A “Casa Flôr das Dunas”
Opinião
de João Leal
É um justo, merecido, fraterno
e solidário sonho, este assumido pela benemérita AOA (Associação Oncológica do
Algarve) da construção da “Casa da Flôr das Dunas”, uma residência temporária
para os utentes vindos de todo o Algarve quando estão em tratamentos na capital
sulina, evitando incómodas e dispendiosas deslocações de e para as suas
residências algures na terra algarvia.
A obra tem que ser realizada
com o esforço, querer, empenho e participação de todos nós, porque esse é um
dever cívico assumido perante a grandeza da acção realizada e porque todos, mas
todos sem uma única exceção, o somos, infelizmente, universo desta terrível
enfermidade. Para além do seu aspeto de apoio ao doente oncológico em
tratamento assume este sonho a resposta de gratidão das boas e generosas gentes
algarvias, entendendo-se como tal, de quantos aqui nascera ou residem, para com
o valiosíssimo desempenho/missão/doação plena da Associação Oncológica do
Algarve, desde o já distante dia da sua fundação (1 julho de 1994) e, de modo
muito próprio e de grande significado para com o seu presidente e figura mais
empenhada de todo este empenho, o prestigiado e dedicado médico Dr. Santos
Pereira.
É-lhe devida esta resposta no
dizer “presente” e apresentar o testemunho e o empenho participativo de ca-da
um e de todos vamos ser, parafraseando o cântico litúrgico “nós somos pedras
vivas di Templo do Senhor”, “nós somos tijolos e outros elementos fundamentais
para que a “Casa da Flôr das Dunas” seja uma realidade.
E que como declarava o
fundador Dr. Santos Pereira ao “Correio de Faro” (Julho de 2016), ante a
inexistência dos serviços oncológicos no Algarve e tendo como missão tratar com
dignidade os doentes afetados pelo cancro: “…começou-se pelas consultas de
senologia no hospital e, de seguida, avançou-se com a criação da AOA para dar
às pessoas a informação e apoio que careciam”.
Enumeram o que tem sido a vida
quotidiana ao longo de “22 anos a salvar vidas” é referir todo um vasto
universo, cada dia mais instante, que abrange, entre outros a disponibilidade
da equipa de psicólogos que faz o acompanhamento de proximidade aos doentes e
res-pectivas famílias, dos médicos que se responsabilizam pela leitura das
mamografias, da cedência a preço de custo das próteses capilares e mamárias, da
construção após dura assumida batalha da Unidade de Radioterapia do Algarve, em
Faro (evitando as deslocações a Lisboa) ou do seu complemento Unidade Móvel de
Rastreio do Cancro da Mama, que percorre os 16 concelhos da região, etc.
A “Casa da Flôr das Dunas”,
por todas as apontadas motivações e muitas outras que só quem recorre à
Associação Oncológica do Algarve o sente na plenitude, como a sente e vive o
seu militante nº 1, o Dr. Santos Pereira, a quem hemos de saldar esta dívida!
João Leal
IN JA.
IN JA.
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