domingo, 18 de janeiro de 2026

NOTA DE PESAR


informo que a nossa Escola Tomás Cabreira e a Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira estão de luto.

O  nosso colega costeleta JOÃO RAMOS já não está no nosso meio por ter falecido.
Em nome da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira e no meu, aqui expresso os sentidos pêsames à sua Família.  Que descanse na Paz do Senhor. Amém

domingo, 11 de janeiro de 2026

CRÓNICA DE FARO
JOÃO LEAL

O CARNAVAL....


    Há profundas mudanças na vivência comunitária de várias festividades ou tempos que anualmente ocorrem. Veja-se o que se passa, por exemplo, com o Carnaval, animado período que agora e até ao Domingo, dito Gordo, que antecedia a 3ª feira festiva e onde há noite decorria o imperdível «Enterro do Entrudo».
As ruas da baixa farense, que davam acesso aos clubes e sociedades recreativas eram invadidas por milhares de foliões, mascarados ou não e entre os primeiros as «matrafonas» ou à «cow boy», que eram os disfarces mais fáceis de conseguir. Nas noites de 5ª feira, sábado e domingo era ver a gente que se juntava para se meter ou ser «metido» com as mascarinhas que até á meia - noite, limite legal permitido, davam uma alegre animação. 
Começáva-se pelo Clube Recreativo 20 de Janeiro, há muitos anos extinto,  ali na rua do Alportel, por cima do restaurante Belchior, cujo cheiro ás famosas «iscas fritas» exalava até ao salão de baile, atraindo muitos clientes. Depois era o vir até ao «Sport Lisboa», então nas excelentes instalações do Teatro Lethes. Seguia-se, quase paredes meias o Musical (Sociedade Recreativa Musical Farense), também de há muito encerrado e onde o «Cabo Santos» recenseava quem era sócio e quem não o era. Era um «pulinho» pelo Largo da Mota até ao Clube Popular de Faro, no vulgo «Grémio» ora ocupando reduzida sede socia, da que na altura possuía no Largo do Terreiro do Bispo.Vinha depois o Ginásio Clube, ocupando o mesmo andar do imóvel do Banco Espírito Santo, com uma selectividade própria.   Seguia-se a Sociedade Recreativa Artística Farense («os Artistas»), hoje com instalações renovadas. No cimo das escadas directores, gente que nos causa saudades (José da Gordinha, Mestre José Marques, marceneiro Pedro e outros) verificavam o associativismo e o estatuto moral das «mascarinhas». Finalmente era na Rua de Santo António o elítico e selectivo Clube Farense, de filiação apenas permitida á burguesia farense. Havia quem se mascarasse apenas para conhecer aquele recinto. 
Mas o Carnaval eram as muitas brincadeiras («é Carnaval ninguém leva a mal», dizia-se e cumpria-se). Hoje quem dá  por esta outrora animada época,Veja-se......

CRÓNICA DE FARO
JOÃO LEAL

SERÁ DESTA?

A data de 10 de Janeiro ficará para todo o sempre nos anais do Algarve já que naquela efeméride o Conselho de Ministros aprovou a verba de 400 milhões para a construção do novo Hospital do Algarve. 
Apetece-nos ao bater as palmas por esta tão aguardada decisão governamental lançarmos um interrogativo brado de: será desta? Com efeito a decisão assumida pelo Governo presidido por Luís Montenegro vem abrir portas, finalmente, a um velho e dos maiores problemas regionais: o novo hospital que a Região desde sempre precisou já que o actual CHUA (Centro Hospitalar Universitário do Algarve) quando abriu portas já não correspondia às carências algarvias e matéria de cuidados de saúde. 
Aquela verba que tem um período de execução de 5 anos (2031) será expandida atá ao valor de 1,100 milhões de euros com efeito sobre o numerário preciso para o equipamento e outras despesas. O concurso agora autorizado permite a esperança de vermos, finalmente (voltamos a interrogar-nos «será desta?») a região sulina dispor de uma unidade que corresponda, de há muito às suas (e não só!) carências hospitalares. O problema da verba está nesta decisão governamental resolvido.
 Esperemos que agora não surjam empecilhos a travar o «timing» anu
  Crónica de Faro
  João Leal

   Salve-se o Lethes!
Foi o primeiro estabelecimento aberto pelos Jesuítas no Algarve. Ainda hoje muita gente apela a zona de «Horta do 
Colégio». por ter sido ali que funcionou o Colégio de maia elevado grau de escolaridade existente no Sul, seguindo-se o Colégio São Camilo Lelis, em Portimão. A extinção das Ordens Religiosas (1834) levou a que o benemérito Justino Cúmano o adquirisse em haste pública transformando-o no Teatro Lethes, em relação o mítico rio, do mesmo nome e face ao conturbado período de lutas que se vivia em Portugal, na sequência das lutas entre apoiantes de D. Pedro e D. Miguel. «Monet oblectando» como se lê na sua fachada era o objectivo daquele benemérito ao instituir o que é hoje um dos «teatros históricos europeus. Significa também o imóvel um dos valores maiores do património construído da capital algarvia. Ora a recente tempestade «Célia» que tantos e avultados estragos causou no Sul do País causou estragos de elevada monta naquela sala por onde se exibiram grande companhias internacionais, a par dos sempre recordados artistas locais (João Veríssimo, Féria Pavão e outros) ou do período de ouro do Grupo de Teatro Lethes (sob a direcção do sempre lembrado dr. Emílio Campos Coroa). Em 1958 foi o imóvel adquirido pelo benemérito farense Eng. Coronel Manuel Aboim Ascensão Sande Lemos que o ofertou à Cruz Vermelha Portuguesa que nele instalou a sua Delegação Regional. Tal provocou o despejo do histórico Spot Lisboa e Faro (hoje Sport Faro e Benfica) e as suas ecléticas actividades. Ceroto é que o Teatro Lethes, nos últimos anos com uma regular acção cénica por via da corajosa criação pelo encenador Luís Avilez da companhia profissional «ACTA». Caro é que há cerca de 150 anos o espaço não recebe intervenções conjunturais o que «ajudou» a «Célia» a provocar os avultados estragos, de modo próprio na zona do palco. É preciso, é urgente, é básico salvar o Teatro Lethes. Impõem-no um dever a que outorgamos de nacional. A Secretaria de Estado da Cultura. a Cruz Vermelha Portuguesa, a Câmara Municipal de Faro, a CCDRA e outras entidades têm que juntar esforços para salvar o Lethes. E já!

  Crónica de Faro
  João Leal

   Salve-se o Lethes!

Foi o primeiro estabelecimento aberto pelos Jesuítas no Algarve. Ainda hoje muita gente apela a zona de «Horta do 
Colégio». por ter sido ali que funcionou o Colégio de maia elevado grau de escolaridade existente no Sul, seguindo-se o Colégio São Camilo Lelis, em Portimão. A extinção das Ordens Religiosas (1834) levou a que o benemérito Justino Cúmano o adquirisse em haste pública transformando-o no Teatro Lethes, em relação o mítico rio, do mesmo nome e face ao conturbado período de lutas que se vivia em Portugal, na sequência das lutas entre apoiantes de D. Pedro e D. Miguel. «Monet oblectando» como se lê na sua fachada era o objectivo daquele benemérito ao instituir o que é hoje um dos «teatros históricos europeus. Significa também o imóvel um dos valores maiores do património construído da capital algarvia. Ora a recente tempestade «Célia» que tantos e avultados estragos causou no Sul do País causou estragos de elevada monta naquela sala por onde se exibiram grande companhias internacionais, a par dos sempre recordados artistas locais (João Veríssimo, Féria Pavão e outros) ou do período de ouro do Grupo de Teatro Lethes (sob a direcção do sempre lembrado dr. Emílio Campos Coroa). Em 1958 foi o imóvel adquirido pelo benemérito farense Eng. Coronel Manuel Aboim Ascensão Sande Lemos que o ofertou à Cruz Vermelha Portuguesa que nele instalou a sua Delegação Regional. Tal provocou o despejo do histórico Spot Lisboa e Faro (hoje Sport Faro e Benfica) e as suas ecléticas actividades. Ceroto é que o Teatro Lethes, nos últimos anos com uma regular acção cénica por via da corajosa criação pelo encenador Luís Avilez da companhia profissional «ACTA». Caro é que há cerca de 150 anos o espaço não recebe intervenções conjunturais o que «ajudou» a «Célia» a provocar os avultados estragos, de modo próprio na zona do palco. É preciso, é urgente, é básico salvar o Teatro Lethes. Impõem-no um dever a que outorgamos de nacional. A Secretaria de Estado da Cultura. a Cruz Vermelha Portuguesa, a Câmara Municipal de Faro, a CCDRA e outras entidades têm que juntar esforços para salvar o Lethes. E já!

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

O ÚLTIMO PRESENTE DO «ANO VELHO»

   Hemos de considerar a abertura ao público do novo Parque Ribeirinho de Olhão Poente como a última obra de interesse comunitário inaugurado nos derradeiros dias do ano de 2025.
   Trata-se, com efeito, de uma zona abandonada até á efectivação dos trabalhos realizados e que, nas imediações desse valor mais acrescentado que representa a Marina, uma obra de assinalado interesse.
   Ainda que sem a prevista e desejada Praia, cuja negação proveio da Agência Geral do Ambiente, menos preocupada com o progressivo assoreamento dos canais da Ria Formosa e os lodos mal cheirosos que cada vez mais crescem, esta obra da Câmara Municipal de Olhão proporciona uma vasta área de recreio, prazer e salutar prática da vida ao ar livre que a todos os olhanenses e não só importa considerar.  Dois aspectos importa também focar: são os que se prendem com a renaturalização das salinas, que podem voltar a ser consideráveis meios de reprodução píscatória e a criação de um  palco natural, donde se podem assistir a memoráveis espectáculos, valorizados pelo pôr - do - Sol único que dali se divisa. Por exemplo o próximo Festival de Jazz já está para ali previsto.
As obras deste Parque Ribeirinho Poente de Olhão vão (e têm mesmo de o ser) prosseguir para bem e progresso da Cidade Cubista.

                                                          João Leal

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026


Crónica de Faro
João Leal

Um tempo sombrio

Os dias finais do ano que passou foram-no de assinalada tristeza, pelo desaparecimento de dois dedicados amigos, daqueles que durante toda uma vida partilhámos e comungámos de uma verdadeira e fraterna amizade. Foram fazedores de uma sólida e vivida comunhão que sempre a repartiram como «um sonho vivido de «todos, todos e para todos».
Uma constante preocupação os motivava: saber que os amigos estavam e contribuir para esse bem estar.
Daniel Vieira, foi dos vultos maiores da cultura popular algarvia e dos mais crentes regionalistas que conhecemos nesta já longa vida. Natural de Alte, de que era um verdadeiro símbolo e seu embaixador vivo em permanência, contava 88 anos e provinha de uma boa cepa, pois era filho desse grande algarvio, dos maiores de sempre, o saudoso José Cavaco Vieira. Frequentou a Escola Superior de Belas Artes (pintura) e graduou-se como gravador emérito, vivendo sempre na sua terra natal, para cujo desenvolvimento e progresso muito deu de si. José Daniel Ramos Vieira nasceu em Alte, a 7 de Junho de 1937 e faleceu no CHUA (Centro Hospitalar e Universitário do Algarve), em Faro, na sequência de um ACV que lhe dera dias antes na residência. Músico, pintor, folclorista, possuidor de uma cultura invulgar deixa um testemunho e de simplicidade como foi toda a sua vida.
Artur Lara Ramos, parafraseando o título atribuído ao seu saudoso amigo e colega Prof. Marques Pereira, foi o «senhor atletismo do Algarve», pelo muito que deu à modalidade. Nasceu em Alfena, no distrito do Porto aos 15 de Fevereiro de 1947 e faleceu no Hospital de São João (Porto) também vítima de um AVC. Muito jovem dedicou-se ao atletismo e a outros desportos, representando o F-C. do Porto e outras agremiações. Licenciado em Educação Física, veio para Faro, exercendo o professorado no Liceu João de Deus (actual Escola Secundária João de Deus) e exercendo uma acção única em prol do atletismo Algarvio. Deixou o seu nome ligado em especial ao Cross das Amendoeiras, Grande Prémio dos Reis, foi presidente da Associação de Atletismo do Algarve, e a clubes como Farauto, Liceu de Faro, Farense, Imortal de Albufeira, etc. e um vasto nome de atletas (Ezequiel Canário, João Horta, e a tantos outros que o foram verdadeiros campeões).
O corpo do sempre saudoso amigo esteve em câmara ardente na Igreja de São Luís, em Faro, sendo cremado no Crematório local. Várias e muitas foram as entidades que expressaram o seu pesar pelo infausto acontecimento. A Câmara Municipal de Faro deliberou atribuir o honrado e prestigiado nome do Prof. Lara Ramos, à pista no Rio Seco e onde trabalhou em prol da juventude algarvia o saudoso «Mister Atletismo do Algarve».

                                                João Leal