AQUILO QUE ESCREVO
E NÃO SÓ…
Geralmente o que escrevo torna-me extremamente honesta quando sinto que o que tenho de dizer sobre mim própria (ou) é de uma importância monumental.
Com a premissa da honestidade chego, pelo contrário, à completa imaturidade da minha pessoa; quer dizer, sou forçada a entrar numa loquacidade insuportável, simplesmente porque careço de habilidade de dizer onde acaba o capricho estatístico da composição da personalidade e começa a regra do comportamento da espécie. Que belos “palavrões”
Em vários campos é possível adquirir-se um conhecimento que é real, ou aquela espécie de conhecimento que apenas proporciona conforto espiritual, e os dois não precisam de estar de acordo. A diferenciação destes dois tipos de conhecimento em antropologia confina com o impossível.
Se não conhecemos nada também como a nós mesmos é certamente por este motivo que renovamos constantemente a nossa exigência de conhecimento não existente, isto é, informação sobre o que criou o homem, enquanto antecipadamente excluímos, sem o compreendermos, a possibilidade da união do acidente puro com a mais profunda necessidade. Que bela “retórica”
É curioso que as marcas da nossa imperfeição, que identificam as espécies, nunca tenham sido reconhecidas – a meu ver – por qualquer crença como aquilo que simplesmente são, ou seja, como os resultados de processos incertos; pelo contrário, praticamente todas as religiões (reparem que falo em todas, para não contrariar os Estatutos da Associação – não discrimino) concordam na convicção de que a imperfeição do homem é o resultado de um choque demiúrgico entre duas perfeições antagónicas, cada uma das quais “danificou” a outra. Que bela “danificação”
A minha concepção apenas parece maldosa se estiver errada… Até foi “bela”
Faço uso dos conhecimentos que possuo, poucos, associado às pesquisas, para escrever à laia de “escriba”.
De certa forma também vem a propósito a inoperância dos colaboradores do nosso, vosso, Blogue, quando alguém afirmou, ainda não há muito tempo, que “o Blogue está vivo para continuar…” o que não me parece. Parece…?
Por mim irá continuar…
Maria Costeleta (dos anos 50)
ResponderEliminarOlá "escriba"!
Vamos continuar e puxar por outros. Anda por aí um "velho do restolho" que é necessário puxar cá para dentro, assim como "outros".
Até gostava de receber uns bons textos do Brito de Sousa. E porque não?
O Blogue é de todos!
Muito bem!
Um abraço do Roger