quinta-feira, 8 de julho de 2010

A SEGUNDA LINHA

"A SEGUNDA LINHA “

Os comentários (?) ao meu artigo “Sardinha Assada” e o artigo de António Encarnação “Só Sei Que Nada Sei!“, colaborador com uma escrita bem estruturada, que eu, e muitos outros apreciamos, foram preponderantes para que escrevesse este artigo, mas adiantando desculpas aos que sentirem que algumas verdades sejam acutilantes ao acanhamento de se manifestarem escrevendo.
E, se sentirem receio de não serem bem recebidas as vossas prosas, façam como eu “utilizei um pseudónimo” e, como não me conhecem, não sinto acanhamento com qualquer crítica destrutiva.
São merecedores de registo e análise, aqueles “ocupantes da segunda linha”, que gostam de ler e apreciar o que aqui se publica com simpatia discreta e por vezes com a cívica missão de comentar.
Se nenhuma topologia foi estabelecida para se enquadrarem e colaborarem nesta área sociológica pertinente, do nosso Blogue, não vemos razão que justifique a sua não presença, ou melancólica preguiça para não colaborarem na 1ª linha, escrevendo “qualquer coisinha”. Não há, não acredito que não tenham uma pequena história lá guardada, como recordação, no “Baú de Memórias”.
Somos descendentes da soturna clientela de alunos dos anos 40/50, emoldurados ou com ornamentos burocráticos da época de Salazar, em que a notoriedade era o uso da gravatinha, do fatinho cinzento ou azul-escuro, não faltando o colete, em que nos tornámos insubstituíveis, porque, como “Costeletas” somos glórias nacionais.
Procedentes de diversificada origem, a todos estes figurantes unifica um objectivo comum, o de beneficiar dos “faróis” da comunicação de massas que os ratifique no direito e desejo de recordar, porque, recordar é viver!
Será que os que aqui colaboram escrevendo, com gosto, e recordando “aquele tempo”, esperando que outros os sigam, não terão aquele desabafo à algarvia, “tanta estafa para que os gajos nem sequer escrevam qualquer m…. para eu recordar?”. (desculpem o impropério).
Poderá constituir pura excepção que apenas confirma a regra a que nos andamos atendo.
Qualquer actor declara com orgulho “nasci no palco!”; Todos os Costeletas dirão “nasci na escola!”.
Lastimo que não exista mais alguns Costeletas que possam dizer “nasci no texto”, até porque alguns da “primeira Linha” já passaram para a “Segunda Linha”, o que dá pena…
Acho que todos poderão enviar as suas histórias. Estou convencido que os escritores deste Blogue se encarregarão de a colocar em prosa. Eu também alinho, dentro das minhas fracas possibilidades de escritor.
Será que a vida é trabalhosa?
Que minudências contem?
Venham! E deixo, também, o recado: “regressem à Primeira Linha”

Alfredo Mingau
(Recebido por via electrónica - RC)

domingo, 4 de julho de 2010

ANIVERSÁRIO DE ASSOCIADOS COSTELETAS

Fazem anos neste mês de Julho;

01 - Augusto Emídio Martins Veríssimo; João Gonçalves Viegas Jacinto; Fernando da Silva Correia; Maria do Carmo Patrício; Carlos Pedro Sousa Gordinho; Maria Ivone Lopes de Oliveira e Ovelheira. 02 - Maria Emília Anastácio Penisga; Natércia da Visitação Milhano Pessanha Talento Marques. 03 – Maria Ivete Celestino Campina; José Coelho Mendes. 04 – Hélder de Oliveira Gonçalves. 06 - Néli Rocha da Cunha. 07 - Mário Cabrita Guerreiro. 08 - José Lúcio Beatriz Dias. 09 - Florival Brito Cavaco; Albertina Pires Dias Brandão; Orlando João da Cruz Bica. 10 - Maria Antónia Santos. 12 – Rogélio Lopo Neves. 15 - Aníbal António Cavaco Silva; Eduardo Manuel Cruz. 17 - Virgílio António Quintas Rodrigues; Maria Celeste Caiado Mendonça Reis; António Vieira Santos Silva; Maria Paula Tomás Machado Pires Canário. 18 - Custódio Manuel Rosário Ministro. 19 - Rodrigo Luís Moreira Paes Mousinho. 20 - António José Pereira Martins; Arlindo Reis dos Santos; José Emiliano Moreno Entrudo; Hercília dos Santos G. Neto Madeira. 21 - José Alexandre Marreiros Alves; Júlio Encarnação Cachola. 22 – Rui Manuel da Conceição Rosa23 –Aníbal Rocha Fernandes Norte; Maria dos Anjos Santos Cebola. 24 - João Francisco Coelho Ramos; Victor Silva Vidal; Manuel de Sousa Lima. 25 - Fausto do Carmo Xavier; José Manuel Serôdio Bernardo; Baltazar Marçal Morais; Maria Filomena Coelho Gomes Jacó. 26 - Amélia Maria Celestino Campina; Leonardo Vila Nova Gonçalves. 28 - Albertino Filipe Bota; Gabriela Conceição Gonçalves Vieira; Maria José Rocheta V. Brás. 30 - João Rufino Malaia Santos; Isabel Maria Viegas de Azevedo; Virgílio Mendes dos Santos Romão; Leonel Nunes. 31 - Maria Viana Margarido Coelho; Alberto João Prazeres da Silva Urbano.

OS NOSSOS PARABÉNS

sábado, 3 de julho de 2010

Faro - Centro da cidade - Quem se lembra dela? - Reparem, onde a "malta" fazia grupo para ver passar as "Moças"

POSTAIS ILUSTRADOS

Adicionar imagem


Faro - 1910

Rogério Coelho

quinta-feira, 1 de julho de 2010

RECEBIDO POR CORREIO ELECTRÓNICO


O Arenque

António Encarnação tem razão quando compara este peixe com a sardinha. De facto, a espécie pequena é parecida com a sardinha e o gosto muito parecido.

Arenques são pequenos peixes gordurosos (a gordura está dispersa por toda a carne e pele) do gênero Clupea encontrados nas águas temperadas e rasas do Atlântico Norte, do Mar Báltico, do Pacífico Norte e do Mediterrâneo.

Há 15 espécies de arenque, a mais abundante é a do arenque do Atlântico, Clupea harengus. Os arenques se deslocam em grandes cardumes, chegando na primavera às costas da Europa e da América do Norte onde eles são capturados, salgados e defumados em grandes quantidades. As latas de "sardinhas" vendidas em supermercados podem, na verdade, ser de espécies de arenques pequenos.

Nos Países Baixos, o arenque tem desempenhado um papel importante no desenvolvimento econômico e histórico destes países desde antes do século XIV.
Prefiro a "sardinha assada"


Alfredo Mingau


Só Sei Que Nada Sei !

Esta frase legada por Sócrates a meu ver o maior dos Filósofos Gregos , tem servido de rumo na minha vida !
Sempre que encontrava alguém que me falava + Sei tudo , não preciso aprender mais !
De Imediato via um Indivíduo sem capacidade de evoluir e aprender novas coisas .

Daqui a dias completo 70 anos , e na realidade me considero um eterno aprendiz em todas as áreas , tem quem fale se o tempo voltasse para trás algumas dezenas de anos , minha vida será bem diferente ? ( porque supõem que voltavam a ser mais novos com os conhecimentos que tem na atualidade ) .
É coisa que não sucede na minha imaginação , aprendi na vida que sendo o ser humano dependente dos outras pessoas em qualquer fase da vida na minha existência estive em locais em que os habitantes vivem uma realidade como nos acontecia há mais de 50 anos ( Sem eletricidade , água canalizada e outros itens atuais , e com meu conhecimento em nada os ajudei ) .

Nas últimas publicações o nosso colega JBrito de Sousa trouxe o Filosofo Proudhon de uma época em que a Revolução Industrial tinha sido iniciada há poucos anos e expôs o medo que a massa trabalhadora sentia com o desenvolvimento das máquinas numa fase em que tudo evoluía de forma lenta , mas previam que as máquinas iriam substituir o trabalho braçal , aconteceu no Alentejo quando surgiram já em meados do Século 20 as Ceifeiras e se falava na semana de 48 horas , enquanto no tempo do Prodllhon se trabalhava nos campos e fábricas mais de 60 horas por Semana .
Sobre a Economia tanto o Sistema Financeiro na C . E. como o Merceeiro e Carvoeiro , se costumo falar por várias formas , no entanto na realidade a Economia se resume em qualquer dos artigos .
Nunca tive um cargo Publico na administração das empresas que constituem o Patrimônio do Estado , sempre trabalhei na administração Privada .
A diferença que notei foi que enquanto no sector do Estado os prejuízos são pagos pelos contribuintes , no Privado é pelo Patrimônio do empreendedor , reconheço que existe em ambos os lados grandes economistas mas , não só Portugal e o Planeta vive atualmente uma das maiores crises mundiais .
No artigo Sardinha Assada , me trouxe enormes Saudades da nossa Sardinha , até que aqui anda muito misturada com o Arenque em que o Paladar é semelhante mas no Atlântico Sul a qualidade é fraca , com destaque para quem a maior parte da vida teve disponível a Sardinha Portuguesa .

Saudações Costeletas
António Encarnação

quarta-feira, 30 de junho de 2010

recebido via electrónica




A SARDINHA ASSADA

Não é fácil esquecer os que os "Vates", algumas decadas atrás, verberavam o gosto que os portugueses manifestavam sobre a "Sardinha Assada".
Também não é incómodo nenhum pensar no "regabofe" pós-revolucionário que leva à mesa massas oprimidas de devoradores daquele peixe e com a preocupação em ocupar o tempo degustando o "fiel peixinho" que se vendia ao quarteirão.
A entrada do Solstício, que origina o culto mais afoito dos pequenos prazeres, trás ao convívio a "sardinha assada", uma classica iguaria das eternas festividades populares ou das efémeras comemorações futebolísticas.
Aqueles que, decadas passadas, se envergonhavam de as mastigar e que reputavam de uma "pelintrice", a observam agora com olhos de ver e, porque, a comunidade médica é lábil em aconselhar este alimento. Segundo a enciclopédia Wikipédia "são peixes pelágicos que formam frequentemente grandes cardumes e alimentam importantes pescarias. Apresentam um importante lipídio (Ômega 3), que se julga ser um "protector" do coração"
Em 1818 Goya pintou o "Enterro da Sardinha" uma sinóstra cerimónia que é comandada por duas megeras mascaradas e um demónio com algo de inquisidor, percebendo-se o anúncio da noite da festa.
Mas a festa da "Sardinha Assada" está bem viva e, nesta época, bastante saborosa, não aquela que é pescada na Bacia Mediterrânica, sensaborana e sem escamas, mas à espécie que prolifera no Atlântico, principalmente na nossa costa. única a obter o certificado de qualidade.
E viva a "Sardinha Assada" de alegria colectiva em que este artigo consubstancia e que prefigura como metáfora.
E termino com a paráfrase dos versos de William Carlos William:
- Temos no nosso prato a espinha da sardinha.
- Eis o que dá ao homem segurança.

Alfredo Mingau

terça-feira, 29 de junho de 2010



O MERCEEIRO E O CARVOEIRO

Ao meu amigo costeleta JORGE TAVARES


Não acredito nada, naquilo que dizes no teu comentário ao meu texto, porquanto a senhora professora D. Florinda ensinou-nos mais do que isso que tu citas. Além do mais, tu sempre foste um bom aluno, reconhecido por todos que te conhecem.

È por isso que aquela da lata e a outra do devia haver mas não há, não
cabem aqui.

Jorge, tu conheces as dificuldades que a Contabilidade teve para se impor e hoje é uma ferramenta indispensável à gestão, donde…

Ai vai Erasmo,

“No Elogio da Loucura publicado em 1511, Erasmo de Roterdão o mais célebre dos humanistas, criticava a sociedade nestes termos :- “os negociantesmentem,roubam, defraudam, enganam e consideram-se pessoas muito importantes porque andam com os dedos cheios de anéis de ouro. Os reis e os príncipes não escutam senão os que lhes dizem coisas agradáveis. Os cortesãos são pessoas do mais rasteiro, mais servil e do mais hipócrita. Dormem até ao meio dia e mal acabado o almoço logo os chamam para o jantar. depois são os dados, o xadrez, os torneios, os adivinhos, os bobos, as amantes, os divertimentos, as chalaças... e deste modo, sem receio do tédio da vida, passam as horas, os dias, os meses, os anos, os séculos.”...

Parece que está actual. Ou não?...

Já agora, vou à faca na quinta feira. Mas volto.

Espero isso, pelo menos.

Ab.

ENVIADA POR CORREIO ELECTRÓNICO

Do Poeta Costeleta Dr. Manuel Inocêncio da Costa
recebemos o poema que publicamos

Romance –Tempos de miséria

Tristes tempos estes vão sendo,
Mas que havemos de fazer?
Vai toda a gente gemendo,
É tempo para esquecer.

Já lá vem um cavaleiro,
Com aspecto de vingador,
Cavalgou o mês inteiro,
Mergulhado em grande dor!

Que novas trazes mensageiro,
Para correr a toda a brida,
São más notícias primeiro,
Daquelas que matam a vida!

Cavaleiro, oh cavaleiro,
Para que fazes tanto ruído,
Será porque não há dinheiro,
E está todo o mundo falido?

Ouvi novas que vão correndo,
O mundo está sendo devastado,
De todos os lados vão aparecendo,
Fogos –está quase tudo queimado!

Já todo o sistema está ruindo,
E por todos os cantos da terra
Olhai – é assim que isto vai indo
Vede –por todo o lado é a guerra!

Guerra que a todos aperta,
Aos pobres mais do que a ninguém
Estai portanto muito alerta,
Para não soçobrardes também!

Lá vem um segundo cavaleiro,
Bramindo com sua espada de fogo,
Tem ar tremendo de justiceiro,
Que olhando-o se vê logo.

Traz um olhar desvairado,
Há muito tempo não dorme,
Seu cavalo está cansado,
Há meses quase não come!

Cavaleiro, bom cavaleiro,
Que é que aqui vens fazer?
Não percebes que pouco é verdadeiro,
E que pouco é como deve ser?

Eu sei – poucos defendem os valores,
Que deviam defender e honrar,
Por isso castigarei os traidores,
Todos os oprimidos venho vingar!

domingo, 27 de junho de 2010



Anibal convidou-te para o evento "Exposição e Apresentação de Livro", quinta-feira, 8 de Julho às 18:00.

Evento: Exposição e Apresentação de Livro
Início: quinta-feira, 8 de Julho às 18:00
Fim: quinta-feira, 8 de Julho às 20:00
Onde: 8 de Julho às 18 horas na Biblioteca Municipal de Albufeira; 9 de Julho às 18 horas na Universidade do Algarve - Gambelas

Para veres mais detalhes e responderes, segue esta ligação:
http://www.facebook.com/n/?event.php&eid=134108589950479&mid=2918a26G5d4d1107G1131c39G7&bcode=R4tmE&n_m=rogerio1930%40gmail.com

Obrigado,
A equipa do Facebook

DO CORREIO ELECTRÓNICO

O SISTEMA FINANCEIRO NA CE

Os mercados financeiros, nesta fase crítica da economia mundial, não poderão ficar fora do controle das autoridades competentes para o efeito, necessitando de regras rígidas que possuam força suficiente para controlar o resultado dos valores avultados que se transaccionam diariamente.
A regulação dos mercados financeiros tem que ser mais fiável e é por isso que a Comissão Europeia está a ultimar um pacote de medidas, criando novas estruturas de supervisão e controle, no sentido de transmitir mais transparência ao sector, porque entende que a aplicação destas medidas, pode contribuir mais aceleradamente para se sair da crise financeira, que está aí instalada.
No pacote das medidas a tomar, contam-se o reforço das regras decapitalização das instituições financeiras e a forma de actuação dos mecanismos de supervisão, adicionados de um conjunto de medidas que procurem domesticar as remunerações dos quadros de gestão, com o objectivo, de, nesta fase, pelo menos, tentar diminuir um dos aspectos mais aliciantes do negócio, que é o risco.
Este comportamento de regulação é dirigido a todas as entidades financeiras, quer na Europa quer no resto do Mundo, já que a crise é global. Todavia o problema das off-shores foram canalizados para o G20, para ser tratado numa reunião em Abril do próximo ano.
Estão previstas sanções drásticas para as instituições que não cumpram as normas emanadas das instituições de supervisão ou se recusem a colaborar com estas instituições.
Estranha-se o facto de internacionalmente a actuação das instituições de supervisão não serem unanimemente aceites.
Cada vez estou mais convencido que as crises interessam ao poderio do capital, porquanto assim, será ele a ditar as regras do jogo, melhor dizendo, as leis do mercado. Há organizações empresarias com um bom fundo moral, que são solidárias e pretendem contribuir para o bem estar social, que, em última análise é ou deveria ser o destino de uma boa parte das mais valias geradas pela máquina produtiva,
O que se passa no tecido empresarial português é, quase diariamente, a declaração do estado de falência das ditas empresas.
Erasmo de Roterdão já explicou todos estes fenómenos há 500 anos, ingloriamente. O desassossego continua.


Ab.
JB

quinta-feira, 24 de junho de 2010



O AGIR HUMANO

O agir humano ou o comportamento humano deve situar-se ao abrigo da ética e dos bons princípios.
De facto, a vida humana, é um permanente diálogo entre o eu e as circunstâncias. O agir humano é o reflexo de uma necessidade. O homem tem de procurar o seu caminho, a sua estrada, a sua meta. Tem de chegar lá. Mas para isso tem de ter os meios para se mostrar como
capaz e eficiente.
Agir é uma condição inerente à sobrevivência. E isto tem um nome; chama-se trabalho. O pensamento é uma forma de trabalho. Pelo menos pensar, dá trabalho. O trabalho é esforço e acção. O trabalho é o fundamento do que há de humano na Sociedade e no Homem. Graças ao trabalho a fatalidade da natureza é dominada pela liberdade do Homem.
Através do trabalho, o homem pode-se tornar mestre de criação.
O trabalho é AGIR, ou seja, esforço e acção, ele é o produtor total, tanto de forças colectivas como da mentalidade, das ideias e dos valores, encarnando a fusão de todos estes elementos. Em suma é a sociedade que se produz a si própria na sua totalidade pelo trabalho.
O homem, através da sua actividade, desempenha uma dupla personagem: é mestre pelos factose gestos que são outras tantas expressões das suas ideias; é discípulo, pela atenção que dá aos seus actos.
Na Sociedade há qualquer coisa anterior a todos os sinais que, desde tempos imemoriais, servem de veículo e de instrumento do saber.
Podemos até dizer que, a este respeito, que a inteligência do operário não está apenas na sua cabeça; está também na sua mão.
Mas alturas houve em que o homem, num certo sentido, deixou de agir.
Foi quando surgiu a máquina que levantou alguns problemas no contexto
do trabalho.
A máquina faz o seu trabalho e o homem faz o seu. Proudhon, um filósofo, sociólogo e doutrinário sócio político, diz que com o aparecimento da máquina se substituiu a habilidade manual, pela
perfeição dos utensílios. Certamente que sim, estou de acordo, mas o homem não acabou. Quem faz o trabalho é a máquina, controlada e programada pelo homem.
Mas Proudhon fala de outro homem quando diz que a habilidade manual foi substituída pela perfeição dos utensílios dizendo ainda que os papéis entre o homem e a matéria se inverteram, passando o espírito para a máquina, deixando o operário, que tinha pela via do trabalho a sua oportunidade de se considerar superior, ver-se agora relegado para
segundo plano nessa sua tarefa de operário embrutecido.
È aqui, diz Proudhon que deveria considerar-se a superioridade do
trabalhador mas essa possibilidade tornou-se para ele fonte de
embrutecimento.
Mas o mundo só progride se o homem agir.

Bibliografia consultada – PROUDHON


Texto de
João Brito Sousa

quarta-feira, 23 de junho de 2010

DO CORREIO ELECTRÓNICO

Data: Faro, 22-06-2010

De: Elos Clube de Faro - Associação Cultural
"Em defesa da Língua e Cultura Portuguesas"


"ALMA ALGARVIA" DE MARIA JOSÉ FRAQUEZA NA
BIBLIOTECA MUNICIPAL VICENTE CAMPINAS EM
VILA REAL DE STO. ANTÓNIO
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A Biblioteca Municipal Vicente Campinas de Vila Real de
Stº António recebeu no passado dia 11 de Junho o Elos Clube
de Faro com a sua mais recente edição "Alma Algarvia" de
Maria José Fraqueza.

Com a saudade e a amizade estampadas no rosto, Maria José
Farqueza reencontrou amigos e antigos alunos ao apresentar a sua
"Alma Algarvia". Entre lendas e pragas, alcunhas e apelidos, a
assistência deixou-se encantar por este "hino ao Algarve", recordando
velhas histórias recontadas pela magia das memórias que a autora
tão bem sabe transmitir.

Esta foi a 3ª apresentação do "Alma Algarvia" por terras
algarvias e a próxima apresentação, já agendada, terá lugar na
Biblioteca Municipal de S. Brás de Alportel, no dia 2 de Julho,
pelas 18,00 horas.

O Elos Clube de Faro e a autora agradecem o carinho e o
apoio recebidos por parte da Biblioteca Municipal de Vila Real
de Stº António e endereçam igualmente o seu profundo agradecimento
Câmara Municipal.

Na hora da despedida ficou a promessa de nos
reencontrarmos em breve.

A Direcção do Elos Clube de Faro