terça-feira, 24 de maio de 2011



De: Elos Clube de Faro - Associação Cultural
"Em defesa da Língua e Cultura Portuguesas"

LANÇAMENTO DO LIVRO
"TEATRO POPULAR DA MINHA TERRA"
DE MARIA JOSÉ FRAQUEZA
EDIÇÃO ELOS CLUBE DE FARO
                                     
O Elos Clube de Faro tem o prazer de convidar V. Exas. para a
apresentação do livro "TEATRO POPULAR DA MINHA TERRA" de
Maria José Fraqueza, edição do Elos Clube de Faro, no próximo
dia 3 de junho, pelas 16,00 horas, na
Biblioteca Municipal de Faro António Ramos Rosa.

"TEATRO POPULAR DA MINHA TERRA” é uma obra única na cultura tradicional algarvia que traz à memória os costumes e as tradições desta terra sulina magistralmente recontadas pela autora, fazendo-nos viajar atravésdas memórias, nunca esquecidas, e aqui cuidadosamente preservadas, recortadas na poesia e no humor que tão bem definem o sentir e o viverdo povo algarvio.
Este é um legado da maior importância para a cultura tradicional algarvia que acrescenta ao vasto património linguístico e etnográfico, copiosamente retratado ao longo dos teatros e autos, a verdadeira identidade do seu povo com a mestria de quem conhece e entende a génese e o encanto de um saber longínquo mas sempre presente”.

Na ocasião, será apresentada a peça “AS LAVADEIRAS “ - autoria e encenação de Maria José Fraqueza.


Esperando poder contar com a Vossa presença e o Vosso apoio, apresentamos as cordiais Saudações Elistas


Dina Lapa de Campos
Presidente da Direcção do Elos Clube de Faro

segunda-feira, 23 de maio de 2011


CENAS DA MINHA TERRA


O JOAQUIM MENINO

Por João Brito Sousa

Joaquim Mateus Braz, desceu o barrocal e apresentou-se no Sítio, um local já perto do mar, com a categoria de trabalhador rural. Andou pelas vendas e conseguiu um posto de trabalho numa horta onde já trabalhavam doze ou treze pessoas. Joaquim deu nas vistas com a sua boa disposição e, ao fim de pouco tempo, estava integrado. Era verão e na horta, cultivava-se o milho, batatas, hortaliças e de uma maneira geral tudo o que era necessário à alimentação do homem. Como fazia calor, a rega era uma componente essencial para o desenvolvimento das culturas e Joaquim encarregava-se desse trabalho, apesar de não estar muito preparado para ele, porque no barrocal predomina o sequeiro e os trabalhos aí, passam pelo varejo dos frutos secos, como as amêndoas, alfarrobas e azeitonas, onde o trabalho agrícola se faz com a utilização de uma vara de marmeleiro ??? procedendo-se também à cava da terra, nas proximidades do tronco. Quer dizer, Joaquim era bom de enxada, pegava nela pelo cabo, dobrava o corpo até meio metro de altura da terra e cavava-a nos baixos das figueiras, amendoeiras e alfarrobeiras. Era um artista. O trabalho do campo, não parecendo, exige arte e saber. Cavar a terra exige habilidade na utilização da enxada, que, ao manejá-la, trás consigo, pouco ou muita terra, sendo necessário deixar o terreno cavado, alinhado e direito. Joaquim isso sabia fazer e bem.
Apesar de bom trabalhador, Joaquim começou a frequentar a taberna e passou a ter aí melhores desempenhos que no campo, onde o trabalho era de grande exigência física. Na taberna estava sentado e lá ia bebendo do seu copo. Às vezes apareciam outros e as tardes passavam-se galhofando. Joaquim tinha talento para contar histórias e o contar dessas histórias, levou-o a fixar-se na venda. A sua vida era a taberna e na taberna. Eu conhecia-o bem, às vezes encontrava-o na estrada e cumprimentava-o com um “éh Mestre Joaquim, como vai isso ? “
Que eu saiba Joaquim nunca teve mulher e continuava na taberna. Por fim era objecto de risada da malta, mas Joaquim lá ia andando. A bebida, por seu lado, fez dele um farrafo, mais ou menos à semelhança dos “clochard” em Paris, visíveis nas margens do Sena. Recordo o seu sorriso expresso logo abaixo de um pouco espesso bigode. E sorria também com o olhar. No fundo era um homem igual aos outros. Mas a taberna, foi, para Joaquim, num certo sentido, a mesma coisa que foi para o Lantier de Zola. Com uma diferença, Lantier chegava tarde a casa, tinha Gervásia à sua espera e desculpava-se dizendo que tinha andado á procura de trabalho. Joaquim não tinha mulher nem trabalho. Mas tinha sentido de humor, tinha estofo físico para aguentar as inúmeras bebedeiras que aquele corpinho contabilizou.
E tinha sobretudo um olhar sombrio mas generoso, nostálgico talvez, cativante até, que, com aqueles olhos negros, perspectivavam um conjunto semelhante a um dos jogadores de cartas, o quadro pintado por Paul Cezane. Parecia um menino. E chamavam-lhe isso, o Joaquim Menino. E assim ficou conhecido lá no Sítio.
O Joaquim Menino.

jbritosousa@sapo.pt

domingo, 22 de maio de 2011



O TCHANA

Lina Vedes

O Tchana
Quando e onde nasceu?

Algures em S. Brás de Alportel por volta de 1900/1910.
Começou a aparecer junto da rapaziada, humilde, discreto, sabendo conviver, embora pouco falante. Era aceite por todos e convivia, sem complexos, ficando ou afastando-se conforme lhe diziam, sem amuos ou zangas.
A rapaziada levava-o para brincadeiras na Fonte Férrea e na ribeira dos Machados. Esses passeios acabavam sempre com um banho forçado traumatizando-o de tal maneira que ganhou verdadeiro terror à água (contava a minha avó).

Como se chamava?

Não sei e julgo que ninguém nunca o soube.
Era o Tchana.
Ele adorava o nome e não se cansava de dizer:
- Menino… Menina leva o Tchana?
E levavam o Tchana para felicidade dele!

S. Brás de Alportel era uma vila pequena, todos se conheciam e havia na altura muita juventude.
Vivia-se da cortiça e dos frutos secos: alfarroba, figo, amêndoa, bolota.
Faziam-se as saborosas amêndoas da Páscoa utilizando o pinhão ou miolo de amêndoa (julgo que actualmente o seu fabrico acabou).
Conheci muito bem o vizinho Zé Pepé, como a mãe lhe chamava, que morava na rua que nos conduzia aos Vilarinhos. Nasci nessa rua, numa casa pegada com o velho cinema de S. Brás, na frente dos melhores fazedores de amêndoas doces e moles.
Durante longos anos tivemos em nossa casa um cartucho delas, enviado pela família Pepé.
O seu fabrico era complicado.
Duas cordas que desciam até quase ao chão atadas em argolas de ferro presas nos barrotes que sustinham o telhado de canas, seguravam dois tachos de cobre enormes, contendo um miolo de amêndoa e o outro pinhões.
O vizinho Zé Pepé sentava-se numa cadeira baixa tendo ao lado um tacho com uma mistura de água com açúcar em cima de um fogareiro de carvão, com brasas sempre vivas. Movimentava energicamente o tacho da frente para trás como baloiço, dando fortes impulsos em cada volta. Os miolos contidos no tacho iam-se misturando à calda de açúcar que lá era despejada, lentamente, com uma concha de sopa.
Levava imenso tempo a fazer porque a calda tinha de ser introduzida em quantidade suficiente e no ponto, e as voltas ao caldeirão, bem ritmadas, eram muitas. O calor era horrível e exigia grande esforço braçal.
Muitas vezes assisti a esse trabalho sendo impossível a experiência devido ao calor, ao peso e ao jeito…
Páscoa sem amêndoas não é Páscoa!
A festividade faz lembrar o tempo dos contratos entre a “malta” miúda, adolescentes e namorados. Eram feitos a partir da quarta-feira a seguir ao Carnaval, por duas pessoas que enganchavam os dedos indicadores direitos, balançando-os para cima e para baixo e dizendo:
- Contrato, contrato,
Contrato faremos.
Sábado de Aleluia


O desmancharemos!

O objectivo do contrato era ganhar as amêndoas da Páscoa.
Ao longo dos dias da Quaresma íamos jogando e treinando com o nosso compadre, mandando:
- Ajoelha e reza!
Introduzíamos o “trava”, tínhamos de obedecer e só nos libertávamos das ordens que nos davam se mantivéssemos dois dedos na cara.
No Sábado de Aleluia que começava logo a partir da meia-noite de sexta-feira, era uma verdadeira perseguição porque ninguém queria pagar as amêndoas. Era um verdadeiro jogo do rato e do gato. Nem na procissão do Senhor Morto (depois da meia-noite) conseguíamos escapar!
Ouvia-se por todos os cantos:
- Ajoelha e oferece!
No Domingo de Páscoa, realizava-se (e realiza-se) a festa singular da Aleluia, a das tochas, que levava multidões à vila.
São-brasense que se preze não falta à sua festa.

O Tchana não faltava.
Diziam que ninguém conseguia ver-lhe bem o rosto sempre muito tapado com o velho chapéu. Num Domingo de Aleluia, em 1972, o Dinarte conseguiu entabular um animado diálogo com ele e fotografá-lo no momento em que olhava para o céu à procura de um avião.

Como sobrevivia e onde dormia?

Ignoro
Não devia passar fome, parecia bem alimentado.
A distracção dele quando lhe faltava programa era vir a Faro a pé ou de boleia em alguma carroça puxada a bestas, porque ele sabia que muitos dos seus amigos estudavam na cidade.
Aos domingos as raparigas iam todas engalanadas nos seus vestidos domingueiros à Igreja Matriz. Então os rapazes diziam ao Tchana:
- Ganhas cinco tostões se deres um beijo na boca da… (e lá indicavam quem).
O Tchana espreitava, esgueirava-se e quando a moça menos esperava, era agarrada com as manápulas sujas e beijada. Elas estavam de sobreaviso, mas ele, bastante matreiro e pelos 50 centavos que ganhava, esmerava-se para atingir o objectivo.
(contava a minha mãe)

O Tchana tinha a fama de nunca ter dado banho senão quando o mergulhavam nas ribeiras, em pequeno.
Era desdentado, encardido, um tanto para o ranhoso. Trazia sempre um chapéu de feltro esburacado enfiado na cabeça até às orelhas, que sobressaiam escuras de sujidade. Os cabelos não eram visíveis e, às vezes, apresentava farta barba e bigode.
A roupa que usava era de medida superior à sua, com as calças amarradas à cinta com uma corda. O casaco, quando abria, mostrava uma camisa encardida, sem cor definida, com poucos botões, que quando aberta revelava um peito com pelos ralos.
Os sapatos largueirões, desatados, e as meias com grandes buracos mostrando partes dos pés.
As mãos eram grandes com enormes unhas negras que acamavam porcaria.
Na vila divertiam-se com o Tchana que permanecia no largo das camionetas, local onde toda a juventude se encontrava, muito procurado porque nele circulavam as camionetas com destino a Lisboa, com o acesso pelo Barranco de Velho, numa estrada bem sinuosa (diziam ter 365 curvas). A Serra do Caldeirão era um terrível e verdadeiro obstáculo para uma deslocação a Lisboa.
Havia uma bela jovem de nome Celeste que brincava imenso com o Tchana. Mostrava-lhe amendoins descascados e perguntava:
- Queres Tchana?
Quando ele jogava a mão ela escondia-os e metia-os na boca.
O Tchana ria-se pois aceitava todas as brincadeiras de bom grado. Um dia, talvez não estivesse bem-disposto, quando o episódio se repetiu e quando os amendoins já baloiçavam na boca da Celeste, o Tchana com a mão esquerda aperta-lhe o pescoço, obrigando-a a abrir a boca. Enfia a gadanha imunda na boca da Celeste e arranca-lhe os amendoins, comendo-os ele de seguida. Risada geral, repugnância da protagonista e brincadeira acabada para sempre.
(contava a minha mãe)
O Tchana sabia todas as capitais da Europa. Quando acompanhava os estudantes nos seus passeios, por brincadeira, ensinaram-lhe o nome de capitais. A troco de dinheiro o Tchana papagueava a lição, feliz e contente pela recompensa e por se considerar importante.
As minhas filhas ainda o conheceram, já mais velhote, continuando com os seus longos passeios até Faro, a pé, sem a possibilidade de boleia em carroças. Tudo tinha evoluído e os rapazes/homens do seu tempo seguiram outro rumo e o Tchana foi perdendo protagonismo.
Já ninguém lhe dava cinco tostões para beijar uma moça e já se tinham esquecido de lhe perguntar:
- Tchana qual é a capital da França… e da Itália…?
Todos herdamos à nascença defeitos, virtudes, taras, desvios…
O Tchana era um homem simples, pequeno, mostrava aquilo que era. Vivia na penumbra, numa perspectiva de luz/sombra.
Há homens grandes parecendo gigantes nos seus saberes vistos de longe, mas vistos de perto, padecem de defeitos idênticos à maioria!!!


PROCURA-SE A RAZÃO (I)

Por João Brito Sousa
No meu último texto sobre as Universidades, procurei identifcar uma possível fonte dos males do mundo, não onde eles começam e surgem mas onde não são corrigidos, onde não se ensina a forma de os evitar, onde se ensina muito pouco acerca da forma de estar, de se situar e o que fazer perante um problema errado. Aqui está já uma questão difícil de analisar e concluir, ou seja, saber o que é um problema errado.

Entendo que o mundo não pode ser isto que temos a nossa frente. E o que temos é dramático. Exemplificando direi que é dramático, um economista que aprendeu ou devia ter aprendido tudo ou o posssível sobre conrole de gestão financeira, não aplicar a matéria que aprendeu ou deveria ter aprendido, resultando daí que não controla nada, criando um clima de injustiça social deveras preocupante.

A mesma coisa se verifica com o Direito, onde os advogados ensinam ou exigem aos clientes que desdigam hoje o que disseram ontem, como forma de estratégia a utilizar (caso Renato Seabra) nos Tribunais. Há ainda a justiça que não funciona porque é difícil decidir e, para esse desempenho existem Juízes sem experiência e idades não compatíveis com a exigência da decisão.

Aliás, as coisas começam logo mal na escola primária, onde os professores, a começar pelos mais antigos (ver o papel do proefessor no conto pra escola de Trindade Coelho) não tiveram pulso para ganhar o silêncio na aula, para a dar, tendo a régua um papel determinante. Mas a régua resolveu um prblema pontual mas não conseguiu resolver o problema de fundo, que veio ao de cima no ensino secundário. Onde o que se vê é verdadeiramente mau.

O caso acontecido com o Presidente do FMI, candidato bem colocado nas eleições presidenciais em França é paradigmático.

Hoje a palavra amigo falha nalguns casos o que não deveria acontecer.

Uma história engraçada. Alguém me contou que certa vez duas pessoas viram no chão uns 40 euros. A mais rápida apanhou as notas e… olhando para a outra, viu-se coagido ,moralmente, talvez,a entregar-lhe uma nota de dez euros. Toma lá que também viste, mas eu vi primeiro. Mas quem perdeu os euros, saber isso, tentar saber ou preocupar-se com isso, nada

O mundo gira à volta disto. O que não está correcto, penso eu.

Quem é que ensina ? Onde se aprende ?

Este homem não presta.

Será assim ?

Comentários, precisam-se.

Para tornar o mundo melhor.

Ab.

jbritosousa@sapo.pt

Livro - Teatro Popular da minha Terra" - Maria José Fraqueza

APRESENTAÇÃO DE LIVRO

Maria José Fraqueza

sábado, 21 de maio de 2011

ESPETÁCULO DE SOLIDARIEDADE


Envio o cartaz de um espectáculo de solidariedade, dia 28 de Maio, no Auditório Pedro Ruivo para angariação de fundos para ajudar uma Escola de Moçambique que adoptámos no âmbito do Projecto "SOS Adopção à Distância - Escolas", promovido pela AMURT Portugal.
A organização é da Tomás Cabreira e temos bilhetes para vender. Também se encntram à venda na Fundação Pedro Ruivo e nas escolas participantes.
Divulguem junto dos amigos.

Rosa Trindade

sexta-feira, 20 de maio de 2011

AS UNIVERSIDADES

Por João Brito Sousa

Nas Universidades, imperou durante muitos anos, desde 1600, pelo menos, o método de ensino “magister dixit”, constando o método na apresentação de um argumento tido como inquestionável ou servindo também, para impor o silêncio aos alunos que questionavam os mestres, Quando um aluno da Universidade questionava alguma teoria de Aristóteles, os professores logo o interrompiam dizendo "Magister Dixit", que significa "O Mestre Disse", e dava fim à questão..
No meu tempo, um método mais ou menos equivalente, consubstanciava-se, num certo sentido, naquela expressão “como é evidente ,,,” utilizada pleos professores que por ali se ficavam nada mais adiantando. O objectivo era idêntico, penso eu que nunca o percebi, seja, calar os alunos, prejudicando-os, porque não se explicava convenientemente as matérias.
Isto, para dizer que, aparentemente, os assuntos não foram, ao tempo, completamente discutidos e apreendidos., o que nos parece ser bem visível nos tempos que correm, ao observar-se a atitude dos nossos políticos, doutores e mestres, que não mostraram saber dar a volta ao texto, em tempo útil, no sentido de se evitar a situação precária em que o País se encontra actualmente.

Verifica-se que todos os dias se discute a mesma coisa na TV sem resultados práticos visíveis.

A pergunta que fica é: porque não foi feita a previsão técnica para que a situação em que o País se encontra fosse evitada. Incompetência ou outro ? … Culpa de quem… das Universidades ? Talvez sim, talvez não.

Ocorre-me citar agora a frase, “sob a nudez forte da verdade o manto diáfano da fantasia” que era o lema, dos escritores portugueses que estiveram no realismo, o movimento literário do fim do século XIX que se opunha ao romantismo e que era composto, entre outros, por Eça, Oliveira Martins, Guerra Junqueiro Ramalho e outros, que, curiosamente se autointitulavam de “Os Vencidos da Vida”.

Na realidade parece que o movimento vigente ainda é o romantismo. Ainda há cinco minutos, o Engº Sócrates disse, no debate com Passos Coelho, que o País não precisava de ajuda externa.

E agora 78 mil milhões não chegam.?

Como é ? Vencidos da Vida, outra vez, será ?

Ou culpa das Universiades ?

Será assnto interessante para debater ?

Aceitam-se comentários.

jbritosousa@sapo.pt

NOTÍCIAS DO ALGARVE

Notícias do "Jornal Carteia"

Portimão recebe 2ª etapa do Campeonato do Mundo em Motonáutica
20-05-2011
Pelo 13º ano consecutivo, Portimão recebe este fim-de-semana, 21 e 22 de Maio, a mais prestigiada e emocionante competição mundial do calendário da UIM - União Internacional de Motonáutica, para mais uma edição do Grande Prémio de Portugal / Algarve F1, num espectáculo de alta velocidade que promete agitar as águas do rio Arade.

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Loulé assinala dia do município com Fes! ta da Espiga
20-05-2011
É no dia 2 de Junho, que se comemora mais um Dia do Município de Loulé, com as atenções centradas no interior do Concelho. A Festa da Espiga volta a animar o coração de Salir, uma das mais típicas localidades da serra algarvia, e que por estes dias é ponto de encontro para milhares de visitantes. Mas os festejos prolongam-se até sábado, dia 4, com muita música, teatro, gastronomia, desporto e actividades para crianças e seniores, num programa dividido em três noites temáticas: Noite da Espiga (quinta-feira), Noite Tradicional (sexta-feira) e Noite Jovem (sábado).

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Quarteira sensibiliza para problemas da pele em época balnear
20-05-2011
No âmbito da comemoração do Ano Europeu do Voluntariado, a Divisão de Gestão Social e Saúde da Câmara Municipal de Loulé vai realizar a iniciativa "Voluntariado pela Saúde", no Calçadão de Quarteira, já esta sexta-feira, 3 de Junho, entre as 09h00 e as 11h00.

Os nossos agradecimentos ao "Jornal Carteia" de Quarteira
Colocado por Rogério Coelho

quinta-feira, 19 de maio de 2011

AS NOTÍCIAS

NOTÍCIAS DO JORNAL CARTEIA


Vale do Lobo lança novo website
17-05-2011
O resort de Vale do Lobo no Algarve lançou um novo website, que se apresenta com um design moderno e atractivo que permite dar a conhecer todas as vertentes e principais atractivos do empreendimento.

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Drogas, álcool e outras dependências debatem-se em Quarteira
17-05-2011
Irá decorrer a terceira ediçã! o do ciclo de acções informativas designado por "Educação para a Saúde III". "Drogas, álcool e outras dependências: Da prevenção ao tratamento", é o tema da sessão que terá lugar no dia 27 de Maio, pelas 9h30, no Auditório do Centro Autárquico de Quarteira.

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Prémio bienal de Arquitectura e Urbanismo premeia obras novas
17-05-2011
Realiza-se no próximo dia 27 de Maio, sexta-feira, pelas 18h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Loulé, a cerimónia de entrega do Prémio Bienal de Arquitectura e Urba! nismo do Município de Loulé. Depois do seu lançamento, em 2009! , a Auta rquia reedita agora esta iniciativa que pretende distinguir o que de melhor se faz nestas áreas no Concelho de Loulé.

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Olhão acolhe Taça da Europa de Marcha Atlética
16-05-2011
Faltam menos de duas semanas para o Algarve acolher uma das mais importantes provas desportivas de sempre. Olhão será o palco, no próximo dia 21 de Maio, da 9ª edição da Taça da Europa de Marcha Atlética. Com cerca de 350 participantes oriundos de cerca de 40 países, estarão na cidade cubista alguns dos melhores atletas mundiais da modalidade.

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Pradarias marinhas são tema da próxima Conversa sobre a Ria Formosa
16-05-2011
A Sociedade Polis Litoral Ria Formosa promove no próximo dia 20 de Maio (sexta-feira), no Hotel Faro, a 3ª sessão do ciclo "Conversas Sobre a Ria Formosa", desta vez dedicada à temática das pradarias marinhas.

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Campeonato de Leitura em Olhão valoriza língua portuguesa
16-05-2011
A final do Campeonato de Leitura, uma iniciativa conjunta do Auditório Municipal, Biblioteca Municipal e Casa da Juventude de Olhão, acontece no próximo dia 20 de Maio, a partir das 14h00, no Auditório. A iniciativa tem como objectivos a promoção dos hábitos de leitura e a valorização da nossa língua e da sua correcta utilização.

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Academia Sénior de Tavira promove Ciclo de Palestras
16-05-2011
A! Academia Sénior de Aprendizagem e Solidariedade de Tavira, co! m o apoi o de técnicos da Câmara Municipal de Tavira, realiza um ciclo de palestras que começaram no passado dia 11 de Maio e terminam a 01 de Junho, na sua sede, sita na Praceta dos Carmelitas, nº 1, em Tavira.

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Globetrotters: o espectáculo está quase a começar
15-05-2011
Um dos maiores espectáculos de basquetebol do mundo vai estar em Albufeira no dia 22 de Maio. Durante 120 minutos os "Harlem Globetrotters", conhecidos pela sua habilidade e pelas suas brincadeiras em campo, prometem arrancar gargalhadas a crianças e adultos. O evento, a decorrer no Pavilhão Desportivo, faz parte do "tour" mundial desta formação de Chicago, que há 84 anos emociona e diverte audiências pelo mundo. Os bilhetes já se encontram à venda.


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Grupo Coral de Albufeira procura novas vozes
15-05-2011
Se gosta de cantar e sempre desejou participar num coro, não perca a oportunidade de integrar o Grupo Coral da Câmara Municipal de Albufeira, formado desde 1997 e dirigido actualmente pelo maestro Valentim Filipe.

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Lagoa tem 6 bandeiras azuis
15-05-2011
O Galardão BANDEIRA AZUL distingue as praias que alcançam elevados padrões de qualid! ade e de serviços aos utentes. Lagoa vai hastear 6 Bandeiras Azuis, ma is duas que o ano passado

Os nossos agradecimentos ao Jornal Carteia de Quarteira
Colocado por Rogério Coelho

quarta-feira, 18 de maio de 2011

LANÇAMENTO DE LIVRO

O Costeleta Manuel Inocêncio da Costa

Fez ontem, dia 17, o lançamento e apresentação do seu novo Livro

O evento foi efectuado na Biblioteca Municipal de Faro. O Costeleta João Leal teceu algumas considerações sobre o Livro e o seu Autor.
A Associação dos Antigos Alunos esteve representada pela Costeleta Isabel Coelho, que captou as fotos anexas.
Um bom livro, principalmente para os amantes da caça.
As nossas felicitações.


 
Colocação de Rogério Coelho
 

terça-feira, 17 de maio de 2011

PORTUGAL, meu velho, meu amigo

Por João Brito Sousa

Já tens idade avançada, um pouco de cabelos brancos, tens sofrido algumas desilusões, andaste na guerra, ganhaste e perdeste, fizeste coisas bonitas, há os que gostam do que fizeste, há os que não gostam mas agora tramaram-te, melhor, invadiram-te e, pelo que vejo não vão resolver os teus problemas...

Foste um “trenguinho”, como se diz por aqui no Porto.

Mas, o sangue português fala mais alto. A honra que Mouzinho de Albuquerque manifestou, quando foi incomodado pelas acusações de ser amante da Rainha D.. Amélia, tomou um conhaque na baixa, meteu-se dentro da tipóia e ali pelos lados da Av.de Berna ouviu-se um tiro. Antero um dos grandes vultos da nossa poesia comprou a pistola e deixou-a esquecida em cima do balcão do estabelecimento onde a tinha acabado de comprar. Só uma vez em casa do primo, se lembrou da aquisição que tinha feito e voltou atrás. No campo de S. Francisco em Ponta Delgada ainda lá está o banco onde se finou.. José Trindade Coelho, escritor e jurista, deu o tiro final no seu escritório.

Foram grandes homens, não por estes motivos que cito. Mas por outros. E creio que tu, meu Portugal de hoje, nem para isso serves.

Deixaste-te endividar excessivamente, não há Salazar, vieram outros. O Zé Mário Branco diz lá na sua canção, quero ser feliz agora… porra, e tu não és feliz Portugal, meu País, meu velho, meu amigo.

Já não tens o respeito pela palavra dada como teve Egas Moniz, não tens as barbas brancas de um Albuquerque ou de um Gama, não tens o sentido de Estado dos homens de 1640, não tens o querer de Luís de Camões que nadou com um braço e na mão do outro segurou a sua obra poética, nem o génio de Pessoa que disse:” um português nunca foi só verdadeiramente português; foi tudo”.

Já não és o Portugal que foi a salto para a França, o Portugal que corajosamente esteve em La Liz e foi abandonado por Sidónio, o Portugal da Rotunda de 1910 e tantos outros feitos. Hoje és o Portugal dos desempregados, o Portugal adiado.

Na TV passou há pouco em roda pé: roubaram 7, 6 mil euros em ..

Estás neste lodaçal.

Por ai não, meu querido Portugal, meu velho, meu amigo. Com diz o poeta.




A HISTÓRIA REPETE-SE...



PARA MEDITAR E COMPARAR


Quando José Dias Ferreira, bisavô de Manuela (Dias) Ferreira Leite, chegou a chefe do Governo em 1892, encontrou um país de "tanga", por força de elevados investimentos ferroviários e em estradas e portos. A dívida pública representava 81% do PIB e o défice orçamental era de 2%.
Juntamente com o Ministro da Fazenda - Oliveira Martins, tio-bisavô do actual presidente do Tribunal de Contas - tomou medidas drásticas: subida de impostos, corte até 20% dos vencimentos dos funcionários públicos, suspensão de admissões no Estado, paragem das grandes obras, saída do padrão-ouro e desvalorização cambial.

Durante dez anos, não foi possível recorrer a empréstimos no estrangeiro, dada a situação de bancarrota verificada.

O desenvolvimento das infra-estruturas no "fontismo" baseou-se num modelo que se pode considerar como a génese das parcerias público-privadas. Eram concessões dadas a particulares que, muitas vezes, garantiam um determinado rendimento ao investimento e, se este ficasse abaixo desta garantia, havia compensação do Estado

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Em 1892 o rei D. Carlos doou 20% (!) da sua dotação anual para ajudar o Estado e o País a sair da crise criada pelo rotativismo dos partidos (nada de novo, portanto).
Se calhar foi por isso que, mais tarde, o mataram.
Não se pode consentir que alguém dê, num país onde é costume tirar...
o melhor, se calhar, é ter cuidado...

Enviado por Maurício Domingues

Colocado por Rogério Coelho