quarta-feira, 7 de março de 2018

FRANCISCO FILIPE DOMINGUES


FALECEU O FILIPE
Era assim que o tratava, e ele correspondia sempre com Jorge Tavares.
Foi um dos jovens que passou pela Casa dos Rapazes, hoje Instituto Dom Francisco Gomes.
Excelente instituição que permitiu que jovens como o Filipe pudessem reconhecidamente  ser  cidadãos irrepreensíveis.
Pai de família, profissional competentíssimo, com quem tive o privilégio de trabalhar durante largos anos, excelente amigo, e intelectualmente muito desenvolvido para a época.
Fica a saudade e o desgosto de ver desaparecer mais um grande amigo.

Jorge Tavares
costeleta 1950/56

segunda-feira, 5 de março de 2018

QUANDO ALGUÉM PARTE


O Costeleta
FRANCISCO FILIPE DOMINGUES
Partiu hoje

Aos familiares e amigos enviamos o nosso profundo desgosto

DESCANSA EM PAZ DOMINGUES

NOTA DA REDACÇÃO:- Não era associado. Não temos foto. Informação dum Associado. Não temos informação do funeral.



sexta-feira, 2 de março de 2018

CRÓNICA DE FARO de João Leal



Parabéns, Diogo Piçarra!


OPINIÃO | JOÃO LEAL



É um dos nomes maiores no panorama da atualidade da música ligeira portuguesa! Diogo Piçarra é, para pleno orgulho de todos nós, um farense autêntico, que ora foi distinguido com o significativo “Prémio José da Ponte”. Instituído pela Sociedade Portuguesa de Autores, destina-se o mesmo a distinguir anualmente, jovens criadores musicais, expressando desta feita o elevado prestígio de que desfruta o nosso conterrâneo Diogo Piçarra e culminando, para já, uma carreira que conhece outros êxitos assinalados.
Com efeito desde jovem o galardoado artista “menino e moço” se dedicou à arte dos sons fazendo parte relevante da “Banda Fora da Bóia” e venceu em 2012 o concurso “Ídolos” promovido pela estação televisiva SIC.
Diogo Piçarra, o farense que tem suscitado grandes êxitos nas suas ovacionadas atuações quer em Portugal, como no estrangeiro, com vários discos e álbuns editados, onde revela toda a sua capacidade criadora e interpretativa, recebeu o “Prémio José da Ponte” no auditório Frederico de Freitas (Sociedade Portuguesa de Autores), em Lisboa, enriquece, de que maneira, o longo historial de artistas farenses, que são faceta da riqueza e valores da capital sulina!
Para ele as nossas felicitações e o ensejo que, em breve, ali no Teatro das Figuras, a sua Terra Mãe (como dizia João de Deus “a terra onde se nasce também é mãe”) os seus conterrâneos lhe possam testemunhar o orgulho pela distinção alcançada!

João Leal

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018



RAFAEL CORREIA
Não se dá por ele.
Quando estou em Faro, ainda o vejo uma ou outra vez furtivamente, no pequeno mini-mercado da sua zona de conforto, ou na sua caminhada discreta e salutar. E é um prazer e uma alegria imensa e reciproca, o nosso reencontro e troca de recordações, idéias e vivências pessoais .
Hoje , folheando a Antologia de Artes e Letras da Scala (Soc.Cultural de Artes e Letras de Almada) venho encontrar no Ensaio de Diamantino Lourenço; " VIALE MOUTINHO, GIACOMETTI, RAFAEL CORREIA: TRÊS ETNÓLOGOS À DESCOBERTA DA CULTURA POPULAR PORTUGUESA" um elogioso texto ao trabalho, à personalidade e inconfundível estilo do algarvio RAFAEL CORREIA ao nível nacional uma verdadeira lenda no mundo da Rádio.
O autor do Ensaio conhece bem os meandros , interesses , caminhos e veredas do jornalismo, e não deixa para mãos alheias uma subtil crítica à forma como o "Lugar ao Sul" foi silenciado.
Mas ALMADA não é ingrata, não esquece nem enjeita os Homens da Cultura.
E o nome de RAFAEL CORREIA aqui está numa RUA de ALMADA, em Vila Nova de Caparica, no triângulo das que têm os nomes de Vasco da Gama , S.Francisco de Assis e Pedro Álvares Cabral. No alto da arriba fóssil, perto dos Capuchos, de onde se avista a imensidão do Atlântico.

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Estou a pensar no meu radialista preferido e amigo Rafael Correia, há anos no seu programa Lugar ao Sul, conversando com um pastor de ovelhas na planície alentejana sequiosa como hoje:
As nuvens andam por aí no céu carregadas de água; assim nós as pudéssemos ordenhar como as ovelhas!

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NOTA DA REDAÇÃO: Sem autorização dos seus autores não publico neste Blogue, seja o que for que esteja publicado noutros locais. Tenho conhecimento que muitos "Costeletas" utilizam o FB. O Zé Elias enviou-me estes dois textos publicados no FB para os colocar no Blogue. Outros também o podem fazer. Pessoalmente tenho autorização do João Leal para publicar as suas Crõnicas.
Roger


terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

FAZEM ANOS



PARABÉNS A VOCÊ

                                                                MARÇO                                                                                                          ANIVERSÁRIOS

4 – Dr. Jorge Fernandes Andrade Monteiro. 5 - Maria Elete Teófilo Lopes Dias No­bre; António José Valente Viegas;  Mário Joaquim Marvão Gordilho Zambujal. 6 - Francisco Ma­nuel Leote Marques; Carlos dos Santos Vasques; Maria Lisete Faustino Alves Pires. 7 - Maria Luísa Guerreiro Barroso; José João Gordinho Pargana. 8 -  Edménio Guerreiro Madeira Caetano. 9 – Maria Luisa Baptista dos Santos da Velha. 10 - Firmino Correia Cabrita Longo. 17 - Maria da Nazaré Romão Santos; Maria Videlmina Rosa Santos. 19 - José Ma­nuel Martins Molarinho. 20 - Lucília Jesus Rodrigues Vieira. 21 - José Alberto Figueira Guerreiro; Horácio António Rosa da Cunha. 22 - Otílio Fernandes Correia Dourado;  Maria Madalena Guerreiro Chumbinho; José Maria Coelho Adrião. 23 - Teodósio Vairinhos da Silva.  25 - Maria da Encarnação Marreiros Alves. 26 - Osvaldo Santos Agostinho; José Vitorino C. Neves do Arco. 28 - António Pires Guerreiro Nicolau; Maria Celina Pontes Gonçalves Filipe. 30 - José Maria Ferreira Delgado; Ludgero Paquete Rocha; Maria Gago Esteves; Maria Helena Paixão Rola Santos.

Com muita saúde para todos.


Isabel Coelho


SER... OU NÃO SER?



SER IDIOTA!

Maria Costeleta

Porque a idiotice é vital para a felicidade.  
Há Gente chata, que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Opss!
A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixemos a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.
No dia-a-dia, pelo amor de Deus, sejam idiotas! Riam dos próprios defeitos. E de quem Lhes acha defeitos. Ignorem o que o boçal doutrem diz. Pensem assim: “quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, são eles. Pobre deles!".
Parafraseando, “Milhares de casamentos acabam não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice”. Tratemos o amor como nosso melhor amigo, e pronto.
Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho p’ra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça? A gargalhada: “!hahaha!”... Idiotice!
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor ideia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que não vão ao Forum Algarve?
É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar?
Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Vocês querem? Espero que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa. Densa, dura e bem ruim.
Brincar é óptimo. Entenderam?
Esqueçam o que vos falaram sobre ser adulto; tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não andar à chuva… pulemos à corda!
Adultos podem (e devem) contar piadas, passear na Rua de Stº António, rir alto e lamber o pauzinho do sorvete, no Verão .
Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.
Vejam e sintam as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras. Acordem de manhã e decidam entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...
Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entreguem os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso no Quiosque dos Sabores do Forum Algarve, agora?
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cantem, chorem, dancem, escrevam aqui no blogue/Jornal-Costeleta e vivam intensamente antes que a cortina se feche!
Arranjem um intervalo para dizer “NÃO” ao facebook, com tempo para o blogue; leiam a "crónica" do Tavares. "Tá Boa!"
E digam “SIM” ao que se escreve, escrevam e apreciem o cafesinho. E depois de o saborearem com um belo pastelinho de nata, peguem no telemóvel, falem com o Florêncio e inscrevam-se no Aniversário Costeleta, dia 14 de Abril na nossa Escola.
Eu lá estarei.
Paz para todos...



INFORMANDO




JORNAL o Costeleta Nº 133

Foi hoje entregue nos CTT, em envelope azul, para ser entregue aos associados amanhã dia 28.

Em reunião de Direcção fora decidido, devido aos custos de cada Jornal, não enviar este órgão de informação, a quem não paga quotas desde 2010 ou anterior.

Roger

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

QUEM NÃO SER?...



SER IMPORTANTE

Rogério Coelho

Hoje em dia apenas existe um meio de se conseguir que alguém faça alguma coisa. Esse meio é arranjar maneira com que outrem aceite a nossa vontade. Não há outro caminho.
Pode-se obrigar uma pessoa a entregar a carteira apontando-lhe uma pistola; obter a colaboração dum empregado pelo despedimento; fazer obediência de uma criança por meio de pancada. Mas…, qualquer destes procedimentos tem repercussões indesejáveis.
O único método para conseguir que alguém faça uma coisa é dar-lhe o que deseja.
O “desejo de ser importante”, é um dos muitos que poderemos apontar para serem aceites com facilidade e serem satisfeitos. Uma espécie de fome humana insaciável, que alguns satisfazem essa aspiração para terem na mão todos os demais.
Mas, por outro lado, se os nossos antepassados não cultivassem este vivo desejo de se sentirem importantes, a civilização teria sido impossível. Seríamos como os animais. Mas, o reverso pode levar muitos a confundirem a importância e tornarem-se malfeitores… O desejo de serem importantes mas de maneira diferentes. Já li, algures, de alguém que se tornou inválido para conquistar simpatias e atenções. Tudo é possível! Poder-se-á deduzir como “doença mental”? Poderá um exame detetar tal doença?
Tudo se desfaz quando a “viatura dos sonhos” embate no muro da realidade.
Pelo atrás descrito, ficamos pensando que a apreciação e o encorajamento será o meio mais eficiente para  desenvolver o que de melhor há na pessoa que escreve. Acreditamos que os incentivos será o melhor elogio a quem escreve aliado aos temas expostos.
Haverá sempre alguém, que depois de ler estas linhas, diga “tolice!”, “isto só dá resultado com pessoas atrasadas”
Resumindo e encerrando: “Nunca perca a oportunidade de fazer um elogio ou um agradecimento sincero”. “O maior desejo do homem é ser apreciado e sentir-se importante”.
Termino esta pequena crónica chamando a atenção para todos os que aqui apenas se “debruçam para leitura”, que não o façam apenas com esse intuito… Leiam o texto anterior do Jorge Tavares; peguem na esferográfica ou noutro objecto que escreva. O Blogue está à vossa disposição. DESÇAM DA MONTANHA…


"MAOMÉ JÁ FOI À MONTANHA..."


Li com bastante interesse o texto titulado – Desmotivação  - da autoria do costeleta e administrador do blogue Rogério Coelho.
Excelente peça literária de conteúdo bastante interessante e motivador de reflexão.
Há bastante tempo, que falo e escrevo a propósito da escassa participação dos costeletas no seu blogue.
Tenho participado, embora não com a regularidade desejável, e com textos que nem sempre são apreciados, por envolverem alguma critica. A este propósito e sem citar autores de analise do pensamento humano, direi que a critica construtiva é saudável e deve ser feita com frontalidade.
O autor do texto apela à participação dos costeletas para que participem na vida do blogue, escrevendo.
Durante um brevíssimo período de tempo instalei no meu computador o facebook. Em igual período de tempo desisti. No entanto tive a oportunidade de constactar o elevado numero de costeletas que escrevem diariamente naquele meio de comunicação, dito social.
Não sei se o autor do texto saberá explicar a razão desta incompreensível atitude...se o fazem no facebook porque não escrevem no blogue?
Talvez o administrador do blogue tenha de recorrer ao velho tema  - Se a montanha não vem a Maomé, terá de Maomé ir à montanha –   criando no facebook a forma da nossa Associação ter uma ligação diária e constante com os costeletas que nele participam.
Não sei se é possível, nem como se faria. Talvez  recorrendo a jovens costeletas que manejam com sabedoria essas ferramentas.
Surgirá outra questão, que jovens costeletas?
Divulgando na Escola a  adesão de alunos com uma quota simbólica ou gratuita,  solicitando a sua participação em questões informáticas, eventos e outras que a Direcção decida.
Este texto pouco valerá, mas com a certeza de ter lido e reflectido sobre a Desmotivação.
Um abraço a todos os costeletas

Jorge Tavares

NOTA DA REDACÇÃO: Creio que o título dado pela redacção responde à passagem do texto "...se o fazem no facebook porque não escrevem no blogue?"
Roger

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

ESCREVER É CONVIVER




DESMOTIVAÇÃO

Rogério Coelho


A perda de entusiasmo é um processo endógeno, ou seja, inerente a cada um. Parte de dentro para fora e pode ser consequência de diversos factores.
- Primeiro, de um trabalho desalinhado com os propósitos de cada um, em especial missão e visão.
- Segundo, é natural que gradualmente o interesse se desvaneça, e não se enxerga sentido no que se faz, porque, se insurge contra outrem.
- Terceiro, não aceitar as considerações que façam do nosso trabalho

Aplacar os sinais de desmotivação depende exclusivamente de cada um. Em princípio, é necessário estar atento para identificar estes sinais. Em seguida, procurar agir para combatê-los. Isso pode significar mudar  ou  melhorar o ambiente  de trabalho, buscar relações mais amistosas com os outros, mesmo que não os conheçamos.

É necessário alterar, sempre que possível, a rotina, perseguir novos desafios e estreitar um diálogo construtivo, para não haver perda de entusiasmo. E aí, a desmotivação desaparece para dar lugar a projectos mais criativos! A comunidade, em geral, gosta de criatividade.

A desmotivação e o afastamento resultam em saudade. Saudade de voltar a criar, de conviver.

Sejam felizes! Escrevam aqui no Blogue…

Porque escrever é conviver, cria entusiasmo  e motivação.

"As pessoas que vencem neste mundo são as que procuram as circunstâncias de que precisam e, quando não as encontram, as criam." -  George Bernard Shaw



INFORMANDO - COLABORANDO

INDIFERENTE


Informo todos os colegas costeletas, que tenho sido solicitado para escrever algo com a finalidade de ser publicado no blog ou no nosso jornal. Nesse, sentido, sou a dizer-vos que não sou muito dado a escrita por falta de jeito para tal.
Mas, não pretendo defraudar os meus amigos costeletas nem, pretendo armar-me em grande letrado.
Nesse sentido, aqui vai algo a relembrar todos os costeletas de várias épocas que a nossa Associação está prestes a comemorar mais um aniversário que será realizado na cantina da nossa Escola Tomás Cabreira "ex. Escola Industrial e Comercial de Faro, no dia 14 de Abril de 2018. Solicita-se a todos que não faltem para que a união fique fortalecida e, que o convívio seja o elo de ligação entre todos,   façam a vossa inscrição junto dos seguintes elementos da Direção:

Isabel Coelho - 919 029 068
Florêncio Vargues - 924 067 639.

Lembro ainda todos os colegas costeletas, que na altura do almoço anual, teremos uma assembleia e, que na qual será eleita uma nova Direção. Está na hora de começarem a fazer as vossas démarches no sentido de contactarem os colegas costeletas para  formalizarem a ou as listas, ou, proporem a atual direção para um novo mandato.
Para além das eleições, é muito provável que algum ou alguns sócios costeletas, apresentem uma proposta no sentido de ser alterado algo, para que a nossa Associação seja mais abrangente no campo de recrutamento de associados no sentido de um certo rejuvenescimento.
Até la´, temos tempo para amadurecermos este ou outros assuntos de interesse para a nossa Associação como, por exemplo: fazermos um passeio até à Capital  e termos um convívio com os nossos colegas costeletas de Lisboa.
Tudo isto, são sugestões que merecem um estudo da parte da atual Direção e, dos demais costeletas do nosso belo  Algarve.
Por hoje, dou por terminado este meu atrevimento, na esperança de voltar em breve.
Para todos os colegas costeletas espalhados pelos quatro cantos do Mundo, aqui fica um abraço de um costeleta,

Florêncio Pereira Vargues

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

CRÕNICA DE FARO


 Nem, nem... 








    
  
Julgamos tratar-se de caso único a capital de um do clássicos distritos de Portugal, neste caso concreto, sede da região do Algarve, não dispor de um semanário ou de uma rádio local. Da abundância caiu-se na nulidade, na total inexistência destes meios que são expressões vivas da terra que servem, já que para servi-las foram criadas.

Acontece até que, por razões históricas, já lá vão cinco séculos, que o mesmo é dizer quinhentos até que a impressão do primeiro livro em Portugal, pelo judeu Samuel Gacon, o Pentateuco, nela aconteceu.


As dezenas de jornais, inclusive de periodicidade diária, foram morrendo ao longo das décadas e chegámos à triste realidade da existência de um único quinzenário, honra lhe seja feita com mais de um século de publicação. Alguns dos semanários que, em Faro se publicaram, figuram na história da literatura portuguesa contemporânea, como acontece com “O Correio do Sul”, dirigido pelo sempre saudoso jornalista algarvio Dr. Mário Lyster Franco.


No que às rádios concerne e, na história vivida desde 1948 com a criação do Emissor Regional do Sul da ex-emissora Nacional, com instalações próprias na Senhora da Saúde, em terreno que foi campo de futebol, o panorama é decalcado a papel químico. Com a Revolução do 25 de Abril surgiram as chamadas “rádios piratas”, que de pirataria só tinham nome e ainda hoje, devidamente legalizadas são porta-voz de muitas localidades Algarve em fora. Na sua capital foram várias as rádios existentes e de boa qualidade, quer pela programação emitida, como pelas colaborações com que contavam e o valor que, na parte técnica ofereciam. Rádio Clube do Sul, Rádio Santa Maria… saudades de um passado próximo, cujo desparecimento justifica o título desta crónica: Nem (jornais semanários), Nem (rádios locais). A solução para suprir as lacunas apontadas reside em reunir os muitos e bons jornalistas que continuam a existir na cidade de Santa Maria constituindo-se em regime cooperativo para a sociedade que edite o futuro título ou idêntico percurso para as várias associações existentes no burgo (1540, Civis, Artistas, etc), num dar de mãos em prol da cidade que teve a honra primeira da impressão em terras portuguesas e da região de que é capital!


João Leal