terça-feira, 26 de abril de 2011

O GERALDES

Por João Brito Sousa


Está na fotografia grande que o mano Roger publicou há dias e que envio em anexo. Parece-me ser o Julião que está na última fila, terceiro a contar da direita. De resto não conheci mais ninguém. Há assim umas caras conhecidas mas não dá para concretizar.


Mas vi o Geraldes e recordei-o com saudade.


Apesar de andar uns anos mais à fente, talvez com o Alberto Rocha, com o Jorge Tavares, com o Vitélio, com o Julião e com outros obviamente, o Geraldes, de quem ainda fui amigo, está nesssa foto na primeira fila de joelhos, com o seu soorriso de sempre.


Penso que todos gostavam dele. Era um rapaz muito comunicativo entre a rapaziada e junto das colegas tinha grande audiência. Tinha pinta. E tinha um espírito jovem, agradável, fresco e saudável.


Parecia.


Um dia passei pelo cemitério e ele lá estava. Fiquei triste com o contacto com essa realidade. E gritei-lhe, óh Geraldes. Não valeu a pena. Já não ouvia nada; estava do outro lado, que nos espera também a nos.


Mas o Geraldes era um belo amigo. Pelo sorriso que trazia sempre consigo. Usava óculos de aros finos, que lhe ficavam bem, parecia um actor de cinema. Era um senhor. Será que ainda é ?


Nada sabemos desse mundo. Mas… se houver alguma coisa, ai vai um abraço. Com amizade sincera.


O Geraldes era grande amigo do Bartolomeu Caetano das Neves, cunhado do Danilo, de Pechão.


O


JOSÉ CLERIGO DO PASSO


Faleceu.


E do tempo dos Zmabujal, Franklin, Ze António, Bica e Valério (acordeonistas) Molarinhos e….


Penso que o João Leal deverá saber disso. Foi professor primário e funcionário do BNU.


Paz à sua alma. Convivi bastante com o Passo em Almada, onde resdia, depois da Fuzeta.


Um abraço para o Alfredo Mingau também.


E para todos os costeletas do
JBS




VISÃO!

A mulher e a menina estão cobertas por uma manta e dormem a sesta na mesma cama.
O homem, no limiar da porta do quarto, olha-as, como se as visse pela primeira vez.
É tão grande a parecença entre elas que o homem sente-se excluído, habitante de um país diferente de­las. Elas que estão num mesmo ovo: branco.
O mesmo cabelo ondulado e a mesma fronte: “quando a menina crescer, terá as mesmas rugas da mãe”, pensa.
O homem tenta lembrar-se da cor dos olhos de ambas, mas resulta-lhe impossível. Vê uma só cor, indiferenciada, que coloca sobre a almofada, como numa paleta, e sabe que não é esse o azul de que estava à procura.
Os dedos longos da menina são uma antecipação dos dedos da mulher. E, agora que as mãos estão adormecidas, o homem não se lembra do que é que a mulher faz com essas mãos, como as move, como as pousa sobre a mesa, como utilizam o garfo e a faca. Sobretudo, o homem não se lembra do que essas mãos fazem sobre ele, e sente um repentino vazio no seu corpo: a sua sensibilidade esvaziada.
Volta às mãos da menina e pergunta-se pelo co­nhecimento que a menina recebe delas, como será o tacto da menina, o que pode sentir com as suas mãos.
Se a visão não se agudizar com o tempo, nem o ouvido, nem o olfacto ... nem o tacto, sim, amplia-se o armazém onde guarda as sensações que estes ór­gãos nos proporcionam.
O homem pensa que gostaria de ter a chave do armazém onde a menina guarda as recordações das suas mãos.
A mulher e a menina dormem aprazivel­mente e o homem pensa nos sonhos de am­bas.
A mulher rodeia a menina com um braço e o homem pergunta-se se a proximidade deste lado o será também do outro, do lado do sonho, ou se será distância.
O homem gostaria de que a mulher e a menina continuassem abraçadas no lado dos sonhos, mas como o pedir? Nem sequer sabe se a mulher estará presente no sonho da menina. Quanto ao sonho da mãe... , talvez a mulher habite em sonhos esse espaço do qual lhe fala, ausen­te deste lado, tantas vezes.
A possibilidade de que talvez ele esteja presente em a1gum desses sonhos e a impossibilidade de o sa­ber perturbam o homem, até ao ponto de sentir um desejo infinito de as acordar. A inveja fá-lo tremer.
É então que sente esse cheiro que lhe sobe do ventre e do peito, e o calor, que sai dele, nas suas cos­tas.
o homem dá a volta e avança pelo cor­redor, procurando. Cruza o salão da casa e assoma-se à janela.
Os salmos, da igreja, do outro lado do rio ressoam ao longe e elevam-se pelo ar, mal roçando esse banho intranquilo da húmida purificação.
Abre a janela.
E fica olhando e ouvindo a música, esse som encandeado, do chilrear dos pássaros, que se combina com o marulhar da água do rio a correr.
E pensa nelas, na mulher e na menina, uma visão de sensações que guarda no pensamento...

Alfredo Mingau
OBS. Um conto para pôr água na fervura da "crise", dedicado a Brito de Sousa e Jorge Tavares de quem aprecio as suas publicações neste Blog..
COMENTÁRIO AO MESMO TEXTO
RETIRADO DO BLOGUE
DEMOCRACIA PARTICIPATIVA.


Por julgar ser interessante comparar ideias, aí vai.

"Os partidos cada vez mais desacreditados, funcionam essencialmente como agências de emprego que admitem os mais corruptos e incapazes (...)"

Isto acontece um pouco porque não há brio em ser político. Já existe há muito tempo uma imagem generalizada de que o político é mentiroso e corrupto. É encorajado a mentir para ganhar votos, e não é punido quando o faz. Não há honra em ser político.

É curioso que a classe que tem a maior das responsabilidades - que é governar - é a menos respeitada na sociedade. Há, portanto, uma tendência para os mais competentes se estabelecerem e singrarem noutras áreas, onde há real prestigio, enquanto os mais medíocres se acumulam em grupos (vulgo partidos) e "esperam a sua vez" pelo controlo da nação. É certo que há excepções...

"(...) não se encontrando forças capazes de alterar o status, parece que a democracia pré-fabricada não encontra novos instrumentos."

Se a democracia pré-fabricada não ganha força, é porque já não se adapta às vontades e necessidades da sociedade, e portanto um novo paradigma democrático é necessário.

"(...) a ignorância de uma população deixada ao abandono (...) não tem capacidade de decisão, a não ser a que lhe é oferecida pelos órgãos de Comunicação. Ora e aqui está o grande problema deste pequeno país."

Falta a iniciativa. Falta vontade de mudar para melhor. As pessoas não se querem chatear muito. Se a senhora na televisão diz que é assim, é porque deve ser assim. Felizmente que este fenómeno tem tendência para diminuir, graças à internet.

Veja-se o caso dos islandeses que se reuniram todos os dias à porta da assembleia, mandaram o governo abaixo e elegeram uma nova assembleia independente. Eles não foram na cantiga de pagar pelos erros do sistema bancário.

Aqui está um homem lúcido. Desde a corrupção inerente ao sistema partidário, ao peso excessivo das forças armadas no orçamento, à falta de imparcialidade dos media, à falta de discernimento e proactividade na sociedade, este senhor acertou em tudo. Os últimos dois parágrafos são perfeitos.

Num à parte, fico impressionado como é que alguém de fora de Portugal pode ter uma imagem tão nítida (mesmo para um cidadão informado) sobre o estado do nosso país.

21 de Abril de 2011 10:14

Recolha de
JBS

Nota:- por achar que era um tanto extenso, como comentário ao texto de Jaques Amaury, publico em post. (Recebido hoje - 26/4 - às 1045)
RC.

domingo, 24 de abril de 2011



A CRISE

Por João Brito Sousa


Em Correspondência de Fradique Mendes de 1891, Eça de Queiroz refere que "Portugal está a atravesssar a pior crise" . E pergunta. Que fazer? Que esperar?

E responde:

Portugal tem atravessado crises igualmente más: - mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito. Hoje crédito não temos, dinheiro também não - pelo menos o Estado não tem: - e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela Política. De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura.

Eu penso que o nosso mal está aqui.

JBS

sábado, 23 de abril de 2011


Para a frente!

O mundo ralha,
Tenha ou não tenha razão,
Lá diz o rifão;
A maior parte é palha!
Mas adiante,
Vamos avante!
Por quê ninguém se entende?
Custa assim tanto?
Por quê todos originais,
Querem ser?
Por quê todos sumidades,
Se pensam?
Mesmo que ninguém convençam?
Os outros que deles discordam,
Não sabem raciocinar,
Não sabem pensar,
A pura verdade vislumbrar;
A pólvora descobrem cada dia.
(embora há muito descoberta).
A estes é preciso estar alerta,
Pois suas críticas são vazias.
Que têm no seu activo?
Além do mal dizer?
O mundo com eles avança?
Não, assim é só cagança!
Não, o mundo assim pára ou recua!
Que lhes havemos de fazer?
Tenhamos pois tolerância!
Tenhamos pois compreensão!
Dado falar a pura ignorância!
Esclarecê-los é mister!
E fazer-lhes compreender,
Quão ignorantes todos somos;
Mas, se isto é verdade,
Porquê não usar de simplicidade?
Porquê não exaltar os que valem?
E estimular os que querem fazer?
Julgo – assim deverá ser!


anuel Inocêncio da Costa
OPINIÃO DE JAQUES AMAURY
Sobre a "crise portuguesa"
Sociólogo e Filosofo Francês

Este conhecido sociólogo e filosofo francês, Jaques Amaury, professor na Universidade de Estrasburgo, publicou recentemente um estudo sobre “A crise Portuguesa”, onde elenca alguns caminhos, tendentes a soluciona – la.
“Portugal atravessa um dos momentos mais difíceis da sua história que terá que resolver com urgência, sob o perigo de deflagrar crescentes tensões e consequentes convulsões sociais.
Importa em primeiro lugar averiguar as causas. Devem – se sobretudo à má aplicação dos dinheiros emprestados pela CE para o esforço de adesão e adaptação às exigências da união.
Foi o país onde mais a CE investiu “per capita” e o que menos proveito retirou. Não se actualizou, não melhorou as classes laborais, regrediu na qualidade da educação, vendeu ou privatizou a esmo actividades primordiais e património que poderiam hoje ser um sustentáculo.
Os dinheiros foram encaminhados para auto estradas, estádios de futebol, constituição de centenas de instituições publico - privadas, fundações e institutos, de duvidosa utilidade, auxílios financeiros a empresas que os reverteram em seu exclusivo benefício, pagamento a agricultores para deixarem os campos e aos pescadores para venderem as embarcações, apoios estrategicamente endereçados a elementos ou a próximos deles, nos principais partidos, elevados vencimentos nas classes superiores da administração publica, o tácito desinteresse da Justiça, frente à corrupção galopante e um desinteresse quase total das Finanças no que respeita à cobrança na riqueza, na Banca, na especulação, nos grandes negócios, desenvolvendo, em contrário, uma atenção especialmente persecutória junto dos pequenos comerciantes e população mais pobre.
A política lusa é um campo escorregadio onde os mais hábeis e corajosos penetram, já que os partidos cada vez mais desacreditados, funcionam essencialmente como agências de emprego que admitem os mais corruptos e incapazes, permitindo que com as alterações governativas permaneçam, transformando – se num enorme peso bruto e parasitário. Assim, a monstruosa Função Publica, ao lado da classe dos professores, assessoradas por sindicatos aguerridos, de umas Forças Armadas dispendiosas e caducas, tornaram – se não uma solução, mas um factor de peso nos problemas do país.
Não existe partido de centro já que as diferenças são apenas de retórica, entre o PS (Partido Socialista) que está no Governo e o PSD (Partido Social Democrata), de direita, agora mais conservador ainda, com a inclusão de um novo líder, que tem um suporte estratégico no PR e no tecido empresarial abastado. Mais à direita, o CDS (Partido Popular), com uma actividade assinalável, mas com telhados de vidro e linguagem publica, diametralmente oposta ao que os seus princípios recomendam e praticarão na primeira oportunidade. À esquerda, o BE (Bloco de Esquerda), com tantos adeptos como o anterior, mas igualmente com uma linguagem difícil de se encaixar nas recomendações ao Governo, que manifesta um horror atávico à esquerda, tal como a população em geral, laboriosamente formatada para o mesmo receio. Mais à esquerda, o PC (Partido comunista) vilipendiado pela comunicação social, que o coloca sempre como um perigo latente e uma extensão inspirada na União Soviética, oportunamente extinta, e portanto longe das realidades actuais.
Assim, não se encontrando forças capazes de alterar o status, parece que a democracia pré – fabricada não encontra novos instrumentos.
Contudo, na génese deste beco sem aparente saída, está a impreparação, ou melhor, a ignorância de uma população deixada ao abandono, nesse fulcral e determinante aspecto. Mal preparada nos bancos das escolas, no secundário e nas faculdades, não tem capacidade de decisão, a não ser a que lhe é oferecida pelos órgãos de Comunicação. Ora e aqui está o grande problema deste pequeno país; as TVs as Rádios e os Jornais, são na sua totalidade, pertença de privados ligados à alta finança, à industria e comercio, à banca e com infiltrações accionistas de vários países.
Ora, é bem de ver que com este caldo, não se pode cozinhar uma alimentação saudável, mas apenas os pratos que o “chefe” recomenda. Daí a estagnação que tem sido cómoda para a crescente distância entre ricos e pobres.
A RTP, a estação que agora engloba a Rádio e Tv oficiais, está dominada por elementos dos dois partidos principais, com notório assento dos sociais democratas, especialistas em silenciar posições esclarecedoras e calar quem lenta o mínimo problema ou dúvida. A selecção dos gestores, dos directores e dos principais jornalistas é feita exclusivamente por via partidária. Os jovens jornalistas, são condicionados pelos problemas já descritos e ainda pelos contratos a prazo determinantes para o posto de trabalho enquanto, o afastamento dos jornalistas seniores, a quem é mais difícil formatar o processo a pôr em prática, está a chegar ao fim. A deserção destes, foi notória.
Não há um único meio ao alcance das pessoas mais esclarecidas e por isso, “non gratas” pelo establishment, onde possam dar luz a novas ideias e à realidade do seu país, envolto no conveniente manto diáfano que apenas deixa ver os vendedores de ideias já feitas e as cenas recomendáveis para a manutenção da sensação de liberdade e da prática da apregoada democracia.
Só uma comunicação não vendida e alienante, pode ajudar a população, a fugir da banca, o cancro endémico de que padece, a exigir uma justiça mais célere e justa, umas finanças atentas e cumpridoras, enfim, a ganhar consciência e lucidez sobre os seus desígnios.

Fialho

sexta-feira, 22 de abril de 2011


Se o coelho não bota ovos, por que ele é o símbolo da Páscoa?

Segundo a lenda, uma mulher teria pintado e escondido alguns ovos para que os filhos procurassem num domingo de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um coelho passou correndo por elas.
Os meninos imaginaram que o animal trouxera o presente. No antigo Egito, o coelho era o símbolo da fertilidade. Mas por que presentear com ovos?
O ovo significa renascimento e ressurreição. Simão, o cireneu que ajudou Cristo a carregar a cruz até o Calvário, era vendedor de ovos. Depois da crucificação os ovos teriam ficado coloridos.

Símbolos de Páscoa
O coelho, o ovo e o chocolate em sua origem não são símbolos cristãos e, em contexto religioso, representam conceitos complexos demais para o entendimento infantil.

Coelho
Freqüentemente igualado à lebre, é um símbolo lunar porque dorme durante o dia e fica acordado à noite e por ser muito fértil.
Nos contos de fada e nas lendas de muitos povos, a própria lua é, por isso, um coelho, ou então, indicam-se simbolicamente as manchas claras e escuras que há nelas como sendo coelhos.
Devido à sua fertilidade, eventualmente também por viver escondido em tocas, o coelho está estreitamente ligado a Terra, entendida como “Mãe”, sendo por isso um símbolo de constante renovação de vida.

Ovo
Por ser o germe da vida, o ovo é um símbolo muito difundido da fecundidade. Nas concepções místicas de muitas culturas encontra-se o “OVO CÓSMICO”, que na qualidade de símbolo da totalidade dos poderes criadores aparece nos primórdios freqüentemente boiando nas águas primordiais; dele nascem o mundo e todos os elementos ou, a princípio, somente o Céu e a Terra.
Na alquimia a gema foi geralmente interpretada como símbolo do ouro, e a clara como símbolo da prata. No cristianismo o ovo é considerado símbolo da “Ressurreição da Vida Nova”.

HISTÓRIA DO CHOCOLATE
O chocolate, produto natural das Américas, era conhecido e consumido como bebida por Astecas e Maias. O primeiro contato dos europeus com o chocolate foi através dos espanhóis, logo após o descobrimento. Cortez informou ao Rei Carlos I da Espanha sobre a existência da bebida amarga, que "aumenta a resistência e combate a fadiga". O primeiro embarque de chocolate para a Europa aconteceu em 1585. Inicialmente um luxo ao qual somente nobres europeus tinham acesso, o chocolate teve sua fama aumentada ao ser misturado ao açúcar. O cacau em pó surgiu em 1.828 e o chocolate em barra, como conhecemos hoje, data do final do século XIX, quando a ele foi acrescentado leite. Hoje o cacau é plantado em toda zona equatorial terrestre. Do Brasil a Indonésia, da África ao Havaí. O pé de cacau produz de 20 a 30 frutos e cada fruto cerca de 20 a 50 grãos. Os grãos depois de secos e torrados são moídos para a produção de chocolate
UMA FELIZ PÁSCOA PARA TODOS
Saudações Costeletas
António Encarnação
NOTÍCIAS  DO JORNAL CARTEIA
ENVIADAS PARA O BLOGUE
(Jornal Regional publicado em Quarteira)

21-04-2011
Adelino Gomes, um dos mais conceituados nomes da Comunicação Social, figura indissociável da Revolução de Abril, é o próximo orador do ciclo de conferências "Horizontes do Futuro". Nas vésperas de mais um aniversário do 25 de Abril, no dia 23, sábado, pelas 16h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, o jornalista fará uma apresentação intitulada "25 de Abril: O Testemunho de um Repórter", recorrendo também a alguns meios audiovisuais da época.
André Fernandes sagra-se campeão nacional em Duplo Mini-Trampolim
21-04-2011
No passado fim-de-semana, 16 e 17 de Abril, tiveram lugar em Loulé os Campeonatos Nacionais de Duplo Mini-Trampolim e Tumbling, em que participaram cerca de 400 ginastas de todo o país. Na competição de Duplo Mini-Trampolim, André Fernandes foi o grande vencedor.
Português vence Portugal Poker Series
21-04-2011
O Casino de Vilamoura recebeu o Portugal Poker Series, entre os dias 13 e 17 de Abril, em que o grande vencedor foi o português José Passos, com um prémio de 27 mil euros. Participaram jogadores de vários pontos da Europa.
Comércio de Portimão abre portas nos feriados e no Domingo de Páscoa
21-04-2011
O comércio local de Portimão estará de portas abertas nos feriados de Sexta-feira Santa e do 25 de Abril, ao longo de todo o sábado, dia 23, e ainda no Domingo de Páscoa, visando melh! or receber os milhares de visitantes que são esperados no centro da cidade durante este período.
Animação de rua invade Albufeira
21-04-2011
Nestas mini férias da Páscoa, Albufeira tem preparado um conjunto de actividades para receber os milhares de turistas que visitam o concelho. Para além dos certames alusivos à quadra, a Avenida Sá Carneiro, na zona da Oura, vai ser palco de espectáculos de animação para toda a família.
Dois detidos por posse de estupefacientes
21-04-2011
O Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Portimão com apoio de militares dos Postos de Aljezur, Monchique e Portimão, desencadeou ontem uma operação policial de combate ao tráfico de estupefacientes na zona do Loiro em Marmeleite - Concelho de Monchique.
Guia comemora Páscoa com prova do folar
21-04-2011
A freguesia da Guia volta a acolher uma tradição popular, que promove os valores da partilha e da confraternização. No Domingo de Ramos, centenas de pessoas são convidadas a degustar um folar gigante, em celebração das cerimónias da Páscoa.
Feira da Páscoa com toque medieval
21-04-2011
Durante quatro dias, a Av! enida da República (em frente à Sociedade Recreativa Olhanense! ) vai receber a Feira da Páscoa, que este ano tem um toque medieval. Saiba mais.
Folar e Azeite reinam em Loulé
20-04-2011
No seguimento da política de dinamização de um dos ex-líbris da cidade de Loulé, o Mercado Municipal de Loulé continua a apostar na realização de certames temáticos. Depois de uma Feira de Chocolate que decorreu em Fevereiro, é agora a vez de mais dois eventos: a Feira do Folar e a Feira do Azeite.
Patinador do Internacional do Algarve sagra-se tri-campeão
20-04-2011
David Pedro, patinador do Internacional do Algarve, conquistou três primeiros lugares no Campeonato Nacional de Patinagem de Velocidade, em Estarreja.
Che Lagoense ganha metade dos títulos nacionais em Eli! tes
20-04-2011
A ACD da Che Lagoense venceu metade dos títulos de Campeões Nacionais e cerca de oitenta por cento de vice-campeões, no Circuito Nacional de Badminton, na categoria de Elite.
O Sumo Certo , o Primeiro filme algarvio
20-04-2011
Em breve terão início as filmagens do primeiro filme algarvio. Um projecto ambicioso e original que promete levar a região às "bocas do mundo cinematográfico"
Alunos do INUAF aconselham exercício físico
20-04-2011
No âmbito da "Exposição da Saúde", organizada pelo grupo de Educação Física da Escola Secundária Laura Aires de Quarteira, os alunos finalistas de Educação Física e Desporto do Instituto Superior Dom Afonso III (INUAF) avaliaram mais de 70 pessoas da comunidade escolar.
Lar de Idosos em Almancil já abriu
19-04-2011
13 Médicos colombianos para o Algarve
19-04-2011
A Administração Regional de Saúde do Algarve, IP, contratou 13 médicos de nacionalidade colombiana, ao abrigo de um Protocolo estabelecido entre os Ministérios da saúde de Portugal e Colômbia, por um período de três anos, permitindo dar médico de família a mais de 22.000 pessoas.
Caritas de Boliqueime recebe donativos de associação cultural
19-04-2011
A Caritas de Boliqueime recebeu um donativo da Associação Cultural Colaboranisto, no passado dia 15 de Abril. Leite, arroz e massas foram os bens alimentares em destaque.

Colocação de RC. Os nossos agradecimentos.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

BOA PASCOA

Por João Brito Sousa

. A Páscoa cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição. É o dia santo mais importante da religião cristã. É a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.
A última ceia partilhada por Jesus Cristo e seus discípulos é narrada nos Evangelhos. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe dos cordeiros. Assim, a última ceia teria ocorrido um pouco antes desta mesma festividade.
No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pessach. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.
Na Páscoa, é comum a prática de pintar-se ovos cozidos, decorando-os com desenhos e formas abstratas. Em grande parte dos países ainda é um costume comum, embora que em outros, os ovos tenham sido substítuidos por ovos de chocolate. No entanto, o costume não é citado na Bíblia. Portanto, este costume é uma alusão a antigos rituais pagãos.
Muito antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera. A Páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes, isto muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade. A palavra “páscoa” – do hebreu “peschad”, em grego “paskha” e latim “pache” – significa “passagem”, uma transição anunciada pelo equinócio de primavera (ou vernal), que no hemisfério norte ocorre a 20 ou 21 de março e, no sul, em 22 ou 23 de setembro.
A primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados. A lebre (e não o coelho) era seu símbolo. Suas sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada.
A procissão de sexta feira Santa na cidade de Faro é um momento alto das férias da Pascoa, porque muitas centenas de pessoas que estão a residir ou a trabalhar fora da cidade regressam nesta altura para visitar amigos e familiares. A rua de Santo António enche-se e o jardim Manuel Bívar também.

E a procissão regista a solenidade habitual quando passa.

É bonito.


jbritosousa@sapo.pt

NOTÍCIAS DA NOSSA ESCOLA



A NOSSA ESCOLA DISTINGUIDA
No Concurso Nacional «Nós e a Europa» a Escola Secundária Tomás Cabreira foi distinguida com um prémio para a categoria multimédia do ensino secundário.
As nossas felicitações à nossa Escola, aos seus dedicados professores e ao nível demonstrado pelos jovens «costeletas», nossos continuadores.


RITA GEIRINHAS (JOVEM COSTELETA), EM DESTAQUE NA MARCHA ATLÉTICA
No decurso dos Campeonatos Nacionais de Marcha Atlética, disputados na Batalha a «costeleta» Rita Geirinhas, representando o Núcleo Desportivo da Escola Tomás Cabreira) alcançou, na categoria de infantis femininos, um honroso 2° lugar.
As nossas mais efusivas felicitações!

FILIPA FERRElRA (JOVEM COSTELETA) EM DESTAQUE
Foi no decurso dos Campeonatos de Atletismo de Portugal, em pista coberta, disputados na cidade do Pombal e que contaram com a participação de 62 equipas de todo o País, que a jovem «costeleta» Filipa Ferreira, representando o Núcleo Desportivo da Escola Tomás Cabreira, alcançou um meritório 8° ligar na prova de Marcha Atlética, cobrindo os 3 mil metros femininos no tempo de 15.40,62 minutos.
As nossas felicitações.

jOÃO lEAL

Colocação de RC.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

«VILA ADENTRO - O ESPÍRITO DO LUGAR»
UM LIVRO DA NOSSA ESCOLA

«Vila Adentro - o espírito do lugar», editado pela Escola Secundária Tomar Cabreira e outras entidades, entre as quais a Associação dos Antigos Alunos, que resulta do trabalho das Professores D. Rosa Trindade e D. Dulce Bulha, nos últimos 3 anos, com alunos do 11º e 12° anos da nossa Escola.
Esta obra, pela qual felicitamos a consciente e inovadora acção pedagógica daquelas Professoras, relaciona-se com a zona histórica da capital" Algarvia, que para nós, «Costeletas», se reveste de um significado especial e sempre emotivo, pois foi ali que nasceu e viveu, durante décadas, quer na Rua do Município como no Largo a Escola Tomas Cabreira.
Referem as Autoras deste livro «Vila Adentro - o espírito do lugar»: «Este livro permite, não só, conhecer a história e usufruir do espaço, mas também, sentir a própria essência e o espírito do lugar... ».
E como nós «costeletas, o sentimos...

João Leal

Nota: Um texto para relembrar. Um belo livro que os interessados poderão adquirir.
RC.

Abril

Abril és viva harmonia
Que envolve tempo que passa
Levado p' la fantasia
Como algo que esvoaça!
És a papoila vermelha
Que gira ao sabor do vento,
Sorrindo ao Sol que te espelha
Leve como o pensamento!
És Primavera de esp' rança,
A cantar hinos de amor,
Em quimeras de bonança
Rodeada de esplendor!
És a linda madrugada,
Que risonha se revela...
Em chilreios da passarada
No palco de uma aguarela
És Abril por excelência,
Liberdade em movimento
E à luz da transparência
Suavizas o alento!
És o despertar da vida,
A excelsa natureza,
Com a alma dividida
De inspiração bem sentida
À procura de firmeza!

Maria Romana


Colocação de RC.