domingo, 15 de maio de 2011

GRANDE ALMOÇO ANUAL

ADENDA
INSCREVE-TE

Pelos telemóveis:
919029068 - Isabel Coelho
919367688 - Mimi


SE EU PUDER
OBVIAMENTE QUE LÁ ESTAREI
.

Esta crónica é para todos os costeletas, mas, se me for permitido, gostava de a dedicar aos rapazes do 1º ano 1ª Turma do ciclo preparatório de 53 / 54, citando aqui alguns nomes, sobretudo dos que têm ido. Ei-los: Francisco Gabriel Carvalho Cabrita (nos EUA) João Vitorino Mendes Bica, João Viegas dos Santos, José Mateus Ferrinho Pedro, José Bartílio da Palma, António Inácio Gago Viegas, Reinaldo Rodrigues Neto e os outros todos. Eu incluído.

Portanto, ao almoço, todos, mesmo aqueles que não puderem ir. Que não percam a esperança, porque há sempre uma luzinha ao fundo do túnel. É preciso não perder essa luz, essa esperança, que no fundo é o que nos alumia o caminho. E nos guia. Reviver aqueles tempos faz parte do património cultural de cada um de nós.

Alô António Barão,, José Elias Moreno, Bernardo Estanco dos Santos, Victor Caronho, Zé Pudim Paixão, Alberto Rocha, José Emiliano, José Félix, Júlio Piloto, Teófilo Carapeto Dias, Alfredo Teixeira, João Malaia, Maria José Fraqueza, Honorato Viegas, Bastinhos, José Sousa Pinto, Hernâni, Bernardino Martins, Armando Gonçalves, Edeménio Madeira e mais duzentos ou trezentos. Incluindo o Daniel Faria de Querença

Em tempos não muito recuados eu embrenhava-me no almoço com unhas e dentes e falava cm a malta do meu tempo e de todos os tempos. E eles vinham. E espero que venham no próximo dia 11 também.

E o Professor Américo que nos educou a todos, a uns mais e a outros menos. Mas que foi um grande educador.

E o João Cuco, que num treino de andebol jogou a bola para a Alameda. E o Fantasia que largou os pintassilgos. E o Norberto Cunha que escreveu os versos do Caça Braba. E outros.

O Jesuíno, o Barracosa e Figueiredo da equpa de andebol. Mais o Palminha. O Zacarias do alpino. E o Bartlomeu Caetano, amigo do Geraldes. E o Macedo agora presidente Rotayr. E outros.

Um pequeno apontamento aos que já partiram, como o Brito da bomba da Falfosa que foi emigrante na Venezuela e que pôs a bomba de carnaval na aula do Xêncora Ramatchondra, o Zé Clérigo do Passo, o primeiro a ter carro na Escola (ou foi o Hernâni) o Zé Gonçalves e o Manuel Dias dum célebre 2º 4ª, ambos jogadores do Farense, o Zé camisa dez, pensador de jogo e o Manel defesa esquerdo. O Campina para cantar o fado.

E o Victor Silva para cantar a lagarticha. E todos os outros.

Ab do

João Brito Sousa

sábado, 14 de maio de 2011

19MAI ' 11
A DANÇA DA DUNA LUNA
Performance e Lançamento do Livro

TEATRO DAS FIGURAS
15H30


Programa

15.30h – performance "A Dança da Duna Luna"

pelos alunos do Grupo de Teatro Improviso e alunos do Curso Profissional de Intérprete em Dança Contemporânea da Escola Secundária Tomás Cabreira.

16.10h - intervalo

16.30h – lançamento do livro "A Dança da Duna Luna da Praia de Faro"
pelos alunos das Áreas de Artes e Científico – Natural da Escola Secundária de Tomás Cabreira.

CONVITE

O Diretor Regional de Educação do Algarve e o Diretor da Escola Secundária de Tomás Cabreira têm a honra de convidar Vossa Excelência para  a performance e lançamento do livro "A Dança da Duna Luna da Praia de Faro" no dia 19 de Maio, às 15h30, no Teatro Municipal de Faro.

Projecto no âmbito do ciclo temático
 "PREAA-Contos do Mago".



Assistem professores e alunos (com idade superior a cinco anos) das escolas básicas do concelho de Faro e público em geral.

Esta iniciativa insere-se no âmbito do ciclo temático PREAA "Contos do Mago – narrativas e percursos geológicos" da Direcção Regional de Educação do Algarve.
O projecto "livros – filhos" prevê a edição de um livro com um dos "Contos do Mago" por concelho, realizado por turmas de ciências e de artes de uma escola secundária, com a ilustração do conto e propostas de actividades para projectos de ciência e de educação ambiental pela arte do 1º, 2º e 3º ciclos.

"A Dança da Duna Luna da Praia de Faro" destina-se às escolas básicas do concelho de Faro e é oferecido como recurso pedagógico aos respectivos professores da rede PREAA. Constitui um instrumento a ser explorado em contexto de formação de professores, para o próximo ano lectivo, numa parceria com a Agência Ciência Viva, o Centro Ciência Viva do Algarve e a Universidade do Algarve.


sexta-feira, 13 de maio de 2011

ALMOÇO ANUAL COSTELETA
É já no próximo dia 11 de Junho que se realiza o nosso Grande Almoço Anual, no Fórum do Hotel D. Pedro Golf - Vilamoura
Costeleta, não faltes! 
 As faltas não serão justificadas
25 € - (pronto pagamento)
(Não aceitamos cheques carecas, ou fóra do prazo) 



Jornal "o Costeleta"

O nº 108 do nosso Jornal está a ser impresso. Contamos enviá-lo a todos os Associados Coeteletas, na próxima semana.

C O N V O CA T Ó R I A

Ao abrigo dos Artºs 14º e 15º dos Estatutos, convoco a Assembleia Geral da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira, para uma reunião ordinária no dia 11 de Junho de 2011, pelas 15 horas, a funcionar durante o almoço anual no Hotel D. Pedro Golf em Vilamoura, com a seguinte ordem de trabalhos:
-PONTO UM – Informações;
-PONTO DOIS – Aprovação do Relatório e Contas de 2010;
-PONTO TRÊS – Entrega do Prémio Melhor Aluno 2009-2010.
-PONTO QUATRO: Lançamento do Livro "Colectânea Costeleta"

Faro 9 de Maio de 2011
O Presidente da Mesa da Assembleia
a) Manuel Silo da Graça Caetano


quinta-feira, 12 de maio de 2011

TEMA: internet= computador



NUMERO DE ELEITOR
E FREGUESIA DE VOTO

Esqueceu-se, não se lembra?
Muito fácil, vá à seguinte página:

http://www.recenceamento.mai.gov.pt/

E digite: Nº do Bilhete de Identidade ou de cartão de cidadão, confirme a sua data de nascimento (ano, mês, dia) e clique sobre "pesquisar". Ficará a conhecer o seu número de eleitor e a freguesia onde deve poder cumprir o seu dever cívico no próximo dia 5 de Junho e sempre que tiver de votar.
É muito fácil e não precisa de perder tempo a deslocar-se à Junta de Freguesia.

Rogério Coelho

quarta-feira, 11 de maio de 2011

MINIDRAMA NO BECO DAS LARANJEIRAS

Norberto Cunha

Ao entrar na tasca, pelo fim da tarde, Alfredo apercebeu-se do brusco saltar de assunto entre o Zé barbeiro e o Chico da Gertrudes. Depois, do olhar sibilino, inquiridor mas fugidio, com que ambos e o proprietário o miraram. Sinal de que andava no ar coisa menos boa a seu respeito e susceptível de induzir paleio prolongado ou acesa discussão. Mas estava quase na hora da consulta e fez-se desentendido. Engoliu o resto da bejeca e abalou.
É agora que vai pôr tudo em pratos limpos. A consciência não a tem muito em sossego, nunca a tem, mas desta vez cheira-lhe a mais uma das tramóias que as alcoviteiras do beco se entretêm a montar e a dar-lhes corda. “A Flor do Roxo" está deserta. Nem o Zé, nem o Chico, ou quaisquer outros dos frequentadores. Melhor assim. O Maurício está na jogada, porventura até mais que aqueles dois, e o papo a sós com ele não terá muito por onde descarrilar. Senta-se ao balcão e pede um bagacinho.
- Então que disse o doutor? Não tens nada de ruim pois não?
- pergunta aquele.
- Não. Por aí não há azar. E já comecei a tomar os comprimidos.
- Mas ó Maurício: não disfarces ... Não penses que há bocado, lá por estar à pressa, não reparei no jeito como tu, o Chico e o Zé olhavam para mim. E também percebi que eles embrulharam a conversa quando eu entrei. Tem paciência, mas vais ter de abrir o jogo. Há aí qualquer marosca que me 'tão a esconder.
Maurício inclina-se e responde-lhe fitando-o:
- Olha: se tu ainda não sabes, não sou eu que te vou contar. Não gosto de me meter nesses enredos. Pergunta a eles, se quiseres.
- Bem me pareceu que anda bicho no mato ... E vocês correm o fecho, não é? Porra! Que grandes compinchas me saíram.
- Não fiques assim, Alfredo. Não leves a mal. Sabes bem que badalar certas coisas para um amigo, ainda mais se está doente, é sempre um enrolo do caraças. Só te digo isto: que anda bicho, anda. Mas não é no mato.
- Ó pá: não me venhas com charadas... - adverte Alfredo. Engole o resto do bagaço, pousa o cálice e com um ar sério, a rondar a ameaça, insiste:
- Eu já te disse que não tenho nada de mau. E se és mesmo meu_ amigo, não te fechas em copas. Também não há-de ser uma coisa do outro mundo. 'Tá-se mesmo a ver que é mais uma das boca do costume. Já 'tou habituado. Vá lá: abre o saco.
- Sabes uma coisa? Se calhar já piei de mais. Mas se queres apanhar
 bicho, não precisas nem de ir longe nem de procurar muito.
- Maurício: duma vez por todas, deixa-te de bitates, pá, ou temos o caldo entornado.
- Calma aí… Desde quando é que tu és homem para te aguentares com uma má notícia?
- Ó pá, isso agora não interessa. E se é mesmo um sarilho do catano, eu vou sempre acabar por saber, ou não vou?
- Pois. Com certeza. O que muito me admira é como ainda não soubestes...
- Mas ó Maurício, eh pá: ainda me fazes saltar a tampa. Custa-te assim tanto abrires a matraca? Ao menos dá-me aí um lamiré!
- É o que tenho 'tado a fazer. Não percebestes? – esclarece aquele
num tom quase de escárnio.
- Não. Mas então vá. Continua.
- Tudo bem. Mas prepara-te, segura-te.
- Já 'tou preparado. Anda lá...
- Olha: se te puseres à coca, é mesmo na tua casa que vais ver
entrar o bicho.
- O quê? Espera aí... - responde-lhe Alfredo sobressaltado. Estica a cabeça para o amigo, sonda-o bem no fundo dos olhos pergunta-lhe:
- Queres dizer que a minha Júlia?...
- Querias saber... Pois é isso mesmo. Nem se fala doutra coisa.
- Não me digas... Mas não, não acredito. Só pode ser mentira. Mais uma boca porca daquelas veIhas cuscas! Não acredito.
- Fazes mal… Não falta muito começam a chamar-te corno manso.
- A mim? Naaão! Se isso fosse verdade, também havia de saber- -se quem era o gajo. Ou não?
- Mas sabe-se. É aquele papo-seco do banco.
- Não 'tou a ver. ..
- Ó pá: o gajo que está hospedado na Ofélia ...
- O Rodrigues? Não pode ser! Não conheces bem a minha Júlia, pá. Se ela quisesse pôr-me os cornos nunca era com um lingrinhas daqueles, um escanzelado que até mete nojo. Ninguém me convence dessa.
- Então não te convenças. Mas olha: também não precisas de espreme-la nem de te pores à coca. Eu é que não me lembrei logo, mas ou tu tens andado muito distraído ou 'tás a ficar surdo.
- Que é que queres dizer com isso?
- Então a tua vizinha, a Etelvina, não tem um papagaio?
- Tem. Mas que é que o pássaro tem a ver com o assunto?
- O que é que tem? Parece que só tu é que ainda não o ouvistes.
\Mas volta e meia lá 'tá ele: Ó Rodrigues, veste-te! O Alfrede tá chegar!
-Eh pá!... Nunca ouvi, não. - assevera Alfredo de olhos esbugalhados. E num ligeiro balancear da cabeça para diante, como que a sublinhar cada palavra, conclui:
- Mas assim o caso já muda de figura...
- Agora tens é de ter calma, pá. Vê lá o que vais fazer - aconselha
Maurício.
- Tu vais ver. Dá-me aí outro bagaço.
- Vou ver o quê?
- Vou dar cabo do sacana!
- Porra! Não devia ter-te dito nada - recrimina-se o taberneiro, acabando de encher-lhe o cálice. -Tem calma pá! Não te metas em trabalhos. Corre com ela!
- Quero lá saber de trabalhos! Já disse: Eu mato o gajo! Não passa desta noite.
Emborca o bagaço e sai desaustinado.
§
Júlia adormeceu e despertou sozinha, mas sem sobressalto ou estranheza. Quando o Alfredo não vem jantar, já se sabe. Meteu¬-se com os bêbedos do Chico e do Zé e só vai aparecer à hora do almoço. Emboneca-se e desce para as compras.
Pela certa, ferve mexerico na mercearia da Gertrudes. Quando ali se juntam a Ofélia fadista, a velha Etelvina, a mulher do Maurício e mais alguma, nunca falha. Só que desta vez parece ser diferente. Em ¬nenhuma se vê o sorrisinho cúmplice, o olhar pulando o ombro, o ciciar das palavras. Mal acabou de entrar, todas se calaram muito sérias.]úlia tem um mau pressentimento e pergunta para o grupo:
- O que foi?.. Aconteceu alguma coisa?
- Não se esteja a fazer de novas, que a culpa é toda sua, sabe bem - reponde-lhe a Ofélia.
- A culpa é minha? Culpa de quê?
- Ah não sabe? Coitadinha... Não se arme em parva - escarnece
a  mulher do tasqueiro olhando-a de viés. - É tão esperta para certas coisas...
- Vocês é que devem 'tar parvas. Não sei do que é que 'tão a falar!
- Não sabe? Então não foi o seu Alfredo que esganou o pobrezinho? - retalia a fadista com desdém, as mãos nos quadris
- A si é que ele devia ter esganado, sua puta!
- Puta é você! Sua varina de merda. Eu não sei, não vi nada, nem me digam mais nada! Sou muito mulher e sei respeitar o meu homem!
Tolhida de espanto, afogueada de raiva, olhos chispando, adivinha-se que Ofélia vai atirar-se a ]úlia.
Mas rompendo em soluços, a velha Etelvina vem suster o iminente engalfinhar das duas:
- Ai sabes? Então porque é que foi, que ele, que ele matou, me
matou o papagaio?...

"IN O TRIÂNGULO DE DEZEMBRO E OUTRAS FICÇÕES"

Colocação de Rogério Coelho


terça-feira, 10 de maio de 2011

GERAÇÃO À RASCA FOI A MINHA.

Li este texto na net. com este título E porque vivi naquele tempo e muitos dos que aqui nos visitam, achei que poderia ser publicado no Blogue, se acharem que sim, para comparação com a "geração à rasca" actual.

Montinho

GERAÇÃO À RASCA FOI A MINHA.

Foi uma geração que viveu num país vazio de gente por causa da emigração e da guerra colonial, onde era proibido ser diferente ou pensar que todos deveriam ter acesso à saúde, ao ensino e à segurança social.
Uma Geração de opiniões censuradas a lápis azul. De mulheres com poucos direitos, mas de homens cheios deles. De grávidas sem assistência e de crianças analfabetas. A mortalidade infantil era de 44,9%. Hoje é de 3,6%.
Que viveu numa terra em que o casamento era para toda a vida, o divórcio proibido, as uniões de facto eram pecado e filhos sem casar uma desonra.
Hoje, o conceito de família mudou. Há casados, recasados, em união de facto, casais homossexuais, monoparentais, sem filhos por opção, mães solteiras porque sim, pais biológicos, etc.
A mulher era, perante a lei, inferior. A sociedade subjugava-a ao marido, o chefe de família, que tinha o direito de não autorizar a sua saída do país e que podia, sem permissão, ler-lhe a correspondência.
Os televisores daquele tempo eram a preto e branco, uns autênticos caixotes, em que se colocava um filtro colorido, no sentido de obter melhores imagens, mas apenas se conseguia transformar os locutores em "Zombies" desfocados.
Hoje, existem plasmas, LCD ou Tv com LEDs, que custam uma pipa de massa.
Na rádio ouviam-se apenas 3 estações, a oficial Emissora Nacional, a católica Rádio Renascença e o inovador Rádio Clube Português. Não tínhamos os Gato Fedorento, só ouvíamos Os Parodiantes de Lisboa, os humoristas da época.
Havia serões para trabalhadores todos os sábados, na Emissora Nacional, agora há o Toni Carreira e o filho que enchem pavilhões quase todos os meses. A Lady Gaga vem cantar a Portugal e o Pavilhão Atlântico fica a abarrotar. Os U2, deram um concerto em Coimbra em 2010, e UM ANO antes os bilhetes esgotaram.
As Docas eram para estivadores, e o Cais do Sodré para marujos. Hoje são para o JET 7, que consome diariamente grandes quantidades de bebidas, e não só...
O Bairro Alto, era para a malta ir às meninas, e para os boémios. Éramos a geração das tascas, do vinho tinto, das casas do fado e das boites de fama duvidosa. Discotecas eram lojas que vendiam discos, como a Valentim de Carvalho, a Vadeca ou a Sasseti.
As Redes Sociais chamavam-se Aerogramas, cartas que na nossa juventude enviávamos lá da guerra aos pais, noivas, namoradas, madrinhas de guerra, ou amigos que estavam por cá.
Agora vivem na Internet, da socialização do Facebook, de SMS e E-Mails cheios de "k" e vazios de conteúdo.
As viagens Low-Cost na nossa Geração eram feitas em Fiat 600, ou então nas viagens para as antigas colónias para combater o "inimigo".
Quem não se lembra dos celebres Niassa, do Timor, do Quanza, do Índia entre outros, tenebrosos navios em que, quando embarcávamos, só tínhamos uma certeza... ...a viagem de ida.
Quer a viagem fosse para Angola, Moçambique ou Guiné, esses eram os nossos cruzeiros.
Ginásios? Só nas coletividades. Os SPAS chamavam-se Termas e só serviam doentes.
Coca-Cola e Pepsi, eram proibidas, o "Botas", como era conhecido o Salazar, não nos deixava beber esses líquidos. Bebíamos, laranjada, gasosa e pirolito.
Recordo que na minha geração o País, tal como as fotografias, era a preto e branco.
A minha geração sim, viveu à rasca. Quantas vezes o meu almoço era uma peça de fruta (quando havia), e a sopa que davam na escola. E, ao jantar, uma lata de conserva com umas batatas cozidas, dava para 5 pessoas.
Na escola, quando terminei o 7ºano do Liceu, recebi um beijo dos meus pais, o que me agradou imenso, pois não tinham mais nada para me dar. Hoje vão comemorar os fins dos cursos, para fora do país, em grupos organizados, para comemorar, tudo pago pelos paizinhos...
Têm brutos carros, Ipad's, Iphones,PC's, .... E tudo em quantidade. Pago pela geração que hoje tem a culpa de tudo!!!
Tiram cursos só para ter diploma. Só querem trabalhar começando por cima.
Afinal qual é a geração à rasca?

(autor desconhecido = comentários?)

Colocação de RC.

segunda-feira, 9 de maio de 2011


SEJA BEM VINDA

Por João Brito Sousa

Para a LINA VEDES,

Agradeço-lhe a presença no blogue e aproveito para lhe dar as boas vindas ao espaço costeleta, onde espero se sinta bem e goste de estar. Tomei esta iniciativa de escrever estas linhas, porquanto eu fui um convidado para o vosso almoço anual, em Lisboa onde fui muito bem recebido sendo costeleta. O facto, não é uma questão de “amor com amor se paga”, mas uma questão que o Mano Roger já citou aqui e tem a ver com o intercãmbio que é desejável aconteça, entre bifes e nós. Por mim, a ideia do Mano é de louvar. E aplaudo.

Já agora, um comentário sobre os seus trabalhos, questão que ninguém me pediu. É de minha iniciativa.

Cada escritor e eu considero-a uma escritora, porque tem obras publicadas e sobretudo, tal como dizia Vergílio Ferreira, escritor é aquele que faz dos seus leitores melhores pessoas e você, no meu entender consegue isso, dizia eu, cada escritor tem o seu estilo próprio, que está dentro de si e sai para o exterior.

Nos seus escritos eu vejo enredos muito interessantes, muito bem trabalhados em termos de mensagem, de ritmo e suavidade. Gosto. O trabalho do escritor, é, penso eu, estabelecer um diálogo com o leitor, dentro dos cinco princípios que o provérbio oriental refere: imparcialidade, verdade, humanismo, ser bom e ser idealista.

Um livro pode levar anos a escrever, pode ter muitas ou poucas páginas e ser um best seller. O autor é que lhe dá a dimensão, quer em número de páginas quer em espaço temporal de trabalho.

Tudo é relativo.

O que está a escrever agora ?

Faço votos para que goste de estar por cá com a gente.

E já agora, gostava que fizesse também os seus comentários. Seria interessante.

Aceite os cumprimentos do

João Brito Sousa

domingo, 8 de maio de 2011

VIDAS  RETALHADAS
Lina Vedes

Tinha uma colega, Alexandra, que morava na Rua da Misericórdia, que andava comigo na explicação da D. Gracinda, empregada nos Correios. A porta do quintal desta amiga servia várias casas, era o nº13 e ficava na Rua Manuel Belmarço. Todas as casas que faziam canto com a R. da Misericórdia tinham quintais ao fundo que se conjugavam e todos os moradores os partilhavam como um bem comum.
A Alexandra tinha uma particularidade que me espantava. Assumia diferentes personalidades sendo uma colega como as outras, conversando normalmente, ou parecendo viver longe da normalidade.
Quando eu ia para a explicação passava pelo quintal dela, chamava-a e se não respondesse ia à porta da rua. Normalmente estava em casa ou no quintal, tinha uma vida solitária, nunca senti a presença de um pai, e a mãe levava os dias na igreja, rezando, esquecida da filha.
Abria-me a porta, punha o indicador direito junto dos lábios, a pedir silêncio, com a mão esquerda puxava-me para dentro de casa e com voz surda, confidenciava-me:
- Anda comigo, vamos pelo quintal, devagarinho, eles estão à nossa espera. Vem atrás de mim e faz o que eu faço. Não tenhas medo, são demónios bons e amigos.
Eu entrava no jogo, era diferente e divertido.
Ela avançava e eu seguia-a, mais parecíamos um gato perseguindo a presa, olhando à esquerda e à direita, agachadas ou levantadas até atingirmos a porta para sair. Pegava nos livros que tinha escondido num muro e íamos, tranquilamente, para a explicação que ficava numa casa encostada à parede da muralha, no Largo de S. Francisco. Eram 3 ou 4 casas, à entrada e à direita, que haviam sido construídas aproveitando a parede do castelo e que hoje já não existem. A da explicadora ficava na do meio.
Acontecia estarmos a trabalhar e ouvirmos a porta da rua bater e, o marido da D. Gracinda, com aspecto de grande felicidade estampada no rosto entrar na casa de jantar, onde nos encontrávamos.
A explicadora tinha uma cara encarniçada, com muitas “espinhas”, mais parecendo uma adolescente, uma pele bastante oleosa e a boca sempre pintada de vermelho vivo. Quando falava com as pessoas, gesticulava, batia, empurrava, e quando a conversa a entusiasmava, abusava de tal maneira, que uma vez espalmou a minha mãe contra a parede.
Ao encarar o marido, nessas ocasiões, ficava branca, transbordava de raiva e começava a descarregá-la esmurrando-o no peito, nos braços, na barriga volumosa e blasfemando:
- Continuas na mesma. Trabalhar não é contigo. Chegas às tantas da madrugada, dormes toda a manhã, almoças e desapareces. Não arrumas a louça que sujas nem a cama onde dormes. Farto-me de trabalhar para te sustentar, grande malandro. Tenho de dar explicações para pagar as tuas dívidas. Isto tem de ter um fim. Ou trabalhas, ou rua….
Ia batendo num desabafo de revolta contida, enquanto ele, agarrado à cadeira de braços que em parte o protegia dos arremessos, continuava com a expressão de felicidade, olhando-a com olhos de “carneiro mal morto”…
Cansada de tantas palavras e gestos, a D. Gracinda começava a ceder e a amansar com o olhar que ele lhe “jogava”, um olhar que era um pedido, utilizando um código gestual que para nós era indecifrável.
Aos poucos, ela suavizava, ele pegava-lhe na mão, puxava-a suavemente, todo ternura. Ela ainda, num último estertor, clamava:
-Não!
Ele não desistia, insistia, os olhos brilhantes, a boca com um sorriso “sacana”, a mão a avançar pelo braço, a chegar-lhe à cintura, a puxá-la, com uma insistência sábia…
- Meninas vão brincar para o Largo de S. Francisco que eu já as chamo.
Saíamos felizes e contentes, correndo em direcção ao apeadeiro, pisando a terra, as pedras, as covas. Atravessávamos a linha do caminho-de-ferro e ficávamos donas das salinas!
Aqui, a Alexandra não queria silêncio. Era um cavaleiro andante que corria pelo labirinto de caminhos que ladeavam os tanques de água salgada. Esses caminhos eram estreitos e altos com comportas de madeira maciça e grossa que serviam para conter as águas. A água em baixo fazia remoinhos bastante fortes, tornando o local perigoso mas nós, qual cavaleiros corajosos galgávamos todos os obstáculos, brincando no nosso mundo de “faz de conta”.
Já não existem essas salinas!
Voltávamos para o trabalho, para a explicação da D. Gracinda e verificávamos que o clima, entre o casal, tinha mudado.
O senhor marido sentado na cadeira de braços da explicadora, rodeado de almofadas, com uma mesa pequena na frente, coberta com uma toalha, dava a sensação que havia acabado de saborear um bom petisco, daqueles que os homens gostam, com bastante gordura e um bom vinhito a acompanhar…
Estava saciado a digerir prazer!!!!!
A D. Gracinda olha para o nosso trabalho, passa-nos outro e diz:
- Já volto.
Volta com um prato cheio de comida fumegante, coloca-o na mesinha, na frente do marido.
- Come, meu amor!
Olhámos uma para a outra, espantadas, sem perceber nada…
- Ainda tem fome??!!




Qual a origem do Dia das Mães?

A mais antiga celebração do Dia das Mães tem origem mitológica. Na Antiga Grécia, a entrada da primavera era festejada em honra a Rhea, esposa de Cronus e mãe de Zeus , considerada a Mãe dos Deuses.Bem mais tarde, no início do século XVII, a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Este dia ficou conhecido como o Mothering Sunday (Domingo das Mães). Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães e levavam o mothering cake, um bolo, de presente para elas.Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada, em 1872, por Júlia Ward Howe, autora da letra do hino do país. Seria, na concepção dela, um dia dedicado à paz.Mas foi outra americana, Ana Jarvis, da Filadelfia, que em 1907 iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Ana perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Em pouco tempo a comemoração se alastrou por todo o país e, em 1914, sua data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson: dia 9 de maio, o segundo domingo de maio.

Mais de 40 Países aderiram na comemoração do dia no segundo domingo de Maio , incluíndo o Brasil . Em portugal é no Primeiro domingo de Maio , enquando a data é variavel em outros Países .

Saudações Costeletas

António Encarnação

sexta-feira, 6 de maio de 2011

HOMENAGEM PÓSTUMA

José Rosário da Silva, artista plástico, vai ser homenageado pela Câmara Municipal de Faro. A data está prevista para o dia 7 de Setembro de 2011 (Dia da Cidade). O seu nome irá fazer parte da toponímia da cidade, a uma rua na área do Bom João.
José Rosário da Silva, Costeleta, foi funcionário dos CTT e era nosso associado.
Felicitamos o seu irmão e nosso associado Costeleta
João Rosário da silva

CAFÉ, JORNAL E BLOCO DE NOTAS

Obrigado Alfredo.
O café, estabelecimento comercial, o café liquido em chávena que em Faro pelo menos apelidamos de bica, o jornal à borla se possível, e, agora mais um elemento, por sugestão do Alfredo e com direito a agradecimento acima, o, como ele lhe chama, bloco de notas.
Neste conjunto, diariamente, é que costumo funcionar.
Ah… e um livro.
“A DAMA VELADA” de Nathaniel Hawthorne, um escritor norte americano, considerado pela crítica, como um dos melhores escritores do mundo no estilo mito trágico.
O que retirei do livro PARA O BLOCO DE NOTAS foi o resultado de um provérbio oriental, que, considera um indivíduo com três virtudes como um homem normal, mas com cinco virtudes será considerado um génio.
E foi isso que Hawthorne conseguiu na sua obra: cinco virtudes igual a génio.
PRIMEIRA VIRTUDE – Imparcialidade, virtude considerada irmã gémea da justiça. No seu comportamento literário, NH, não defende nem ataca os problemas, coloca-os nas mãos do leitor obrigando-o a pensar. Assim, em cada obra o autor oferece-nos uma verdadeira lição de vida.
SEGUNDA VIRTUDE: - Ser idealista. Nesta área o autor ataca o pecado onde havia o pecado, oferecendo-lhe todavia a esperança da regeneração. O sonho sobrevive à tragédia da vida e o sonho significa qualquer coisa de ideal. Para lá da fealdade do pecado está a beleza do sofrimento. Há idealismo, mesmo quando se sofre. O idealismo rompeu com a velha tradição que considerava a literatura entre as coisas mais pecaminosas do mundo, que chegou a ter de socorrer-se do rótulo de “PRELECÇÕES MORAIS”. Sonhava mais que vivia e alimentava a confiança no futuro.
TERCEIRA VIRTUDE –Ser verdadeiro. Um romance deverá ser uma autentica confissão. Não a confissão de um desiludido mas a confissão de um crente. Dum crente cuja religião será a verdade.
QUARTA VIRTUDE – Ser bom- O autor defende que não podemos alhearmo-nos das dores do mundo.
QUINTA VIRTUDE – Ser humano – para os seus personagens.
O tema parece-me aliciante. Vou voltar a ele.

Como fazia o fotógrafo Cartaxo, com direito a vitrina a Rua de Santo António, que andava sempre de máquina em punho, eu agora, Bloco de Notas, sempre.
Ab.
JBS