segunda-feira, 6 de outubro de 2008

MAURÍCIO DOMINGUES, COSTELETA


2008.10.06

UM COSTELETA A SÉRIO.

Numa altura em que a maior parte dos portugueses não sabia ler nem escrever, já o MAURÍCIO DOMINGUES tinha dois cursos, o que , de certo modo, constitui um orgulho COSTELETA.

Aí vai o testemunho,

"Sou Costeleta desde os meus 1O anitos, idade que tinha quando iniciei o 1º Ano do Curso Industrial, em 1940, e não fui mais cedo porque só depois da 4ª classe, tirada na Escola do Bom João, que existia na Rua Ataíde de Oliveira, me foi possivel ser Costeleta. Depois de acabar o Curso Industrial matriculei-me no Curso Comercial, nocturno, que acabei, e onde reforcei a minha condição de Costeleta !!A minha profissão de militar afastou-me cerca de 58 anos da cidade de Faro, assentando arraiais entre Cascais e Estoril"

Churrascada quando e onde? Quantos podem ir? O bloge recebe inscrições. Avança MAURÍCIO.

ab.

João Brito Sousa

CORREIO COSTELETA

COSTELETAS NA FUZETA
por VICTOR VENÂNCIO

HAJA SAÚDE!...





O MANEL EM GRANDE ESTILO (diz que faz quarenta Kms por dia em bicicleta, parabens Manel) E À DIREITA O ZÉ ELIAS MORENO E V. VENÂNCIO.





SERÁ O MANUEL POEIRA O DO FUNDO À DIREITA? E DEPOIS O ZÉ ELIAS E O VÍCTOR? Ó VÍCTOR, MANDA-ME AÍ O TELEFONE DO POEIRA, DO JOÃO PARRA E DO NUNO . TENS? AGRADEÇO. AO LADO DO VENÂNCIO ESTÁ , DESCOBRI AGORA, O NUNO AGOSTINHO









O PRIMEIRO DA DIREITA NA PRIMEIRA FOTO É O CARONHO QUE E´O DO MEIO DA SEGUNDA FOTO À ESQUERDA.

Ah grande MORENO, que estás em todas.De resto ... não conheço nenhum aqui.
Mas concordo com estes encontros.
Parabens ao VICTOR VENÂNCIO pela iniciativa.
2 - Estive como convidado dos beefs no seu segundo almoço em Lisboa, na FIL. Vou fazer uma reportagem sobre isso para publicar aqui.
"deixei a praia e o Mar para vir a este almoço que me fez ficar muito feliz, por voltar a ver os jovens do meu tempo". disse a ROSA NETO BARRIGA, da leva de 62/68
3 - O ROGÉRIO JÁ TINHA PUBLICADO AS FOTOS, MAS, COMO O VÍTOR ME AS ENVIOU DE NOVO....
João Brito Sousa

domingo, 5 de outubro de 2008

DO CORREIO ELECTRÓNICO


Um pouco fóra do prazo, publicamos o mail que recebemos de Casimiro de Brito:

Aos Amigos:

Entre os próximos dias 22 e 29 estarei ausente do País e algumas das coisas e promessas em curso terão que ficar suspensas. Desta vez vou fazer leituras e lançar um livro na Albânia e procurarei dar dois saltos, um para a esquerda (Macedónia), outro para o Sul (Corfu e Grécia). Sobre o POETEKA-Festival Internacional de Poesia da Albânia, que é mais do que um festival porque os poetas convidados andarão por várias partes do País, sobretudo em escolas, podem ver informação razoável em http://www.poeteka.org/poeteka2008_en.html
Com um abraço do Casimiro, 20/9.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

AS FÉRIAS DE UM COSTELETA




















As férias de um costeleta amigo alegra-me de ver...
O nascer do s ol e o pôr do sol algures no mundo
continuação de boas férias são os votos cá da malta felizes por ver
e saber o que é um amigo,
coisa que eu não confundo ...
AMANHÃ VOU ESTAR NO PRIMEIRO ALMOÇO ANUAL DA MALTA DO LICEU NA FIL. PENSO
QUE PODE SER UMA JORNADA DE SOLIDARIEDADE.
ESCOLA E LICEU JUNTOS...
TALVEZ UM DIA SEJA UMA REALIDADE.
SUGIRO À AAAETCABREIRA QUE PENSE NISSO.
BOM FIM DE SEMANA PARA TODOS OS COSTELETAS E SEUS PRÓXIMOS.
com um abraço do
JOÃO BRITO SOUSA

VAMOS DEBATER?

ACHEI INTERESSANTE O SONETO DE CAMILO CASELO BRANCO E TAMBÉM A IDEIA DO JORGE TAVARES.

VAMOS PARA DEBATE?

AMIGOS

Amigos, cento e dez ou talvez mais,
Eu já contei, vaidades que eu sentia!
Supuz que sobre a terra não havia
Mais ditoso mortal, entre os mortais.
Amigos, cento e dez, tão serviçais
Tão zelosos das leis da cortesia,
Que, já farto de os ver, me escapulia
Às suas curvaturas vertebrais
Um dia adoeci profundamente:
Ceguei, dos cento e dez houve um sómente
Que não desfez os laços quasi rotos.

Que vamos -diziam- lá fazer?
Se ele está cego não nos pode ver!
Que cento e nove impávidos marotos

publicação de
João Brito Sousa

BIFES E COSTELETAS EM DEBATE





A VERDADE E MENTIRA
Por ADOLFO PINTO CONTREIRAS/Beef

Nunca ninguém mente a sí próprio, a mentira só existe para o outro. Numa troca de ideias a minha opinião é sempre verdadeira para mim. Quando formulo uma opinião faço-o sempre num quadro mental que configura e expressa a minha verdade. Mais, cada opinião emitida é a focagem num fragmento de um vasto quadro elaborado e em permanente recomposição no meu pensamento.

Sendo a opinião uma extracção de um fragmento de mim mesmo, tomar a minha opinião como falsa seria como considera-me a mim próprio uma falsidade, o que é um absurdo.

Com o outro passa-se precisamente o mesmo, e se o seu quadro de pensamento não coincide com o meu a minha opinião é mentira para ele e vice-versa. Quando os quadros mentais coincidem não há mentira, quando muito divergências de composição em fragmentos do quadro.

Texto retirado do blog http://apcgorjeios.blogspot.com/

O MEU PONTO DE VISTA

Será verdade que, como diz o articulista acima, nunca ninguém mente a si próprio? Eu entendo que, se minto, minto para toda a gente, incluindo-me a mim. O outro pode até não se preocupar se eu minto ou não, a não ser que isso lhe diga directamente respeito e aí é natural que se preocupe. Se eu tenho uma conta a pagar, tenho posses para o fazer e digo que não tenho, será que estou a mentir?
Este tema não é uma matéria clara. Tenho de saber porque motivo eu menti, dizendo que não tinha dinheiro para pagar, tendo-o ...
Entendo que, em primeiro lugar devemos situar o plano da conversa e respectiva mentira. Em que circunstância?...
Numa troca de ideias a minha opinião é verdadeira para mim porque se baseia no meu conhecimento e argumento com aquilo que sei Exacto, tomar a minha opinião como falsa é um absurdo.

Quando o articulista diz... “se o seu quadro de pensamento não coincide com o meu a minha opinião é mentira para ele e vice-versa”

Penso que mentira não será isto. Se um pensamento não coincide com o do outro, cairá no âmbito da diferença de opinião.
MENTIRA?... não me parece.
AÍ VAI UM BOM TEXTO DE TEIXEIRA DE PASCOAES SOBRE A MENTIRA.
A MENTIRA É A BASE DA CIVILIZAÇÃO MODERNA
Por TEIXEIRA DE PASCOAES.

É na faculdade de mentir, que caracteriza a maior parte dos homens actuais, que se baseia a civilização moderna. Ela firma-se, como tão claramente demonstrou Nordau, na mentira religiosa, na mentira política, na mentira económica, na mentira matrimonial, etc... A mentira formou este ser, único em todo o Universo: o homem antipático. Actualmente, a mentira chama-se utilitarismo, ordem social, senso prático; disfarçou-se nestes nomes, julgando assim passar incógnita.

A máscara deu-lhe prestígio, tornando-a misteriosa, e portanto, respeitada. De forma que a mentira, como ordem social, pode praticar impunemente, todos os assassinatos; como utilitarismo, todos os roubos; como senso prático, todas as tolices e loucuras.

A mentira reina sobre o mundo! Quase todos os homens são súbditos desta omnipotente Majestade. Derrubá-la do trono; arrancar-lhe das mãos o ceptro ensaguentado, é a obra bendita que o Povo, virgem de corpo e alma, vai realizando dia a dia, sob a direcção dos grandes mestres de obras, que se chamam Jesus, Buda, Pascal, Spartacus, Voltaire, Rousseau, Hugo, Zola, Tolstoi, Reclus, Bakounine, etc. etc. ... E os operários que têm trabalhado na obra da Justiça e do Bem, foram os párias da Índia, os escravos de Roma, os miseráveis do bairro de Santo António, os Gavroches, e os moujiks da Rússia nos tempos de hoje.

Porque é que só a gente sincera, inculta e bárbara sabe realizar a obra que o génio anuncia? Que intimidade existirá entre Jesus e os rudes pescadores da Galileia? Entre S. Paulo e os escravos de Roma? Entre Danton e os famintos do bairro de Santo António? Entre os párias e Buda? Entre Tolstoi e os selvagens moujiks? A enxada será irmã da pena? A fome de pão paracer-se-à com a fome de luz?... Teixeira de Pascoaes, in "A Saudade e o Saudosismo

publicação de
João Brito Sousa

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

DO CORREIO ELECTRÓNICO

Recebido, por Email, transcrevemos na íntegra, esta mensagem do Jorge Tavares:

Meu caro Rogério,

Quando andei nas lides jornalísticas, recebi de oferta três livros, denominados "selecções da Gazeta" e que transcrevem centenas de textos jornalisticos, comentários, poesias, etc, do semanário "Gazeta do Sul" que se publicou entre 1930 e 1955 na vila do Montijo. Hoje ao reler algumas páginas, deparei com esta poesia de Camilo Castelo Branco que achei interessante divulgá-la.

AMIGOS

Amigos, cento e dez ou talvez mais,
Eu já contei, vaidades que eu sentia!
Supuz que sobre a terra não havia
Mais ditoso mortal, entre os mortais.

Amigos, cento e dez, tão serviçais
Tão zelosos das leis da cortesia,
Que, já farto de os ver, me escapulia
Às suas curvaturas vertebrais

Um dia adoeci profundamente:
Ceguei, dos cento e dez houve um sómente
Que não desfez os laços quasi rotos.

Que vamos -diziam- lá fazer?
Se ele está cego não nos pode ver!
Que cento e nove impávidos marotos

Um abraço
Jorge Tavares

POESIA


Maria Romana Torres
Tomamos conhecimento que a poesia da nossa associada Costeleta Maria Romana Rosa, foi bastante apreciada, conforme referências pessoalmente manifestadas.


Porque temos na "gaveta" alguns poemas premiados, desta nossa poetiza, decidimos abrir a "gaveta" e colocá-los no nosso Blogue.


Aqui está o primeiro do conjunto que temos na nossa "gaveta"
O MÁGICO LUAR!

Luz Branca e prateada iluminava
A Ninfa adormecida em preamar
E sob o encantamento do luar
A Alga fugidia murmurava!...

Flutuando, a Sereia, então cantava
Um hino muito belo, singular
E a noite parecia enfeitiçar,
Enquanto a lua cheia se ostentava

A fantástica luz tinha harmonia
E a Estrela Polar terna, sorria
Com graça e beleza sedutora

Espectáculo raro, inebriante,
Envolto na magia impressionante
Da cena misteriosa e sonhadora!

Maria Romana




1º prémio do Rotary
1º prémio R.S. Brasil

PARABENS À COSTELETA

MARIA JOSÉ FRAQUEZA



















































MARIA,

Deixem-me saborear o talento, o saber, a humildade e outros atributos da MARIA JOSÉ FRAQUEZA, colocando no topo do texto simplesmente a palavra Maria.

Nesta palavra singela, consigo abarcar o grande vulto, a grande personalidade, a grande mulher das letras que é a Maria José FAQUEZA.

MARIA JOSÉ FRAQUEZA mulher poetisa e mulher operária também... eu te saúdo.

ALGUNS TÓPICOS:

Tenho feito de júri também de alguns concursos em Portugal, Brasil e Itália.
Sobre a poesia que ganhei " O Meu Barco Veleiro" mando em anexos numa colecção de poemas. É possivel que no meu site em http://www.mariajosefraqueza.autoreseleitores.com/ também a poesia lá esteja entre outras.mas veja o meu blog: http://www.poesiaemmovimento.blogspot.com/ penso que está mais acrescentado.

Tenho um o Regulamento de um Concurso de Natal em andamento veja por favor.
Há anos que organizo, não só este como os Jogos Florais Internacionais de Nossa Senhora do Carmo, que são os mais antigos do país em rotatividade permanente com quarenta anos de existência, vinte e cinco anos dos quais eu dinamizo e realizo. Daqui saiu o primeiro movimento do género para terras brasileiras.

Todos os outros concursos são posteriores e mais recentes.

Não sei se sabe que sou também há anos - vice-.presidente do Clube da Simpatia - onde também tenho dado algum contributo importante.

Mail recebido da
Accademia Internazionale "Il Convivio" - Castiglione di Sicilia

Cara Maria José,

Noi inviamo sempre i diplomi. A volte però le poste non sempre li fanno giungere a destinazione. Comunque ristamperò nuovamente il diploma di Duedes do Campo e appena sarà possibile glielo farò avere.

Ti comunico anche che ti è stato assegnato il primo premio per la poesia in portoghese. Ti arriverà anche la lettera per posta.

Gentile Maria José Fraqueza,

la Giuria del Premio “Poesia, Prosa e Arti figurative” e del premio teatrale “Angelo Musco” Il Convivio 2008, dopo aver esaminato attentamente gli elaborati pervenuti, ha l’onore di comunicarLe che nella sezione “Poesia in portoghese” Le è stato assegnato il

Primo Premio Assoluto

con “O meu barco veleiro”. Le comunico inoltre che la premiazione si svolgerà a Giardini Naxos, in provincia di Messina, domenica 19 ottobre 2008 alle ore 10 a.m. presso l’hotel Assinos, sito in Via Consolare Valeria 33. Per un’ottima riuscita della manifestazione è indispensabile la Sua presenza che si prega comunque di confermare entro e non oltre il 9 ottobre. La presente comunicazione vale anche da invito, da estendere ai Suoi familiari.
L’Accademia Internazionale Il Convivio inoltre, tenuto conto dell’ottimo risultato da Lei raggiunto, le propone l’inserimento del Suo lavoro nella prestigiosa antologia pubblicata dall’Accademia, secondo le modalità della richiesta allegata da far giungere alla Segreteria del Premio entro e non oltre il 19 ottobre 2008. La pubblicazione dell’antologia è prevista entro febbraio del 2009.

A conclusione della cerimonia di premiazione, quale momento di amichevole incontro, sarà possibile pranzare presso il ristorante dello stesso Hotel Assinos. Si prega di prenotare almeno 5 giorni prima della manifestazione esclusivamente presso la segreteria del Premio, Tel: 0942-986036; 333-1794694. Il costo del pranzo è di € 25.

In attesa di un Suo cenno di riscontro Le porgo carissimi e cordiali saluti.

Il Presidente del Premio
Angelo Manitta


É TANTA COISA! ...

Que enobrece esta mulher COSTELETA
Que eu conheço vai para cinquenta anos
E continuo a admirar pela grande singeleza
Reflectida nos versos que faz e gostamos !..

Porque é uma poetisa de rasgo e génio
Produto da intuição séria para a poesia
Com mensagens bem vivas no milénio
E um sorriso de vencedora em cada dia

Gostava tanto de ser poeta ó amiga
Ter sensibilidade para ... uma cantiga
Não está ao meu alcance.. não está não

Tu sim ... sabes fazê-lo porque tens a virtude
De possuir uma alma que sonha e não te ilude
E cantas aos quatro ventos a tua nobre canção.

Com os cumprimentos do JBS e também do bloge
http://oscosteletas.blogspot.com

UMA OBRA COSTELETA




APRESENTAÇÃO DO LIVRO

Contos do Meu Encanto

De
Maria José
Fraqueza


CONVITE

Convido V. Exa. para apresentação do meu livro “Contos do Meu Encanto” que se realiza no Salão Nobre do Governo Civil de Faro, no dia 16 de Outubro de 2008, quinta-feira, pelas 15h00.
A Autora
Maria José Fraqueza


2008.10.01


CARA E ILUSTRE AMIGA MARIA JOSÉ.


MARIA JOSÉ FRAQUEZA é escritora

Um(a) escritor(a), é, em primeiro lugar, uma pessoa que existe para os outros, sobretudo para os outros e pouco para si. O escritor investiga, estuda, prepara e transporta para o livro o resultado esse estudo. Escritor é o que escreve livros deixando um importante legado no panorama da Literatura.

Escritor não é apenas o profissional que escreve romances (romancistas), pois o autor de livros de auto-ajuda e de textos jornalísticos pode também ser considerado um escritor.

Escrever é uma acção de desnudamento. O escritor revela ao escrever o mundo e em especial o Homem aos outros homens, para que estes tomem, em face ao objectivo assim revelado, a sua inteira responsabilidade. Não basta ao escritor ter escrito certas coisas, é preciso ter escolhido escrevê-las de um modo determinado, expondo seu mundo, com elementos estéticos, de criação literária

O Dr. Mário SOARES diz, que, por escrever biografias apenas não se considera um escritor. Escritor é escrever ficção.

O CONTO


é a forma narrativa, em prosa, de menor extensão (no sentido estrito de tamanho), ainda que contenha os mesmos componentes do romance. Entre suas principais características, estão a concisão, a precisão, a densidade, a unidade de efeito ou impressão total – da qual falava Poe (1809-1849) e Tchekhov (1860-1904): o conto precisa causar um efeito singular no leitor; muita excitação e emotividade.

Cumprimentos do

JBS

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

DO CORREIO







Almoco de confraternização de "Costeletas"
As fotos mostram um grupo de "Costeletas", reunidos em almoço de confraternização, num restaurante da Fuzeta.
Fotos envidas pelo Victor Venâncio, que também se encontra presente.
Também estão presentes: Agostinho, Caronho, Matias, Reina, Fonte Santa, Elias, Poeira, Parra, Malaia, Casaca e Horta
Recebido e colocado por Rogério Coelho




UM TEXTO DO CONVIDADO MANEL PIORNA. UM ESCRITOR E COSTELETA DE ELVAS.


MEUS CAROS AMIGOS COSTELETAS,

Nos velhos papéis, encontrei este quando da apresentação do meu primeiro livro e achei que não só as mulheres da Planície são dignas da minha Florbela, pelo que resolvi também mostrá-lo em louvor das Costeletas. Aí vai.

DISCURSO APRESENTAÇÃO DE
“PUTOS GANDULOS E GUERRA”
22/04/2000

Porque a vida não se troca, nem se vende por nada!
Só não sente, quem não tem capacidade para recordar!

A influente conspiração contínua, do adquirido sobre o inato. Vai metamorfoseando o (barro) Homem, inoculando-lhe na inocência, -“o saber de experiência feito”- a escola da vida. Assim se vai nesta complementaridade, construindo o Ego de cada um de nós.

Escrito sobre homens. Subreptíciamente vai revelando a influência da mulher, na sua desmultiplicação de: Mulher mãe, irmã, amante, companheira e amiga. Heis pois, como gato sobre brasas, “Putos, Gandulos e Guerra” transcreve: a observação -vivida- de alguém sobre o que o rodeia.

Não é este livro, pretensão literária! Mas tão somente o tentar transpor para a escrita, o sentir da vida -sofrida- do povo da Planície.

E porque não também, essa força-mulher, que foi Florbela Espanca?

Pobre de Cristo

Ó minha terra na planície rasa,
Branca de sol e cal e de luar,
Minha terra que nunca viste o mar,
Onde tenho o meu pão e a minha casa.

Minha terra de tardes sem uma asa,
Sem um bater de folhas... a dormitar...
Meu anel de rubis a flamejar,
Minha terra moirisca a arder em brasa!


Minha terra onde meu irmão nasceu
Aonde a mãe que eu tive e que morreu
Foi moça e loira, amou e foi amada!

Truz... Truz... Truz... _Eu não tenho onde me acoite,
Sou um pobre de longe, é quase noite,
Terra, quero dormir, dá-me pousada!...

Sou um sofredor!... O cordão umbilical ainda não me foi cortado. Confio que não o seja!... Sinto-me bem ligado à Terra-Mãe.
Por esse motivo, aqui trago estas folhas, as quais espero sejam o símbolo de uma aldeia una, nesta linda planície.

Assim sendo:
Este livro não é meu!
É dos que do nascer ao pôr do sol, -por magra jorna- trabalharam a terra que não era sua.
É de quem vergado sob o sol escaldante de meio do dia esgotava as forças -dádiva da magra açorda com azeitonas-, puxando pela torta, ceifando o -pão- trigo do mítico celeiro de Portugal.
Este livro é também dos e das que encharcados, sob o agreste frio e chuva do Inverno enterrando as mãos na gélida terra, apanhavam: a fonte que daria força às sopas e luz à humilde candeia.
Este livro é das mulheres escravas que após um dia de trabalho, em vez do merecido descanso, tinham ainda marido e filhos para tratar e a casa que, limpa e branquinha, lhes dava merecido orgulho!
Este livro é daqueles e daquelas que sofreram a saudade da partida e a ansiedade da chegada, dos seus mais queridos, que viram partir para a guerra!
Este livro é dos que aqui nasceram, e dos que aqui chegando criaram raízes!
Também vale a pena recordar Eugénio de Andrade:


Eu sou devedor à terra,
E a terra me está devendo.
Que a terra me pague em vida,
Que eu pago à terra em morrendo.

Este livro é vosso homens e mulheres da minha terra!

Manel Piorna, amigo do blogue, convidado e costeleta de ELVAS.