CRESCE O NARCOTRÁFICO
Todos os dias surgem mais e mais notícias sobre a apreensão no litoral algarvio de veículos e lanchas rápidas com carregamentos de centenas de jericães cheios de combustível destinados ao apoio dos barcos utilizados no crescente e indesejável transporte de estupefaciente do Norte de África e da América do Sul.
Vila do Bispo, Albufeira, Faro, Olhão, Fuseta e Tavira são apenas alguns dos locais de milhares de vasilhas de gasolina, num crescente aumento de apreensões. O Algarve continua assim como uma porta previlegiada de abastecimento à Europa da cocaína, heroína e outras drogas.
Exemplar tem sido a acção da GNR (Guarda Nacional Republicana - Brigada Fiscal) e da Polícia Marítima nestas apreensões e «nunca as mãos lhe doam».
É um terrível flagelo dos nossos tempos com dramáticos casos conhecidos e que urge continuar a dar o mais aceso combate.
Ora parece-nos que é preciso, de uma precisão urgente «cortar o mal pela raiz». Os jericães apreendidos, aos muitos milhares capturados pelas referidas entidades policiais têm que ser abastecidos nas bombas gasolineiras. Se for proibido as chamadas «bombas de combustíveis» encherem estes depósitos uma parte do indesejado problema está resolvido. Não vamos ao extremo de uma proibição total, pois por vezes todos nós temos recorrido a esta solução do uso de uma vasilha em situação de emergência ou quando vamos a Ayamonte atestar o depósito para trazer extra um pouco mais de gasolina ou gasóleo, devido ao custo por litro que se verifica entre os dois países ibéricos.
Bem diferente é chegar a um parque de combustíveis com centenas de vasilhas para encher. É o que se pode classificar de «gato escondido com orelhas de fora». Tal é que não devia ser permitido...
JOÃO LEAL