terça-feira, 3 de março de 2026

CRÓNICA DE FARO. JOÃO LEAL. 10 MILHÕES PARA SANEAMENTO A obra ficará enterrada mas importa e é de fundamental cariz para o presente e o futuro de Faro. De há muito que as canalizações de esgotos e do abastecimento de água precisam de remodelação. Rebentam um dia aqui, no outro noutra zona citadina e a quando das enxurradas são múltiplos e não raro os mesmos (Rua de São Luís e quejandos) a sofrerem dramáticas inundações de que os comerciantes ali estabelecidos são as primeiras vítimas. O Município tomou a corajosa decisão de atribuir a vultuosa verba de 10 milhões de euros para renovação daquelas redes. É, como sói dizer-se «uma obra que não dá votos». Mas lá que é necessária ninguém o põe em dúvida. A construção de uma cisterna, de avantajadas proporções e as condutas necessárias são uma das obras projectadas no sentido de evitar, de uma vez por todas como se espera, o acumular dramática das águas pluviais na baixa de São Luís. As constantes interrupções no fornecimento doméstico das águas sê-lo-á contemplada nesta anunciada intervenção autárquica que ao assunto tem votado uma desvelada atenção. Veja-se oque aconteceu com a estação elevatória do Alto Rodes onde foi substituída uma peça que há décadas carecia. Em 1976, o executivo municipal eleito nas primeiras eleições pós - 25 de Abril e presidido pelo estoiense, de saudosa memória, eng. Joaquim Lopes Belchior, tomou decisão similar no que respeita às redes de saneamento básico. São tempos difíceis, quer para os cidadãos - transeuntes como para quem gere o Município. Mas são-no de extrema carência. Que não se arrependa da decisão tomada o Município Farense presidido pelo dr. António Miguel Pina. «É uma obra que não dá votos», mas de que a cidade precisa!

CRÓNICA DE FARO

JOÃO LEA

10 MILHÕES PARA SANEAMENTO

    A obra ficará enterrada mas importa e é de fundamental cariz para o presente e o futuro de Faro. De há muito que as canalizações de esgotos e do abastecimento de água precisam de remodelação. Rebentam um dia aqui, no outro noutra zona citadina e a quando das enxurradas são múltiplos e não raro os mesmos (Rua de São Luís e quejandos) a sofrerem dramáticas inundações de que os comerciantes ali estabelecidos são as primeiras vítimas. 
   O Município tomou a corajosa decisão de atribuir a vultuosa verba de 10 milhões de euros para renovação daquelas redes. É, como sói dizer-se «uma obra que não dá votos». Mas lá que é necessária ninguém o põe em dúvida.
    A construção de uma cisterna, de avantajadas proporções e as condutas necessárias são uma das obras projectadas no sentido de evitar, de uma vez por todas como se espera, o acumular dramática das águas pluviais na baixa de São Luís. 
  As constantes interrupções no fornecimento doméstico das águas sê-lo-á contemplada nesta anunciada intervenção autárquica que ao assunto tem votado uma desvelada atenção. Veja-se oque aconteceu com a estação elevatória do Alto Rodes onde foi substituída uma peça que há décadas carecia.
    Em 1976, o executivo municipal eleito nas primeiras eleições pós - 25 de Abril e presidido pelo estoiense, de saudosa memória, eng. Joaquim Lopes Belchior, tomou decisão similar no que respeita às redes de saneamento básico. São tempos difíceis, quer para os cidadãos - transeuntes como para quem gere o Município. Mas são-no de extrema carência.
  Que não se arrependa da decisão tomada o Município Farense presidido pelo dr. António Miguel Pina. «É uma obra que não dá votos», mas de que a cidade precisa!

segunda-feira, 2 de março de 2026

CRÓNICA DE FAROJOÃO LEALTRADIÇÕES QUE SE PERDEM.... Corolário da própria evolução dos tempos há muitas tradições que evoluem para novas formas ou que se perdem. É este o caso do que acontecia no período quaresma, que ora se vive, com os celebrizados e muito participados «contractos das amêndoas», que eram obrigatórios, há anos, nesta quadra litúrgica e cívica. Em que consistiam os referidos «contractos das amêndoas»? Dois parceiros, normalmente cada um do seu sexo (amigos, namorados, vizinhos ou conhecidos) estabeleciam o contracto entrelaçando os dedos mínimos e afirmado: «Contracto, contracto faremos e Sábado de Aleluia desmancharemos». Sempre que, quotidianamente, um dos parceiros, pela vez primeira nesse dia, via o outro, dizia-lhe de sopetão: «Ajoelha-te!», ao que o parceiro, acedia. Isto até que se chegava ao almejado Sábado de Aleluia (Véspera do Domingo de Páscoa ou da Ressurreição), em que os contratantes procuravam as mais ardilosas formas para serem o primeiro a dizer «Ajoelha-te e paga!». O apanhado tinha que pagar um cartucho ou pacote de amêndoas, então ditas «confeitas» que as havia de excelente qualidade nas já desaparecidas pastelarias do Francisco Manuel (Rua 1º de Dezembro) ou das irmãs Saraiva (Rua de Santo António) ou nas mercearias Aliança, Gago, Machadinho ou do Guerreiro que nessas noites festivas abriam no período noctívago para atender os muitos clientes que desciam à baixa farense. Isto quando o contracto não exigia as famosas, ainda hoje, «amêndoas do Blé Ervilha» (São Brás de Alportel), obrigando assim o «apanhado» a mais uma despesa. Contracto da Amêndoa ou do «Apanha-me" uma tradição quaresmal que se perdeu!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

CRÓNICA DE FARO

JOÃO LEAL

COMANDO DA GNR CONTINUA EM FARO

 

      Esta é uma decisão que desde logo se aplaude porque motiva a defesa dos superiores interesses, para além da pertença às mesmas forças partidárias, entre concelhos limítrofes. Foi o caso registado entre os Municípios de Faro e de Loulé no que respeita à transferência do Comando Distrital da Guarda Nacional Republicana (GNR) da capital sulina para a vizinha cidade da «Mãe Soberana», acordado em 2018 entre os Presidentes Autárquicos de então, respectivamente o Dr. Rogério Bacalhau (PSD) e o Eng. Vítor Aleixo (PS). Várias têm sido as opções ou as intenções de reduzirem a capitalidade da Cidade de Santa Maria de Hárun atenuando-lhe a sua função de Cidade Maior e a consequente perda de um título que foi merecidamente outorgado por D. João III, denominado de «O Piedoso».

A função da Ria Formosa foi então de grande prestabilidade já que a maioria dos seus numerosos canais eram então de ampla navegação proporcionando um acentuado movimento ao porto de Faro. Veja-se o que aconteceu com a Santa Sé o poder temporal que ainda mantinha na época ao transferir a Sé até então sediada em Silves para Faro.

Os dois autarcas eleitos no recente acto eleitoral para os Municípios de Faro (Dr. António Pina) e de Loulé (Eng. Telmo Pinto), ambos pelo Partido Socialista, acordaram manter o comando distrital da GNR em Faro, cujas novas instalações vão ser edificadas nos 3,5 hectares existentes no sítio farense dos Braciais, após o beneplácito do Ministério da Administração Interna e do Comando Geral da Corporação militar.

Faro continua pois com a capitalidade no que se refere ao âmbito das funções cometidas à GNR.

 

 


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL «LITA». Ou o «senhor Lita», chamamento que era utilizado conforme as circunstâncias. Foi um cidadão farense, tendo nascido e vivido sempre nesta cidade de Santa Maria. Viveu, no seu anonimato sem glórias nem feitos, medalhas ou coroas de louro, mas apenas consumindo o seu quotidiano no viver pacificamente entre o trabalho e o respirar o ar de cada instante. Dedicava-se, desde moço, ele que nascera, como nós, na Ribeira, vencendo todos os estóicos desafios que tal determinava, ao fabrico do pão. Fazia-o num forno então existente na rua do mesmo nome ou seja aquela que liga o Largo da Madalena à Rua Gil Eanes, sempre chamada de Rua da Parreira. Era numa época em que não haviam os muitos locais de venda dos produtos da panificação, como hoje existem. Na manhã seguinte o «Lita» (ou o sr. Lita, conforme as circunstâncias...), após uma noite de intenso e árduo trabalho, lá ia ele com o seu carro de verga forrado, interiormente, por impecável pano branco, para ganhar mais uns «tostões», que a vida era e é difícil, lá ia ele entregar ao domicílio os pães, os papossecos e as carcaças, de porta em porta. Era um prazer, antes das aulas, saborear o pão fresco barrado com margarina ou azeite, que o «Lita» (ou sr. Lita, conforme as circunstâncias apelativas), nos entregava quando o Sol despontara pouco tempo havia. Era ainda um prestável cidadão oferecendo-se sempre para levar um andor nas muitas procissões que em Faro se faziam. O «Lita» (ou o sr. Lita, conforma as circunstâncias...) um cidadão anónimo, como milhares de farenses, que viveu a sua vida com dignidade e serviço.

CRÓNICA DE FARO
JOÃO LEAL

AS HORTAS «URBANAS»

A capital sulina, tal como acontecia com outras localidades algarvias, um conhecimento directo valia esta nossa afirmação, dispunha de amplos espaços agriculturados, que se chamavam de «hortas». A boa qualidade dos terrenos, a relativa abundância de água, extraída em muitos casos com a energia eólica (os moinhos de vento) e o empenho dos cultivadores levava a que grandes terrenos inseridos nos núcleos habitacionais produzissem verdejantes ervas (salsa, coentros e hortelã), assim como deliciosos vegetais (couves, batatas doces e redondas, favas e ervilhas por aqui chamados de griséus).
Á memória vem-nos a horta do Sr. Leal (que passe a semelhança de nomes nada nos unia a não ser a relação produtor / comprador) ali na Praceta Pintor Carlos Lyster Franco, artista e professor. Possuía também uma carvoaria, ao que cremos sendo o carvão vindo de Garvão e de outras localidades do Alentejo dito Baixo. O moço, que o cronista era nesses distantes anos, ia fazer os «mandados» que a Mãe Gertrudes entregue aos labores da costura o mandava.
Ali perto, na vizinha Rua Ventura Coelho fica o «Palácio dos Guerreirinhos», também chamado de «Palácio dos Anões», face à baixa estatura dos seus donos. O vasto logradouro que se estendia em paralelo às Ruas Infante D. Henrique e Sebastião Teles, até ao Palacete do Mateus da Silveira (onde esteve instalado o Hospital Lusíadas), era uma bela horta.
Já fora da zona urbana ficava a mediática Horta dos Três Engenhos, cuja inovação de engenharia hidraúlica permitia a recolha do líquido preciso para a rega dos vastos terrenos que se estendiam até à beira Ria Formosa.
Junto à Igreja do Carmo situava-se a Horta do mesmo nome, cujos amplos espaços foram expropriados para edificação do imóvel destinado aos CTT / Telefones e onde se processava uma notável quantidade de excelentes produtos vegetais.
A rama da batata doce era um «fartote» para os coelhos que então criávamos.
Mas distante, do outro lado da cidade, ficava a Horta do Ferregial, que em1950 começo a ser retalhada, com a construção do imóvel destinado a Comando Distrital da PSP.
Era um regalo o tanque que existia junto a frondosa amoreira. Era como que uma piscina de refrigério após os animados jogos de futebol que se jogavam no «Estádio dos Blocos», onde fora o estaleiro das obras do porto comum de Faro / Olhão.
Havia também a «nobre» Horta do Palácio do Alto, com destaque para frutos exóticos e abundantes flores que o sr. António, a mando da sra. D. Antónia Fialho, ia distribuir pelas Igrejas da Cidade.
De referir os excelentes produtos vegetais produzidos eram nessa manhã conduzidos para a ampla fila de toldas, na Rua Comandante Francisco Manuel até ao interior do extinto mercado municipal (praça como se lhe chamava), onde existiam também vários talhos, inclusive da venda de carne cavalar, consumida durante a II Guerra Mundial.
Lembranças de uma cidade, através da memória das suas hortas, que já não existem,
CRÓNICA DE FARO
JOÃO LEAL

A IRMÃ CARMEN

São desnecessários para quantos estão ligados à pastoral religiosa os elementos biográficos sobre a Irmã Carmen, que durante 34 anos serviu dedicadamente a comunidade farense, em especial a de maiores problemas económicos e que recentemente faleceu em Vitória (Alava) - Espanha, país donde era natural.
Nascida em Pamplona, naquela nação ibérica, há 91 anos, professou como irmã das Carmelitas Missionárias, vindo de Viana do Castelo para Faro, em período particularmente difícil, em 1974, a quando da dita «exemplar descolonização» e quando recebemos cerca de um milhão de retornados.  Através da Caritas Diocesana obteve apoios, conseguiu a integração sócio - profissional e foi a «alma boa» para milhares de acolhidos. De destacar o que a Irmã Maria del Carmen Mugueza realizou neste campo estendendo a sua fraterna e cristã acção à Casa de Santa Isabel, onde durante uma década foi Directora Técnica. Esta benemérita Instituição farense conta mais de um século em prol das meninas, dos 3 aos 18 anos, que enfrentam graves problemas de ordem moral e material. Hoje é dedicadamente dirigida por uma equipa presidida pelo Dr. Dinis Caetano, que assim prossegue a louvável acção desenvolvida por seu pai, o sempre saudoso industrial Manuel Silo da Graça Caetano. A acção diligente da Irmã Carmen, como por todos era respeitosa e na generalidade tratada motivaram as merecidas e justas homenagens que lhe foram prestadas pela Casa de Santa Isabel.
Existe outro aspecto que importa realçar na benquista acção da Carmelita Missionária entre nós. Referimo-nos á permanente acção em prol da formação religiosa, a designada «catequese», que realizou em várias paróquias algarvias.
Morreu a Irmã Carmen, que veio até nós para espalhar o bem e dar o seu contributo para uma sociedade melhor.  Foram 34 anos de uma doação fraterna, concretizando em cada instante as razões da sua opção religiosa.
Com as nossas saudosas homenagens a lembrança de uma mulher que serviu Faro como poucos de nós!
CRÓNICA DE FARO
JOÃO LEAL

A IRMÃ CARMEN

São desnecessários para quantos estão ligados à pastoral religiosa os elementos biográficos sobre a Irmã Carmen, que durante 34 anos serviu dedicadamente a comunidade farense, em especial a de maiores problemas económicos e que recentemente faleceu em Vitória (Alava) - Espanha, país donde era natural.
Nascida em Pamplona, naquela nação ibérica, há 91 anos, professou como irmã das Carmelitas Missionárias, vindo de Viana do Castelo para Faro, em período particularmente difícil, em 1974, a quando da dita «exemplar descolonização» e quando recebemos cerca de um milhão de retornados.  Através da Caritas Diocesana obteve apoios, conseguiu a integração sócio - profissional e foi a «alma boa» para milhares de acolhidos. De destacar o que a Irmã Maria del Carmen Mugueza realizou neste campo estendendo a sua fraterna e cristã acção à Casa de Santa Isabel, onde durante uma década foi Directora Técnica. Esta benemérita Instituição farense conta mais de um século em prol das meninas, dos 3 aos 18 anos, que enfrentam graves problemas de ordem moral e material. Hoje é dedicadamente dirigida por uma equipa presidida pelo Dr. Dinis Caetano, que assim prossegue a louvável acção desenvolvida por seu pai, o sempre saudoso industrial Manuel Silo da Graça Caetano. A acção diligente da Irmã Carmen, como por todos era respeitosa e na generalidade tratada motivaram as merecidas e justas homenagens que lhe foram prestadas pela Casa de Santa Isabel.
Existe outro aspecto que importa realçar na benquista acção da Carmelita Missionária entre nós. Referimo-nos á permanente acção em prol da formação religiosa, a designada «catequese», que realizou em várias paróquias algarvias.
Morreu a Irmã Carmen, que veio até nós para espalhar o bem e dar o seu contributo para uma sociedade melhor.  Foram 34 anos de uma doação fraterna, concretizando em cada instante as razões da sua opção religiosa.
Com as nossas saudosas homenagens a lembrança de uma mulher que serviu Faro como poucos de nós!
NA MORTE DO JOÃO FRANCISCO RAMOS 
De súbito a notícia chega-nos com todo o fatalismo e o drama que em si mesmo comporta. Morreu o nosso querido Amigo e dedicado Costeleta João Francisco Ramos. O «João de Quarteira» ou «João Fome», como carinhosa e afectivamente era tratado foi nosso Amigo durante mais de setenta anos e colega desde os saudosos tempos da Escola Técnica Elementar Serpa Pinto. Quem Não era Amigo de peito do João? 
Viúvo, desde há anos, da sempre saudosa e sempre presente na nossa saudade e na nossa lembrança, dessa exemplar costeleta que foi a «MIMI», e de quem o João foi um esposo exemplar e ultra - dedicado até ao seu último momento.
Morreu o João.  O nosso profundo pesar e a sofrida saudade pela perda de um verdadeiro Amigo. Que Deus lhe dê o merecido descanso.


                                                João Leal

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE OUTRO «CASO FÉHER« DESTA FEITA EM OLHÃO. Causou o mais profundo pesar o falecimento ocorrido em pleno Estádio Municipal de Olhão do valoroso futebolista angolano Nasser Bacum, do Lusitano Ginásio Clube Moncarapachense, Tivemos assim, nesta cidade, a repetição do igualmente dramático ocorrido há anos, em Guimarães , com o internacional húngaro Féher, que envergava a camisola do Benfica. A despeito de todos os esforços, incluindo clínicos, a paragem cardio-respiratória sofrida pelo atleta do Moncarapachense foi fatal e o atleta de 27 anos faleceu em pleno campo. Tratava-se de um jogo da «Taça Algarve», certame organizado pela Associação de Futebol do Algarve e cujo vencedor tem acesso director à 3ª Divisão Nacional. O falecido, que era muito estimado pelos seus adversários, colegas e dirigentes, iniciara-se nas escolas do Sporting e percorrera depois a carreira futebolística em vários clubes dos escalões secundários. Ao lamentarmos tão fatídico acontecimento, numa actividade que é em si mesmo vida e nunca a morte como agora aconteceu com Nasser Bacum, apresentamos a expressão da total solidariedade à Família enlutada e o profundo pesar ao enlutado Lusitano Moncarapachense, um valoroso clube deste Concelho e que tão dignamente o tem representado. João Leal

sábado, 31 de janeiro de 2026

Almoço dos costeletas em 1982

Uns quantos Costeletas em 1982, de partida para Almoço de confraternização na  Aldeia do Golfe após visita à sua Exposição na Escola Tomás Cabreira!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

 CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

OBRAS NO PORTO DE PESCA


   Através da DocaPesca vão realizar-se no porto de pesca de Olhão obras a fim de garantir uma maior segurança a pescadores, viveiristas e mariscadores. Esta cidade sempre viveu do mar e para a actividade marítima, pelo que o porto representa um elemento fundamental. O Município Olhanense já expressou o seu agrado por esta iniciativa daquela entidade, considerando no entanto a verba reduzida face às obras necessárias a realizar.
    É um facto iniludível este de que a deliberação é benvinda, mas que importa considerar todo o conjunto portuário e o ele representa para o Concelho e para o Algarve.
     Olhão viveu os seus tempos auréos quando as pescas da sardinha, do carapau, do atum e de outras espécies piscícolas fizeram despontar de dezenas de fábricas conserveiras e o criar de milhares de postos de trabalho.
     A segurança dos que hoje arrancam do mar a sua riqueza, seja-o na Ria Formosa ou no Mar Atlântico deve constituir uma preocupação constante como este concurso aponta.

                                                  JOÃO LEAL 
  
    CRÓNICA DE FARO
     JOAO LEAL

     MAIS DE «UM MILHÃO» PARA A MINHA RIBEIRA

      Ali nasci e fiquei sempre um «moço da Ribeira». Nasci na Rua Miguel Bombarda, a que vai da Rua Gil Eanes (sempre chamada de «Rua da Parreira) até aos loteamentos da Ria Mar, onde outrora foram as oficinas e outras dependências da C.P.
      Causou-me pois natural júbilo a atribuição pela Câmara Municipal de Faro de uma verba superior ao milhão de euros para obras de «requalificação do bairro ribeirinho». 
        Teve sempre a sua identidade própria, o seu ADN específico a Ribeira, ali à beira - Ria, nela se mirando e num namoro de milénios. Provam-no os vários achados arqueológicos, em nossos dias, havendo muito outro e não menos valioso que prossegue enterrado ou à mercê de obras de construção civil que entretanto se vão realizando. A «Ribeira» de algumas décadas era em vários aspectos bem diferente da actual. Esta verba ora aprovada pela Edilidade vai por certo limpar esta zona citadina dos inestéticos «grafittis» que povoam as suas paredes e dar uma nova e eficiente utilização de vários imóveis públicos que se encontram sem serventia, como é o caso da Alfândega.
       Longe vão os anos em que o «Estica» (pai do José Luís, invisual, pianista e sineiro do Carmo, que percorria toda a cidade no préstimo dos mais diversificados serviços burocráticos) era a fonte de abastecimento dos que iam ou vinham do mar, desde o tratar dos viveiros às artes, hoje proibidas da redinha, do tapa - esteiros ou da merjona às artes de cabotagem até Marrocos e Gibraltar (como esquecer os mestres Rainha, João Tira - a - Força, Caréus, Roques. etc.?), Como longe vão os tempos em que a taberna da D. Maria Benvinda (mais conhecida por «Maria de Almodôvar») era o centro de «animação» da cidade, do Fábrica do Gelo na Travessa da Madalena e onde o moço do nosso tempo o «Espójinho», que outro nome lhe não conhecemos, ou mais acima a «Floresta», curiosa taberna na sua arquitectura ou a oficina de serralheiro do saudoso mestre Zé da  Gordinha ou as vendas e compra de marisco (quase sempre ameijoas) do Marrão, dos irmãos Cabeleiras e do João Custódio, este na Rua da Barqueta. Saudades dessa Ribeira de então onde crescemos, brincámos e nos fizemos gente.
   A verba, o tal mais de «um milhão» está autorizado pelo Município. Que esta verba seja gasta e bem por uma requalificada «Zona do Bairro Ribeirinho», a sempre nossa Ribeira...

domingo, 18 de janeiro de 2026

NOTA DE PESAR


informo que a nossa Escola Tomás Cabreira e a Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira estão de luto.

O  nosso colega costeleta JOÃO RAMOS já não está no nosso meio por ter falecido.
Em nome da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira e no meu, aqui expresso os sentidos pêsames à sua Família.  Que descanse na Paz do Senhor. Amém

domingo, 11 de janeiro de 2026

CRÓNICA DE FARO
JOÃO LEAL

O CARNAVAL....


    Há profundas mudanças na vivência comunitária de várias festividades ou tempos que anualmente ocorrem. Veja-se o que se passa, por exemplo, com o Carnaval, animado período que agora e até ao Domingo, dito Gordo, que antecedia a 3ª feira festiva e onde há noite decorria o imperdível «Enterro do Entrudo».
As ruas da baixa farense, que davam acesso aos clubes e sociedades recreativas eram invadidas por milhares de foliões, mascarados ou não e entre os primeiros as «matrafonas» ou à «cow boy», que eram os disfarces mais fáceis de conseguir. Nas noites de 5ª feira, sábado e domingo era ver a gente que se juntava para se meter ou ser «metido» com as mascarinhas que até á meia - noite, limite legal permitido, davam uma alegre animação. 
Começáva-se pelo Clube Recreativo 20 de Janeiro, há muitos anos extinto,  ali na rua do Alportel, por cima do restaurante Belchior, cujo cheiro ás famosas «iscas fritas» exalava até ao salão de baile, atraindo muitos clientes. Depois era o vir até ao «Sport Lisboa», então nas excelentes instalações do Teatro Lethes. Seguia-se, quase paredes meias o Musical (Sociedade Recreativa Musical Farense), também de há muito encerrado e onde o «Cabo Santos» recenseava quem era sócio e quem não o era. Era um «pulinho» pelo Largo da Mota até ao Clube Popular de Faro, no vulgo «Grémio» ora ocupando reduzida sede socia, da que na altura possuía no Largo do Terreiro do Bispo.Vinha depois o Ginásio Clube, ocupando o mesmo andar do imóvel do Banco Espírito Santo, com uma selectividade própria.   Seguia-se a Sociedade Recreativa Artística Farense («os Artistas»), hoje com instalações renovadas. No cimo das escadas directores, gente que nos causa saudades (José da Gordinha, Mestre José Marques, marceneiro Pedro e outros) verificavam o associativismo e o estatuto moral das «mascarinhas». Finalmente era na Rua de Santo António o elítico e selectivo Clube Farense, de filiação apenas permitida á burguesia farense. Havia quem se mascarasse apenas para conhecer aquele recinto. 
Mas o Carnaval eram as muitas brincadeiras («é Carnaval ninguém leva a mal», dizia-se e cumpria-se). Hoje quem dá  por esta outrora animada época,Veja-se......

CRÓNICA DE FARO
JOÃO LEAL

SERÁ DESTA?

A data de 10 de Janeiro ficará para todo o sempre nos anais do Algarve já que naquela efeméride o Conselho de Ministros aprovou a verba de 400 milhões para a construção do novo Hospital do Algarve. 
Apetece-nos ao bater as palmas por esta tão aguardada decisão governamental lançarmos um interrogativo brado de: será desta? Com efeito a decisão assumida pelo Governo presidido por Luís Montenegro vem abrir portas, finalmente, a um velho e dos maiores problemas regionais: o novo hospital que a Região desde sempre precisou já que o actual CHUA (Centro Hospitalar Universitário do Algarve) quando abriu portas já não correspondia às carências algarvias e matéria de cuidados de saúde. 
Aquela verba que tem um período de execução de 5 anos (2031) será expandida atá ao valor de 1,100 milhões de euros com efeito sobre o numerário preciso para o equipamento e outras despesas. O concurso agora autorizado permite a esperança de vermos, finalmente (voltamos a interrogar-nos «será desta?») a região sulina dispor de uma unidade que corresponda, de há muito às suas (e não só!) carências hospitalares. O problema da verba está nesta decisão governamental resolvido.
 Esperemos que agora não surjam empecilhos a travar o «timing» anu
  Crónica de Faro
  João Leal

   Salve-se o Lethes!
Foi o primeiro estabelecimento aberto pelos Jesuítas no Algarve. Ainda hoje muita gente apela a zona de «Horta do 
Colégio». por ter sido ali que funcionou o Colégio de maia elevado grau de escolaridade existente no Sul, seguindo-se o Colégio São Camilo Lelis, em Portimão. A extinção das Ordens Religiosas (1834) levou a que o benemérito Justino Cúmano o adquirisse em haste pública transformando-o no Teatro Lethes, em relação o mítico rio, do mesmo nome e face ao conturbado período de lutas que se vivia em Portugal, na sequência das lutas entre apoiantes de D. Pedro e D. Miguel. «Monet oblectando» como se lê na sua fachada era o objectivo daquele benemérito ao instituir o que é hoje um dos «teatros históricos europeus. Significa também o imóvel um dos valores maiores do património construído da capital algarvia. Ora a recente tempestade «Célia» que tantos e avultados estragos causou no Sul do País causou estragos de elevada monta naquela sala por onde se exibiram grande companhias internacionais, a par dos sempre recordados artistas locais (João Veríssimo, Féria Pavão e outros) ou do período de ouro do Grupo de Teatro Lethes (sob a direcção do sempre lembrado dr. Emílio Campos Coroa). Em 1958 foi o imóvel adquirido pelo benemérito farense Eng. Coronel Manuel Aboim Ascensão Sande Lemos que o ofertou à Cruz Vermelha Portuguesa que nele instalou a sua Delegação Regional. Tal provocou o despejo do histórico Spot Lisboa e Faro (hoje Sport Faro e Benfica) e as suas ecléticas actividades. Ceroto é que o Teatro Lethes, nos últimos anos com uma regular acção cénica por via da corajosa criação pelo encenador Luís Avilez da companhia profissional «ACTA». Caro é que há cerca de 150 anos o espaço não recebe intervenções conjunturais o que «ajudou» a «Célia» a provocar os avultados estragos, de modo próprio na zona do palco. É preciso, é urgente, é básico salvar o Teatro Lethes. Impõem-no um dever a que outorgamos de nacional. A Secretaria de Estado da Cultura. a Cruz Vermelha Portuguesa, a Câmara Municipal de Faro, a CCDRA e outras entidades têm que juntar esforços para salvar o Lethes. E já!

  Crónica de Faro
  João Leal

   Salve-se o Lethes!

Foi o primeiro estabelecimento aberto pelos Jesuítas no Algarve. Ainda hoje muita gente apela a zona de «Horta do 
Colégio». por ter sido ali que funcionou o Colégio de maia elevado grau de escolaridade existente no Sul, seguindo-se o Colégio São Camilo Lelis, em Portimão. A extinção das Ordens Religiosas (1834) levou a que o benemérito Justino Cúmano o adquirisse em haste pública transformando-o no Teatro Lethes, em relação o mítico rio, do mesmo nome e face ao conturbado período de lutas que se vivia em Portugal, na sequência das lutas entre apoiantes de D. Pedro e D. Miguel. «Monet oblectando» como se lê na sua fachada era o objectivo daquele benemérito ao instituir o que é hoje um dos «teatros históricos europeus. Significa também o imóvel um dos valores maiores do património construído da capital algarvia. Ora a recente tempestade «Célia» que tantos e avultados estragos causou no Sul do País causou estragos de elevada monta naquela sala por onde se exibiram grande companhias internacionais, a par dos sempre recordados artistas locais (João Veríssimo, Féria Pavão e outros) ou do período de ouro do Grupo de Teatro Lethes (sob a direcção do sempre lembrado dr. Emílio Campos Coroa). Em 1958 foi o imóvel adquirido pelo benemérito farense Eng. Coronel Manuel Aboim Ascensão Sande Lemos que o ofertou à Cruz Vermelha Portuguesa que nele instalou a sua Delegação Regional. Tal provocou o despejo do histórico Spot Lisboa e Faro (hoje Sport Faro e Benfica) e as suas ecléticas actividades. Ceroto é que o Teatro Lethes, nos últimos anos com uma regular acção cénica por via da corajosa criação pelo encenador Luís Avilez da companhia profissional «ACTA». Caro é que há cerca de 150 anos o espaço não recebe intervenções conjunturais o que «ajudou» a «Célia» a provocar os avultados estragos, de modo próprio na zona do palco. É preciso, é urgente, é básico salvar o Teatro Lethes. Impõem-no um dever a que outorgamos de nacional. A Secretaria de Estado da Cultura. a Cruz Vermelha Portuguesa, a Câmara Municipal de Faro, a CCDRA e outras entidades têm que juntar esforços para salvar o Lethes. E já!

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

O ÚLTIMO PRESENTE DO «ANO VELHO»

   Hemos de considerar a abertura ao público do novo Parque Ribeirinho de Olhão Poente como a última obra de interesse comunitário inaugurado nos derradeiros dias do ano de 2025.
   Trata-se, com efeito, de uma zona abandonada até á efectivação dos trabalhos realizados e que, nas imediações desse valor mais acrescentado que representa a Marina, uma obra de assinalado interesse.
   Ainda que sem a prevista e desejada Praia, cuja negação proveio da Agência Geral do Ambiente, menos preocupada com o progressivo assoreamento dos canais da Ria Formosa e os lodos mal cheirosos que cada vez mais crescem, esta obra da Câmara Municipal de Olhão proporciona uma vasta área de recreio, prazer e salutar prática da vida ao ar livre que a todos os olhanenses e não só importa considerar.  Dois aspectos importa também focar: são os que se prendem com a renaturalização das salinas, que podem voltar a ser consideráveis meios de reprodução píscatória e a criação de um  palco natural, donde se podem assistir a memoráveis espectáculos, valorizados pelo pôr - do - Sol único que dali se divisa. Por exemplo o próximo Festival de Jazz já está para ali previsto.
As obras deste Parque Ribeirinho Poente de Olhão vão (e têm mesmo de o ser) prosseguir para bem e progresso da Cidade Cubista.

                                                          João Leal

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026


Crónica de Faro
João Leal

Um tempo sombrio

Os dias finais do ano que passou foram-no de assinalada tristeza, pelo desaparecimento de dois dedicados amigos, daqueles que durante toda uma vida partilhámos e comungámos de uma verdadeira e fraterna amizade. Foram fazedores de uma sólida e vivida comunhão que sempre a repartiram como «um sonho vivido de «todos, todos e para todos».
Uma constante preocupação os motivava: saber que os amigos estavam e contribuir para esse bem estar.
Daniel Vieira, foi dos vultos maiores da cultura popular algarvia e dos mais crentes regionalistas que conhecemos nesta já longa vida. Natural de Alte, de que era um verdadeiro símbolo e seu embaixador vivo em permanência, contava 88 anos e provinha de uma boa cepa, pois era filho desse grande algarvio, dos maiores de sempre, o saudoso José Cavaco Vieira. Frequentou a Escola Superior de Belas Artes (pintura) e graduou-se como gravador emérito, vivendo sempre na sua terra natal, para cujo desenvolvimento e progresso muito deu de si. José Daniel Ramos Vieira nasceu em Alte, a 7 de Junho de 1937 e faleceu no CHUA (Centro Hospitalar e Universitário do Algarve), em Faro, na sequência de um ACV que lhe dera dias antes na residência. Músico, pintor, folclorista, possuidor de uma cultura invulgar deixa um testemunho e de simplicidade como foi toda a sua vida.
Artur Lara Ramos, parafraseando o título atribuído ao seu saudoso amigo e colega Prof. Marques Pereira, foi o «senhor atletismo do Algarve», pelo muito que deu à modalidade. Nasceu em Alfena, no distrito do Porto aos 15 de Fevereiro de 1947 e faleceu no Hospital de São João (Porto) também vítima de um AVC. Muito jovem dedicou-se ao atletismo e a outros desportos, representando o F-C. do Porto e outras agremiações. Licenciado em Educação Física, veio para Faro, exercendo o professorado no Liceu João de Deus (actual Escola Secundária João de Deus) e exercendo uma acção única em prol do atletismo Algarvio. Deixou o seu nome ligado em especial ao Cross das Amendoeiras, Grande Prémio dos Reis, foi presidente da Associação de Atletismo do Algarve, e a clubes como Farauto, Liceu de Faro, Farense, Imortal de Albufeira, etc. e um vasto nome de atletas (Ezequiel Canário, João Horta, e a tantos outros que o foram verdadeiros campeões).
O corpo do sempre saudoso amigo esteve em câmara ardente na Igreja de São Luís, em Faro, sendo cremado no Crematório local. Várias e muitas foram as entidades que expressaram o seu pesar pelo infausto acontecimento. A Câmara Municipal de Faro deliberou atribuir o honrado e prestigiado nome do Prof. Lara Ramos, à pista no Rio Seco e onde trabalhou em prol da juventude algarvia o saudoso «Mister Atletismo do Algarve».

                                                João Leal