domingo, 3 de outubro de 2010

DO CORREIO ELECTÓNICO

DOMINGO DE MANHÃ

POESIA

« … quando se vive, não sucede nada. Os cenários mudam, as pessoas entram e saem; é tudo. Nunca há princípios. Os dias sucedem aos dias, sem tom nem som; é um alinhamento interminável e monótono. De vez emquando tira-se um total parcial... Sartre, Nausea, página 58.

Para o costeleta António Brito Afonso, amigo de Bordeira. BORDEIRA, que canta as charolas e onde, á despedida num concurso  há uns anos atrás, um poeta da minha terra, disse esta quadra.

Adeus Bordeira que eu vou
Para a minha terra natal
Tu não sabes quem eu sou
Pouco importa não faz mal

 BORDEIRA E AS AMENDOEIRAS EM FLOR FORMAM UM QUADRO MARAVILHOSO E ÚNICO.

DAR DE VAIA

Bom dia António, apesar do dia cinzento
Venho deixar-te um abraço de amizade
E assin neste dar de vai te cumprimento
Fomentando entre nós a solidariedade
De costeletas dos anos cincoenta e tais
Que fomos e ainda nos prezamos de ser

Ab
JBS
CRÓNICA DE SÁBADO À NOITE

MANUEL DE OLIVEIRA

É o realizador de cinema, com mais idade em todo o mundo a exercer asua actividade profissional. Enquanto estudante foi sempre mau aluno.Foi um boémio e frequentava a tertúlia no Café Diana na Póvoa de Varzim com José Régio e Agustina Bessa Luís.

Vi-o a dançar num You Tube e fez-me inveja. Com menos trinta anos de idade já ando meio empenado Impressionou-me a agilidade e a jovialidade. E a boa disposição.

Vem de gente de posses, da burguesia nortenha. O pai foi um industrial e primeiro fabricante de lâmpadas em Portugal.

Foi atleta e campeão na modalidade de salto à vara.

Aniki Bobo, filmado em 1942 conta a história da vida, diz o puto para o dono da loja, quando o senhor morrer não vou ao seu funeral. O miúdo morreu primeiro. Aliás o filme foi um fracasso comercial, mas deu que falar.

Por causa de alguns diálogos num filme passou dez dias na cadeia.

Em 2008 completou cem anos de vida, tendo, entre outras comemorações, sido condecorado pelo Presidente da República.

È do Porto, carago.

elementos retirados da net, por
JBS.

sábado, 2 de outubro de 2010

CONVÍVIO DE COSTELETAS

Hoje, de manhã, em amena conversa, na esplanada de um dos cafés do Mercado Municipal de Faro, encontraram~se os Costeletas Paixão Pudim, Mimi (a esposa), o João Leal, a Isabel Coelho e o Rogério Coelho. A conversa incidiu sobre figuras de colegas daquele tempo e a recordação de alguns que já partiram.
Foi uma conversa agradável de Costeletas que não se viam desde o grande Almoço Anual de Junho.
O Rogério, que geralmente trás consigo a máquina fotográfica, desta vez deixou-a em casa... infelizmente aconteceu!

RC

DO CORREIO ELECTRÓNICO

COSTELETA 50/56
Esta assinatura vale ouro, porque pertence a um costeleta de elite,que passou a sua juventude ali para os lados do Quartel da GNR, noLargo de S. Sebastião, que deu costeletas como o Teófilo Primitivo doBanco Borges & Irmão, a Marciana das Sellecções, o Ludovico artista dabola, o Joaquim da padaria, internacional de andebol da Escola Etalvez outros

O Zé Vitorino Neves do Arco, que foi um bom aluno, foi seu contemporâneo.


E o costeleta aqui referenciado, foi igualmente um bom aluno em todas
as disciplinas e um bom amigo.

Fica esta pequena nota.

Com um abraço do

JBS
A VIDA AO CONTRÁRIO


Cap 1



O comboio chegara à tabela sem tirar nem pôr. Faltava um quarto para auma da tarde, quando os passageiros começaram a sair e o Ernesto Lopes saiu também. Vinha algo pensativo, o que nele não era muito habitual. Dirigiu-se para o Largo da estação onde esperou pela mulher.

Decidiu entretanto comprar o jornal da manhã e, ao abrir a carteira para retirar o dinheiro, deparou-se com a foto do avô que traziaj unto à da mãe. E que bela estava a foto do velho Lopes. De olhos azuis e marotos, cabelo penteado para trás carregado de brilhantina, bigode bem aparado, fato castanho escuro, gravata a condizer na camisa branca, com lenço supostamente verde na algibeirinha pequenina colocada no lado do coração, cá em cima, faziam do velho, um actor compinta e galanteio. Ernesto demorou uns minutos a tirar o dinheiro porque ficou embasbacado na fotografia do avô, o que acontecia muitas vezes, sobretudo naquele olhar enigmático, que quereria certamente dizer muita coisa, mas que Ernesto não enxergava até onde podia chegar nem o que queria dizer.

Quando a esposa chegou à sua beira, linda como nunca dantes a vira, Ernesto cogitava na sua aldeia, nas festas que aí vinham e nas quais ele não poderia participar por se encontrar em longes terras.

Bom dia meu amor, então como estás; perguntou Daniela logo que chegou perto do esposo.

Estou bem, obrigado, disse ele, enquanto trocavam um beijo de reconhecimento.

Não pareces nada bem, disse a mulher.

Porque é que achas isso? perguntou Ernesto.

Ernesto, meu amor, tu sabes bem o que é que se passa, disse a esposa.

Eu não sei nada disso meu amor, disse Ernesto.

Sabes sim, disse Daniela. Se eu sei tu também sabes.

Mas o que é que tu sabes, perguntou Ernesto.

Pressinto em ti a saudade das pequenas coisas da vida, da tua aldeia,o sino da Igreja, toda a tua juventude está em ti, fazem parte do mesmo corpo comum, é impressionante como essas recordações te consomem e te assaltam. Decididamente estando aqui és um peixe fora de água, aqui parece até nem haver vida para ti, és um desterrado no teu próprio país, és nitidamente um homem fora da tua terra. Ora diz lá se não é esta a tua preocupação?

Ernesto olhou no horizonte longínquo, sorriu enquanto olhava para a mulher e antes de pronunciar qualquer palavra recordou a aldeia, as festas da Páscoa, a procissão da sexta feira santa, onde ele era um dos que vestia a opa e carregava o andor. Gostava daquilo, dizia ele.
A opa… é que era, a grande cidade nem por isso.

Bem, não deixas de ter a tua razão, isso da aldeia é verdade, disse Ernesto.

Mas tens que mudar amor, a vida é onde nós estamos, onde temos a nossa casa, onde estão os nossos pertences pessoais, é onde moram os nossos vizinhos, os mesmos que nos cumprimentam todos os dias, é o lugar onde as mesmas gaivotas se vêm passear às tardes, entendes amor. É só uma questão de querer, de perceber que a nossa vida se vive no lugar onde nós nos sentimos bem, ou onde temos tudo à nossa disposição para que isso aconteça. Amor, a vida é luta, é dor, é ganhar e perder, é tolerar, é conseguir através do amor a resolução de todos os problemas do querer bem.

Ernesto não queria saber bem daquilo que estava a ouvir mas não deixava de reconhecer razão nos dizeres de Daniela, mas o que lhe vinha à mente era a aldeia, os bailes no Cavacão, a venda do Amadeu e da Rosa e outras mais.


JBS
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

DAQUELE TEMPO


POSTAL ILUSTRADO
Aula de Português - Curso de Serralharia

DO CORREIO ELECTRÓNICO

ERA UMA VEZ UM PAÍS...


Era uma vez um País, cujos excelsos dirigentes, durante anos falaram...falaram...e falaram, dizendo que os negócios da Nação corriam às mil maravilhas, ...mas a vida dos íncolas ia de mal a pior. O País estava endividado até à raiz dos cabelos e muitos habitantes passavam mal!
Houve um rei -rei de Epiro-, chamado Pirro, n. cerca de 318 a.C., que teve várias vitórias na luta contra os romanos. Por fim foi vencido. Dele se diz:de vitória em vitória até à derrota final. De um outro País, dos nossos dias, se poderá dizer algo semelhante: de vitória em vitória até ao afundamento final!
Ele há coincidências!

Inocêncio da Costa
O CENTENÁRIO DA REPUBLICA
Por João Brito Sousa

“o blogue oscosteletas, deveria constituir-se como um espaço de aprendizagem”.

Jorge Tavares

Comemora-se no próximo dia 5, o primeiro centenário da implantação da
Republica.

ALGUMAS NOTAS.

A situação de Portugal dos princípios do século XX estava longe da civilização e da cultura, onde nessa altura, três homens em cada quatro e seis mulheres em cada sete não sabiam ler nem escrever. A escolaridade primária era gratuita e obrigatória (três anos). Mas mesmo assim o analfabetismo resistia, porque, apesar de obrigatória, os rapazes cedo começavam a ajudar os pais nos campos e a escola era esquecida. Numa população total de cinco milhões de pessoas em 1890,sete em dez, ainda viviam em freguesias rurais e dessas quase noventapor cento dependiam apenas da actividade agrícola.

Do ponto de vista político em 1901, João Franco assume a chefia do novo Partido Regenerador - Liberal. Desde há algum tempo que noExecutivo alternam com rigor pendular, os elencos dos dois grandes partidos portugueses, o Regenerador e o Progressista, liderados peloschefes, respectivamente, Hintze Ribeiro e José Luciano de Castro. É o Rotativismo, um termo inventado pelo próprio João Franco por essaaltura, onde os conteúdos programáticos dos partidos, pouco diferiam.
Ambos aceitam a monarquia não a desejando talvez, porque defendem a existência do Rei quando estão no poder e contestam-no quando sãoremetidos à oposição.
Uma vez implementada, Lisboa nos primeiros tempos da Republica, oferecia mesmo o aspecto de uma cidade em revolução. Os cafés regurgitavam de gente que animadamente discutia, soltavam asneiras edisparates, propunha alvitres de desafronta e do café Martinho aoRossio, saíram mesmo as primeiras manifestações. Aí se evocavam todas as noites o patriotismo intelectual. Escritores, poetas, jornalistas, médicos, advogados, funcionários e ainda militares, eram as pessoas que frequentavam essas tertúlias, que não hesitavam em tomar parte nessas intermináveis discussões. No País, depois da proclamação da Republica, ninguém podia proclamar-se monárquico e a prática política era exclusiva dos republicanos, que são simultaneamente situação eoposição. Os que resistem, fecham-se nos seus Palácios ou vão paraEspanha ou para o Brasil e são apelidados de «talassas». E aqui começa a situação a dificultar-se e o oportunismo político a surgir, chegando mesmo a juntarem-se moderados com radicais, anarquistas comdireitistas, republicanos com monárquicos.

A imagem de marca deixada pela Republica, é a de fazer a política popular, satisfazer a populaça que se apodera da rua. O Governo revela pouco conhecimento da realidade e as leis já publicadas provocam uma onda de greves e uma crise social que ameaça o jovem Regime Republicano. A lei do ensino, cria mil escolas novas e remete para as autarquias a responsabilidade de as custear, não dispondo estas de tais meios pelo que as escolas ficam como uma manifestação de vontade escrita num papel…

Quase tudo como hoje.
jbritosousa@sapo.pt

DO CORREIO ELECTRÓNICO

CRISE DOS NOSSOS TEMPOS (João Brito de Sousa)



Qualquer comentário que escrevesse directamente no texto em referência, escrito pelo João B. de Sousa, perdia a oportunidade temporal de ser lido. Muitos textos, poesia e outros já foram publicados posteriormente, razão desta minha decisão em escrever esta pequena nota a propósito do assunto.

Falar sobre economia é fácil...todos o fazem. Vejamos um exemplo: um trabalhador que acaba de receber o seu salário, chega a casa e analisa com a sua mulher os pagamentos contratuais que têm de efectuar, o valor que excede e se o mesmo permite assumir novos compromissos... estão a tratar de temas económicos, por conseguinte, a falar sobre economia. A vida de qualquer cidadão (infelizmente) tem a economia como padrão da sua existência. Por muita vontade que tenha em ignorar, tal não é possível
O tema que o João trouxe ao blogue, é bastante interessante e saudável. Todavia, a razão desta nota, justifica-se pela necessidade dum esclarecimento sobre o comentário que escrevi.
No último paragrafo o João sita o Prof. de Direito Carlos Amorim, quando o mesmo diz que quando os ouve (subentenda-se economistas) se vai deitar com uma dor de cabeça enorme. Acredito que seja verdade, porque comigo se passa o mesmo, mas numa maior amplitude, isto é, economistas, professores de direito ( nos quais incluo o distinto professor) e de outras áreas, comentaristas, jornalistas, políticos, etc.
Em determinada parte do comentário escrevi - não sei se é publicável -fi-lo justamente porque o tema podia não ser aceite pelo nosso moderador, a quem está reservado o direito de escolha.
O fazer o "gosto ao dedo" obviamente que foi uma força de expressão, significando que são temas que habitualmente não comento, mas que resolvi fazê-lo.

Aproveito para deixar um repto aos costeletas melhor preparados, para que utilizando este blogue, e numa linguagem entendível ao "denominado cidadão comum " nos quais me incluo, escrevam sobre esta ciência que é a economia, a sua aplicação aos dias de hoje e influência na vida das populações, com os consequentes problemas financeiros que causa.

jorge tavares
costeleta 1950/56

POESIA

A Mágica Melodia

A Música é algo impressionável
- Notas musicais, plenas de magia
E através delas vibra a melodia;
- A fonte cristalina mais notável !

A Música é arte inesgotável,
Transmite-nos amor, paz, alegria,
Mágoa ... descontracção e a fantasia,
Que eleva a nossa alma mais saudável !

Sete símb'los ... dão luz à inspiração,
Formando rendilhados de emoção,
As sublimes mensagens que nos liga!

À Música diversa que há no Mundo,
O estro mais perfeito, tão fecundo;
- A Língua Universal e a mais antiga!

Maria Romana

PARA RECORDAR

Uma Tarde Alegre

Foi, na verdade, uma tarde alegre a que se passou no dia 24 de Fevereiro. Alunas e Professoras conviveram despreocupadamente e as horas correram quase sem se dar por isso. Presente também o Senhor Director, que nunca perde uma oportunidade de estreitar entre professores e alunos relações de maior amizade e compreensão.
Hoje publicamos uma “redacção” que uma pequenita cançonetista dessa ocasião fez, inspirada no que viu e ouviu.

Numa quarta-feira do dia 24 de Fevereiro, houve uma festa na cantina da nossa Escola. Foram convidados o Senhor Director e alguns Professores. Havia também muitas meninas. Um “trio infantil” colaborou na festa.
Compunham-no: Isabel Bartolomeu, do 1º ano (10 anos); Maria Catarina Brito, também do 1º ano (12 anos); Maria de Lurdes, do 1º ano do C.P. (10 anos). Também animou muito a festa a Tereza Maria, do 2º ano do C. Preparatório.
Houve música de acordeão e duas alunas do 1º ano cantaram canções da nossa terra.
Uma aluna da Indústria contou engraçadas histórias (mais bonitas que as da carochinha). Essa aluna é a Isabel Norte (Curso de Formação Feminina).
Toda esta alegria poderemos agradecer ao nosso Director, à Senhora D. Maria Odilia Penha, à Senhora D. Maria Filipe e também às alunas que orientadas pela Senhora D. Virginia Machado tiveram muito gosto em compor a mesa e ornamentar a sala.

Maria de Lurdes Simão do Vale
1º Ano do Ciclo Preparatório (10 anos de idade)

IN Jornarl “Açoteia” nº 11 de 22 de Março de 1965
Colocado por Rogério Coelho
(Não esqueçam: um toque para aumentar, segundo toque para dobrar, na imagem)