terça-feira, 6 de outubro de 2009

MAIL RECEBIDO DO ALFREDO MINGAU


Meu caro João (Ao Jorge Tavares para reflexão)

Que me dizes de Miguel Torga?

Se ele escrevesse para o nosso Blogue, aceitarias como pseudónimo, por ser anónimo?

Aconteceu comigo, que não queriam aceitar-me como anónimo, mesmo dizendo que não era anó-
nimo mas pseudónimo, com reconhecimento de um dos Administradores, escrevendo, sem ofender, o que sinto e imagino.

Claro que eu sou um "Zé Ninguém" e Miguel Torga é... Miguel Torga. Uma diferença abismal.

Pensa bem! Mandei-te, e a todos outros que sei o mail, para tomarem conhecimento. Sabemos que o Torga é Adolfo Correia Rocha, talvez um dia saibam o meu...!

Quanto ao envio do "romance" extenso,.. é preciso calma. Será que o Jorge Tavares aceitará o envio e publicação de um texto maior que o normal?

Inté!...
Alfredo Mingau

A MINHA POSIÇÃO

Não vejo razoabilidade no texto do Alfredo. Trazer o Torga para aqui para quê? Toda a gente ou quase toda, sabe quem é o cidadão Torga e do Alfredo nicles...

Claro que aceitaria o Torga no nosso blogue.

Não estou preocupado em saber quem é o cavalheiro Mingau nem me interessa.

A minha posição aqui é NÃO ESTOU DE ACORDO com este anonimato.

Toda a gente sabe que Torga foi médico, formou-se em Coimbra, viveu no Brasil em casa do tio que lhe pagou os estudos e sabíamos onde morava e sabemos que já faleceu. Deste Mingau sabemos o quê?

A unidade costeleta está ferida.

Reflexão?... Reflectir o quê se isto é claro como água?


Não queriam aceitar-te como anónimo e com razão. Porque é que há-de haver entre nós um desconheccido? Totalmente ao lado do Jorge Tavares, para quem o Mingau é o/a por desconhecimento de quem se trata.


Estou contra este mail do Alfredo, por inoportuno e desajustado. A Fraternidade, Vitalidade e Solidariedade que consta no emblema acima, são valores não respeitados e, parece-me, tidas como palavras vagas, o que não está correcto.


João Brito Sousa

PS-Não voltarei ao assunto porque a minha posição está acima claramente assumida.

OBRIGADO Ó JAIME REIS


(costeletas que já partiram, Luis Cunha, Fanklin, Alex, R. Seromenho e o camisa dez, Zé Gonçalves, que sabia tudo de bola ...)


RECEBIDO DO JAIME REIS, UM BIFE BACANO.


Caro João

Como sabes, embora bife, consulto diariamente o vosso blog.

Nesse fórum, revejo não só os meus amigos, mas também a cidade de ontem e de hoje..
Tendo por base algumas fotos que fiz num dos vossos almoços em Vila Moura e outras que tenho nos meus arquivos , fiz o "boneco" que com um abraço te envio.

È bom reforçar os laços que a escolaridade atou , mas também recordar aqueles que já partiram, e que faziam parte de nós.

Um abraço.
Jaime Reis


É BONITO SENTIR


MEU VELHO, a tua ideia é brilhante
É assim mesmo a velha malta ó campião
E ficas a saber que és tido daqui em diante
Como costeleta grande da nossa geração

Porque és um bife de eleição e amigo
Em nome dos costeletas vou deixar
Um obrigado ó Jaime e ver se consigo
Saber coisas do Zé Guta para te enviar

Porque tenho perguntado e ninguém sabe
Onde pára esse amigo que todo ele cabe
Na nossa alma de estudante, não vou desistir

De saber dele ó Jaime e depois dizer-te tudo
O que souber do costeleta amigo que saudo
Pois existindo essa amizade é bonito sentir

Um ab. do
João Brito Sousa

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

TEMA LIVRE-Romance

Ancoradouro dos balões

O BALÃO DE PEDRA

De Alfredo Mingau

Alfredo tinha-se reformado. A reforma era uma “miséria”, como dizia; logo que se reformou procurou uma ocupação que lhe desse um pouco mais de “desafogo”. Depois de muito procurar, conseguira aquele lugar no “ancoradouro” dos balões.
Eram às dezenas. Lindos, garridos, majestosos, de cores vistosas, presos com amarras ao chão, oscilavam com o vento; outros arrumados, esvaziados, ou em manutenção mas, prontos para, em pouco tempo, viajarem pelos céus.
“Ricos!, só eles é que podem dar-se ao luxo de possuírem este maravilhoso transporte”, dizia com os seus botões, ao mesmo tempo que ia fazendo o trabalho de manutenção, limpeza, arrumação e preparação.
“Se eu fosse rico, adquiria um balão, viajava por todo o mundo..., a minha Maria havia de gostar”, pensava.
Ana Maria, enquanto cozia os buracos das peúgas do marido, pensava e sonhava “se eu fosse rica dizia adeus ao trabalho e viajava com o meu Alfredo para conhecer o mundo”, “nunca viajei, não passo da cepa torta, trabalhando como uma moira”.
Nunca tivera um emprego, não tinham filhos, fazia o trabalho doméstico.
Na Sexta feira, Alfredo, depois de deixar tudo arrumado, abandonou o trabalho com um “até amanhã Jorge, até amanhã Victor”, seus companheiros de trabalho no ancoradouro.
Antes de entrar em casa, passou pelo café da esquina, como sempre o fazia, às sextas feiras e, em dois dedos de conversa, com o senhor António, preencheu uma aposta do “totoloto”, porque, o dinheiro não dava para mais.
A noite, depois do jantar, sentado no velho sofá já coçado pelo uso dos anos, via e ouvia os programas da TV, enquanto a mulher, sentada a seu lado, tricotando um cachecol para resguardo do frio que se aproximava, dizia, na sua lengalenga do costume:
- Se fossemos muito ricos, Alfredo, iríamos viajar, conhecer o mundo.
- Ó mulher!, dizes sempre o mesmo, já aborrece...
- Não me leves a mal, sonhar acordada o impossível, até me faz bem.
No Sábado, sentado no sofá, depois do jantar, e ouvindo o mesmo desabafo de sempre da mulher, ficou de boca aberta, mudo, com o olhar fixo no televisor, ao constatar, pelas notícias, que acertara no primeiro prémio do totoloto e, em que a informação adiantava só haver um totalista.
- O que é que tens, homem?, perguntou a mulher.
Só respondeu, depois de pensar:
- Nada Maria\ estava a pensar em balões.
Passados alguns dias, depois de receber e depositar na sua conta bancária, criada para o efeito, dirigiu-se à administração do ancoradouro, despediu-se e adquiriu um balão que se encontrava à venda. Saiu do ancoradouro dizendo ao Jorge e ao Victor:
- Já não trabalho mais aqui. Comprei aquele balão, é meu!
E, perante o espanto dos dois, acrescentou:
- Tratem de prepará-lo porque vou viajar nele.
Ao entrar em casa a mulher notou no marido um ar alegre diferente do habitual.
- O que se passa Alfredo, hoje vens mais cedo?
- Já não trabalho mais! Estamos ricos, Maria! Prepara duas malas com roupas e o necessário, porque, amanhã vamos viajar. Vamos correr mundo!
E contou à mulher o que se tinha passado, tendo já tratado dos passaportes para poderem viajar.
- Tratei de tudo, em segredo, para te fazer esta surpresa.
- Eu sabia! Deus seja louvado, exclamou Ana Maria. E chorou de comoção
Alfredo contou-lhe a compra do balão para as viagens, com vistas fantásticas e panorâmicas.
No dia seguinte, logo pela manhã, chamaram um taxi, colocaram as malas e dirigiram-se ao ancoradouro com intenção de partir. Sentiam-se eufóricos… Ana Maria era a alegria personificada.
E, sob o olhar de Jorge e Victor, embarcaram na barquinha do balão com a respectiva bagagem. Alfredo desprendeu a amarra aguardando a subida do balão. Nada! “O que é que se passa”, pensou Alfredo. Abriu o maçarico e injectou mais ar quente dentro do balão. Nada! “Peso a mais”, pensou Alfredo. Libertou um saco de areia, outro, outro e outro, nada! O balão parecia uma “pedra”, não dava sinal de querer subir. Alfredo estava irritado, mexia aqui, verificava ali, estava tudo correcto, não podia introduzir mais ar quente, porque, corria o risco de rebentar.
Ana Maria, sentada bo banco da barquinha inquiriu:
- Já não viajamos, Alfredo?
- Viajamos, sim! O balão parece uma “pedra”, não consigo resolver. E, de qualquer maneira, vamos viajar. Sai da barquinha, Vamos tirar as malas.
Pegando no telemóvel, já podia ter estas inovações, chamou um taxi.
Antes de embarcar, virou-se para o Jorge e o Victor, que tinham assistido a toda a manobra em silêncio, e exclamou:
- Podem ficar com o balão, ofereço-lhes!
Entrou no taxi, onde já estava Ana Maria, e disse:
- Leve-nos a uma agência de viagens.
O Jorge e o Victor, ficaram a olhar.
- Estás a ver como foi fácil, Victor?
E rindo, acrescentou:
- ninguém, muito menos ele, iria descobrir a forma como prendemos a barquinha ao chão. Já temos um balão!...
Gostaram?
Inté
Recebido no mail da Associação e colocado por Rogério Coelho

FROM BRASIL


Prezado amigo
JBSouza

Espero que esteja tudo bem com o Sr.


Tenho lido as crónicas do Costeleta Alfredo Mingau sobre a Pesca do Atum , e aqui envio alguns complementos relacionados com a mesma !

A PESCA DO ATUM E O PEQUENO CONTRABANDO

No Início da decada de 50 , morei na antiga Praia dos Estudantes , e convivi com pessoas ligadas á Faina do Atum , que de lá Partiam em Lanchas para o Arraial Ferreira Neto , para a faina da Pesca iniciada com o Atum de Direito quando passavam na sua Rota para a desova !
E o de Revez ao voltarem para o Atlântico , a diferença era que o último vinha mais magro !

Em Faro embora visitasse os Barracões da armação, a actividade já não é do meu tempo , Vi sim numa visita de Estudo da Escola ao Museu da Marinha na Capitania que ficava no Largo da Sé , uma Miniatura do Sistema de redes para a captura do Atum !

Na generalidade os Pescadores trabalhavam no Inverno nas lidas marítimas , utilizando Merjonas de Arame , Alcatruzes de barro para os Polvos ; Covos de Verga para os Chocos , se deslocando em Lanchas á Vela , e também na apanha da ameijoa e mariscos alguns em botes !

Barcos maiores motorizados além dessas artes também praticavam a pesca com redes a que designavam de "Sacada " , os conhecidos na época era o Herculano na Praia dos estudantes e o Brazinho no Clalé das Canas !

O Contrabando aparecia pela apanha ao largo da Costa que continuava na de Espanha de Cortiça utilizada como boias onde as redes do Atum se mantinham ao Nivel da água . Muitas se soltavam das redes e acabavam nas Praias !

Naturalmente que os armadores não se preocupavam em as recolher talvez por devido ás correntes se deslocarem dezenas de quilómetros , e aí não se saber de quem eram as mesmas !

Os apanhadores ganhavam bem no entanto era ilegal , considerado como Contrabando , E na Espanha se apanhados ficavam Presos alguns dias !

Na Região de Faro , tinham a Guarda Fiscal na vigilância , no entanto não existindo qualquer esatística se pode deduzir que dava certo em 90 por centos das Situações !

E quando algo corria mal geralmente era apanhado o Produto , enquanto os intervenientes fujiam.

Na época a Industia da Cortiça representava muitas centenas de empregos nas fábricas conhecidas como do Fritz ( ainda suponho que existam os armazéns desactivados ;: a do António Cosp ( em que um dos Sócios era o Pai do Adão que foi meu colega de Turma e desconheço o rastro ) actualmente estão lá instalados os Serviços da Segurança Social ; ao lado a fabrica do Espanhol ; subindo á direita a fábrica do Soares , com a venda da Joaquina no final da rua ! Virando á Direita se encontrava uma pequena fábrica que receptava a cortiça proveniente da Pesca do Atum .

Também tinha a fábrica do Caiado na Estrada Senhora da saúde e mais de uma dezena de pequenas fabriquetas !

Embora nada tenha a ver com o Atum , o pequeno Contrabando continuava com a venda do Polvo que os pescadores vendiam directamente ás Secas , assim como outros peixes para não pagar os Impostos na Lota .

Tudo isso era facilitado porque o contingente da guarda fiscal era pequeno , e fácilmente os infractores sabiam onde eles se encontravam nas suas patrulhas e naturalmente sendo pessoas simpáticas não tinham o apoio do pessoal ligado á vida marítima , nem o transporte ou equipamento de contacto que existe na actualidade numa época em que as transmissões na maioria era pelo Código de Morse !

Outra situação de Contrabando , os Arrostões Espanhóis com motores a Carvão e grandes chaminés que de tempos a tempos era apanhados pelos barcos da Marinha permanente em Faro , a Azevia e a Bicuda !

Nessa época o camarão apreendido vendido a Baixo preço era uma chance que muita gente da cidade tinha de o Comer !

Me recordo da venda do Estanqueiro no Largo do Pé da Cruz onde posso falar que peguei uma indisgestão do mesmo , pelo que passado mais de 50 anos ainda não o aprecio se for cozido !

Desses Guardas me recordo do Cachumbeta e outros com quem passava longas horas falando , enquanto passava os horários das Rondas !

Se o meu amigo verificar que existe interesse em publicar no Blog tudo bem, fica ao vosso critério !

Um abraço .
António

SAINT LORENT


SAINT LORENT, LUNDI, 5 OCTOBRE 2009

RUE DU MARCHÉ

Saint Lorent é um bairro periférico de Perpingham.

Estou num café situado na rua onde fazem a feira às quintas feiras e aos domingos

A melhor coisa que me aconteceu foi descobrir este café onde posso aceder à internet. A senhora, dona do estabelecimento, foi simpática, permitiu a minha presença aqui e até me ajudou a conseguir o acesso à net.

A zona onde estou a residir é interessante mas a beleza disto é ir até às praias e passear por aí. Ontem à tarde fiz uma viagem até COULLIOURE e fiquei entusiasmado com a paisagem. Excepcional.

Para chegar aqui fiz o percurso de camioneta desde Faro e mais 30 horas em cima.


Está tudo bem.


Um abraço para todos.


Jão Brito de Sousa

domingo, 4 de outubro de 2009

COM PLENA OPORTUNIDADE


O TEXTO DO J. TAVARES.

Totalmente de acordo com o Jorge Tavares.

Uma vez fundado este espaço pelo Rogerio, o objectivo seria o de tirar o m'aximo partido dele, utiizando-o em proveito de todos os costeletas, com experiencia ou nao mas que dessem o seu melhor, num espaço onde todos nòs somos bons;

De qualquer maneira ha aqui muitas pessoas a escrever e seria optimo se contiuassem;
O Jorge Tavares pelos temas que nos traz e pela prosa cuidada que pratica, 'e j'a hoje um elemento imprescidivel.

O mesmo se passa com, o AlFREDO que desde o atum ate atê à feira de Faro a'i vai de vento em popa.

Ser escritor 'e dificil. Vejam que o disse o nosso genial MARIO Zambujal, quando lhe perguntaram, bem, e o Escritor MZ como vai? E o M'ario respondeu, o Escritor, bem VOU SENDO;
O teor das cr'onicas vao saindo para fora do mundo estrictamente costeleta o que permite estudo e investigacao e issso e salutar;

Tenho saudades dum bom poema da Maria Romana ou do Augusto.

Ai vai um meu para todos;

PORQUE NAO FALAS


Era bom que de frente para n'os
Dissesses tudo o que ha para dizer
Ha coisas que nao se dizem a s'os
E ditas de frente posso-me defender


Ha comentarios feitos aqui sem coragem
N'os queremos que esses ditos apareçam
Mas numa de boa cooperaçao; à imagem
De respeito que os costeletas mereçam
Vir aqui dizer mal; insultar ou insinuar
È desagrad'avel e cria entre nos mau estar
Dizendo o que querem e porque o fazem

Talvez n'os possamos devolver a dignidade
A esta nossa p'agina de grande solidariedade
E fazer da amizade o nosso lema tambem.


Texto de
JOAO BRITO SOUSA

sábado, 3 de outubro de 2009

TEMA INTERNET

Caros Costeletas e Bloguistas, quando não tiverem alguém para se entreterem a conversar, podem, como alternativa, abrir o seguinte site:

www..inbot.com.br/set/

E aqui, depois de colocarem o vosso nome, ou à vossa escolha,, podem fazer as vossas perguntas que o "robot", neste caso uma "roboa", dará as respostas e até faz perguntas para responderem, tudo em português. ´interessante.
Experimentem

Rogério Coelho

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

TRABALHO COM PALMA









“EMPREITA”

De Alfredo Mingau

O meu grande amigo Costeleta, Maurício, em comentário, solicitava-me um trabalho escrito sobre a “palma”. Resolvi aceder e aqui está a minha pesquisa sobre este tema.

A “palma” produzida por palmeiras anãs, cresce no mato do barrocal Algarvio. Estou-me a referir à palma que é utilizada no fabrico de artesanato.
Porque a produção era inferior à procura, houve a necessidade de importar o produto quer de Marrocos em navios costeiros, quer da Andaluzia, no Sul de Espanha. De cor levemente esverdeada, passava para o branco em banhos de enxofre, podendo ser tingida com diversas cores.
Em Faro existiam alguns armazéns de comerciantes deste produto, onde guardavam os seus stoks. Recordo um deles, de nome Viegas, que era apelidado por o “Viegas da Palma” que, se a memória não me falha, possuía um armazém na Rua Heliodoro Salgado, junto da antiga fábrica da moagem.
Esta matéria prima era utilizada no fabrico de artesanato com o nome de “empreita”. A palavra “empreita” era derivada da palavra empreitada, porque, o trabalho destes artigos era pago em função da quantidade.
A “empreita” era geralmente produzida por mulheres que entrançavam tiras estreitas ou largas, conforme o produto a ser confeccionado. Depois, as tiras eram cosidas com “baracinho”, fabricado com folhas de palma finas e humedecidas para facilitar o trabalho. As folhas mais grossas são utilizadas na confecção de vassouras, ceiras, açafates e cestaria. As finas, além do “baracinho”, eram empregues em chapéus, esteiras e outros objectos.
A “empreita de palma” teve a sua origem na necessidade de embalar os figos, amêndoas e alfarrobas, para transporte. As esteiras, por serem mais baratas, eram utilizadas em casas mais humildes.
Presentemente a “empreita” é fabricada com fins decorativos, com incidência no Concelho de Loulé e Castro Marim, subsistindo por todo o Algarve, com destino, principalmente para os turistas que nos visitam. Era normal verem-se as mulheres, nos meios rurais, fabricando estas peças sentadas na soleira das portas.
Creio ter deixado uma percepção resumida deste tema.
Satisfeito, Maurício?
Inté.

TEXTOS, COMENTÁRIOS... E MAIORIA SILENCIOSA

Jorge Tavares

Textos, comentários... e maioria silenciosa


Quem se dedica a escrever, fá-lo quase sempre pelo prazer de comunicar, consigo e com aqueles que tiverem interesse em ler o que está escrito. Livros, revistas, jornais, e nesta nova era de tecnologia - blogues - são o espaço previligiado dos escritores e/ou pseudo-escritores.

Iniciei o meu contacto com o blogue da AAAETC, e desde logo pensei em participar. Conhecedor das minhas fracas capacidades de escrita, reconheci no blogue um espaço onde poderia comunicar informalmente com os outros costeletas, sem que os intervenientes fossem demasiado exigentes com a qualidade da minha prosa.

Tenho feito! Alinhavando assuntos diversos, desde as recordações da juventude, até à seriedade dos impostos e da informática.

Outros costeletas ( infelizmente muito poucos ) tambem têm espraiado a sua escrita pelo blogue. Algumas escritas bastante interessantes, outras menos conseguidas. Todavia, não devemos esquecer que o blogue é um espaço de escrita ( prosa ou poesia ) e tudo o que nele se faça é com espirito de "missão", pelo que, sempre de enaltecer e incentivar.

Que falta então, para que estes e outros escritores se venham juntar a nós? Saber que a nossa escrita é lida e para que o saibamos, ela tem de ser comentada: Apreciada ou não, concordando ou discordando, o que se pretende é que se comente, que se opine, que se troquem conhecimentos e vivências. Só teríamos a ganhar com essa troca. Alimentar o nosso blogue tal como, metaforicamente falando, o sangue que nos corre nas veias, alimenta o nosso organismo.

Apelo assim a todos os costeletas representativos duma maioria silenciosa, que "fale", escrevendo para sustentar o nosso blogue.

Obrigado a todos

Jorge Tavares

costeleta 1950/56

PARA O J. TAVARES, J. ELIAS e R. CORREIA

Exmo. Sr. João Brito de Sousa,

Andava aqui eu a tentar encontrar uma forma de estabelecer contacto com o Sr. Rafael Correia, quando dou com um belo texto da autoria de Jorge Tavares, que li com o máximo interesse e me proporcionou conhecer melhor uma pessoa que muito admiro mas que nunca vi: o autor do magnífico "Lugar ao Sul".
Ora como o Sr. Jorge Tavares diz que já teve a honra de assistir a uma montagem do programa presumo que seja uma pessoa da confiança do Sr. Rafael e nessa medida talvez pudesse fazer o favor de indagar junto do próprio se terá sido por estrita e livre vontade dele que não há "Lugar ao Sul" desde o dia 1 de Agosto passado, ou se foi forçado a tal por uma qualquer contingência a ele alheia.
É que se o problema foi um suposto contrato à margem da lei, que lhe terão apresentado, ou outra qualquer atitude ofensiva da sua dignidade, e caso haja disponibilidade dele para continuar (dentro da lei, pois tal é possível, já o confirmei) cabe a todos os seus admiradores lutarem por isso.
São muitos os ouvintes que desejam o seu regresso, pelas reacções que tenho recebido quer de dentro da nossa comunidade de amigos quer de fora. E não será um qualquer ignorante, que não sabe usar o poder que alguém irresponsável lhe colocou nas mãos, que o vai impedir.
O estimado Sr. João Brito de Sousa pode ajudar-me a estabelecer contacto com o Sr. Jorge Tavares? Tem inteira liberdade para lhe encaminhar esta carta.
Grato pela atenção,
texto recebido por email e colocado por
Joao Brito Sousa

HOJE,

DE TARDE...

Talvez venha aqui falar um pouco da minha estadia aqui. Intè, como diz o Fred.

JOAO BRITO SOUSA

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

FEIRA DE FARO

Uma barraca de quinquilharia

A FEIRA DE SANTA IRIA
De Alfredo Mingau
Estamos a poucos dias da Feira de Faro, Feira de Santa Iria., que se realiza, geralmente, com início a 20 de Outubro.
Esta feira teve o seu início em 20 de Outubro de 1596 e, porque o dia 20 de Outubro é o dia de Santa Iria, daí o seu nome de Feira de Santa Iria. Inicialmente era uma feira de “forra e franca” em que os feirantes não pagavam impostos do que vendiam.
Iremos fazer uma retrospectiva, para podermos comparar a actual com a que muitos de nós recordamos dos anos 30/40.
Nestes dias a cidade enchia-se de gente, porque, uma feira na capital do distrito, era um chamariz muito significativo. Vinham de toda a província e do Alentejo. As camionetas faziam desdobramentos, os comboios apinhados, superlotados, despejavam os passageiros no apeadeiro de S. Francisco. 8 a 10 dias era a duração da feira.
O piso do Largo de S. Francisco era de terra, com pedregulhos aqui e acolá e, quando chovia, era um autêntico lamaçal imundo, mas ninguém arredava pé.
Os vendedores vinham de todo o país fazerem o comércio dos seus produtos de barro, alumínio, cobres, porcelanas, vidros, artefactos de madeira, fazendas, sapatos, bordados, ouro e prata.Os feirantes montavam as suas tendas formando ruas, em que a principal, ao centro, era a mais larga; faziam os seus negócios utilizando a “Lei” da “oferta e da procura”, não existia o chamado “preço fixo”.
Viam-se os visitantes e os moradores, saírem da feira carregados com as suas compras.
Havia as “quermesses”, com rifas, os pavilhões de sorteios, os vendedores que apregoavam em altos “berros” a qualidade das mantas e outros artigos com ofertas adicionais, os sabedores de curas milagrosas, elixires, unguentos e chás, num discurso activo para captar o interesse da “massa humana”, em que predominavam os “vendedores da banha de cobra”.
O cheiro da castanha e do polvo assados, impregnava o ar da feira, as farturas, que muitos apelidavam de “charingos” e as filhós; do “aguadeiro” clamando “água fresca regalada, um tostão, uma barrigada”, o torrão de alicante, os “comes e bebes”
E, caminhando na direcção do apeadeiro, chegávamos ao local das diversões. E ali, apreciávamos o “martelo de medir forças” que estoirava quando batia no cimo, as barracas de “tiro ao alvo”, num local mais recatado, “senhor, venha dar um tirinho” convidavam com um sorriso aberto..., as setas e as bolas para derrubar a pirâmide das latas, em que as meninas não vendiam só isto...
O poço da morte, a barraca dos espelhos, o comboio fantasma, os carrosséis, os carrinhos de choque. O circo, com os seus palhaços, trapezistas, malabaristas, ilusionistas, era a principal atracção da feira que, geralmente, depois dela acabar, ainda lá ficavam a dar espectáculos em que a entrada era “dama e cavalheiro” um só bilhete.
O largo D. Afonso III era o comércio dos frutos.
A feira dos animais, do gado, era na Penha, junto ao cemitério dos Judeus.
Um encanto, a nossa feira de Santa Iria, naquele local podíamos galvanizar todo o sentimento.
Era um local obrigatório, e ainda é, para a “malta” da Escola Tomás Cabreira.
Podem fazer a comparação, com a feira descrita, e a actual moderna e cheia de novas tecnologias.
Recebido no mail da Associação e colocado por Rogério Coelho