quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

BOAS FESTAS




FELIZ NATAL, COSTELETAS AMIGOS

Se ao longo de todo o ano nos une um laço, cimentado pela saudade e lembrança de tempos idos, no cenário afetivo central da nossa Escola, ele cria um sentido especial e uma acuidade mais intensa neste Tempo de Natal. As recordações são como lâmpadas luminosas, de todas as cores e cambiantes, que adornam e ornam a memorável árvore do tempo e nos trazem, com uma tonalidade saudosista essa mensagem de tempos idos. Se ao longo de todo o ano presentes estão sempre professores, colegas e funcionários, numa mescla de lembranças, é nesta quadra que mais se acende a vivência e a recordação de tempos idos. Apraz-nos, na meditação do Natal, partilhar convosco o caminho gémeo que existe entre o Presépio e a AAAETC (Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira). Isto porque o nosso lema, magistralmente concebido pelo Mestre que jamais esquece­mos, o Professor Américo José Nunes da Costa, de «vitalidade, solidariedade e fraternidade» se encontra em ple­no no nascimento de Cristo. Este facto histórico, que mudou o ideário do Mundo e constitui a «maior revolução social desde sempre nele havida» é todo ele um ato de vida (VITALIDADE) porque uma vida nova surgiu por sobre a Terra e a ela lhe veio dar uma nova vida. De SOLIDARIEDADE porque há no Natal o sentido da plena comunhão entre irmãos, como denominador comum da mensagem evangélica. E de FRATERNIDADE porque o cântico angeli­cal escutado por sobre os céus de Belém o era de «Na Terra paz aos homens de boa vontade». Neste tempo de Natal, com um forte abraço revelador de toda e muita amizade que vos tenho, porque outra maior não pode ha­ver, com os melhores votos de Boas Festas, na lembrança saudosa dos que nos deixaram e nos melhores desejos de boas melhoras para quantos se encontram doentes, para todos a muita estima do
                                                                JOÃO LEAL

SILÊNCIO



"Escutando o silêncio"           

Espreito e escuto 
Pela fresta da janela
E o silêncio que há lá fora 
Se junta ao meu silêncio 
Nesta noite fria e bela

Deixo-me levar pela magia 
Desse momento
Como se o tempo e a hora 
Fossem só meus
E eu pudesse alterar o silêncio
E o meu pensamento

Troco momentos de solidão

E me entrego a essa surda magia
Entre o silêncio que escuto
E o silêncio que lá fora
Há instantes não entendia

E depois vi luzes vi vida
Vi alegria e gente a circular 
Que nem se apercebia
Que atrás da janela
Eu estava lá
Escutando o silêncio 
Que não existia

Senti liberdade, paz
E olhei para dentro de mim
E só o meu silêncio
Continuava lá, com lembranças
Sem respostas e perguntas sem fim

Porquê tanta futilidade
Tanto ódio e maldade
Tanta coisa desigual
É isso que o meu silêncio grita 
Nesta quadra de Natal

E assim neste meu silêncio

Entre perguntas sem resposta
Vi nascer a madrugada
E despontou em mim
Nova esperança
Atrás da janela
Agora fechada

Que haja alegria

No rosto de cada criança
Que deixe de haver famintos
E inocentes a estender a mão 
Haja abundância de amor
De paz, felicidade
Em cada coração


NICOLINA MARTINS