miguel Torga
terça-feira, 12 de agosto de 2014
POESIA COSTELETA
A FILOSOFIA DO TEMPO
O meu tempo, não tem tempo
De alcançar meu horizonte!...
Eu bem tento, ter mais tempo,
Mas esse tempo se esvai;
As palavras vão com o tempo,
Desse tempo que o silêncio,
Leva tudo, com o tempo!
Maria Romana
domingo, 10 de agosto de 2014
CRÓNICA SEMANAL
A NAÇÃO E O
ESTADO
Quando existe uma nação
que pode sobreviver independentemente de um Estado, significa que existe a
partilha de uma identidade completa, que abrange a totalidade dos factores que
caracterizam uma nação; a língua, a etnia, um código de valores e
comportamentos, um percurso histórico. Aqui o nacionalismo não está dependente
de qualquer prévia idealização social ou de qualquer ideal espiritual mal
definido, ele ganha forma pela vontade de preservar a identidade da comunidade,
garantir a sua sobrevivência, e pela vontade de nesse processo melhorar as
condições de vida dos seus membros, na exata medida em que cumpre o seu papel
histórico de sempre. Neste contexto, um Estado será o corolário lógico do
funcionamento da nação mas um Estado que não tenha como objetivo a preservação
e continuidade futura da identidade integral da nação em todos os seus aspetos
não poderá representar um ideal nacionalista, indepen-dentemente da visão social
perseguida.
IN BLOG
BIOGRAFIA
Recebido do Costeleta Poeta Casimiro de Brito, que transcrevemos:
BREVE BIOGRAFIA DE CASIMIRO DE BRITO
Poeta, romancista, contista e ensaísta.
Nasceu no Algarve, em 1938, onde estudou (depois em Londres) e viveu até 1968. Depois de uns anos na Alemanha passou a viver em Lisboa. Teve várias profissões mas actualmente dedica-se exclusivamente à literatura.
Começou a publicar em 1957 (Poemas da Solidão Imperfeita) e, desde então, publicou mais de 40 títulos. Dirigiu várias revistas literárias, entre elas "Cadernos do Meio-Dia" (com António Ramos Rosa), os Cadernos "Outubro/ Fevereiro/ Novembro" (com Gastão Cruz) e "Loreto 13" (órgão da Associação Portuguesa de Escritores). Actualmente é responsável pela colaboração portuguesa na revista internacional “Serta” e faz parte da direcção do Festival “Voix Vives” de Sete bem como da World Haiku Association, sediada em Tóquio.
Esteve ligado ao movimento "Poesia 61", um dos mais importantes da poesia portuguesa do século XX. Ganhou vários prémios literários, entre eles vários prémios nacionais e o Prémio Internacional Versilia, de Viareggio, para a "Melhor obra completa de poesia", pela sua Ode & Ceia(1985), obra em que reuniu os seus primeiros dez livros de poesia.
Colabora nas mais prestigiadas revistas de poesia e tem obras suas incluídas em 212 antologias, publicadas em vários países.
Participou em inúmeros recitais, festivais de poesia, congressos de escritores, conferências, um pouco por todo o mundo.
Foi director de festivais internacionais de poesia de Lisboa (Casa Fernando Pessoa), Porto Santo (Madeira) e Faro. Foi vice-presidente da Associação Portuguesa de Escritores, presidente da Association Européenne pour la Promotion de la Poésie, de Lovaina e foi presidente do P.E.N. Clube Português, de que actualmente é presidente da Assembleia Geral. Obras suas foram gravadas para a Library of the Congress, de Washington.
Foi agraciado pela Academia Brasileira de Filologia, do Rio de Janeiro, com a medalha Oskar Nobiling por serviços distintos no campo da literatura — entre outras distinções.
A Académie Mondiale de Poésie (da Fundação Martin Luther King), galardoou-o em 2002 com o primeiro Prémio Internacional de Poesia Leopold Sédar Senghor, pela sua carreira literária. Ganhou o Prémio Europeu de Poesia Sibila Aleramo-Mario Luzi, com a sua antologia Libro delle Cadute, publicada em Itália em 2004. E o prémio “Poeteka” na Albânia.
Tem traduzido poesia de várias línguas, sobretudo do japonês e foi traduzido para galego, espanhol, catalão, italiano, francês, corso, inglês, alemão, flamengo, holandês, sueco, polaco, esloveno, servocroata, grego, romeno, búlgaro, húngaro, russo, árabe, hebreu, chinês, albanês, macedónio e japonês.
Em 2006, foi nomeado Embaixador Mundial da Paz, no âmbito da Embaixada Mundial da Paz, sediada em Genebra. Agraciado com a Ordem do Infante pela Presidência da República.
Últimas obras editadas: Livro das Quedas, Arte de Bem Morrer, Amar a Vida Inteira e Amo agora (com a cantora argentina Marina Cedro). A editar brevemente: Livro do Desejo (romance), Livro de Eros (fragmentos sobre o amor) e Livro dos Haiku.
Para os interessados o e-mail
cdbpoeta1938@gmail.com
CRÓNICA DE FARO
À venda a casa do Zeca Afonso
É ali, no coração da histórica “Vila a Dentro”, mais exactamente no n.º 12 da típica Rua Professor Norberto da Silva, que se situa, com traços pombalinos, casa que, durante cerca de três anos, viveu o Dr. José dos Santos Afonso, o conhecido por milhões de portugueses e por esse mundo fora, apenas e só, que para tanto como queria e era de seu timbre e vivência congénita, por “Zeca Afonso”.
Foi nesta casa, tão singular e de tão profundo sentido para as gentes farenses, que durante este triénio da década e sessenta do século passado e a quando do exercício pleno das funções de professor na Escola Tomás Cabreira, que o autor de “Grândola Vila Morena”, canção do alvor de um tempo novo para a Pátria Portuguesa, que Zeca Afonso embalou sonhos, propósitos e poemas.
Expandia a sua pedagogia de verdadeira educador muito para além das paredes da sala de aulas daquela emblemática Escola, para o convívio autêntico e motivador, com o acolhimento fraterno que lhe era congénito e o muito saber que repartia em acontecida comunhão de solidários ensejo.
Ali foi colocada, pelo Município, uma placa onde se pode ler: “Zeca Afonso/Trovador da Liberdade/Professor e Compositor/Viveu em Faro/entre 1961 e 1964/25 de Abril de 2011″.
Pois a conhecida por “Casa do Zeca Afonso”, que com todo o respeito que sempre houvemos e hemos pela propriedade privada e que é uma referência para a capital sulina, está à venda. Não escapou a esta avalanche do “Vende-se” que prolifera por toda a cidade e é uma referência do mercado imobiliário, de há anos a esta parte.
Entendemos que, bem andaria o Município, avaliado o valor do imóvel em termos justos e correctos, sem querermos desconhecer as suas dificuldades financeiras, em adquiri-la e nela fazer uma “Casa Museu” dedicada a quantos nesta Grei se houveram e foram honrados pelo seu empenho em prol da liberdade, da justiça e da democracia, numa homenagem sublime ao homem bom, idealista e generoso e um dos mais conhecidos músicos deste nosso tempo, em cujos gestos e composições aqueles ideais aconteceram. Que bem a mesma ficaria entregue ao merecidamente aplaudido “Ecos de Coimbra”, liderado por esse intérprete excepcional, que é o José Maria Oliveira, que tanto privou com o Zeca Afonso, pelas suas ligações ao Mestre e à Lusa Atenas!
João Leal
sábado, 9 de agosto de 2014
CRÓNICA DE FARO
Manuel Passos e Rui Rebocho,
dois farenses honrados
que nos deixaram
Recentemente,
a quando do acidente que nos levou por três semanas ao internamento hospitalar,
a morte chamou a si, dois homens íntegros, solitários e votados aos outros,
nascidos na que foi a freguesia de São Pedro desta cidade que tanto amaram e
honraram e “costeletas” assumidos, pois frequentaram a Escola Tomás Cabreira.
Às suas saudosas lembranças e ao que foi o testemunho deixado das suas vidas, a
nossa fraterna e reconhecida recordação e o preito da mais justa homenagem.
MANUEL HENRIQUE PASSOS foi um dos mais dedicados presidentes directivos da nossa embaixada regionalista em Lisboa, a representativa Casa do Algarve, para a qual sonhou até à exaustão a ideia da sede própria e do Lar do Estudante Algarvio, a par de outras dinâmicas acções. Foi um dos fundadores em 5 de Outubro de 1947 do Corpo Nacional de Escutas (CNE), O agrupamento n.º 157 – Nuno Álvares Pereira e aí desenvolveu uma actividade acção, na vivência do ideal educativo preconizado por Sir Baden Powell of Gilwell. Unia-nos, para além da forte amizade intenso laço familiar. Pois era filha da tia avó Maria Passos, que teve uma mercearia na Rua de São Pedro (histórias de Faro dos tempos idos que urge compilar para que a memória citadina se não esqueça). Desenvolveu em Paderne, na Casa do Povo, com o apoio do Comendador Libânio Correia, uma intensa actividade social, sendo de referir a percursora Colónia de Férias, levando crianças do interior para a beira mar, em adoptadas instalações de um armazém de frutos secos, onde hoje se situam os edifícios do INATEL, e em que, jovens professores, colaborámos com esse sempre lembrado Franklim. Mais tarde radicou-se em Lisboa, desenvolvendo grande actividade profissional, primeiro no sector automóvel e depois, com uma grande superfície de móveis na zona de Benfica. Foi o período em que impulsionou a Casa do Algarve e, ainda que sofrendo os revezes de deixar as instalações da Rua Capelo (imóvel da Rádio Renascença) ou das incompreensões em torno do projecto, por muito considerado “megalómano”, de erguer a nossa verdadeira embaixada na capital.
Faleceu um homem bom, generoso e a dar-se em cada instante que vivia até à exaustão o sonho maravilhoso de amor à Terra Mãe.
Com RUI MANUEL GODINHO REBOCHO tivemos vidas partilhadas desde que ao mundo viemos já que nascemos, com escassos minutos de diferença, a escassas dezenas de metros nos típicos bairros farenses da Estação (Rua Sebastião Teles), um e o outro da Ribeira (Rua Miguel Bombarda), no mesmo dia (26 de Dezembro de 1937), filhos de jovens sempre amigas, amizade que ambos partilhámos até à morte. Curiosamente o acenar do adeus, que outro gesto não nos era físicamente permitido pelo estado em que nos encontrávamos, aconteceu na Urgência do Hospital de Faro. Partilhámos as Escolas Serpa Pinto e Tomás Cabreira e a aventura partilhada, nos anos primeiros da década de 60, do nascente turismo, com o Rui Rebocho a trabalhar na EVA (Agência de Viagens), dirigindo mais tarde várias estruturas deste sector, dirigindo o Parque de Campismo da Praia de Faro, organizando várias edições do Congresso de Turismo do Algarve promovido pelo Skal Clube do Algarve, de que foi fervoroso dirigente. Com ele partilhámos ainda outras avenidas, entre as quais o Teatro Lethes de que foi um destacado artista a nível nacional.
Dois devotados farenses que nos deixaram. Ás suas honradas memórias a saudade, bem expressa nestas lágrimas rebeldes que nos toldam o coração, bem de como amaram esta terra, onde, para pleno orgulho de todos nós, tiveram a dita de nascer.
MANUEL HENRIQUE PASSOS foi um dos mais dedicados presidentes directivos da nossa embaixada regionalista em Lisboa, a representativa Casa do Algarve, para a qual sonhou até à exaustão a ideia da sede própria e do Lar do Estudante Algarvio, a par de outras dinâmicas acções. Foi um dos fundadores em 5 de Outubro de 1947 do Corpo Nacional de Escutas (CNE), O agrupamento n.º 157 – Nuno Álvares Pereira e aí desenvolveu uma actividade acção, na vivência do ideal educativo preconizado por Sir Baden Powell of Gilwell. Unia-nos, para além da forte amizade intenso laço familiar. Pois era filha da tia avó Maria Passos, que teve uma mercearia na Rua de São Pedro (histórias de Faro dos tempos idos que urge compilar para que a memória citadina se não esqueça). Desenvolveu em Paderne, na Casa do Povo, com o apoio do Comendador Libânio Correia, uma intensa actividade social, sendo de referir a percursora Colónia de Férias, levando crianças do interior para a beira mar, em adoptadas instalações de um armazém de frutos secos, onde hoje se situam os edifícios do INATEL, e em que, jovens professores, colaborámos com esse sempre lembrado Franklim. Mais tarde radicou-se em Lisboa, desenvolvendo grande actividade profissional, primeiro no sector automóvel e depois, com uma grande superfície de móveis na zona de Benfica. Foi o período em que impulsionou a Casa do Algarve e, ainda que sofrendo os revezes de deixar as instalações da Rua Capelo (imóvel da Rádio Renascença) ou das incompreensões em torno do projecto, por muito considerado “megalómano”, de erguer a nossa verdadeira embaixada na capital.
Faleceu um homem bom, generoso e a dar-se em cada instante que vivia até à exaustão o sonho maravilhoso de amor à Terra Mãe.
Com RUI MANUEL GODINHO REBOCHO tivemos vidas partilhadas desde que ao mundo viemos já que nascemos, com escassos minutos de diferença, a escassas dezenas de metros nos típicos bairros farenses da Estação (Rua Sebastião Teles), um e o outro da Ribeira (Rua Miguel Bombarda), no mesmo dia (26 de Dezembro de 1937), filhos de jovens sempre amigas, amizade que ambos partilhámos até à morte. Curiosamente o acenar do adeus, que outro gesto não nos era físicamente permitido pelo estado em que nos encontrávamos, aconteceu na Urgência do Hospital de Faro. Partilhámos as Escolas Serpa Pinto e Tomás Cabreira e a aventura partilhada, nos anos primeiros da década de 60, do nascente turismo, com o Rui Rebocho a trabalhar na EVA (Agência de Viagens), dirigindo mais tarde várias estruturas deste sector, dirigindo o Parque de Campismo da Praia de Faro, organizando várias edições do Congresso de Turismo do Algarve promovido pelo Skal Clube do Algarve, de que foi fervoroso dirigente. Com ele partilhámos ainda outras avenidas, entre as quais o Teatro Lethes de que foi um destacado artista a nível nacional.
Dois devotados farenses que nos deixaram. Ás suas honradas memórias a saudade, bem expressa nestas lágrimas rebeldes que nos toldam o coração, bem de como amaram esta terra, onde, para pleno orgulho de todos nós, tiveram a dita de nascer.
João
Leal
O "Blogue Costeleta" deixa um abraço a João Leal e uma rápida recuperação.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
MANUAIS ESCOLARES
INFORMAÇÃO
A lista dos manuais escolares 2014/2015 adoptados para o agrupamento de escolas da Tomás Cabreira, a saber:
- Escola do Bom João;
- Escola da Ilha Culatra;
- Escola de S. Luis;
- Escola E.B. 2/3 Dr. Joaquim Magalhães,
podem ser consultados no site: agrupamentos de escolas tomas cabreira
O ESTADO DA NAÇÃO BANCÁRIA
ABSORTO
O absurdo do modelo neoliberal, ou da sua profunda degenerescência, está
patente em todo o seu esplendor, no caso GES/BES. Não se trata desta feita da
falência de um quiosque, de uma pequena oficina ou do café da esquina. Não
podemos, neste caso, observar os olhos turvos de lágrimas do comerciante
fechando de vez a porta, nem o olhar triste do funcionário despedindo-se de vez
dos seus clientes habituais... Faz muito tempo que não se via nada assim.
Talvez, para quem tenha vida longa, similitude com os acontecimentos dos
idos de 80, entre 1983/85, para não falar, noutro contexto, no período pós 25
de abril de 74. Mas nestas épocas de crise brava (1974 e 1983) sempre havia
expectativas positivas de futuro, fossem ou não realizadas, a todos agradassem
ou não agradassem. A liberdade em todas as suas vertigens, após 48 anos de
ditadura, e a adesão à actual União Europeia com seu interminável cortejo de
promessas de prosperidade. O que me dá que pensar, ainda com energia para
questionar o que for que queira, é quais as expectativas que povoam a cabeça de
cada um, e de todos nós, no olho do furacão da presente crise. Pode ser que
hajam mas estão ao alcance de muito poucos.
IN Eduardo Graça
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
CANTINHO DOS MARAFADOS
Do Costeleta Jorge Tavares, para dispor bem, recebemos a anedota que transcrevemos.
GANDA TOINO
Tinha acabado de chegar ao Alentejo uma excursão de espanhóis.
Ao verem um alentejano, o guia comunicou aos passageiros:
-Ahora me voy hablar con ese portugues… – e foi ter com o alentejano:
- Hola, como te llamas?
- Toino…
- Yo también me llamo Antonio ! Cual és tu profesión ?
- Sou músico…
- Yo también soy musico… Y que tocas ?
- Toco trompete, e tu ?
- Yo también toco trompete. Una vez fue a la Fiesta de Nuestra Señora de los Remédios y toqué tan bien, que la Señora bajó del andor y empezó a llorar.
E replicou o alentejano:
- E ê fui uma vez à Festa do Senhor dos Passos e toquei tan bem, tan bem, que o Senhor largou a cruz, agarrou-se a mim e disse-me:
“Ah, ganda Toino, tocaste melhor que o sacana do espanhol que fez chorar a minha mãezinha!
Ao verem um alentejano, o guia comunicou aos passageiros:
-Ahora me voy hablar con ese portugues… – e foi ter com o alentejano:
- Hola, como te llamas?
- Toino…
- Yo también me llamo Antonio ! Cual és tu profesión ?
- Sou músico…
- Yo también soy musico… Y que tocas ?
- Toco trompete, e tu ?
- Yo también toco trompete. Una vez fue a la Fiesta de Nuestra Señora de los Remédios y toqué tan bien, que la Señora bajó del andor y empezó a llorar.
E replicou o alentejano:
- E ê fui uma vez à Festa do Senhor dos Passos e toquei tan bem, tan bem, que o Senhor largou a cruz, agarrou-se a mim e disse-me:
“Ah, ganda Toino, tocaste melhor que o sacana do espanhol que fez chorar a minha mãezinha!
INFORMAÇÃO
CINEMA EM FARO
Ontem, dia 31 de Julho, reabriram as salas de cinema no
Forum Algarve em Faro.
Faro volta a ter cinema
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