
VAMOS PARA DEBATE?
AMIGOS
Amigos, cento e dez ou talvez mais,
Eu já contei, vaidades que eu sentia!
Supuz que sobre a terra não havia
Mais ditoso mortal, entre os mortais.
Eu já contei, vaidades que eu sentia!
Supuz que sobre a terra não havia
Mais ditoso mortal, entre os mortais.
Amigos, cento e dez, tão serviçais
Tão zelosos das leis da cortesia,
Que, já farto de os ver, me escapulia
Às suas curvaturas vertebrais
Tão zelosos das leis da cortesia,
Que, já farto de os ver, me escapulia
Às suas curvaturas vertebrais
Um dia adoeci profundamente:
Ceguei, dos cento e dez houve um sómente
Que não desfez os laços quasi rotos.
Ceguei, dos cento e dez houve um sómente
Que não desfez os laços quasi rotos.
Que vamos -diziam- lá fazer?
Se ele está cego não nos pode ver!
Que cento e nove impávidos marotos
Se ele está cego não nos pode ver!
Que cento e nove impávidos marotos
publicação de
João Brito Sousa
CARO JORGE,
ResponderEliminarViva.
O soneto é bonito. Dá aí uma opinião sobre o que CCB quereria dizer ao publicá-lo.
ab
João Brito Sousa