sábado, 27 de fevereiro de 2010


EM PRIMEIRA MÃO

A nossa Sede vai ser uma realidade!

Temos o gosto de informar todos os associados que já temos uma sede.
Na sexta feira, dia 26, pelas 17 horas, indigitados pelo Presidente Joaquim Teixeira, que não podia estar presente, Isabel Coelho e Fernando Oliveira, dois elementos da Direcção da Associação, deslocaram-se â Câmara Municipal de Faro para em reunião com o Presidente da Câmara Engº Macário Correia, tratarem do assunto da sede, uma promessa de 1995
A reunião durou apenas 10 minutos, o suficiente para o Presidente da Câmara nos ceder uma casa para implantação da nossa sede.
Depois da visita que se vai efectuar ao local, na Rua Bocage, junto ao Largo do Pé da Cruz, para conhecimento da casa, irão seguir-se os trâmites legais com a documentação do respectivo protocolo.

RC

"SILÊNCIO... CANTA-SE O FADO"



JANTANDO E OUVINDO O FADO

Um grupo de Costeletas, inseridos numa excursão, deslocaram-se na 4ª feira a Lisboa para jantarem ouvindo o fado no Café Restaurante Luso, no Bairro Alto. O rancho folclórico da casa fazia parte do espectáculo.
Na 5ª feira estiveram no Centro Cultural de Belém apreciando as exposições e almoçaram no restaurante. O café e os pasteis foram tomados na casa dos pasteis de Belém (pasteis de nata).
Foi uma jornada bem passada, com alegria e boa disposição.
Apresentamos uma reportagem fotográfica do acontecimento.

O Tesoureiro Ramalho /à direita)
A Conceição Sério (2ª da esquerda)
O Bernardo Estanco (à direita)

O Augusto Coelho (ao centro)

A Isabel e o Rogério
O Rancho Folclórico da casa
A fadista Isabel Noronha
O fadista Pedro Moutinho

A fadista Iola Diniz
Os guitarristas Santeiro, Toneto e Jorge Carreiro
A fadista Elsa Laboreiro
O fadista Filipe Acácio
Em fim de festa o tesoureiro Ramalho com a esposa Adelaide, entram no grupo folclórice de arquinho e balão.
RC

AGENDA

ANIVERSÁRIOS

Fazem anos na 1ª quinzena de Março, os associados Costeletas:


3-Maria Eduarda Madeira Trindade Lisboa; 4 – Dr. Jorge Fernandes Andrade Monteiro. 5 - Maria Elete Teófilo Lopes Dias Nobre; António José Valente Viegas; Mário Joaquim Marvão Gordilho Zambujal. 6 - Francisco Manuel Leote Marques; Carlos dos Santos Vasques; Maria Lisete Faustino Alves Pires; Herondina Maria Cabrita Águas Silva. 7 - Maria Luísa Guerreiro Barroso. 8 - Edménio Guerreiro Madeira Caetano. 9 – Maria Luisa Baptista dos Santos da Velha. 10 - Firmino Correia Cabrita Longo. 13 - Aurelina Carlota Nobre.
OS NOSSOS PARABÉNS
RC

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

DO CORREIO


MINHA OPINIÃO

Sobre o Blog é de que me identifico com o mesmo !
Permite-me ter notícias de colegas da Escola há mais de 50 anos , e que em grande parte tinha perdido contacto e até de alguns já não me recordava o nome .

Fala o Poeta Recordar é Viver !

Aqui encontrei Figuras Típicas , relatos sobre Ruas Locais e Actividades desenvolvidas na década de 50 marcantes na memória .
Numa ausência de 20 anos da cidade entre os anos 1980 a 2.000 deu para observar o antes e depois das pessoas e o aspecto da cidade me dando a sensação de ter viajado no tempo !
Num espaço de 50 anos nos trás há memória colegas adolescentes e agora , como se fala aqui no Brasil estamos na “ Melhor Idade “ Aquela em que temos conselhos para dar mas os novos não os querem ouvir !

São essas recordações que me fazem entrar na Rotina de consultar o Blog , alimentado pelas crónicas publicada escritas com boa qualidade por colegas da nossa escola e cidade !

Se “ A crueza dos números de Jorge Tavares “ desencadeou temporariamente o movimento do numero de publicações , e não impede de ser o mês actual “ Fevereiro “ dos menos prolíferos em publicações na vida do Blog !
A Associação dos Antigos Alunos da Escola , rege-se por normas e estatutos em que qualquer de nós pode ou não concordar , mas se pretendemos colaborar temos de respeitar .

O mesmo se passa com as crônicas dos colaboradores publicadas , por muito boas ou interessantes que sejam nunca podem agradar a todos , sendo ponto aceite que Ninguém é perfeito Cada ser humano tem as suas particularidades, e isto, é muito fácil de perceber, mas certamente muito DIFICIL DE ACEITAR .

Naturalmente que leio os Comentários , e o reparo de JBS , um dos principais Pilares deste Blog sobre uma crônica de A. Palmeiro “ escreveu mas talvez porque há Brasil a mais ” desencadeou de outros ilustres Costeletas opiniões contrárias .
Como participante das crônicas sobre o Brasil , informo que me sinto lisonjeado com as mesmas porque não importa se falam mal ou bem , o importante é que falem .
Concordo que seria bom a prioridade em publicações com “ textos académicos e a Escola “ se o Universo Costeleta tivesse uma dimensão que permitisse essa seleção .

Mas o Blog tem sim de ser um Órgão aberto para todos os Costeletas e o meio que os rodeia ,não importa se chegaram ao topo acadêmico ou não concluíram o curso .
E não os Costeletas para o Blog , então seria uma associação anti -democrática !
E se Aristóteles contestava sobre a democracia , de que seria o regime fundado na idéia de que os homens são iguais em tudo, e a oligarquia, fundada na idéia de que os homens são desiguais em tudo !
Não é assim que desejamos o Blog !

Da minha parte enquanto forem publicados os textos que envio vou continuar a escrever sobre o Brasil , País de origem portuguesa em que o Algarve teve papel importante .
Não pretendo mudar nada , porque se de acordo com estudos científicos o Besouro não têm condições de voar , no entanto o inseto alheio a esses estudos voa !
Também não tenho condições de fazer mudanças , e sim de continuar dentro da minha filosofia de vida .

Saudações Costeletas
António Encarnação

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

DO CORREIO

Estádio Algarve

Sobre o Euro 2004

Aconteceu !
Foi uma honra para Portugal ter sediado o Euro 2004 , em que um dos Impulsionadores para a concretização foi Carlos Cruz , uma figura pública que alcançado o objectivo declinou a sua continuidade na área .

Apareceu o Scolari com todo marketing entusiasmou os Portugueses com aquele frase “ Você é o outro jogador " (se não estou em erro ?) nunca se viu tanta bandeira portuguesa por todos os cantos de Portugal e na realidade foi uma época de grande entusiasmo só comparado ao que assistíamos no nosso tempo de Escola cada vez que jogava o Farense e Olhanense , mas isso foi outro tempo .
Os Gregos travaram todo o Ímpeto da nossa Seleção , que para o Futebol se resume a Desporto . o Pior é como se fala em Minas o Abacaxi ( Problema ) que as Câmaras tem para o descascar !
O estádio do Algarve um deles , se nem sequer na Região tinha equipas de Futebol na Primeira Liga , ( como se falava no passado sobre a viabilidade em negócios ) é como vender frigoríficos a esquimós !
Culpas não existe mas quem paga todos sabemos !

Como outros desportos o Futebol também evoluiu , já não é aquele desporto por amor á camisola ou até o complemento de rendimento que complementava o salário do passado , pessoalmente não critico os altos salários de alguns jogadores , considero merecidos , na realidade são Artistas que se destacam na actividade , pena é que nem todos os clubes consigam arcar com as despesas para ter suas Estrelas e um futebol de Qualidade que atraísse mais adeptos . ( ex. Farense ) !

Me Recordo de um Camionista que no nosso tempo de estudantes transportava Cenouras e outras hortaliças produzidas nas hortas das Campinas , Patacão Braciais etc. para os mercados abastecedores ( 24 de Julho e Rego ) onde eram vendidas pelos Mandatários .
Quantas vezes depois de terminar o jogo actuando como Guarda redes no Olhanense ( também jogou em outros clubes ) pegava no volante e conduzia a maior parte da noite para bem cedo estar no mercado em Lisboa.
Seu nome Francisco Pedro Filhó ( O FILHÓ ) jogadores com outra actividade era normal , nem todos eram o Eusébio ou outras estrelas dos grandes clubes .

Tentei pesquisar mais sobre esse jogador mas não encontrei dados significativos .

Saudações Costeletas
António Encarnação

OPINIÃO


AQUELA DO CHURCHIL


Uma senhora, que não gostava de Churchil, disse-lhe:

- Se eu fosse sua mulher, punha-lhe veneno no chá.

- E eu, se fosse seu marido, bebia-o, disse Churchil



Vem isto a propósito do post do Maurício. Que gosta dos posts do Palmeiro e do Encarnação.

Sobre isso nada tenho a opor. Eu falei nisso há dias, manifestando a minha opinião. E o Maurício, hoje, no post, deu a dele.

É assim que acho correcto. Ou seja, aproveitar este espaço para uma troca de ideias. Que foi o que o Maurício fez; Deu a sua opinião.

Concordo.

Acho esta dinâmica interessante.

Ab.

João Brito Sousa
MADEIRA - DILÚVIO MORTAL









AMIGOS

Todos nós sabemos e lamentamos a terrível catástrofe que se abateu sobre a Ilha da Madeira. Recebi agora algumas fotos tiradas a alguns pontos que estão em condições miseráveis. Custa a acreditar como estas coisas acontecem. Agora há que reconstruir e de ajudar toda aquela população portuguesa que sofreu e continuará a sofrer todas estas calamidades. Ficamos perplexos perante a fúria dos elementos da natureza que arrasam tudo na sua passagem.
Que a população e os Governos da Madeira e de Portugal saibam reagir e envidar todos os esforços para que a Ilha da Madeira continue a ser a "pérola do Atlântico".muitas palavras de solidariedade para tdos os madeirenses.
Um abraço do Manuel Silvestre

Enviado pelo Maurício (com fotos do "dilúvio mortal")

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010


FALANDO DE AUSÊNCIAS E COMENTANDO A MINHA


Caros António Palmeiro e António Encarnação

É com muito agrado e interesse que vejo os vossos artigos sôbre culturas do Brasil. Já manifestei várias vezes a minha satisfação
por tão enriquecedores assuntos e, para quem não conhece o Brasil, esses temas têm muito interesse para quem deseja reforçar a
sua cultura geral, dando-nos a conhecer civilizações que a maioria desconhece.
Agora e melhor do que nunca, uma vez que a nossa História tem sido esquecida, ou omitida, no ensino das nossas escolas, os vossos
artigos sobre o Brasil são bastante valiosos.
A permanência dos Portugueses em Terras de Santa Cruz foi valiosa , levou uma cultura e uma religiosidade tão fortes que hoje nos
envaidece e os enche de orgulho. Quem pode renegar isto ? Quem pode rejeitar o seu conhecimento ?
Tenho pena de me não ser possível comentar os trabalhos apresentados por estes dois bons amigos Costeletas, dar também uma
achega, mas o desconhecimento do Brasil, das suas gentes e culturas, obrigam-me sómente a assimilar o que me é apresentado
em boa hora pelos amigos Palmeiro e Encarnação. Continuem amigos !

Pena é que no Oriente o enraizamento da nossa Cultura não tenha sido mais forte, especialmente na India, uma vez que a nossa
Gente teve de lutar contra Civilizações instaladas e muito mais antigas, contra o Induísmo, o Budismo, o Eslamismo e muito especialmente
contra a Maura Gente que viu perder o seu comércio de especiarias e pedras preciosas .
Será que temas semelhantes sôbre a India e especialmente sôbre Goa , Damão e Diu, onde deixámos raizes profundas, seriam
enjeitados por alguns dos nossos Costeletas ? Julgo que não !

Embora seja sempre agradável recordar a nossa juventude, nunca é de mais falar sobre a Rua de St.º António, o Café Aliança,os jogos de
futebol e outras lembranças já contadas e recontadas, não será também útil conhecer um pouco mais de temas que nos dão a nós, e às
novas gerações ,ensinamentos bastante úteis e de grande interesse cultural ?
Tragam-nos mais coisas do Brasil .

Estoril , 22 de Fevereiro de 2010
MAURÍCIO SEVERO DOMINGUES

Os politicos,o circo e o bater mal da bola.

No nosso país,onde se fala de milhões nos dias de hoje como se falava de escudos quando eu cresci,como se fossem copos de água,pode parecer que os esbanjamentos governamentais são coisas abstactas,que nunca nos batem à porta,diluídas em obscuras contas do orçamento do estado que poucos ligam e muitos menos entendem.
Na última semana,porém vieram a público números de fazer arrepiar o cabelo até aos mais incautos e distraídos.E, mais ou menos é isto.Só para manterem os cinco estádios levantados de raiz aquando da realização do campeonato da europa de 2004, e para amortizarem as ajudas que concederam aos clubes locais nas obras de acesso a outros estádios, oito Camaras Municipais vêem-se hoje a braços com uma conta calada de 26 milhões de euros anuais em amortizações,juros e manutenção.Braga,Leiria,Aveiro,Faro,Loulé ,creIo que Porto e Guimarães tambem,gastam assim em contas redondas 71 mil euros por dia para pagarem uma folia que durou mais ou menos um mês e de que já ninguem se lembra.
Alguns estádios estão às moscas (o nosso por exemplo!).
Em outros,abrir os portões custa tão caro que o melhor é dixá-los fechados a sete chaves( Aveiro).
Na maioria dos casos, as edilidades só desejariam vender os mamarrachos assim houvesse algum interessado.
Quando os políticos nos presenteiam com o circo que em Portugal sempre substitui o pão, talvez devêssemos fazer melhor as contas.
Antes de TGVs,aeroportos e tal e tal,fazer contas antes.Não depois.
Sei que nem todos concordam, antevejo o meu amigo JBS,amante de futebol,vir à liça dizendo que houve mais dinheiro mal gasto e,eu concordo mas esta é a minha reação à noticia e, vale o que vale. Uma opinião de contribuinte!
Se fôr publicado,um abrço para todos.
Diogo

FORÇA e ESPERANÇA


UMA PALAVRA PARA A MADEIRA



De solidariedade, porque aquilo que aconteceu na ilha foi mau de mais, apesar de me parecer que o homem tem que ver, em parte, com o que aconteceu.

Andamos por todo o lado a brincar com natureza e depois dá nisto.

Gostava que se fosse entendimento da AAAETCABREIRA que este texto fosse publicada e levasse em nome de todos os costeletas, um abraço de apoio moral., aos madeirenses.

Sabemos que é pouco mas é uma forma de estarmos, em pensamento, com esses desventurados da sorte.

Penso que ninguém tem consciência plena da dimensão da catástrofe. Deverá ser verdadeiramente desolador .

Por isso CORAGEM.

Texto de
JBS
GRANDES FIGURAS ALGARVIAS

De Alfredo Mingau

Aos 23 anos

FRANCISCO FERNANDES LOPES

Embora sendo médico, notabilizou-se sobretudo como musicólogo, musicógrafo, historiador, filósofo, etnógrafo, inventor, etc., etc. ...
Nasceu em Olhão, em 27 de Outubro de 1884, onde permaneceu até 1965, vivendo os últimos anos em Lisboa, onde viria a falecer em 6 de Junho de 1969, com 84 anos.
Foi sempre um aluno brilhante em Olhão (Escola Primária) e em Faro (Curso Liceal Geral). Em 1901 segue para Lisboa para continuar os seus estudos (no Algarve não havia nessa época mais que o curso liceal geral) e conhece no Liceu da Regaleira alguns estudantes que o iriam marcar e tornar-se figuras importantes: Pulido Valente, que dará o seu nome ao actual Hospital Pulido Valente e o irá convencer a cursar medicina, e o futuro dramaturgo Ramada Curto que o levará a assistir à sua primeira ópera.
Além destes amigos, Francisco Fernandes Lopes torna-se também conhecido e admirado por muitas outras figuras importantes do princípio do séc. XX português: os irmãos músicos Luís e Pedro de Freitas Branco, Castro Freire, Câmara Reis, Rui Coelho, Carlos Amaro, Carlos Olavo, Israel Anahory, Ivo Cruz, Almada Negreiros e Fernando Pessoa.
Para conhecer melhor esta fase adolescente da sua vida, assim como dos seus colegas ilustres, convido o leitor a ler um artigo da autoria do próprio Francisco Fernandes Lopes (clique aqui)
Licenciado com dezoito valores pela Faculdade de Medicina de Lisboa em 1911 , doutorou-se em 1916 com dezanove valores, com a tese Drogas e Farmacopeia, mas recusa os convites para leccionar nesta Faculdade e regressa à sua Vila.
No que diz respeito à enorme importância que Francisco Fernandes Lopes teve para Olhão, apenas poderemos dizer que ele pôs a sua vila de pescadores no mapa cultural, não só a nível nacional como até internacional. Através das suas actividades ele "vendeu" como até hoje mais ninguém conseguiu, a imagem da sua terra, nas décadas de 1920 a 1960, como se tratasse uma autêntica "secretaria de estado da cultura e turismo", apenas dedicada a Olhão. Vivia-se então um momento de prosperidade económica atendendo ao labor das pescas, navegação de cabotagem e, sobretudo, à indústria conserveira e, nesse sentido, Francisco Fernandes Lopes foi também o homem certo no momento certo.
Em 1924-28 organiza os seus "Serões Musicais", no Grémio Olhanense, onde executa dezenas de palestras, ilustradas por excertos musicais executados por um grupo ensaiado por ele próprio.
Estas palestras adquiririam grande notoriedade nacional, tendo trazido a Olhão nomes importantes da música como Luís de Freitas Branco (director artístico do Teatro de S. Carlos), Rui Coelho, Francine Benoit, e a musicóloga Ema Romero da Câmara Reis (esposa de Luís da Câmara Reis). Esta convida Francisco Fernandes Lopes para repetir algumas das suas palestras em Lisboa (integrado num ciclo de conferências chamado Divulgação Musical) e publica-as na sua obra "Seis anos de divulgação musical" (Lisboa, 1929-1930). Foi no âmbito deste convite que Francisco Fernandes Lopes fez ouvir em Portugal, pela primeira vez, em 25 de Janeiro de 1932, o Pierrot Lunaire, de Schoenberg.
Francisco Fernandes Lopes escreve ainda sobre música em vários jornais regionais, nacionais e em revistas francesas da especialidade, continua os seus "Serões Musicais" em Olhão (1929-30) e é convidado a participar em novas conferências musicais em Lisboa (1934) e em programas radiofónicos na Emissora Nacional , onde fica célebre uma sua palestra, pela polémica - "A evolução do Fado, da guitarra à sinfonia"(1935).
Francisco Fernandes Lopes também compõe a música de fundo para o Auto das Rosas de Santa Maria, escrito pelo poeta algarvio Cândido Guerreiro, que é executado em público pela Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional (maestro Pedro de Freitas Branco), em Sagres, no ano de 1940, no âmbito das Comemorações da Fundação da Nacionalidade.
Interessa-se também por História, sobretudo dos Descobrimentos, escrevendo vários artigos sobre a localização da Vila do Infante (que revela ser em Sagres e não no Cabo de S. Vicente), da vida de Cristóvão Colombo, dos irmãos Corte-Real, de Duarte Pacheco Pereira, dos castros e fortalezas portuguesas em África e, sobretudo, da vida do Infante D. Henrique, com a publicação em 1960 do livro "A Figura e a Obra do Infante D. Henrique", ao qual foi atribuído o único Prémio no Concurso das Comemorações Henriquinas desse ano.
No Algarve, sobretudo em Faro, foi professor em diversas escolas - Liceu Nacional João de Deus em Faro, a Escola Primária Superior de Faro (da qual foi director durante 7 anos) e a Universidade Popular do Algarve - e de diversas disciplinas totalmente diferentes, desde as línguas - dominava o castelhano, francês, alemão, italiano e russo -, até à Matemática, História e Ciências Naturais, Geografia e Desenho.
Não renegava a sua origem social pobre e analfabeta - o pai foi comerciante de peixe - e dizia frequentemente que precisava recuperar o que os seus antepassados não puderam aproveitar. Talvez por isso, quando se casou em Olhão com Raquel Pousão do Ó (sobrinha do pintor Henrique Pousão e prima do poeta João Lúcio), em 9 de Junho de 1915, não quis trajar o melhor fato e pôs sebo nos sapatos para estes não brilharem demasiado...
Foi pai de cinco filhas e um filho, aos quais deu nomes curiosos: Belkiss (nome da Ópera que musicou, retirado de um poema de Eugénio de Castro), Melusina, Raquel , Isis , Selma e o Francisco Lopes (júnior) - o Lopinhos - também médico.
O amor imenso pelo povo da sua terra, fizeram-no resistir sempre aos convites prestigiantes para leccionar nas Universidades de Lisboa, Porto e Coimbra. Para ele, o "velhíssimo Reino do Algarve mais cantado" era "aquele que tem Olhão no centro" e "Olhão era um laboratório de sociologia permanente, viva, prática e aplicada, que vale sempre a pena e cada vez mais estudar, compreender e aprofundar, tão rica e surpreendente se nos apresenta".
Politicamente foi um republicano radical na sua juventude que, por vezes, se assumia como anarquista. Pertenceu ao corpo redactorial de uma revista mensal - a "Mocidade", publicada em Lisboa entre 1901 e 1905, que congregou jovens estudantes republicanos e libertários. Aquando da instauração da República em 1910, com 26 anos e enquanto terminava o seu curso de Medicina em Lisboa, advogava a instauração da Ditadura Republicana por um período temporário, de forma a ensinar os valores republicanos ao Povo e assim libertá-lo do jugo cultural dos caciques monárquicos da província.

Muito, mas mesmo muito, poderíamos acrescentar à biografia e obra de Francisco Fernandes Lopes. Mas cremos ser o suficiente para darmos a conhecer esta grande Figura Algarvia.

Recebido e colocado por RC

domingo, 21 de fevereiro de 2010


FALANDO DE AUSÊNCIAS E COMENTANDO A MINHA


Começo por me referir à minha ausência ultimamente e a razão para tal é simples e fácil, falta de tempo para escrever. Motivos profissionais e nada mais além disso.
Tenho no entanto acompanhado o toque a reunir aqui lançado pelo colega Jorge Tavares, no seu artigo “a crueza dos números”, bem como os comentários que se seguiram.
Estando de um modo geral de acordo com o que o colega escreve, encontro apenas um senão, a saber:
“Penso ter encontrado algumas razões para tal, mas porque as mesmas poderão ser demasiado criticas e algo fracturantes”
Se existe um problema e se o mesmo foi identificado, é meu entendimento que quem o identificou deve frontalmente colocar a questão, com todas as criticas ou fracturas inerentes, para que futuramente não volte a acontecer.
É impossível num espaço como este, que não existam opiniões divergentes, maneiras diferentes de ver o mesmo problema, gostos diferentes, comentários não concordantes, mas todos respeitáveis, desde que transmitidos de forma correcta, com educação e sem ofensas pessoais.
Relativamente ao artigo do João (JBS) “Situação no Blogue” nem sempre estou de acordo com ele, mas em meu entender o que se destaca é o artigo em si, mas um comentário do João, que com a devida vénia vou transcrever:
“Escrevi estas notas para que eu próprio sentisse que me teria de educar e criar condições para me relacionar com os outros. Nem sempre estive bem e quero ser melhor pessoa.
É uma espécie de auto critica”
Isto que o João escreveu, define a pessoa, mas acima de tudo define um ser humano de excepção.
Todos viveremos num mundo melhor, o nosso País a nossa Sociedade, serão melhores, se existirem cada vez mais “Joões”. Este é o caminho, o caminho da humildade. Bem hajas, João.
Quero ressaltar ainda neste artigo o ponto 5 onde o João diz: “ Gostava que houvesse textos e comentários livres” Concordo, meu caro amigo, esse é o caminho.
Quero também referir-me ao colega António Encarnação, a sua explicação sobre a carne de sol e a carne seca é perfeita e deixa-me com água na boca, porque meu amigo, um bife de carne de sol, descia agora que era uma maravilha. Temos 25 anos de diferença da realidade brasileira, quando viajei pelo sertão da Bahia e pelo sul do Piaui e Pernambuco, o prato forte era mesmo a carne de jegue e não havia a proibição governamental a que se refere.
Sou um admirador da culinária baiana, mas antes de ser adepto e na primeira vez que por lá viajei, estive um mês com os intestinos avariados, como sabe o tempero é muito forte e o azeite de dendê, precisa que nos habituemos, experimentei a famosa feijoada no local certo, ou seja no Mercado Modelo em Salvador, respondi à maliciosa pergunta da baiana, se a feijoada era quente ou fria e inocentemente respondi que era quente, o que me forçou a comer o típico prato, com tanto picante que nem sei como fui capaz. Obviamente que a pergunta é feita com segundo sentido e “quente ou fria” era em relação à pimenta (piri piri).

Aguardo sempre com curiosidade e admiração o que você escreve, porque fala de algo que conheço e duma terra que também gosto muito.
Na verdade muita gente tem estado inactiva em relação ao Blogue, é preciso que todos voltem. Tenho sentido a falta do colega Diogo e dos comentários do colega Maurício, sempre frontais e de grande interesse.
Para todos sem excepção, com frontalidade e amizade.
Um abraço costeleta
António Palmeiro